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quarta-feira, 31 de julho de 2013

Dia D para o Procurador Geral do MP Estadual que protegeu Cabral

0/07/2013 10:02
Reprodução do Radar online, da Veja
Reprodução do Radar online, da Veja


O ex-Procurador Geral de Justiça do Rio, Claudio Lopes ficou conhecido como "Engavetador Geral de Justiça", afinal impediu qualquer investigação relativa às roubalheiras e escândalos do governo Cabral. Todos os pedidos de investigação foram jogados numa gaveta. Mas, hoje, enrolado por um negócio esquisitíssimo com o Banco Itaú, Claudio Lopes pode ser condenado por seus pares com a aposentadoria compulsória. 
fonte :BLOG DO GAROTINHO

Perda da biodiversidade é problema global

Perda da biodiversidade é problema global

Por Elton Alisson Agência FAPESP – 

A perda de biodiversidade é a ameaça real mais importante enfrentada pela humanidade hoje e ocorre de forma rápida – e em todos os lugares do planeta –, em um momento de grandes mudanças climáticas globais e de forte pressão para aumentar drasticamente a produção de alimentos a fim de atender ao crescimento da população mundial.

O alerta foi feito por Zakri Abdul Hamid, presidente da Plataforma Intergovernamental sobre Biodiversidade e Serviços de Ecossistemas (IPBES, na sigla em inglês), nesta quinta-feira (11/07), na abertura da Reunião Regional da América Latina e Caribe do organismo intergovernamental independente. Criado oficialmente em abril de 2012, o IPBES tem por objetivo organizar o conhecimento sobre a biodiversidade no mundo para subsidiar decisões políticas em âmbito mundial.
Realizado pela FAPESP, no âmbito do Programa BIOTA de pesquisa para caracterização, conservação e uso sustentável da biodiversidade no Estado de São Paulo, pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e pelo IPBES, o encontro é a primeira reunião regional realizada pelo órgão.
O evento, que segue até o dia 13 de julho na sede da FAPESP, discute formas de integrar profissionais e instituições de pesquisa da América Latina e do Caribe que atuam na área da biodiversidade, para a produção de diagnósticos regionais que comporão um relatório sobre a biodiversidade em nível global. Os documentos conterão as particularidades dos países da região, que acumulam um terço da biodiversidade do planeta e o conhecimento tradicional de povos indígenas e pré-colombianos.
“Como são regiões ricas em biodiversidade e diversidade cultural, a América Latina e o Caribe podem desempenhar um papel importante na definição do caminho a ser seguido pelo IPBES”, afirmou Hamid. “Além disso, [as regiões] também possuem instituições respeitadas, como a Comissão Nacional para o Conhecimento e Uso da Biodiversidade (Conabio), do México, o Instituto Humboldt, da Colômbia, e a FAPESP, no Brasil, que podem tanto ajudar para aumentar a capacidade dessas regiões, como servir de modelo para o resto do mundo e auxiliar na implementação do IPBES na região”, ressaltou.
Desafios para conservação
De acordo com o pesquisador, um dos principais desafios que o IPBES terá de enfrentar agora, depois de oito anos de negociações internacionais para ser implementado, é chamar a atenção do mundo para o problema do declínio da diversidade de espécies de plantas e de animais em todo o planeta, que alguns cientistas chamam de “o sexto grande episódio de extinção na história da Terra”.
Segundo dados apresentados por ele, cerca de 75% da diversidade genética de culturas agrícolas foi perdida no último século. Um dos fatores responsáveis por isso foi o cultivo, por agricultores de todo o mundo, de variedades geneticamente uniformes e de alto rendimento e o abandono de muitas variedades locais.
“Existem 30 mil espécies de plantas, mas apenas 30 culturas são responsáveis por fornecer 95% da energia fornecida pelos alimentos consumidos pelos seres humanos; a maior parte delas (60%) se resume a arroz, trigo, milho, milheto e sorgo”, afirmou.
Já entre os animais, de acordo com dados da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) apresentados por Hamid, aproximadamente 22% das raças bovinas no mundo estão em risco de extinção. Alguns dos motivos para isso é que as características dessas espécies não atendem às demandas atuais dos pecuaristas ou porque suas qualidades não foram reconhecidas.
Muitas dessas raças nativas, de acordo com a FAO, são adaptadas a condições ambientais desfavoráveis, possuem material genético importante para programas de reprodução e são meios de subsistência de muitas famílias carentes no mundo, uma vez que são mais fáceis de serem mantidas do que as raças exóticas, mencionou o pesquisador. Além disso, em um mundo ameaçado pelas mudanças climáticas, algumas dessas raças são mais resistentes a secas, calor extremo e doenças tropicais.
“A perda de diversidade genética de animais domésticos reflete a falta de visão geral do valor de raças nativas e de sua importância na adaptação às mudanças climáticas globais”, disse Hamid. “Isso é consequência de incentivos à promoção de raças mais uniformes e da seleção focada de produtos agropecuários”, avaliou.
Para tentar minimizar o risco de desaparecimento tanto dessas espécies de animais como de plantas, é preciso criar, cada vez mais, bancos de germoplasma (unidades de conservação de material genético de uso imediato ou com potencial uso futuro), apontou Hamid, que é assessor de Ciência do primeiro-ministro da Malásia e participou das negociações da Convenção sobre a Biodiversidade Biológica (CDB), estabelecida em 1992, durante a ECO-92.
Ações de mitigação
Já na esfera política, de acordo com o pesquisador, um dos maiores desafios é informar e capacitar os tomadores de decisão a agir de forma a reverter o problema da perda de biodiversidade existente no mundo hoje.
Para isso, o IPBES, que foi inspirado no modelo de atuação do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), pretende não só gerar informações sobre biodiversidade aos formuladores de políticas públicas no mundo, como também realizar programas de capacitação profissional de tomadores de decisão sobre o assunto.
“A capacitação profissional em biodiversidade foi uma requisição feita pelos países latino-americanos ao IPBES para que se tivesse, justamente, um diferencial em relação ao IPCC”, disse Carlos Joly, professor do Instituto de Biologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e coordenador do programa BIOTA-FAPESP.
“Esse tópico será um dos mais importantes que discutiremos na reunião regional para tentarmos estabelecer de que forma o programa de trabalho do IPBES poderá ajudar a treinar e capacitar pessoas e instituições em biodiversidade e serviços ecossistêmicos”, afirmou o pesquisador brasileiro, eleito em junho diretor do Painel Multidisciplinar de Especialistas (MEP, na sigla em inglês) do IBPES.
Na avaliação de Celso Lafer, presidente da FAPESP, a interação entre a comunidade científica e os formuladores de políticas públicas na área de meio ambiente, que o IPBES se propõe a realizar, era a ação que faltava para a CDB.
“Justamente o que faltava para a Convenção sobre a Biodiversidade Biológica era uma interação entre o conhecimento e policy makers. E, por isso, estou convencido de que a criação do IPBES como parte dos mecanismos do processo decisório sobre os temas da biodiversidade e serviços ecossistêmicos representa um passo de grande significado”, disse Lafer, que participou como ministro das Relações Exteriores da organização e coordenação da RIO-92, na qual a CDB foi assinada. 

