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quarta-feira, 30 de abril de 2014

Por que São Pedro sozinho não vai tirar São Paulo da seca

Por que São Pedro sozinho não vai tirar São Paulo da seca

Com o passar dos dias e a intensificação da estiagem histórica na Cantareira, fica cada vez mais cristalino que tem algo fora do eixo na gestão da água do Estado de São Paulo

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Vanessa Barbosa EXAME.com - 04/2014

Bert Kaufmann/Creative Commons

É fato que São Pedro não tem sido lá muito amigo dos paulistas nestes primeiros meses de 2014. Desde dezembro, o Estado de São Paulo vive sua pior estiagem em mais de 80 anos. Agora, acender vela para que o apóstolo abra as portas do céu e faça a água cair sobre as represas sedentas não é a solução mais racional.

Aqui em terra, a preservação e proteção desse recurso é responsabilidade de todos, mas sua correta gestão recai, principalmente, sobre o poder público.

Caprichos da natureza não são suficientes para justificar que o Estado com o maior PIB do país e lar de 10% da população brasileira esteja à beira de um colapso d´água.

Com o passar das semanas e o aprofundamento do drama da Cantareira, que atingiu seu pior nível ontem, de 12,5%, fica cada vez mais cristalino que tem alguma coisa errada na gestão da água paulista.

A suspeita é reforçada pela recente admissão pelaCompanhia de Saneamento Básico de São Paulo (Sabesp) de que existe, sim, risco de ocorrer rodízio de água, caso os níveis dos reservatórios da companhia no Estado de São Paulo não sejam reestabelecidos.

Essa informação não consta em algum relatório recente feito na esteira da crise paulista, mas no relatório de sustentabilidade de 2013 da empresa divulgado esta semana.

Até aí tudo bem, não fosse pelo fato da afirmação ir de encontro à negativa repetida a exaustão ao longo das últimas semanas pelo governo de Geraldo Alckmin de que "São Paulo não terá racionamento de água".

AFINAL, QUEM TEM RAZÃO? 
Faz pelo menos quatro anos que o Estado de São Paulo está a par dos riscos de desabastecimento de água na Região Metropolitana.

Em dezembro de 2009, o relatório final do Plano da Bacia Hidrográfica do Alto Tietê, feito pela Fundação de Apoio à USP, não só alertou para a vulnerabilidade do sistema Cantareira como sugeriu medidas cabíveis a serem tomadas pela Sabesp a fim de garantir uma melhor gestão da água.

O estudo afirmava que o sistema da Cantareira tinha "déficits de grande magnitude". Entre as recomendações feitas pelo relatório estavam a instauração de processos de monitoramento de chuvas e vazões do reservatório e implementação de postos pluviométricos.

Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, o promotor Rodrigo Sanches Garcia, do Grupo Especial de Defesa do Meio Ambiente, afirmou que a Sabesp já tinha conhecimento sobre a necessidade de melhorias há mais tempo.

"Na outorga de 2004, uma das condicionantes era que a Sabesp tivesse um plano de diminuição de dependência do Cantareira. O grande problema foi a demora de planejamento", contou.

INVESTIGAÇÃO Ministério Público de São Paulo (MP-SP) vai instaurar, ainda nesta semana, um inquérito civil para esclarecer a crise no Sistema Cantareira.

Além de considerar a falta de chuvas sobre as bacias hidrográficas que alimentam a Cantareira nos primeiros meses do ano, o inquérito vai apurar informações sobre a possibilidade de erros de gestão da Sabesp.

À frente do inquérito está o 1º Promotor de Justiça do Meio Ambiente da capital, José Eduardo Ismael Lutti.

Referência em matéria de direito ambiental, o promotor já fez críticas públicas à possíveis falhas dos órgãos competentes pelo abastecimento de água e ao próprio governo Alckmin.

"Temos o pior sistema de gestão de recursos hídricos que se pode imaginar", afirmou durante evento em São Paulo, em março, numa crítica direta a possíveis intervenções políticas.

"Político não serve para ser gestor onde o conhecimento técnico tem que imperar. Nosso sistema de abastecimento está no limite há no mínimo quatro anos, e o que foi feito para evitar o colapso?", questionou.

Segundo Lutti, a recusa por parte do governo em falar em racionamento tem conotações políticas claras, já que estamos em pleno ano eleitoral.

AÇÕES DE EMERGÊNCIA Com a crise instalada, entraram em cena algumas medidas de emergência na tentativa de amenizar o problema.

De saída, a Sabesp ofereceu desconto de até 30% na conta para quem economizasse água. Com a adesão popular e controle dos desperdícios, a medida já economizou volume suficiente para abastecer uma cidade do tamanho de Curitiba.

Outra medida, essa menos popular por várias razões, foi a tentativa de provocar chuva artificial, um processo chamado de semeadura de nuvens, ao custo de R$ 4,5 milhões.

Especialistas em meteorologia olham com reservas a técnica, que é alvo de controvérsias, por sua eficácia e possíveis efeitos indesejados no meio ambiente.

Já que não chove nas represas, a investida mais radical será recorrer a obras para retirada do chamado volume morto, um reservatório que está abaixo do nível alcançado hoje pelo sistema de captação.

Mas mesmo essa água extra tem limite, dá para garantir líquido extra na torneira por cerca de quatro meses.

Outra alternativa, que depende menos do estado e mais da disposição dos vizinhos, é a proposta de construir um canal para retirar água da bacia do Rio Paraíba do Sul, que abastece o Rio de Janeiro.

