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quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Kimberley Motley: "As leis islâmicas são boas. Falta usá-las"

Kimberley Motley: "As leis islâmicas são boas. Falta usá-las"

A advogada americana passa nove meses por ano no Afeganistão. Usa as leis do próprio país a fim de defender quem não pode pagar por um representante no Tribunal

ISABEL CLEMENTE 12/2014 
TERRA COM LEI Kimberley em Cabul, no ano passado. Ela aceita doações, mas  não de governos  e empresas (Foto: Lorenzo Tugnoli)
A primeira viagem que a advogada americana Kimberley Motley fez para fora dos Estados Unidos, em 2008, a levou ao Afeganistão. Ela fazia parte de um programa do Departamento de Justiça do governo americano para treinar advogados locais. Depois de visitar prisões onde os condenados estavam fadados a apodrecer sem ter quem os representasse – e ver que o problema era especialmente grave para as mulheres prisioneiras –, Kimberley tomou uma decisão que mudou sua vida. Começou a passar temporadas anuais no Afeganistão. Hoje, aos 39 anos, mãe de três filhos, passa nove meses por ano no Afeganistão. Estuda a lei islâmica e a usa para advogar numa sociedade descrente das leis.

É a única advogada estrangeira em atuação no país, onde viveu momentos de pânico em meio a ataques terroristas. Kimberley é simpática, alta e elegante. Viveu uma etapa curiosa no currículo estrelado: foi eleita, em 2004, a mais bela mulher casada do Estado americano de Wisconsin (ela diz ter entrado no concurso após perder uma aposta). Chegou a disputar o título de mais bela mulher casada dos Estados Unidos e aproveitou para divulgar suas ideias sobre penas alternativas para jovens. Kimberley veio ao Brasil em outubro e deu uma das palestras mais aplaudidas do TEDGlobal, no Rio de Janeiro, evento apoiado por ÉPOCA. Kimberley acaba de assinar um contrato com a rede de TV americana NBC. Sua vida inspirará um seriado.
ÉPOCA – O Afeganistão tem boas leis?
Kimberley Motley –
 Eles têm muitas leis excelentes e princípios sobre o que nunca se deve fazer, como o estupro. O Alcorão afirma que alguém só pode responder a crime de adultério se houver quatro testemunhas oculares. Ninguém leva quatro testemunhas aos tribunais. As pessoas simplesmente não recorrem à Justiça. Não têm advogados constituídos para dizer perante o Tribunal “não é isso o que diz a lei”. Não usar leis já existentes é o problema de muitos lugares, incluindo os Estados Unidos.
ÉPOCA – Qual foi o caso mais complicado que a senhora enfrentou lá?
Kimberley – 
Todos são difíceis. Não há processo fácil. Não que os casos em si sejam complicados – complicado é lutar contra muita ignorância e práticas corrompidas. Tudo é uma batalha: entrar na prisão para ver meus clientes, reunir provas e argumentos, levar a julgamento os algozes de uma tortura. É uma luta eterna. O Tribunal é a parte fácil. Quando chego lá, estou exausta pelo esforço despendido antes.

ÉPOCA – Como a senhora se tornou defensora de uma menina de 12 anos torturada pela família?  
Kimberley – Cheguei a esse caso porque o abrigo de mulheres me telefonou no ano passado. O abrigo é mantido por financiamento internacional. É ótimo. Lá, ela estuda e está segura com outras meninas em situação semelhante. Agora, quer ser advogada quando crescer... (Kimberley fica com a voz embargada pela emoção). Ela foi vendida pelo irmão para um homem de 30 anos por US$ 2 mil. A nova família queria que ela se prostituísse. Ela se recusou. Foi torturada com choques, sofreu maus-tratos de toda a sorte. Trancaram-na num porão, arrancaram suas unhas com alicates, quebraram seu nariz, seus braços e suas pernas. Poderia ficar muito tempo descrevendo os horrores. Uma tragédia. Pense numa menina de 12 anos que se recuse a obedecer a quatro adultos. Foram nove meses nessa situação pavorosa. Ela resistiu a tudo e se manteve firme. É muito forte e nem se dá conta disso. Por isso, amo tanto esse caso. Não é fácil encarar histórias tão tristes, mas é meu dever mostrar a ela como é corajosa. Uma vez, conseguiu escapar, pediu ajuda aos vizinhos, e eles a devolveram ao marido. Tudo piorou. Finalmente, um tio a encontrou. Estava tão frágil que precisou sair da casa de cadeira de rodas. Ela é muito pequena, passou fome. Para piorar, o sogro, a sogra e a cunhada, condenados a 25 anos, ficaram presos por um ano e foram soltos. Pensei: “Só podem estar brincando comigo!”. Voltei à Justiça com uma ação para prendê-los de novo e abri outra ação, para processar o irmão e o marido, que a jogaram nessa situação e não sofreram consequência nenhuma. Foi o primeiro caso do tipo, no Afeganistão, em que a vítima foi representada por um advogado. As leis estão escritas há anos, e ninguém jamais as usou. É incrível. Agora, também processo por indenizações, porque, em lugares como esse, as pessoas não se importam muito com ir presas, mas começam a se preocupar se correrem o risco de perder US$ 10 mil.
ÉPOCA – A senhora trabalha sozinha?
Kimberley – 
Tradutores me ajudam no Afeganistão, e advogados do ramo empresarial trabalham no exterior para mim. Sou a única da empresa (Motley Legal) no Afeganistão. Não quero pôr os demais advogados em risco. Muitos se sentem desconfortáveis lá, têm medo. Já tentei contratar advogados locais para ficar comigo por curtos períodos, no máximo uma semana. Percebi que é difícil para eles me acompanhar.
ÉPOCA – Como a senhora se mantém, atendendo apenas quem não tem recursos para pagar?
Kimberley –
 Eu mesma pago as despesas, nos casos de defesa dos direitos humanos. Não cobro nada, nem eles poderiam pagar. A maior parte de meu trabalho com fim lucrativo é empresarial. Meus outros clientes são empresas, embaixadas e consulados, gente envolvida em processos em cortes internacionais. Eles também me mantêm aprendendo. Já recebi doações indivi­duais, mas não quero receber de governos ou empresas, porque atuo no setor privado. Só quero ser advogada.

