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domingo, 31 de agosto de 2014

Cuidado com as baterias botão

Cuidado com as baterias botãoAfonso Capelas Jr. -/06/2014 

PILHAS_OK_3
Parece alarmismo demais, mas não é. A Secretaria Nacional do Consumidor do Ministério da Justiça (Senacon-MJ) acaba de aderir a uma campanha global pela conscientização sobre o uso de pilhas e baterias. Ela foi lançada na segunda quinzena de junho por órgãos de proteção à saúde e segurança do consumidor em diversos países que integram a Rede Consumo Seguro e Saúde das Américas e a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
O perigo é real. Nos centros de controle de envenenamento dos Estados Unidos todos os anos são registrados cerca de 3 500 casos de crianças que ingerem acidentalmente baterias de lítio – aquelas pequeninas do tipo botão.
Em uma casa elas estão em toda a parte porque são largamente usadas em diversos aparelhos eletrônicos com os quais as crianças têm contato diário: controles remotos, relógios, calculadoras, tocadores de MP3 e até tênis e roupas infantis que têm luzes pisca-pisca. Inclusive brinquedos. Uma criança morreu recentemente na Austrália, país onde são relatados quatro casos de ingestão acidental por semana.
Engolir essas baterias causa lesões gravíssimas e permanentes, de acordo com os especialistas. O índice registrado de casos de letalidade é considerado alto50% das crianças que ingeriram essas baterias morreram. Aqui no Brasil já foram aconteceram vários casos semelhantes. Por isso, juntam-se à campanha o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) e a organização não governamental Criança Segura.
“Muitos pais desconhecem o risco que essas baterias representam para as crianças. Ao mesmo tempo fazemos um alerta à classe médica, em função da dificuldade no diagnóstico em caso de acidente”, disse o assessor da diretoria de Avaliação da Conformidade do Inmetro, Paulo Coscarelli. “Os sintomas apresentados pela criança, como febre e dor de estômago podem ser facilmente associados a resfriados, viroses ou alergias e não ao fato dela ter ingerido ou introduzido uma bateria na narina”, complementou.
De acordo a ONG Criança Segura, as pequenas baterias podem se alojar na garganta da criança e desencadear uma corrente elétrica causada pela saliva. A reação química provoca queimaduras no esôfago em menos de duas horas. As queimaduras podem se agravar, mesmo depois da remoção da bateria.
ONG Criança Segura sugere estas medidas de segurança, caso um acidente com baterias botão aconteça:
- Deixe equipamentos com baterias botão fora de alcance quando o compartimento da bateria não for seguro e trave as baterias frouxas;
- Se a criança engolir a bateria botão, imediatamente procure atendimento médico de emergência. Não a deixe comer ou beber e não estimule o vômito;
- Os sintomas podem ser similares aos de outras doenças, como tosse, ‘babação’ e desconforto. Como as crianças conseguem respirar normalmente, o diagnóstico pode ser difícil;
Relate o caso no Sistema Inmetro de Monitoramento de Acidentes de Consumo (www.inmetro.gov.br/acidenteconsumo), o que poderá fundamentar uma possível regulamentação do uso de baterias.
Imagem – Creative Commons