É polêmica. Para especialistas da área, retirar água do Paraíba do Sul pode antecipar um colapso de abastecimento para o povo fluminense.

Agora que a crise já está instalada, começam a sair do papel projetos antigos que podem proteger a cidade de futuros colapsos.

É o caso da construção de um novo reservatório de água, em Ibiúna, fruto de parceria público-privada, prevista para ser concluída em 2018.

A NATUREZA FALA, MAS QUEM ESCUTA? Todas essas ações tomadas quando a crise já está instalada mostram que a solução vai muito além da boa vontade de São Pedro.

A natureza fala e os sinais são claros. Mas estamos dando a devida atenção? O colapso do sistema da Cantareira é uma tragédia anunciada há tempos.

Verões mais intensos e com padrões de chuvas alterados são sinais de mudanças no padrão climático.

O verão de 2014 foi o mais quente de São Paulo em 71 anos.

Além dos termômetros em alta recorde, o verão também trouxe tempo seco sem precedente e a falta de chuva, que levaram as principais represas à situação de estresse hídrico.

Não há estudo que mostre a relação direta entre o aquecimento do planeta e as altas temperaturas registradas por aqui.

No entanto, com a tendência de aquecimento dos últimos anos, verificados pelo Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPPC), os extremos climáticos tornam-se mais comuns.

ESCOLHAS Em agosto de 2014, a outorga do Sistema Cantareira deverá ser renovada. Na ocasião, o governo paulista vai alterar dispositivos, ao menos é isso que se espera. Vai decidir quanto de água o sistema poderá prover por dia, que regiões serão abastecidas, e com que prioridade.

"Se a decisão for baseada em critérios técnicos, a vazão total deveria ser reduzida", escreveu o biólogo Fernando Reinach, em coluna no jornal Estado de S. Paulo.

"No futuro, teremos mais anos com pouca chuva e mais anos com um grande excesso de chuvas. Para garantir o suprimento de água nos anos secos, os reservatórios deveriam ser administrados com uma folga maior. Menos água pode ser retirada, e os níveis médios devem ser mantidos mais altos", diz.

Em carta, publicada no site da Agência Nacional de Águas, a Sabesp pede a renovação da outorga do sistema Cantareira.

O documento de 43 páginas não menciona a redução da captação de água, apenas reitera que um estudo para diminuir a dependência do sistema Cantareira será apresentado, dentro de 30 dias após contrato firmado.

Caberá ao governo decidir quanto de água poderá sair.

Se seguir o pensamento técnico e determinar a redução da captação diária, não sobrará outra alternativa à Sabesp ou outras empresas candidatas que não implementar de imediato novas soluções.

Se tudo permanecer do jeito que está, só vai restar acender vela para São Pedro, mesmo
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Seminário sobre mercúrio debate mais controle de produtos químicos

Seminário sobre mercúrio debate mais controle de produtos químicos

    Martim Garcia/MMALetícia Carvalho: troca de experiênciasLetícia Carvalho: troca de experiências
    Convenção de Minamata é o foco principal do encontro, que tem o apoio do governo sueco e do PNUMA.

    RAFAELA RIBEIRO

    O Ministério do Meio Ambiente, em cooperação com as agências suecas de controle de produtos químicos (KemI) e de proteção ambiental (Swedish EPA) e o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) realizam, nesta quinta e sexta-feira (24 e 25/04), em Brasília, o Seminário sobre Mercúrio. O encontro pretende apoiar o processo de ratificação e implantação da Convenção de Minamata sobre Mercúrio.

    A Convenção de Minamata adotou esse nome em homenagem à cidade japonesa vítima do pior envenenamento já registrado pelo metal tóxico. O acordo pretende reduzir os níveis mundiais de emissões de mercúrio, bem como a produção e a utilização do metal, principalmente em processos industriais. Trata-se de um metal pesado muito tóxico para os seres vivos. Uma exposição muito forte enfraquece o sistema imunológico e pode causar problemas como perturbações psicológicas ou digestivas, perda de dentes, e problemas cardiovasculares ou respiratórios. A convenção prevê que, em 2020, produtos com mercúrio, como os termômetros, tenham desaparecido, e dá prazo de 15 anos para que os Estados Unidos deixem de usar mercúrio nas atividades de mineração.

    COMPROMISSOS

    “A ideia é apresentar e discutir no seminário experiências da Suécia e do Brasil no contexto dos compromissos de Minamata e nas potencialidades para a coordenação e cooperação com as convenções de Estocolmo, Roterdã e Basileia, que tratam da gestão de produtos químicos e resíduos perigosos”, explicou a diretora de Qualidade Ambiental na Indústria do Ministério do Meio Ambiente, Letícia Carvalho. O evento é parte da Cooperação Bilateral Brasil-Suécia, assinada ao final de 2013, que tem como um dos focos a gestão adequada de produtos químicos e vem a promover importante troca de experiência entre os dois países.

    A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, assinou, como plenipotenciária, a Convenção de Minamata sobre mercúrio, em 13 de outubro de 2013, no Japão. Desde então, o Brasil e demais países signatários, a exceção dos Estados Unidos que a ratificaram no inicio deste ano, estão em processo de ratificação para o qual as providências já estão em curso. “Esse seminário é uma atividade que visa manter o ímpeto rumo ao processo de ratificação, além de preparar o país para os desafios na implantação dos compromissos que serão assumidos junto à convenção”, acrescentou Letícia Carvalho.