ÉPOCA – Houve alguma situação que fez a senhora pensar “Eu não deveria estar aqui”?
Kimberley –
 Foi em março, no Serena Hotel, o único cinco estrelas do país, na capital, Cabul. Um amigo ia para Dubai passar o Ano-Novo afegão. Deixou o quarto vago e me ofereceu o espaço para ficar, porque, onde moro, não tenho água encanada nem eletricidade. O Serena é confortável. Quinze minutos depois de me registrar, houve um tiroteio. Mataram várias pessoas no hotel, e ele ficou fechado por quatro horas. Ninguém entrava nem saía. Estava escondida em meu quarto no 2o andar, enquanto gente morria no térreo. Ouvi os tiros. Vi gente correndo quando abriram fogo no restaurante. Foi muito assustador, como algo que acorda você para a realidade a sua volta. Me senti não só isolada, como vulnerável demais. Quando os atiradores invadiram, os seguranças do hotel fugiram. Não havia ninguém armado lá dentro, exceto os terroristas. Foram horas sem saber o que se passava lá fora. O engraçado é que telefonei para um amigo jornalista, para saber o que acontecia, e ele reagiu sussurrando comigo ao telefone: “Oh, meu Deus, você está aí? Desligue a luz, tranque a porta e se esconda”. Até aquele momento, não sabia que o problema era dentro do hotel mesmo, poderia ser na rua, porque acontece de vez em quando. Quase entrei em pânico. Ele tentava me acalmar. Disse: “Fique calma, não é nada”. Eu respondia: “Não me diga que não é nada! Estou nervosa!”. Muitas das histórias publicadas a respeito só saíram porque eu contava o que se passava aos meus amigos. “Di­ga-me o que você vê”, perguntavam. E eu, histérica, respondia: “Isto não é uma reportagem!”.
"A menina foi vendida e torturada. É o primeiro caso do tipo em que a vítima tem advogado"
ÉPOCA – O que a mantém fiel a uma proposta tão arriscada?
Kimberley –
 Meus clientes. São os melhores clientes do mundo.
ÉPOCA – O que seus filhos acham de seu trabalho?
Kimberley –
 Não conto todos os detalhes, porque é tudo muito triste e deprimente. Eles me apoiam muito. Certa vez, a professora de minha caçula, de 8 anos, contou de forma genérica a ela que eu ajudava uma menina de idade próxima da dela, de 6 anos, contra adultos malvados. A reação dela foi muito fofa, porque veio me perguntar se a menina havia ficado bem, se eu conseguira ajudá-la contra os malvados. Tenho também dois adolescentes, um menino de 13 e uma garota de 17 anos. Atuava no caso de uma mulher estuprada, que engravidou no ataque e teve o bebê na prisão. Ela era obrigada a casar com o estuprador, e obviamente não queria. Fiz um abaixo-assinado on-line para pessoas no mundo todo assinarem e dar publicidade ao caso. Em dois dias, reuni 6 mil nomes, e lá estava a assinatura de minha filha. O que me mantém nessa história são meus clientes e meus filhos, que me encorajam e participam desse sacrifício comigo. Não é fácil não ter a mãe em casa durante tanto tempo.

