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segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Saiba como deixar suas plantas mais bonitas na primavera

Saiba como deixar suas plantas mais bonitas na primavera




Para comemorar a chegada da estação das flores, o CicloVivo separou algumas dicas de como manter um jardim saudável, mesmo que seja em ambientes pequenos, como apartamentos.
A melhor opção para os iniciantes é começar plantando em vasos. Mesmo assim, alguns cuidados devem ser tomados para que as plantas cresçam sempre saudáveis. As cinco preocupações gerais são água, luminosidade (artificial ou natural), temperatura, ventilação e adubação, independente de qual seja a espécie escolhida.
Cada espécie deve ter um vaso próprio, de preferência de barro, por isso o preparo do recipiente é o primeiro passo. Os furos contidos no fundo devem ser tampados, para que passe por eles somente a água e a planta não perca os seus nutrientes. Para esta tarefa podem ser usados cacos de telha, cerâmica, pedra ou argila.
Com o vaso pronto, a espécie escolhida e a terra colocada adequadamente, o próximo cuidado, que deve ser constante, diz respeito à rega. As plantas precisam de necessidades distintas de água. Para saber quando é necessário regar, uma dica é pressionar o substrato com o dedo, se as partículas aderirem à pele da pessoa, a planta não precisa de água. Do contrário, se o dedo ficar marcado somente por uma poeira seca, chegou a hora de regar.
Como a planta possui outras necessidades, atente sempre à adubação ideal para a espécie escolhida e à quantidade de luminosidade que ela precisa para se desenvolver da melhor maneira possível. Verifique constantemente se existem pragas ou folhas secas, que devem ser retiradas para que a terra respire melhor.
Conforme as plantas vão se desenvolvendo e crescendo, elas também precisam de espaços maiores. O momento ideal para fazer a transição entre os vasos é o período atual, entre o Inverno e a Primavera. Normalmente a transição ocorre a cada dois ou três anos. Para saber se a planta precisa de mais espaço, basta observar se as raízes estão saltando para fora do vaso, se a terra passou a ter resíduos esbranquiçados, que indicam perda de suas propriedades nutritivas, ou se a planta parou de gerar brotos, sem que houvesse mudanças no cuidado.
As plantas, de quaisquer tipos, são capazes de transformar os ambientes, levando cores, cheiros e, literalmente, uma nova forma de vida.

PUC do Rio promove curso de liderança sustentável para adolescentes

PUC do Rio promove curso de liderança sustentável para adolescentes



O Núcleo Interdisciplinar do Meio Ambiente da PUC-Rio (NIMA) promoverá, do dia sete de setembro até nove de novembro, a primeira edição do Gaia Jovem no Brasil, um curso de liderança verde para jovens que estão no penúltimo ano do ensino fundamental, cursam o médio ou já se formaram.
O Educação Gaia é um grupo formado por educadores e designers de diversas nações, criado em 2005 pelo Global Ecovillage Educators for a Sustainable Earth (GEESE). Através do programa, esses profissionais levam ideias de práticas sustentáveis a comunidades carentes de 30 países. O Gaia trabalha em parceria com universidades, governos e agências não governamentais. O currículo elaborado pela Educação Gaia é uma contribuição oficial à Década Internacional da Educação para o Desenvolvimento Sustentável da ONU (2004-2014).
Com quatro módulos, o Gaia Jovem ensinará aos alunos como é possível construir uma cultura sustentável nas dimensões sociais, econômicas, ecológicas, além de levá-los a ter uma visão de mundo integradora. Dentre os temas abordados estão as novas formas de liderança, consumo e geração de energia, redes sociais e pessoais, além da sustentabilidade. No último final de semana do curso, os alunos farão um estágio na pousada ecológica El Nagual em Magé, no Rio de Janeiro. Nela, colocarão em prática o que aprenderam nos três meses de teoria.
O primeiro projeto do Educação Gaia no Brasil conta com a participação de José Pacheco, o fundador da Escola Ponte de Portugal. A idade mínima para participar é de 14 anos.
As aulas para o curso Gaia Jovem ocorrerão aos sábados na Estação Ecológica da PUC-Rio, das 10h às 18h. As inscrições são feitas até o dia 30 de agosto pelo e-mail gaiajovem2013@gmail.com.

Ministério Público de Minas lança cartilha “O catador é legal”

Ministério Público de Minas lança cartilha “O catador é legal”


O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) inaugurou um espaço, em Belo Horizonte, destinado à Coordenadoria de Inclusão e Mobilização Sociais (Cimos) e à Central de Atendimento em Direitos Humanos. Durante o evento, também foi lançado guia na luta pelos direitos dos catadores de materiais recicláveis.  
A cartilha “O Catador é legal” traz informações importantes para efetivação dos direitos que dispõe a Política Nacional de Resíduos Sólidos. Com linguagem simples e acessível, o texto explica a legislação referente ao assunto e mostra ainda formas associativas e de cooperativismo possíveis de serem criadas por esses trabalhadores para efetivação de seus direitos e sustentabilidade socioambiental. Depoimentos de catadores ilustram a realidade dessa categoria.
A cartilha foi construída de forma coletiva e sua elaboração contou com a participação do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR), do Centro Nacional de Defesa dos Direitos Humanos da População em Situação de Rua e dos Catadores de Recicláveis (CNDDH), da Pastoral Nacional do Povo da Rua, do Instituto Nenuca de Desenvolvimento Sustentável (Insea) e do Centro Mineiro de Referência em Resíduos (CMRR), da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) e do MPMG, por meio da Superintendência de Comunicação Integrada e da Cimos.