    EXPERIÊNCIAS

    Para compartilhar e somar experiências, o MMA conta com a parceria do escritório do PNUMA no Brasil e com o escritório de Produtos Químicos do PNUMA, em Genebra, que, desde 2007, auxiliam o governo brasileiro na implantação da Convenção de Estocolmo sobre poluentes orgânicos persistentes (POPs) e tem apoiado a realização de diversas atividades para a gestão ambientalmente saudável de substâncias químicas. Além do PNUMA, a cooperação bilateral com o Ministério do Meio Ambiente da Suécia, que prioriza a gestão de químicos, em especial o mercúrio entre os temas de interesse mútuo, tem sido de grande valia para o Brasil, promovendo a troca de experiências e capacitação de nossos técnicos.

    O seminário, dividido em quatro blocos, tratará inicialmente sobre os compromissos da Convenção de Minamata e as características e efeitos do mercúrio que o tornam um poluente global. Num segundo momento, o tema central será a eliminação do mercúrio em produtos como lâmpadas, baterias e equipamentos de saúde e em processos como a produção de cloro-álcali. Na manhã desta sexta-feira (25/04), os presentes tratarão sobre emissões atmosféricas e liberações à água e no solo de mercúrio e o último bloco será sobre os desafios para o controle do uso do mercúrio na mineração artesanal de ouro, com foco na Região Amazônica, um dos mais importantes aspectos no contexto nacional.

    terça-feira, 29 de abril de 2014

    Bancos terão que implantar política socioambiental até fevereiro de 2015

    Bancos terão que implantar política socioambiental até fevereiro de 2015

      Paulo de Araújo/MMAIzabella e Tombini: nova governançaIzabella e Tombini: nova governança
      Conselho Monetário Nacional aprova normas de responsabilidade no sistema financeiro

      LETÍCIA VERDI

      Em cerimônia na sede do Banco Central (BC), em Brasília, nesta sexta-feira (25/04), da qual participaram mais de 40 representantes do setor, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, e o presidente do BC, Alexandre Tombini, apresentaram a Resolução nº 4.327, que dispõe sobre as diretrizes da Política de Responsabilidade Socioambiental para instituições financeiras e demais organizações autorizadas a funcionar pela autoridade monetária.

      Na ocasião, a ministra afirmou que a resolução sintetiza pelo menos 20 anos de pensamento do mercado financeiro e representa uma nova abordagem da governança ambiental no sistema financeiro do Brasil e do mundo. O trabalho, conduzido pelo Banco Central e pelo MMA, em conjunto com outras instituições, foi preparado na Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), em 2012, e em posteriores audiências públicas e restritas.

      NOVA GOVERNANÇA

      “Discutir meio ambiente não está mais circunscrito ao MMA”, declarou Izabella. “A nova governança ambiental perpassa todo o setor produtivo, muito além do que se vê”. Segundo ela, a resolução normativa do BC influenciará os novos modelos de governança ambiental nos setores públicos e privados do Brasil. “É o primeiro passo de uma nova fase em relação à política ambiental no Brasil”, finalizou.

      O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, destacou o caráter conceitual da resolução, fruto de um amplo debate com o MMA, as entidades de classe, organizações sociais e multilaterais. “Considero essa regulamentação um marco em termos da responsabilidade socioambiental e reúne diferentes pontos de vista segundo as melhores práticas internacionais”, declarou. “Acredito, também, que essas diretrizes que estabelecemos para o sistema financeiro serão referência no contexto internacional”.

      Para ser colocada em prática, a resolução depende do esforço de cada instituição financeira em definir a sua própria política socioambiental, seguindo os princípios da proporcionalidade e da relevância explicitados no texto. “A regulação exige que cada instituição financeira faça uma reflexão e identifique as melhores formas de mitigar os riscos socioambientais”, explicou o presidente do BC. Os riscos socioambientais, na Resolução nº 4.327/2014, são classificados como “a possibilidade de ocorrência de perdas das instituições decorrentes dos danos socioambientais”.

      BANCOS MAIS COMPLEXOS

      O prazo para que as instituições possam se adequar ao sistema será até o dia 28 de fevereiro de 2015, para aquelas obrigadas a implantar o Processo Interno de Avaliação da Adequação de Capital (Icaap) - definidas por Tombini como “bancos mais complexos”. Para as demais, o prazo vai até o dia 31 de julho de 2015.

      Algumas instituições financeiras já possuem comitê e políticas de responsabilidade socioambiental, mas o universo brasileiro inclui cerca de duas mil instituições que precisam se adequar à nova resolução. Quem não cumprir o prazo, poderá sofrer processo administrativo previsto na Lei 4595/1964, que criou o Conselho Monetário Nacional entre outras providências.

      Renan Calheiros no Vaticano


      Reprodução não sítio do Senado Federal
      Reprodução não sítio do Senado Federal


      Corre piada em Brasília sobre a ida fazer presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB - AL) a Roma, Onde participou Ontem não Vaticano da missa de canonização do Padre José de Anchieta. Dizem Que Renan, Opaco conseguiu o "Milagre" de voltar a presidir o Senado MESMO DEPOIS de Vários escândalos, ágora Quer saber o Que Precisa Fazer Para Virar "santo". OUTROS lembram that also Renan Esteve nenhum Vaticano não Passado Ano. Dizem Que Localidade: Não DEU ritmo de confessar de Todos os Pecados, POR ISSO Voltou Este Ano. Mas o Opaco fez muitos parlamentares rirem FOI A Notícia fazer enviado especial fazer o Jornal O Estado de S.Paulo, Que mostrou (vide abaixo), Que o Papa se assustou when Viu Renan Calheiros Indo na SUA Direção, e Saiu da capela apressadamente.




