sexta-feira, 26 de junho de 2015

Humanidade está provocando a sexta extinção em massa da Terra, diz estudo

Análise mostra que a taxa de extinção atual é até cem vezes maior do que o esperado pela seleção natural

BRUNO CALIXTO
20/06/2015 - 
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O filhote de panda Bao Bao completa um ano no zoológico de Washington e é recebido por uma festa de aniversário tradicional chinesa chamada Zhuazhou (Foto: Pablo Martinez Monsivais/AP Photo)
Em seus 4,5 bilhões de anos, o planeta Terra já passou por cinco grandes episódios de extinção em massa de animais e plantas. O mais famoso desses eventos aconteceu há 66 milhões de anos, quando a queda de um asteroide matou 75% das espécies, incluindo os dinossauros. Já o mais letal foi há 252 milhões de anos, quando a maior sequência de erupções vulcânicas da história envenenou a atmosfera e o oceano e matou mais de 95% das espécies existentes. Agora, segundo um estudo publicado na Science Advances, há indícios de que o planeta está passando pela sexta grande extinção. E a culpa é da humanidade.
Extinções sempre existiram. Espécies que não conseguem se adaptar ou a sobreviver em determinados ambientes ou climas acabam perecendo. É a seleção natural. O estudo, liderado pelos pesquisadores Gerardo Ceballos e Paul R. Ehrlich, estimou qual seria a taxa normal de extinção para mamíferos, pássaros, anfíbios e outros grupos de vertebrados, e comparou com as taxas de extinção atuais.
Por exemplo, a estimativa diz que, por seleção natural, era esperado que apenas uma espécie de réptil desaparecesse no último século. No entanto, nesses cem anos registramos 24 espécies extintas. Duas espécies de aves deveriam ter desaparecido pela seleção natural, mas já observamos o desaparecimento de 80. De mamíferos, deveríamos ter perdido apenas uma, mas 69 já desapareceram. A pior situação é a dos anfíbios: de 1,46 para 146. Ou seja, cem vezes mais anfíbios desapareceram do que o esperado por causas naturais.
Um dos sapos minúsculos encontrados na Mata Atlântica por uma equipe de pesquisadores brasileiros e descrito pela primeira vez na ciência (Foto: Luiz Fernando Ribeiro/Creative Commons)
"Nossa análise mostra que a taxa atual de extinção ultrapassa, em muito, a média esperada, mesmo quando usamos cálculos conservadores. Podemos concluir, com confiança, que as taxas de extinção modernas são excepcionalmente altas, que elas estão aumentando, e que isso sugere que uma extinção em massa está em curso - a sexta desse tipo nos 4,5 bilhões de anos da história da Terra", diz o estudo.
Esse estudo se soma a outros, como um publicado no ano passado naScience, que estimou uma taxa de extinção ainda mais acelerada. A diferença da análise publicada nesta semana é que os pesquisadores usaram uma métrica mais conservadora, para tentar encontrar dados mais realistas e não correr o risco de superestimar o impacto humano no ambiente. Ainda assim, os números encontrados indicam uma grande extinção em curso, que rivaliza com a que acabou com os dinossauros.
Por causa dos resultados, os pesquisadores fazem um alerta. "Se as extinções continuarem nesse nível, a humanidade será em breve privada de muitos benefícios da biodiversidade". Para evitar esse cenário, eles sugerem políticas para evitar a destruição de habitats e a superexploração econômica do meio ambiente, e defendem combater os impactos das mudanças climáticas.
fonte :epoca online

Morre Nirmala, sucessora de Madre Teresa de Calcutá

Nirmala Joshi tinha 81 anos e sofria de problemas cardíacos

Agência ANSA
A freira Nirmala Joshi, escolhida por Madre Teresa de Calcutá para ser sua sucessora, morreu nesta terça-feira (23), aos 81 anos de idade. Um responsável pela Congregação das Missionárias da Caridade de Calcutá informou que a religiosa não estava se sentindo bem nos últimos dias e tinha uma doença cardíaca.
    O presidente da Índia, Pranab Mukherjee, disse que a morte "é uma grave perda para o mundo". Em 2009, em uma assembleia da congregação, ficou estabelecido que a sucessora de Nirmala seria a alemã Mary Prema Pierick, de 62 anos. Vencedora do Prêmio Nobel da Paz, Madre Teresa de Calcutá fundou a entidade em 1950. (ANSA)

quinta-feira, 25 de junho de 2015




Apesar da crise econômica que afeta o governo federal e as cidades e estados brasileiros, especialmente aqueles que amargam a queda do preço internacional do petróleo, como é o caso de Campos, Macaé, Casimiro de Abreu, Rio das Ostras, entre outros, a prefeita Rosinha Garotinho tem adotado medidas de austeridade como poderão ver na matéria abaixo, e que possibilitarão o pagamento da primeira parcela do 13º salário já agora no mês de junho junto com o salário de junho.