Educação ambiental é ensinada em cidades do Rio de Janeiro

Educação ambiental é ensinada em cidades do Rio de Janeiro




O projeto de educação ambiental “A Mata Atlântica É Aqui – Exposição Itinerante do Cidadão Atuante”, criado pela Fundação SOS Mata Atlântica, estará no município fluminense de Itaipava, na região serrana, na próxima semana. Nesta edição, que se estenderá até maio de 2014, serão percorridas 22 cidades das regiões Sudeste e Sul do país que têm esse tipo de vegetação.
Em Itaipava, o caminhão da SOS Mata Atlântica ficará até o dia primeiro de setembro no Parque Municipal de Petrópolis, oferecendo atividades gratuitas ao público de todas as faixas etárias, diariamente, no horário das 10h às 17h.
A coordenadora de projetos itinerantes da Fundação SOS Mata Atlântica, Romilda Roncatti, disse à Agência Brasil que, nos quatro ciclos anteriores, a exposição visitou 140 cidades. Ela acrescentou que o principal objetivo é despertar na população a conscientização ambiental e a importância da preservação em todos os lugares onde ocorre o bioma. A organização não governamental informa as pessoas sobre a floresta, o bioma em que elas estão inseridas para que conheçam a influência da mata no seu dia a dia. “Quando as pessoas começam a entender por que é importante manter a floresta em pé e, consequentemente, preservar toda a biodiversidade, a pessoa tem interesse em cuidar”.
Nesses encontros, a fundação mostra aos moradores das cidades visitadas as atitudes diárias que podem ser tomadas para tornar o meio ambiente melhor e a importância da floresta para o abastecimento de água à população, por exemplo, disse Romilda. Economizar água, separar o lixo orgânico do reciclável, fazer uma compostagem, construir uma horta orgânica sem uso de agrotóxicos são outras atitudes positivas levadas à população na exposição itinerante.
“A gente trabalha a qualidade do meio ambiente onde as pessoas vivem. Levando esse conhecimento para a população e compartilhando a responsabilidade, que é de todos”, acrescentou Romilda Roncatti. Para o sexto ciclo do projeto, que começará em 2014, a ONG já começou a estudar o próximo roteiro de cidades que serão visitadas.
Ela informou que em cada cidade onde a mostra é apresentada, a fundação entra em contato com instituições locais para que elas pensem na exposição como uma oportunidade de divulgarem seus trabalhos. A programação inclui a divulgação nas escolas por meio das secretarias municipais de educação, que fazem o agendamento da visita monitorada dos grupos de alunos.
Alana Gandra - Agência Brasil

domingo, 29 de setembro de 2013

Mogi das Cruzes obriga supermercados a coletarem garrafas pet

Mogi das Cruzes obriga supermercados a coletarem garrafas pet


A Câmara Municipal de Mogi das Cruzes, município de São Paulo, aprovou, na última semana, um projeto de lei, de autoria do vereador Caio Cunha (PV), que obriga os hipermercados e supermercados a implantarem pontos de entrega voluntária de garrafas pet.
“Esse material representa grande volume nos lixões e aterros sanitários. Centenas de toneladas dessas embalagens são produzidas no País todos os anos, sendo que quase a metade é descartada na natureza”, afirmou Cunha. Por isso, justifica ele, a necessidade da criação deste projeto.
“A ideia é evitar esse despejo irregular, dando uma destinação adequada às garrafas pet. Com a estrutura adequada, é possível disseminar a cultura da redução do consumo deste produto e também o reaproveitamento das embalagens na sociedade”, destacou.
Segundo o projeto, as garrafas pet recebidas através da entrega voluntária deverão ser encaminhadas a órgãos, ONGs, cooperativas, associações e outras instituições que possam dar o tratamento de reutilização e reciclagem apropriado.
Os hipermercados e supermercados deverão implantar os coletores em local acessível e de fácil visualização. O descumprimento implicará em multa diária de 20 UFMs (Unidade Fiscal do Município), que corresponde a R$ 2.443,40.
"Praia do Tietê" reúne 600 pessoas na luta pela despoluição do rio


Chuva, meditação coletiva, trupes circenses e um show especial de Guilherme Arantes com a banda da turnê “Condição Humana” fizeram parte da “Praia do Tietê”, evento organizado pela Fundação SOS Mata Atlântica, no último domingo (22), para celebrar o Dia do Tietê.
O objetivo da ação foi manter a sociedade engajada na luta pela despoluição do rio Tietê e cobrar o compromisso das autoridades e cidadãos com a recuperação do maior rio paulista.
“Queremos chamar a atenção da sociedade não só para a água do rio, mas como suas margens, por exemplo, podem ser usadas com ciclovias, áreas de convivência e até atrações culturais. O Rio Tietê tem de entrar na agenda da cidade”, afirma Malu Ribeiro, coordenadora da Rede das Águas da SOS Mata Atlântica.
Para mostrar esse exemplo, banhistas com trajes de banho e antigos remadores lembravam como o Rio Tietê era usado há algumas décadas. O evento reuniu aproximadamente 600 pessoas na Ponte das Bandeiras, às margens do Rio Tietê.
Entre eles estava Elisa de Paula, 88 anos. Ela remou no Rio Tietê de 1944 até 1960 pelo Clube Esperia. "Os peixes pulavam enquanto a gente remava. Às vezes também nadávamos", conta. “Me dá vontade de chorar quando vejo o rio assim, mas ainda tenho esperança", diz.
Para ela, as pessoas em geral não ligam para o rio. "O povo joga lixo e as empresas também jogam esgoto. É uma pena, muita gente poderia aproveitar o Tietê como eu aproveitei", afirma.
O guru Sri Prem Baba, que realizou uma meditação coletiva, chamou a atenção para o cuidado que as pessoas têm com o rio. “Hoje escolhemos nos engajar no movimento em prol do rio Tietê, mas gostaria de falar sobre o significado dessa escolha. Passamos pela marginal e não notamos o rio. Despejamos nossos detritos e lixos nele sem perceber que ele é parte da natureza, da vida, da nossa casa. Tem um muro que nos separa do rio, mas esse rio é parte de nós mesmos. A separação é somente ilusão. Tudo está interligado”, afirma.
 