Mudanças climáticas põem em risco segurança hídrica na América do Sul

Mudanças climáticas põem em risco segurança hídrica na América do Sul

04/2014 Por Elton Alisson
Agência FAPESP – As mudanças climáticas já observadas e as projetadas para as Américas do Sul e Central colocarão em risco a segurança hídrica das regiões e terão impactos diretos no abastecimento doméstico e industrial e em setores fortemente dependentes de água, como o de geração de energia hidrelétrica e a agricultura.
O alerta é do Relatório sobre Impactos, Adaptação e Vulnerabilidades às Mudanças Climáticas do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), apresentado no dia 31 de março em Yokohama, no Japão, e em seguida no dia 1º de abril, na Academia Brasileira de Ciências (ABC), no Rio de Janeiro.
O capítulo 27 do documento, que aborda as projeções das mudanças climáticas paras as Américas do Sul e Central, destaca que a vulnerabilidade atual de abastecimento de água nas zonas semiáridas das duas regiões e nos Andes tropicais deverá aumentar ainda mais por causa das mudanças climáticas. E o problema poderá ser agravado pela redução das geleiras andinas, pela diminuição de chuvas e pelo aumento da evapotranspiração nas regiões semiáridas das Américas do Sul e Central, previstos pelo IPCC.
Se essas previsões forem confirmadas, elas afetarão o abastecimento de água das grandes cidades e de pequenas comunidades nas duas regiões. Além disso, comprometerão a geração de energia hidrelétrica e a produção de alimentos, aponta o relatório.
“No fim das contas, os principais impactos das mudanças climáticas previstos para as Américas do Sul e Central estão relacionados com a água”, disse Marcos Buckeridge, professor do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (USP) e um dos autores do capítulo 27 do relatório, durante a apresentação da publicação, no Rio de Janeiro.
“Todos os setores que dependem, de alguma forma, de água poderão ser afetados”, estimou Buckeridge. De acordo com o relatório, as Américas do Sul e Central contam com boa disponibilidade de água, mas o recurso hídrico é distribuído de forma desigual nas duas regiões.
O principal usuário de água nas Américas do Sul e Central é a agricultura, seguido pelo abastecimento dos 580 milhões de habitantes das duas regiões, excluídos os 14% que hoje nem sequer têm acesso ao recurso, aponta o documento.
Ainda de acordo com a publicação, a energia hidrelétrica é a principal fonte de energia renovável nas duas regiões, correspondendo a 60% de suas matrizes energéticas, enquanto em outras regiões essa contribuição é, em média, de 20%.
Como a projeção é de aumento de chuvas em algumas regiões do Brasil, os sistemas de energia hidrelétrica baseados principalmente no Rio Paraná poderão ter um ligeiro aumento na produção de energia.
No entanto, o restante do sistema hidrelétrico do país – especialmente os localizados no Nordeste – poderá enfrentar diminuição na geração de energia, comprometendo a confiabilidade de todo o sistema, aponta o relatório.
“Imagine se eventos climáticos extremos, como os períodos de seca combinados com altas temperaturas que ocorreram no início deste ano na região Sudeste do Brasil, também acontecerem eventualmente na região Sul do país. Eles poderiam afetar fortemente o funcionamento de usinas hidrelétricas como as de Itaipu”, disse Buckeridge à Agência FAPESP.
Impactos nos alimentos
Na agricultura, as mudanças climáticas previstas para as duas regiões poderão causar diferentes impactos na produção de alguns tipos de alimentos e na segurança alimentar das populações, indica o relatório.
Mesmo com a diminuição prevista da disponibilidade de água, a cana-de-açúcar e a soja são mais propensas a responder positivamente ao aumento das emissões de gás carbônico e às mudanças de temperatura e aumentar a produtividade e a produção.
No Nordeste do Brasil, contudo, deverá cair o rendimento de culturas de subsistência para a população da região, como feijão, milho e mandioca, e haverá redução de áreas atualmente favoráveis para o cultivo de feijão caupi.
E um aquecimento de 5,8 °C em 2100 (o pior dos cenários previstos) poderia tornar a colheita de café inviável em Minas Gerais e São Paulo – os dois maiores produtores do grão no Brasil.
“O que tem se observado em termos de impacto das mudanças climáticas na agricultura em regiões de latitudes médias e tropicais é que, à exceção da soja, haverá redução na produção principalmente de trigo, arroz e milho cultivados nessas regiões”, disse José Marengo, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e um dos autores do capítulo 27, durante o evento de lançamento no Rio de Janeiro.
“E essas culturas agrícolas compõem, basicamente, a cesta básica da maioria dos países em desenvolvimento”, afirmou.
O relatório pondera que, como resultado de taxas de crescimento mais elevadas e melhor eficiência do uso da água, algumas culturas nas Américas do Sul e Central, incluindo soja, feijão, milho e cana-de-açúcar, poderão até responder com uma produtividade cada vez maior.
A qualidade nutricional desses alimentos, no entanto, deve diminuir em razão do teor de açúcar mais elevado em grãos e frutas e a redução do teor de proteína em cereais e leguminosas, apontam pesquisadores da área.
“Estudos mais recentes demonstram que, com aumento de gás carbônico na atmosfera, as plantas crescem mais e ficam mais robustas. O teor de proteínas delas diminui, em média, 7% e isso gera uma queda na qualidade dos alimentos”, avaliou Buckeridge.
Algumas práticas de adaptação sugeridas pelo relatório do IPCC são avanços no melhoramento genético para o desenvolvimento de culturas agrícolas mais bem adaptadas a eventos climáticos extremos e para atender a demanda mundial por alimentos nas próximas décadas.
Segundo projeções do relatório, até 2040 será preciso aumentar, no mínimo, 70% a produção mundial de alimentos, e a América do Sul e a África são as únicas regiões no mundo que dispõem de terra agriculturável disponível para atender parte dessa demanda.
“Não terá como aumentar a produção da maioria das espécies de vegetais por meio da genética clássica”, disse Buckeridge. “Será preciso utilizar a biotecnologia para transformar as plantas de modo que produzam mais alimentos e sejam mais bem adaptadas às mudanças climáticas”, avaliou. 