FONTE BLOG DO GAROTINHO

CONVOCAÇÃO PARA O PROCESSO ELEITORAL DE COMPOSIÇÃO DO PLENÁRIO ,SEGMENTO SOCIEDADE CIVIL

ATO DO PRESIDENTE

EDITAL DE CONVOCAÇÃO COMAMSA Nº 01/2015

CONVOCAÇÃO PARA O PROCESSO ELEITORAL DE COMPOSIÇÃO DO PLENÁRIO - SEGMENTO SOCIEDADE CIVIL DO CONSELHO MUNICIPAL DE MEIO AMBIENTE E SANEAMENTO

O Subsecretário Municipal de Desenvolvimento Ambiental, no uso de suas atribuições legais, CONVOCA as entidades interessadas a participarem do processo eleitoral para composição do segmento SOCIEDADE CIVIL do plenário do Conselho Municipal de Meio Ambiente e Saneamento, criado pela Lei Municipal nº 8604, de 03 de dezembro de 2014, em substituição ao Conselho Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo, para o triênio 2015 - 2018, conforme regulamento a seguir.
1. A Plenária do Conselho Municipal de Meio Ambiente e Saneamento será composta por 16 Instituições, assim distribuídas:
I - PODER PÚBLICO -08 instituições
II-ORGANIZAÇÕES DA SOCIEDADE CIVIL: 08 instituições
2. Critérios:
2.1. A participação no Conselho Municipal de Meio Ambiente e Saneamento é conferida às pessoas jurídicas componentes dos segmentos da sociedade civil (entidades ambientalistas, comunitárias, de classe, prestador de serviços públicos de saneamento básico, entidades técnicas e defesa do consumidor relacionada ao saneamento) e do segmento governamental (poder público).
2.1.1 O Segmento governamental terá sua representação composta por indicação do poder público municipal.
2.2. Para se habilitarem a participar do processo, as entidades da Sociedade Civil  deverão se inscrever mediante a apresentação dos seguintes documentos: Ofício de indicação dos representantes titular e suplente, assinado pelo gestor responsável da entidade; Ficha de Inscrição (Anexo I), cópia de seus Atos Constitutivos (Contrato Social ou  Estatuto e Regimento Interno quando couber) devidamente registrados e cópia autenticada da ata da reunião de Eleição e posse da atual Diretoria.
2.3. A eleição das entidades da Sociedade Civil será feita por seus pares, em fórum específico realizado de acordo com a data indicada no calendário.
2.4. A Comissão de Organização e Coordenação do Fórum Eleitoral será designada pela Presidência do Conselho Municipal de Meio Ambiente e Saneamento.
2.5. Encerrado o prazo de inscrições, a Comissão de Organização e Coordenação do Fórum divulgará a relação das entidades do segmento SOCIEDADE CIVIL habilitados, conforme calendário.
2.6. Será aberto prazo para interposição de recursos, julgamento dos mesmos e divulgação final dos habilitados, conforme calendário.
2.7. A divulgação da lista dos habilitados será feita pela Comissão de Organização e Coordenação do Fórum no site oficial da SEDAM (Secretaria de Desenvolvimento Ambiental), conforme o calendário.
2.8. As instituições interessadas poderão se inscrever mediante entrega dos documentos exigidos neste Edital entre os dias 12 e 24 de junho de 2015, na sede da SEDAM, no seguinte endereço: Avenida Osvaldo Cardoso de Melo, nº 1233 – Parque São Caetano, das 8 as 17 horas.
Anexos:

I. ficha de inscrição para o processo eleitoral.
II. calendário do processo eleitoral.
III. formulário de recurso.
IV. programação.

Campos dos Goytacazes, 10 de junho de 2015


Zacarias Albuquerque Oliveira

Presidente do Conselho Municipal de Meio Ambiente e Saneamento

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Americano avança e está na final da Taça Corcovado

Arnaldo Neto 
Americano e Portuguesa vão reeditar na final da Taça Corcovado, o segundo turno do Estadual da Série B, os confrontos decisivos da Taça Santos Dumont, quando a Lusa foi campeã do primeiro turno deste ano. O Alvinegro conquistou a vaga neste domingo (21), quando passou pelo Duque de Caxias na disputa de pênaltis, no Marrentão.
No tempo regulamentar, o Americano esteve apagado nos 15 minutos da etapa inicial e sofreu os dois gols em 12 minutos. O primeiro gol foi de Dudu, que de bicicleta abriu o placar para o Duque aos dois minutos. Aos 12, de cabeça, Paulinho Guará, de cabeça, ampliou o placar.Como no jogo de ida a equipe campista venceu pelo mesmo placar, a vaga para a final da Taça Corcovada foi decidida nos pênaltis.
 No restante da partida, o domínio da posse de bola foi do Alvinegro, que criou algumas oportunidades, mas não conseguiu concluir. O Duque de Caxias apresentou algumas jogadas perigosas de contra-ataque, mas não conseguiu finalizar a partida.
Na cobrança de pênaltis, o Duque de Caxias abriu a série com Edson, que converteu a primeira cobrança. Espinho converteu para o Americano e igualou. Dudu e Thiago Spice perderam as duas cobranças seguintes do Duque. Pelo Americano, Ramon converteu e Philip, desperdiçou. Depois foi a vez de Marlinho converter. Adrianinho deixou a bola no fundo da rede, deixando o Alvinegro em vantagem. Paulinho Guará fez a última cobrança do Duque, converteu e igualou a série. A cobrança da classificação ficou para Léo Guerreiro, que não desperdiçou e levou o Americano para a final da Taça Corcovado. 
A Portuguesa venceu a equipe do América no sábado (20) e assistiu de camarote a classificação do Alvinegro. A decisão acontece em dois jogos, na quarta (24), com mando de campo da equipe campista, e no sábado (27), no Luso Brasileiro. No primeiro turno, a Lusa foi campeã sobre a equipe campista. 