Perspectivas
Com essa atuação da sociedade em prol do Rio Tietê, o governador de São Paulo Geraldo Alckmin falou sobre as metas do governo para os próximos anos. “Nós já tiramos 365 toneladas por dia de esgoto ao longo dos 1.600 km do rio Tietê. Saímos aqui da Região Metropolitana de 70% de esgoto coletado para 84%. A nossa meta é em 2020 ter universalizado o tratamento”, disse.
O cantor Guilherme Arantes reforçou que o show era para celebrar a recuperação do rio, que ele não duvida que ocorra. “O Tâmisa já foi um lixo e hoje é um exemplo de equipamento urbano. Um dia chegaremos lá”, afirmou.
Ele dedicou a música “Raça de Heróis” à SOS Mata Atlântica. “É uma ONG com uma gestão exemplar e que é alegre. É a alegria que transforma o mundo”, concluiu.

Grafiteiros pintam faixas de pedestres em campanha educativa no Rio

Grafiteiros pintam faixas de pedestres em campanha educativa no Rio




Para estimular as pessoas a atravessarem a rua na faixa destinada aos pedestres, a prefeitura da cidade contratou artistas para grafitarem desenhos, em cores vivas, em 30 dessas faixas. Os grafiteiros também escreveram a frase “Agora que você prestou atenção, respeite a faixa”. O objetivo é mostrar a importância de atravessar no local certo e, aos motoristas, que respeitem a sinalização. Os desenhos ficarão expostos até o fim do ano.

O secretário municipal de Transporte, Carlos Roberto Osório, disse que a travessia fora da faixa é uma das maiores causas de atropelamentos na capital fluminense. “O Rio de Janeiro realizou no último domingo (22), no Dia Mundial Sem Carro, uma campanha educativa no trânsito. Um dos grandes problemas do município é a travessia fora da faixa de pedestre. Se melhorarmos o respeito do motorista e a consciência dos pedestres, reduziremos o número de acidentes”.



Ainda segundo o secretário, a educação no trânsito está sendo intensificada nas escolas públicas do Rio. Osório destacou que o crescimento da frota de veículos no município é uma realidade e, por isso, saber como agir no trânsito é primordial para a diminuição do número de acidentes.

Os desenhos ficam entre a faixa de pedestre e a calçada em bairros do centro e das zonas sul, norte e oeste. As pessoas que passavam pelos locais na manhã de segunda-feira liam a mensagem e olhavam o desenho enquanto esperavam o momento para atravessar a rua. Para a universitária Marília dos Santos, de 18 anos, o grafite chama a atenção das pessoas, mas não dos motoristas.



“Chamou bastante a atenção porque aqui é muito difícil de atravessar. Os carros não respeitam, o sinal é muito rápido. Mas poderia ser maior, porque do jeito que está, os carros não veem e não respeitam”, disse a estudante.


Brahma conta história de árvore em meio de campo de futebol

Brahma conta história de árvore em meio de campo de futebol



A Brahma acaba de lançar o vídeo "No meio do caminho tinha uma Árvore", que faz parte do projeto socioambiental “Alegria no Pé, Floresta de Pé”, em que 1 gol equivale à conservação de 100 árvores.
O vídeo resgata a história do icônico campo de futebol no Brás, em São Paulo, criado em torno de uma árvore - vista como um problema, ela acabou se tornando aliada do time da casa, os “Renegados”, que aparece no filme para contar algumas curiosidades, além do fotógrafo Alexandre Battibugli, responsável pela foto do campinho que na época ganhou o mundo.
“Alegria e futebol fazem parte do DNA de Brahma e a história do filme casa com o mote do projeto, mostrando como as árvores podem tornar a vida melhor. Essa é a primeira de muitas histórias que queremos contar”, afirma o gerente de marketing da Brahma, Pedro Adamy. O filme está disponível no Youtube e na plataforma digital de Brahma.
Conforme publicado pelo CicloVivo, o projeto “Alegria no Pé, Floresta de Pé”, foi lançado em 2012, durante a última fase do Campeonato Brasileiro. Contabilizando os gols marcados no Brasileirão de 2012, Copa das Confederações e a rodada atual do Campeonato Brasileiro, já foram conservadas mais de 100 mil árvores. A iniciativa se estende para os gols realizados até a Copa do Mundo de 2014. O projeto é realizado em parceria com o Instituto IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas.

sábado, 28 de setembro de 2013

Conselho do Meio Ambiente debate Parque do Desengano

Conselho Consultivo debate Parque do Desengano em Campos

Por Marcio Fernandes
O secretário municipal de Meio Ambiente, Zacarias Albuquerque, participou nesta segunda-feira, de uma reunião do Conselho Consultivo do Parque Estadual do Desengano, realizada na sede do Centro de Educação Ambiental em Guarús. A pauta das discussões, que teve a participação da chefe do Parque Estadual do Desengano, Maria Manoela Alves Lopes, foi uma porteira, que impede o acesso às cachoeiras Tombo D´Água e Maracanã.
As cachoeiras estão localizadas no final da Travessia Poço Parado Mocotó, que liga o município de São Fidélis a Campos. Na reunião ficou definida a criação de uma comissão para que seja estudada a possibilidade de que seja feita uma desapropriação da estrada, com a retirada da porteira.
- Vamos voltar a conversar na próxima semana sobre esta questão, ou seja, a desapropriação dessa área. A comissão vai analisar todas as possibilidades, para se resolver esta questão - disse o secretário de Meio Ambiente. A porteira está localizada no principal acesso as duas cachoeiras.