As lições de Bertha Becker para o futuro da Amazônia

As lições de Bertha Becker para o futuro da Amazônia


Em depoimento exclusivo para a National Geographic Brasil, o economista Cadu Young, da UFRJ, fala do legado da geógrafa que ficou conhecida como “a cientista da Amazônia”


Daniela Chindler


Conheci a professora Bertha bem depois de ter lido seus livros. Acabamos nos encontrando diversas vezes, muitas delas com o intuito de atendar a demanda de órgãos governamentais dispostos a colocar em prática o que ela sempre defendeu: ‘a solução para o desenvolvimento da região amazônica requer inovação e um avanço técnico capazes de promover o ingresso de valor nas cadeias produtivas’.



O conceito, que pode até soar vago para quem não é da área econômica, é de grande importância. A compreensão do trabalho de Bertha Becker leva a alguns aprendizados essenciais.



Primeira lição: não existe "a Amazônia", mas diversos espaços geográficos coexistentes e suas respectivas populações. Hoje é fácil dizer, mas Bertha foi uma das pioneiras na negação do conceito, ainda bastante arraigado, de que a Amazônia é um espaço vazio de gente. Não é à toa que seu último livro trata de um desses ambientes que é pouquíssimo considerado no debate do desenvolvimento nacional: as cidades amazônicas.