FONTE FOLHA DA MANHA

terça-feira, 23 de junho de 2015

Inverno começa; população deve ter cuidados especiais com saúde

O inverno começa oficialmente neste domingo (21) e a diminuição da temperatura deve vir acompanhada de cuidados com a saúde, principalmente de crianças, idosos e pessoas propensas a doenças respiratórias. Segundo o médico alergista, José Carlos Perini, as mudanças bruscas de temperatura que ocorrem ao longo do dia causam um estresse no corpo fragilizando a resistência orgânica.
Presidente da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia, Perini explica que muitos hábitos - como fechar os ambientes em casa, no trabalho, no carro e até mesmo no transporte coletivo - acabam atrapalhando a imunidade do organismo. “Esse enclausuramento por causa da temperatura é um fator de risco e facilita a proliferação de vírus pelo ambiente. Quando fazemos isso em casa também ajudamos os ácaros, fungos e mofo a proliferarem mais rapidamente”, disse.
A dica do alergista é fazer circular o ar no ambiente, deixando uma fresta da janela aberta no transporte e em casa durante o dia, e evitar aglomerações. Ele aconselha ainda as pessoas, principalmente os alérgicos, a lavarem as roupas que estão guardadas há certo tempo, antes de usar, porque elas acumulam mofo.
O período frio também vem acompanhado da proliferação de vírus respiratórios, que aumentam manifestações respiratórias, como a gripe, o resfriado e a rinite alérgica, disse Perini, explicando que os pacientes com asma devem ter mais atenção, já que a frio simula a contração do pulmão e pode agravar o problema. “A pessoa que tem doença crônica deve ter o acompanhamento de um médico. No Brasil, apenas 10% a 15% das pessoas que têm asma usam os tratamentos adequados e é absurdo porque já há acesso gratuito a medicamentos”, disse o alergista, destacando que entre 2,5 mil e 3 mil pessoas morrem de asma no Brasil todos os anos.
O especialista alerta para a importância, como medida de prevenção, da vacina contra a gripe oferecida pelo governo para grupos específicos.
Além das baixas temperaturas, algumas regiões também são marcadas pela queda da umidade no ar, um agravante para o organismo, disse Perini, pois as pessoas ficam com dificuldade de respirar. Ele explica que, além de nebulizadores, podem ser utilizadas toalhas molhadas esticadas pela casa para aumentar a umidade do ar. “Bacia, balde ou copo com água são mitos, porque a superfície é reduzida e a água não vai conseguir evaporar”, enfatizou.
O uso de aquecedores em casa também é aconselhado pelo alergista, desde que em uma temperatura confortável, por volta de 21 graus Celsius.
Além do sistema respiratório, a pele também é muito prejudicada com o tempo seco. Ele lembra que banhos quentes removem a hidratação natural da pele.
É importante também tomar muito líquido, comer frutas, legumes e verduras. Segundo Perini, é importante estar atento para a diversidade de cores no pratu o que ajuda a aumentar a diversidade de vitaminas protetoras.
O inverno este ano deve ser um pouco mais quente em praticamente todo o país, segundo a previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), com até 1 grau Celsius de aumento. Será um período de temperaturas amenas, mas com frio intenso na entrada de massas de origem polar nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste e com menos frequência e menos intensos no sul das Regiões Norte e Nordeste.
O Inmet prevê ainda chuvas acima do normal para o período no leste de Mato Grosso e em áreas no norte de Goiás, norte do Pará e Amapá, Rondônia e Rio Grande do Sul. Chuvas abaixo das normais serão verificadas no leste de Goiás, norte e sul de Mato Grosso, oeste do Pará e região central do Amazonas, litoral do Nordeste, Minas Gerais, São Paulo e oeste do Mato Grosso do Sul e noroeste do Paraná. Nesta época do ano, os valores médios das chuvas no Centro-Oeste são muito baixos, entre 10 milímetros (mm) e 30mm de precipitações mensais, exceto no extremo sul de Mato Grosso do Sul que tem médias históricas entre 60mm e 80mm nesses meses.
Segundo o Inmet, outro fenômeno meteorológico comum nessa época do ano são as inversões térmicas que causam nevoeiros e neblinas nas primeiras horas do dia, mas provocam queda da umidade relativa do ar, chegando a registrar valores de até 30% e por vezes abaixo desse valor, na região central do Brasil. O ar seco e o vento calmo favorecem a ausência da chuva, a suspensão de poeira e fumaça e as queimadas.


