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quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Brasil é o mais atrativo para investimentos em baixo carbono na AL


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rasil é o mais atrativo para investimentos em baixo carbono na AL

   -   Autor: Jéssica Lipinski   -   Fonte: Instituto CarbonoBrasil

País se destaca na América Latina pelos negócios em tecnologia e pelos centros de pesquisa, mas ainda precisa melhorar em investimentos em energias limpas e financiamento climático


Pelo segundo ano consecutivo, o Brasil foi considerado como o mercado mais atrativo em toda a América Latina para investimentos em baixo carbono, afirma o relatórioClimatescope 2013.
Realizado pela consultoria Bloomberg New Energy Finance (BNEF) e pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o estudo afirma que de todos os países latino-americanos, o Brasil alcançou a pontuação geral mais alta, 2,47 pontos.
Isso se deve à sua boa pontuação nos quesitos de “negócios de baixo carbono e cadeia de valores de energia limpa”, e “atividades de manejo de gases do efeito estufa”, com 4,25 e 3,4, respectivamente.
No “negócios de baixo carbono e cadeia de valores de energia limpa”, o país foi melhor do que todos os outros, tendo, por exemplo, atingido uma capacidade de 4,2 GW em pequenas centrais hidrelétricas, a segunda maior fonte de energia limpa do Brasil.
Além disso, desde 2011 cerca de 3,9 GW de capacidade solar combinada foram candidatados a permissões com a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), sinalizando que a cadeia de valores solar brasileira está se desenvolvendo no país.
No caso das “atividades de manejo de gases do efeito estufa”, o relatório indica que muitas companhias brasileiras estão na linha de frente em práticas de sustentabilidade e eficiência energética.
O país tem mais de 108 empresas de vários setores que reportam suas práticas de eficiência energética e energia limpa, assim como tem instituições para criação de capacidade, e centros de pesquisas que atendem a setores de baixo carbono.
Atualmente, o Brasil possui 269 projetos sob o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), pelo menos um projeto sob as Ações Nacionais de Mitigação Apropriadas (NAMAs) e é participante da Parceria para Preparação dos Mercados (PMR).
Em se tratando do quadro político, o país tem pelo menos um tipo de política favorável ao desenvolvimento de baixo carbono. A experiência brasileira com leilões governamentais de energia renovável ajudou a nação a marcar pontos em quatro dos seis fatores do quesito quadro político: estabilidade, transparência, eficiência e ambição.
Contudo, o Brasil não foi tão bem nos indicadores das políticas de biocombustíveis, que fizeram a produção cair em 2012, fazendo o etanol se tornar economicamente não competitivo em relação à gasolina.
Já com relação a investimentos em energias limpas e financiamento climático propriamente dito, o país caiu cinco posições em comparação com o ano anterior devido a seu fraco desempenho nos indicadores de compromissos de investimento e taxas de crescimento. O Brasil ocupa a sétima posição nesse critério, com 1,56 pontos.
América Latina
Mas nosso país não foi o único a se destacar no setor, e o documento aponta que, cada vez mais, os países da América Latina estão atraindo financiamento em baixo carbono, tendo arrecadado 6% do total de US$ 268,7 bilhões investidos em energia limpa no mundo em 2012, um pequeno aumento em relação aos 5,7% em 2011.
Mesmo com os investimentos em energias limpas tendo caído no último ano, a queda na América Latina se mostrou menor do que em outras regiões, ficando em 3,8% contra os 11% registrados mundialmente. Além disso, os investimentos foram mais diversificados, contemplando diferentes projetos na região.
“O investimento na energia limpa fora do Brasil em 2012 foi significativo. O financiamento total fora do maior país da América Latina caiu de 45% em 2012 para 17% em 2011, à medida que o Chile, a República Dominicana, o México e o Uruguai, entre outros, informaram suas grandes taxas de crescimento”, colocou Michael Liebreich, diretor executivo da BNEF.
De acordo com a pesquisa, a capacidade total das renováveis na América Latina cresceu de 11,3 GW em 2006 para 26,6 GW em 2012, representando uma taxa anual de crescimento de 296%. Apenas em 2012, foram ligados à rede 3,3 GW de nova capacidade renovável.
No quesito atividades de manejo de gases do efeito estufa, a América Latina apresenta atualmente 927 projetos de compensação, registrados sob quatro padrões diferentes. Destes, 790 são do MDL, e mais da metade são projetos de compensação no setor de energia.
Os quadros políticos para o desenvolvimento em baixo carbono também estão aumentando, e o relatório identificou 110 políticas nesse sentido, contra 80 no ano passado. Dezenove dos 26 países compreendidos pelo documento apresentam pelo menos um tipo de política em vigor.
“Os quadros políticos estão se expandindo e se fortalecendo na América Latina e no Caribe, e as informações fornecidas pelo Climatescope estão ajudando a reduzir as falhas de informação e a catalisar novos investimentos em energia limpa”, observou Nancy Lee, gerente geral do MIF.
“Os custos, que caem rapidamente, das tecnologias limpas tais como a energia solar e eólica, combinados com uma melhora no investimento climático, significam que a geração de energia limpa na região é agora realmente acessível. O MIF continuará apoiando o progresso da América Latina e do Caribe”, concluiu ela.

