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terça-feira, 31 de março de 2015

10 medidas para evitar que a crise da água piore no ano que vem

10 medidas para evitar que a crise da água piore no ano que vem  BRUNO CALIXTO 11/2014

Pássaro voa em represa em Itu, que chegou a apenas 2% de sua capacidade. Itu é uma das cidades mais afetadas pela falta de água (Foto: Andre Penner/AP)
..........Segundo Marussia Whately, especialista em gestão de recursos hídricos do Instituto Socioambiental (ISA), a situação mostra o quanto estamos vulneráveis na questão da água. "Um verão de chuvas não será suficiente para recuperar os mananciais. Será um grande desafio conseguir manter a sociedade informada e mobilizada para enfrentar a crise no ano que vem", diz.
Marussia está coordenando um projeto que envolve mais de 30 organizações da sociedade civil para apontar soluções sobre a crise, e levantou informações para fazer um diagnóstico da situação. Com base nesse diagnóstico e nas dezenas de reportagens que publicamos sobre a crise hídrica em São Paulo, o Blog do Planeta preparou uma lista de medidas que podem ser colocadas em prática para evitar que o sistema de abastecimento entre em colapso no próximo ano.
Medidas emergenciais
1. Incentivos (e multas) para reduzir o consumo
Em momentos de crise, o famoso clichê "faça a sua parte" vale mais do que nunca. Os consumidores precisam reduzir o desperdício e utilizar menos água. Mas o peso não pode cair todo nas costas dos cidadãos. O poder público deve criar medidas de incentivo para isso. O bônus para os consumidores que economizaram água já está em curso em São Paulo, mas tem efeito limitado. ONGs defendem uma proposta um pouco mais impopular: multar o consumo excessivo. A medida é polêmica e o governo paulista anunciou que não pretende colocá-la em prática.
2. Os mais pobres também têm direito à água
O governo precisa assegurar que todas as faixas de renda e consumo tenham acesso à água, mesmo em situações de rodízio ou racionamento. Consumidores de maior poder aquisitivo ou grandes empresas podem buscar alternativas, como perfurar poços ou comprar caminhões-pipa. Consumidores de baixa renda não têm essa possibilidade e sofrem mais com os cortes de água.
3. Atenção para a saúde
A crise da água pode desencadear problemas sérios de saúde pública. Uma das preocupações é com os cortes e racionamento. Ao diminuir a pressão da água, possíveis furos ou buracos nos encanamentos podem permitir que a água se contamine no caminho de casa. Outra preocupação é na forma como as famílias armazenam a água da chuva. Deixar em baldes ou recipientes abertos pode ser um perigo no combate a doenças como a dengue (ou o novo vírus chikungunya). O poder público precisa preparar uma forte campanha para conscientizar o público.
4. Uma gestão mais transparente
Tem racionamento ou não tem? Não faltam críticas para a forma como o governo Geraldo Alckmin conduz a crise da água, e uma delas é na questão da transparência. É difícil conseguir as informações sobre o que está de fato ocorrendo, com uma série de denúncias de um "racionamento não oficial". O governo, a Sabesp e as prefeituras precisam ser mais transparentes, divulgando para a população os locais e horários de onde pode faltar água para permitir que a população se prepare.
Médio prazo
5. Implementar medidas "atrasadas"
Um ponto em comum nas análises de vários especialistas em segurança hídrica é de que já se sabia que São Paulo estava em uma situação frágil no abastecimento. Em 2004, por exemplo, houve uma seca muito grave e foram feitos projetos para ampliar o sistema. Esses projetos não saíram do papel, principalmente por conta da burocracia e da falsa sensação de segurança após anos muito chuvosos, como 2010 e 2011. Essas medidas precisam ser implementadas, e devem ser pensadas não apenas em momentos de crise, mas principalmente quando a situação do abastecimento for normalizada.
6. Reduzir perdas
Um estudo do Instituto Trata Brasil mostra que São Paulo perde mais de 30% da água durante a distribuição. A maior parte é causada por vazamentos nos canos e tubulações, mas uma quantidade considerável dessa água se perde por ligações ilegais. Os governos e a Sabesp precisam apresentar políticas de redução de perdas, com metas progressivas, e acabar com o desvio irregular de água.
7. Iniciar a restauração de florestas
Há vários indícios de que, se as matas e florestas brasileiras não estivessem tão degradadas, São Paulo conseguiria resistir melhor à estiagem. As árvores evitam o assoreamento de rios e represas e regulam o clima. Um levantamento mostrou, por exemplo, que a Mata Atlântica está muito mais desmatada na região da Cantareira do que se acreditava antes. Reflorestar é urgente, e o resultado é muito rápido: a cidade de Extrema, em Minas Gerais, pagou para que proprietários reflorestassem as nascentes, e hoje enfrenta a estiagem sem o risco de desabastecimento.
Longo prazo
8. Reutilizar a água
O anúncio de que o governo de São Paulo faria obras para utilizar a água de reúso não foi bem recebido. Para alguns, parece que a Sabesp vai misturar esgoto com água de abastecimento. Não é bem assim. O esgoto tratado pode sim ser usado em muitas situações. Essa água já é utilizada para limpar ruas e parques após eventos ou uma feira, por exemplo. Não faria sentido fazer isso com água potável. Outra medida importante é captar a água da chuva. Hoje, essa água escorre para os rios, que estão poluídos, e se mistura ao esgoto. Um grande desperdício para o abastecimento.
9. Despoluir os rios
O cartunista Laerte Coutinho, em sua conta no Twitter, sintetizou com clareza o problema: "Quando eu penso que S. Paulo está no meio de 2 rios nada secos e que os transformou em esgoto...". Os paulistanos não podem utilizar as águas do Tietê, do Pinheiros, do Tamanduateí e de vários outros córregos na cidade, destruídos pela poluição – desde esgoto urbano até "ilhas" de plástico e latas que são jogadas sem pudor nas ruas. Despoluir os rios é mais do que urgente. É um processo difícil, caro e demorado, mas precisa ser feito, e já há tecnologia disponível para isso. Enquanto isso, os cidadãos precisam parar de jogar lixo na rua. Nem que seja por força da lei, como a multa que a cidade do Rio de Janeiro implantou.
10. O clima extremo está aí
O último relatório do IPCC já alertava: o aquecimento global está aí. E a previsão é de que eventos climáticos extremos se tornem mais frequentes. Não dá pra dizer se a seca atual é causada pelas mudanças climáticas, mas os cientistas acreditam que teremos que aprender a conviver com secas extremas ou chuvas torrenciais. No entanto, nem o governo federal nem os governos estaduais têm planos para enfrentar essa situação. Já é o momento de elaborar esses planos e se preparar para um clima mais hostil no futuro.