Fonte: Agência Brasil
REPRODUÇÃO: FOLHA DA MANHA ONLINE

Postagem da Prefeitura do Rio no Facebook, que depois foi apagada
Postagem da Prefeitura do Rio no Facebook, que depois foi apagada


O Rio de Janeiro no passado já foi tido como a vanguarda do país, o estado onde a população se indignava e ia para as ruas protestar ou defender bandeiras populares. Desde "O Petróleo é nosso", passando pela passeata dos 100 mil, em plena ditadura, depois tivemos o comício de 1 milhão pelas Diretas Já, em seguida vimos nascer o movimento dos caras pintadas pelo impeachment de Collor. Hoje o Rio vive um momento dramático, nada funciona. A segurança pública vive uma situação de descalabro, a saúde é um caos generalizado, falta merenda nas escolas, acabaram as Farmácias Populares, os Restaurantes Populares servem uma gororoba vergonhosa, tudo está parando, funcionários terceirizados não recebem. Além disso o ex-governador, Cabral, e o atual, Pezão estão envolvidos no Petrolão. O prefeito Eduardo Paes se recusa a baixar as passagens de ônibus e faz lobby em Brasília pelos donos das empresas.

Vários leitores do blog se queixam que o povo não protesta, aceita tudo calado. Realmente o Rio de Janeiro está adormecido. É claro que o vandalismo, incentivado por Cabral e Beltrame, nas manifestações de 2013 amedrontou muita gente que teria vontade de ir para as ruas protestar pacificamente, legitimamente, sem violência.

Mas para quem pensa que ninguém protesta, está sendo marcado um protesto virtual, nas redes sociais, intitulado "Eduardo Paes, tira esse post do armário". É que o movimento LGBT não se conforma que a Prefeitura do Rio fez uma homenagem aos casais gays no Dia dos Namorados, através do Facebook, e depois Paes, pressionado por um líder evangélico, mandou apagar o post.

Realmente isso diante do caos que o Rio de Janeiro vive é de uma relevância que me faltam palavras. Estamos muito mal!

FONTE BLOG DO GAROTINHO

segunda-feira, 22 de junho de 2015


Presidente Dilma; abaixo, reprodução da Folha de S. Paulo online
Presidente Dilma; abaixo, reprodução da Folha de S. Paulo online


Lula acertou quando disse que ele e Dilma estavam no volume morto e o PT abaixo do volume morto. Nova pesquisa DATAFOLHA mostra que a reprovação ao governo Dilma continua crescendo. Era de 60% na pesquisa anterior, passou a 65%. Em compensação a aprovação que era de 13%, caiu para 10%. Na véspera do impeachment, Collor tinha reprovação de 68%. Se a eleição fosse hoje, Aécio teria 10 pontos percentuais à frente de Lula. São números assustadores para o PT e o governo. E para piorar o quadro nas próximas quatro semanas, Dilma vai ter que justificar as pedaladas fiscais ao TCU, corre o sério risco de ter suas contas de 2014 reprovadas. Para completar o governo não produz boas notícias que possam mudar esse cenário. Tá feia a coisa! 
FONTE BLOG DO GAROTINHO

ATENÇAO SEGMENTO DA SOCIEDADE CIVIL:FÓRUM ELEITORAL DO CONSELHO DE MEIO AMBIENTE E SANEAMENTO.




CONSELHO MUNICIPAL DE MEIO AMBIENTE e SANEAMENTO
ANEXO IV

PROGRAMAÇÃO DO FÓRUM ELEITORAL,DIA 04 DE JULHO DE 2015, NO AUDITÓRIO DO  MUSEU HISTÓRICO DE CAMPOS.
ATIVIDADE
HORÁRIO
Abertura
9horas
Credenciamento dos participantes
9h15min
Mesa Redonda com os temas: Meio Ambiente, Saneamento Básico e Gestão de Conselhos Participativos
9h45min
Apresentação dos candidatos e das propostas de candidatura
11horas
Coffee break
12horas
Processo Eleitoral: Votação
12h30min
Processo Eleitoral: Apresentação dos resultados
13h30min
Encerramento
14horas


domingo, 21 de junho de 2015


Reprodução do Globo online
Reprodução do Globo online


Está aí um pepino que o Palácio do Planalto tem agora 30 dias para descascar. Esse é o prazo dado pelo TCU para que o governo explique as "pedaladas fiscais" até o ano passado. O Ministério Público já pediu a rejeição das contas de Dilma. O presidente do TCU ao abrir essa possibilidade de uma defesa prévia já indicou que sem explicações convincentes as contas podem mesmo ser rejeitadas. E é aí que mora o perigo para o Palácio do Planalto. Caso as contas de 2014 do governo Dilma sejam rejeitadas estará criado um argumento para a oposição voltar com força total com a questão do pedido de impeachment. Confusão à vista. 
FONTE BLOG DO GAROTINHO