Espelhos gigantes refletem luz solar e ajudam a iluminar cidade norueguesa

Espelhos gigantes refletem luz solar e ajudam a iluminar cidade norueguesa

Cidade de Rjukan é conhecida por seus dias escuros durante o inverno. Luz solar atingirá espelhos e será refletida na direção do centro da cidade.

Da A
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Espelhos têm o objetivo de refletir a luz solar na direção do centro da cidade de Rjukan, na Noruega. (Foto: AFP PHOTO / NTB scanpix/ MEEK, TORE )Espelhos têm o objetivo de refletir a luz solar na direção do centro da cidade de Rjukan, na Noruega. (Foto: AFP Photo / NTB scanpix/ Meek, Tore)

Três espelhos gigantes foram instalados no alto de uma montanha para refletir a luz do sol na direção do centro da cidade.A cidade de Rjukan, na Noruega, optou por uma alternativa ecologicamente correta para melhorar a iluminação da cidade durante os escuros dias de inverno pelos quais a região é conhecida.
Rjukan fica no fundo de um vale entre duas montanhas íngremes, no condado de Telemark, 150 km a oeste de Oslo. A ideia de instalar espelhos para refletir a luz solar na cidade foi lançada há 100 anos e agora se tornará uma realidade a partir da inauguração do projeto, no dia 31 de outubro.
Moradores aproveitam luz solar refletida por espelhos, no centro da cidade de Rjukan. (Foto: AFP Photo / NTB scanpix / Meek, Tore)Moradores aproveitam luz solar refletida por espelhos, no centro da cidade de Rjukan. (Foto: AFP Photo / NTB scanpix / Meek, Tore)
Imagem mostra área iluminada por espelhos gigantes instalados para refletir a luz solar. (Foto: AFP Photo / NTB scanpix / Meek, Tore)Imagem mostra área iluminada por espelhos gigantes instalados para refletir a luz solar. (Foto: AFP Photo / NTB scanpix / Meek, Tore)
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Não é mera coincidência