Postado por: Secom - 02/09/2013 15:35:00


Hotel sustentável com telhado verde aproveita até água da chuva nos chuveiros

Hotel sustentável com telhado verde aproveita até água da chuva nos chuveiros


Água da chuva aproveitada no chuveiro e nas descargas, telhado verde e até um sistema de reciclagem de papel higiênico e sabonetes: estas são apenas algumas das ações do Aloft Bogotá Airport, considerado o hotel mais sustentável da América Latina. Em viagem exclusiva para a Colômbia, o CicloVivo conversou com Anamaria Escobar, arquiteta responsável pelo projeto, instalado nas proximidades do aeroporto e do centro comercial de Bogotá, considerada exemplo de desenvolvimento sustentável no mundo inteiro.  
A sustentabilidade está por todos os cantos do hotel, o primeiro a receber a certificação LEED Gold na América Latina. Baseado nos padrões e conceitos mais recentes de arquitetura verde, o Aloft foi erguido com 15% dos materiais reciclados, e as tintas que cobrem as paredes da estrutura foram produzidas somente com materiais orgânicos. O ar condicionado, um dos objetos mais polêmicos na maioria das construções, funciona com própria água que produz.
A arquiteta responsável pelo projeto explica que a água quente que cai dos chuveiros e a calefação dependem do calor excedente gerado pelo sistema de computadores do hotel, reduzindo, significativamente, os gastos com energia elétrica. “Na parte superior, o telhado cinzento foi trocado por um jardim, no qual foram plantados vegetais que não precisam ser regados”, diz Anamaria. A parte de cima também fica responsável pela captação das águas pluviais e pela regulação das temperaturas do hotel, que faz parte do grupo Starwood, ao qual também pertence o Sheraton.
O hotel dissemina o consumo consciente por meio da ação Greenchoice – um esforço para estimular hóspedes e funcionários a colaborarem com a economia de gastos gerais, reduzindo, por exemplo, a quantidade de trocas de roupas de cama e banho, que não precisam ser trocadas e lavadas diariamente. Com esta iniciativa, o Aloft pretende diminuir em até 20% os gastos totais com água, e 30% com eletricidade.
O reaproveitamento de materiais também é uma das bandeiras levantadas pelo hotel mais sustentável da América Latina. “Doamos sabonetes e sobras de papel higiênico à instituição Planeta Amor, que cuida de crianças com AIDS. Lá, eles reaproveitam estes resíduos”, contou à reportagem a gerente geral do hotel, Marilia Pergola.
Uma das preocupações do Aloft Bogotá Airport é atender a vários perfis de hóspedes, não só empreendedores, como também turistas que chegam à capital colombiana: assim, além de um centro de negócios, bares e espaços de convivência, o hotel também oferece recreação familiar e até mesmo quartos inclusivos para animais de estimação. O projeto também possui várias adaptações para portadores de necessidades especiais, como rotas acessíveis, alarmes visuais de incêndio e modificações nos quartos.

Exposição mostra histórias de quem vive a reciclagem no seu dia a dia

Exposição mostra histórias de quem vive a reciclagem no seu dia a dia






A partir de oito de outubro, a Biblioteca do Memorial da América Latina recebe a exposição multimídia Arte da Reciclagem em São Paulo – RECICLARTE. Com ensaios fotográficos, vídeo, peças e depoimentos de pessoas que estão por trás da extensa cadeia da reciclagem, a mostra joga luz e resgata a dignidade desse trabalho anônimo que gera riqueza a partir daquilo que se descarta.
A exposição é dividida em módulos que abordam do descarte à coleta, da triagem ao reprocessamento, do reuso funcional ao artesanato produzido com matéria-prima descartada. A mostra tem curadoria de Peter Milko, diretor de redação da revista Horizonte Geográfico e ensaio fotográfico de Gustavo Lourenção e Davilym Dourado.
 
Arte da Reciclagem em São Paulo – RECICLARTE
Onde: Memorial da América Latina (Biblioteca) – Av. Auro Soares de Moura Andrade, 664, portões 1, 2, 5 e 6 - Barra Funda - Oeste.
Quando: 8 a 19 de outubro. Segunda a sexta-feira, das 10h às 18h. Sábado, das 10h às 17h.
Proibido fumar. Tem local para comer. Tem conexão wi-fi. Estac. (R$ 7 e R$ 10, nos portões 4, 8 e 15 - convênio).
Grátis
Para saber mais sobre a exposição clique aqui

CNJ pede soluções para o congestionamento no 1º grau

CNJ pede soluções para o congestionamento no 1º grau


O presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa, vai receber até hoje, dia 25, sugestões para melhorar o funcionamento do primeiro grau de jurisdição. Em ofício enviado dia 13 a todos os presidentes de tribunais, o presidente do Conselho informou o endereço de correio eletrônico para onde devem ser enviadas as sugestões:
priorizacao.sugestoes@cnj.jus.br.
O ministro também notificou as cortes sobre a criação do grupo de trabalho que vai elaborar a estratégia de implementação da Política Nacional voltada à Priorização do Primeiro Grau de Jurisdição dos tribunais brasileiros. A maior quantidade de processos tramita na primeira instância, o que causa sobrecarga de trabalho a magistrados e servidores e aumento da taxa de congestionamento nas cortes brasileiras.
Juízes do primeiro grau só conseguiram julgar 27% do total de ações que tramitavam na Justiça em 2011, de acordo com o relatório Justiça em Números 2011, pesquisa do CNJ.

