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domingo, 31 de maio de 2015

Ralo japonês reduz em até 32% o despejo de resíduos sólidos nos rios

Bom dia Luis, segue em anexo matéria referente ao modelo de ralo de pia de cozinha utilizado no Japão, ajudaria na  redução da poluição hídrica em nosso pais.
asProduto trazido para o Brasil pela Good House também diminui a contaminação alimentar

A sujeira que escoa pela pia da cozinha também aumenta a poluição dos rios. Pensando nisso, a Good House (www.goodhouse.com.br), empresa que comercializa produtos hidráulicos, lança no Brasil o Ralo Basket, um modelo similar ao popular ralo utilizado no Japão. Indicado tanto para residências quanto para cozinhas industriais, o mecanismo reduz em até 32% o despejo de detritos orgânicos nos rios, explica Sérgio Kawaguchi, diretor da Good House.

Good House

O produto é feito em aço inox e possui um cesto coletor com pequenos orifícios que impedem a passagem de qualquer tipo de resíduo sólido para a tubulação.  De acordo Kawaguchi, no Brasil existem 60 milhões de casas e estabelecimentos que jogam em média 300 gramas de resíduos alimentares por dia nos canos das suas cozinhas. “Isso representa 18 mil toneladas de lixo despejadas diariamente nas águas”, explica.

Além de ecológico, o produto é mais higiênico que os ralos tradicionais por conta de uma alça acoplada ao cesto coletor. O acessório evita o contato direto com as sobras de alimentos na hora de esvaziar o recipiente. É uma maneira simples de evitar que as bactérias fiquem nas mãos e unhas, já que estudos apontam que o ralo da pia é o segundo lugar com maior quantidade de micróbios, atrás apenas do vaso sanitário.  “O manuseio de alimentos, principalmente as carnes cruas, requer uma higiene rigorosa. Por conta disso, esse modelo é bastante difundido no Japão, onde o sushiman prepara quase tudo com as mãos”, diz o diretor da Good House.

O empreendedor, descendente de japoneses, conta que descobriu esse tipo de ralo quando morou no país asiático e teve contato com a prática dos “3 r’s” do desenvolvimento sustentável – reduzir, reutilizar e reciclar.  “A água com menos resíduos é melhor para ser tratada e reaproveitada”, diz.

Voltado para quem está construindo ou reformando a cozinha, o produto pode ser adquirido no site da Good House por R$ 65,00. “Com a crise hídrica no Brasil, o momento é propício para as pessoas se conscientizarem e optarem por soluções mais sustentáveis”, completa o diretor da empresa.

Sobre a Good House
Empresa que atua na importação e venda de materiais hidráulicos e utilidades domésticas. Lançou no Brasil o Ralo Basket, uma adaptação de um popular ralo utilizado no Japão. Com sede em Presidente Prudente (SP), a companhia foi fundada em 2014 pelo empreendedor Sérgio Kawaguchi. www.goodhouse.com.br. (18) 4101-1414.
- See more at: http://goodhouse.com.br/blog/ralo-japones-reduz-em-ate-32-o-despejo...
Produto trazido para o Brasil pela Good House também diminui a contaminação alimentar

A sujeira que escoa pela pia da cozinha também aumenta a poluição dos rios. Pensando nisso, a Good House (www.goodhouse.com.br), empresa que comercializa produtos hidráulicos, lança no Brasil o Ralo Basket, um modelo similar ao popular ralo utilizado no Japão. Indicado tanto para residências quanto para cozinhas industriais, o mecanismo reduz em até 32% o despejo de detritos orgânicos nos rios, explica Sérgio Kawaguchi, diretor da Good House.

Good House

O produto é feito em aço inox e possui um cesto coletor com pequenos orifícios que impedem a passagem de qualquer tipo de resíduo sólido para a tubulação.  De acordo Kawaguchi, no Brasil existem 60 milhões de casas e estabelecimentos que jogam em média 300 gramas de resíduos alimentares por dia nos canos das suas cozinhas. “Isso representa 18 mil toneladas de lixo despejadas diariamente nas águas”, explica.

Além de ecológico, o produto é mais higiênico que os ralos tradicionais por conta de uma alça acoplada ao cesto coletor. O acessório evita o contato direto com as sobras de alimentos na hora de esvaziar o recipiente. É uma maneira simples de evitar que as bactérias fiquem nas mãos e unhas, já que estudos apontam que o ralo da pia é o segundo lugar com maior quantidade de micróbios, atrás apenas do vaso sanitário.  “O manuseio de alimentos, principalmente as carnes cruas, requer uma higiene rigorosa. Por conta disso, esse modelo é bastante difundido no Japão, onde o sushiman prepara quase tudo com as mãos”, diz o diretor da Good House.

O empreendedor, descendente de japoneses, conta que descobriu esse tipo de ralo quando morou no país asiático e teve contato com a prática dos “3 r’s” do desenvolvimento sustentável – reduzir, reutilizar e reciclar.  “A água com menos resíduos é melhor para ser tratada e reaproveitada”, diz.