      Reprodução fazer Estadão on-line
      Reprodução fazer Estadão on-line

      segunda-feira, 28 de abril de 2014

      Brasil da mata

      Brasil da mata

      Nenhum outro país do mundo tem uma combinação de biomas tão ricos e diferentes como a Amazônia e o Pantanal. O primeiro é gigante: ocupa 49% do território brasileiro, e se explora navegando pelos rios. O segundo é comparativamente bem menor: apenas 2% do país, e se vê principalmente por terra. Em comum, a abundância das heranças culturais e gastronômicas dos povos locais, flora exuberante e variedade da fauna - e tudo pode ser conferido sem susto. Aventura, mas sem jogar (necessariamente) o conforto às feras

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      Luiz Felipe da Silva Viagem E Turismo - 02/2014
      Valdemir Cunha / Luciano Candisani


      Olho na Bicharada 
      Sinfonia pantaneira 
      Lá pelas 5 da manhã, o Sol já se reflete nas gotas de orvalho nas folhas das árvores, e o silêncio da mata dá lugar a uma espécie de sinfonia silvestre: cantando, os pássaros decolam em direção ao céu alaranjado. Por terra, capivaras, veados, jacarés andam lado a lado para alcançar os pontos onde o Sol já esquenta. Parece coisa de desenho animado, mas essa sequência é default na alvorada do Pantanal, observada desde a MT-060, a Rodovia Transpantaneira. Ao longo dos seus 145 km, dá para ver e entender bem o que é esse bioma, único no mundo.


      A rodovia fica no município de Poconé, a 104 quilômetros de Cuiabá, destino do Pantanal que melhor combina hospedagens confortáveis e exposição às aventuras pantaneiras. Chegar até seu ponto de partida é fácil e, na seca (apenas de abril a setembro), qualquer carro 1.0 leva até Porto Jofre, ao sul, onde a viagem por terra termina. Ao longo da via de terra batida, vê-se um pouco de tudo: desengonçados tuiuiús que correm para cruzar a pista e vagarosos jacarés que, se não lagarteiam na estrada (a dica é andar devagar; não é nada difícil confundi-los com a sombra das árvores), nadam em "cardume" nas poças d’água sob uma das 122 pontes de madeira espalhadas pelo caminho.



      Tudo bem, não dá para ver as mais de mil espécies de animais que vivem nesse ecossistema de 210 quilômetros quadrados. Mas não é lá muito difícil observar capivaras, veados, porcos-do-mato e tamanduás esgueirando-se entre as árvores ou bebericando das águas que inundam a superfície a 100 metros do nível do mar, especialmente na época da seca.



      Neste período, a copa das árvores é menos encorpada, mas em dois momentos a natureza exibe sua paleta: na floração das piúvas, quando a paisagem se pinta de rosa, e na floração do para-tudo, que colore de amarelo o verde-e-marrom que predomina no Pantanal. Na cheia (de outubro a março), a beleza surge na flora: as folhas assumem formas exuberantes na copa das árvores - é bom lembrar, entretanto, que nessa época é preciso mais do que um 1.0 para vencer a estrada coberta de barro. 



      Na cheia ou na seca, os passeios de barco são indispensáveis para uma experiência completa - muitos dos bichos mais ansiados pelos turistas só são vistos em meio à água. Em qualquer hotel de ecoturismo é de praxe: guias assumem a proa de barquinhos motorizados, navegam por rios e cortam igapós e corixos, de onde se veem, por exemplo, lontras e ariranhas. É também onde a onça-pintada (que aqui chega a 2,4 metros de comprimento e peso de 130 quilos) surge com mais frequência. De hábitos noturnos, o maior felino do continente americano raramente caça ou se movimenta sob a luz do Sol - seus trajetos mais constantes a levam para a margem dos rios, para beber água. Com paciência - ou alguma sorte -, você encontrará uma delas. A partir de Porto Jofre, barcos levam a passeios por uma região onde há onças em maior número.



      ISCA, ANZOL OU BOA MESA
      É em Porto Jofre, também, que dá para encontrar barqueiros que levam até o Parque Nacional do Pantanal Matogrossense. O acesso ao parque é restrito (é obrigatório obter uma autorização do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, ICMBio, para entrar, realizar atividades e acampar lá dentro) e difícil (chega-se a ele apenas navegando quatro horas pelo rio Cuiabá ou em cerca de uma hora de voo a partir de Poconé ou Corumbá), daí ser aconselhado apenas para aventureiros mais experientes.



      O parque fica em uma das regiões mais ricas em diversidade de peixes: por ali passa a maior parte das 250 espécies que vivem no Pantanal. Como a pesca é proibida em seus limites, os amantes da isca e do anzol preferem cidades vizinhas da bacia do rio Paraguai, caso de Corumbá e Cáceres, repletas de hotéis equipados para pesca, com embarcações próprias e aluguel de equipamentos. Quem topa passar dias no balanço dos rios pantaneiros a bordo de barcos-hotel precisa se preparar para gastar bastante: as diárias não custam menos de R$ 1.000, sempre no sistema all-inclusive.