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Mudanças no clima podem tornar obsoletas as unidades de conservação do país

Mudanças no clima podem tornar obsoletas as unidades de conservação do país

Considerando apenas o aumento de temperatura, 117 espécies podem perder área de distribuição, seis podem entrar no grupo de espécies ameaçadas e uma espécie pode ser extinta. Considerando o aumento de temperatura e a ocorrência de desmatamento, os números sobrem para 120, 14 e dois, respectivamente

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Noêmia Lopes Agência Fapesp - 

Mário Leite

Os efeitos do aquecimento global no Brasil provocarão deslocamentos de aves, mamíferos, anfíbios e outros animais em direção a regiões com temperatura e umidade mais compatíveis às suas necessidades, indicam estudos da Rede Brasileira de Pesquisa e Mudanças Climáticas Globais (Rede Clima) em diferentes biomas.

"Em consequência dessa movimentação, nosso atual sistema de unidades de conservação pode ficar obsoleto ou não muito eficiente", afirmou Alexandre Aleixo, coordenador da sub-rede Biodiversidade e Ecossistemas da Rede Clima e pesquisador do MPEG - Museu Paraense Emilio Goeldi, durante a 1ª Conclima - Conferência Nacional de Mudanças Climáticas Globais, ocorrida em São Paulo na semana passada.

Um dos grupos vinculados à sub-rede, formados por pesquisadores da UFG - Universidade Federal de Goiás, debruçou-se sobre a situação de 431 espécies de anfíbios que habitam a Mata Atlântica e fez projeções para o futuro (até 2080) a partir de três modelos climáticos.

Os resultados, publicados em artigo na revista PLoS One, projetam uma redução de 72% na área atual de distribuição desses anfíbios e a extinção regional de 12% das espécies. "Nesse cenário, muitos dos animais terão de se dispersar para outros locais, uma vez que as condições de temperatura e umidade já não lhes serão adequadas", explicou Aleixo.

O artigo também indica quais seriam os pontos prioritários do bioma em termos de inclusão nos sistemas de conservação, a fim de oferecer proteção às espécies que forem forçadas a se deslocar por conta das mudanças climáticas.

Ainda sobre o bioma Mata Atlântica, uma segunda pesquisa apresentada por Aleixo - um estudo feito por pesquisadores da UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro, com base em análises estatísticas para 2050 - revela o impacto das alterações no clima sobre a riqueza de espécies de aves.

Considerando apenas o aumento de temperatura, 117 espécies podem perder área de distribuição, seis podem entrar no grupo de espécies ameaçadas e uma espécie pode ser extinta. Considerando o aumento de temperatura e a ocorrência de desmatamento, os números sobrem para 120, 14 e dois, respectivamente.

"Também deve ocorrer movimentação entre as aves. Mas fica bastante claro que não são somente os deslocamentos que preocupa - a possibilidade de mais espécies ficarem ameaçadas requer atenção", afirmou Aleixo.

De acordo com o pesquisador, a situação é semelhante para outros grupos de animais, em diferentes regiões do país, como exemplifica um segundo estudo da UFG, que também resultou em artigo publicado na PLoS One.

Desenhando cenários sobre o impacto das mudanças climáticas na distribuição das 55 espécies de marsupiais que ocorrem no Brasil, concluiu-se que em 2050 a maioria das espécies pode ter uma redução significativa de habitats adequados.

As taxas de movimentação, nesse caso, também seriam relativamente altas, mas com variações ao redor do país. Os locais com clima atrativo seriam alguns pontos da região dos Pampas, a porção sul da Mata Atlântica, o norte do Cerrado e da Caatinga e o noroeste da Amazônia.

Já para o bioma Amazônia, diversos modelos climáticos preveem que o setor de menor umidade, próximo a Tocantins, vai se tornar ainda mais seco.

"As nossas previsões para 2020 e 2050 também apontam para um impacto muito maior das mudanças climáticas no sul da Amazônia do que ao norte da região, em função de variáveis ambientais e de altas taxas de desmatamento. Podemos ter um colapso do sistema florestal no sudeste da Amazônia, com imensos prejuízos para a biodiversidade", disse Aleixo.

Esses e outros resultados da sub-rede Biodiversidade e Ecossistemas contribuem para responder uma das questões norteadoras do grupo: historicamente, ao longo da evolução das espécies, outras modificações climáticas teriam contribuído para a aquisição de uma resiliência natural por parte de alguns animais?

"Por enquanto, não temos indícios disso", afirmou Aleixo. "As evidências mostram que a fauna sofre com as grandes modificações - no caso amazônico, particularmente com os processos de secamento da floresta."