Voltado para quem está construindo ou reformando a cozinha, o produto pode ser adquirido no site da Good House por R$ 65,00. “Com a crise hídrica no Brasil, o momento é propício para as pessoas se conscientizarem e optarem por soluções mais sustentáveis”, completa o diretor da empresa.

Sobre a Good House
Empresa que atua na importação e venda de materiais hidráulicos e utilidades domésticas. Lançou no Brasil o Ralo Basket, uma adaptação de um popular ralo utilizado no Japão. Com sede em Presidente Prudente (SP), a companhia foi fundada em 2014 pelo empreendedor Sérgio Kawaguchi. www.goodhouse.com.br. (18) 4101-1414.
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Dá para patentear uma fruta?

BANDO DE FILHOS DA FRUTA

Dá para patentear uma fruta?

A exploração da rica biodiversidade brasileira é antiga, começou na época do descobrimento. Descubra como anda este submundo ilegal, em que estrangeiros tentam surrupiar o patrimônio natural de um país

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Diego Meneghetti - Mundo Estranho - 03/2015
Ilustração Bruno Rosal/Mundo Estranho

GRINGOS MALANDROS

A lei brasileira não permite patentear um ser vivo (ou parte dele, no estado natural). Mas as normas podem ser diferentes em outros países. Em 2003, uma empresa do Japão registrou o nosso açaí. Quem quisesse exportar a fruta para lá teria de pagar royalties ou inventar outro nome. A patente caiu em 2007, após mobilização do governo e de ONGs da Amazônia.

ROUBO NA MATA
Outro caso indireto do problema acontece quando empresas multinacionais se apropriam não da planta em si mas do conhecimento de índios e agricultores locais sobre ela. Elas o utilizam para criar remédios e outros produtos, mas não repassam a essas comunidades qualquer lucro ou benefício. Já rolou, por exemplo, com a andiroba, copaíba e cupuaçu.

NÃO É DE HOJE
A exploração da nossa biodiversidade vem desde 1500, quando os europeus quase fizeram o pau-brasil desaparecer por aqui. Outro caso catastrófico: em 1876, o inglês Henry Wickham contrabandeou 70 mil sementes de seringueira para Londres, fez uma seleção genética e encaminhou as melhores para a Malásia - que tomou nossa posição como um dos maiores produtores de látex do mundo.

QUEM MANDA NO QUÊ?
Para enfrentar o problema, a ONU criou, na Eco92, a Convenção sobre Diversidade Biológica. Mas sua incompatibilidade com outras legislações, internacionais ou locais, ligadas ao comércio exterior e ao registro de patentes, dá margem para que empresas e institutos de pesquisa continuem explorando, ilegalmente, a fauna e a flora de outros países. É a chamada biopirataria.

Curiosidade: há quem diga que a praga vassoura-de-bruxa foi trazida ao Brasil por estrangeiros para sabotar nossas safras de cacau.

Fontes: Ministério do Meio Ambiente, jornais Folha de S.Paulo e O Globo, revistas Comciência e Globo Rural, sites amazonlink.org e cdb.int e artigo Populações Tradicionais e a Convenção da Diversidade Biológica, de Manuela Carneiro da Cunh
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sábado, 30 de maio de 2015


Reprodução do Globo online
Reprodução do Globo online


O presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, que tomou posse no mês passado, segue o roteiro do "não sabia de nada", se diz perplexo com o escândalo da corrupção. Garante que não vai renunciar porque não tem nada com isso. Aliás, para se livrar, Del Nero está jogando Marin aos leões para ser devorado. O atual presidente era o vice de Marin. Mas é ingenuidade de Del Nero achar que vai escapar ileso. Agora não há mais como segurar o escândalo, o FBI é quem está investigando. Mais cedo ou mais tarde, Del Nero será obrigado a renunciar, sim. Sairá pela porta dos fundos da CBF e terá sorte se não for de camburão. 

FONTE BLOG DO GAROTINHO

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Quase 40 espécies de plantas ameaçadas de extinção no RJ

Quase 40 espécies de plantas ameaçadas de extinção no RJ

Publicado em 02/2015


SEA / Divulgação
Clique na foto para ampliá-la
Mais de 30 profissionais atuam em todo o Estado no Inventário Florestal do Rio de Janeiro

Keylla Thederich

Pelo menos 37 espécies de plantas, entre árvores, arbustos e cactos, catalogadas no Estado do Rio de Janeiro, estão ameaçadas de extinção. Nas regiões Norte e Noroeste, sete espécies de árvores estão ameaçadas em cinco municípios. Esse é o resultado parcial do Inventário Florestal do Rio de Janeiro divulgado no início do mês pela Superintendência de Biodiversidade e Florestas da Secretaria Estadual do Ambiente (SEA).

Na região, as sete espécies ameaçadas foram registradas nos municípios de Laje do Muriaé, Cambuci, Itaperuna, São Francisco de Itabapoana e São João da Barra. Entre elas estão cedro (Melanoxylon brauna), ipê amarelo da mata (Lecythis lurida), jequitibá (Cariniana ianeirensis), jequitibá-rosa (Cariniana legalis) e ingá-da-praia (Inga maritima). Os outros registros aconteceram na Região dos Lagos.