sábado, 30 de agosto de 2014

REALIZAÇÃO DE AUDIÊNCIA PÚBLICA:MRV NOVO JOCKEY




ATO DO PRESIDENTE


REALIZAÇÃO DE AUDIÊNCIA PÚBLICA

O Presidente do Conselho Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo, Zacarias Albuquerque Oliveira, no uso de suas atribuições legais e regimentais, convida os membros do Conselho Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo e público em geral para Audiência Pública a ser realizada no dia 11 de SETEMBRO, às 15h, no auditório do Centro de Educação Ambiental, referente à apresentação de Estudo de Impacto de Vizinhança – EIV, pela empresa MRV MRL XXXVIII LTDA E MRV MRL XXXIX LTDA KENNEDY 01 E KENNEDY 02, localizado na área da Rua João Cabral de Melo Neto, s/nº , Jockey Club, nesta cidade.  Estará disponível para consulta prévia, cópia impressa e digital do referido EIV, na Coordenação de Licenciamento Ambiental da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, entre os dias 20/08/2014 a 03/09/2014. O munícipe e/ou conselheiro interessado poderá obter cópia do EIV mediante a entrega de um CD.

Campos dos Goytacazes - RJ, 15 de agosto de 2014



Zacarias Albuquerque Oliveira
Presidente do Conselho Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo






Com construção alternativa, casa no litoral de SP é a primeira certificada no Brasil

Com construção alternativa, casa no litoral de SP é a primeira certificada no Brasil
Agosto de 2014 • 

Sendo a construção um setor altamente poluente, a busca por certificações e alternativas mais sustentáveis se torna cada vez mais necessária. O escritório de engenharia LCP é um exemplo brasileiro de que é possível construir com impactos muito menores. A prova disso é que um dos projetos residenciais feitos pelo grupo recebeu durante a 5ª Expo Greenbuilding Brasil o primeiro selo de Referencial GBC Brasil Casa.
Localizada em Maresias, no litoral de São Paulo, a residência é de alto padrão e possui 1.880 m² de área construída. No entanto, seu principal diferencial é a utilização de Painéis de Argamassa Armada com miolo de Poliestireno Expandido (EPS), que substituem as paredes tradicionais de concreto ou tijolo.

Foto: Divulgação
Apesar de não ser ainda muito famosa no Brasil, esta tecnologia é bastante comum na Europa e Estados Unidos, a própria LCP já a utiliza em projetos nacionais desde 1990 e, inclusive, fabrica o material aqui, em parceria com empresas brasileiras. No ano passado, a empresa construíu um protótipo de habitação popular utilizando este mesmo sistema (veja aqui).
As placas são feitas de poliestireno expandido, tela de aço e argamassa. Ao contrário do que possa se pensar, este é um sistema altamente resistente, criado para suportar terremotos e furacões. Além disso, ele praticamente não deixa resíduos na obra, fator essencial para garantir a sustentabilidade de um projeto.
Em entrevista ao CicloVivo, a engenheira Lourdes Cristina Printes, explicou que este processo é muito mais rápido do que uma construção tradicional. A casa em Maresias foi construída em apenas oito meses. “Nós ganhamos em tempo. Isso chega a economizar 20%, pela redução dos gastos com mão-de-obra”, esclarece a especialista. Os custos durante a fase de construção também são minimizados pela economia em materiais como madeira e cimento, fatores que compensam o investimento na tecnologia.
Para que conseguisse a certificação, o projeto teve que atentar a muitos outros fatores, desde a limpeza no canteiro de obras até a utilização de fontes renováveis de energia. Um dos bons exemplos do projeto, segundo a engenheira, foi a reutilização da água da chuva. O que seria um problema, virou uma ótima saída. Durante as obras choveu muito no litoral paulista, mas isso não foi em vão. Com um sistema de coleta e armazenamento, a água da chuva foi usada em 60% de toda a argamassa usada na residência.
Dentro da casa, os materiais, principalmente relacionados à água e energia, foram os mais eficientes possíveis. A residência conta com sistema de aquecimento solar e também utiliza placas fotovoltaicas para produzir sua própria energia limpa. As medições individualizadas facilitam o controle sobre o consumo de energia e ajudam a minimizar o desperdício. Nas áreas externas foram utilizados pisos drenantes e a economia de água usada para a irrigação do sistema chega a 72%.