ão é mera coincidência



A forte incidência da agenda da sustentabilidade no cenário político levou a presidente Dilma a anunciar na quinta-feira (17 de outubro) o Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica. A iniciativa, que prevê a destinação, em três anos, de R$ 8,8 bilhões para esse tipo de produção de alimentos, merece todo apoio dada a relevância para a agricultura familiar (75 mil famílias deverão ser favorecidas).
O Plano foi criado em 2012, quando a própria presidente assinou decreto para que fosse executado. Até agora, estava engavetado. Desde 2003 (governo Lula), o país conta com lei sobre a produção orgânica.
Uma década após a promulgação da lei, o Plano, no entanto, surge com metas tímidas, como a de 5% de compras obrigatórias para o Programa da Aquisição de Alimentos (PAA), o equivalente a R$ 138 milhões, e para o Programa Nacional Alimentação Escolar (PNAE), R$ 150 milhões. O PAA foi lançado em 2003, o PNAE, em 2009.
Não é por mera coincidência que, um ano antes da eleição, a mesma Dilma que promulgou as mudanças no Código Florestal que favorecem o desmatamento tenha incorporado o desenvolvimento sustentável ao seu discurso. “Nosso país tem dado passos significativos na construção de um padrão de desenvolvimento sustentável. É possível que este país que cresce distribua renda e inclua, e seja um país que conserve e proteja o meio ambiente”, disse ela na quinta-feira.
Situação semelhante se observou no final de 2009, durante a Conferência de Mudanças Climáticas da ONU, em Copenhague, quando a então ministra da Casa Civil, já apontada como pré-candidata de Lula a sua sucessão, liderou a delegação brasileira. O núcleo político-estratégico do governo se mostrava refratário (alguns de seus integrantes até eram contrários) ao estabelecimento de metas para o Brasil reduzir suas emissões de CO2. Na capital dinamarquesa, a presidenciável chegou a dizer que metas eram para países ricos.
O posicionamento gerou forte reação da comunidade científica, de setores do empresariado e do movimento ambientalista. Ao mesmo tempo, o governo de São Paulo, sob o comando do tucano José Serra (tido como principal adversário em 2010), lançava o programa estadual de redução de 20% da emissão de gases efeito estufa.
Frente ao risco de desgaste político gerado pela resistência de Dilma e com o temor de seu impacto eleitoral, o próprio Lula se deslocou a Copenhague e interveio para que a delegação brasileira fizesse a revisão de sua diretiva. Dilma, então, passou a ser favorável à adoção de uma meta de redução de 36,1% a 38,9% das emissões previstas para 2020.
Esse dois eventos, o de Copenhague e o do Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica, revelam o quanto ideias fortemente alicerçadas em representatividade e legitimidade social podem fazer com que agendas político-eleitorais até então distantes dessas linhas programáticas se esforcem para incorporá-las ao seu repertório. Se isso vier a se transformar em ações e resultados, ganharemos todos, ganhará o Brasil.

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Em recente visita ao Brasil, Robert Shiller alertou para possível bolha no mercado imobiliário do país

Em recente visita ao Brasil, Robert Shiller alertou para possível bolha no mercado imobiliário do país

  • Economista que previu a crise dos ‘subprimes’ nos EUA em 2008 questiona grande variação de preços sem motivo nos últimos anos
O GLOBO
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Bolha imobiliária. “Não tenho prova objetiva de que há uma bolha aqui, mas existe indicação de que algo acontece”, afirmou o professor de finanças comportamentais da Universidade de Yale em palestra na cidade de Campos do Jordão (SP)
Foto: BRENDAN MCDERMID / REUTERS

Bolha imobiliária. “Não tenho 
RIO - Em recente visita ao Brasil, Robert Shiller alertou para a probabilidade da existência de uma bolha no mercado imobiliário do país. O professor de finanças comportamentais da Universidade de Yale - e agora um dos ganhadores do Nobel de Economia de 2013 - afirmou que um dos principais indicadores da existência da bolha era o fato de os preços no Rio de Janeiro e em São Paulo terem dobrado nos últimos cinco anos. Shiller, em 2005, previu a bolha imobiliária dos "subprimes" nos Estados Unidos — que levou à crise financeira internacional de 2008.

Em palestra na cidade de Campos do Jordão (SP), o cocriador do índice de preço de imóveis S&P/Case-Shiller usou dados sobre os preços de imóveis de 1890 para identificar a eminência de explosão da bolha imobiliária nos Estados Unidos. Questionado se o fato de o Brasil estar se guiando por um período de pouco mais de dez anos apenas não seria uma amostra muito restrita para tal alerta, Shiller argumentou que em economia nem sempre se pode fazer experiências por longos períodos, como na medicina, e disse:- Algo não está correto nisso. O que pode ter acontecido para justificar uma variação tão grande de preços? - questionou Shiller, lembrando que o Brasil não experimenta uma explosão de crescimento econômico, ao contrário.
- Não tenho prova objetiva de que há uma bolha aqui, mas existe indicação de que algo acontece. De fato, não sei se há bolha no Brasil, mas suspeito que sim.
Bolhas, disse Shiller, são uma epidemia social em que as pessoas se movem pelo entusiasmo que é disseminado de pessoa para pessoa, "motivadas pela inveja de participar, se aproveitar" de supostas oportunidades de ganhar dinheiro. Mas as bolhas, disse, não são o fim do mundo.
- Vamos supor que haja uma bolha aqui, se há ela talvez produza uma fraqueza na economia, mas não vai ser um desastre - disse, citando o Japão que, na década de 1990, teve uma bolha imobiliária que em duas décadas consumiu dois terços dos preços dos imóveis, mas hoje se recuperou.
Perguntado sobre o que o governo poderia fazer para evitar que essa suposta bolha eventualmente exploda, Shiller sugeriu como primeira medida alertar o mercado sobre tal risco. Depois, agir para para remover as barreiras para a expansão da indústria da construção. E, finalmente, adotar "mais responsabilidades" na concessão de créditos para a compra de imóveis.
Mesmo sob o argumento de que Rio e São Paulo são apenas uma parte do mercado imobiliário brasileiro, Shiller não recuou.
- Suponho que Rio e São Paulo são os casos mais dramáticos, porque são as principais cidades do país.