De acordo com a SEA, as amostras dos vegetais foram encaminhadas ao Jardim Botânico, onde serão analisadas e discutidas maneiras mais adequadas para a preservação. "As amostras serão avaliadas por especialistas e conforme a situação de cada uma será decidido sobre a necessidade de criar ou ampliar áreas protegidas para as espécies ou se elas serão incluídas em listas de reflorestamento", informou o coordenador do Inventário Florestal, Telmo Borges.

Relatório para definir as ações

Ainda segundo Borges, as análises fornecerão dados sobre uso da terra, composição e estrutura florestal em diversos solos, fertilidade dos terrenos, características e níveis de degradação das florestas. O projeto inclui informações sobre mudanças na cobertura florestal, condições de saúde das matas, uso de produtos, serviços da população local nas florestas, estoques de madeira, biomassa e carbono dos terrenos.

Iniciado em 2013, o inventário fez seis mil coletas botânicas nas regiões Norte e Noroeste Fluminense, dos Lagos e em parte da Região Serrana Fluminense. Foram investidos R$ 3 milhões, recursos de compensação ambiental da iniciativa privada. O inventário tem por objetivo produzir informações atualizadas sobre a Mata Atlântica no Rio de Janeiro e dos ecossistemas associados, como, por exemplo, restingas e manguezais, além de consolidar uma ferramenta de monitoramento da cobertura florestal do Estado. A meta é analisar 282 pontos espalhados por todo o Rio de Janeiro.

Mais de 30 profissionais, entre engenheiros florestais, biólogos, botânicos e técnicos, participam do projeto. Eles elaboram etapas de levantamento em campo, relatório socioambiental, criação de sistema de informações florestais, mapeamento da cobertura florestal, análise da paisagem e divulgação dos resultados ao público.

Aspectos socioambientais também são abordados, a partir de entrevistas com moradores do entorno destas áreas. Os temas tratados são o uso de produtos e serviços da floresta, percepção ambiental e mudanças climáticas, entre outros.

A expectativa é de que, até o fim do ano, o projeto conclua o estudo florestal em todo o Estado e divulgue um relatório com os resultados do trabalho, que ajudará na formulação de políticas públicas de uso sustentável e conservação florestal. Os dados do inventário serão atualizados a cada cinco anos. 

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Pudim propõe proibição de porte de armas brancas no Estado do Rio de Janeiro‏


O Primeiro-Secretário da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, deputado Geraldo Pudim, apresentou na última sexta-feira (22) o Projeto de Lei 435/2015 proibindo o porte de arma branca em todo território do estado. Apenas no mês de maio foram registrados nove ataques com facas a transeuntes na cidade do Rio. Alguns casos ganharam grande repercussão como a morte do médico Jaime Gold na Lagoa e o caso da chilena Isadora Ribas esfaqueada no pescoço na Praça Paris em tentativa de assalto. Entre janeiro e abril deste ano 72 casos de assassinatos com faca foram registrados no Estado do Rio de Janeiro.

Segundo dados do Instituto de Segurança Pública só em 2014 foram registradas 225 mortes por crimes cometidos com armas brancas. Armas brancas também foram utilizadas em 391 tentativas de homicídio, 13 latrocínios, 115 tentativas de lesões corporais e 1.440 casos de lesões corporais.

De acordo com o texto do projeto fica proibido o porte de facas, punhal, e similares com lâminas maiores de 10 centímetros em todo o território do Rio, salvo em circunstâncias que justifiquem o uso desses objetos. De acordo com Primeiro-Secretário, se aprovado, portar armar será considerado infração com multa que pode variar entre R$2.400 a R$24.000, a critério da autoridade policial.

“Este projeto cria um punição pecuniária, sem prejuízo do julgamento da autoridade policial que poderá enquadrar ou não o portador na tipificação penal específica se for o caso. A grande vantagem deste projeto é que se aprovado, chancelará as autoridades como Guarda Municipal e Polícia Militar a lavratura de multa e/ou condução do portador a delegacia para uma averiguação minuciosa do por que do porte de arma branca. A partir deste projeto a autoridade policial poderá ter um ensejo para condução do indivíduo, visto que o secretário de segurança pública vem justificando a não ação das forças de segurança por falta de amparo legal”, analisou o autor.

O projeto foi distribuído para Comissão de Constituição e Justiça e para Comissão de Segurança Pública.


​Íntegra do PL

PROJETO DE LEI Nº 435/2015

EMENTA:

PROIBE O PORTE DE ARMA BRANCA NO TERRITÓRIO DO ESTADO E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS

Autor(es): Deputado GERALDO PUDIM


A ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

RESOLVE:

Art. 1°. É proibido em todo território do Estado do Rio de Janeiro o porte das seguintes armas brancas, além daquelas previstas em outras legislações:
I - armas brancas destinadas usualmente à ação ofensiva, como faca, punhal, ou similares, cuja lâmina tenha mais de 10 (dez) centímetros de comprimento, salvo quando as circunstâncias justifiquem o fabrico, comércio ou uso desses objetos como instrumento de trabalho ou utensílios.