Imagem: Divulgação
A utilização das placas de EPS permite que, mesmo em uma obra deste porte, os resíduos gerados sejam mínimos e até reaproveitados. Portanto, quase nada é descartado. Especificamente em Maresias, Lourdes explica que os restos do isopor foram doados às escolas da comunidade e os resíduos do ferro voltam ao fabricante para serem reutilizados.
A engenheira também lembra que em qualquer construção sustentável, o projeto arquitetônico é essencial. Considerar as condições climáticas e geográficas é essencial para aproveitar os benefícios naturais da melhor maneira possível, como a iluminação e ventilação. O impacto disso é sentido da eficiência da estrutura e no bem-estar dos moradores.

Iniciativa Verde planta mais de 1 milhão de árvores na Mata Atlântica

Iniciativa Verde planta mais de 1 milhão de árvores na Mata Atlântica
22 de Agosto de 2014 • Atualizado às 11h23


A Iniciativa Verde superou a marca de um milhão de árvores plantadas em áreas de preservação e recuperação ambiental. Os plantios são feitos pela organização com o intuito de compensar as emissões de carbono das mais diversas atividades.
O bioma que mais recebeu novas árvores durante os nove anos de trabalho da OSCIP foi a Mata Atlântica. Os projetos desenvolvidos em São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia e Rio Grande do Sul representam 97,6% do total de áreas árvores plantadas e hectares restaurados pela organização até o momento. O restante se concentra em áreas da Amazônia brasileira.
A Iniciativa Verde garante que os plantios são realizados prioritariamente em áreas degradadas de mananciais e nascentes. Assim sendo, o trabalho ganha ainda a função de ajudar a preservar fontes de água e impactar diretamente a vida da população local e de comunidades distantes, mas que dependem das mesmas fontes de recursos naturais.
A ferramenta que registra e calcula os plantios já marca 1.065.571 novas árvores. Mesmo que o número seja alto, recompor a Mata Atlântica é uma tarefa que ainda exige um esforço muito maior. O bioma brasileiro é um dos mais importantes do mundo, reunindo mais de 20 mil espécies vegetais, 849 de aves, 370 de anfíbios, 200 de répteis, 270 de mamíferos e 350 de peixes.
De acordo com a ONG SOS Mata Atlântica, restam apenas 8,5% da vegetação original do bioma, que era de 1.315.460 km2. Porém, com o passar dos anos a urbanização, agropecuária, exploração predatória, industrialização e poluição, a área foi sendo dizimada. O caminho para compensar essas perdas ainda é bem grande.
Redação CicloVivo

Cidades brasileiras gastam 5 vezes menos em gestão de resíduos sólidos urbanos que estrangeiras

Cidades brasileiras gastam 5 vezes menos em gestão de resíduos sólidos urbanos que estrangeiras


