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terça-feira, 30 de setembro de 2014


Outubro será de pouca chuva, prevê ONS

Relatório divulgado ontem pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) prevê que a situação dos reservatórios das hidrelétricas continuará baixo em outubro.
 
O mês, segundo o ONS, será marcado por poucas chuvas, o que provocará afluência hídrica “abaixo da média histórica” para o período. A exceção será a Região Sul. Para o período até 3 de outubro, no entanto, a expectativa é de aumento das afluências nos subsistemas Sudeste/Centro-Oeste e Sul. Para as regiões Norte e Nordeste, o Programa Mensal de Operação (PMO) traz perspectiva de “recessão”. De acordo com o operador, a prioridade é preservar os estoques armazenados nos reservatórios das Hidrelétricaslocalizadas nas cabeceiras dos rios Grande, Paranaíba e São Francisco.

Consumo de energia cai este mês

O consumo médio de energia elétrica entre 1º e 23 de setembro caiu 0,6% em relação ao mesmo mês do ano passado. De acordo com a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), o uso médio no período foi de 59,131 mil MW. O Sudeste concentra o maior volume de consumo, com 61% (35.868 MW médios), seguido pelo Sul, com 17% (9.911 MW médios), e o Nordeste, com 16% (9.311 MW médios). A geração registrou leve alta, de 0,20% no período, com 61.802 médios. De acordo com o boletim semanal da CCEE, a geração térmica cresceu 32%, enquanto a eólica aumentou 91% frente a setembro do ano passado. Por ramo de atividade, setores com grande demanda de energia, como o de metalurgia e produtos de metal, reduziram o consumo em cerca de 12%, o químico em 11% e o de bebidas, em 24%.

FONTE CORREIO BRASILIENSE

Quatro animais prestes a desaparecer

Mudanças no habitat podem fazer estas espécies sumirem do mapa daqui a poucos anos
 
1 - Urso polar
É dependente do gelo para a pesca. Um adulto precisa de até 5 quilos de gordura de foca por dia somente para manter o peso. AsMudanças Climáticas tornaram cada vez mais difíceis a reprodução e a alimentação.

2 - Borboleta-monarca
A espécie é totalmente dependente da folha das plantas de serralha, onde seus ovos são postos, para sobreviver. No entanto, o uso disseminado de pesticidas e o corte ilegal de árvores põem em risco as populações.

3 - Baleia-franca-do-pacífico
É a espécie de baleia que enfrenta maior risco de extinção do mundo. Entre as ameaças estão a falta de diversidade genética, a escassez de fontes de alimentos e o derrame de petróleo.

4 - Tetraz-cauda-de-faisão
Seu habitat já teve 120 milhões de hectares, mas diminuiu drasticamente com a expansão da pecuária. A construção de estradas também contribuiu para fragmentar as populações.

 FONTE; O GLOBO

segunda-feira, 29 de setembro de 2014


A água do Sistema Cantareira pode acabar?

Você já deve saber que nossa água está acabando.
 
Assim, quando me deparei com o secretário de Recursos Hídricosdo Estado, Mauro Arce, e o presidente da Agência Nacional de Águas (ANA), Vicente Andreu, em um mesmo palco, dispostos a responder perguntas, não resisti: “Se nos próximos 12 meses as chuvas forem semelhantes às que ocorreram nos últimos 12 meses, os 6 milhões de paulistanos que dependem exclusivamente do Sistema Cantareira terão água em 2015?” A pergunta é simples e não exige adivinhação, pois não questiona se vai chover. Simplesmente solicita a construção de um cenário a partir de dados já conhecidos. O sr. Andreu respondeu: “Se nós tivermos um ano parecido com esse, não teremos uma resposta satisfatórias na região metropolitana no ano de 2015”. O sr. Arce divagou sobre o que ocorreria se nunca mais chovesse. Fiquei sem resposta. Afinal, a água do Cantareira pode acabar?
Se os responsáveis pela ANA e pela Sabesp se recusam a nos contar o que pode acontecer em 2015, só me resta uma opção: tentar construir com você, caro leitor, os cenários mais prováveis. Isso é possível porque os dados necessários são atualizados diariamente em uma série de tabelas e gráficos publicados no site da ANA.
Convido a olhar com cuidado o gráfico acima. Ele mostra a quantidade de água estocada no Sistema Cantareira ao longo de cada ano, de 1982 até o presente. No eixo horizontal estão as datas. Cada linha vertical marca o início de um ano. No eixo vertical está o volume de água acumulada nos reservatórios do Cantareira em milhões de metros cúbicos (hm³). Este número vai de zero (reservatório seco) a 1.460, reservatório transbordando, totalmente cheio. Você também pode ver uma linha horizontal no valor 486, que separa o volume “vivo”, que pode ser retirado sem uso de bombas (entre 1.460 e 486) e o volume “morto” (entre 486 e 0), que só pode ser retirado por bombeamento.