Ao contrário do espaço rural, que se encaixa no modelo contemporâneo de crescimento como fronteira de expansão dos polos agroexportadores, o encurtamento das cadeias produtivas exclui as possibilidades de inserção econômica dos centros urbanos da região, visto que a centralização das atividades de agregação de valor e a produção de conhecimento ocorrem fora da Amazônia.



O que nos leva à segunda lição: só haverá possibilidade de conservação da "Amazônia clássica" (a floresta e seus povos) se houver a constituição de centros de geração e difusão de progresso técnico na região, permitindo o aproveitamento dos imensos recursos naturais e humanos. Na minha interpretação, isso é a tal da Economia Verde, mas esse não era um termo que a professora gostasse de usar. Na sua visão, induziria à mercantilização da natureza sem resolver os problemas fundamentais de desigualdade e expropriação. Mas, entre nós, quando uma discordância surgia, era sempre expressa em tom inconfundível de simpatia, que acabava induzindo a uma convergência de pensamento.



Nossa última conversa foi uma das mais longas. Voltamos juntos de um seminário em Brasília e, com tempo de sobra, sentamos para papear no aeroporto. Fomos ao andar de cima, onde estão os bares, e imaginei que iríamos tomar um café. Para a minha surpresa, ela perguntou: "Vamos tomar uma caipirinha?".



Aceitei. E então perguntei do início de seu trabalho na Amazônia (se ir a campo hoje é difícil, imagine naquela época). Bertha desandou a desfiar suas histórias, sempre finalizadas com seu jeito sorridente e um doce "não é mesmo?". Além de cientista pioneira, era uma pessoa querida por muita gente. Não é mesmo?

terça-feira, 30 de julho de 2013

Ex-catador de papelão vira empresário do ramo calçadista no Rio Grande do Sul

Ex-catador de papelão vira empresário do ramo calçadista no Rio Grande do Sul

Aulas de empreendedorismo para menores carentes levaram à formação de uma cooperativa .Patrícia Basilio - iG São Paulo 



Divulgação
O empresário Tiago de Godói Leivas, um dos sócios da Cooperget, tem lucro anual de R$ 18 mil

O caminho foi tortuoso. Se não fosse a fome, talvez Tiago de Godói Leivas, hoje com 25 anos, não teria se tornado um empreendedor. “Conheci a ONG porque estavam dando cachorro-quente e eu estava com fome”. A necessidade financeira fez com que Leivas, na época com 10 anos, passasse a frequentar o Instituto Villaget, centro de capacitação profissional localizado em Novo Hamburgo, na Grande Porto Alegre. Graças ao aprendizado, ele se tornou empresário e tem lucro de R$ 18 mil ao ano.
De família humilde, Leivas começou a trabalhar aos 9 anos como catador de papelão e latinha. Um ano depois, no horário livre, participava de aulas de futebol, informática e empreendedorismo na ONG.
Após mais de uma década no centro de capacitação, Leivas deixou a sala de aula para montar um escritório. Atualmente, ele é sócio e gerente de produção da Cooperget, fabricante de calçados ecológicos, produzidos a partir de matéria orgânica ou reciclada.
A cooperativa foi criada em 2009 por cinco jovens recém-formados do Instituto Villaget a partir dos conhecimentos obtidos nas aulas de empreendedorismo da ONG.
“Trabalhei para uma empresa que produzia sapatos e percebi que os donos ganhavam muito dinheiro em cima do meu trabalho. Cheguei à conclusão de que tinha potencial para fazer mais por mim mesmo”, explica Leivas, que é técnico de calçado e pretende fazer faculdade de engenharia química.
Como a empresa é uma cooperativa, todos os dez integrantes são sócios e compartilham as decisões estratégias do negócio. O lucro, contudo, é dividido conforme cargo, dedicação e qualificação, variando de R$ 678 (um salário mínimo) a R$ 1,5 mil ao mês, como é o caso de Leivas. O faturamento da empresa não foi revelado.


A cooperativa já possui uma loja própria em Novo Hamburgo e planeja expandir as vendas para o Sudeste a partir do ano que vem. Também há conversas "avançadas" com empresas da Europa e da Austrália.A Cooperget produz atualmente 500 pares sapatos por mês. Para o consumidor, o produto chega a um preço médio de aproximadamente R$ 120 (veja alguns modelos na galeria abaixo).