Leia mais sobre  http://oglobo.globo.com/economia/em-recente-visita-ao-brasil-robert-shiller-alertou-para-possivel-bolha-no-mercado-imobiliario-do-pais-10357107#ixzz2ie9DhWAr 
 

Presidente do Trata Brasil: cenário do saneamento básico no Brasil é alarmante

Presidente do Trata Brasil: cenário do saneamento básico no Brasil é alarmante


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Da Revista IHU Online
“O governo federal pretende universalizar o saneamento básico no Brasil em 20 anos (2014 a 2033) e para isso estima a necessidade de 302 bilhões de reais somente para obras de água e esgotos. Teríamos de investir em média 15 a 16 bilhões/ano, mas ainda não passamos dos 9 bilhões de reais por ano”, adverte o presidente executivo do Instituto Trata Brasil.
A situação do saneamento básico no Brasil é “alarmante” e compromete “a meta do governo federal de universalizar o saneamento em 20 anos”, diz Édison Carlos, ao comentar os dados do Ranking do Saneamento realizado pelo Instituto Trata Brasil, o qual avalia a situação do saneamento e da água nas 100 maiores cidades brasileiras. Segundo ele, em 2011, as 100 maiores cidades do país “geraram mais de 5,1 bilhões de m³ de esgoto. Desses, mais de 3,2 bilhões de m³ não receberam tratamento. Significa que as 100 maiores cidades jogaram cerca de 3.500 piscinas olímpicas de esgoto por dia na natureza”.
Apesar do cenário preocupante, o presidente Executivo do Instituto Trata Brasil assegura que houve avanços na última década, principalmente no acesso à água potável. Nas 100 cidades monitoradas, 92,2% da população tem acesso à água tratada, “bem acima da média nacional — que é de 82,4%”. Em relação à coleta de esgotos, os dados são mais precários. “Chega a 61,40% da população nas 100 maiores cidades e a 48,1% no país. Significa que mais de 100 milhões de brasileiros ainda não possuem esse serviço mais básico”, assinala em entrevista concedida à revista IHU On-Line por e-mail.
De acordo com ele, os investimentos do PAC destinados para melhorias do saneamento básico ainda não foram utilizados na sua totalidade. “O Trata Brasil monitora 138 obras de esgotos do PAC, e constatamos que somente 14% delas estão prontas após cinco anos. A maioria, 65% das obras, está atrasada, paralisada ou sequer começou”, lamenta.
Édison Carlos é químico industrial graduado pelas Faculdades Oswaldo Cruz e pós-graduado em Comunicação Estratégica. Atuou por quase 20 anos em várias posições no Grupo Solvay, sendo que, nos últimos anos, foi responsável pela área de Comunicação e Assuntos Corporativos da Solvay Indupa. Em 2012, Édison Carlos recebeu o prêmio “Faz Diferença – Personalidade do Ano”, do Jornal O Globo – categoria “Revista Amanhã”, que premia quem mais se destacou na área da Sustentabilidade em todo o país.
Confira a entrevista:
IHU On-Line – Como foi elaborado o Ranking do Saneamento realizado pelo Instituto Trata Brasil? Quais as principais constatações em relação ao saneamento básico nas 100 maiores cidades brasileiras?
Édison Carlos - O Ranking do Saneamento do Instituto Trata Brasil é elaborado a partir de dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento – SNIS, do Ministério das Cidades, que fornece anualmente os números de abastecimento de água, coleta e tratamento de esgoto, perdas de água, investimentos e outros; todos estes providos das próprias empresas ou municípios operantes. Vale ressaltar que o Ministério das Cidades divulga números com dois anos de defasagem, ou seja, os dados fornecidos este ano — e consequentemente usados para o Ranking do Instituto Trata Brasil — são de 2011. Com os números do SNIS, a GO Associados, parceira do Trata Brasil, se encarrega de elaborar o método que definirá a posição de cada município.
As principais constatações são preocupantes, e a lenta evolução dos indicadores nas grandes cidades compromete a meta do governo federal de universalizar o saneamento em 20 anos. Nós temos um cenário alarmante no Brasil, mesmo em grandes capitais, como Macapá, Belém, São Luís, Teresina, Natal, entre outras, onde os serviços de coleta e tratamento de esgoto ainda são muito precários.
Em 2011, as 100 maiores cidades geraram mais de 5,1 bilhões de metros cúbicos (m³) de esgoto. Desses, mais de 3,2 bilhões de m³ não receberam tratamento. Significa que as 100 maiores cidades jogaram cerca de 3.500 piscinas olímpicas de esgoto por dia na natureza.
IHU On-Line – Em que estados se concentram as cidades em que há melhor e pior condições de saneamento?