É fácil verificar que todos os anos o nível do reservatório sobe e desce. Ele enche logo após o ano-novo (período de chuvas), se estabiliza antes da metade do ano, e esvazia na segunda metade do ano (período de secas). Mas o quanto ele enche e esvazia varia de ano para ano, dependendo de quanto chove e de quanta água é retirada. Veja o ano de 1999: ele iniciou com aproximadamente 1.050 hm³, subiu até 1.430 e desceu para 1.030. Em 1999, a água que entrou foi quase igual a água que saiu. Já em 1987, o reservatório começou com 860, subiu para 1.420 e só baixou para 1.200. Naquele ano entrou mais água do que saiu.
Acompanhe agora o que aconteceu a partir de 2010. Em 2010 o reservatório chegou ao seu máximo, 1.460, e caiu para 1.200, no ano seguinte (2011) ele subiu para 1.400 e terminou em 1.150. Em 2012, ele subiu muito pouco e terminou o ano em 950. O ano de 2013 já foi trágico, a subida foi pequena e a queda foi grande, e acabamos 2013 já com um pouco mais de 700 hm³, um dos menores níveis históricos. Foram quatro anos em que os níveis registrados em dezembro sofreram quedas grandes e sucessivas. E aí veio 2014, um ano em que ocorreu um fenômeno nunca antes observado. O ano de 2014 foi o único em que o reservatório nem sequer encheu, a quantidade de água armazenada caiu continuamente. Iniciou o ano com 700 hm³ e agora em setembro estamos com somente 370 hm³. Veja que em setembro de 2013 estávamos com 870 hm³. A queda nos últimos 12 meses foi de 500 hm³.
Agora, caro leitor, eu pergunto, você é capaz de responder a pergunta que a Sabesp e a ANA se recusaram a responder? Se os próximos 12 meses (setembro de 2014 a setembro de 2015) forem iguais aos 12 meses anteriores (setembro de 2013 a setembro de 2014), qual cenário enfrentaremos em setembro de 2015? É fácil, mas trágico. Se nos próximos 12 meses o nível cair 500 hm³ (como caiu nos últimos 12 meses), chegaremos muito antes de setembro ao nível zero, pois hoje só temos, 370 hm³ no Cantareira. Esta é a resposta simples e objetiva. Se tudo se repetir, milhões de pessoas vão ficar sem uma gota de água. Simples assim.
Mas talvez não seja correto ser tão pessimista, vamos imaginar que as chuvas do fim do ano acrescentem 200 hm³ ao reservatório, como aconteceu em 1985, 1988 e 2011. O nível vai passar de 370 para 570. Mas se continuarmos a tirar água como tiramos neste ano, vai cair para quase zero novamente, e as pessoas vão ficar sem água.
Mas o melhor seria se São Pedro ajudasse e repetíssemos em 2015 o que ocorreu em 1987, o reservatório subisse 650 hm³ em um único ano (o recorde). Aí passaríamos de 370 para 920 e se retirássemos os mesmos 500 acabaríamos o ano com 420 hm³, um pouco abaixo do limite do volume morto. Melhor, mas ainda preocupante.
É claro que estes cenários são os mais crus que um leigo educado pode deduzir a partir dos dados disponíveis. Eles assumem que a Sabesp não vai mudar a maneira como está retirando água do Cantareira e assumem que é possível retirar até a última gota do reservatório, o que não é verdade. O fato é que muito antes de o volume acumulado nos reservatórios chegar a zero não haverá água sequer para organizar um rodízio ou racionamento forçado.
Senhor secretário, senhor presidente da ANA, não fiquem acanhados em mostrar o que está errado nesses cenários criados por um simples biólogo. Todos gostaríamos de saber com que cenários a Sabesp e a ANA trabalham. Quais são seus cenários? Sei que devo estar errado nos detalhes, mas todos gostaríamos de saber o que teremos de enfrentar em 2015. Afirmar que teremos água até março não é suficiente. Afinal, é a vida cotidiana de milhões de pessoas que está em jogo.
Se outros cenários não forem descritos e justificados, só me resta acreditar que estes cenários, simples, mas lógicos, representam em grande parte o que nos espera em 2015.