      Ninguém precisa, porém, pescar para provar os peixes típicos do Pantanal. "Quem come cabeça de pacu nunca mais sai daqui" é um ditado de Cuiabá que circula Pantanal afora. Refere-se ao sabor do carnudo e gorduroso peixe, encontrado mais frequentemente na versão costela frita, conhecido como "ventrecha". A piraputanga, o dourado (cuja pesca é proibida no Mato Grosso) e o pintado (o mais encontrado nas mesas da região) são os outros pescados que mais fazem salivar os turistas.



      Nos hotéis de ecoturismo de Poconé, o esquema é quase sempre o mesmo: os hóspedes são aceitos apenas mediante reserva, e a diária inclui pensão completa e pelo menos dois passeios por dia. As atividades principais são as mesmas. O crème de la crème é o safári fotográfico que, no fim do dia, leva o nome de focagem noturna. O passeio começa quando as únicas luzes são a da Lua e a da lanterna do guia - ou seja, é ideal para ver animais de hábitos noturnos.



      Ao sul do rio Cuiabá, o Pantanal Sul, onde fica a maior porção de terra do bioma, tem bons hotéis. Nas redondezas do município de Miranda estão as hospedagens com perfil mais intimista. No Refúgio Ecológico Caiman e no Refúgio da Ilha há passeios personalizados, e as refeições acompanham as preferências dos hóspedes. Nas regiões do rio Negro e da Nhecolândia, que compõem, digamos, o "Pantanal profundo", o acesso só ocorre em veículos 4x4 ou de avião, a partir de Aquidauana ou de Campo Grande. Lá, a pegada é roots: os passeios de cavalo entre grandes poças d’água e áreas de campo são uma constante.



      De norte a sul, com mais conforto ou na base da raça, é possível se aventurar sozinho pelo Pantanal com alguma segurança: mesmo à noite, dá para pegar o carro e, com bastante atenção, rodar pelas vias de terra. Na Amazônia, porém, a história é diferente.



      CAMINHOS DA FLORESTA
      Os principais caminhos da floresta amazônica são percorridos sobre a água. Por isso, não há paisagem que não se veja duas vezes ao mesmo tempo: aonde quer que se vá, o Sol, as árvores e os animais espelham-se na imensidão de água doce que corta a maior floresta do planeta, com seus 4.200 quilômetros quadrados. O roteiro turístico está nos arredores das principais artérias amazônicas, o rio Negro e o rio Solimões. Próximo de Manaus, os dois, aliás, protagonizam um dos espetáculos da viagem: o encontro das águas, que, com diferenças de densidade, velocidade, acidez e temperatura, correm lado a lado por cerca de seis quilômetros sem se misturar.



      A imponência bruta da natureza faz da Amazônia um destino propício para quem procura ver um bioma (quase) virgem da influência humana, ao contrário do que se vê no Pantanal. Outra diferença é que não dá para pegar um carro e sair desbravando a natureza - na Amazônia, o turismo é baseado nas hospedagens de selva. Espalhados entre rios e igapós de regiões ermas, os lodges dispõem de boa estrutura, em construções de concreto ou de madeira e equipados com canoas e barcos motorizados, geralmente com assentos acolchoados e cobertura. Os hotéis funcionam tanto na seca (de julho a novembro), quando se formam algumas praias fluviais naturais, como na cheia (de dezembro a março), período em que a água sobe a quase 30 metros. Os nativos dividem essas duas épocas em, respectivamente, verão e inverno, mas não se engane: o calor é forte o ano todo.



      Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, localizada entre os municípios de Tefé e Uarini, sedia a Pousada Flutuante Uacari, hospedagem onde o contato com a natureza é mais intenso. É, também, a mais distante. Para chegar é preciso pegar um voo de uma hora entre Manaus e Tefé e, de lá, mais quase uma hora de barco. Nos mais de 1 milhão de hectares vivem onças-pintadas, aves diversas, macaquinhos como o uacari - que batiza a região - e botos-cor-de-rosa (sim, eles existem!). De modo geral, é difícil avistar animais na Amazônia, mas isso não se aplica aos botos ali: um passeio de barco de 20 minutos é suficiente para encontrar um deles. São tantos que a reserva se tornou um centro de excelência em pesquisa e recebe frequentemente biólogos que palestram para os hóspedes.



      Seguem a mesma linha o Juma Amazon Lodge (em Autazes, a três horas de Manaus) e o Anavilhanas Jungle Lodge (em Novo Airão, a duas horas da capital). O Juma, além de workshops com pesquisadores, tem na grade de atividades o arvorismo em exemplares gigantes, caso da sumaúma, a "rainha da Amazônia", que chega a mais de 80 metros. O Anavilhanas investe em um menu de serviços mais exclusivos: desde o quarto com paredes de vidro para observar, da cama, os movimentos da selva até passeios como a visita às Grutas de Madadá e o roteiro de barco pelas margens do exuberante arquipélago de Anavilhanas, que compreende 400 ilhas nas águas do rio Negro. A cereja no bolo é o voo de hidroavião sobre as ilhas fluviais: custa R$ 2 000 para até quatro pessoas.



      TAMBAQUIS E PASSARINHOS
      Quem faz questão de fugir do luxo encontra no Malocas Jungle Lodge (em Rio Preto da Eva, a uma hora de Manaus) a experiência mais selvagem. Não há energia elétrica, e uma construção de concreto que simula uma maloca indígena abriga os quartos. Uma das atividades tradicionais do turismo local, o pernoite na selva, ganha aqui sua versão mais roots: o hóspede cai na mata com o guia e monta seu próprio abrigo, produz o fogo e trata de pescar o peixe que será sua próxima refeição. Alguém se habilita?