Édison Carlos - São Paulo, Minas Gerais e Paraná são os estados que têm números expressivos de municípios, mais especificamente 18 entre as 20 melhores cidades no ranking. Em contrapartida, as regiões Norte e Nordeste, no geral, têm os piores índices, principalmente o estado do Pará, que contém seus três grandes municípios (Belém, Santarém e Ananindeua) nas cinco últimas posições, além de Amapá, Pernambuco e Maranhão. Apesar de estar no Sudeste, o estado do Rio de Janeiro também possui algumas cidades da Baixada Fluminense entre as piores do país.
IHU On-Line – Que percentual da população brasileira é atendida com água tratada e coleta de esgoto?
Édison Carlos - Nas 100 maiores cidades monitoradas pelo Instituto Trata Brasil, são 92,2% da população que têm atendimento em água tratada, bem acima da média nacional — que é de 82,4%. Já a coleta de esgotos chega a 61,40% da população nas 100 maiores cidades e a 48,1% no país. Significa que mais de 100 milhões de brasileiros ainda não possuem esse serviço mais básico.
IHU On-Line – Qual o destino dado ao esgoto gerado pelas 100 maiores cidades brasileiras?
Édison Carlos - Estas 100 maiores cidades, em 2011, geraram mais de 5,1 bilhões de m³ de esgoto; mais de 3,2 bilhões de m³ não receberam tratamento, isto é, as 100 maiores cidades jogaram cerca de 3.500 piscinas olímpicas de esgoto por dia na natureza. São lançamentos de esgotos em córregos, rios e lagos, a céu aberto ou em fossas rústicas que, se não cuidadas, geram contaminação nos lençóis freáticos.
IHU On-Line – Que avanços foram possíveis constatar no setor de saneamento desde 2003?
Édison Carlos - Houve avanços, principalmente no acesso à água potável, mas muito pouco em coleta e tratamento dos esgotos. Quase nada se avançou também na redução das perdas de água. Os investimentos do setor federal, através do Programa de Aceleração e Crescimento – PAC, por exemplo, ainda não conseguiram ser usados em sua totalidade. O Trata Brasil monitora 138 obras de esgotos do PAC, e constatamos que somente 14% delas estão prontas após cinco anos. A maioria, 65% das obras, está atrasada, paralisada ou sequer começou.
IHU On-Line – Quais são as metas do Plano Nacional de Saneamento Básico – PLANSAB para 2030? A partir da pesquisa realizada pelo Instituto Trata Brasil, quais as expectativas na tentativa de alcançar a meta do PLANSAB?
Édison Carlos - O governo federal pretende universalizar o saneamento básico no Brasil em 20 anos (2014 a 2033) e, para isso, estima a necessidade de 302 bilhões de reais somente para obras de água e esgotos. Teríamos de investir em média 15 a 16 bilhões/ano, mas ainda não passamos dos 9 bilhões de reais por ano. Precisamos, portanto, investir o dobro para atingir a universalização que o governo federal propõe. O PLANSAB exige que os municípios entreguem um plano de saneamento até dezembro deste ano, porém sabemos que muitos prefeitos não irão cumprir com o pedido, dessa forma, estas cidades poderão não mais receber recurso federal para novas obras. Quem perde com isso é o cidadão.
IHU On-Line – Quais são as principais dificuldades para alcançar a meta de universalizar o saneamento básico em 20 anos no Brasil?
Édison Carlos - Primeiramente, saneamento básico tem que ser prioridade número 1 dos entes públicos e da população. Devido aos 20 anos que o país passou sem recursos para esgotamento sanitário, criou-se um grande déficit nestes serviços. Hoje o setor enfrenta dificuldade por conta da gestão dos municípios e da atuação das empresas de saneamento na elaboração de projetos, no uso dos recursos, ao mesmo tempo em que há uma grande burocracia para a chegada dos recursos federais às obras, dificuldade e lentidão nas licenças ambientais e despreparo das prefeituras para com essas obras.
IHU On-Line – Quais são hoje as principais políticas públicas federais para garantir melhorias no tratamento da água e melhores condições de saneamento básico?
Édison Carlos - O governo federal, em 2007, sancionou a lei de Diretrizes Nacionais para o Saneamento Básico (nº 11.445, de 5 de janeiro de 2007). Esta lei preconiza que todos os municípios precisam elaborar seus Planos Municipais de Saneamento Básico e promover a Regulação dos Serviços de Saneamento. Estes são instrumentos de planejamento fundamentais para que as cidades organizem seu futuro no campo sanitário. Infelizmente, a implementação dessas diretrizes está muito lenta no país.
IHU On-Line – Deseja acrescentar algo?
Édison Carlos – Em 2014 temos eleições, e é momento de o brasileiro manifestar sua vontade de que esta realidade mude. Temos que cobrar soluções de nossos candidatos a deputado, senador, governador e presidente. Somente através da mobilização conseguiremos mostrar que saneamento é importante.

