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sábado, 31 de maio de 2014

Conheça 5 espécies da Mata Atlântica que estão "em perigo"

Conheça 5 espécies da Mata Atlântica que estão "em perigo"
e Maio de 2014 • 



Vinte e sete de maio é considerado o Dia da Mata Atlântica. No entanto, não existe muito o que se comemorar. O bioma que está presente em 17 estados brasileiros foi terrivelmente desmatado desde que os colonizadores chegaram ao Brasil. Hoje, apenas 8,5% da vegetação original permanece em pé, conforme dados da ONG ambientalista, SOS Mata Atlântica.
Além de perder espécies únicas da flora, esse desmatamento, aliado a outras causas, como a caça predatória, resultam na extinção de muitos animais. A biodiversidade da Mata Atlântica está terrivelmente ameaçada. Para mostrar o que nós vamos perder se não mudarmos esse cenário, o CicloVivo separou uma lista com cinco animais classificados como “em perigo” pelo Instituo Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade. Veja quais são eles:
1. Mico-leão-da-cara-dourada
Cientificamente conhecido como Leontopithecus chrysomelas, este é um pequeno primata que vive em florestas próximas ao litoral. Eles têm as frutas como alimento principal, mas em alguns casos também se alimentam de flores, néctares e pequenos ovos de aves ou vertebrados. Esta espécie é característica de florestas bem conservadas. Isso já justifica sua presença na lista de animais ameaçados.
2. Anambezinho
Este pássaro discreto e de pequeno porte é naturalmente raro. Para dificultar ainda mais a sua incidência, o Iodopleura pipra leucopygia costuma viver apenas em matas primárias ou que estejam em estado avançado de recuperação. A maior curiosidade sobre esta espécie está relacionada aos machos, que exibem um pequeno tufo de penas violetas no flanco sempre que são excitados.
3. Jacutinga
Esta ave é bastante emblemática. Ela costuma viver em regiões de baixa e média altitude e suspeita-se que seja um de seus hábitos migrar de acordo com a frutificação de algumas espécies. Sua importância para a preservação é enorme, já que a Aburria jacutinga normalmente regurgita ou elimina sementes junto com as fezes. O período de reprodução deste animal ocorre apenas entre agosto e novembro, quando a fêmea bota de dois a três ovos.
4. Cara-pintada
O Phylloscartes ceciliae é uma espécie pouco conhecida e muito rara. Uma das razões para ele ser tão único é o fato de estar confinado a áreas restritas, apenas em Alagoas e Pernambuco. Ele possui apenas 12 centímetros e se alimenta basicamente de pequenos insetos.
5. Borboleta-da-Praia
Apesar de ser facilmente criada em cativeiro, a Parides ascanius não é uma borboleta de vida longa. Quando adulta, esta espécie vive entre duas semanas e um mês, com baixo poder de dispersão. Além disso, elas ocorrem apenas em matas de restinga paludosa no Rio de Janeiro e no extremo sul do Espírito Santo.
Redação CicloVivo

Justiça dá prazo de 72 horas para órgãos falarem sobre rio

Justiça dá prazo de 72 horas para órgãos falarem sobre rio


Suzy Monteiro
AN
Foto: Rodrigo Silveira
A 2ª Vara Federal de Campos deu um prazo de 72 horas para que órgãos federais e o governo de São Paulo se pronunciem sobre a transposição do rio Paraíba do Sul. A decisão ocorre na ação civil pública, movida pelo procurador da República, Eduardo dos Santos Oliveira, contra a União, a Agência Nacional de Águas (ANA), o Estado de São Paulo e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para impedir a transposição do rio Paraíba do Sul.
O Ministério Público Federal (MPF) havia pedido à Justiça que impedisse a ANA, o Ibama e à União de autorizarem obras de transposição do rio, enquanto não forem realizados estudos ambientais abrangentes.
O MPF também pediu a Justiça que impeça o Estado de São Paulo de fazer qualquer obra sem esses estudos, que deverão ser realizados pelo Ibama, com o apoio dos órgãos estaduais do Rio de Janeiro, de São Paulo e Minas Gerais. Outro pedido feito pelo MPF é que o Ibama realize consultas públicas aos moradores dos estados e 184 municípios abastecidos pelo rio.
O governo paulista planeja usar parte da água do Paraíba do Sul, que nasce no estado, para abastecer a região metropolitana de São Paulo. Os reservatórios que abastecem a Grande São Paulo estão atualmente em níveis críticos, devido à falta de chuvas neste ano.
O procurador ressalta que a transposição pode significar prejuízos ambientais e falta de água para população fluminense.
— É importante ressaltar que a Região Metropolitana de São Paulo dispõe de quatro outras bacias hidrográficas como alternativa de aumento de disponibilidade hídrica. Já a Região Metropolitana do Rio de Janeiro depende principalmente da bacia do Paraíba do Sul e outros 57 municípios fluminenses têm a bacia como única alternativa — alertou o procurador, em entrevista na quarta-feira.
30/05/2014 11:00

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Brasil da mata

Brasil da mata

Nenhum outro país do mundo tem uma combinação de biomas tão ricos e diferentes como a Amazônia e o Pantanal. O primeiro é gigante: ocupa 49% do território brasileiro, e se explora navegando pelos rios. O segundo é comparativamente bem menor: apenas 2% do país, e se vê principalmente por terra. Em comum, a abundância das heranças culturais e gastronômicas dos povos locais, flora exuberante e variedade da fauna - e tudo pode ser conferido sem susto. Aventura, mas sem jogar (necessariamente) o conforto às feras

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Luiz Felipe da Silva
Viagem E Turismo - 02/2014
Valdemir Cunha / Luciano Candisani


Olho na Bicharada
Sinfonia pantaneira

Lá pelas 5 da manhã, o Sol já se reflete nas gotas de orvalho nas folhas das árvores, e o silêncio da mata dá lugar a uma espécie de sinfonia silvestre: cantando, os pássaros decolam em direção ao céu alaranjado. Por terra, capivaras, veados, jacarés andam lado a lado para alcançar os pontos onde o Sol já esquenta. Parece coisa de desenho animado, mas essa sequência é default na alvorada do Pantanal, observada desde a MT-060, a Rodovia Transpantaneira. Ao longo dos seus 145 km, dá para ver e entender bem o que é esse bioma, único no mundo.

