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quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Moradores encontram cobra de sete metros em rodovia de Mato Grosso

Suspeita é que o animal tenha sido atropelado por caminhão na BR-163.
Cobra, da espécie sucuri, estava com a cabeça esmagada e morreu.

Denise SoaresDo G1 MT

Moradores encontram cobra de sete metros em rodovia de Mato Grosso (Foto: Henrique Cotrim/TVCA)Moradores encontram cobra de sete metros em rodovia de Mato Grosso (Foto: Henrique Cotrim/TVCA)
Uma cobra, da espécie sucuri, de aproximadamente sete metros foi encontrada neste sábado (26) na BR-163, região da cidade de Sinop, a 503 km de Cuiabá. De acordo com a Rota do Oeste, concessionária que administra a rodovia, a cobra foi encontrada perto de uma região utilizada por jovens e crianças para tomar banho de rio.
A cobra estava às margens da rodovia, a menos de um quilômetro de Sinop. Aparentemente teve a cabeça esmagada. A suspeita é que o animal tenha sido atropelado por um caminhão. Nenhum veículo foi encontrado no local onde a sucuri foi achada morta.
Os funcionários da Rota do Oeste utilizaram correntes e cordas para amarrar o corpo do animal e o colocaram em um caminhão guincho. Em seguida, a cobra foi encaminhada para a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) onde poderá ser aproveitada para estudos.
FONTE: G1.GLOBO.COM

Ambientalistas alertam para risco de desabastecimento de água em Niterói e São Gonçalo

Técnicos apontam construção de barragem como uma das soluções

POR 


Estiagem. Barragem de Imunana com pedras à vista. Rio Macacu com o nível abaixo do normal. - Paulo Roberto Araújo
O chefe da APA de Guapimirim, Maurício Muniz, convocou o CBHBG, a Cedae, a Águas de Niterói e outras entidades para mostrar a gravidade da crise hídrica na área de proteção e nos rios Macacu, Guapimirim, Caceribu e Guapiaçu. Além do risco de comprometer o abastecimento, a estiagem prolongada está provocando outro problema grave: com os rios em níveis muito baixos, quase toda água doce é desviada na barragem de Imunana e levada por um canal para a Estação de Tratamento de Laranjal. Com a escassez devido à estiagem, a água salgada do mar está entrando nos canais e pondo em risco o manguezal intacto da APA, que precisa de água doce.
— A situação é grave. Dependemos do fluxo dos rios, principalmente o Macacu, pois não temos volumes de água acumulados em represas, como acontece no Paraíba do Sul, para enfrentar períodos críticos de seca. Se a estiagem prosseguir e os rios Macacu e Guapiaçu baixarem muito, o colapso será inevitável. Por outro lado, a saúde dos rios está se deteriorando, as águas salinas estão avançando, as barrancas estão erodindo e o lixo na calha é preocupante — alerta Paulo Bidegain, que percorreu e filmou vários trechos do Macacu, acima da barragem de Imunana, que estão com níveis muito baixos.
Segundo Maurício Muniz, as medidas de gestão para resolver a crise hídrica na bacia do Rio Macacu “estão aquém do necessário”. Ele disse que seus agentes ambientais e pescadores já viram peixes enormes morrendo por falta de oxigênio e afirmou que “nunca se viu uma situação tão terrível”, referindo-se aos problemas na bacia. Defendeu o reflorestamento das matas ciliares, construção de represas e novo modelo de gestão que, segundo ele, não pode ser baseado em dados históricos da bacia:
— Não vamos voltar à situação climática do passado.

Mangue. Na barragem de Imunana, com pedras à vista, a baixa vazão do rio favorece a salinização do manguezal ao longo do Rio Macacu - Divulgação/Paulo Bidegain
O professor Alberto Figueiredo coordena a equipe que monitora, através de sensores e outros equipamentos, o fundo da Baía de Guanabara e os rios que abastecem Niterói e São Gonçalo. O projeto é financiado pela Petrobras, mas está no fim e sob risco de não ter continuidade. O cientista confirmou a preocupação do chefe da APA.
— A situação é de emergência. Já passamos do tempo de iniciar ações com o reflorestamento das margens dos rios e de conscientização do problema. A frente salina vem avançando e preocupa. Já avançou 16 quilômetros rio adentro. As vazões vêm caindo, e a situação é drástica no Caceribu — lamenta.
CEDAE REFORÇA QUE NÃO FALTARÁ ÁGUA
Representante da Cedae na reunião, Jorge Muniz afirmou que não há risco de crise no abastecimento de água em Niterói e São Gonçalo, mas admitiu que “não estamos no nível de conforto”. Alaildo Malafaia, da cooperativa Manguezal Fluminense, reagiu:
— A Cedae afirma que a água está sobrando, mas a realidade não é esta. A empresa está captando toda a água doce dos rios e a salinização está destruindo o manguezal, que é o berçário, o pulmão da Baía de Guanabara. Desde 1985 nós estamos na luta, pedindo a represa e o reflorestamento das margens dos rios.