A diversidade escondida da Mata Atlântica

A diversidade escondida da Mata Atlântica

Ensaio mostra fotos de cogumelos e fungos encontrados em reserva florestal no Vale do Ribeira, em São Paulo

BRUNO CALIXTO, DE JUQUIÁ (SP)
12/2014 10h00 
Cogumelos e fungos da Mata Atlântica (Foto: Luciano Candisani)
A incrível diversidade da Mata Atlântica costuma ser bem representada por suas árvores ou animais emblemáticos, como a onça-pintada e o mico-leão dourado. Mas escondida entre as folhas há uma infinidade de seres vivos também incríveis, como fungos e cogumelos. Nesta série de fotos feita pelo fotógrafo de natureza Luciano Candisani, podemos ver a beleza desses seres. As imagens foram feitas na reserva Legado das Águas, uma área de floresta particular da Votorantim no Vale do Ribeira, em São Paulo.

Confira as fotos.
Cogumelos e fungos da Mata Atlântica (Foto: Luciano Candisani)
Cogumelos e fungos da Mata Atlântica (Foto: Luciano Candisani)
Cogumelos e fungos da Mata Atlântica (Foto: Luciano Candisani)

*O repórter viajou a convite do Instituto Votorantim.

Como vai a saúde do seu cérebro?

Como vai a saúde do seu cérebro?

Começam a surgir no Brasil e em outros países os serviços de check-up para detectar e corrigir deficiências de memória, concentração e atenção. Os exames também ajudam a prevenir doenças neurodegenerativas como o Alzheimer