A rodovia fica no município de Poconé, a 104 quilômetros de Cuiabá, destino do Pantanal que melhor combina hospedagens confortáveis e exposição às aventuras pantaneiras. Chegar até seu ponto de partida é fácil e, na seca (apenas de abril a setembro), qualquer carro 1.0 leva até Porto Jofre, ao sul, onde a viagem por terra termina. Ao longo da via de terra batida, vê-se um pouco de tudo: desengonçados tuiuiús que correm para cruzar a pista e vagarosos jacarés que, se não lagarteiam na estrada (a dica é andar devagar; não é nada difícil confundi-los com a sombra das árvores), nadam em "cardume" nas poças d’água sob uma das 122 pontes de madeira espalhadas pelo caminho.

Tudo bem, não dá para ver as mais de mil espécies de animais que vivem nesse ecossistema de 210 quilômetros quadrados. Mas não é lá muito difícil observar capivaras, veados, porcos-do-mato e tamanduás esgueirando-se entre as árvores ou bebericando das águas que inundam a superfície a 100 metros do nível do mar, especialmente na época da seca.

Neste período, a copa das árvores é menos encorpada, mas em dois momentos a natureza exibe sua paleta: na floração das piúvas, quando a paisagem se pinta de rosa, e na floração do para-tudo, que colore de amarelo o verde-e-marrom que predomina no Pantanal. Na cheia (de outubro a março), a beleza surge na flora: as folhas assumem formas exuberantes na copa das árvores - é bom lembrar, entretanto, que nessa época é preciso mais do que um 1.0 para vencer a estrada coberta de barro.

Na cheia ou na seca, os passeios de barco são indispensáveis para uma experiência completa - muitos dos bichos mais ansiados pelos turistas só são vistos em meio à água. Em qualquer hotel de ecoturismo é de praxe: guias assumem a proa de barquinhos motorizados, navegam por rios e cortam igapós e corixos, de onde se veem, por exemplo, lontras e ariranhas. É também onde a onça-pintada (que aqui chega a 2,4 metros de comprimento e peso de 130 quilos) surge com mais frequência. De hábitos noturnos, o maior felino do continente americano raramente caça ou se movimenta sob a luz do Sol - seus trajetos mais constantes a levam para a margem dos rios, para beber água. Com paciência - ou alguma sorte -, você encontrará uma delas. A partir de Porto Jofre, barcos levam a passeios por uma região onde há onças em maior número.

ISCA, ANZOL OU BOA MESAÉ em Porto Jofre, também, que dá para encontrar barqueiros que levam até o Parque Nacional do Pantanal Matogrossense. O acesso ao parque é restrito (é obrigatório obter uma autorização do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, ICMBio, para entrar, realizar atividades e acampar lá dentro) e difícil (chega-se a ele apenas navegando quatro horas pelo rio Cuiabá ou em cerca de uma hora de voo a partir de Poconé ou Corumbá), daí ser aconselhado apenas para aventureiros mais experientes.

O parque fica em uma das regiões mais ricas em diversidade de peixes: por ali passa a maior parte das 250 espécies que vivem no Pantanal. Como a pesca é proibida em seus limites, os amantes da isca e do anzol preferem cidades vizinhas da bacia do rio Paraguai, caso de Corumbá e Cáceres, repletas de hotéis equipados para pesca, com embarcações próprias e aluguel de equipamentos. Quem topa passar dias no balanço dos rios pantaneiros a bordo de barcos-hotel precisa se preparar para gastar bastante: as diárias não custam menos de R$ 1.000, sempre no sistema all-inclusive.

Ninguém precisa, porém, pescar para provar os peixes típicos do Pantanal. "Quem come cabeça de pacu nunca mais sai daqui" é um ditado de Cuiabá que circula Pantanal afora. Refere-se ao sabor do carnudo e gorduroso peixe, encontrado mais frequentemente na versão costela frita, conhecido como "ventrecha". A piraputanga, o dourado (cuja pesca é proibida no Mato Grosso) e o pintado (o mais encontrado nas mesas da região) são os outros pescados que mais fazem salivar os turistas.

Nos hotéis de ecoturismo de Poconé, o esquema é quase sempre o mesmo: os hóspedes são aceitos apenas mediante reserva, e a diária inclui pensão completa e pelo menos dois passeios por dia. As atividades principais são as mesmas. O crème de la crème é o safári fotográfico que, no fim do dia, leva o nome de focagem noturna. O passeio começa quando as únicas luzes são a da Lua e a da lanterna do guia - ou seja, é ideal para ver animais de hábitos noturnos.

Ao sul do rio Cuiabá, o Pantanal Sul, onde fica a maior porção de terra do bioma, tem bons hotéis. Nas redondezas do município de Miranda estão as hospedagens com perfil mais intimista. No Refúgio Ecológico Caiman e no Refúgio da Ilha há passeios personalizados, e as refeições acompanham as preferências dos hóspedes. Nas regiões do rio Negro e da Nhecolândia, que compõem, digamos, o "Pantanal profundo", o acesso só ocorre em veículos 4x4 ou de avião, a partir de Aquidauana ou de Campo Grande. Lá, a pegada é roots: os passeios de cavalo entre grandes poças d’água e áreas de campo são uma constante.

De norte a sul, com mais conforto ou na base da raça, é possível se aventurar sozinho pelo Pantanal com alguma segurança: mesmo à noite, dá para pegar o carro e, com bastante atenção, rodar pelas vias de terra. Na Amazônia, porém, a história é diferente.

CAMINHOS DA FLORESTAOs principais caminhos da floresta amazônica são percorridos sobre a água. Por isso, não há paisagem que não se veja duas vezes ao mesmo tempo: aonde quer que se vá, o Sol, as árvores e os animais espelham-se na imensidão de água doce que corta a maior floresta do planeta, com seus 4.200 quilômetros quadrados. O roteiro turístico está nos arredores das principais artérias amazônicas, o rio Negro e o rio Solimões. Próximo de Manaus, os dois, aliás, protagonizam um dos espetáculos da viagem: o encontro das águas, que, com diferenças de densidade, velocidade, acidez e temperatura, correm lado a lado por cerca de seis quilômetros sem se misturar.