Divulgação
Sócios da Cooperget, entre eles Indiara de Castro (3ª da esq. para a dir.) e Tiago de Godói (5º da esq. para a dir.)

No início do mês, a cooperativa participou pela primeira vez da Feira Internacional da Moda em Calçados e Acessórios (Francal), maior feira de calçados do País, que ocorreu no Parque de Exposições Anhembi, na capital paulista. O objetivo era tornar a marca mais conhecida.
De acordo com o sociólogo Mario Pereira, de 41 anos, coordenador do Instituto Villaget, a cooperativa começou com a produção artesanal de calçados para uso dos próprios estudantes. “Eles queriam tênis de skate, mas não tinham dinheiro para comprar. Criamos um núcleo para ensiná-los a produzir os sapatos, vendê-los aos colegas e administrar o dinheiro”, recorda.
Quando os jovens completaram 18 anos e tiveram de deixar a ONG, surgiu a ideia de o projeto seguir por meio da criação de uma cooperativa. “É uma sensação de dever cumprido, como se eles ganhassem asas e voassem”, comemora o coordenador. O instituto abre anualmente 30 vagas para jovens carentes do Rio Grande do Sul.
A tesoureira Indiara Martins de Castro, de 21 anos, é uma das estudantes que não quis abandonar o projeto Villaget e decidiu abrir a cooperativa junto com Godói. Na ONG desde os 14 anos, ela participou de aulas de crochê, oficina de dança e informática.
A falta de carteira de trabalho assinada, conta, não fez diferença para sua carreira. “Gosto da liberdade de construir minha própria história. A cooperativa me ajudou a ser auto-suficiente e me deu poder financeiro para ajudar a minha família”, destaca ela, que planeja fazer faculdade de administração e cursos de inglês e espanhol.
Filha de costureira e artesão, a empresária uniu as habilidades manuais à facilidade com números para trabalhar como tesoureira e administradora da loja da Cooperget. “O projeto transformou a Vila Getúlio Vargas [onde funciona o instituto]. Quando entrei na ONG, a marginalidade era grande e as famílias eram analfabetas. Hoje, os jovens têm condições de estudar e sonhar com um futuro melhor.”
Calçados produzidos pela Cooperget. Foto: Divulgação

Como a expectativa pode influenciar o seu comportamento (para o bem e para o mal)


Como a expectativa pode influenciar o seu comportamento (para o bem e para o mal)

 12 de junho de 2012
Está aí uma pesquisa que explica muita coisa. De amuletos que supostamente dão sorte até situações em que você diz “isso não vai terminar bem” e realmente acaba se envolvendo em problemas. Trata-se, meus caros, do poder da sugestão.
Em um artigo publicado na edição de junho do periódico Current Directions in Psychological Science, psicólogos das Universidades Victoria de Wellington, Harvard e Plymouth exploraram a relação entre cognição, comportamento e sugestão. Eles já estudavam essa relação há anos em suas carreiras de pesquisadores e chegaram à conclusão de que “os efeitos da sugestão são maiores e geralmente mais surpreendentes do que muitas pessoas podem imaginar”, como definiu Maryanne Garry, da Universidade de Wellington, Nova Zelândia, ao Medical Xpress.
Segundo eles, isso pode influenciar, por exemplo, o desempenho das pessoas em tarefas que envolvem aprendizado e memória, os produtos que preferem consumir e como responderão a medicamentos e tratamentos.
Mas o mais interessante é como esse efeito pode ser observado em nossa vida diária. Isso está no que eles chamam de “expectativa de resposta”, ou a maneira como antecipamos as nossas respostas em várias situações. Essas expectativas nos preparam – ou programam – para respostas automáticas que vão nos influenciar para conseguir o resultado que esperamos. Para entender melhor: uma vez que antecipamos um resultado específico, nossos pensamentos e ações vão nos ajudar a realizá-lo.
Em termos práticos: se uma pessoa tímida acredita que uma taça de vinho vai ajudá-la a ficar mais desinibida e conhecer mais pessoas em uma festa, isso provavelmente vai ajudá-la e ela vai se sentir livre para se envolver em mais conversas. Mesmo que dê o crédito para o álcool, porém, está claro para os pesquisadores que foram as suas expectativas de como o vinho a faria se sentir que fizeram o maior papel. Outro exemplo: um amigo diz, do nada, que você está meio esquisito e pergunta se há algum problema. De fato não havia nenhum, mas, depois dessa pergunta, você fica encanado e começa realmente a agir estranho, sem saber o porquê.
Sim, o poder da sugestão também pode tem seu lado ruim. E isso é especialmente grave napesquisa científica. Para os autores, simplesmente observar uma pessoa em um experimento já tem efeito sobre ela e pode afetar os resultados – fazendo com que se dê o crédito para alguma droga ou tratamento que se está pesquisando e não para o efeito sugestivo da pesquisa em si, por exemplo. É por isso que pesquisadores precisam tomar o máximo cuidado ao comunicar suas intenções para os voluntários, já que a mera expectativa comunicada pode influenciar as respostas.
Os autores do artigo Garry afirmaram que ainda há muito a ser pesquisado sobre o tema. Mas fica a aposta: “Se conseguirmos desvendar o poder da sugestão, poderemos melhorar a vida das pessoas”, afirma Garry.