      Nascidos ali, com a água no pescoço, sobre palafitas de madeira, os ribeirinhos formam comunidades cuja riqueza cultural rivaliza com a beleza do pôr do Sol na preferência do turista. Esses moradores da floresta abrem suas casas aos viajantes e contam suas histórias, em visitas intermediadas pelos hotéis. O clímax ocorre quando chega à mesa a refeição, com cardápio simples, mas certeiro: tambaquis e jaraquis frescos, farinha e frutas típicas, como o bacuri ou o abacaxi da Amazônia, mais doce do que o convencional.



      Para o almoço ou para o jantar, acostume-se com o peixe e a farinha. A variedade de pescados é de apenas dez, e brilham o tambaqui (principalmente na receita da costela na brasa), o tucunaré (na caldeirada) e o pirarucu, conhecido como "bacalhau da Amazônia". Para acompanhar a refeição, estará em cima da mesa um pote com pequenas "ovinhas". É, na verdade, a farinha de Uarini, tesouro gastronômico da cidade de mesmo nome, bem mais grossa do que as farinhas convencionais - é feita a partir da mandioca amarela em um processo que dura cerca de uma semana.



      A herança ribeirinha e indígena é nítida também na língua local. Murici, araçá-boi e matrinxã são casos de palavras já incorporadas ao dicionário gastronômico contemporâneo. Agora, desvendar os nomes das centenas de aves amazônicas é tarefa apenas para nativos. Sid, da pousada Aldeia dos Lagos, em Silves, e Cleudilon "Passarinho", da Garrido, em Tumbira, são exemplos de guias que dominam a selva como se fosse a extensão de seu jardim. Aficionado por pássaros, Cleudilon aprendeu a imitar o canto de 32 deles e é especialista em birdwatching. Sid, conhecido como "Boto", monta diferentes roteiros de barco todos os dias, seguindo seu instinto para desbravar igapós e encontrar animais raros; é, também, uma espécie de vigilante da mata que vaga à noite para inibir a pesca predatória.



      As duas hospedagens trabalham com o modelo do turismo comunitário: os funcionários são sócios, e o dinheiro que os turistas deixam por lá circula apenas na economia local. Embora, na verdade, seja difícil dizer o que é local na Amazônia: nessa imensidão de água doce e diversas gradações de verde, cada espacinho parece um mundo inteiro. 

      QUANDO IR
      Pantanal - Na seca (entre abril e setembro), é mais fácil transitar com carros convencionais e a presença de animais selvagens é mais frequente. Na cheia (de outubro a março), o melhor a são os passeios de barco. Durante a piracema (janeiro, fevereiro, novembro e dezembro), a pesca é proibida. 
      Amazônia - Faz calor o ano todo, mas, na época da seca (entre julho e novembro), as temperaturas sobem até cerca de 40 °C e formam-se praias naturais na selva. Na cheia (de dezembro a maio), ou inverno amazônico, a água sobe na floresta a quase 30 metros do solo, na altura da copa das árvores, e só se transita de barco.



      VACINAS
      Para ir ao Amazonas, ao Mato Grosso do Sul e ao Mato Grosso é recomendado tomar a vacina de febre amarela. Ela está disponível em postos e hospitais públicos, sem custo, ou em privados, e deve ser aplicada pelo menos dez dias antes da viagem.

      Apetite global por energia aumenta pressão sobre água


      Apetite global por energia aumenta pressão sobre água

      A produção de energia é responsável por 15% de retirada de água do planeta, número que deve aumentar até 2035 com incremento da demanda energética

      -  A  A  +
      Vanessa Barbosa  Planeta Sustentável - 2014

      Unesco

      Os recursos hídricos estão sob pressão para atender a crescente demanda global por energia. O alerta vem de um novo relatório da ONU, lançado na última sexta-feira (21), em Tóquio, por ocasião do Dia Mundial da Água. O documento analisa criticamente a falta de coordenação e planejamento entre os dois domínios, e insta a melhorias para evitar a escassez de energia, o desabastecimento de água e a deterioração dos recursos naturais.

      No total, a produção de energia é responsável por 15% de retirada de água do planeta. Mas esse número está aumentando e, em 2035, o crescimento populacional, a urbanização e o aumento do consumo prometem empurrar o consumo de água para geração de energia até 20%.

      A demanda por energia elétrica deve aumentar em 70% até 2035, com mais de metade deste crescimento vindo da China e da Índia.

      Recursos hídricos em declínio já estão afetando muitas partes do mundo e 20% de todos os aquíferos já são considerados sobreexplorados.

      Em 2050, 2,3 bilhões de pessoas estarão vivendo em regiões sujeitas a estresse hídrico severo, especialmente na África do Norte, Central e Sul da Ásia.

      De acordo com o estudo, o desafio de atender a demanda por energia pode muito bem vir às custas dos recursos hídricos. Como a preocupação com o meio ambiente e os impactos sociais das térmicas e das usinas nucleares aumenta, os países estão tentando diversificar suas fontes de energia, visando reduzir a dependência externa e mitigar os efeitos da flutuação dos preços. Mas todos as opções têm seus limites, diz a ONU.

      O cultivo de biocombustíveis, que requer uma grande quantidade de água, aumentou em grande escala desde 2000. Extração de gás de xisto também se espalhou nos últimos anos, particularmente nos Estados Unidos. Mas esta energia fóssil só pode ser extraída através de fraturamento hidráulico, que requer grandes quantidades de água e apresenta o risco de contaminar os lençóis freáticos.