A imponência bruta da natureza faz da Amazônia um destino propício para quem procura ver um bioma (quase) virgem da influência humana, ao contrário do que se vê no Pantanal. Outra diferença é que não dá para pegar um carro e sair desbravando a natureza - na Amazônia, o turismo é baseado nas hospedagens de selva. Espalhados entre rios e igapós de regiões ermas, os lodges dispõem de boa estrutura, em construções de concreto ou de madeira e equipados com canoas e barcos motorizados, geralmente com assentos acolchoados e cobertura. Os hotéis funcionam tanto na seca (de julho a novembro), quando se formam algumas praias fluviais naturais, como na cheia (de dezembro a março), período em que a água sobe a quase 30 metros. Os nativos dividem essas duas épocas em, respectivamente, verão e inverno, mas não se engane: o calor é forte o ano todo.

Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, localizada entre os municípios de Tefé e Uarini, sedia a Pousada Flutuante Uacari, hospedagem onde o contato com a natureza é mais intenso. É, também, a mais distante. Para chegar é preciso pegar um voo de uma hora entre Manaus e Tefé e, de lá, mais quase uma hora de barco. Nos mais de 1 milhão de hectares vivem onças-pintadas, aves diversas, macaquinhos como o uacari - que batiza a região - e botos-cor-de-rosa (sim, eles existem!). De modo geral, é difícil avistar animais na Amazônia, mas isso não se aplica aos botos ali: um passeio de barco de 20 minutos é suficiente para encontrar um deles. São tantos que a reserva se tornou um centro de excelência em pesquisa e recebe frequentemente biólogos que palestram para os hóspedes.

Seguem a mesma linha o Juma Amazon Lodge (em Autazes, a três horas de Manaus) e o Anavilhanas Jungle Lodge (em Novo Airão, a duas horas da capital). O Juma, além de workshops com pesquisadores, tem na grade de atividades o arvorismo em exemplares gigantes, caso da sumaúma, a "rainha da Amazônia", que chega a mais de 80 metros. O Anavilhanas investe em um menu de serviços mais exclusivos: desde o quarto com paredes de vidro para observar, da cama, os movimentos da selva até passeios como a visita às Grutas de Madadá e o roteiro de barco pelas margens do exuberante arquipélago de Anavilhanas, que compreende 400 ilhas nas águas do rio Negro. A cereja no bolo é o voo de hidroavião sobre as ilhas fluviais: custa R$ 2 000 para até quatro pessoas.

TAMBAQUIS E PASSARINHOSQuem faz questão de fugir do luxo encontra no Malocas Jungle Lodge (em Rio Preto da Eva, a uma hora de Manaus) a experiência mais selvagem. Não há energia elétrica, e uma construção de concreto que simula uma maloca indígena abriga os quartos. Uma das atividades tradicionais do turismo local, o pernoite na selva, ganha aqui sua versão mais roots: o hóspede cai na mata com o guia e monta seu próprio abrigo, produz o fogo e trata de pescar o peixe que será sua próxima refeição. Alguém se habilita?

Nascidos ali, com a água no pescoço, sobre palafitas de madeira, os ribeirinhos formam comunidades cuja riqueza cultural rivaliza com a beleza do pôr do Sol na preferência do turista. Esses moradores da floresta abrem suas casas aos viajantes e contam suas histórias, em visitas intermediadas pelos hotéis. O clímax ocorre quando chega à mesa a refeição, com cardápio simples, mas certeiro: tambaquis e jaraquis frescos, farinha e frutas típicas, como o bacuri ou o abacaxi da Amazônia, mais doce do que o convencional.

Para o almoço ou para o jantar, acostume-se com o peixe e a farinha. A variedade de pescados é de apenas dez, e brilham o tambaqui (principalmente na receita da costela na brasa), o tucunaré (na caldeirada) e o pirarucu, conhecido como "bacalhau da Amazônia". Para acompanhar a refeição, estará em cima da mesa um pote com pequenas "ovinhas". É, na verdade, a farinha de Uarini, tesouro gastronômico da cidade de mesmo nome, bem mais grossa do que as farinhas convencionais - é feita a partir da mandioca amarela em um processo que dura cerca de uma semana.

A herança ribeirinha e indígena é nítida também na língua local. Murici, araçá-boi e matrinxã são casos de palavras já incorporadas ao dicionário gastronômico contemporâneo. Agora, desvendar os nomes das centenas de aves amazônicas é tarefa apenas para nativos. Sid, da pousada Aldeia dos Lagos, em Silves, e Cleudilon "Passarinho", da Garrido, em Tumbira, são exemplos de guias que dominam a selva como se fosse a extensão de seu jardim. Aficionado por pássaros, Cleudilon aprendeu a imitar o canto de 32 deles e é especialista em birdwatching. Sid, conhecido como "Boto", monta diferentes roteiros de barco todos os dias, seguindo seu instinto para desbravar igapós e encontrar animais raros; é, também, uma espécie de vigilante da mata que vaga à noite para inibir a pesca predatória.

As duas hospedagens trabalham com o modelo do turismo comunitário: os funcionários são sócios, e o dinheiro que os turistas deixam por lá circula apenas na economia local. Embora, na verdade, seja difícil dizer o que é local na Amazônia: nessa imensidão de água doce e diversas gradações de verde, cada espacinho parece um mundo inteiro.

QUANDO IR
Pantanal 
- Na seca (entre abril e setembro), é mais fácil transitar com carros convencionais e a presença de animais selvagens é mais frequente. Na cheia (de outubro a março), o melhor a são os passeios de barco. Durante a piracema (janeiro, fevereiro, novembro e dezembro), a pesca é proibida.
Amazônia - Faz calor o ano todo, mas, na época da seca (entre julho e novembro), as temperaturas sobem até cerca de 40 °C e formam-se praias naturais na selva. Na cheia (de dezembro a maio), ou inverno amazônico, a água sobe na floresta a quase 30 metros do solo, na altura da copa das árvores, e só se transita de barco.

VACINAS
Para ir ao Amazonas, ao Mato Grosso do Sul e ao Mato Grosso é recomendado tomar a vacina de febre amarela. Ela está disponível em postos e hospitais públicos, sem custo, ou em privados, e deve ser aplicada pelo menos dez dias antes da viagem.

Necrochorume, água para as focas, deserto verde e papa léguas

DÚVIDAS CRUÉIS

Necrochorume, água para as focas, deserto verde e papa léguas

A seção Oráculo, da revista Superinteressante, responde perguntas – muitas vezes, hilárias – de seus leitores sobre as questões mais improváveis. E a redação responde pacientemente. Aqui, uma seleção dos temas da edição de dezembro que têm a ver o Planeta Sustentável para você se informar e se divertir

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DESSALINIZAÇÃO DO CHORUME

Necrochorume pode ser canalizado e usado para produção de energia? - Anderson Idianin, João Pessoa/PB

Jamais, Mr. Anderson. Não há tecnologia, interesse econômico nem permissão para fazer isso. O necrochorume, líquido que sai de cadáveres em decomposição - veja só que agradável! -, tem menos componentes energéticos que o chorume do lixo, que é usado para o mesmo fim, explica Leziro Marques-Silva, especialista em necrochorume.