segunda-feira, 30 de março de 2015

Como se salva um animal da extinção?

Como se salva um animal da extinção?

por Thais Sant’Ana
Notícias sobre animais costumam ser más notícias: perda do habitat, problemas com espécies invasoras, caça predatória etc. No meio de tantas desgraças, uma novidade passa despercebida: o homem está conseguindo consertar alguns de seus erros, salvando vários bichos da extinção. No Brasil, inclusive. "A quantidade de animais brasileiros ameaçados só aumentou porque ampliamos nosso radar. Muitas deixaram a lista", diz Daniela Oliveira, responsável por conservação de biodiversidade do Ministério do Meio Ambiente. Cada caso é um caso. O governo chinês não dava bola para o urso panda, e foi preciso que uma ong topasse o desafio. O falcão de Maurício precisou que outras aves chocassem seus ovos, e o elefante africano foi salvo porque o marfim caiu na ilegalidade. Seja como for, é importante saber que décadas de política ambiental produziram resultados.


1. Urso Panda

População: 1 400 em 1980; 2 500 em 2004.

Problema: Seu habitat, a selva de bambus, murchou com a urbanização acelerada da China.

Solução: A ong WWF criou projetos para ensinar a população a conviver com a espécie sem ameaçá-la.


2. Condor da Califórnia
População: 27 em 1987; 223 em 2008.

Problema: Ocupação dos morros e poluição.

Solução: As aves tiveram de ser capturadas para criação em cativeiro. A população, ainda pequena, é aos poucos reintroduzida na natureza.


3. Búfalo Americano

População: 750 em 1890; 500 mil em 2008.

Problema: A conquista do Oeste.

Solução: Foram criadas reservas para os remanescentes, mas a ameaça só foi afastada quando se adotou a criação intensiva de búfalos em cativeiro.


4. Elefante Africano
População: 100 mil em 1970; 678 mil em 2008.

Problema: Caça predatória para extração do marfim - pra quem não sabe, vem das suas presas.