Os municípios brasileiros gastam cinco vezes menos em gestão de resíduos sólidos urbanos (RSU) do que a média das cidades internacionais. A constatação, divulgada ontem (5), é da pesquisa Três Anos Após a Regulamentação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS): Seus Gargalos e Superação, encomendada pelo Sindicato das Empresas de Limpeza Urbana no Estado de São Paulo (Selur) e pela Associação Brasileira de Resíduos Sólidos e Limpeza Pública (ABLP). O levantamento foi feito pela PricewaterhouseCoopers (PwC).
De acordo com a pesquisa, a média de gastos na gestão de resíduos das cidades internacionais aumentou de R$ 430, em 2009, para R$ 501 em 2012. Já nas cidades brasileiras, a média aumentou de R$ 88,01 (2009) para R$114 (2012). A média dos custos das cidades brasileiras é cinco vezes menor quando comparada à média dos custos das cidades internacionais. A comparação usou como parâmetro de equidade o Índice Big Mac, e considerou que cidades de mesmo porte geram quantidades similares de resíduo.
No total, foram analisadas 52 prefeituras das cinco regiões do Brasil com Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) na faixa entre bom e ótimo. As cidades internacionais avaliadas foram Tóquio, Cidade do México, Barcelona, Roma, Paris, Nova Iorque, Londres, Buenos Aires e Lima.
O estudo destaca que, entre as cidades analisadas, São Paulo e Tóquio, as mais populosas, produzem volume per capita de resíduos muito similar. No entanto, quanto aos gastos em serviços de limpeza urbana, Tóquio gasta dez vezes mais que São Paulo.
“Os investimentos realizados atualmente pelos municípios brasileiros não são suficientes para alcançar os objetivos da PNRS [Política Nacional de Resíduos Sólidos], tanto quanto os níveis dos sistemas existentes nas cidades internacionais”, ressalta o estudo.
O documento aponta que o grande problema para evolução dos indicadores nas cidades brasileiras é o baixo valor agregado do resíduo sólido no Brasil. “Quanto mais valor é agregado ao resíduo, menos desperdício ocorre no consumo, o que, por sua vez, reduz a probabilidade da geração de passivos. Por outro lado, ao agregar valor ao resíduo, há a possibilidade de criação e manutenção dos mercados de reciclagem, que hoje sofrem pela flutuação dos valores”.

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Guerra por água revela crise de governança no Brasil

Guerra por água revela crise de governança no Brasil

Para especialistas, governo falha em dar respostas adequadas às crises hídricas, o que coloca em risco a própria legitimação de suas instituições

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Vanessa Barbosa
EXAME.com - 18/08/2014
Olearys/Creative Commons/Flickr

O conflito entre Rio de Janeiro e São Paulo em torno do rio Paraíba do Sul é apenas o sintoma mais visível de um problema grave: a crise de governança da água. Para especialistas, o governo brasileiro falha em dar respostas adequadas às crises hídricas, o que coloca em risco a própria legitimação de suas instituições.

A investida da companhia de eletricidade de São Paulo (CESP) de reduzir a vazão de água da Usina
Hidrelétrica Jaguari - contrariando determinação do ONS e diminuindo assim a quantidade de água do Paraíba do Sul que segue para o Rio de Janeiro - é indicação clara do problema.

Outro sinal: o risco da disputa em torno da transposição do Paraíba do Sul ir parar no Supremo Tribunal Federal (STF). A proposta enfrenta a resistência do governo fluminense e é tema de uma ação do Ministério Público Federal de Campos.

"Quando a gente chega a esse ponto é porque a crise tem sido de governança. A gestão da água vinha numa crescente focada na administração por bacias hidrográficas, mais descentralizada e mais participativa. Infelizmente, na última década, temos tido uma fragilidade, um desmonte desse tipo de gestão, muito desencadeado pelo governo federal. E isso tem a ver, por exemplo, com o enfraquecimento da ANA, que tem menos poder do que a Aneel", afirma Malu Ribeiro, coordenadora da Rede das Águas da SOS Mata Atlântica.

Para ela, a crise da governança ficou explicita na transposição do Rio São Francisco, "quando todos os comitês de bacias da região foram contra a obra, e mesmo assim ela foi à frente e a questão foi para a justiça, e agora temos uma obra inacabada".

Esse episódio foi, segundo Malu, o primeiro abalo na estrutura do sistema de recursos hídricos no Brasil. "Se os comitês deliberaram contra, por questões técnicas e ambientais, por que foram ignorados?", questiona.

Outro caso problemático, na visão da especialista, foi a expansão de PCHs (pequenas centras hidrelétricas) em Minas Gerais, que estavam sendo licenciadas, mas o Ministério Público teve que revogar as licenças porque não foi feito um estudo de impacto ambiental nas bacias hidrográficas afetadas. "Minas Gerais, que é popularmente conhecida como caixa d’água no Brasil, acabou sendo enfraquecida pelo confronto judicializado entre o setor elétrico e o de água", acrescenta.