4 novos modelos de energia renovável


4 novos modelos de energia renovável


Algumas pesquisas recentes vêm realizando experimentos com fontes e tecnologias que parecem um tanto insólitas, mas que podem compor a matriz energética das cidades do futuro. Conheça quatro delas abaixo.
Micróbios energéticos
Cientistas da Universidade de Stanford criaram uma técnica de geração de eletricidade a partir de águas residuais que batizaram de “bateria microbiana”.
A energia é extraída de micro-organismos anaeróbicos, que reagem a óxidos minerais e transformam nutrientes orgânicos em biocombustíveis. O protótipo de bateria de Stanford tem eficiência de 30%, semelhante à das células solares de uso comercial, mas os pesquisadores esperam que ela forneça parte da energia elétrica consumida no tratamento de águas residuais.
Por enquanto, a única desvantagem é que as baterias são feitas de óxido de prata, um material caro para fabricação em larga escala.
Do raio para o celular
A Universidade de Southampton e a Nokia se associaram para criar um sistema de recarga para o modelo Lumia 925 que capta e transforma os volts produzidos por raios e trovões.
“Reproduzimos o calor e a energia de um raio com um transformador de corrente alternada, que gera 200 mil volts em um espaço de 300 milímetros”, explica Neil Palmer, diretor do Laboratório de Alta Voltagem da universidade. “Em seguida, processamos o sinal gerado com um segundo transformador para carregar o celular”.
Palmer ficou surpreso ao ver como o celular Nokia estabilizou o sinal para carregar a bateria. “Essa descoberta comprova que dispositivos eletrônicos podem ser recarregados com as correntes que permeiam o ar, um passo importante para compreender os raios como fonte de energia”, acrescenta.
Pingos de chuva transformados em energia
Para visualizar um copo de água produzindo energia, pense em uma usina hidrelétrica. Uma equipe de pesquisadores do MIT descobriu que as gotas de água se carregam com eletricidade estática em contato com uma superfície repelente.
Os cientistas já sabiam que as gotas, ao entrar em contato com superfícies altamente repelentes, tendem a ser catapultadas pelo excesso de energia. Nesse caso, eles descobriram que as gotas são carregadas positivamente quando saltam e, em seguida, se repelem.
Sob a orientação de Nenad Miljkovic, os pesquisadores do MIT usaram uma superfície repelente, água e um eletrodo condutor de eletricidade. Com uma câmara de alta velocidade, eles registraram o momento em que as pequenas partículas se aproximam do fio.
Miljkovic explica que essa reação pode melhorar a superfície dos condensadores utilizados nas centrais elétricas. Além disso, podem auxiliar no desenvolvimento de sistemas para captem vapor da atmosfera e gerem energia a partir da exposição a elementos repelentes.
A luz também pode ser “colhida”
Pesquisadores da Universidade da Pensilvânia descobriram um novo método de “colher” a energia gerada pela luz. “Descobrimos um processo que é muito mais eficiente que a fotocondução convencional”, explica Dawn Bowell, diretor da pesquisa.
A descoberta se baseia no estímulo de nanoestruturas de plásmon, um material feito de partículas de ouro e moléculas fotossensíveis de porfirina, que otimiza a distribuição da luz a partir de radiações ópticas para gerar correntes elétricas. É uma reação que produz energia manipulável e pode servir para melhorar o desempenho das células solares e de outros dispositivos.
Com a descoberta, smartphones e computadores poderiam ser alimentados com circuitos que reagem à luz, um grande passo na direção da produção sustentável de energia.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Onze dicas para consumir e descartar o lixo de forma consciente