Mônica Tarantino (monica@istoe.com.br)
Inspirados nas recomendações que levam milhares de pessoas ao cardiologista ou ao clínico para conferir, anualmente, como está a saúde do coração, neurologistas e pesquisadores do cérebro desenvolveram um corpo de testes destinado a proteger a saúde cerebral e preservar funções cognitivas como a memória, a atenção, a capacidade de se concentrar e o tempo de reação. Essa nova abordagem, nutrida em centros de pesquisa e universidades como Pittsburgh, Yale e Harvard (EUA), e Melbourne, na Austrália, começa a se disseminar pelo mundo. “Esse conjunto de testes identifica a presença de alterações cognitivas. Alguns também podem ser usados para treinar o cérebro a superá-las”, disse à ISTOÉ David Darby, que dirige o Instituto Florey de Neurociências e Saúde Mental da Universidade de Melbourne. Darby é uma referência mundial no estudo do impacto das mudanças neurológicas no comportamento e um pioneiro no desenvolvimento dos jogos computadorizados para avaliar as funções cerebrais.
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Iniciativas com esse direcionamento proliferam na Europa, nos EUA e no Brasil. Centros de memória antes frequentados somente por idosos com demência ou Alzheimer agora começam a ser visitados também por uma população mais jovem interessada em preservar e melhorar a sua performance cerebral. “Recebemos desde atletas que sofreram concussão cerebral até jovens com problemas de concentração que querem saber o que a ciência oferece a eles”, diz a neuropsicóloga Mariana Assed, do Serviço de Psicologia e Neuropsicologia do Hospital das Clínicas de São Paulo, onde está sendo montado um centro de avaliação em moldes semelhantes ao da Universidade de Melbourne. “Estamos reunindo jogos e outros testes para melhorar o diagnóstico de alterações cognitivas e psiquiátricas”, explica Mariana.
Um dos alvos do check-up cerebral é ampliar o acesso à chamada reserva cognitiva. Trata-se da capacidade de o cérebro buscar novos caminhos para usar seus recursos. Na prática, é a agilidade para acionar uma via alternativa e seguir em frente se o caminho principal até uma informação – como uma palavra que teima em desaparecer no meio da conversa – encontra-se bloqueado ou desativado. Estudos apontam que pessoas com maior poupança cognitiva contornam melhor suas deficiências. Uma dessas constatações foi publicada pela revista “Neurobiology”. Uma investigação de cientistas americanos, italianos e sérvios ligados à Fundação Kessler concluiu que a existência de uma reserva mais robusta opõe maior resistência à progressão das perdas cognitivas até mesmo em pacientes com doenças degenerativas, como a esclerose múltipla.
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Em São Paulo, outro serviço de check-up cerebral, o Centro Neurability de Avaliação e Treinamento da Performance Cerebral, atua de acordo com os mais recentes achados da neurociência. Inaugurado há um ano, o local reúne psicólogos, terapeutas, neuropsicólogos, médicos do esporte e neurologistas. “Está provado que o cérebro pode ser reconfigurado a partir de suas reservas cognitivas. É nessa fronteira da ciência que estamos trabalhando”, diz o neurologista Jorge Pagura, do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, e um dos integrantes do grupo de profissionais do centro.
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Ali têm sido examinados, por exemplo, atletas do futebol feminino, jogadores de vôlei e boxe e indivíduos com queixas leves ou mais complexas de memória. Foi o que aconteceu com Luiz Carlos Moraes Rego, 81 anos, de São Paulo. Especialista em engenharia automotiva pela Universidade de Michigan (EUA) e professor de Inovação da Fundação Getulio Vargas, há um ano e meio ele se aposentou e trocou as aulas pela atividade como palestrante, consultor e articulista da revista “Inovação”. “Comecei a ficar preocupado com os esquecimentos e a dificuldade de me comunicar”, diz. Após se submeter a uma bateria de testes que confirmaram o problema, fez 13 sessões de treinamento para melhorar o uso de seu patrimônio cognitivo. “Foi um excelente investimento. Parece que religuei o cérebro”, diz.
O publicitário Fauze Jibran, 40 anos, submeteu-se ao check-up por curiosidade e ficou surpreso ao saber que sua memória de trabalho – guarda, por exemplo, nomes de pessoas a quem você acabou de ser apresentado –, estava abaixo do normal. “Vimos que a ansiedade estava me prejudicando”, conta. Ele foi orientado a modificar sua rotina para controlar o problema. “As mudanças no estilo de vida me devolveram a agilidade mental.”
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PREVENÇÃO
O neurologista Okamoto, do Hospital Albert Einstein, planeja o lançamento
de um pacote de exames para avaliar pessoas saudáveis
No laboratório do neurocientista Michael Collins, da Universidade de Pittsburgh (EUA), concentra-se a vanguarda dos estudos e tratamentos da concussão cerebral, o trauma provocado por choques ou pancadas que causam impacto na cabeça. Suas pesquisas mostram que resultados normais dos exames de imagem não são suficientes para descartar uma avaliação das funções cerebrais de pessoas que bateram a cabeça. “Treinamentos específicos melhoram esse quadro”, assegura Collins.
A designer Karoline Gebrael, 32 anos, de São Paulo, beneficiou-se dessa nova forma de tratar sequelas. Há um ano, ela sofreu um acidente de carro, mas aparentemente não teve sequelas. Com o tempo, passou a ter dores de cabeça constantes, cansaço e dificuldade para se concentrar no trabalho. “Meu desempenho estava abaixo do que sei que posso”, diz. Karoline submeteu-se aos testes de avaliação neurocognitiva. “O cérebro dela ainda se ressentia do impacto sofrido há tanto tempo”, diz o médico Ricardo Eid, coordenador do Ambulatório de Concussão da Universidade Federal de São Paulo e um dos idealizadores do Centro Neurability.
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Por ser esse um campo do conhecimento ainda em construção, um dos questionamentos é se o check-up pode ser um recurso para melhorar a identificação de pessoas com declínio cognitivo leve ou até sem sintomas que indiquem o risco de demência e Alzheimer. A prática mostra que sim. “Nos casos em que houver um prejuízo mais acentuado da memória e de outras funções a indicação é realizar exames mais complexos para avaliar sua condição neurológica”, afirma o pesquisador Ivan Okamoto, da Universidade Federal de São Paulo e diretor do Centro do Cérebro e Memória do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. Ele vê com bons olhos o uso dos testes para analisar as funções cerebrais, ajudando, dessa maneira, na detecção de eventuais problemas. “Ainda que seja tênue a linha divisória entre as perdas próprias do envelhecimento e quadros iniciais de demência, sabemos que intervir precocemente pode retardar os sinais das doenças degenerativas”, afirma.
Okamoto chama a atenção para o fato de que é urgente aumentar o acesso ao diagnóstico no País. “Aqui, apenas 11% das pessoas com a doença de Alzheimer estão em tratamento e estima-se que 90% dos pacientes não tenham diagnóstico”, destaca. O médico planeja lançar nos próximos meses um pacote de exames para o público saudável com foco na prevenção.
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EXAME
A neuropsicóloga Mariana Assed (na foto, atrás) usou testes 3D para
livrar a designer Karoline da dor de cabeça e da falta de atenção
A aplicação dos testes (leia mais sobre eles no quadro ao lado) encontra suporte nos diversos estudos que buscam decifrar como os nossos neurônios se conectam uns aos outros e quais estímulos reforçam ou enfraquecem essas ligações. Entre eles estão os que avaliam testes neurocognitivos de computador e os chamados neurogames. Publicada na revista “Nature”, uma pesquisa recente feita com 40 pessoas com idade entre 60 e 85 anos mostrou, por exemplo, a eficiência de um jogo desenvolvido pela Universidade da Califórnia, o NeuroRacer. Ele é utilizado para incentivar a capacidade de executar diversas tarefas ao mesmo tempo, algo cada vez mais comum. Nele, o jogador pilota um carro por uma região montanhosa por meio de um joystick. Ao mesmo tempo, é instruído a apertar um botão apenas quando um sinal específico aparecer na tela. “O estudo forneceu uma evidência poderosa de como a aplicação personalizada de um videogame pode ser usada para investigar as habilidades cerebrais e, ao mesmo tempo, como ferramenta para a melhoria cognitiva”, diz o médico Moacir Costa Neto, de Brasília. Ele foi aos EUA e à Austrália conhecer os novos recursos contra as perdas neurocognitivas.
Outro trabalho, feito por cientistas do Instituto Max Planck, na Alemanha, e publicado pela revista “Molecular Psychiatry”, investigou os efeitos de jogos de computador 3D sobre o cérebro de um grupo de adultos que jogaram, por dois meses e durante 30 minutos por dia, o game “Super Mario 64”. Na comparação com indivíduos que não passaram pela experiência, o que se viu foi um aumento nas dimensões de diversas áreas cerebrais, como o córtex pré-frontal (ligado à tomada de decisões e planejamento) e regiões associadas à formação da memória e aos movimentos finos das mãos.
Na opinião do médico Paulo Bertolucci, chefe da Neurologia Comportamental da Universidade Federal de São Paulo, a popularização dos check-ups e dos jogos para treinar as capacidades cerebrais é positiva. “O cérebro precisa ser tão bem cuidado quanto o coração”, afirma. Ele alerta, porém, para a necessidade de usar os recursos de forma individualizada. “Jogos online ajudam a melhorar alguma coisa, mas é necessário fazer essa atividade de modo orientado e com acompanhamento”, recomenda.
Na Austrália, o neurocientista Darby está justamente monitorando uma população de voluntários para afiar os critérios a serem usados nas avaliações feitas pela internet. Hoje, quem acessa sites como o Lumosity, por exemplo, será encaixado em padrões diagnósticos bastante abrangentes. O que Darby quer é criar condições para que o resultado obtido pelo internauta seja o mais específico possível. “E assim será possível ampliar o uso dessa ferramenta e reduzir a chance de que ela deixe passar variações que indiquem algo mais grave na saúde do cérebro”, diz Darby.
Fotos: Pedro Dias, Rafael Hupsel – Ag. Istoé, Airam Asil 