Reprodução do Diário do Poder
Reprodução do Diário do Poder


As deputadas federais se mobilizaram, entre elas Clarissa Garotinho, mas não deu para aprovar a cota de 15% das vagas para mulheres no Legislativo. Numa Câmara onde a grande maioria é do sexo masculino era difícil ser aprovado, afinal cada um pensa na próxima eleição e seriam menos vagas para disputar. Isso falou mais alto. 
FONTE BLOG DO GAROTINHO
/05/2015 
Rio é o Estado que mais consome água, o dobro do recomendado pela ONU

Publicado por Uol - Cotidiano
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Moradora toma banho em chuveiro instalado na praia do Leme, na zona sul do Rio
 
O Rio de Janeiro é o Estado com o maior consumo per capita de água do país, segundo dados do Snis (Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento). Em 2013, os fluminenses consumiram cerca de 253,1 litros de água por dia, mais de duas vezes o recomendado pela ONU (Organização das Nações Unidas), que considera suficientes 110 litros de água por pessoa.
O número é ainda maior quando leva-se em conta apenas a capital --os cariocas consomem, em média, 329,78 litros de água ao dia. O consumo do Estado também é 52,2% a mais que a média nacional, de 166,3 litros. Em seguida, no ranking, encontram-se o Maranhão, com um consumo médio de 230,8 litros de água por habitante em um dia, e o Amapá, com 194,9 litros.
Para se ter uma ideia, São Paulo, que junto com o Rio passa pela pior seca de sua história, teve em 2013 um consumo médio per capita de 180 litros de água por dia, 188,3 litros quando considera-se apenas a água utilizada pela capital.
Segundo o relatório, a discrepância entre o Rio e os outros Estados se deve, entre outros fatores, aos baixos índices de medição fluminenses, o que leva parte dos dados a serem estimados. O índice de hidrometração das ligações de água no Estado (que considera o volume de água levado para residências por meio da medição do hidrômetro) é de 65,1%, enquanto a média nacional é de 91,1%.
O professor da Coppe-UFRJ (Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro) e especialista em recursos hídricos Paulo Carneiro também cita os problemas com a micromedição e afirma que, apesar de não se possível identificar exatamente o que leva a este excesso, há um forte fator cultural no alto consumo de água no Estado.
"Há, de fato, um comportamento do carioca de maior consumo de água do que em outros Estados. A temperatura elevada faz com que as pessoas tomem dois, três banhos por dia. Essa diferença é histórica", afirma.
Adacto Ottoni, professor de engenharia sanitária da Uerj (Universidade do Estado do Rio), lembra ainda o papel preponderante das favelas e das ligações clandestinas, os chamados gatos, nesse montante. "O Rio tem uma quantidade muito grande de favelas, ocupações irregulares, em que a água chega, mas não é contabilizada", afirma.
Um levantamento feito pela reportagem do UOL com base em dados fornecidos pelo Snis mostra que a água desperdiçada apenas ao longo de 2013 com vazamentos e ligações clandestinas no Rio de Janeiro seria o suficiente para abastecer a capital fluminense durante mais de seis meses.
A Cedae (Companhia Estadual de Água e Esgotos), responsável pelo abastecimento da maior parte do Estado, no entanto, não soube precisar o que justificaria o alto consumo de água no Estado.
Apesar de o governador Luiz Fernando Pezão negar a possibilidade de racionamento, a crise hídrica no Estado se agrava dia a dia. O volume médio do Rio Paraíba do Sul, principal fonte de abastecimento da capital fluminense e da região metropolitana, chegou a 0,33% no domingo (1º), menor nível histórico já alcançado pelo rio nesta época do ano.
Já os reservatórios de Santa Branca e de Paraibuna, que junto com Jaguari e Funil compõem o sistema de captação do Paraíba do Sul, atingiram o volume morto nos últimos dias, de acordo com boletins do ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico).
O volume morto do Paraibuna acumula, de acordo com a ANA (Agência Nacional de Águas), 2,095 trilhões de litros. Segundo técnicos da Secretaria de Ambiente do Estado, seria o suficiente para abastecer o Estado por cerca de seis meses.
Fonte: Uol - Cotidiano.