Onze dicas para consumir e descartar o lixo de forma consciente



Curitiba produz diariamente 1,8 mil toneladas de lixo. Isso significa que cada morador da cidade descarta, em média, um quilo de resíduos a cada dia. Somado à produção dos municípios da Região Metropolitana, este volume sobe para 2,5 mil toneladas.
Quanto maior o volume, maior o custo. No ano passado, a Prefeitura de Curitiba gastou R$ 176 milhões com a limpeza pública da cidade e a previsão para 2013 é de que sejam gastos R$ 184 milhões. Mas o maior custo não é financeiro, e sim ambiental.
Quanto maior a produção de lixo, mais a natureza fica sobrecarregada. Por outro lado, se cada cidadão fizer a sua parte, a situação pode melhorar muito. “Reduzir o volume de lixo é um hábito cada vez mais urgente e o processo começa com as escolhas que fazemos durante as compras”, afirma o secretário municipal do Meio Ambiente, Renato Lima.
Faça a sua parte, diminuindo a geração de lixo doméstico. Veja as dicas da Secretaria Municipal do Meio Ambiente:
1- Planeje bem suas as compras. Compre a quantidade de alimento necessária para o consumo, observe a data de vencimento, cozinhe o que será consumido. Isso evita o desperdício e reduz a geração de resíduos;
2- Utilize a impressora apenas quando for estritamente necessário e use os dois lados do papel. Na medida do possível, substitua os copos descartáveis por de vidros;
3- Escolha produtos com menos embalagens. Prefira produtos a granel para evitar potes e recipientes desnecessários. Evite aqueles produtos embalados individualmente, pois produzem mais resíduos. Compre produtos não descartáveis e que possuam refil; 
4- Dê preferência às embalagens retornáveis. “Quando jogamos alguma coisa fora, não estamos nos livrando de um pequeno resíduo, mas aumentando o problema da poluição”, alerta o secretário. Utilize embalagens de bebidas retornáveis, assim evitará que uma quantidade de lixo seja gerada desnecessariamente;
5- Prefira sacolas retornáveis para carregar suas compras, evitando as embalagens plásticas descartáveis;
6 - Boa parte das embalagens e outros produtos que se adquire podem ser reutilizados para fins úteis, transformando-se em potes para guardar mantimentos, decoração e embalagens de presente. Basta usar a criatividade;
7- Roupas e sapatos em bom estado podem ser doados ou reutilizados, modificando sua aparência ou finalidade; 
8- Busque alternativas para reduzir o peso de seu lixo. Retirar o líquido presente nas embalagens é fundamental, pois boa parte do resíduo recolhido pelos caminhões é água. As cascas de alimentos e o pó de café, por exemplo, podem ser reutilizados como adubo para vasos e jardins;
9- Outra dica para reduzir o volume do lixo doméstico é preferir embalagens que possam ser compactadas. Desmontar caixas longa vida e de papelão e comprimir as embalagens sempre que possível é uma maneira de aumentar a capacidade de cada caminhão. “Muitas vezes, um caminhão de coleta que pode comportar seis toneladas, carrega apenas três toneladas”, alerta a diretora do departamento de Limpeza Pública da Prefeitura de Curitiba, Gisele Ribas;
10 - Faça compostagem caseira com cascas de frutas, legumes e verduras;
11- Apenas plásticos, vidros, metais e papéis devem ser descartados no Lixo que não é Lixo. É importante que estes resíduos sejam colocados para coleta no dia certo em que o caminhão passa naquela região. Caso contrário, será recolhido pela coleta de lixo orgânico, inutilizando o trabalho de separação.