Ibama supervisiona maior exercício simulado de resposta a vazamento de óleo no mar do Brasil

Ibama supervisiona maior exercício simulado de resposta a vazamento de óleo no mar do BrasilPDFImprimirE-mail
Rio de Janeiro (18/09/2013) - Foi realizado entre os dias 6 e 16 de setembro, no litoral da Bahia, o maior exercício simulado de resposta a vazamento de óleo no ambiente marinho já realizado no país. O simulado foi realizado pela BP Energy do Brasil como requisito para obtenção da Licença de Operação para perfuração de poços no bloco BM-CAL-13, localizado a mais de 50 km do litoral do município de Itacaré/BA.
A realização do exercício prévio, chamado Avaliação Pré-Operacional (APO), é uma exigência da Coordenação Geral de Petróleo e Gás - CGPEG/DILIC/Ibama para licenciamento de perfuração em áreas ambientalmente sensíveis e visa verificar se a estrutura de resposta definida no Plano de Emergência Individual (PEI) é plenamente funcional.
O exercício buscou simular a proteção de dois ambientes selecionados, a Barra do Prado e o Arquipélago dos Abrolhos, e envolveu cerca de 1000 pessoas, entre equipe da BP Energy e contratados para atuar na resposta. Em termos de equipamentos, foram mobilizadas mais de 260 embarcações de resposta, que manusearam mais de 11 km de barreiras de contenção e 15 km de barreiras absorventes.
A atividade foi supervisionada por 13 analistas ambientais do Ibama, posicionados estrategicamente no campo ou na sede da empresa no Rio de Janeiro, para avaliação do exercício. As operações também foram acompanhadas de perto por representantes do ICMBio responsáveis pela gestão do Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, apesar de o exercício não ter sido realizado dentro da unidade de conservação.
O Plano de Emergência Individual da empresa foi considerado plenamente operacional pela equipe do Ibama e representa um novo patamar de exigência para operações em áreas ambientalmente sensíveis.

Ascom/Ibama
Colaborou: Cgpeg/Dilic
Foto: Patrícia Maggi/Ibama

Ameaças à Amazônia vão muito além das queimadas

Ameaças à Amazônia vão muito além das queimadas

“A diminuição do desmatamento é, sem dúvida, muito importante para a conservação da Amazônia, mas ele não representa a única ameaça ao bioma”, afirmou Hélder Queiroz, pesquisador do IDSM - Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, durante o sétimo encontro do Ciclo de Conferências 2013 do BIOTA-FAPESP Educação

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Elton Alisson - Agência Fapesp

Agência de Notícias do Acre/Creative Commons


Há outros tipos de ameaças à conservação da Amazônia, além do desmatamento, que ocorrem em pequena escala e em áreas de várzea da região – como a extração inadequada de madeira e o manejo inapropriado de recursos pesqueiros –, que podem gerar transformações tão importantes na floresta nas próximas décadas quanto as queimadas.

Esses fenômenos, contudo, são menos perceptíveis e não são facilmente detectáveis na paisagem por imagens aéreas, como são as próprias queimadas, por acontecerem no interior da floresta e fora do chamado “Arco do desmatamento amazônico” (região de borda do bioma que corresponde ao sul e ao leste da Amazônia Legal e abrange todos os estados da região Norte, mais Mato Grosso e uma parte do Maranhão). Por isso, podem passar despercebidos e não merecer a mesma atenção recebida pelos desmatamentos pelos órgãos fiscalizadores.
O alerta foi feito por Hélder Queiroz, pesquisador do IDSM - Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, durante o sétimo encontro do Ciclo de Conferências 2013 do BIOTA-FAPESP Educação, realizado no dia 19 de setembro em São Paulo.
“A diminuição do desmatamento é, sem dúvida, muito importante para a conservação da Amazônia, mas ele não representa a única ameaça ao bioma”, afirmou Queiroz.
“Também há um grupo grande de ameaças, composto por transformações de habitat em pequena escala realizadas exatamente da mesma forma nos últimos 50 anos e de difícil detecção, mas que geram mudanças importantes na composição e na estrutura da floresta e cujos efeitos serão prolongados por muitas décadas”, estimou.
A extração inadequada de madeira da Floresta Amazônica, por exemplo, pode alterar o número de espécies de animais que vivem em uma determinada área da selva. Isso porque, de acordo com o pesquisador, algumas espécies de árvore cuja madeira tem grande valor comercial – e, por isso, são mais visadas – também podem ser importantes para alimentação da fauna.
A retirada dessas espécies de árvore de forma desordenada pode alterar a composição florística e, consequentemente, de espécies de animais de uma área da floresta, ressaltou Queiroz.
“A abertura de pequenas clareiras para remoção específica dessas espécies de madeira não é detectada pelas imagens de satélite porque, geralmente, elas têm poucos metros quadrados”, disse Queiroz.
“Ao final de três décadas, todas as espécies dessas árvores e, consequentemente, a fauna que dependia delas podem desaparecer da região”, alertou.