FONTE:O ESTADO DE SÃO PAULO

Coletores de cartões de plástico são instalados em Brasília e no Rio

Cartões de plástico sem uso poderão ser descartados em coletores instalados na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, e no Jardim Botânico, no Rio de Janeiro, a partir da próxima segunda-feira (29).
 
26/09/2014 Brasília

Da Agência Brasil Edição: Stênio Ribeiro

A campanha "Reciclagem de cartões de plástico" - resultado de parceira entre o Ministério do Meio Ambiente, a Plastivida - Instituto Sócio-Ambiental dos Plásticos, o Instituto do PVC e o Programa Reciclagem de Cartão - tem o objetivo de incentivar a coleta e Reciclagem de cartões.

Qualquer cartão plástico pode ser reaproveitado, mesmo aquele com chip ou tarja magnética, como cartões de crédito e débito.

As máquinas coletoras trituram os cartões no momento em que são depositados, além de armazenarem o produto, que deve ser recolhido periodicamente por uma empresa especializada naReciclagem desse tipo de material.

Com o reaproveitamento, os cartões sem uso serão transformados em novos produtos, como porta copos, placas de sinalização, caixas, marcadores de páginas, cartões de visita, entre outros.

Miguel Bahiense, presidente da Plastivida e do Instituto do PVC, explica que o foco do projeto é a Educação Ambiental. “Não é só a sociedade que deve ter consciência ambiental, ela parte do poder público, da indústria, do envolvimento de todos”, disse ele, e antecipou que o projeto deve ser ampliado para outras cidades do país.
 

Especialista da UFF em geofísica marinha sustenta que obstrução da passagem da areia pelo terminal do porto gera erosão na Praia do Açu

O blog observando as postagens no perfil do professor Aristides Soffiati no Facebook viu suas afirmações sobre o problema da erosão na Praia do Açu e identificou que o mesmo atribui ao professor Eduardo Bulhões da UFF, a interpretação de que "o avanço do mar nesta época do ano é comum, mas a significativa perda da faixa de areia da praia – cerca de quinze metros nos últimos quatro anos – é preocupante. Existem duas correntes marinhas: a Norte, que retira a areia da praia e transporta para o mar; e a Sul, que repõe a areia para a praia".

"No parecer técnico de Eduardo Bulhões, o geógrafo afirma que para a instalação do estaleiro no Complexo Portuário do Açu, foram construídos dois espigões de pedra, um em cada margem do canal. Esse procedimento foi feito porque as correntes na região são fortes e, se não houver proteção, a areia poderia invadir o estaleiro. Os espigões obstruem a passagem da areia para o Sul e para o Norte. De acordo com o parecer técnico, o espigão do Sul segura a areia que sai do Açu em direção ao mar; já o espigão do Norte, impede o retorno da areia para a praia. Isso faz com que a praia perca areia e o mar avance com facilidade. “A ligação entre o estaleiro e o avanço do mar é nítida. O fenômeno aconteceu de forma semelhante no Canal das Flechas com a instalação do Complexo de Barra no Furado: em Quissamã a faixa de areia aumentou e, em Campos, a praia foi erodida. Portanto, a erosão da praia do Açu já estava prevista".

A posição consolida a tese sobre o problema da erosão na Praia do Açu que comentamos aqui em nota postada neste espaço hoje pela manhã. 