Intervenção urbana leva piscina olímpica para o Minhocão

Intervenção urbana leva piscina olímpica para o Minhocão



Uma intervenção urbana realizada pela X Bienal de Arquitetura em São Paulo vai transformar a pista do Minhocão, região central da cidade, numa piscina de verdade, enchida com água tratada com cloro no dia primeiro de dezembro. A intervenção será desativada no mesmo dia, e a água que vai ocupar uma faixa de 50 metros no Elevado Costa e Silva será utilizada para lavar as ruas da cidade.
Diferentemente dos outros projetos de piscinas que foram instalados no Minhocão, este possuirá a largura completa da pista, e as pessoas que passarem pelo local poderão aproveitar a instalação, que também vai oferecer um soundsystem em que vários DJs realizarão suas apresentações, até às 22h. O problema é que a profundidade do reservatório será de apenas 30 centímetros – basicamente um espelho d’água.
A instalação é projetada pela arquiteta Luana Gieger e inspirada no projeto sul-coreano Cheonggyecheon, realizado há oito anos em Seul, que tinha por objetivo recuperar um rio e acabou mudando para melhor todo o cenário urbano da capital asiática. Entre as principais influências para a criação da piscina, destacam-se a área de convivência do SESC Pompeia e o Crelazer, de Hélio Oiticica.
De acordo com o CatracaLivre, a instalação vai servir como pontapé inicial para a criação de um parque no Elevado Costa e Silva, objetivo maior da Associação Parque do Minhocão, recentemente criada por um grupo de ativistas. Esta não é a primeira piscina a ser criada na via elevada paulistana, e, em todos os domingos, a pista fica liberada para o uso dos pedestres.
Por Gabriel Felix – Redação CicloVivo

Poluição do ar causa vários tipos de câncer

Poluição do ar causa vários tipos de câncer, diz ONU




A agência especializada em câncer que integra a Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou na última quinta-feira (17) que a poluição do ar é uma das principais causas ambientais de morte pela doença. Por meio de uma avaliação do Programa de Monografias da Agência Internacional para Pesquisa sobre o Câncer (IARC, na sigla em inglês) foram encontradas evidências suficientes de que a exposição ao ar poluído causa câncer de pulmão e aumenta até o risco de câncer de bexiga.
Em um comunicado, a IARC apontou que a poluição do ar já é conhecida por aumentar os riscos de desenvolvimento de uma ampla gama de enfermidades, como doenças respiratórias e cardíacas. Estudos indicam que, nos últimos anos, os níveis de exposição aumentaram significativamente em algumas partes do mundo, particularmente nos países muito populosos e com rápido processo de industrialização. Os dados mais recentes indicam que, em 2010, 223 mil mortes por câncer de pulmão foram resultado da poluição do ar.
No passado, o programa avaliou vários produtos químicos e misturas específicas que intensificam a poluição do ar. Estes incluíram escape de motores a diesel, solventes, metais e poeiras. No entanto, esta é a primeira vez que os especialistas classificaram a poluição do ar como uma causa da doença.
As principais fontes de poluição do ar são o transporte, a geração estacionária de energia, as emissões industriais e agrícolas, aquecimento residencial e até mesmo a ação de cozinhar. Também há alguns poluentes com fontes naturais.
“Classificar a poluição do ar como cancerígena para os seres humanos é um passo importante”, disse o diretor da IARC, Christopher Wild. “Há maneiras eficazes de reduzir a poluição do ar e, dada a escala da exposição que afeta pessoas em todo o mundo, este relatório deve enviar um sinal significativo para a comunidade internacional agir sem demora”, acrescentou.