Médicos alertam sobre excesso de peso e sedentarismo no Dia Mundial da Diabetes

Médicos alertam sobre excesso de peso e sedentarismo no Dia Mundial da Diabetes

Falta de informação agrava casos no País

Agência Brasil
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Especialistas alertam no Dia Mundial do Diabetes, lembrado hoje (14), que o excesso de peso e o sedentarismo são as principais causas do diabetes tipo 2, que atinge 90% das pessoas com problemas em metabolizar a glicose. De acordo com a Federação Internacional do Diabetes, existem hoje 12 milhões de diabéticos no Brasil e 5 mil novos casos são diagnosticados por ano.

O vice-presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, João Eduardo Salles, desfaz o mito de que só os doces contribuem para o diabetes. “Não é o fato de comer doce que leva ao diabetes, é sim o fato de engordar e ser sedentário, independentemente de comer doce. Se está engordando o risco de diabetes é maior”, ressaltou Salles, ao acrescentar que com a idade o risco aumenta. Quem tem muita gordura concentrada na barriga também deve ficar atento e fazer exames, pois este é outro fator de risco. Nesta sexta-feira, a entidade promove ações de conscientização em todo o país.

Segundo o especialista, o diabetes é uma das maiores causas de cegueira, de insuficiência renal, além de aumentar em até quatro vezes o risco de doenças cardiovasculares. “Quem se cuida não tem estas complicações”, frisou Salles.

Os alimentos são digeridos no intestino e parte deles se transforma em açúcar (glicose), que é enviada para o sangue para se transformar em energia. Só que para tranformar a glicose em energia, o organismo precisa de insulina, uma substancia produzida nas células do pâncreas. No diabético, a glicose não é bem aproveitada pelo organismo devido à falta ou insuficiência de insulina, o que causa o excesso de glicose no organismo, a hiperglicemia.

O diabetes tipo 1 ocorre quando o corpo não produz insulina, enquanto a do tipo 2 se dá nos casos em que há produção da insulina, mas em quantidade insuficiente ou quando ela não é processada pelo organismo de forma adequada.

Enquanto o diabetes é uma doença crônica sem cura, o pré-diabetes é um estágio anterior da doença em que ainda há como reverter o quadro. “[Isso] ocorre quando os níveis de açúcar no sangue já estão acima do considerado normal, mas a reversão do quadro ainda é possível, por meio de mudanças no estilo de vida, o que inclui adotar uma alimentação mais saudável, deixar de fumar e praticar exercícios físicos de forma regular”, explicou a gerente científica do Negócio Nutricional da Abbott, Patrícia Ruffo. Quem faz exames periódicos de glicemia pode constatar antes o pré-diabetes e se esforçar para reverter o caso e assim evitar a doença, que não tem cura.

Levantamento feito em parceria entre a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) e a Abbot, empresa de saúde global que conduz pesquisas e desenvolve produtos para a área, apontam que 45% da população não sabem que práticas como o controle de peso e exercícios regulares podem ser parte do controle tanto do pré-diabetes quanto do diabetes. “A falta de informação preocupa, já que o pré-diabetes é uma condição que permite a reversão do quadro a partir de medidas simples no cotidiano”, avaliou Patrícia.