O professor Eduardo Manuel Rosa Bulhoes é especialista na questão. Ele é graduado e possui mestrado em Geografia pela UFRJ (2003 e 2006) e doutorado em Geologia e Geofísica Marinha pela UFF (2011).

Atualmente, ele é professor Adjunto II da Universidade Federal Fluminense e Coordenador do Curso de Graduação em Geografia. Tem experiência na área de Geociências, com ênfase em Geomorfologia Costeira e Submarina e Geologia Marinha, atuando principalmente nos seguintes temas: geomorfologia costeira, processos litorâneos, impactos de tempestades na zona costeira, mapeamento costeiro e morfodinâmica de praias.

O Ministério Público Federal está analisando o relatório de seus técnicos e de especialista e deverá arguir judicialmente providências da empresa Prumo Logística Global S.A. sobre os problemas. A comunidade da Praia de Barra do Açu deseja que além de um acompanhamento e monitoramento, sejam providenciadas ações de reparação e mitigação do problema.

domingo, 28 de setembro de 2014

Ilhas de compostagens em NY para melhorar a gestão do lixo


Ilhas de compostagens em NY para melhorar a gestão do lixo

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O que fazer com a montanha de lixo que as grandes cidades produzem todos os dias? Enquanto o consumo não diminui, tem gente que fica matutando para encontrar boas soluções. É o caso da equipe de arquitetos da Present Architeture, de Nova York, que criou um projeto genial – The Green Loop* -, que reúne dez ilhas de compostagens espalhadas pela cidade.
Todos os anos o município produz aproximadamente 14 milhões de toneladas de lixo, cerca de 30% é orgânico. Esse detrito todo demanda U$ 300 mil para ser encaminhado ao destino adequado – fora do estado!!– além do prejuízo ambiental, que vai de emissões de gases de efeito estufa a grandes depósitos de resíduos que só crescem.
O The Green Loop deverá ser construído no Rio Hudson e contempla horta comunitária e vasta área verde para uso de moradores e turistas. A compostagem aconteceria embaixo do espaço de convivência. Para dar conta da quantidade de lixo orgânico produzido na cidade, seriam necessárias dez ilhas.
É um projeto bastante inovador que, pelo que parece, ajudaria a melhorar a gestão do lixo de Nova York e seria um grande apoio para as iniciativas lançadas pela gestão do antigo prefeito, Michael Bloomberg. Ele planejava implementar serviços de compostagem na cidade e chegou a lançar programa-teste antes de sair.
No distrito de Staten Island, 3,5 mil famílias se voluntariaram para participar desse programa, que já deu bons resultados e permite estimativa animadora: que 100 mil toneladas diárias seriam poupadas, caso a medida fosse ampliada para a cidade inteira.
Não se sabe se o programa será continuado pelo novo chefe da administração municipal, Bill de Blasio. Quem sabe ele se inspira no The Green Loop para promover uma cidade ainda maissustentável.
Veja mais imagens do projeto, abaixo:the-green-loop-ilhas-compostagens-em-NY-para-melhor-gestao-lixo_02Moradores em mutirão para cuidar da horta comunitária do The Green Loop
the-green-loop-ilhas-compostagens-em-NY-para-melhor-gestao-lixo_03Trabalhadores responsáveis pela compostagem da cidade, na parte de baixo de cada ilha
the-green-loop-ilhas-compostagens-em-NY-para-melhor-gestao-lixo_04O projeto contempla vasta área verde que seria bem aproveitada por moradores e turistas
Fotos: Divulgação

Reprodução da Veja online
Reprodução da Veja online


A mulher de Cabral, Adriana Ancelmo, faturou milhões com um escritório de advocacia que antes dele se eleger era uma portinha, e depois pegou como clientes o Metrô, a Supervia, a Telemar e outras empresas com contratos com o governo estadual. Pois Pezão aprendeu o mau caminho. O escritório de advocacia do enteado de Pezão, que era outra portinha, está faturando alto com contratos coma Delta, a Light e outras empresas que têm contratos com o governo do Estado. É escandaloso!

