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quarta-feira, 11 de setembro de 2013

O remédio é integrar

O remédio é integrar

Práticas como a meditação, o reiki e a fitoterapia estão ganhando o aval da ciência e comprovando aquilo que muita gente já sabia: elas funcionam!

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Fábio De Oliveira
Vida Simples- 01/07/2013
Ängsbacka/Creative Commons

Às margens do km-8 da br-153, na região de Goiânia, onde as árvores baixas e de galhos retorcidos do Cerrado despontam, encontra-se um prédio de um piso, o antigo Hospital JK, hoje rebatizado como Hospital de Medicina Alternativa (HMA). Como o nome entrega, ele é o único do gênero no País voltado exclusivamente para as agulhadas analgésicas da acupuntura, as ervas da fitoterapia e as gotas da homeopatia, mas oferece também auxílio nutricional e psicológico. O embrião dessa iniciativa foi um curso de ayurveda, a medicina tradicional indiana.


Ministrado em 1986 na capital goiana por médicos da Índia especializados nessa terapêutica milenar, teve como alunos médicos, especialistas em farmácia e botânica. Ali dava-se o primeiro passo para a inclusão do uso de plantas medicinais na rede pública estadual. Quase 30 anos depois, no início de março de 2013, encontraram-se numa sala abafada do HMA representantes do Ministério da Saúde, de universidades e outras instituições para discutir a versão local para a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) no Sistema Único de Saúde. Ela está em vigor desde 2006 e institucionalizou no SUS métodos como acupuntura e fitoterapia. "A PNPIC serve de base e dá diretrizes para os Estados e municípios que, com ou sem regulamentações, podem incluir ações para ampliar o acesso a essas práticas e atender às demandas regionais", explica Felipe Cavalcanti, da Coordenação Geral de Áreas Técnicas do Ministério da Saúde. No País todo, são 4.139 estabelecimentos que oferecem práticas integrativas e complementares no SUS - para ter uma ideia, foram realizadas 850 mil sessões de acupuntura em 2012, um crescimento de 272% em relação a 2010. Mas elas não se restringem à saúde pública. Grandes hospitais privados também passaram a adotar essa visão de tratamento, sem falar em centros universitários - aqui e no exterior. Pesquisas com equipamentos de ponta comprovam seus efeitos benéficos. O que antes era conhecido como alternativa torna-se uma opção cada vez mais entrelaçada às terapias tradicionais da medicina alopática



O termo alternativa, aliás, caiu em desuso. O Centro Nacional para Medicina Alternativa e Complementar (NCCAM), braço dos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos, define medicina complementar como aquela que é usada juntamente com a convencional. Os métodos alternativos seriam utilizados no lugar dos alopáticos. Por fim, a abordagem integrativa combina tratamentos da medicina complementar e da tradicional para os quais há evidências de qualidade sobre segurança e eficácia. É essa nomenclatura, com alguma variação aqui e acolá, que vem sendo adotada atualmente. 



O hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, conta, por exemplo, com um Grupo de Medicina Integrativa. Os especialistas entram no quarto dos pacientes, se apresentam e mostram a grade de atividades. Há de ioga a acupuntura, além de outras modalidades, que não são ministradas para tratar algo específico. "Nosso olhar é global", diz o médico Paulo de Tarso Lima, coordenador do grupo. Ele desenha uma mandala num papel e continua: "O paciente está aqui no centro.

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