Desmatamento na Amazônia aumenta 437% em junho

Desmatamento na Amazônia aumenta 437% em junho

O Instituto do Homem e do Meio Ambiente detectou o desmatamento de 184 km² de floresta no mês passado

por Débora SpitzcovskyFonte: Planeta Sustetável
     
Divulgação/Imazon

Desmatamento aumenta na Amazônia Legal em junho

Desmatamento aumenta na Amazônia Legal em junho.
Dias depois do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) divulgar que o desmatamento na Amazônia Legal quase quintuplicou em maio de 2013, levantamento feito pelo Instituto do Homem e do Meio Ambiente (Imazon) revela que a situação na região continuou crítica em junho.
O Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) da instituição detectou o desmatamento de 184 km² de floresta na Amazônia Legal no mês passado. Em junho de 2012, o número registrado foi de 34 km², o que revela um aumento de 437%.
Dessa vez, o estado do Pará levou o título de maior devastador da região, sendo responsável por 42% do desmatamento detectado. O Amazonas aparece em segundo lugar no ranking (32%), seguido por Mato Grosso e Rondônia.
A degradação florestal - provocada, entre outras atividades, pela intensa exploração madeireira - também cresceu na Amazônia Legal em junho: foram detectados 169 km² de destruição, contra 15 km² em 2012, o que representa um aumento de mais de 1000%.
De acordo com o Imazon, devido a baixa cobertura de nuvens, foi possível monitorar 88% da área total da Amazônia Legal no período. Em 2012, 73% do território foi monitorado pelo SAD.

Asfalto que absorve poluição do ar é criado na Holanda

Asfalto que absorve poluição do ar é criado na Holanda



Um grupo de pesquisadores da Universidade de Tecnologia de Eindhoven desenvolveu um pavimento que neutraliza os índices de poluição do ar. Assim, o novo asfalto consegue mitigar até 19% dos gases poluentes emitidos durante um dia, com temperatura ambiente e sob condições climáticas favoráveis. A equipe também descobriu que o pavimento especial pode absorver 45% dos gases poluentes emitidos ao longo de um ano de experiências.
Os blocos que constituem o novo tipo de asfalto foram revestidos por óxido de titânio, substância que tem o poder de transformar em propriedades inofensivas os gases que poluem o ar e colaboram para o aquecimento global. Até agora, os criadores acreditam que o novo pavimento pode chegar ao mercado com valor 50% mais alto do que os métodos convencionais.
Mesmo assim, o asfalto ecológico é uma alternativa muito viável para a Holanda – que tem um alto IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), mas registra um dos maiores índices de poluição atmosférica da União Europeia. Por lá, as autoridades políticas acreditam que seja mais barato fomentar o uso do novo pavimento do que destinar verbas para corrigir o estrago feito pela poluição no meio ambiente e na saúde das pessoas – o que, por exemplo, aumenta a demanda do sistema público de saúde.
Apesar de as autoridades holandesas investirem no uso das bikes e na geração de energia limpa, no país não é rara a ocorrência do smog (fenômeno causado pela interação da concentração de gases poluentes na atmosfera com a natureza, que tem como resultado uma camada de fumaça cinza que cobre as cidades). Representantes da China, dos EUA e da África do Sul também demonstraram interesse na nova solução de construção civil. Com informações do Los Angeles Times.
Redação CicloVivo