Pezão age igualzinho a Cabral, que dizia - num delírio megalomaníaco - que sua mulher era a melhor advogada do Brasil. Daqui a pouco Pezão vai dizer que seu enteado é o melhor advogado do Brasil. A roubalheira continua, isso tem que acabar!

Clique aqui e leia a matéria da Veja 

sábado, 27 de setembro de 2014


Sociedade civil avança na questão climática

A cada reunião sobre clima parece mais evidente que não se chegará, no ano que vem, a um acordo que assegure a redução das emissões de gases-estufa.
 
Talvez seja esperar demais dos governos no atual modelo de governança global. Mas, como já aconteceu em outras questões, a sociedade civil pode avançar mais rápido do que os políticos. E as empresas serão cobradas a participar.

Líderes mundiais se reuniram em Nova York, na terça-feira, a pedido do secretário-geral da ONU, para tentar desbloquear as negociações de um acordo climático. Esse processo está virtualmente paralisado desde o fracasso da conferência do Climade Copenhague, em 2009. Houve discursos grandiloquentes, manifestações de boas intenções, mas pouco avanço. Foi um mau presságio que os líderes da China e da Índia, dois dos três maiores emissores de gases-estuda, não compareceram.

A presidente Dilma Rousseff repetiu o discurso brasileiro em favor de um acordo "universal, ambicioso e legalmente vinculante". Esqueça o vinculante: EUA, China e outros países não aceitarão cumprir nada obrigatório. É também improvável que seja ambicioso, no sentido de cumprir metas de redução de Emissões sugeridas por cientistas. Universal? Não é garantido. Aliás, pode ainda nem mesmo haver acordo.

Em certas questões, a sociedade empurra os governantes

O mais provável é que seja assinado na conferência de Paris, em 2015, um acordo de metas voluntárias. Cada país estabelece as suas próprias metas e as cumpre se quiser e como puder. Já foi assim com o Protocolo de Kyoto, que era vinculante: os EUA ficaram de fora e, dos países que aderiram, alguns cumpriram suas metas, outros não. E a vida segue.

Isso lembra um pouco a polêmica sobre as sacolas plásticas descartáveis em São Paulo. Sua distribuição gratuita nos supermercados foi proibida por lei em 2012. Uma sacola enterrada num lixão leva até 200 anos para se decompor. Pesquisas indicavam que a maioria da população era a favor da proibição. Mas, após várias idas e vindas e um revolta dos consumidores, as sacolas voltaram. Desde o final daquele ano, não se fala mais disso.

Teoricamente, somos a favor de ações que beneficiem o ambiente, mas, na prática, há uma forte tendência a abdicarmos delas quando uma nossa comodidade ou necessidade é prejudicada.

Países funcionam mais ou menos do mesmo modo. São todos a favor de combater o Aquecimento Global, por meio da redução deEmissões de gases, desde que o ônus maior fique com os outros e desde que o sacrifício não prejudique a economia - e, assim, as chances de reeleição do governante de turno.

A implementação de qualquer acordo não vinculante ficará a cargo de cada país, que terá de adotar medidas impopulares, pois vão mexer com comodidades e necessidades. Alguns o farão, outros não; os primeiros reclamarão dos segundos e uns voltarão atrás. Muitos governantes encontrarão toda a sorte de pretexto para deixar essas medidas para o sucessor.

Basta lembrar que o atual governo da Austrália (conservador) revogou o esquema de mercado de carbono para as empresas do país criado pelo governo anterior (trabalhista), que visava estimular as empresas a reduzir as suas Emissões. Essa revogação foi uma das principais promessas de campanha do hoje premiê Tony Abbott, pois esse mercado de carbono estava prejudicando as empresas australianas.

O dilema é como fazer com que governos que pensam no curto prazo (às vezes curtíssimo) adotem medidas de longuíssimo prazo, com objetivo de evitar que a temperatura do planeta suba demais até final deste século.

Essa sensação geral de responsabilidade difusa, que permite culpar uns aos outros, estimula a inércia. A China pode argumentar que emite pouco, per capita, em comparação com os países ricos, e é verdade. Os europeus podem alegar que são os que mais reduzem as Emissões, e é verdade. Os indianos podem dizer que, se não aumentarem as suas Emissões, não sairão do atual padrão de vida miserável, o que também é verdade.