sábado, 20 de junho de 2015

Pesquisadores de instituições como o Jardim Botânico, UFF, Uenf, Uerj e Fiocruz participam do I Encontro Científico do Parque Estadual do Desengano, nos dias 25 e 26 de junho, em Santa Maria Madalena, na Região Serrana do Rio. Serão apresentados os resultados de trabalhos científicos realizados dentro dos limites ou relacionados com a unidade de conservação que, com 21 mil hectares, protege áreas de Mata Atlântica em Santa Maria, São Fidélis e Campos.
Durante o encontro serão expostos também projetos como o do Inventário Florestal, da Secretaria de Estado do Ambiente, e temas como a regularização fundiária durante os 45 anos de existência da unidade, o mais antigo parque estadual do Rio de Janeiro. O tráfico de animais silvestres, os endemismos e as espécies ameaçadas de extinção são outros temas de palestras e mesa redonda.
Entre os participantes estão Paula Breves, do Instituto EcoAtlântica; Gustavo Martinelli, do Jardim Botânico; Telmo Borges, da Superintendência de Biodiversidade da Secretaria de Estado do Ambiente; Eduardo Lardosa, gerente de Fauna do Instituto Estadual do Ambiente (Inea); e Carlos Dário, administrador do parque.
Após os debates, que acontecem na quinta e sexta-feira, das 9h às 17h30, os participantes vão poder participar de trilhas interpretativas durante o final de semana. I Encontro Científico acontece no Centro de Visitantes (Estrada José Dantas dos Santos, 35 – Itaporanga ) e as inscrições podem ser feitas no dia do evento.
Para mais informações, os interessados podem entrar em contato com o Instituto Moleque Mateiro, pelo telefone (21) 3529-8335, ou pelo e-mail ped@molequemateiro.com.br. O site do encontro é www.molequemateiro.com.br/ecped.
Programação
1º Dia (25/06/2015)
CREDENCIAMENTO e café da manhã: a partir das 8h
MESA DE ABERTURA – 9h-10h30
Palestra - 10h30 – 11h10 - Parque Estadual do Desengano: pesquisar é preciso
Palestrante: Carlos Dário (administrador do PED)
Homenagem: 11h10 – 11h50 - Arthur Soffiati
Palestra - 11h50 – 12h30 - Status preliminar sobre o estado de conservação de Brachyteles arachnoides no Parque Estadual do Desengano
Palestrante: Paula Breves (EcoAtlântica)
ALMOÇO – 12h30 - 14h
Palestra: 14h – 14h40 - Vertebrados terrestres do Parque Estadual do Desengano: uma primeira aproximação às espécies com base em amostragem de curta duração (RAP)
Palestrante: Carlos Frederico Duarte da Rocha (UERJ)
Palestra: 14h40 – 15h20 - A percepção dos moradores do município de Santa Maria Madalena (RJ) sobre o ecoturismo no Parque Estadual do Desengano (PED), no ano de 2008
Palestrante: Alessandro Allegretti (PGCA – UFF)
Mesa redonda: 15h20 - 17h - Panorama do tráfico de animais silvestres no estado do Rio de Janeiro
Participantes: Henrique Nogueira (NEPAS), Eduardo Lardosa (GEFAU/Inea), Jeferson Pires (CRAS Estácio). Mediador: Sávio Freire Bruno (UFF)
17h – Coffee break
17h30 – Encerramento
2º Dia (26/06/2015)
Café da manhã e apresentações dos painéis a partir das 09h
Palestra: 10h40 – 11h20 - Parque Estadual do Desengano: endemismos e espécies da flora ameaçadas de extinção
Palestrante: Gustavo Martinelli (JBRJ)
Palestra: 11h20 - 12h - Inventário Florestal Nacional no estado do Rio de Janeiro
Palestrante: Telmo Borges (SEA)
Palestra: 12:00h – 12:40h - Pequenos mamíferos em áreas fragmentadas no noroeste fluminense e diagnóstico de infecção por Hantavírus
Palestrante: Jonathan Oliveira (Fiocruz)
ALMOÇO – 12h40 – 14h30
Palestra: 14h30 – 15h10 - A fragmentação da Mata Atlântica e seus efeitos sobre a diversidade e abundância de insetos: dois estudos de caso no Parque Estadual do Desengano
Palestrante: Gilberto Albuquerque (UENF)
Palestra: 15h10 – 15h50 - Caracterização dos Impactos Socioambientais na Microbacia do rio do Colégio - Área de Amortecimento do Parque Estadual do Desengano
Palestrante: Salomão Brandi (IFF)
Palestra: 15h50 - 16h30 - Conexão entre bacia hidrográfica e drenagem de N e P no sistema rio Imbé-Lagoa de Cima (RJ)
Palestrante: Paulo Pedrosa (UENF)
Palestra: 16h30 – 17h10 - O Parque Estadual do Desengano: os entraves para a regularização fundiária em 45 anos de história
Palestrante: Karla Kury (OAB – Comissão de Direito Ambiental)
Coffee break / happy hour – 17h10
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Sábado (27/06) e Domingo (28/06)
Trilhas interpretativas com a equipe do Parque Estadual do Desengano

Espaços públicos ganham mais verde com projeto de paisagismo

Mais de 100 espaços, entre praças, rotatórias e canteiros em todo município já foram contemplados pelo projeto de paisagismo, que inclui a manutenção (Foto: Superintendência de Comunicação)
O município de Campos tem hoje, um novo visual com a recuperação dos espaços públicos, através da implantação do projeto paisagístico. Mais de 100 espaços, entre praças, rotatórias e canteiros em todo município já foram contemplados pelo projeto de paisagismo, que inclui a manutenção. 