Art. 2º . O porte das armas de que trata esta lei sujeitam o infrator a multa no valor de 20 (vinte) a 200 (duzentas) UFERJ, a critério da autoridade policial, sem prejuízo da pena pelo crime ou contravenção correlato.

Parágrafo único - Caberá à Polícia Civil a autuação pela infração acima, devendo os valores decorrentes da arrecadação com as multas serem recolhido ao Fundo Especial da Polícia Civil.

Art. 3º. Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.


Plenário Barbosa Lima Sobrinho, 20 de maio de 2015


GERALDO PUDIM
Deputado Estadual



JUSTIFICATIVA

O Estado do Rio de Janeiro vem registrando inúmeros crimes praticados com uso de armas brancas (facas, canivetes, etc), o que pode até ser um reflexo do rigidez do Estatuto do Desarmamento, havendo várias reportagens de grande repercussão expondo essa mazela.
Por outro lado, as declarações prestadas publicamente pelas autoridades da segurança revelam uma falta de instrumentos legais para punir aqueles que portam armas brancas com o claro fim de cometer crimes.

Nesta linha, cabe lembrar o exemplo do Estado de São Paulo, onde há o Decreto estadual 6.911/35, que proíbe o porte dessas espécies de armas brancas, convindo aqui reproduzir posicionamento do Egrégio Superior Tribunal de Justiça a respeito:

“RECURSO ESPECIAL. PENAL. ART. 19 DA LEI DAS CONTRAVENÇÕES PENAIS. REVOGAÇÃO PARCIAL. ART. 10 DA LEI n.º 9.437/97. SUBSISTÊNCIA DA CONTRAVENÇÃO QUANTO AO PORTE DE ARMA BRANCA.

1. Com a edição da Lei n.º 9.437/97 (diploma que instituiu o Sistema Nacional de Armas e tipificou como crime o porte não autorizado de arma de fogo), o art. 19 da Lei das Contravenções Penais foi apenas derrogado,subsistindo a contravenção quanto ao porte de arma branca.

2. Recurso especial conhecido e provido”.

(STJ, R.Esp. n. 549.056, rel. Ministra LAURITA VAZ, DJU de 01.03.2004, p. 194).

Assecom do parlamentar

quarta-feira, 27 de maio de 2015


O desânimo de Eduardo Cunha, Rodrigo Maia (relator) e Leonardo Picciani com duas derrota na reforma política
O desânimo de Eduardo Cunha, Rodrigo Maia (relator) e Leonardo Picciani com duas derrota na reforma política


Um dos pontos cruciais da reforma política, o sistema eleitoral, deixou claro a dificuldade que será para aprovar qualquer mudança. Votou-se os sistemas distrital e distrital misto, além do chamado distritão. As três propostas foram derrotadas por larga margem. No caso do distritão, articulado por Eduardo Cunha, a proposta perdeu por 267 a 210. Portanto o sistema eleitoral continua o mesmo: proporcional.

Para qualquer mudança ser aprovada são necessários 308 votos. Os interesses são muito diferentes, não há maioria sólida para nada. Ontem, além da derrota no distritão, Cunha e o PMDB também foram derrotados na primeira emenda do financiamento eleitoral, queriam que constasse na Constituição o financiamento privado às campanhas. Outras propostas sobre o financiamento serão votadas hoje.

Depois pela ordem acertada por Cunha e os líderes serão votados:

- Manutenção ou não da reeleição
- Tempo dos mandatos
- Coincidência das eleições
- Cota para mulheres
- Fim das coligações proporcionais
- Cláusula de barreira
- Voto obrigatório
- Dia da posse do presidente da República 

FONTE BLOG DO GAROTINHO

terça-feira, 26 de maio de 2015

Audiência Pública debate pontos do Plano de Gestão Integrada da Orla de Farol de São Tomé

Audiência Pública debate pontos do Plano de Gestão Integrada da Orla de Farol de São Tomé


  Carlos Grevi
Projeto tem propostas de mudança na estrutura pesqueira
No próximo sábado (16/05), a praia do Farol de São Tomé vai receber uma audiência pública para a apresentação do Plano de Gestão Integrada da Orla da praia (Projeto Orla).
A audiência pública vai começar às 8h30 e será encerrada às 15h, no auditório da Colônia de Férias da Terceira Idade. O plano de gestão integrada foi elaborado por técnicos da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, membros do pré-comitê e pelo curso de Geografia da Universidade Federal Fluminense (UFF).
Além do diagnóstico ambiental e socioeconômico, o Projeto Orla tem propostas, como a mudança da estrutura pesqueira para a área do Complexo Farol-Barra do Furado, criação da unidade da restinga no Xexé.
As ações e medidas também incluem propostas pautadas na legislação sobre qualidade de vida e proteção do patrimônio material, histórico e cultural dos 28 quilômetros de orla do Farol de São Tomé.
“Campos é referência na execução do projeto. Podem participar, além dos moradores, as entidades representativas da sociedade civil, instituições públicas e privadas de toda natureza e razões sociais e demais interessados. Fará parte junto à mesa técnica, um representante da sociedade civil, um do governo municipal que compõe o Comitê Gestor e ainda administração pública federal e estadual envolvidas na implementação do projeto orla”, explicou o secretário de Meio ambiente de Campos, Zacarias Albuquerque. 