      Fontes de energia renováveis parecem menos prejudicial para o abastecimento de água, sugere o relatório. A hidroeletricidade atualmente atende 16% da demanda de energia em todo o mundo e seu potencial ainda é pouco explorado. No entanto, a construção de barragens pode ter um impacto negativo sobre a biodiversidade e as comunidades humanas.

      Outras energias alternativas estão ganhando terreno. Entre 2000 e 2010, a energia eólica e a energia solar cresceram 27% e 42%, respectivamente, em todo o mundo. Mas, embora essas tecnologias exijam muito pouca água, eles fornecem energia de forma intermitente e precisa ser combinado com outras fontes que não necessitam de água.

      Assim, pondera o relatório, apesar dos progressos na área das energias renováveis, o combustível fóssil deve manter a sua liderança nos próximos anos. Pelas previsões da Agência Internacional de Energia, os combustíveis fósseis devem manter sua liderança na matriz mundial até 2035, seguido das energias renováveis.

      COMO ENFRENTAR O DESAFIO DA ENERGIA O relatório destaca a necessidade de coordenar as políticas de água e de gestão de energia para enfrentar os desafios futuros. Isto inclui a revisão de práticas de preços para garantir que a água e a energia são vendidas a preços que reflitam seu custo real e impacto ambiental com mais precisão.

      Sistemas que permitem a produção combinada de água e energia elétrica, provavelmente serão a chave para o futuro, diz o estudo.

      É o caso das usinas de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos, e Shoaiba, na Arábia Saudita, que servem tanto para a dessalinização da água do mar como para a produção de energia.

      Outa solução que vem ganhando força é reciclagem de água para geração de energia. A matéria orgânica serve para a produção de biogás rico em metano.

      No Chile, a central de Farafana trata 50% do esgoto de Santiago e produz perto de 24 milhões de metros cúbicos de biogás. Cem mil moradores usam essa energia, em vez de gás natural.

      Em Estocolmo, na Suécia, carros e táxis usam biogás produzido a partir de águas residuais. O interesse por esta tecnologia também está crescendo em países em desenvolvimento.

      ÁGUA E ENERGIA: UMA RELAÇÃO DELICADA 
      O relatório mostra que os lugares onde as pessoas não têm acesso adequado à água coincidem, em grande parte, com aqueles onde as pessoas não têm energia elétrica, evidenciando o quão interligados são esses dois setores.

      Em pleno século 21, 768 milhões de pessoas no mundo ainda não têm acesso a uma fonte de água tratada, 2,5 bilhões de pessoas não têm saneamento adequado, enquanto 1,3 bilhão de pessoas não possuem acesso a energia elétrica.

      A coleta, o transporte e o tratamento de água necessitam de energia, enquanto a água é utilizada na produção de energia e para a extração de combustíveis fósseis. Usinas de geração elétrica, que produzem 80% da eletricidade no mundo, utilizam grandes quantidades de água para o processo de resfriamento.

      Segundo a ONU, essas relações evidenciam que as escolhas estratégicas feitas em um domínio têm repercussões sobre o outro
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      domingo, 27 de abril de 2014

      MANANCIAIS DE ABASTECIMENTO PÚBLICO:conceito

      MANANCIAIS DE ABASTECIMENTO PÚBLICO

      Manancial de Abastecimento Público e A Fonte de Água Doce superficial UO Subterrânea utilizada parágrafo CONSUMO Humano UO Desenvolvimento de Atividades Econômicas. Como áreas Contendo OS mananciais devem servi Alvo de Atenção Específica, contemplando Aspectos Legais e Gerenciais.

      O aumento da DEMANDA POR Água e consequencia Direta do Crescimento populacional e da Ampliação dos níveis de Consumo per capita, e os tais Fatores aumentam a pressao sobre OS mananciais de Abastecimento. 
      Entre como situations that Causam degradação das áreas de mananciais, destacadas PODEM SER:
       ocupação desordenada fazer sozinho, EM especial áreas vulneráveis ​​Como como APP; Práticas inadequadas de uso de solo e fazer da Água; Falta de Infraestrutura de Saneamento (n º s precariedade Sistemas de Esgotamento Sanitário, Manejo de Águas pluviais e Resíduos Sólidos); superexploração dos Recursos Hídricos; remoção da Cobertura vegetal; Erosão e assoreamento de rios e córregos; e Atividades Industriais Que se desenvolvem descumprindo a Legislação ambiental.

      A Manutenção Desse Quadro Resulta na baixa Qualidade da Água Distribuida, expondo UMA parcela significativa da População de Doenças. Atualmente, sos Problemas São amenizados Pela Aplicação de Recursos de Tratamento da Água, OU Investimentos em Sistemas CADA Vez Mais Complexos de adução, Em Busca de Novos mananciais.

      A disponibilidade de Água, Tanto los QUANTIDADE Como los Qualidade, E hum dos principais Fatores limitantes AO Desenvolvimento das Cidades. Para a Manutenção Sustentável do Recurso Água, E necessario o Desenvolvimento de Instrumentos Gerenciais de Proteção, Planejamento e utilização, adequando o Planejamento urbano à vocação natural, fazer Sistema hídrico. Como Bacias Opaco Contém mananciais de Abastecimento devem receber Tratamento especial e Diferenciado, POIs uma Qualidade da Água bruta Depende da forma Pela quali OS Demais Trechos da Bacia São manejados.