RIO X SP Para Márcio Pereira, especialista em meio ambiente do L.O. Baptista-SVMFA, as disputas judiciais não resolvem o problema hídrico. Segundo ele, nem São Paulo, nem o Rio de Janeiro e tampouco o governo federal, têm cumprido com suas obrigações de gestão.

"As nossas agências reguladoras deveriam fazer a mediação de conflitos, mas esse papel ainda não foi implementado. Cabe ao governo fazê-lo. É o processo de integração entre diferentes politicas que está faltando. O setor elétrico tem uma política, o setor de resíduos tem outro, o de água tem outro, assim fica difícil", pontua.

São Paulo e Rio, segundo ele, poderiam aproveitar a oportunidade para reunir todos os atores que fazem uso da água e encontrar uma solução apartidária, buscar uma oportunidade de iniciar um novo modelo de gestão a fim de evitar conflitos nos próximos anos.

"Sem mexer na nossa Constituição, poderíamos criar um sistema único que centralizasse todos os órgãos. Porque a água é continua, ela só vai ter diferentes domínios de forma circunstancial", completa.

Arthur Rollo, advogado e professor da Faculdade de Direito de São Bernardo, alerta para a tendência dos conflitos de água aumentarem à medida que as fontes atuais são exauridas ou poluídas.

"O poder público tem o dever de preservar os recursos naturais. Isso devia ser permanente. Na verdade, países conscientes em relação à água usam essa política de forma permanente. Mas aqui a gente suja a água da represa, e tem que gastar muito dinheiro para tratar e gerar agua potável", diz.

Mas a população também tem papel ativo. "Tem um principio do direito ambiental que é o principio da
participação ambiental, todos têm que participar ativamente da preservação dos recursos naturais para a presente geração e para o futuro. Tem que preservar, fiscalizar e cobrar", finaliza
.

Aprenda a fazer um jardim sensorial

Aprenda a fazer um jardim sensorial
28 de Julho de 2014 • Atualizado às 09h20


Ter plantas em casa é uma maneira de entrar em contato com a natureza. Mas, mais do que avivar a visão com o verde das folhagens ou com flores coloridas, os outros sentidos também podem ser estimulados, bastando para isso criar um jardim sensorial.
“O projeto pode ser feito no quintal, em varandas ou no interior de casas e apartamentos e tem por objetivo estimular todos os cinco sentidos: tato, olfato, gustação e audição, além da visão”, explica a paisagista, especialista em Feng-Shui e jardinagem orgânica, Marizeth Estrela.
“Ao trazer aos moradores a oportunidade de interagir com o meio-ambiente, o jardim sensorial aguça os cinco sentidos, promove o equilíbrio, é uma forma de terapia e também desperta o aprendizado. Qualquer pessoa pode se beneficiar desse contato com a natureza, adequando o cultivo às espécies que favoreçam a percepção e o uso dos sentidos”, afirma Marizeth.
Segundo a paisagista, esse tipo de jardim tem grande influência oriental e prevê o uso de diferentes espécies, com texturas variadas, para estimular o tato; repuxos de água, introduzindo cascatas ou aquários, para estimular a audição; a visão é aguçada pelo cultivo de espécies com folhagem e flores diversas; o olfato, pelos aromas e, a gustação, pelo uso de ervas aromáticas ou plantas comestíveis no jardim.
 Plantas para estimular os sentidos
A variedade é o fator-chave de um jardim sensorial. Para Marizeth, a composição de um jardim sensorial deve contemplar plantas aromáticas, espécies com folhas de texturas distintas, flores coloridas e fontes de água, para que a percepção seja amplamente estimulada e os sentidos todos despertados.  “Quem mora em apartamento ou tem pouco espaço disponível pode escolher cantos diferentes da casa e compor um mini-jardim para cada sentido”, sugere a paisagista.
Visão: variar com espécies de tamanhos e formatos diferentes, com folhagens diversas e cores variadas. Pode-se alcançar o efeito desejado com o plantio de Camelia (Camelia japônica), gerânios (Pelargonium crispum), crisântemos (Chrysanthemum morifolium), flor-de-cera (Hoya carnosa), violetas (Violeta odorata), calêndula (Calendula officinalis), cavalinha (Equisetum hyemale), Hibiscus (Hibiscus sabdariffa), entre outras.