 Fonte Redação/Secom

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Sustentabilidade em debate no Museu Histórico

Sustentabilidade em debate no Museu Histórico


As atividades da 13ª Semana de Museus – Museus para uma Sociedade Sustentável, movimentaram o Museu Histórico de Campos, na tarde desta quarta-feira (20). Foram realizadas uma palestra e uma mesa redonda, com realidades locais. A gerente do museu, Graziela Escocard, representou a presidente da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima (FCJOL), Patrícia Cordeiro.

A primeira dinâmica trouxe a palestra “Sustentabilidade na Prefeitura de Campos – A3P”, proferida pelo secretário de Meio Ambiente, Zacarias Albuquerque. Na ocasião, foi apresentado o projeto Agenda Ambiental da Administração Pública (A3P). Zacarias enfatizou também, as ações do município no que diz respeito a projetos de reciclagem e reaproveitamento da água. 

No segundo encontro, foi promovida a mesa redonda “Discutindo a promoção de geração de renda para as famílias campistas”.  Participaram do debate, o professor Marcelo Gantos, da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf); a diretora do Projeto Caminhos de Barro, da Uenf, Idamara Rizzo, e a diretora das Casas de Cultura da FCJOL, Vera Carvalho.
A mesa redonda apresentou os resultados do projeto Trilho das Artes, da Casa de Cultura José Cândido de Carvalho. A artesã Rosana Galaxe, participou do evento, expondo suas criações. 

– Foi uma tarde de produtivos encontros. Estamos muito felizes. As peças do Projeto Caminhos de Barro ficarão na Sala de Exposição do museu até o dia 21 de junho, assim como as criações do Trilho das Artes, que estão na recepção do solar – disse Graziela Escocard. 


Por: Da Redação - Foto: Divulgação -  20/05/2015 21:21:31

Como será a primeira cidade 100% sustentável do planeta?

Como será a primeira cidade 100% sustentável do planeta?

Ela empregará apenas energias renováveis, reutilizará todo o lixo que produz, terá apenas transporte público (movido a eletricidade) e neutralizará toda a sua emissão de gás carbônico. Parece sonho, mas está virando realidade desde 2008, em um deserto nos Emirados Árabes Unidos, a 30 km da capital, Abu Dhabi

-  A  A  +
Laura Capanema
Mundo Estranho - 08/2014
design Thales Molina
Por enquanto, Masdar (fonte, em árabe) é apenas um canteiro de obras em torno de seis prédios e uma universidade, mas, até 2030, quando ficar pronta, seus 6 km2 abrigarão 40 mil pessoas e apenas empresas não poluidoras. O custo do projeto será de cerca de US$ 22 bilhões.

URBANISMO ECOLÓGICO
Movida a sol e vento
Como a região recebe quase 12 horas diárias de sol, usinas solares com imensos painéis foram distribuídas estrategicamente ao redor do empreendimento. Uma torre de energia eólica de 45 m (o equivalente a um prédio de 15 andares) captará as correntes de ar frio e também informará aos moradores a quantidade de energia consumida no dia.

O pedestre é rei
Todos os veículos serão públicos, elétricos e automatizados e só circularão no subsolo. Por meio de totens eletrônicos, qualquer um poderá solicitar um carro para até quatro pessoas. Aí, é só digitar o endereço de destino no computador de bordo. Haverá também transporte coletivo em trilho suspenso, com partidas rumo a Abu Dhabi a cada meia hora.

Vá pela sombra
Quem planeja uma cidade do zero tem a vantagem de poder "mexer" nos seus elementos climáticos. Para aproveitar a brisa do deserto, Masdar será erguida sobre uma elevação de 7 metros. E, para evitar a incidência do sol escaldante da região, as ruas serão estreitas, potencializando a canalização do vento e a formação de sombras.

Coração e cérebro
A obra está crescendo em torno do Instituto de Ciência e Tecnologia, um prédio de 163 mil m2, que abriga um braço do aclamado Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) dos EUA. Ela reúne pesquisadores e professores interessados em aprimorar as soluções de sustentabilidade. Já conta com 337 estudantes de 39 países (incluindo brasileiros).

Prédios espertos
Até a arquitetura dos prédios é controlada. Eles terão design inteligente, altura máxima de 40 metros e painéis solares no telhado. Elementos estruturais como madeira certificada e paredes duplas facilitarão o isolamento térmico. Serão abastecidos com água do mar da Arábia dessalinizada, reaproveitada após o uso.

Projeto com grife
O projeto urbanístico, encabeçado pelo famoso arquiteto inglês Norman Foster, inclui estações de tratamento de água e esgoto e centros de reciclagem. As diversas áreas arborizadas darão preferência a espécies que produzem biocombustíveis. A praça central terá toldos que vão abrir e fechar ao longo do dia, de acordo com a temperatura.