PESCA E CAÇA INADEQUADAS
Outra ameaça que está se tornando um problema na Amazônia, de acordo com o pesquisador, é a pesca desordenada da piracatinga (Calophysus macropterus) – espécie de peixe sem escama, apreciada para consumo, conhecida popularmente como “urubu d´água”, por ser carnívora e se alimentar de restos de peixe e outros animais.
Para a pesca do peixe na região amazônica está sendo utilizada como isca a carne de jacaré e de boto cor-de-rosa. Por causa disso, o número de botos cor-de-rosa – também conhecidos como botos-vermelhos (Inia geofrrensis) – diminuiu em diversas regiões da Amazônia, indicam dados de monitoramento da espécie na região da RDS - Reserva de Desenvolvimento Sustentável de Mamirauá fornecidos pelo Inpa - Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia.
“A carcaça de um jacaré ou de boto cor-de-rosa vale, no máximo, R$ 100,00 na região amazônica e gera aproximadamente entre 200 e 300 quilos dessa espécie de peixe”, disse Queiroz.
“Além de uma crise pesqueira, esse problema representa um sistema de valoração da biodiversidade que está profundamente desequilibrado”, avaliou.
Já em terra, segundo o pesquisador, a caça desordenada de determinadas espécies de animais tem resultado no surgimento do que alguns autores denominaram no início da década de 1990 de “florestas vazias” – áreas de floresta em pé, mas nas quais as principais espécies de animais responsáveis pela reprodução, polinização e dispersão de sementes desaparecem em razão da caça desenfreada.
“A expressão cunhada para esse fenômeno – ‘florestas vazias’ – é romântica, mas o problema é preocupante e os efeitos dele são só percebidos ao longo de décadas”, avaliou Queiroz. “Os aviões ou satélites utilizados para monitoramento também não conseguem identificar essas regiões de floresta cujas árvores estão em pé, mas nas quais as espécies de animais estão sendo intensamente caçadas”, afirmou.
FLORESTAS ALAGADAS
Em geral, a maior parte dessas ameaças “imperceptíveis” ocorre nas chamadas florestas alagadas ou de várzea – que representam quase um quarto de toda a extensão da Amazônia, ressaltou o pesquisador.
Submetidas ao regime de alagamento diário, sazonal ou imprevisível – de acordo com o regime de chuvas –, essas regiões de baixas altitudes são alagadas por águas brancas, de origem andina, escoadas, principalmente, pelos rios Solimões e Madeira.
Como são muito produtivos – por suas águas receberem grandes cargas de nutrientes e sedimentos –, os recursos naturais das florestas de várzea da Amazônia são abundantes. Por isso, são densamente ocupadas desde o período pré-colombiano.
“Praticamente 75% da população amazônica [cerca de 8 milhões de pessoas] está diretamente inserida nesses ambientes de várzea ou em suas proximidades, vivendo, trabalhando e transformando essas regiões”, disse Queiroz.
“Isso significa que esses ambientes são mais ameaçados do que os localizados no ‘arco do desmatamento’, porque recebem maior impacto diário das populações, ainda que não sejam detectados na paisagem, como o desmatamento”, comparou.
Justamente por terem grande densidade populacional, é difícil criar Arpa - Áreas Prioritárias para Conservação nessas regiões de floresta alagada, contou Queiroz. “Existem poucas áreas protegidas e muitas propostas de criação de Arpas em florestas alagadas da Amazônia”, afirmou.
Algumas delas são as RDS de Mamirauá e Amanã, que, juntas, somam quase 3,5 milhões de hectares da Amazônia.
Criada no início dos anos de 1980 com intuito de proteger o macaco uacari- branco (Cacajao calvus), a Reserva de Mamirauá começou a ser gerida no final dos anos 1990 pelo Instituto Mamirauá, que tem o objetivo de realizar pesquisa de conservação da biodiversidade.
Os pesquisadores da instituição fazem pesquisas voltadas principalmente para omanejo sustentável dos recursos naturais. E, mais recentemente, começaram a desenvolver tecnologias sociais voltadas ao tratamento de água e ao saneamento ambiental, entre outras finalidades.
“Desde 2010 estamos expandindo nossas ações. Atualmente elas atingem 150 mil pessoas. Mas esperamos chegar, nos próximos anos, 1,5 milhão de pessoas”, contou Queiroz.
REDUCAÇÃO DO DESMATAMENTO
O evento na FAPESP também contou com a participação de Maria Lucia Absy, pesquisadora do Inpa - Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia.
Em sua palestra, Absy destacou a queda das taxas anuais de desflorestamento da Amazônia Legal, que, no total, caíram 84% no período de 2004 a 2012, segundo dados do Projeto Prodes, do MMA - Ministério do Meio Ambiente e do Ibama - Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais.
“As ações de fiscalização e redução dos índices de desmatamento da Amazônia contam com o suporte fundamental dessa ferramenta e do Deter [Sistema de Detecção do Desmatamento do Tempo Real, realizado pelo Inpe]”, ressaltou.
“Não é que seja errado desmatar uma área – desde que não seja grande – para fins produtivos. O errado é fazer isso aleatoriamente, sem metodologia e técnicas de manejo florestal”, avaliou Absy.
O próximo encontro do Ciclo de Conferências 2013 do Biota Educação será realizado no dia 24 de outubro, quando será abordado o tema “Ambientes marinhos e costeiros”.
Finalizando o ciclo, em 21 de novembro, o tema será “Biodiversidade em Ambientes Antrópicos – Urbanos e Rurais”.
Organizado pelo Programa de Pesquisa em Caracterização, Conservação, Recuperação e Uso Sustentável da Biodiversidade do Estado de São Paulo (BIOTA-FAPESP), o Ciclo de Conferências 2013 tem o objetivo de contribuir para o aperfeiçoamento do ensino de ciência
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quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Inteligência emocional: dinheiro como consequência