Alguns locais, como as margens da BR-101, rodovia que liga o país de norte a sul, na entrada da cidade, ganharam novo projeto paisagístico. Neste ponto, por exemplo, próximo a um shopping da cidade, havia no passado grande acúmulo de lixo e entulho e, hoje, está cheio de beleza e verde. 

Uma inovação da empresa responsável pelo paisagismo da cidade é a utilização de jardineiras sustentáveis, feitas de pneus inservíveis, nos jardins. Eles são preparados e ganham um colorido especial para receber as diferentes espécies de plantas. Uma inovação que deixa a cidade mais bonita e, ainda preserva o meio ambiente.

Por: Da Redação - Foto: Superintendência de Comunicação -  14/06/2015 16:01:12

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Freio do Estado e símbolo da liberdade, Magna Carta completa 800 anos

Por  SITE CONJUR
Há 800 anos, em 15 de junho de 1215, foi assinado um tratado que é considerado símbolo da liberdade sob o Estado de Direito — a Magna Carta, imposta ao rei britânico João I, conhecido como João sem Terra. Após sucessivos fracassos em seu governo e abusos na cobrança de impostos, o Rei João I foi obrigado pelos barões ingleses e pela Igreja a assinar o documento que limitava seus poderes, pondo fim ao poder absolutista.
Em 1215, Rei João I foi obrigado pelos barões ingleses a assinar o documento.
Creative Commons
Pela primeira vez o Poder do Estado estaria sujeito a um freio, devendo obedecer o que estava previsto na lei. Em seu texto, o tratado trazia trechos que protegiam o indivíduo, sua propriedade e garantiam o devido processo legal.
A importância da Magna Carta foi destacada por Winston Churchill, na obra Uma História dos Povos de Língua Inglesa: "Sua importância não está nos detalhes, mas no princípio de que existe uma lei à qual a própria Coroa está sujeita — Rex non debet esse sub homine; sed sub Deo et lege”.
Ainda que tenham se passado oito séculos e a realidade hoje seja outra, a Carta Magna ainda é atual. Até hoje algumas disposições da versão original ainda integram as leis inglesas. Além disso, muitos países, como o Brasil, utilizaram ideias do tratado ao criarem suas próprias constituições e leis. Em sua coluna, publicada na revista eletrônica Consultor Jurídico nesta quarta-feira (10/6), o professor e advogado Heleno Taveira Torres, a Carta Magna influencia até mesmo a nossa legislação tributária.
Além disso, o tratado também é lembrado com frequência em debates jurídicos e em julgamentos, como aconteceu no julgamento do Recurso Extraordinário 564.225, pela 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal, em maio deste ano. Na ocasião, o ministro Luis Roberto Barroso citou a Carta Magna: “A proteção ao contribuinte remonta à origem do próprio constitucionalismo, quando passou a constar da Carta ao Rei João Sem-Terra que o povo é quem determina a medida do seu esforço. As garantias contra o poder de tributar evoluem e hoje o povo tem o poder de decidir e o direito de se preparar”.
Um dos legados modernos da Magna Carta é sua influência sobre os Direitos Humanos. No documento, ficou garantido entre outras coisas o direito da igreja de estar livre da interferência do governo e o direito de todos os cidadãos livres possuírem e herdarem propriedade. Além disso, o tratado garantiu a liberdade circulação, o julgamento por júri e impediu a detenção arbitrária.
O sistema de Justiça e do direito feudal foram dois dos principais temas abordados na Carta de 1215. Mais de um terço das suas 63 cláusulas tratam diretamente dos direitos feudais, definindo e limitando a extensão da autoridade do rei.
Uma das limitações estava na criação de impostos. Segundo o documento, o rei não poderia criar mais nenhum imposto sem a aprovação da nobreza.  Além disso, foram estabelecidos privilégios inalienáveis aos nobres, os quais nem o rei nem o papa poderia revogar. Caso o rei não respeitasse o documento, a Magna Carta deu aos barões o direito de declarar guerra.

Proteger nascentes é garantir água para todos

As nascentes representam a “galinha dos ovos de ouro” que irão garantir água limpa e abundante num futuro próximo. Porém, em vez de protegê-las, estamos acabando com elas