Polo corporativo
Uma das razões para os Emirados construírem Masdar é "limpar a consciência": atualmente, o país depende muito do petróleo abundante em seu território e tem uma das maiores taxas per capita de consumo de energia. A cidade pretende atrair até 1.500 empresas sustentáveis com um pacote de incentivos. General Electric, Mitsubishi e Siemens já estão confirmadas.

A terra há de comer
Masdar já recicla 86% dos resíduos da própria construção. A madeira é picada e aplicada em áreas ajardinadas e o concreto é moído e reutilizado no preenchimento do solo. Para restos orgânicos, a comunidade terá usinas públicas de compostagem, cujo adubo será usado nas áreas verdes. Moradores também receberão composteiras domésticas.

Fontes: Sites BBC, EXAME, Masdar e Foster and Partners

domingo, 24 de maio de 2015


Reprodução do Brasil 247
Reprodução do Brasil 247


Claro que não concordo com tudo aquilo que Ciro Gomes diz, mas é inegável que ele é um dos poucos que fala o que acha, doa a quem doer. Só quero ver se alguém vai colocar a carapuça. A minha expectativa é que, mesmo com a demora inevitável decorrente dos ritos jurídicos, no final da Operação Lava Jato, quando for a julgamento no Supremo Tribunal Federal e no Superior Tribunal de Justiça alguns "gatunos" sejam varridos do poder. 

FONTE BLOG DO GAROTINHO 

Pai e dois filhos detidos transportando 7 toneladas de sementes de aroeira no Farol

Pai e dois filhos detidos transportando 7 toneladas de sementes de aroeira no Farol


  Divulgação
Carga era transportada sem autorização de órgãos ambientais
Um homem e dois filhos foram detidos por agentes dos postos 12 e 15 do Batalhão de polícia Rodoviária Estadual (BPRv), na tarde desta quinta-feira (14/05), por volta das 16h30, na Avenida Boa Vista, na praia do Farol de São Tomé, em Campos, fazendo transporte ilegal de sementes de aroeira. O caso muito semelhante ao dos irmãos detidos na RJ-224, na noite desta quarta-feira (13/05), em São Francisco de Itabapoana.
De acordo com informações dos policiais, A.P.B. e seus filhos A.B.B. e F.B.B. foram detidos depois deles receberem informações de que um caminhão vermelho estaria fazendo o transporte ilegal do material. Os agentes seguiram o veículo e em abordagem encontraram cerca de sete toneladas de sementes de aroeira.
Como os suspeitos não apresentaram a liberação dos órgãos ambientais competentes, que autorizam a extração, transporte e comercialização do material, foram conduzidos à 134ª Delegacia Legal do Centro de Campos, onde a ocorrência foi registrada.

 Fonte Ururau

sábado, 23 de maio de 2015

Depois da internet, a política nunca mais será a mesma

As manifestações de 15 de março mostram como as redes sociais ajudaram os cidadãos a ganhar maior protagonismo e influência na política