Para piorar, dilemas morais, legislação funerária e desafios sanitários são um impeditivo a mais para sua bizarra usina de cadáveres sair do papel.

ÁGUA QUE PINGUIM NÃO BEBE
Se os mamíferos bebem água doce, o que bebem focas, leões-marinhos e pinguins? Carregam cantil ou compram garrafa de água mineral? - Everaldo de Araújo, Sapucaia do Sul, RS

Engraçadão! Mamíferos marinhos bebem água doce, mas não como os mamíferos terrestres. Esses animais retiram a água da própria comida para beber, explica Ana Paula Costa, bióloga e pesquisadora do Laboratório de Mamíferos Aquáticos da UFSC.

Eles fazem processo bioquímico que retira a água dos alimentos durante a digestão. Aves como o pinguim fazem essa filtragem em uma glândula específica, e mamíferos, no rim.

DESERTO VERDEQue árvore consome mais CO2? - Guilherme da Silva, Jaraguá do Sul, SC

A turma especializada não tem consenso, mas há um forte candidato. "Se pensarmos somente em uma espécie que aproveita bem a energia solar e capta eficientemente o CO2 , o mais provável é o eucalipto", diz Fernanda Reinert, especialista em fisiologia vegetal e professora da UFRJ.

Mas eucaliptos estão longe de serem mocinhos ecológicos. Apesar de sugarem muitogás carbônico, matam a diversidade da flora ao redor devido à pequena incorporação de matéria orgânica no solo, fundamental para nutrir as plantas. Por isso as florestas de eucaliptos têm tão poucas plantas - não enche nem uma mísera sauna.

COIOTE x PAPA LÉGUASSerá que o Coiote poderia vencer o Papa-Léguas do desenho animado na vida real? - Gabriela Della Méa, Porto Alegre, RS

Certamente. Até porque o Papa-Léguas original é um pássaro relativamente pequeno e atrapalhado, o roadrunner (Geococcyx californianus). Ele tem só cerca de 50 cm de comprimento, ou seja, não é aquele cruzamento de avestruz com Usain Bolt do desenho.

Eduardo Eizirik, professor da PUC/RS, diz que a ave, que habita o México e os Estados Unidos, atinge 30 km/h. Pouco para o coiote, um dos animais mais velozes do mundo, que chega a 69 km/h. A única chance do roadrunner, então, é voar. Mesmo assim, ele pode ser pego, já que seu voo é desengonçado e pouco funcional - como um artefato ACME.

Veja, agora, quais são os mamíferos mais rápidos do mundo:
- Guepardo: 115 KM/H
- Antilocapra: 98 KM/H
- Gazela: 80 KM/H
- Leoa: 80 KM/H
- Gnu: 80 KM/
H

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Pelas asas da energia solar

Pelas asas da energia solar

Aventura e idealismo movem o projeto do Solar Impulse, avião que em 2015 dará a volta ao redor do planeta sem utilizar uma gota de combustível, mas somente a energia do sol. O voo inédito quer levantar uma bandeira importante: a viabilidade do uso das energias limpas e renováveis.

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Divulgação

André Borschberg 
chama logo a atenção pela altura. Vestindo jaqueta de piloto, tem um sorriso largo e exibe no olhar a empolgação por um projeto que vem direcionando a atenção de pessoas no mundo todo para o céu. Não é para menos. O Solar Impulse é o primeiro avião a realizar a proeza de levantar voo e plainar entre as nuvens utilizando somente a energia do sol. Até agora, o período mais longo que ficou no ar foi 26 horas. Mas com o perdão do trocadilho, como para estes visionários o céu não é o limite, em 2015 o Solar Impulse pretende dar a volta ao mundo.

O sonho de fazer decolar essa obra da engenharia e tecnologia de ponta nasceu há quase dez anos. O Solar Impulse carrega em suas impressionantes asas, com envergadura de 63 metros, nada menos que onze mil células solares. À frente do projeto estão os pilotos suíços Bertrand Piccard e André Borschberg, que em terra comandam uma equipe de mais de 70 profissionais e no ar se revezam no cockpit do Solar Impulse. Em 2013, em mais um dos voos de teste, o avião cruzou com sucesso os Estados Unidos de costa a costa.

Borschberg esteve no Brasil e durante uma entrevista exclusiva ao Planeta Sustentável falou sobre os maiores desafios para o voo ao redor do planeta, o enorme potencial da energia solar e a principal mensagem levantada pelo projeto: o uso dastecnologias limpas.

Qual a diferença entre o novo avião e o protótipo que fez os voos experimentais nos últimos anos?
Ambos são protótipos, mas podemos dizer que o primeiro foi um laboratório voador desenvolvido para testar tecnologias e buscar soluções. O segundo, e atual, foi concebido para viajar. Foi desenvolvido para longos voos sobre os oceanos. Isso significa que tem que ser mais confiável. Se fizermos uma viagem de 12 horas entre Zurique e São Paulo e houver um pequeno problema, seremos capazes de consertá-lo, mas no voo sobre os oceanos serão 120 horas, por isso temos que ser mais cuidadosos. Temos um avião que é sustentável em termos de energia - podemos voar muitos dias, muitas noites e muitas semanas sem combustível. É o único no mundo com resistência ilimitada, o que o torna tão especial. Mas precisamos ter pilotos sustentáveis, pois atualmente eles são o elo mais fraco do projeto. Por isso criamos um cockpit maior, que permite ao piloto voar muitos dias sozinho. E por último, o que esse novo avião tem de diferente é que incorporamos as tecnologias desenvolvidas com os parceiros. Criamos materiais melhores, mais leves, eficientes. Tudo o que aprendemos com o primeiro protótipo está no segundo.

O Solar Impulse permitiu o desenvolvimento de novas tecnologias e materiais?
encapsulamento das células solares está sendo feito com um novo tipo de material porque o primeiro avião foi desenvolvido para voar com tempo bom e o atual pode voar entre nuvens e com chuva, se necessário. Mas quando temos eletricidade e água existe o perigo de haver curto-circuito e as células solares estão ligadas umas às outras com cabos para transferir energia. Todas estas conexões precisam estar protegidas contra umidade e água e por isso foi desenvolvido esse encapsulamento específico.