— As prefeituras, a Petrobras e os proprietários precisam ser envolvidos na luta pela recuperação dos rios. E a Cedae e a Águas de Niterói precisam alertar os consumidores, através das contas, da necessidade de se economizar água — defende.
A APA de Guapirimim é a primeira unidade de conservação brasileira voltada para a preservação do ecossistema manguezal.
FONTE: O GLOBO



segunda-feira, 28 de setembro de 2015

26/09/2015 11:35
Reprodução da Veja online
Reprodução da Veja online


Pedro Corrêa, ex-presidente do PP, foi condenado no Mensalão, e posteriormente preso na Operação Lava Jato. Está negociando delação premiada com o MPF, mas a Veja teve acesso ao depoimento preliminar de Pedro Corrêa. Segundo a Veja "Corrêa contou, por exemplo, que o petrolão nasceu numa reunião realizada no Planalto, com a participação dele, de Lula, de integrantes da cúpula do PP e dos petistas José Dirceu e José Eduardo Dutra - que à época eram, respectivamente, ministro da Casa Civil e presidente da Petrobras. Em pauta, a nomeação de um certo Paulo Roberto Costa para a diretoria de Abastecimento da Petrobras."

Ontem o Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot endossou o pedido da Polícia Federal para que Lula seja ouvido na Lava Jato. Caberá agora ao ministro do STF, Teori Zavascki decidir se autoriza. Lula está entrando no olho do furacão da Lava Jato. 

fonte BLOG DO GAROTINHO

domingo, 27 de setembro de 2015

ATENTAI-VOS;CURSOS ONLINE GRATUITOS ATÉ HOJE !

📣 ‪#‎OPORTUNIDADE‬ => Até 27 de setembro, a Agência Nacional de Águas estará com inscrições abertas para 7 mil vagas em ‪#‎cursos‬gratuitos, na modalidade de ensino a distância (EaD). Corra porque as vagas são limitadas! 😉
📝 Inscreva-se pelo site: http://eadana.hospedagemdesites.ws/
A ANA oferecerá seis temas:
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Até 27 de setembro, a Agência Nacional de Águas (ANA) estará com inscrições abertas para 7 mil vagas em cursos gratuitos, na modalidade de ensino a distância (EaD). As inscrições podem ser realizadas através do site http://eadana.hospedagemdesites.ws/até o próximo dia 25 ou antes desta data, caso todas as vagas sejam preenchidas. Desta vez, a Agência oferecerá seis temas.
São eles:
- Água na Medida Certa;
- Caminho das Águas;
- Lei das Águas;
- Medindo as Águas do Brasil: Noções de Plu e Flu;
- Planejamento, Manejo e Gestão de Bacias;
- Sala de Situação.

Revista alemã Stern no Açu

Jornalistas da revista alemã Stern estão na região fazendo uma matéria sobre o Porto do Açu e seus impactos. Interessante que antes de irem oficialmente ao porto para estarem com os empreendedores, os jornalistas se interessaram por conhecer o entorno e os impactos do empreendimento.

A revista Stern é semanal com veiculação de cerca 700 mil exemplares e público estimado de de 7 milhões leitores.  A publicação tem sede na conhecida cidade de Hamburgo que, talvez, não por coincidência, possui um dos três maiores portos da Europa. A conferir!

FONTE BLOG DO ROBERTO MORAES

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- Sala de Situação.
Crianças plantam árvores no Horto e Cais da Lapa
  Divulgação
Cerca de 30 crianças da Escola Centro Dimensão do Espaço participaram do plantio de 25 mudas de árvores nativas, no Cais da Lapa e no Horto Municipal, realizado pela Secretaria de Desenvolvimento Ambiental, na tarde desta segunda-feira (21/09), em comemoração ao Dia da Árvore. Foram plantadas mudas de sapucainha, ingá comum, ingá de metro, amendoeira e aroeira. 
O secretário de Desenvolvimento Ambiental, Jorge Rangel, e representantes do Projeto Capivara, do Instituto Federal Fluminense (IFFluminense); e do Lions Club também participaram.
A aluna da Escola Centro Dimensão do Espaço, Júlia Thederiche, 7 anos, plantou a sapucainha. “Gostei muito de plantar a árvore, tudo que fazemos hoje, colhemos amanhã. É uma alegria saber que vamos ter frutos, flores e sombra”, disse. 
Cada aluno ficou com uma muda de árvore, que recebeu seu nome. “É um aprendizado de maneira real, complementando os projetos que já abordamos dentro de sala de aula”, afirmou a professora Roseima Thederiche. Pela Manhã foram plantadas outras 25 árvores no Cais da Lapa.