      E Nesse Contexto Opaco um SRHU, Dentro das SUAS Competências Institucionais, a VEM Trabalhando na Formulação de ações Que da visem a minimização de Impactos sobre OS Mananciais de Abastecimento COM Foco do NAS áreas densamente urbanizadas; promovam uma Articulação institucional e empreendedorismo legal União, ESTADOS e municípios na Gestão das Águas; e aprimorem a urbana ambiental Gestão, contemplando especialmente a Capacitação de Gestores Públicos nessa Temática.

      FONTE: SITE MMA

      11 DICAS PARA CONSTRUIR OU REFORMAR COM MENOR IMPACTO AMBIENTAL.

      11 DICAS Paragrafo Construir UO Reformar com Menos Impacto ambiental

      Comprou hum Terreno e Vai Comecar a casa Construir Uma? Finalmente Vai Fazer hum GAT esperada Reforma? Veja algumas Formas de tornar o Seu Projeto  viável e Sustentável , com Menos Impacto Parágrafo o Meio Ambiente e de Parágrafo o Seu bolso.
      1.  Planeje.  Uma decisão de Construir UO Reformar Exige Conhecimento sobre o Opaco Voce. Quer Fazer, o Opaco permite hum Melhor Controle Fazer Orçamento ea viabilização Fazer Projeto. O Primeiro Passo de hum bom Planejamento e ri Ate a Prefeitura de SUA Cidade Buscar Informations sobre Regras de Como exigidas. Previstas Essas Normas o Estação nenhum Código de Obras e Edificações do Município.
      2.  Fique atento à Geração de Resíduos.  em Geral, Muita Coisa Vai Para O Lixo APOS Reformas e Construções. No Caso Primeiro, TENTE reaproveitar e reciclar materiais. Hoje dia EM, ESTA Muito los moda "garimpar" Madeiras, Portas, Janelas e OUTROS materiais de Demolição. Azulejos, louças e Armários Antigos PODEM Serviços Doados Parágrafo Opaco OUTRAS PESSOAS OS reaproveitem.
      3.  Ao Construir,  Preservar o Espécies Nativas  existentes nenhum terreno, JA Que ELAS UMA garantem estabilidade Fazer Sozinho e refrescam o Ambiente. A Vegetação Fazer entorno da Edificação combinação de evapotranspiração das Plantas com Isolamento térmico. Outra Coisa Importante E adaptar Seu Projeto à topografia afazeres terreno Naturais, Parágrafo evitar o Impacto Fazer Deslocamento de Muita terra.
      4.  equacionaríamos Como peculiaridades da Região  Onde Voce. mora. Os Materiais e Técnicas Como devem Semper Serviços utilizados Conforme o clima de Cada Região. Afinal, E a Casa Que desen Estar according to o clima, Nao o Contrário. ISSO also minimização o Consumo de Energia. Se o Parágrafo Caso, utilizar Coberturas verdes, Que proporciona Melhor Conforto térmico e Ajuda na retenção de Águas pluviais.
      5.  Uma  Disposição dos Ambientes  los UMA Residência PODE CRIAR CONDIÇÔES prévias de Conforto UO desconforto. Cabe AO Projeto Arquitetônico assegurar o grau adequado de Insolação e Ventilação Parágrafo Naturais CADA Ambiente. Por ISSO, aproveite a luz natural,,, n º s AMBIENTES e otimize Como CONDIÇÔES de Ventilação garantindo naturais de hum Ventilação Cruzada.
      6.  O  AQUECIMENTO Solar de Água , especialmente par o banho, Consiste na Instalação de Placas sensíveis à luz do Sol nsa Telhados. O Investimento PODE Serviços Recuperado com UMA Economia na Conta de luz.
      7.  Se Possível, instale  Sensores de ocupação  Opaco desligam Como Luzes de Semper Que o cômodo estiver desocupado. Otras Boas Soluções Opaco ajudam a EconomizAR São o  dimmer , Dispositivo Que Regula a Intensidade Luminosa, e OS Sensores de Presença n º s AMBIENTES.
      8.  Pinte OS cômodos da Casa com núcleos Claras . Cores escuras absorvem luz. E Localidade: Não Custa lembrar: atente-se AO Tipo de tinta Que Voce. Vai USAR na Sua Casa. Muitas Contém Compostos Orgânicos Voláteis (COVs) benzeno como, tolueno e xilenos, Que Tem grande potencial tóxico. Prefira Tintas de base de um DE de Agua. Veja  Neste Carga  o Opaco Voce. desen sabre sobre substancias tóxicas das Tintas Antes de Compra-las.
      9.  Pará EconomizAR Água,  Troque hum Descarga  com Válvulas POR aquelas Que da acompanham Caixas de 6 litros de Agua. Outro Recurso E hum com a Caixa de Descarga hum duplo Fluxo (3 e 6 litros, um Menor QUANTIDADE de Água e de Parágrafo UMA Descarga Fazer xixi). Cisternas de Parágrafo Armazenagem de Água da chuva also São UMA ideia boa. Voce PoDE UMA jardins utilizar agua para regar, Lavar a varanda ...
      10.  Priorize o USO de  madeira certificada , o Opaco Garante Que o PRODUTO FOI extraído de forma Correta ee proveniente de Florestas com Manejo adequado.
      . 11  Se Possível, separe hum Espaço Parágrafo Fazer  compostagem de Resíduos Orgânicos . Hoje em dia, existem composteiras Domésticas nenhuma available Mercado, adaptando-se, inclusive, um apartamentos -  Veja aqui  Como Fazer.