O senhor acredita que estas tecnologias podem ser utilizadas em outras áreas?
Esta é a nossa intenção! Nossos parceiros não estão desenvolvendo novas tecnologias somente para a aviação, mas para que possam ser usadas como solução para as mais diversas indústrias. Os clientes dos patrocinadores do Solar Impulse trabalham com construção civil, fabricação de veículos, transportes. Todo o material que estamos utilizando estará no mercado e o principal objetivo é o investimento em eficiência e naredução do consumo de matéria-prima.

Algumas destas tecnologias já estão em uso?
A tecnologia de isolamento de baterias que usamos, por exemplo, já está sendo empregada em carros e refrigeradores para reduzir o consumo de energia. Também foi criado aqui no Brasil um tecido que absorve a radiação infravermelha que o homem naturalmente libera e a devolve para a pele, ativando e tornando mais eficiente a microcirculação de energia e diminuindo a fadiga dos músculos. E ainda há a tecnologia impressionante das impressões em 3D. Podemos criar peças que seriam impossíveis de se montar sem a impressão 3D. E usamos somente a quantidade de matéria-prima necessária para criá-las, não há sobra de material. Hoje podemos ir muito além do que estávamos acostumados, portanto temos que ter uma nova mentalidade também.

Energia limpa e uso de recuros alternativos são a verdadeira bandeira do Solar Impulse?
Sim. Nosso objetivo não é afirmar que podemos voar com energia solar em cinco anos, isso levará muito mais tempo. A aviação é responsável por apenas 3% das emissões de gás do planeta, os outros 97% são liberados pela construção, carros, eletrodomésticos. De maneira geral, podemos fazer mais reduzindo a emissão de gases em outros setores do que pela aviação. Eu diria então que deveríamos manter o uso de combustíveis fósseis em aplicações onde a substituição seria muito difícil e complicada, como a aviação, e substituir onde é mais fácil.

Quais setores seriam estes?
Aquecimento, por exemplo. É uma estupidez usarmos combustível para aquecer casas. Existem diversas maneiras para termos calor sem emissão de CO2. Basta fazer um bom isolamento, usar vidro apropriado. Temos tecnologias que conseguem mudar a transparência do vidro, por exemplo, bloqueando o calor. Cerca de 95% do calor é mantido externamente, então não é necessário ar-condicionado internamente e durante o inverno é possível inverter o sistema. Há muitas coisas que podemos fazer e esta é amensagem do Solar Impulse: de um lado está a necessidade e de outro tecnologias limpas que estão crescendo e precisam crescer mais.

Parece que os brasileiros ficarão muito decepcionados porque o voo do Solar Impulse ao redor do planeta não inclui o Hemisfério Sul...
Também fiquei muito decepcionado (diz sorrindo)! A rota pelo Hemisfério Norte foi escolhida porque se você olha para o mapa do globo, no norte há mais terra versus oceano do que no sul. O norte é mais seguro. E se você pensar sobre o objetivo do projeto, que é comunicar e mostrar o que pode ser feito em termos de tecnologias limpas, o melhor será se o Solar Impulse voar sobre a maior quantidade de países para que possamos passar nossa mensagem. Nosso sonho é trazer o avião ao Brasil em 2016, um ano após ter voado ao redor do planeta.

Quais foram os meses e a rota escolhidos para o voo de 2015?
Escolhemos os meses de primavera pelo clima. Preferimos voar sobre a Índia, por exemplo, bem cedo na estação, lá por abril ou maio. Estamos definindo a rota nesse momento, mas não decolaremos necessariamente da Europa, talvez seja melhor começar o voo pelo Oriente Médio. Poderemos escolher países para aterrisar e não cidades, para manter uma flexibilidade na rota devido ao tempo e não sermos obrigados a aterrisar em alguma cidade pré-definida, o que às vezes pode ser mais difícil.

Com o novo avião os períodos de voo serão mais longos?
Nossa intenção é permanecer no ar durante cinco dias e cinco noites sem parar. A duração total da viagem será de três meses, com paradas em certos países. O tempo total de voo será de 20 a 25 dias.

Será possível para o piloto aguentar este tempo todo sozinho?
Enquanto não for feito, não saberemos (sorri)! Já realizei um teste de três dias e três noites no simulador, fazendo o mesmo que faria no cockpit, checando a maneira de descansar, me manter alerta, comer. Mas para ser possível precisamos de um tipo de autopiloto para estabilizar o avião enquanto o piloto descansa, o que não havia no primeiro protótipo.

Quais serão os principais desafios para a realização do voo?
Do ponto de vista operacional, serão os longos voos sobre os oceanos. Como vamos voar durante cinco dias ininterruptamente, muitas vezes é difícil prever o tempo com esta antecedência. Então quando deixarmos a Ásia para os Estados Unidos, não teremos muita certeza sobre que condições climáticas encontraremos no outro lado. Esse é um risco e para o qual estamos nos preparando. Para o resto conseguimos treinar e simular bem.

O avião necessita de dias ensolarados?
Precisamos de manhãs ensolaradas. Porque depois do período noturno as baterias estão praticamente descarregadas, então precisamos de sol novamente durante a manhã para recarregá-las. Por isso temos um grande time em terra - incluindo meteorologistas, para ter certeza que o avião irá voar em lugares ensolarados. Mas podemos prever isso, se precisarmos voltar, voltaremos. Combustível não é problema, somos completamente independentes dele.

O senhor acredita que a energia solar ainda é subestimada?
Certamente nos dias atuais. É extremamente fácil de ser usada, confiável, uma solução de longa duração - as primeiras células que utilizamos no avião ainda estão funcionando. Há muito uso para a energia solar, mas o mais importante é pensarmos na redução de uso que ela pode propiciar. O potencial é enorme. Em vez de produzirmos mais energia, devemos utilizar a tecnologia para reduzir uso e custo. Temos muitas situações em que poderíamos utilizar essa solução, mas as pessoas têm uma visão de curto prazo. Tecnologia requer investimento e retorno vem com o tempo. O sistema econômico atual não nos permite pensar a longo prazo.

E depois de 2015, qual é o próximo projeto?
É uma pergunta difícil. Este projeto é parte da minha vida. Temos um ótimo grupo de pessoas trabalhando conosco. Queremos poder influenciar e inspirar outros com o Solar Impulse ... Talvez através de projetos educacionais, de empreendedorismo, pioneirismo, inovação. Poderíamos até construir um terceiro protótipo para tentar um voo sem paradas.