“Pensar é o trabalho mais pesado que há, e talvez seja essa a razão para tão poucos se dedicarem a isso.” – Henry Ford
É muito difícil aceitar que pensar dá trabalho. Principalmente porque chegar a tal conclusão também dá trabalho! Não que eu considere Henry Ford um exemplo de gestão, mas é preciso reconhecer seu espírito empreendedor e sua contribuição para a administração[bb]. Preferindo agir na automação de suas fábricas, Ford deu inestimável contribuição para os conceitos de produtividade e qualidade discutidos no século passado – o fordismo foi um divisor de águas. Portanto, há muito valor na frase que abre este artigo.
Por pensar compreendo o ato de tomar decisões de maneira minimamente razoável e consciente, sem que apenas a emoção pontue a palavra final. Porque pensar é também planejar e agir conforme conhecidas e estudadas conseqüências – ou mesmo temores. Decidir por decidir, com toques da intuição e representando a necessidade de agir soa romântico, faz bonito em obras de auto-ajuda, mas mostra-se atitude pouco eficiente na vida da grande maioria, representada justamente por aqueles que precisam pensar mais.
O assunto é vasto e encampa discussões nas áreas filosófica, prática, financeira, pessoal, profissional e familiar. Minhas pretensões são mais humildes: que espaço você dá para o pensamento enquanto ato existencial e necessário para uma vida mais equilibrada? Se você prefere uma pergunta menos elaborada, quanto de sua vida está no piloto automático, enquanto importantes decisões são simplesmente ignoradas ou repassadas a terceiros? Você tem pensado ou prefere apenas agir sem avaliar os “arredores”? Agora leve a reflexão para o lado financeiro. Pois é, o diagnóstico é preocupante, não?
“Se o dinheiro for a sua esperança de independência, você jamais a terá. A única segurança verdadeira consiste numa reserva de sabedoria, experiência e competência.” – Henry Ford
Ford reaparece com outra frase interessante. É no mínimo paradoxal observar um capitalista tão fervoroso dedicar palavras tão sensíveis ao tema dinheiro. Como é paradoxal observar inúmeros brasileiros vivendo, deliberadamente, problemas financeiros recorrentes, ainda que tenham plena consciência de como gerenciam mal suas finanças[bb] e das armadilhas escondidas no crédito fácil. Não me espanta perceber, na prática, que falar de dinheiro seja tão complicado e pouco valorizado. Ainda um tabu, como já disse em outra ocasião.
O que aprender com as palavras de Ford?
Arriscar-me a interpretar o raciocínio de um empresário tão bem sucedido parece uma aventura muito interessante, mas o desafio parece grande demais até para este atrevido blogueiro. Prefiro compartilhar minhas conclusões pessoais sobre a importância de se valorizar o conhecimento e a singular capacidade de pensar que apresentamos, além do papel do dinheiro em nossas vidas:
1. Inteligência emocional é fundamental. O lado subjetivo das decisões que tomamos no dia-a-dia influencia muito aqueles que nos observam e se espelham em nossas atitudes. Leve isso ao convívio familiar e a questão toma grande relevância, afinal os filhos tendem a agir conforme os princípios e valores dos pais. A inteligência emocional[bb] garante que o conhecimento e sabedoria adquiridos no ensino formal sejam plenamente aproveitados.
Pensando no ambiente profissional, cabe citar uma conclusão encontrada pelo Dr. Goleman, grande estudioso e pesquisador do impacto da inteligência emocional no cotidiano:
 “As emoções de um líder são, com freqüência, a primeira forma de influência vivenciada pelos colaboradores e formam, portanto, o elemento mais importante para estabelecer o clima organizacional”.
A emoção surge como principal elo entre as pessoas, mas deve ser tratada com cuidado. Através dela deixamos claras nossas intenções, mas também nossos medos. E o que isso tem a ver com dinheiro e a incrível capacidade de pensar? Tudo, afinal é a emoção o motor de muitas decisões financeiras incoerentes, simplesmente porque fazemos dela uma válvula de escape – conceito completamente equivocado, segundo a tese do Dr. Goleman. Inteligência emocional significa também pensar as emoções e transformá-las em benefício para a vida pessoal e profissional.
2. Decidir é preciso. Sair do piloto automático significa aceitar que o atual estágio da vida existe porque simplesmente decidimos abrir mão do direito de decidir – o que, em essência, também representa uma decisão. Ao escrever este texto tão diferente, abordando questões nem sempre triviais e de interesse de todos, pretendo apenas alertá-lo para a necessidade de repensar algumas áreas de sua vida, dando especial destaque para as decisões financeiras que você comumente toma sem dedicar merecida atenção.
3. Dinheiro é conseqüência. Sucesso financeiro é relativo, como bem pontuou Henry Ford em suas frases aqui citadas. Mas, sem que haja esforço no sentido de melhor avaliar as possibilidades de investimento, compra e venda de bens e ativos, é impossível construir um patrimônio sólido e duradouro. Isso significa incorporar três hábitos básicos em seu cotidiano: pensar, estudar e negociar. Quem pensa, sabe o que deve ou não estudar e por que. Ao negociar, aprende-se a valorizar a futura conquista. Segundo Dr. Goleman, trata-se da inteligência emocional aliada ao bom senso e conhecimento. Esta parece ser uma boa definição para vencer.
Há quem diga e defenda que não se pode ter tudo na vida. Deve ser verdade, mas a minha tese é mais simples: ter o possível só é possível com planejamento[bb], decisões inteligentes, estudo e muito bom senso. Nem sempre teremos serenidade e disciplina para agir conforme estas regras, mas esconder-se atrás da cortina das desculpas só fará aumentar a angústia diante de problemas financeiros cada vez piores. Sair do piloto automático e mudar é, antes de tudo, uma questão de força de vontade e atitude. Porque pensar dá trabalho, mas o resto se aprende.
Conrado Navarro, educador financeiro, formado em Computação com MBA em Finanças e mestrando em Produção, Economia e Finanças pela UNIFEI, é sócio-fundador do Dinheirama. Atingiu sua independência financeira antes dos 30 anos e adora motivar seus amigos e leitores a encarar o mesmo desafio. Ministra cursos de educação financeira e atua como consultor independente.