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Banco Mundial elogia Brasil por energia renovável

NÃO É SÓ HIDRELÉTRICA

Banco Mundial elogia Brasil por energia renovável

Novo relatório aponta que 120 países já possuem algum tipo de meta para alcançar o objetivo, proposto pela ONU, de oferecer energia sustentável para todos. Brasil é destaque no documento por aumenter geração de eletricidade a partir de fontes alternativas, como biomassa e lixo

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inoxkrow/Creative Commons

O Brasil foi apresentado como referência no novo relatório do Banco Mundial, lançado nesta terça-feira (28). A publicação avaliou o que os países estão fazendo para alcançar o objetivo de prover energia sustentável para todos proposto pela ONU.

Ao lado de China e Estados Unidos, o Brasil aparece no Top Três das nações que mais crescem no consumo de energia renovável - que ainda responde por, apenas, 18% da matriz energética mundial. Nosso país é elogiado no documento por aumentar a geração por meio de fontes alternativas, como a biomassa de cana-de-açúcar
e o lixo.

O relatório aponta, ainda, que 120 nações - sendo 50% delas emergentes - têm algum objetivo ou meta nacional relacionada à energia renovável. Além disso, 88 países já adotaram incentivos para estimular esse tipo de produção.

O objetivo da ONU é elevar o percentual de energia renovável na matriz mundial para 36% até 2030, mas segundo a publicação do Banco Mundial as chances da meta não ser alcançada são grandes. Para atingi-la seriam necessários investimentos anuais de US$ 250 bilhões a US$ 400 bilhões, dependendo do ritmo de expansão da demanda global por energia.
 

Tráfico de animais: um voo sem volta

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Suzana Camargo - FONTE SITE PLANETA SUSTENTÁVEL


O tráfico ilegal de animais silvestres mata milhares de espécies da fauna brasileira todos os anos no país. Transportados de forma precária e sem os mínimos cuidados necessários, quando apreendidos por órgãos fiscalizadores, aves, répteis e mamíferos já se encontram com a saúde muito debilitada e acabam morrendo depois da apreensão.
A pesquisadora Juliana Machado Ferreira, doutora em biologia genética e diretora executiva da Freeland Brasil, é uma das maiores envolvidas no combate contra o tráfico de animais silvestres no Brasil. Apaixonada pela causa, entre outros tantos projetos, quer lançar um Guia de Procedimentos e Cuidados de Pós-Apreensão para Aves Silvestres Traficadas, em colaboração com a organização SOS Fauna. O objetivo é que o material seja distribuído gratuitamente para os órgãos fiscalizadores, responsáveis pelas apreensões, e que dessa forma se consiga diminuir o número brutal de mortes de animais, principalmente aves silvestres, no país.
Na entrevista abaixo, Juliana fala mais sobre o tráfico, os grandes problemas enfrentados após a apreensão dos animais e como essa situação pode ser mudada.
Como é o mercado do tráfico de animais silvestres no Brasil?

Atualmente a maior força por trás do tráfico de animais no país é a demanda por animais silvestres de estimação. São principalmente passarinhos de gaiola, papagaios, araras, alguns répteis e mamíferos. O que acontece é que esses animais são retirados da natureza no Brasil todo e transportados para chegar nos mercados consumidores.

De que regiões são traficados os animais e onde há uma maior demanda?

Na realidade, os animais saem e são vendidos em todos os lugares. Tem ave do Sul sendo comercializada na Bahia e vice-versa. Mas o fluxo maior certamente é do Nordeste e do Centro-Oeste para o Sudeste. Os maiores mercados consumidores de animais silvestres são São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Acontece muito das pessoas quererem ouvir o som da terra natal. Um dos pássaros mais traficados, por exemplo, é o Galo da Campina, que é da Caatinga e não existe no Sudeste. Outra ave da Caatinga muito traficada também é o Azulão, que também pode ser vista no Cerrado e na Mata Atlântica.

Quando são realizadas a maioria das apreensões?