Mas o fato de os governos não avançarem nas negociações não significa que a batalha climática esteja perdida. Apesar da resistência (possivelmente temporária) ao fim das sacolas de plástico em São Paulo, em certas questões a sociedade sai na frente e acaba "empurrando" os governantes, ainda que isso leve algum tempo.

Em 1954, há apenas 60 anos, um dos maiores escritores do século XX fazia um safári na África, caçando leões e rinocerontes. Isso à época não escandalizava ninguém e naquele ano Ernest Hemingway recebeu o Prêmio Nobel de Literatura. Em poucas décadas, porém, a caça desses animais passou a ser amplamente condenada no Ocidente, sem que nenhum governo tivesse de fazer uma lei contra isso.

Esse tipo de caça ainda ocorre (hoje especialmente pela demanda da China), mas virou um estigma. Em 2012, o então rei da Espanha, Juan Carlos, desculpou-se publicamente depois que foi descoberto que ele participara de um safári de caça de elefantes em Botsuana. Esse episódio ajudou a acelerar a sua abdicação, neste ano.

É evidente a participação crescente da sociedade na questão climática. A reunião na ONU foi precedida pelos maiores protestos contra o Aquecimento Global. O principal resultado da reunião foi um engajamento inédito da iniciativa privada (bancos, seguradoras, fundos de investimentos), com promessas bilionárias de verba para mitigação dos efeitos do aquecimento e de investimentos "verdes", a serem cumpridas.

"A mudança está no ar", disse o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon. "A cúpula do Clima mostrou uma abordagem global inteiramente nova, cooperativa, sobre mudança climática."

Não foi coincidência que os herdeiros da família Rockfeller, que fez fortuna nos EUA com petróleo, anunciaram na segunda-feira que deixarão de investir em combustíveis fósseis.

A americana Cargill, uma das principais empresas globais de agronegócio, anunciou ontem, também como parte da reunião da ONU, sua intenção de acabar com o Desmatamento em toda a sua cadeia de produção.

Essa mudança de atitude na sociedade, percebida pelas empresas, vira marketing, que vira cobrança pela sociedade.

Humberto Saccomandi é editor de Internacional. Escreve mensalmente às quintas-feiras.

Anglo American obtém do Ibama licença de operação para o mineroduto Minas-Rio

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) concedeu à Anglo American a licença de operação para o mineroduto do Projeto Minas-Rio.
 
Em nota a companhia informou que o projeto está em fase final de testes de comissionamento e que o primeiro embarque de minério de ferro está previsto para o fim de 2014. O projeto Minas-Rio terá capacidade de produção anual de 26,5 milhões de toneladas. O Projeto Minas-Rio engloba uma mina de minério de ferro e planta de beneficiamento em Conceição do Mato Dentro e Alvorada de Minas, ambas em MG, um mineroduto de 529 km de extensão e o terminal de minério do Porto de Açu.

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Ministra fala na ONU de exclusão social e injustiças ambientais

 

Izabella na ONU: é preciso cuidar das cidades
“Transição para padrões mais sustentáveis de produção e consumo é, acima de tudo, um desafio urbano”, afirma Izabella.


DA REDAÇÃO
A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, participou, nesta terça-feira (24/09), do painel sobre cidades sustentáveis da Cúpula do Clima da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York. O encontro fez parte da programação de debates do evento e contou com representantes dos governos de países Itália, Tunísia e China, das prefeituras de Paris, Rio de Janeiro e Seul e de integrantes da iniciativa privada.

Fiocruz libera no Rio mosquitos 'imunizados' contra a dengue

Insetos receberam, em laboratório, bactéria que não permite a infecção pelo vírus da doença.
 
Pesquisadores esperam ter resultados no ano que vem; mosquitos transmitem 'vacinação' para os descendentes

Após dois anos de estudos, a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) iniciou nesta quarta (24) os testes de campo de uma ambiciosa estratégia internacional de combate à dengue: a introdução na natureza de exemplares do mosquito transmissor, o Aedes aegypti, imunes à doença.