GLAUCO KIMURA DE FREITAS*
15/04/2015 - 
FONTE EPOCA ONLINE
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Rio São Francisco sofre com estiagem prolongada (Foto:  Lúcio Távora / Agência O Globo)
Recentemente o WWF-Brasil lançou uma petição on line para que o governo federal crie um Plano Nacional de Nascentes e Mananciais. Para que serve esse plano? A resposta breve é para garantir água de qualidade e em quantidade para todos os usos e para todas as pessoas.
E por que ele deve ser criado pelo governo federal? O Brasil vem passando por uma crise hídrica que já afeta 40 milhões de brasileiros. As soluções que vêm sendo apresentadas pelos governos são, majoritariamente, baseadas na reservação de água para aumentar a sua oferta perante o crescimento populacional e aumento da demanda nas cidades e no campo, por meio de obras de infraestrutura hídrica, como, por exemplo, a construção de reservatórios, transposições e captação de água subterrânea. A gravidade dessa crise exige que sejamos mais criativos e pensemos em alternativas adicionais à reservação que possam garantir segurança hídrica num futuro próximo.
Esse é o momento das autoridades reconhecerem os serviços ambientais prestados pela natureza e adotarem medidas efetivas para preservá-los. O Plano Nacional de Segurança Hídrica lançado pelo governo federal no ano passado prevê a ampliação da oferta de água por meio de obras de infraestrutura, porém não inclui a recuperação de bacias em seu escopo. Estamos salvando os “ovos de ouro”, mas esquecendo de salvar a “galinha”. Afinal, de onde virá a água que irá abastecer os reservatórios se não das nascentes dos rios que alimentam os reservatórios?
As nascentes representam a “galinha dos ovos de ouro” que irão garantir água limpa e abundante num futuro próximo e, ao invés de protegê-las, estamos acabando com elas. O próprio novo Código Florestal (Lei 12.651/2012) em seu inciso IV do artigo 4° excluiu as nascentes intermitentes (que secam em períodos do ano) da obrigatoriedade de proteção de faixa de matas no seu entorno. De acordo com a lei, apenas as nascentes permanentes são incluídas na faixa de proteção permanente, num raio mínimo de 15 metros. Como as nascentes que eram perenes estão secando, elas são automaticamente consideradas intermitentes e, portanto, podem ser desmatadas por lei. Essa é, infelizmente, a situação atual.
Quando um rio é poluído ou degradado, mas suas nascentes estão preservadas, há boas chances de recuperarmos todo corpo hídrico.  Por outro lado, se as nascentes forem destruídas, pouco se pode fazer. Elas são a fonte necessária à vida e devem ser preservadas ou recuperadas a qualquer custo. E o país está perdendo suas nascentes de modo veloz, desconhecido e, em alguns casos, irreversível. A imagem da nascente seca do rio São Francisco em 2014 foi só um alerta. Em vários municípios, as nascentes já não servem mais à população. Ruas, casas e bairros inteiros são construídos sobre áreas de preservação permanente, onde as nascentes são drenadas e aterradas. No meio rural as fontes são degradadas pelo mau uso do solo na atividade agropecuária, além da construção de estradas e obras de infraestrutura sem planejamento.
Diante da atual crise hídrica, que poderá deflagrar outras crises como de energia, alimentos e, até mesmo, crise social e econômica, o governo federal deve assumir a liderança com apoio do setor privado e da sociedade e criar um Plano Nacional de Proteção de Nascentes e Mananciais (PNNM). O Plano deveria iniciar com um mapeamento inédito das nascentes e sistemas de cabeceiras do país e avaliar as condições de degradação as quais se encontram e identificar sistemas prioritários para intervenções e recuperação. Além disso, propor um pacto nacional com os Estados e municípios para implementar ações de restauração e preservação das nascentes prioritárias, com metas claras e com urgência para serem iniciadas.
Além disso, esse plano seria uma ótima oportunidade de envolver o cidadão e as empresas. Recentemente, na região metropolitana de São Paulo que vem sofrendo com a escassez de água nas torneiras, algumas iniciativas voluntárias de cidadãos vêm mapeando nascentes e córregos “escondidos” entre os concretos e pavimentos da grande metrópole de forma bem sucedida, a exemplo do movimento “Existe Água em SP” criado nas páginas do Facebook. Este e outros grupos identificaram mais de 300 “córregos invisíveis” na região metropolitana de São Paulo, o que dobraria os 287 rios catalogados oficialmente na cidade.
Portanto, fica claro que as obras de infraestrutura para garantir a reservação são necessárias e devem sair do papel rapidamente, porém, é essencial lembrarmo-nos da infraestrutura natural da bacia hidrográfica. Um estudo coordenado pelo professor José Galízia Tundisi demonstrou que os custos de tratamento de água diminuem de R$ 200 a 300 para apenas R$ 1 a 3 por 1.000m³ de água comparando-se uma bacia hidrográfica totalmente desmatada com outra parcialmente preservada. Ou seja, os números confirmam que a vegetação desempenha um papel importante não só na preservação da região, mas também na redução de custos e, consequentemente, no incremento das condições de saúde e qualidade de vida da população.
O plano proposto pelo WWF-Brasil quer, assim, garantir água de qualidade e em quantidade para todos os brasileiros, e acredita que as nascentes devem ser o mote para a ampliação do olhar rumo a uma nova gestão da água, deixando apenas de considerar apenas a infraestrutura “cinza” do concreto das obras para uma infraestrutura “verde” considerando elementos da natureza.
*Glauco Kimura de Freitas é coordenador do programa Água para Vida do WWF-Brasil