Geralmente à noite ou nos finais de semanas. São nesses dias que acontecem as feiras livres, principalmente nas periferias das cidades, onde são comercializados produtos de origem desconhecida e passarinhos. Os passarinheiros, que comercializam os animais traficados, se encontram nessas feiras sempre muito cedo, lá pelas 6 horas da manhã. Infelizmente, quando as apreensões são feitas nos finais de semana e de madrugada, nem todos os CETAS (Centros de Triagens de Animais Silvestres do IBAMA) ou locais de recebimentos de animais traficados trabalham em regime de plantão. Aí o que acontece é que muitos animais acabam ficando além do tempo desejado em delegacias ou mesmo os CETAS já estão muito cheios. É uma situação que é muito aquém da ideal.

O que acontece com os animais quando eles são apreendidos?

Quando são apreendidos pelos órgãos fiscalizadores competentes, estes animais já estão muito debilitados e normalmente há um lapso de tempo entre a apreensão e eles serem enviados para os locais apropriados, como os CETAS, ou até a chegada de um técnico ou veterinário. E o que a gente percebe hoje é que a maior taxa de óbito dos animais é no pós-apreensão. Eles já chegam debilitadíssimos e frequentemente são deixados em carros quentes, debaixo do sol, passando frio ou então no vento, não recebem água limpa ou é retirada a sujeira, e acabam morrendo.

Como isso poderia ser evitado?

Alguns procedimentos relativamente simples e básicos poderiam diminuir vertiginosamente a taxa de óbito no pós-apreensão – período este que deveria ir das horas iniciais até no máximo às 24 horas seguintes à apreensão, quando os animais precisariam ser encaminhados para locais que os recebam. Aves deveriam ser transportadas em gaiolas com maiores espaços, protegidas do vento, por exemplo. E no momento da apreensão já deveria haver um técnico responsável presente no local.

O problema do tráfico não está resolvido então após a apreensão dos animais?

Não, de jeito nenhum. A sociedade fica com a sensação de que agora os animais estão salvos, mas depois de apreendidos é difícil encontrar local para enviá-los, além deles darem muitas despesas. O processo de soltura também é muito complicado, ainda não existe um consenso entre pesquisadores sobre quais animais podem e devem ser soltos novamente ou não. Acabamos tendo depósitos de animais, e pior ainda, eles continuam sem cumprir suas funções ecológicas no ambiente, como por exemplo a dispersão de sementes, predação de insetos ou a reprodução, que em última análise é o que mantém a espécie.

Por que as aves não podem ser simplesmente soltas na natureza nos locais de apreensão?

A soltura tem que ser feita de forma tecnicamente responsável. Você abrir gaiola e soltar em qualquer lugar é uma coisa que não pode acontecer. Para que solturas responsáveis sejam realizadas, é necessário que os animais estejam saudáveis, tanto para não inserirem doenças nas populações naturais, quanto para conseguirem se manter vivos frente aos desafios ambientais – e não serem soltos apenas para morrer dois dias depois. É preciso ainda que apresentem comportamento de busca e reconhecimento da alimentação natural presente no local, vocalização próxima da selvagem, assim como reconhecimento de predadores, entre outros. Também é importante levar em conta e acompanhar interações e possíveis impactos nas populações naturais. Por fim, os animais devem ser soltos sempre dentro da área de ocorrência da espécie, no mesmo bioma de onde foram retirados, idealmente, na mesma região de onde foram coletados por conta de possíveis diferenciações comportamentais e genéticas.

É possível levar os animais de volta para a região de onde foram retirados?

Sim, mas é um processo caro, que leva tempo e são necessários conhecimentos técnicos e pesquisa científica para descobrir a origem dos animais.

O que é o guia de pós-apreensão para aves silvestres traficadas?

A ideia é selecionarmos umas dez espécies de animais, de cada região do Brasil, principalmente as mais traficadas, e descrever as características e os cuidados especiais que devem ser tomados com cada uma delas. Nossa intenção é que o guia seja distribuído gratuitamente em todo o país para os funcionários da Polícia Militar Ambiental e Polícia Rodoviária, que são os órgãos que fazem o maior número de apreensões. Já temos todo o conhecimento técnico para o guia, agora estamos somente procurando parceiros para viabilizar financeiramente o projeto.