No total, 10 mil mosquitos "vacinados" foram liberados em Tubiacanga, na Ilha do Governador, zona norte do Rio. Esta é a primeira vez que um país nas Américas leva o estudo à prática; a iniciativa está em curso na Austrália, no Vietnã e na Indonésia.

Como a bactéria Wolbachia já é encontrada em cerca de 70% dos insetos na natureza, incluindo moscas-das-frutas e pernilongos "comuns", os pesquisadores afirmam que sua introdução nos mosquitos da dengue não traz riscos.

Em laboratório, cientistas contaminam os embriões do Aedes aegypti com uma variante da bactéria Wolbachia que impede o desenvolvimento do vírus da dengue no organismo do mosquito.

Com autorização do IBAMA, a Fiocruz importou os primeiros ovos de Aedes com Wolbachia da Austrália. Em quatro anos, R$ 3 milhões foram investidos no projeto.

Pesquisador da Fiocruz e líder do projeto no Brasil, Luciano Moreira diz que os resultados já devem ser notados no próximo ano.

Segundo ele, a imunização também tem 60% de eficácia contra a febre amarela e o vírus chikungunya ("primo" da dengue), mas essa proteção ainda está em estudo.

Moreira diz que os mosquitos com a bactéria serão liberados semanalmente na Ilha do Governador por até quatro meses, de acordo com a avaliação da capacidade dos mosquitos de se instalarem.

Para reduzir o incômodo para a população, foi feita uma "supressão dos criadouros" antes do início da liberação dos mosquitos com bactéria. O objetivo foi reduzir a quantidade de Aedes aegypti, para que, ao liberar no bairro os mosquitos com a bactéria, o número total deles não sofresse alteração.

Há dois anos, o morador Amilton Clemente de Souza, 64, guarda em sua casa uma armadilha instalada por pesquisadores para capturar mosquitos e ajudar no teste.

"Acredito que seja um benefício para a população, apesar dos resultados ainda serem incertos", disse Souza.

Outros moradores criticam o projeto. "Estão fazendo a gente de cobaia já que aqui não é uma área beneficiada, que pode ser esquecida se não der certo", disse Ernestina Alves, 49, que questiona por que a pesquisa não é feita numa área nobre do Rio.

A Fiocruz afirma que Tubiacanga foi escolhida entre outras 27 áreas da cidade examinadas. "A gente queria uma área que tivesse mosquito o ano todo e casos de dengue", diz Moreira.

CONCORRÊNCIA

O mosquito com bactéria não é o único inseto modificado em laboratório para tentar conter a dengue.

Mosquitos produzidos pela empresa britânica Oxitec são geneticamente modificados para terem descendentes estéreis. O objetivo é reduzir em cerca de 80% a 90% a população dos insetos.

Moreira, da Fiocruz, afirmou que preferiu optar por uma "estratégia natural e autossustentável".

"Após o estabelecimento de Aedes com Wolbachia no ambiente, a bactéria é transmitida para as gerações seguintes de mosquitos. Eles predominam sem que precisemos soltar constantemente mais mosquitos com a bactéria", disse o pesquisador.

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Neste domingo (21), comemora-se o Dia da Árvore no Brasil. Esta data foi escolhida em razão da chegada da primavera. Mas em Campos a Secretaria de Meio Ambiente não esperou a estação das flores chegar para realizar o plantio de árvores. Através do Programa Mais Verde Campos, somente nos últimos 12 meses foram plantadas 2.500 mudas da Mata Atlântica e frutíferas das espécies nativas e exóticas.

Segundo o secretário, Zacarias Albuquerque, no planejamento da secretaria, as árvores plantadas são selecionadas para trazer benefícios para a população, como frutos, sombra e flores, eliminando quaisquer riscos que possam ser provocados nas calçadas e nas fiações elétricas.

- Estamos trabalhando para que o município tenha um ambiente sadio. Por isso realizamos a arborização das vias públicas, incluindo os canteiros das grandes avenidas, as praças e os passeios públicos - pontuou o secretário, informando que também há plantio de árvores nos novos conjuntos habitacionais construídos pela prefeitura, através do Programa Bairro Legal.

