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sábado, 14 de setembro de 2013

Cores da mata

Cores da mata

Apesar da lenta degradação do ambiente nos últimos 500 anos, pesquisadores estimam haver até 1,2 mil espécies de pássaro espalhadas pela floresta litorânea

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Luiz Claudio Marigo
National Geographic Brasil - 

fotos de Luiz Claudio Marigo

Não restam mais que 7% dos 1,5 milhão de quilômetros quadrados originais de Mata Atlântica da época de suas primeiras descrições, no século 16, quando europeus desembarcaram no litoral brasileiro e, fascinados, puderam contemplar a surpreendente fauna do Novo Mundo - como a ave araçari-poca (acima), símbolo dos trópicos pela exuberância, formas e cores. 


Apesar da lenta degradação do ambiente nos últimos 500 anos, pesquisadores estimam haver até 1,2 mil espécies de pássaro espalhadas pela floresta litorânea. Mas a descontinuidade de seu hábitat isolou os araçaris e outros animais em populações separadas, o que tende a ser uma ameaça. Daí a importância de ampliar áreas protegidas e conectar esses remanescentes emcorredores ecológicos



"O araçari-poca é endêmico desse bioma, e não está sob risco imediato. Entretanto, pode desaparecer de áreas fragmentadas ou muito pequenas", analisa o ornitólogo Luís Fábio Silveira, da Universidade de São Paulo. Para ele, mesmo que nenhum caso de extinção tenha sido ainda comprovado na Mata Atlântica, há um claro processo de declínio. "Duas hipóteses são consideradas: a primeira sugere que as aves da floresta, durante sua evolução, desenvolveram a capacidade de sobreviver em ambientes secundários. Já a segunda aponta que, em breve, começaremos a observar um período de extermínio em massa", diz. 



Exclusivo - Um álbum especial sobre os bichos da Mata Atlântica - entre eles este macaco-prego-robusto - e a importância das iniciativas particulares de conservação da floresta estão em ngbrasil.com.br

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