Violeta - Foto: Karen/Flickr
Olfato: ervas aromáticas, como as utilizadas para chás e temperos são ideais para estimular o olfato. Tomilho (Thymus x citriodorus), camomila (Chamomilla recutita), orégano (Origanum vulgare), alecrim (Rosmarinus officinalis), manjericão (Oncimum basilicum), hortelã (Menta piperita), funcho/erva-doce (Foeniculum vulgare), são algumas das opções para aguçar esse sentido. Pode-se ainda fazer uso de espécies com flores perfumadas, a exemplo das Gardenias (Gardenia augusta), Jasmins com aromas de limão (Stephanotis floribunda), trepadeiras com aroma de tutti-frutti, como a diplodenia (Mandevilla splendens), orquídeas Sherry baby (aroma de Chocolate), lavanda (Lavandula officinalis), Capim-limão (Cymbopogon citratus).

Lavanda - Foto: Maja Dumat/Flickr
Tato: para o contato direto com as plantas, pelo toque, são ideais as suculentas ou crassulaceaes, algumas espécies de cactos, plantas com folhas aveludadas como o veludo-roxo (Gynura), corações emaranhados (Ceropegia woodii), tuia holandesa/tuia-limão (Cupressus macrocarpa), entre outras.

Corações emaranhados - Foto: Maja Dumat/Flickr
Gustação: Para despertar esse sentido, basta experimentar as ervas aromáticas utilizadas no jardim sensorial olfativo. Os temperos também podem ser aproveitados nas receitas e os chás saboreados após a infusão. Optar pelas frutíferas, como tomatinhos, morangos, laranjinha kinkan também é uma alternativa.

Alecrim - Foto: Fernando Cuenca/Flickr
Audição: o barulho da água de pequenas fontes ou mini-cascatas tem poder terapêutico e acalma. Esses complementos para o jardim podem ser comprados em casas do ramo ou home-centers.

Área de recarga do aquífero Guarani seca com estiagem em Ribeirão Preto

Área de recarga do aquífero Guarani seca com estiagem em Ribeirão Preto

Publicado por http://www.agsolve.com.br/
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 Lagoa do Saibro, na zona leste, pode ser atravessada a pé, diz aposentada. Para ambientalista, projeto de arborização das margens deve ser prioridade
Lagoa do Saibro, em Ribeirão Preto (SP), tem volume de água rebaixado devido a estiagem (Foto: Silvana Santos/VC no G1)
Lagoa do Saibro tem baixo volume de água devido ao período de estiagem (Foto: Silvana Santos/VC no G1)
A estiagem prolongada preocupa moradores de Ribeirão Preto (SP), já que a falta de chuvas tem afetado diretamente o volume de mananciais responsáveis pela recarga do aquífero Guarani, um dos maiores reservatórios de água subterrânea do mundo. Na Lagoa do Saibro, na zona leste da cidade, a margem já recuou cerca de dez metros, o que causou espanto à aposentada Silvana Regina dos Santos, que enviou fotos da situação pelo VC no G1. Para a ambientalista Simone Kandratavicius, é preciso instituir um trabalho urgente de arborização das margens.
As últimas chuvas que atingiram Ribeirão ocorreram entre os dias 25 e 28 de julho. Entretanto, o volume de água que caiu - 20,3 milímetros, segundo dados do Centro Integrado de Informações Agrometeorológicas (Ciiagro) - não foi suficiente para recuperar os rios da região, como o Pardo, que marcou nesse mesmo período 57,9 centímetros de profundidade, enquanto a média para o mês nos últimos dez anos era de um metro, de acordo com Departamento de Águas e Energia Elétrica de São Paulo (DAEE).
Falta proteção
Moradora do bairro Jardim Interlagos, Silvana conta que o nível da Lagoa do Saibro está tão baixo, que é possível atravessá-la a pé. A aposentada diz também que sabe da existência de um projeto de recuperação da área ao redor da lagoa, mas reclama que a implantação é lenta. Além disso, podas de árvores e galhos secos são deixados por moradores e pela própria Prefeitura no local. "Faz tempo que a lagoa está abandonada. Dias atrás, as margens estavam repletas de lixo. A Prefeitura até limpou, mas não há proteção para evitar a poluição. Antigamente, a lagoa quase pegava na rua. Hoje em dia está horrível", reclama a aposentada.
A ambientalista Simone Kandratavicius confirma a importância da lagoa para recarga do Aquífero Guarani e explica que deveria existir um trabalho continuo de arborização das margens. "As lagoas são de contenção de água da chuva e não possuem nascentes. Com a estiagem, a tendência é secar. Se houvessem árvores naquela área, isso contribuiria para a manutenção da qualidade e da quantidade de água no local", afirma.
Restos de podas de árvores são deixados às margens da lagoa (Foto: Silvana Santos/VC no G1)
Restos de podas de árvores são deixados às margens da lagoa (Foto: Silvana Santos/VC no G1)
Ainda de acordo com Simone, a demora da Prefeitura em implantar um projeto que contemple a recuperação da área prejudica indiretamente o nível do aquífero. "Embora o volume da lagoa ainda dependa muito das chuvas, as árvores evitariam que a seca ocorresse tão rápido. Aquela é uma região priroritária para deixar permeável. Esse tipo de obra deveria ser prioridade."
Nota da redação: Questionada sobre a existência de um projeto de arborização da área no entorno da Lagoa do Saibro, a assessoria da Prefeitura de Ribeirão Preto informou, em nota, que a Secretaria do Meio Ambiente realiza estudos para obter autorizações do Ministério Público, Cetesb e DAEE para que possa executar as obras necessárias no local.
Fonte: G1 Ribeirão Preto