Solução: Proibição do comércio de marfim em vários países, além de muitas campanhas de preservação.


5. Falcão de Maurício

População: 6 em 1975; 1000 em 2006.

Problema: Espécies invasoras.

Solução: Um pesquisador pôs um casal para cruzar no cativeiro, aumentou a fertilidade da fêmea e ainda importou falcões europeus para ajudar a chocar ovos.

No Brasil


6. Veado-Campeiro

População: 100 em 1980; 10 mil em 2005.

Problema: Caçado por espalhar febre aftosa, era, na verdade vítima dela.

Solução: Depois que recebeu um espaço especial no Parque Nacional das Emas (GO), outros estados seguiram o exemplo.


7. Mico-Leão-Dourado
População: 272 em 1992; 1 200 em 2007.

Problema: Seu habitat, a mata Atlântica, é extremamente ameaçado.

Solução: Reservas maiores, que prevejam o seu deslocamento. A meta é, até 2025, estabelecer 2 mil animais em liberdade.


8. Jacaré-de-Papo Amarelo

População: 2 mil em 1980; 20 mil em 2007.

Problema: Outra vítima da destruição da mata Atlântica.

Solução: Em parte, preservou-se sozinho, fugindo para longe do litoral. E surgiram vários criadouros. Em Maceió tem um com 5 800 animais.

Fontes União Internacional de Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais, Ministério do Meio Ambiente, Associação Mico-Leão-Dourado, World Wildlife Fund e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais.

Países pobres recebem menos dinheiro para reduzir mudanças climáticas

Países pobres recebem menos dinheiro para reduzir mudanças climáticas

Relatório mostra que a metade de um fundo de quase 8 bilhões de dólares foi destinado a apenas dez nações, entre elas o Brasil

A secretária-executiva da ONU para Mudanças Climáticas, Christiana Figueres, fala durante a abertura da COP20, em Lima, no Perú
A secretária-executiva da ONU para Mudanças Climáticas, Christiana Figueres, fala durante a abertura da COP20, em Lima, no Perú (Paolo Aguilar/EFE)
Os países mais pobres e vulneráveis foram marginalizados na última década do financiamento para reduzir as mudanças climáticas, revelou um relatório do instituto britânico Overseas Development publicado no domingo. A metade de um fundo de quase 8 bilhões de dólares criado em 2003 para os países em desenvolvimento foi destinado a apenas dez nações, entre elas México, Marrocos e Brasil, com 500 milhões de dólares cada uma, indicou o documento, divulgado durante a conferência das Nações Unidas sobre o clima, COP20, realizada em Lima.
O estudo inclui os investimentos realizados ao longo dez anos em 135 países. "México e Brasil figuram entre os principais emissores de gases de efeito estufa, mas ao mesmo tempo têm um enorme potencial em matéria de energias renováveis", afirma o relatório.
Países como Costa do Marfim ou Sudão do Sul, "com Estados frágeis e afetados por conflitos, receberam menos de 350.000 e 700.000 dólares respectivamente". Nações de renda média e vulneráveis ao impacto das mudanças climáticas, como El Salvador, Guatemala e Namíbia, obtiveram menos de 5 milhões de dólares cada um. 
COP 20 — Os fundos para ajudar as nações em desenvolvimento a enfrentar o aquecimento global são um ponto sensível das negociações sobre o clima que devem terminar na próxima sexta-feira. Os países em desenvolvimento insistem que as nações ricas devem especificar como vão honrar seu compromisso de financiamento de 100 bilhões de dólares anuais a partir de 2020.
Um relatório das Nações Unidas alertou que os custos de adaptação dos países em desenvolvimento para enfrentar as mudanças climáticas são muito maiores que o que havia sido calculado. Estes custos "podem aumentar a 150 bilhões para 2025/2030, e entre 250 bilhões e 500 bilhões de dólares para 2050", afirma a ONU.