 Fonte Redação/Ascom


sábado, 26 de setembro de 2015


Reprodução do Brasil 247
Reprodução do Brasil 247


Essa pergunta do título vem sendo feita em Brasília, onde estive esta semana. O ministro-relator das "pedaladas fiscais", Augusto Nardes já sinalizou que seu voto será pela rejeição das contas de Dilma. Claro que é preciso saber o voto dos demais ministros do TCU. Mas na hipótese das contas serem reprovadas a decisão será apreciada pelo Congresso. Na reforma ministerial, Dilma espera garantir os votos necessários para impedir o avanço do impeachment. Mas a oposição não via ficar parada. Tudo vai depender da voz das ruas. Se houver pressão popular vai ser difícil barrar o processo de impeachment. Caso o povo não vá para as ruas, não duvidem de que é possível até um acordão para aprovar as contas de Dilma no Congresso, mesmo reprovadas pelo TCU. Não duvidem do poder do "toma lá, dá cá". 
FONTE BLOG DO GAROTINHO

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

São Paulo tem quilômetros de rios soterrados por asfalto

A cidade, que hoje sofre com a crise hídrica, tem mais de 3 mil quilômetros de rios correndo no subsolo.
POR Suzana Bizerril Camargo EDITADO POR Felipe Van Deursen
De cada 100 paulistanos, apenas cinco viram o Rio Pinheiros com curvas e várzeas. Quem tem menos de 70 anos só o conhece como ele é hoje: um canal reto, poluído e cercado por enormes avenidas e prédios espelhados em suas margens. As pessoas que nunca saíram de São Paulo não sabem o que é conviver com um rio. Tocar nas águas geladas de um córrego? Parar para ouvir o barulho de um riacho? Programa de férias. Mas nem sempre foi assim na metrópole mais importante do Brasil. E não por causa dos seus dois rios fétidos (além do Pinheiros, tem o infame Tietê). Mas por causa das centenas de riachos e córregos que a cidade tem. Isso mesmo, centenas.

Rio Pinheiros São PauloiStock
Vista do Rio Pinheiros, em São Paulo, que foi canalizado e está comprimido entre avenidas marginais

Estima-se que a capital paulista tenha entre 300 e 500 rios concretados embaixo de casas, edifícios e ruas. São impressionantes 3 mil quilômetros de cursos d'água escondidos. São Paulo deu as costas a seus rios, o que não é nem de longe uma novidade. "Nunca os tratamos bem", diz o geógrafo Luiz de Campos Júnior. "Desde o início, quando uma casa era construída, ela não ficava de frente para um córrego. Os riachos sempre ficavam relegados ao fundo do quintal". A água era vista como um excelente meio para levar embora tudo o que não se quer mais. 
Campos é um dos idealizadores do movimento Rios e Ruas, que organiza expedições para que as pessoas encontrem os chamados rios invisíveis da metrópole, que estão debaixo da terra, mas ainda podem ser vistos e ouvidos por bueiros e meios-fios. Triste ironia para a cidade que está passando pela maior crise de abastecimento de água de sua história. Logo ela, fundada no alto de uma colina entre três rios, Tietê, Anhangabaú e Tamanduateí, e que ganhou o nome de Vila de São Paulo de Piratininga devido à abundância de peixes (em tupi-guarani, "pira" é peixe).
Por séculos, os paulistanos usaram os rios. Além de transporte de mercadorias, pesca e criação de animais, sua água era usada para todas as necessidades da casa. No começo do século 20, remar e nadar no Pinheiros e no Tietê eram atividades comuns. Não é à toa que o distintivo do time mais popular da cidade tenha uma âncora e um par de remos. No Corinthians dos anos 30, o remo era um dos principais esportes. Os rios faziam parte da vida da cidade. Stela Goldenstein, diretora da Associação Águas Claras do Rio Pinheiros, lembra que as pedras usadas na construção do Theatro Municipal, um dos edifícios mais icônicos de São Paulo, chegaram em embarcações por meio do Tamanduateí. Ora, usar um rio para transportar materiais para uma obra soa normal, não? Não em São Paulo.

Trocando água por concreto

A primeira grande reforma do Tamanduateí aconteceu na década de 1910. Em 1928, as obras que eliminaram as curvas do Pinheiros tiveram início. Nas décadas seguintes, o desenvolvimento econômico do país sepultou de vez a bacia hidrográfica paulistana. O carro se tornou símbolo do Brasil pujante dos anos 50. Com as novas fábricas de automóveis instaladas, surgiu a demanda por vias para eles trafegarem. E o único espaço para fazer avenidas era sobre os rios, pois os morros já estavam ocupados. Então, os cursos d?água começaram a ser canalizados e, frequentemente, aterrados, para dar lugar a grandes avenidas. Hoje, muito do que é conhecido por asfalto, concreto, corredores de veículos e arranha-céus era, na verdade, água. O Vale do Anhangabaú, tradicional ponto turístico e de manifestações populares, tem esse nome por conta do Rio Anhangabaú, que nasce perto da Avenida Paulista. Algumas das principais vias da cidade estão sobre rios canalizados (clique no mapa abaixo).