Estudos da Associação Americana de Diabetes mostram que uma pessoa pode reduzir as chances de desenvolver o diabetes tipo 2 em 58% dos casos, ao perder 7% do seu peso corporal e fazer 30 minutos de atividades físicas diariamente. Enquanto isso, a pesquisa da SBD com a Abbott mostrou que a mudança de alimentação é o passo mais difícil de ser incorporado à rotina para 60% das pessoas entrevistadas, mas é também o mais importante para o controle da doença e do pré-diabetes, na opinião dos médicos.

Segundo João Eduardo Salles, o tratamento da doença é baseado em uma mudança de estilo de vida. “Perder peso, fazer exercício e comer adequadamente”, lista ele. Além disso, o uso correto e continuo dos medicamentos é essencial, quando necessários. “ A maioria das pessoa começa a tomar o remédio e para. Diabetes não tem cura, mas tem controle, mas as pessoas não podem deixar de tomar os medicamentos. Tem que tomar o medicamento a vida toda e ser acompanhado pelo médico a vida toda.”

Falta de informação agrava casos
A falta de informação sobre o diabetes continua a ser uma agravante da doença no país. É o que médicos alertam.O diretor científico da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV), Vasco Lauria, disse que mesmo com campanhas, internet e outros meios de comunicação, ainda há muitos pacientes que descobrem ter a doença em estágio avançado.

“Evoluímos muito no acesso à informação e à conscientização, mas ainda temos muitos pacientes que chegam pela primeira vez [no consultório] e não sabem da gravidade da doença, muitos sequer sabem que têm a doença. Aparecem com ferida no pé ou uma infecção e aí fica difícil salvar o membro do paciente”, comentou ele.

Lauria lembrou que o controle do diabetes exige disciplina, já que a dieta desregrada e a falta de cuidados diários podem acarretar consequências graves como: gangrena, doença vascular periférica e derrames. O tabagismo e a pouca ingestão de água são alguns maus hábitos que devem ser evitados, ressalta ele.

A professora Rosemary Ribas de Azevedo, 49 anos, convive com a doença há 15 anos. A mudança de hábitos alimentares para ela é um desafio que a acompanha até hoje. “É impossível, é difícil demais viver de dieta, abstinência de tudo. De vez em quando eu furo”, disse ela. “Mas não me tornei dependente da insulina, pois tomo o cuidado de não misturar alimentos, evito produtos industrializados, usar qualquer tipo de sapato, para não machucar os pés”, declarou.

A falta de informação também é um problema para muitas grávidas que acabam desenvolvendo diabetes gestacional, afirmou que o ginecologista obstetra do Hospital Universitário Antônio Pedro e do Hospital Federal dos Servidores do Estado, no Rio de Janeiro, Antonio Paulo Stockler. Ele explicou que a doença não costuma apresentar sintomas e pode acabar colocando em risco a vida da mãe e do bebê.

“Precisamos ter uma divulgação melhor das doenças que podem surgir durante a gravidez para as mães participarem mais. Se conseguirmos levar essa informação de que é uma doença importante, conseguiremos fazer um diagnóstico mais precoce”, comentou ele.

Stockler lembrou que também há vários casos de mães diabéticas que por não saberem da doença ou das consequências que ela pode trazer ao bebê acabam tendo complicações na gestação. “Uma mulher bem orientada vai procurar atendimento precoce e seguir as orientações dietéticas de forma mais rigorosa.”

De acordo com a Federação Internacional do Diabetes, existem hoje 12 milhões de diabéticos no Brasil e 5 mil novos casos são diagnosticados por ano.

Dados do Ministério da Saúde revelaram que o percentual de pessoas com diabetes passou de 5,5% em 2006 para 6,9% em 2013.