Qual é a sua recompensa ao ver a fascinação das pessoas com o avião?
Muitas vezes fico com lágrimas nos olhos porque é muito especial. Em uma das apresentações havia uma menina que fez uma pergunta, depois pediu para fazer mais uma e ao final nos disse "eu amo o avião de vocês!". Foi inacreditável!

Um santuário de animais no litoral colombiano

Um santuário de animais no litoral colombiano

Bahía Solano, Chocó, Colômbia. Paisagens intocadas são refúgio de baleias, tartarugas e 12% de todas as espécies de aves do mundo

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A Colômbia é o único país sul-americano banhado por dois oceanos. Se no mar do Caribe estão as praias mais famosas, no Pacífico há mais paisagens preservadas, como na Bahía Solano. Mas chegar aqui não é fácil: chove tanto que não há rodovias na região, e, para complicar, os Andes a separam do resto do país. A natureza agradece o isolamento. Graças a ele (e à chuva), as cidades de Bahía Solano e Nuquí, com menos de 9 mil habitantes, recebem poucos turistas.

Os principais visitantes são outros: aves, baleias-jubarte e tartarugas. Esses, sim, são uma multidão. A Colômbia é um dos países com mais espécies de aves do mundo. E metade delas (mais de 900) está em Solano. Isso equivale a quase 12% de todas as espécies de pássaros do planeta. Cerca de 200 delas (entre águias, falcões e aves praieiras) só aparecem de outubro a abril para fugir do inverno da América do Norte. O restante (tucanos, tangarás, patos etc.) passa a vida toda aqui - e mais de 200 desses pássaros são endêmicos, ou seja, só existem na região. A explicação para tamanha diversidade é que não faltam opções de comida.

"São mais selvas, mais recursos que no Caribe, onde é mais seco. Há uma variedade grande de ambientes distintos", diz Felipe Estela, zoólogo e ornitólogo colombiano. Na praia, as aves brilham. Quando o mar baixa, elas abocanham peixinhos que a água abandona na areia. O banquete vira um ímã de pássaros. Qualquer leigo, como eu, se impressiona com tantos bichos coloridos que passeiam por aqui. Um espetáculo.

VÁ - O voo mais comum é via Medellín. De barco, é uma viagem de um dia a partir do porto de Buenaventura, próximo a Cali. Não há estradas.

QUANDO - Entre setembro e dezembro, há baleias-jubartetartarugas-marinhas e ainda mais espécies de aves migratórias
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quarta-feira, 28 de maio de 2014

Vitória no TSE! Garotinho pode apresentar programas de rádio e fazer Caravana Palavra de Paz




A ministra Luciana Lóssio, do TSE, anulou todas as decisões que o TRE - RJ havia adotado nos últimos dias contra mim. Em sua decisão a magistrada da mais alta corte eleitoral do país afirmou que além de poder apresentar os programas Fala Garotinho e Palavra de Paz não há na legislação eleitoral nada que me impeça de apresentar a Caravana Palavra de Paz. A decisão da ministra anula todos os atos do TRE - RJ e restabelece o que diz a lei eleitoral, que candidatos apresentadores de programas de rádio e televisão podem fazê-lo até a homologação dos seus nomes pelas convenções partidárias, no meu caso dia 29 de junho.

Fico feliz afinal alguns adversários maldosos induziram os juízes do TRE - RJ a erro. Jamais falei de política na Caravana Palavra de Paz, que apresento há 20 anos, sendo 10 ininterruptamente. Radialista sou há 35 anos e portanto esta minha profissão sendo a política para mim uma missão, e não um negócio. A magistrada em sua decisão também não viu qualquer irregularidade na distribuição de Bíblias durante as Caravanas Palavra de Paz ou sorteio de prêmios durante o programa de rádio Fala Garotinho.

Algumas pessoas, que estavam comemorando porque minha voz tinha sido calada, devem estar tristes, mas certamente os que amam a justiça e a verdade estão alegres. 

Um terraço, mil e uma ideias de reciclagem

Um terraço, mil e uma ideias de reciclagem

Todas as soluções que encheram de vida a varanda da arquiteta gaúcha Marcela Ferreira resultam de um jeito novo de usar velhos móveis e objetos. Esse pequeno oásis fica na bela cidade italiana de Florença, mas suas boas sacadas podem ser reproduzidas em qualquer lugar do mundo!

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Carine Savietto*
Minha Casa - 03/2014
Arquivo pessoal

*Colaborou Bárbara Trevisan


Decidida a explorar o imenso potencial do terracinho de seu apartamento italiano, Marcela Schneider Ferreira lançou o desafio à sua sócia no estúdioEcco!Design, a arquiteta paulistana Barbara Campanaro. "O objetivo era ganhar uma área de convivência que desse sequência à sala", diz a moradora.

Especialista em sustentabilidade, a dupla usou e abusou de peças que já possuía, a exemplo da mesa de plástico e do pufe de fibra. E até quinquilharias encontradas na rua foram bem-vindas, como palete e cadeira sem assento, que receberam boas repaginadas. O gasto total? Cerca de 100 euros (o equivalente a R$ 320). Para fazer parecido, as moças ensinam a lição nº 1: "Basta procurar objetos esquecidos no armário e recombiná-los com criatividade".

Nas mãos dessas gurias, nada se perde... tudo se recria!

- As paredes estavam descascando e sem reboco. "Começamos arregaçando as mangas e consertando tudo", conta Marcela, que escolheu uma tinta própria para áreas externas em um suave tom de creme.


- Um pôster com uma antiga propaganda da Lambretta foi a inspiração para que o estilo vintage tomasse conta da varandinha. Depois de recortar somente o contorno do casal nas motocicletas, as arquitetas colaram o papel na mureta com uma mistura que lembra brincadeira de criança: água e farinha.


- A parceria entre o palete resgatado da rua e os almofadões vermelhos que já moravam no apê rendeu um gostoso sofazinho. Acima dele, o efeito de dossel foi conquistado com uma cortina - o varão é um bambu seco, preso em ganchos na viga de madeira exposta. Amarrados nesse mesmo bambu, fios de arame sustentam garrafas de vidro coloridas, uns dos poucos itens zero-quilômetro por aqui.