BRUNO FERRARI E THAIS LAZZERI COM ARIANE FREITAS, IGOR UTSUMI, LEOPOLDO MATEUS E LÍVIA CUNTO SALLES
03/2015 

FONTE REVISTA ÉPOCA
Assine já!
MOBILIZAÇÃO Manifestantes na Avenida Paulista, em São Paulo. O protesto reuniu cerca de 1 milhão de pessoas, segundo a PM (Foto: Bruno Fernandes / Fotoarena)
AGITADOR DIGITAL O empresário Rogerio Chequer, do Vem pra Rua, em São Paulo. O movimento atraiu 367 mil seguidores no Facebook (Foto: Camila Fontana/ÉPOCA)
A mobilização do último dia 15 de março, que levou 2,3 milhões de brasileiros às ruas em protestos contra a corrupção e contra o governo Dilma Rousseff, começou com o toque de um celular. No início do ano, um dos quatro aparelhos usados pelo administrador de empresas Marcello Reis, de 40 anos, de São Paulo, registrou a chegada de uma mensagem via WhatsApp, o mais popular aplicativo de troca de mensagens gratuitas do Brasil. A mensagem convocava para manifestações contra a falta de água em São Paulo, o reajuste de 50 centavos na tarifa de ônibus da cidade e contra a corrupção. O mesmo torpedo irrompeu na tela do smartphone do empresário Rogerio Chequer, de 46 anos, sócio de uma agência de comunicação em São Paulo. A origem da mensagem é controversa. Segundo Reis, quem disparou a convocação para a mobilização foi o Movimento Passe Livre (MPL). Seria irônico, pois o MPL também foi protagonista das manifestações de junho de 2013 – mas o MPL, ouvido por ÉPOCA, negou a autoria do viral.
Sobre o que aconteceu a partir dali, não há dúvidas e vai virar história. Marcello Reis, um dos organizadores do Revoltados On Line, movimento que tem 739 mil seguidores no Facebook e agita a bandeira do impeachment da presidente Dilma Rousseff, gravou um vídeo com uma convocação para a mobilização no dia 15. Chequer, um dos coordenadores do Vem pra Rua – movimento anticorrupção criado na internet em novembro de 2014, que atraiu 367 mil seguidores com seus apelos “aos indignados com a nossa classe política” –, também aderiu. Usaram tablets, smartphones e computadores para espalhar a chamada às ruas. A mobilização cresceu em nível nacional, com o engajamento de cidadãos descontentes e outros pequenos movimentos de caráter local, como o Cariocas Direitos, liderado pelo engenheiro Denis de Abreu, de 37 anos, ex-líder estudantil e ex-integrante do PMDB. Em pouco tempo, ergueu-se uma onda gigantesca que ultrapassou as fronteiras da bolha virtual e encheu as ruas naquel domingo. “O desrespeito ao povo brasileiro é nosso maior fator de engajamento”, diz Chequer, do Vem pra Rua. “E que melhor ferramenta para alcançar mais gente do que a internet?”
Mais conectados e mais engajados  (Foto: época )
Ele tem razão. Arregimentar milhões de pessoas num prazo tão curto era  impossível nos tempos dos megafones e caminhões de som. Na era das redes sociais, no entanto, um mero clique de compartilhamento de uma mensagem ou de um vídeo pode ser um gatilho para reunir uma multidão em torno de uma causa. Basta que as mensagens tenham o conteúdo e o tom corretos para engajar emocionalmente seus destinatários e sejam distribuídas pelos canais adequados para alcançar o maior número de cidadãos. “As redes sociais têm o poder de construir uma tensão emocional entre pessoas espalhadas por vários bairros e cidades”, diz  o italiano Paolo Gerbaudo, professor de cultura digital e sociedade do King’s College, de Londres, e autor do livro Tweets and the streets (Tuítes e as ruas, na tradução em português). “Elas podem criar um senso contagioso de antecipação ou de ímpeto.” Segundo Gerbaudo, isso se deve a uma característica das redes sociais. Elas permitem conversas abertas ao público, ao mesmo tempo que são canais para criar uma intimidade entre os mais diversos interlocutores.
Vive-se um segundo momento do uso das redes sociais na política. Acabou a era dos “manifestantes de sofá”, que se limitavam a criar grupos de protestos e a assinar petições on-line. Elas servem, agora, como ferramenta para levar gente para a rua. E, com isso, influenciam a agenda dos governantes. Depois das manifestações de 15 de março, a presidente Dilma Rousseff anunciou um pacote anticorrupção para mostrar que ouvira a voz das ruas. A combinação entre internet e as ruas é explosiva, mas ela não substitui as instituições próprias da democracia. Passeatas não mudam leis, não derrubam governos, não promovem mudanças radicais. Quem faz isso são os representantes eleitos pelo povo. A política nunca mais será a mesma porque, para esses representantes, não é mais possível ignorar a voz das ruas. No Brasil, o primeiro capítulo dessa nova tendência ocorreu em junho de 2013. O segundo foi agora, com a reunião de 2,3 milhões de pessoas em várias cidades brasileiras em 15 de março. É tanta a facilidade para convocar gente via redes sociais que seria ingenuidade dizer que vai parar por aí. Já existe outra manifestação convocada para o dia 12 de abril, pelo Movimento Brasil Livre, um dos responsáveis pela organização do 15 de março.
>> O pacote anticorrupção proposto por Dilma Rousseff

O marco inicial do casamento entre ruas e redes foi a Revolução Verde, que ocorreu no Irã em 2009. Na ocasião, com os meios de comunicação sob vigilância e após denúncias de manipulação das eleições na vitória do presidente Mahmoud Ahmadinejad, os iranianos usaram o Twitter e outras redes sociais para convocar manifestações que abalaram o regime teocrático dos mulás. Os militantes políticos descobriram, assim, um primeiro uso das redes sociais: burlar a censura. Um segundo momento ocorreu nos protestos contra o presidente Hosni Mubarak em janeiro de 2011. Redes sociais livres de monitoramento ajudaram na convocação dos manifestantes, que chegaram a 2 milhões. Elas também foram fundamentais para divulgar o movimento no mundo, especialmente nos países muçulmanos – desencadeando o que ficou conhecido como Primavera Árabe. As manifestações de junho de 2013 no Brasil foram igualmente desencadeadas pelas redes sociais. Entidades como o Movimento  Passe Livre, o MPL, usaram o Facebook para capitalizar o descontentamento da população com a violência policial que marcou uma das primeiras manifestações – na qual jornalistas chegaram a ser feridos com balas de borracha. Por fim, as passeatas de 15 de março consagraram o WhatsApp como ferramenta para arregimentar manifestantes.
 