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Institucional 12/2014
O Governo do Estado publicou no Diário Oficial desta segunda-feira (22/12) o decreto que regulamenta a lei número 6.496, que dispõe sobre a divulgação das condições de balneabilidade das praias no estado do Rio de Janeiro e sobre o monitoramento da qualidade das areias.
De acordo com o decreto, as praias serão classificadas em função da presença de usuários e da permanência de banhistas ao longo do ano – as classificações serão denominadas como praias de frequência ‘intensiva’, ‘moderada’ e ‘baixa’, para fins de monitoramento e divulgação das informações sobre a balneabilidade.
As praias consideradas de frequência intensiva deverão ter periodicidade de amostragem semanal. Já as demais praias terão a periodicidade determinada pelo órgão ambiental do Estado do RJ.
O decreto determina ainda que os indicadores bacteriológicos das praias a serem adotados para a análise da balneabilidade das águas devem obedecer aos padrões definidos pela Resolução CONAMA número 274 (29/11/2000), ou àquela que vier a substituí-la. Além disso, a divulgação dos resultados de balneabilidade das praias nos boletins, mídias e painéis deverá ser apresentada por ponto de coleta.
Caberá ao município responsável pela praia caracterizada como de frequência intensiva definir, em parceria com o órgão ambiental do Estado, os locais de exposição e, posteriormente, instalar os painéis para divulgação da condição de balneabilidade das praias. Ainda de acordo com a publicação, os painéis deverão ser instalados no período de um ano a contar da publicação do decreto no Diário Oficial do Estado do Rio de Janeiro.
De acordo com o decreto, são consideradas de frequência intensiva as praias localizadas na Zona Oeste do município do Rio de Janeiro - trecho entre Praia da Barra de Guaratiba até a Praia da Joatinga -, as praias da Zona Sul do município do Rio de Janeiro - no trecho entre a Praia do Pepino até a Praia do Flamengo -, além das praias de Paquetá e as do município de Niterói. Já as praias de frequência moderada são as praias nos municípios de Angra dos Reis (região de Angra dos Reis e Ilha Grande); Paraty, Maricá, Saquarema, Araruama, Iguaba Grande, São Pedro da Aldeia, Arraial do Cabo, Cabo Frio, Armação dos Búzios, Casimiro de Abreu (Praia da Barra de São João), Rio das Ostras, Macaé, Campos, São João da Barra e São Francisco de Itabapoana. São consideradas praias de frequência baixa aquelas que não estão citadas no decreto.

Mudança do clima aumenta risco de conflitos

Mudança do clima aumenta risco de conflitosJosé Eduardo Mendonça - 29/10/2014 às 16:44

Uma combinação de mudança do clima e insegurança alimentar, que pode ser exacerbada por alterações nos padrões do tempo, está amplificando os riscos de conflito e protestos em 32 países, de acordo com o Atlas de Risco da Mudança do Clima e Ambiente, publicado pela empresa de análise global de risco Maplecroft.
O novo relatório avaliou 198 nações por diversos parâmetros, incluindo vulnerabilidade, emissões de gases de efeito estufa, regulações e serviços do ecossistema.
Economias emergentes, como as de Bangladesh, Índia e Filipinas, e muitas das africanas, estão entre aquelas qualificadas como mais suscetíveis a problemas. O ranking levou em consideração o perigo para estes países e o quanto a capacidade de seus governos de promover medidas de adaptação pode significar nas próximas três décadas.
Uma das principais características dos países em “risco extremo” é sua forte dependência do setor agrícola, que emprega quase dois terços de suas populações e responde por 28% da receita média. A Maplecroft nota que mudanças nos padrões do tempo já produzem impactos sobre a produção de alimentos, pobreza e estabilidade social.
O relatório aponta Nigéria, Etiópia, Filipinas e Haiti, além de países africanos como Sudão do Sul, Chade, República Centr0-Africana e Eritréia como os 10 no topo da lista. Neles, altos níveis de pobreza, deslocamentos de populações e conflitos deverão aumentar, junto com secas e enchentes, que piorariam a situação.
A empresa afirma que o gasto com iniciativas de resiliência, tais como colheitas resistentes à seca, mais infraestrutura e redução da pobreza podem ajudar na adaptação. Mas alerta que programas para isto exigem vontade política e dinheiro, que pode ser escasso se os países mais ricos não contribuírem com o fundo de U$ 100 bilhões, prometidos por eles até 2020, para ajudar nações em desenvolvimento a combater a mudança do clima, diz o Business Green.
Foto: UK Department for International Development / Creative Commons / Flickr

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Ciclovia que gera energia é construída na Holanda

Ciclovia que gera energia é construída na Holanda


Instalada na cidade de Krommenie, a 25 km de Amsterdã, a primeira ciclovia solar do mundo produzirá energia suficiente para abastecer três famílias.
A pista está sendo pavimentada por módulos de concreto pré-fabricados, cobertos por uma camada de vidro temperado na espessura de uma polegada, forte o suficiente para suportar o peso de um caminhão. Sob o vidro, células fotovoltaicas coletam a energia solar que é convertida em eletricidade.
A primeira etapa da construção possui 70 metros de comprimento e até 2016, pelo menos mais 30 metros serão acrescentados. A energia gerada pela estrutura será ligada à rede elétrica, estimulando a inovação energética mais sustentável.
O projeto piloto da SolaRoad foi desenvolvido por um consórcio de empresas gerenciado pela TNO, organização de pesquisa independente holandesa. A instituição viu vantagens em utilizar a infraestrutura rodoviária existente, pois ela permite uma superfície maior para a coleta de energia, com pouco ou nenhum impacto sobre a paisagem.
Baseado em testes em laboratório, a TNO espera que a SolaRoad tenha potencial para produzir 50 quilowatts-hora de eletricidade por metro quadrado, por ano, na Holanda. Porém, o método é 30% menos eficiente que a geração de energia solar em telhados, pois a inclinação facilita na captação do sol.
A ciclovia deve ser inaugurada em 12 de novembro e o projeto até agora custou € 1.500.000, e deverá custar três milhões de euros até sua finalização. “A SolaRoad será um laboratório vivo que poderá ser testado no mundo real. A experiência e resultados da ciclovia piloto serão estudados nos próximos três anos”, diz a organização em seu site.