Rios invisíveis São PauloIlustração/Vinícius Matsuei

Isso foi nefasto para São Paulo, até do ponto de vista psicológico. É mais fácil esquecer o que está enterrado e invisível. Para as gerações mais jovens, nem há o que esquecer, já que milhões de pessoas nem sabem que existem rios e córregos debaixo de seus pés. E esses cursos d?água continuam lá, vivos. Rios limpos, com água corrente e margens arborizadas enfeitam qualquer cidade e melhoram a qualidade de vida. Mas eles podem fazer muito mais. Asfalto e concreto impedem que a água da chuva seja absorvida e fazem com que ela leve sujeira das ruas para os rios.
Mais rios a céu aberto, então, significa menos enchentes na cidade. Outras vantagens são o incremento do turismo e a criação de melhores e mais saudáveis espaços gratuitos de convivência.

Certo, nesse verão a preocupação foi mais com a falta d?água do que com as enchentes. Mas a seca que ameaça São Paulo (e boa parte do Sudeste) nos últimos tempos também tem a ver com o descaso dado aos rios.

Água de reuso seca São PauloVictor Moriyama/Getty Images
Moradora de São Paulo reusa água da máquina de lavar para limpar o quintal

A despoluição de um rio e arenaturalização da paisagem ajudam a refrescar o clima e, consequentemente, a trazer mais chuvas, lembra a arquiteta Pérola Brocaneli, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP e especializada no assunto. No interior do Estado, uma cidade vivenciou isso. Em 1990, Iracemápolis sofria com falta d?água. A prefeitura procurou ajuda do biólogo Ricardo Rodrigues, da Escola Superior de Agronomia Luiz de Queiroz (Esalq-USP), que iniciou um projeto de recuperação da mata ciliar e conservação do solo. Em 2014, Rodrigues voltou à região e viu que, enquanto as cidades vizinhas enfrentam a crise hídrica, Iracemápolis vai bem, obrigado.


Cidades trabalham para recuperar águas urbanas

Várias metrópoles no mundo também maltrataram seus rios e já começaram a reparar isso. São Paulo não errou sozinha. Felizmente, hoje já surgem na cidade casos que comprovam o poder de mudança que a reabertura de um rio pode trazer - e o quão diferente ela seria se toda essa água viesse à tona. O Córrego Pirarungáua ficou escondido durante 70 anos em uma galeria dentro do Jardim Botânico, no bairro do Ipiranga. As águas corriam por um canal subterrâneo, construído no início do século passado. Quando, em 2007, uma das paredes da galeria ruiu, a administração do local decidiu revitalizar o córrego. No ano seguinte, ele foi reaberto.

Domingos Rodrigues, diretor do Centro de Pesquisa Jardim Botânico e Reservas, explica que o processo de regeneração do rio ajudou no aumento da população de espécies nativas, inclusive algumas ameaçadas de extinção. E, desde que o córrego veio à luz, o número de visitantes no parque se multiplicou. "É um processo inevitável. Vamos ter que limpar nossos cursos d?água", acredita Campos. Na zona oeste da cidade, o Córrego das Corujas, que percorre bairros como a Vila Madalena, ganhou nova vida. A prefeitura, pressionada por moradores, melhorou o acesso a partes do córrego. Hoje, há um parque linear no entorno dele. Em alguns pontos, os vizinhos levam cadeiras e se reúnem no gramado.

Rio Sena Torre Eiffel ParisiStock
Rio Sena, em Paris, revitalizado

São iniciativas tímidas e de pequena escala, mas que mostram como o ambiente urbano pode ser transformado. "Se os rios fossem trazidos novamente à superfície, a população dificilmente permitiria que eles ficassem poluídos", acredita Stela Goldenstein. "A proximidade é importante para a recuperação deles." Em São Paulo, falta água na torneira e sobra no subsolo.

Revitalização de rios é possível

Desde 2000, a política na União Europeia é bastante rígida com a limpeza de seus rios. Isso acelerou o processo de despoluição em vários deles. O Sena, em Paris, considerado morto em 1960, hoje tem mais de 30 espécies de peixes. Quem se atreve a poluí-lo pode pagar multa de ?100 milhões. O Tâmisa, em Londres, já foi símbolo de rio imundo. Hoje é exemplo de recuperação. Nos Estados Unidos também há casos assim. No entorno do principal rio de Chicago, a prefeitura está construindo ciclovias e calçadões e estimulando os passeios de barco, uma das principais atrações turísticas locais.