Zacarias ressaltou que é fundamental a participação da população na contribuição de um meio ambiente cada vez mais sadio. “Estamos com uma campanha para conscientizar os munícipes a plantar nos terrenos das próprias casas. Para espaços pequenos, plantem acerola, pitangueira, pinha, amora, limoeiro, araçá e outras árvores de pequeno porte. Arvores proporcionam sombra e temperatura mais amena, frutos ou flores”, disse o secretário, informando que há mudas disponíveis no Centro de Educação Ambiental (CEA), na Avenida José Carlos Pereira Pinto, em Guarus, 300, e no Horto Municipal, na Avenida Alberto Lamego.

Fonte: PMCG

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Como parar o envelhecimento

Como parar o envelhecimento

Nas últimas décadas, a expectativa de vida dos humanos em todo o mundo aumentou. Novas pesquisas e um prêmio milionário tentam descobrir como envelhecemos – e como evitar que isso aconteça

REDAÇÃO ÉPOCA
12/09/2014 12h23 - Atualizado em 12/09/2014 12h45
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Cientistas querem descobrir por que envelhecemos - e como parar o processo (Foto: Getty Images)

Os humanos, hoje, vivem mais. Nos últimos 100 anos, praticamente dobramos nossa expectativa de vida. Isso deve continuar a acontecer pelas próximas décadas: segundo os cálculos de Cadell Last, um antropólogo evolucionário do Global Brain Insitute, um humano médio poderá alcançar os 120 anos em 2050. Os avanços no campo foram garantidos pelo aumento na facilidade de acesso a tratamentos de saúde modernos, a introdução dos antibióticos e outros confortos da vida contemporânea. Esta semana, a ciência deu novos passos para tornar o envelhecimento mais saudável (ou detê-lo).

Mitos e verdades da longevidade
O segredo dos octogenários que são independentes, produtivos – e felizes

A notícia mais promissora vem da Califórnia. Cientistas da Universidade da Califórnia (UCLA) dizem ter encontrado um método ainda mais eficaz para aumentar a permanência de seres-vivos na terra através da manipulação genética. A ideia funciona bem em moscas-da-fruta. Os cientistas identificaram e ativaram um gene chamado de AMPK, que desacelera o processo de envelhecimento. Ao aumentar a atividade da AMPK nos estômagos das moscas, eles foram capazes de alongar a expectativa de vida dos animais, de seis para oito semanas. Um terço a mais.

O AMPK também existe nos seres-humanos, em níveis baixos. O gene é uma espécie de sensor energético, ativado quando os níveis de energia estão baixos. Sua função é dar o gatilho para o processo de autofagia, que protege a célula ao consumir partes velhas ou danificadas.David Walker e  Matthew Ulgherait, os autores do estudo publicado no periódico Cell Reports, acreditam  que a ativação desse gene no intestino humano poderia diminuir a velocidade do envelhecimento de todo o corpo. “Em lugar de estudar as doenças do envelhecimento – como Parkinson e Alzheimer, doenças cardiovasculares e diabetes- uma a uma, acreditamos que é possível interferir no processo de envelhecimento e adiar o estabelecimento da maioria dessas doenças”, disse Walker.

O processo ainda não foi testado em humanos. Os mais entusiasmados se apressaram em dizer que, por fim, a fonte da juventude pode estar em nossos barrigas. O radiologista Joon Yun – hoje, um diretor de fundos de investimento -  também da Califórnia, não está tão certo disso. Por esse motivo, ofereceu US$1milhão aos cientistas que se mostrarem capazes de parar o envelhecimento. O valor será dividido em dois prêmios: metade irá para a equipe capaz de proteger o coração de um animal de envelhecer; a outra metade, para aqueles capazes de aumentar a expectativa de vida de um animal em 50%. Yoon criou o Prêmio Palo Alto de Longevidade, diz ele, como forma de incentivar os pesquisadores a “desvendar o código do envelhecimento”.

“A forma como inovamos na saúde costuma se preocupar com as consequências do envelhecimento, mas deixamos de lado a raiz do problema”, disse Yun ao jornal The Washington Post. Sua intenção é encontrar uma solução que prolongue a vida das pessoas e as mantenha saudáveis.