(Com Agência France-Presse)

domingo, 29 de março de 2015

Governo Pezão tem dívidas com obras e fornecedores de R$ 2,9 bilhões

Um levantamento feito no Sistema de Acompanhamento Financeiro do Estado (Siafem) pelo deputado estadual Luiz Paulo Corrêa da Rocha (PSDB) mostra que a dívida do estado é de R$ 2,9 bilhões — sendo R$ 1 bilhão com restos a pagar do ano passado e R$ 1,9 bilhão com serviços já executados nos três primeiros meses deste ano, mas que ainda não foram pagos. O governo estima que a previsão do déficit de caixa até dezembro será de R$ 13,5 bilhões e anunciou uma série de medidas para tapar o buraco, como o uso de R$ 6,2 bilhões do Fundo de Depósito Judicial. A proposta que autoriza a utilização do recurso foi aprovada na última quinta-feira (26), na Assembleia Legislativa (Alerj).
Na área de segurança, por exemplo, faltam recursos até mesmo para a alimentação de presos. O governo pagou um pouco mais da metade dos R$ 27 milhões que deve a fornecedores. A inadimplência também tem prejudicado o atendimento nas delegacias, segundo o Sindicato dos Empregados das Empresas de Asseio e Conservação. A entidade diz que 800 trabalhadores que fazem limpeza e o atendimento nas delegacias estão sem receber há dois meses. De acordo com o deputado Zaqueu Teixeira, que também é delegado, policiais têm assumido a função de atendentes devido à falta de pagamento dos funcionários terceirizados.
Em nota, o governador Luiz Fernando Pezão informa que o estado tem feito todos os esforços para regularizar a situação com seus fornecedores. Ele diz que em breve os prestadores de serviço terão uma definição mais clara sobre o cronograma de quitação dos débitos. “Os atuais débitos com seus fornecedores refletem uma situação econômica extremamente difícil para o país e, especialmente, para o estado”, informou Pezão, na nota. Ainda segundo o texto, a queda nos preços do barril do petróleo, a desaceleração do crescimento e a crise da Petrobras estão afetando as finanças do estado.
Para arcar com os compromissos, o governador conta receber de seus devedores cerca de R$ 8 bilhões. Também pretende fazer cortes no custeio e nas despesas do governo. “Estamos negociando permanentemente com os nossos devedores. Assim como o estado deve quase R$ 1 bilhão, temos mais de R$ 8 bilhões para receber de devedores. Só nessa semana, nós fizemos uma negociação para receber R$ 1,5 bilhão de um devedor. Já sentei com mais de 20, propondo uma negociação. Eu tenho certeza que a gente vai repor esse déficit”, disse o governador. 
REPRODUÇÃO DO BLOG DO BAASTOS /Fonte: Extra 

Quase 270 mil toneladas de plástico poluem os oceanos, diz estudo

Quase 270 mil toneladas de plástico poluem os oceanos, diz estudo

Os autores estimam que existem pelo menos 5,25 trilhões de partículas de plástico nas águas do planeta, atingindo até mesmo as regiões mais remotas

Plástico nos oceanos: pesquisa gera nova estimativa
Plástico nos oceanos: pesquisa gera nova estimativa (Rajesh Nirgude/AP/VEJA)
Quase 270.000 toneladas de plástico estão flutuando nos oceanos, estimou um estudo do Instituto Five Gyres, que combate esse tipo de poluição, publicado nesta quarta-feira no periódico Plos One.

Para estimar o total de plástico flutuando nas águas e seu peso, cientistas de seis países contribuíram com dados de 24 expedições que ocorreram de 2007 a 2013, abrangendo os cinco giros subtropicais (grandes sistemas de correntes marinhas rotativas no oceano), a costa da Austrália, o Mar Mediterrâneo e o Golfo de Bengala.Poluição por microplásticos (fibras e fragmentos de plástico) é encontrada em concentrações variadas nos oceanos, mas dados da quantidade global desse material são escassos.
Os dados incluem informações de microplásticos coletados com uso de redes e pedaços maiores contabilizados visualmente, que foram utilizados para calibrar os modelos de distribuição de plástico nos oceanos.
Resultados — Com base nos dados e no modelo, os autores do estudo calculam que existem pelo menos 5,25 trilhões de partículas de plástico, pesando cerca de 269.000 toneladas, nos oceanos. Plásticos maiores são abundantes das regiões costeiras, enquanto os pedaços menores estão presentes nas regiões mais remotas, como os giros subpolares. Isso sugere que os giros atuam transformando os pedaços de plástico em partículas menores e ejetando-as pelas águas, fazendo com que atinjam as regiões mais distantes.
“Nossa descoberta mostra que o lixo presente nos giros substropicais não é o destino final do plástico. O microplástico interage com ecossistemas de todo o oceano”, afirma Marcus Eriksen, diretor de pesquisa do Instituto Five Gyres.