"Projeto Gaveta" incentiva consumo colaborativo e troca de roupas em SP

"Projeto Gaveta" incentiva consumo colaborativo e troca de roupas em SP
 Outubro de 2014 • 


As amigas Giovanna Nader e Raquel Vitti Lino apostam no conceito estrangeiro “clothing swap” para incentivar o consumo colaborativo por meio da troca e doação de roupas. Elas trouxeram a ideia após verem a ideia sendo difundida em diversas partes do mundo, como em países da Europa, Estados Unidos e Austrália.
No passado, elas lançaram a primeira edição do evento, na Escola São Paulo, que contou com a participação de 75 pessoas e uma arrecadação de mais de quatro mil modelos. Desse montante, 1.800 peças foram selecionadas e mais de duas mil foram doadas para a ONG Filhos de Paraisópolis. “A resposta que nós tivemos nessa primeira edição é que São Paulo tem público para esse consumo colaborativo e que as pessoas buscam cada vez mais um consumo mais consciente, e a moda faz parte disso”, afirma Giovanna.

A essência do “Projeto Gaveta” – nome dado a versão brasileira - é atrair o máximo de pessoas em um evento para trocar e reciclar roupas entre si. Um dos diferenciais é a seleção dos modelos que estarão disponíveis. Uma curadoria de moda faz as escolhas das peças seguindo critérios rigorosos para garantir que o encontro tenha uma essência moderna, fashion e atual. Quem tiver peças que não passarem pela curadoria poderá doá-las para uma ONG parceira.
Uma das novidades desta edição é a parceria com a marca de amaciantes Downy, que fará a lavagem de parte das roupas (peças em algodão, jeans e malha) recolhidas na rede de troca, deixando-as perfumadas e mais atraentes para o próximo dono.

Como participar
A pessoa interessada deve separar as roupas que não usa mais - seja nova, velha ou, até mesmo, manchada e rasgada. O próximo passo é enviar um e-mail para projetogaveta@gmail.com e aguardar a resposta com o passo a passo para entrega das peças. Feito isso, a curadoria fará a seleção das roupas que tem potencial para participar do encontro. Em seguida, um novo e-mail é enviado para o participante com um romaneio descrevendo o que foi selecionado. Nele, estará especificado quantas moedas personalizadas irá receber para utilizar no dia. Uma tabela de equivalência foi elaborada para que as trocas sejam efetuadas de uma maneira justa (veja abaixo). Com o romaneio, a pessoa retira suas moedas no dia do evento e poderá escolher entre as opções dispostas nas araras do evento.
Tabela de equivalência:
 1 Camiseta ou Blusa: 1 moeda
1 Vestido: 2 moedas
1 Sapato: 2 moedas
1 Acessório: 1 moeda
1 Jaqueta ou Casaco: 3 moedas
1 Calça: 1 moeda
1 Saia: 1 moeda
1 Shorts: 1 moeda

As trocas vão acontecer no dia 6 de dezembro, a partir das 15h, no Centro Cultural B_arco, que é localizado na Rua Virgílio de Carvalho Pinto, número 426, bairro Pinheiros. Propositalmente, fica em uma rua sem saída. O evento contará com DJ, bebidas e Foodtruck na porta.

Joinville: lei quer transformar promessas de campanha em Plano de Metas

Joinville: lei quer transformar promessas de campanha em Plano de Metas


Por Rogério Giessel
A Comissão de Legislação da Câmara Municipal de Joinville aprovou na segunda-feira (3/11) uma Proposta de Emenda à Lei Orgânica, que institui a obrigatoriedade de elaboração do Plano de Metas e Prioridades pelos prefeitos eleitos, com base nas propostas da campanha eleitoral.
O projeto coloca a elaboração do Plano de Metas e Prioridades como uma das competências do chefe do Executivo.
O prefeito eleito terá até 120 dias após a posse para encaminhar o plano à Câmara de Vereadores, que consistirá basicamente no documento com as promessas de campanha encaminhadas à Justiça Eleitoral.
“Isso vai fazer com que o Executivo apresente indicadores, por exemplo a quantidade de escolas implantadas ou o número de atendimentos feitos nos postos de saúde. Esses indicadores são o que de fato interessam a sociedade”, afirmou o vereador James Schroeder, que completou: “Enfim, tudo que o prefeito promete na campanha eleitoral posteriormente tem que ser convertido em números para que se possa medir a evolução e a eficiência do governo”.
Schroeder destacou que a obrigatoriedade de apresentação de Plano de Metas com base nas propostas de campanha já está na legislação de 41 cidades no Brasil. O Projeto de Emenda à Lei Orgânica segue para votação em Plenário.
Matéria publicada originalmente na Gazeta de Joinville.