PRIMEIRO CAPÍTULO Protestos em  São Paulo em junho de 2013. Reivindicação por melhores serviços   (Foto: Mauricio Lima/The New York Times)
As manifestações se beneficiaram do aumento exponencial, no Brasil, do acesso a tecnologias digitais. Os brasileiros donos de smartphones eram pouco mais de 30 milhões durante as jornadas de junho de 2013. Hoje, segundo dados do Ibope, são 58,6 milhões. O aplicativo WhatsApp mais que dobrou sua base de usuários no país e se popularizou como “zap zap”. O último dado oficial, divulgado em meados de 2014, dizia que, dos 468 milhões de usuários do WhatsApp no mundo, 38 milhões estavam no Brasil. Hoje, segundo estimativas não oficiais (o WhatsApp não informa mais os dados), são mais de 50 milhões de brasileiros trocando mensagens, fotos e vídeos pelo aplicativo. Junto com a evolução da qualidade das câmeras dos celulares, isso gerou também um fenômeno comportamental: a onda do selfie. Selfie sozinho, em família ou com o pau de selfie. E, agora, selfie em manifestações. O recurso foi muito usado nas passeatas do último dia 15 – em que muitos fizeram questão de mostrar a si próprios em meio a policiais que escoltavam pacificamente os manifestantes. Isso acaba tendo um efeito multiplicador. Primeiro, as redes sociais convocam os manifestantes. Depois, por meio dos selfies, os manifestantes que estão na rua estimulam a participação de mais e mais manifestantes.
“Os usuários descobriram que podem influenciar politicamente com seu pronunciamento público”, diz Carlos H. Moreira Jr., diretor de desenvolvimento de mercados do Twitter para a América Latina. “Isso é uma mudança de comportamento.” Na linguagem dos acadêmicos, esse processo é descrito como o “empoderamento do cidadão”. Na prática, ele se traduz na preferência por alguns termos ou palavras de ordem. ÉPOCA teve acesso a uma análise exclusiva realizada pelo Twitter em parceria com o Ibope, que acompanhou 609 mil tuítes do dia 1º de março até o início do dia 15. O objetivo era entender a agenda das manifestações e quais personagens estavam mais associados a ela. Segundo a análise, 40% dos tuítes faziam referência ao impeachment da presidente Dilma Rousseff. Nos cinco temas mais citados, apareceram também corrupção (4%), a CPI da Petrobras (2,2%) e golpe militar (menos de 1%). Isso mostra que, se as redes sociais potencializam a emoção dos usuários, foi o sentimento antipetista que encheu as ruas no dia 15.
>> O novo ativista digital

Sem pesquisas oficiais como a feita pelo Twitter e pelo Ibope, os organizadores das manifestações de 15 de março entenderam a mudança de comportamento do público. Mesmo com ideologias e estilos bem diferentes, eles atuam de forma muito parecida nas múltiplas plataformas virtuais. Em primeiro lugar, eles se estruturaram para atender a vontade dos brasileiros de extravasar suas opiniões e sua indignação. Todos os movimentos postaram vídeos, imagens e mensagens dos seguidores – inclusive das reações de repúdio aos discursos da presidente Dilma Rousseff. Assim, o número de curtidas e compartilhamentos aumentou exponencialmente. Eles também se organizaram internamente para chegar ao maior número de pessoas. O Movimento Vem pra Rua tem 30 organizadores e 20 líderes regionais voluntários. Eles elegem o material que terá maior propagação nas redes e os temas que precisam de esclarecimentos pontuais. As manifestações podem ser espontâneas e ter coordenadores pulverizados – mas esses coordenadores usam de estratégia em seu trabalho.
 
SEGUNDO CAPÍTULO Protestos em São Paulo em  15 de março.  O sentimento antipetista uniu os manifestantes (Foto:  Filipe Redondo/ÉPOCA)
Marcello Reis, do Revoltados On Line, diz passar 18 horas por dia conectado. Parte desse tempo é usada para escolher os administradores da página (20 no total), que podem publicar conteúdo sem restrição, e os 150 colaboradores, responsáveis pela interlocução com a imprensa nacional e estrangeira, entre outras atividades. No processo de seleção dos colaboradores, Reis acompanha, por 90 dias, o perfil do usuário, sem avisá-lo. Se aprovado, ele convida o potencial colaborador para uma conversa on-line. O trabalho, diz Reis, garante a audiência. A página do Revoltados no Facebook teve mais de 41 milhões de visualizações desde a criação, em agosto de 2010.
Ao longo da história, as ruas  se consolidaram como um palco privilegiado das manifestações políticas. Isso vale para a Revolução Francesa e para os protestos de maio de 1968 – e, no Brasil, para demonstrações como a campanha das Diretas Já ou o movimento que pediu o impeachment de Fernando Collor em 1991. A diferença é que agora entrou em ação uma ferramenta tecnológica poderosa, com capacidade de dar voz e poder de influência a qualquer pessoa com um smartphone na mão. Com essa tecnologia, as ruas – e os cidadãos nelas – ganharam poder de influenciar a agenda política. Um exemplo da influência dos novos movimentos gerados pelas redes sociais se vê nos Estados Unidos. O movimento OcupemWall Street surgiu em reação às consequências da crise do mercado financeiro desencadeada pela quebra do Lehman Brothers, em 2008. O movimento – cujo slogan, criado por publicitários, era “Somos os 99%” – eclodiu em Nova York em setembro de 2011. E colocou definitivamente o tema da desigualdade na agenda política americana. Nas democracias, como diz o pensador espanhol Manuel Castells, a dinâmica da política será cada vez mais essa. As ruas influenciarão mais e mais a agenda – mas continuará cabendo aos partidos políticos, às instituições, como o Congresso Nacional, e aos governos eleitos adaptarem-se à nova realidade e encaminhar as respostas e as soluções para os gritos que vêm das redes.