sábado, 28 de março de 2015

Lei municipal sobre meio ambiente precisa respeitar normas dos demais entes federados

Lei municipal sobre meio ambiente precisa respeitar normas dos demais entes federados

Sexta, 06 de março de 2015.
AGU“O Município é competente para legislar sobre meio ambiente com a União e o estado no limite do seu interesse local e desde que tal regramento seja harmônico com a disciplina estabelecida pelos demais entes federados”. Esse foi o pronunciamento do Supremo Tribunal Federal (STF) ao declarar inconstitucional a Lei 1.952/1995. O texto proíbe totalmente a queima de palha de cana-de-açúcar no Município de Paulínia, em São Paulo.
Em abril de 2013 uma audiência pública foi realizada para debater a controvérsia entre a Constituição paulista, que autoriza a queima quando feita dentro de padrões de controle ambiental, e a lei do Município de Paulínia, que proíbe a prática.
Ao julgar o Recurso Extraordinário (RE) 586224, o Plenário entendeu que as normas federais e a Constituição são suficientes para a matéria. Portanto, não cabe ao Município proibir a queima em seu território.
Para o relator, o ministro Luiz Fux, a eliminação da queima da cana deve ser planejada e gradual em razão de fatores sociais e ambientais, uma vez que a utilização de máquinas gera impacto negativo ao meio ambiente. “Planejamento não combina com proibição imediata”, avaliou.
Segundo o ministro, as normas federais que tratam do assunto apontam expressamente para a necessidade de se traçar um planejamento para extinguir gradativamente o uso do fogo como método despalhador e facilitador do corte da cana. Ele destacou que o artigo 40 do Código Florestal determina a instituição de política nacional para essa forma de colheita.
Também citou o Decreto 2.661/98, que regula o emprego do fogo em práticas agropecuárias e florestais, com capítulo específico para disciplinar a forma de mecanização gradual do cultivo.
Da Agência CNM, com informações do STF

Live Earth 2015 promete reunir um bilhão de vozes pelo clima

Live Earth 2015 promete reunir um bilhão de vozes pelo climaSuzana Camargo - 02/03/2015 às 18:09

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Este é um ano-chave para o planeta. Líderes mundiais vão se reunir em setembro, em Paris, para estabelecer um novo acordo climático global, que consiga reduzir a emissão de CO2 na atmosfera e, com isso, diminuir o aquecimento da temperatura na superfície terrestre.
Para que estes líderes ouçam a voz daqueles que querem que o tema das mudanças climáticas seja realmente levado a sério, um grande evento global acontecerá em 18 de junho, simultaneamente, durante 24 horas, em 7 continentes do planeta.
Live Earth – Road do Paris é a iniciativa que reúne as Nações Unidas, o Climate Reality Project, movimento encabeçado pelo ex-vice-presidente dos Estados Unidos e Nobel da Paz, Al Gore, além de diversas empresas de entretenimento, como Live Nation e Control Room.
A primeira edição do evento aconteceu em julho de 2007 e contou com a participação de cerca de 150 grandes nomes da música mundial com transmissão para mais de 160 países.
Em 2015, o produtor e cantor americano Pharrell Willliams, autor do sucesso “Happy”, será o responsável pela direção artística do Live Earth. Segundo ele, há grandes surpresas definidas para 18 de junho. Aproveitando o sucesso da mobilização de 1 milhão de pessoas na Marcha pelo Clima, que aconteceu em setembro de 2014, a intenção é reunir – literalmente – 1 bilhão de vozes ao vivo pelo clima.
Os palcos das apresentações estarão montados em Paris, Pequim, Sidney, Nova York, Cidade do Cabo e Rio de Janeiro. Na Antártica, uma banda composta por cientistas do clima fará show numa das estações de pesquisa locais.
O documento, que sairá da reunião na França em setembro, deve ser o mais importante a ser acordado desde o Protocolo de Kyoto, assinado em 1997. Para que possamos diminuir os riscos e efeitos provocados pelo aquecimento global, e que já são percebidos no planeta, é vital que o novo acordo climático exija ações e comprometimento de todos com a drástica redução das emissões de gases de efeito estufa.