ATO DO PRESIDENTE 04 de setembro


ATO DO PRESIDENTE


REALIZAÇÃO DE AUDIÊNCIA PÚBLICA

O Presidente do Conselho Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo, Zacarias Albuquerque Oliveira, no uso de suas atribuições legais e regimentais, convida os membros do Conselho Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo e público em geral para Audiência Pública a ser realizada no dia 04 de Setembro, às 15h, no auditório do Centro de Educação Ambiental, referente à apresentação de Estudo de Impacto de Vizinhança – EIV, pela empresa Loteamento Jardim Botânico, localizado na área da Rua Dr. João Maria, s/nº, Parque São Benedito, nesta cidade.  Estará disponível para consulta prévia, cópia impressa e digital do referido EIV, na Coordenação de Licenciamento Ambiental da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, entre os dias 20/08/2014 a 04/09/2014. O munícipe e/ou conselheiro interessado poderá obter cópia do EIV mediante a entrega de um CD.



Zacarias Albuquerque Oliveira
Presidente do Conselho Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo



quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Frescura no telhado. Cobrindo o teto com vegetação.


Frescura no telhado. Cobrindo o teto com vegetação.

Pesquisa prova que prédios cobertos por vegetação podem esfriar as cidades

por Tiago Cordeiro
Que a vegetação é fundamental para reduzir a temperatura nas cidades, disso ninguém duvida. Mas dois pesquisadores da Universidade Cardiff, no País de Gales, resolveram calcular como cidades diferentes seriam beneficiadas. Phillip Jones, diretor da Escola Welsh de Arquitetura, e a arquiteta Eleftheria Alexandri simularam no computador os efeitos em 9 metrópoles caso elas cobrissem o teto de todos os seus edifícios com vegetação. Eles perceberam que, dependendo do lugar, a temperatura local poderia cair de 3,6 a 11,3 graus. Quanto mais quente a cidade, maior o efeito refrescante.
Isso acontece por dois motivos. Em primeiro lugar, a vegetação absorve menos calor do que o concreto. “Superfícies quentes aquecem o ar à sua volta e têm uma grande influência sobre a temperatura local”, diz Phillip Jones. Além disso, a transpiração das árvores aumenta a umidade do ar, e, dessa forma, também reduz a temperatura. Muros verdes também produzem um efeito parecido, mas telhados são mais eficientes, já que cobrem uma área de exposição ao sol bem maior.
“Além de reduzir o calor, em regiões quentes as coberturas verdes diminuem consideravelmente o consumo de energia com o uso de ar-condicionado”, diz Jones. E consumo menor de energia significa menos poluição, principalmente nos países que usam usinas termoelétricas. Veja o que aconteceria em 6 cidades de acordo com a simulação dos dois especialistas.
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