- Além da área de descanso, ainda há um espacinho para refeições ao ar livre. A mesa e o pufe amarelo, que pertenciam a Marcela, se juntaram à cadeira escolar de metal, também reciclada pelas sócias - uma longa tira de couro, que dá várias voltas em torno da estrutura, é o novo e inusitado assento.




- Boa parte do orçamento foi destinada às plantas. Pimenta, ciclame e calandiva ocupam caixas de uísque transformadas em vasos, ao lado do palete. Manjericão, sálvia e alecrim ficam no cesto de bicicleta preso no guarda-corpo. Duas suculentas e outra calandiva, por sua vez, estão na parede vizinha à porta, no jardim vertical feito com uma chapa de madeira e regadores.

- O arco de metal, próprio para ser envolvido por trepadeiras, por enquanto, acolhe delicadas flores artificiais. A espécie natural já foi plantada, porém ainda não teve tempo de se desenvolver. 

CINE TELA VERDE:Resultado da seleção de vídeos para o 5º CTV

Todos esses filmes poderão ser assistidos em Campos no centro de Educação Ambiental .Estamos aguardando a chegada do kitm ,pois fomos selecionados como espaçp exibidor.

Resultado da seleção de vídeos para o 5º CTV

A Equipe CTV agradece a participação de todos os produtores que enviaram os vídeos para a seleção. A lista abaixo contém detalhes sobre as obras selecionadas, que possibilitarão aos espaços exibidores iniciarem o planejamento de suas mostras. Foram selecionados 39 vídeos que irão compor um Kit, a ser distribuído para os espaços exibidores cadastrados. A equipe CTV entrará em contato, convidando os produtores destes vídeos para participarem do lançamento da Mostra Nacional.

Vídeos selecionados para a 5ª Mostra Nacional de Produção Audiovisual independente - Circuito Tela Verde