Reprodução de O Dia online
Reprodução de O Dia online


Só mesmo o interesse por boquinhas justifica a ânsia do PT - RJ em entrar no governo Pezão, afinal não há dinheiro para nada. O PT e o PMDB estão reforçando no Rio a política do "você é nosso e nós somos teus". O presidente do PT - RJ, Quaquá passou a perna em Carlos Minc e Zaqueu Teixeira que esperavam voltar a ser secretários, como no governo Cabral. Quaquá se acertou com Jorge Picciani para arrumar uma secretaria para sua mulher, a deputada Zeidan (PT), que vai para a Assistência Social, e outra para Benedita da Silva. É um prêmio por Benedita ter desistido da disputa pela presidência do PT - RJ, o que permitiu a eleição de Quaquá. Para os petistas o que interessa são as boquinhas, mesmo que sejam num barco afundando, como o governo Pezão. 
FONTE BLOG DO GAROTINHO

sexta-feira, 27 de março de 2015

Perda de energia pode ser maior que o estimado

Perda de energia pode ser maior que o estimado

Para especialistas, dados sobre furto no setor elétrico mascaram desperdício e rede precisa ser modernizada

POR 14/03/2015

Órgão público de Recife dá folga a funcionário que vai de bike ao trabalho

Órgão público de Recife dá folga a funcionário que vai de bike ao trabalho  Março de 2015 


Foi criado um vestiário no local para incentivar os funcionários.
Se era um estímulo que os funcionários do Ministério Público Federal em Pernambuco (MPF-PE) precisavam para aderir a bike como meio de transporte desde a semana passada eles conseguiram. Isso porque, aqueles que optarem por fazer o trajeto casa-trabalho terão direito a uma folga.
Mas, não adianta querer enganar andando apenas um dia. O servidor deverá ir de bicicleta até o edifício-sede da Procuradoria da República por, pelo menos, 15 dias úteis do mês. A entrada será controlada e registrada pelos vigilantes. Ao completar a quinzena, o funcionário encaminha uma declaração ao chefe administrativo que concederá o direito a um dia de descanso.
A portaria n° 46/2015 que estabelece a iniciativa foi publicada no fim de fevereiro, segundo informações do G1, antes, porém, foi criado um vestiário no local para os funcionários que quiserem tomar banho antes de começarem a trabalhar.
Muitos países têm incentivado o uso da bicicleta no cotidiano, um exemplo ocorre na França onde empresas chegam a pagar 25 centavos de euro a cada quilômetro rodado por seus colaboradores, confira aqui. De início, fazer o trajeto pode parecer difícil, mas é tudo uma questão de planejamento e adaptação. O CicloVivo já listou algumas dicas para quem quer começar, veja aqui.
Redação CicloVivo

Garotinho com o ministro dos Transportes, acompanhado de Clarissa Garotinho e Paulo Feijó; com os senadores Marcelo Crivella e Rose de Freitas (PMDB - ES).
(Fotos de Cadu Gomes)
Garotinho com o ministro dos Transportes, acompanhado de Clarissa Garotinho e Paulo Feijó; com os senadores Marcelo Crivella e Rose de Freitas (PMDB - ES). (Fotos de Cadu Gomes)


Ontem fiz uma intensa agenda em Brasília, onde participei de encontros que integram a CAE, entre eles a senadora Rose de Freitas (PMDB - ES) e Marcelo Crivella (PRB - RJ) tratando da criação de um fundo de recomposição das perdas de estados e municípios com os royalties de petróleo. O assunto avançou bem e na próxima semana deveremos ter boas notícias, que inclusive vão ajudar a tirar o Estado da falência, sem precisar pegar o dinheiro dos contribuintes como fez Pezão.

Também estive com o ministro dos Transportes, Antônio Carlos Rodrigues e pedi a aceleração das obras da duplicação da BR - 101, no trecho entre Macaé a divisa com o Espírito Santo. O ministro agendou para a próxima semana uma reunião com as empresas que estão realizando as obras, comigo e a Prefeita Rosinha Garotinho. 

FONTE BLOG DO GAROTINHO

quinta-feira, 26 de março de 2015

Vamos semear água?

