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quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Degelo do Ártico é bomba relógio de US$60 tri

Degelo do Ártico é bomba relógio de US$60 tri

Estudo inédito estima que o derretimento pode custar quase o PIB mundial em prejuízos. Degelo intensifica as mudanças climáticas com a liberação de toneladas de gás metano Vanessa Barbosa


NOOA

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O derretimento de gelo no Ártico é uma verdadeira “bomba relógio econômica”, alertam os cientistas em um novo estudo que mediu, pela primeira vez, os custos do degelo, um dos efeitos mais notáveis do aquecimento global. A conta é astronômica, algo próximo de US$60 trilhões de dólares, quase o PIB - Produto Interno Bruto mundial, de US$ 70 trilhões.


Com o desaparecimento de gelo e da neve, o que facilita o acesso à área, a importância do Ártico no campo da energia global e fornecimento de recursos minerais faz a região ser vislumbrada como um novo eldorado. Estima-se que 30% do gás natural e 15% do petróleo ainda não descobertos no mundo estão lá.



Mas a pesquisa, publicada no periódico científico Nature, desvenda uma perspectiva sombria. Ela destaca o papel fundamental do Ártico na regulação dos oceanos e do clima, e de como seu derretimento poderá intensificar as mudanças climáticas, prejudicando ainda mais colheitas e infraestruturas ao redor do mundo.



O estudo é assinado por acadêmicos da Universidade de Cambridge, no Reino Unido e da Erasmus University Rotterdam, na Holanda. De acordo com os autores, 80% dos impactos ocorrerão nas economias mais pobres da África, Ásia e América do Sul.



PERIGO À ESPREITA
Sob a camada de gelo do Ártico, existem reservas gigantes de metano (CH4), um gás efeito estufa 20 vezes mais potente que o dióxido de carbono (CO2). O derretimento dos subsolos árticos congelados, o chamado permafrost, por sua vez contribuiria para o aquecimento adicional do planeta, destaca o estudo.



"Fenômenos como inundação de áreas baixas, extremos de calor, secas e tempestades serão ampliados pelas emissões de metano", escrevem os pesquisadores.



No nível mais superficial, o próprio degelo da cobertura da região contribuiria para intensificar o fenômeno. Uma vez que a camada de gelo aumenta a refletividade dos raios solares, na sua ausência, mais calor passará a ser absorvido pela terra.



Nos últimos anos, durante o verão, a redução do gelo no Ártico tem se intensificado de tal maneira que atingiu um mínimo de 3,4 milhões de quilômetros quadrados, em 2012, 18% a menos do que o recuo em 2007 e 50% abaixo da média dos anos oitenta e noventa.

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