TituloProduçãoDuração (minutos)Sinopse
Awá:filhos da floresta 1, Awá: Filhos da floresta 2 e Awá :filhos da floresta 3Greenpeace Brasil/ Bernardo Camara1'48”, 2'04” e 2'03”Com uma população que hoje não chega a 400 indivíduos, os índios Awá-Guajá são um dos últimos povos caçadores e coletores no Brasil. Isso significa que eles dependem diretamente da floresta para sobreviver – física e culturalmente. As terras indígenas Caru e Awa, onde eles vivem, no centro do Maranhão, são uma das últimas ilhas de floresta da região. E justamente por isso, estão sob intenso ataque de madeireiros.
Desmatamento ZeroGreenpeace Brasil/ Danielle Bambace9'26”A Amazônia brasileira é um mundo à parte. Mas, por trás dessa diversidade cultural e biológica, descortina-se um cenário desolador: o avanço descontrolado sobre as matas deixa um rastro de pobreza e de conflitos. Ao zerar o desmatamento, o Brasil fará sua parte para diminuir o ritmo do aquecimento global e assegurar o futuro do planeta. Este exercício de cidadania não pode ser ignorado.
EscaladaBirdo Filmes em Animação1'30”“Escalada” foi um dos projetos vencedores do edital Cine Ambiente de 2011, uma iniciativa conjunta entre os Ministérios da Cultura e o do Meio Ambiente para curtas-metragens com temática ambientais. O filme fala sobre o consumo sustentável através de uma história que se passa em uma ilha em forma de cubo.
Produzindo em São PauloCeceu Chaves, Heloísa Ribeiro e Marina Almeida16'O filme “produzindo em São Paulo” aponta caminhos para o município compensar seu enorme impacto ambiental, investindo em alimentos saudáveis e, consequentemente, na proteção do clima, água, ar e na saúde das pessoas, tornando-se um caso exemplar para a produção orgânica, com seu mercado consumidor de cerca de 11 milhões de habitantes e áreas rurais que sustentam a qualidade de vida.
Energia Eólica: a caçada dos ventosThomas Johannes Bauer25'31”Uma viagem no rastro dos ventos da Serra Geral na Bahia poderia surgir aventura, não fossem também rastros de devastação deixados pelos Parques Eólicos. Este vídeo-documentário faz esta viagem e revela o lado sujo da energia gerada pelos ventos, decantada pela propaganda de governos e empresas como “energia limpa”.
Desafogando a águaAlunos agentes ambientais do CEMEB Gov. André Franco Montouro e Adolfo Borges13'Alunos do ensino fundamental II da escola Gov. André Franco Montoro do município de Itapevi/SP participaram do projeto Dedo Verde na Escola, realizado pelo Instituto 5 Elementos – Educação para a Sustentabilidade e financiado pela Instituto Eurofarma, em 2011 e 2012 como agentes ambientais. Eles se mobilizaram para produzir um vídeo documentário a respeito da questão paradoxal entre a frequente falta de abastecimento de água na escola e a existência de uma nascente na porta da mesma.
CaixaBirdo Filmes em Animação1'10”“Caixa” foi escrito e concebido por Luciana Eguti como uma lembrança de que fazemos todos parte do mesmo planeta. O desmatamento e o aumento da poluição geram efeitos em cadeia e prejudicam a sociedade como um todo, o vídeo tem a intenção de alertar para esta problemática.
Retomada Aldeia Pindo RokyASCURI – Associação Cultural de Realizadores Indígenas6'Após a morte do jovem indígena, assassinado pelo fazendeiro, indígenas da aldeia Teykue retomam parte do seu território tradicional.
Curtas Caranga: Caranga; Manguezal legal; Reciclagem; Dengue;Energia Elétrica; Água;Transito; Aterro Sanitário; Defeso; Praia LimpaChicolan - José Francisco Peligrino Xavier7'30”
(10 curtas de 0'45”)
Caranga, uma caranguejinho esperto que vive no manguezal do litoral brasileiro. Ele apresenta seu habitat natural, seus amigos e convida todos para respeitar a Natureza. Os curtas abordam os temas: Meio Ambiente; Manguezal legal; Reciclagem; Dengue; Energia Elétrica; Água;Transito; Aterro Sanitário; Defeso e Praia Limpa.
Maracujá da CaatingaInstituto Sociedade, População e Natureza.5'02”O vídeo dá destaque para os passos da cadeia produtiva, como a coleta, o processamento e o consumo, mostrando as comunidades que melhoraram sua vida a partir do trabalho com o Maracujá de Caatinga ou, como também é conhecido, maracujá do mato. O vídeo foi gravado na cidade de Uauá, região do semiárido nordestino, onde o maracujá da Caatinga é abundante e se transforma em fonte de renda para produtores.
Últimos Refúgios:ItaúnasInstituto Últimos Refúgios23'25”O documentário traz ao espectador depoimentos de habitantes da pequena vila instalada no entorno do parque, como pescadores, biólogos e ambientalistas.
Sertão Veredas Peruaçu-Mosaico de conservação, Cultura e produçãoSavaget Comunicação12'42”Decretado em abril de 2009, o Mosaico Sertão Veredas-Peruaçu reúne unidades de conservação federais, estaduais e particulares, além de terras indígenas. São quase 2 milhões de hectares destinados a proteção da natureza e a modelos econômicos mais sustentáveis, distribuídos em onze municípios do norte de Minas Gerais e sudoeste da Bahia.
Últimos Refúgios: Toninho MateiroRaphael Gaspar28'35”O documentário conta a história de um antigo caçador que se tornou um forte aliado à conservação da Biodiversidade.
Retomada BuritiASCURI – Associação Cultural de Realizadores Indígenas7'Após retomar parte de seu território tradicional, os Terena do Buriti produzem alimentos para sua subsistência.
1ª mostra de vídeos - Curtas ambiental – Vídeos 2, 3 e 5Alunos das redes de ensino municipal, estadual e particular do município de Guaçuí – ES36'
(3 curtas de 12')
A Mostra de Vídeos – Curtas Ambiental é resultado do processo colaborativo da Secretaria Municipal do Meio Ambiente e escolas municipais, estaduais e particulares, tendo por objetivo primordial propiciar o reconhecimento da realidade vivenciada – geração e destinação de resíduos sólidos, inserir a percepção ambiental e discutir as possíveis mudanças dessa realidade cotidiana dos munícipes. Na primeira edição (2013), as atividades implementadas envolveram 957 pessoas.
Cerrado ao meioNonanuvem filmes10'25”O vídeo usa a linguagem de vídeo-arte para retratar o processo de perda da vegetação do Cerrado, utilizando de depoimentos de moradores tradicionais e imagens do ciclo da destruição causado principalmente pelo modelo agrícola insustentável instalado no bioma.
Oficina de intercâmbio sobre o algodãoInstituto Sociedade, População e Natureza.14'26”O vídeo apresenta um relato da oficina, realizada no Assentamento Andalúcia, no município de Nioaque/MS, de intercâmbio sobre o algodão entre pessoas de diferentes realidades. Para tanto, foram feitos diálogos sobre o processo de utilização de algodão, que se inicia no plantio, passa pelo beneficiamento, confecção de peças artesanais e finaliza com a comercialização.
Terra, cuide dessa bolaAgente QUE FEZ – Animações11'06”O envolvimento e o cuidado com o meio ambiente, numa crítica ao consumo e o desperdício. Dois meninos, um idoso e a bola, que serve de elo entre eles, vão nos passar a mensagem que temos que repensar nossos hábitos e costumes, para que nossos filhos possam ter um planeta sustentável.
Devir-animalCládio Azevedo1'55”Uma cena experimental pretende acionar sentimentos latentes que possam sensibilizar, despertar novos devires e outros entendimentos e dimensões sobre a vida.
Albatroz – Um projeto pela vidaFRAMEWAV Produções – produtoras: Rose Bezerra e Tuani Pereira39'“Albatroz – um projeto pela vida” aborda as características de albatrozes e petréis – aves oceânicas ameaçadas de extinção – as causas de sua mortalidade pela pesca de espinhel, as medidas para evitar sua captura e as ações nacionais e internacionais de conservação. Também são apresentadas as atividades de educação ambiental marinha, além de depoimentos de pescadores, armadores de pesca, Governo Federal e da Petrobras.
Últimos refúgios:Reserva Biológica de Duas BocasFelipe Mattar25'42”O documentário traz como tema a água, biodiversidade e fala de uma das principais características da Reserva Biológica de Duas Bocas, que é a preservação de recursos hídricos.
Incentivo ás Políticas Públicas voltadas ao reuso da água e ao aproveitamento de água da chuvaConsórcio PCJ e 3 Marias Produtora Cultural17'Será que precisamos de água potável para lavar o carro, ou regar o jardim? Essa é uma das perguntas motivadoras desse vídeo, que buscou, de forma didática, demonstrar as novas tecnologias existentes para o aprimoramento da gestão dos recursos hídricos. O reuso da água e o aproveitamento de água da chuva são alternativas eficientes para o consumo mais racional da água, e que já podem ser utilizadas em nosso dia a dia.
Intercâmbio GATI/MS – CooperaflorestaASCURI – Associação Cultural de Realizadores Indígenas14'Indígenas dos Mato Grosso do Sul visitam a cooperafloresta e aprendem e ensinam muito durante o intercâmbio.
Salvem os sapos! 2013Instituto Biotrópicos6'55”Em sua 4ª edição, o projeito de educação ambiental “Salvem os Sapos!”, do Instituto Biotrópicos, amplia seus horizontes e chega a mais de cinco municípios. Mais de 100 alunos da rede pública de ensino estiveram presentes nas atividades em Santo Antônio do Itambé, Minas Gerais, e aprenderam um pouco mais sobre sapos, rãs e pererecas: esclareceram suas dúvidas, descobriram cores, formas e sons, e ainda desvendaram fatos e mitos sobre os anfíbios.
Turismo CO2 neutro – O registro de uma transformaçãoMetrópole Verde17'36”Vídeo de carácter documental e institucional, que se vale de linguagem sensível para abordar e acompanhar o desenvolvimento do programa “Turismo CO2 Neutro”, uma tecnologia socioambiental que vem sendo aplicado pela ONG Movimento Mecenas da Vida, envolvendo agricultores tradicionais, empreendedores e turistas na APA de Itacaré e Serra Grande, sul da Bahia.
Da nascente à torneiraAssociação Primo-Primatas da Montanha, Projeto Água da Rua e Instituto Cresce3'54”Vídeo elaborado para a campanha “Fechos, eu cuido!”. Mostra o contexto ambiental da Estação Ecológica de Fechos, o caminho que a água percorre da nascente a torneira, assim como a população envolvida.
Ritos de rios e ruasEliana Maurelli e Marcello Nascimento de Jesus40'Uma trajetória pelas cabeceiras do rio Tietê, conhecendo pessoas e paisagens que fazem a história da região. De forma crítica e poética, a obra traz uma reflexão sobre o processo de urbanização na região e as consequências deste processo no dia a dia das comunidades.