Vamos semear água?Afonso Capelas Jr. - 02/2015 

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Já escrevi, neste espaço, sobre a carência de vegetação nativa à beira de nascentes e mananciais como uma das grandes causas da secura em que vive o Sudeste. É um assunto que desperta o interesse e a revolta dos leitores deste blog. Muitos deles têm enviado mensagens indignadas questionando por que as autoridades ditas competentes não investem no reflorestamento dessas áreas. Pois então, se o poder público – formado por políticos que nós mesmos elegemos – não faz a sua parte é chegada a hora de nós, cidadãos, colocarmos a mão na massa.
Há pelo menos três organizações não governamentais dispostas a promover um verdadeiro mutirão de replantio de espécies de Mata Atlântica na região do Sistema Cantareira e de outros reservatórios. Uma delas é a Fundação SOS Mata Atlântica,com seu programa Clickarvore. Formado há quinze anos por uma parceria entre empresas, viveiros de mudas, proprietários de terras em regiões de Mata Atlântica e internautas, o Clickarvore atingiu 23 milhões de mudas doadas em 2012.
Agora, o programa da SOS Mata Atlântica pretende doar um milhão de mudas apenas para recuperar matas nativas ao redor das bacias que formam o Cantareira. Você também pode ajudar nessa tarefa. Até mesmo definindo onde as mudas devem ser plantadas. Basta clicar aqui, fazer seu login e participar.
Outra ONG que embarcou no mutirão é o Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPÊ). A organização criou a campanha Doe árvores e plante a água do futuro. Funciona assim: você entra na página da campanha no Facebook e faz uma doação em dinheiro. A ajuda pode ser desde R$ 20 para uma árvore plantada até R$ 100 para cinco árvores.
A sede do IPÊ fica na cidade de Nazaré Paulista, bem próxima do Sistema Cantareira e é lá que a ONG faz os plantios. Cerca de trezentas mil árvores já foram plantadas na região. A meta é alcançar um milhão delas. Para ajudar entre na página do IPÊ no Facebook e faça a doação desejada.
Instituto Brasileiro de Florestas (IBF) é outra ONG voltada para o reflorestamento de regiões em todo o Brasil. E também entrou na empreitada para tirar o Cantareira da lama. Com o projeto Plante Árvore, o instituto produz mudas de espécies nativas e depois doa aos proprietários de terras próximas aos mananciais. Depois de devidamente plantadas fica proibido o corte futuro das árvores.
O projeto do IBF é voltado para quem tem algum pedaço de chão perto do Cantareira. Dessa forma, se você tem ou conhece quem tenha um sítio, terreno ou fazenda por lá pode preencher o cadastro online e solicitar gratuitamente as mudas ou até mesmo sementes de espécies nativas.
Claro que reflorestar e conservar essas áreas de vegetação não é uma medida de efeito imediato. Mas em menos de cinco ou seis anos as nascentes, rios e córregos que abastecem os mananciais estarão protegidos e garantirão mais água nos reservatórios, mesmo nos períodos de longas estiagens.
Hoje, ao contrário, o panorama é este, de acordo com os números do IPÊ: 49% das áreas de preservação permanente (APP) – ou seja, aquelas que deveriam ter vegetação em pé – estão ocupadas por pastagens degradadas. Outros 11% estão cobertos por eucaliptos.
Como se sabe, pastos facilitam a erosão e não retêm as águas das chuvas no subsolo. Já os eucaliptos – espécie que não é nativa da Mata Atlântica – precisam de muita água para se desenvolver. Depois de prontos para o corte sua madeira é retirada. Então tornam a crescer e consumir mais água.
Vamos ajudar a salvar o Cantareira?

Mais sustentabilidade e consciência ambiental nas cápsulas de café

Mais sustentabilidade e consciência ambiental nas cápsulas de café

A Nestlé é um bom exemplo de respeito ao meio-ambiente. Entenda!

Divulgação (*)
 De rápido preparo, o cafezinho feito nas máquinas de expresso ganha cada vez mais apreciadores. Faltava apenas um fim digno para as pequenas embalagens já que o descarte deixava a desejar. Nesse ponto, a Nestlé, fabricante da marca Nespresso, é um dos bons exemplos de respeito ao meio-ambiente. Além de distribuir pontos de coleta seletiva pelas lojas próprias e parceiras – suas cápsulas de alumínio são mais recicláveis do que as concorrentes de plástico –, é interessante o destino que a empresa dá às monodoses. “Depois de usadas, o alumínio segue para indústrias que o transformam em latas, chapas e cabos.

Já o pó de café, ou borra, vira insumo para fertilizantes orgânicos”, explica Guilherme Amado, gerente de sustentabilidade e responsabilidade social da Nespresso. O mercado conta ainda com outra alternativa ecológica: os sachês de papel (material biodegradável), recheados de café Pilão, utilizados em máquinas próprias da marca. Ou, para quem preferir, o sempre bom café de coador passado na hora.