terça-feira, 3 de setembro de 2013

Distribuição geográfica de árvores da Mata Atlântica pode cair 65% até 2100

Caso se concretizem as projeções mais pessimistas do IPCC e o aquecimento atingir a casa dos quatro graus Celsius, a distribuição geográfica das árvores da Mata Atlântica poderá ter redução de até 65% em 2100

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...your local connection/Creative Commons

Caso se concretizem as projeções mais otimistas do IPCC - Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas e a temperatura nas áreas com remanescentes de Mata Atlântica aumentar até dois graus Celsius, a distribuição geográfica das árvores desta floresta poderá ter redução de 30% em 2100. Se as estimativas mais pessimistas vingarem e o aquecimento atingir a casa dos quatro graus Celsius, tal redução poderá chegar a 65%.


O alerta foi feito por Carlos Joly, coordenador do Programa de Pesquisas em Caracterização, Conservação, Restauração e Uso Sustentável da Biodiversidade do Estado de São Paulo (BIOTA-FAPESP) e pesquisador do IB/Unicamp - Instituto de Biologia da Universidade Estadual de Campinas, durante o sexto encontro do Ciclo de Conferências 2013 do BIOTA Educação, realizado no dia 22 de julho na FAPESP, em São Paulo.

Os números foram obtidos a partir de um levantamento que começou em herbários. “Identificamos pelo menos 30 pontos de ocorrência exata de árvores da Mata Atlântica e, com isso, fizemos um mapa de onde elas ocorrem hoje em determinadas condições de temperatura, precipitação, tipo de solo e altitude”, explicou Joly.

Considerando os 30 pontos iniciais, o passo seguinte foi usar um algoritmo para calcular em que outros lugares haveria potencial para a ocorrência das espécies, o que deu origem a um segundo mapa. De acordo com o pesquisador, “isso nos permitiu dizer que determinada espécie é capaz de ocorrer em certa localidade, sob certas condições anuais de temperatura e precipitação”.



Em seguida, as projeções do IPCC permitiram traçar o panorama de 2100, considerando cenários mais e menos otimistas. “Estimamos que a porção nordeste dos remanescentes – onde a estimativa é que também haja redução significativa de chuvas – vá diminuir. E a distribuição geográfica das espécies ficará mais restrita a áreas como a Serra do Mar, onde a precipitação é garantida e o relevo impede que a temperatura suba demais”, afirmou Joly.

ESTOQUES DE CARBONO
Outro tema abordado durante a conferência foi o monitoramento do carbono estocado na Floresta Atlântica paulista, em uma faixa equivalente a 14 campos de futebol entre Ubatuba e São Luiz do Paraitinga.

Desde 2005, pesquisas viabilizadas pelo BIOTA-FAPESP e pelo Programa FAPESP de PFPMCG - Pesquisa sobre Mudanças Climáticas Globais investigam os remanescentes de Mata Atlântica na região, inclusive no que diz respeito às trocas gasosas entre as plantas e o meio ambiente.

O acompanhamento é feito por meio de cintas de aço colocadas nos troncos das árvores – a medição do diâmetro, a cada dois anos, aponta quanto carbono vem sendo fixado por elas. “Também monitoramos árvores que morrem e vão entrar em decomposição e plantas novas, que no último período verificado cresceram o bastante para entrar em nossa amostragem”, afirmou Joly. Uma torre de 60 metros de altura, equipada com um grande conjunto de sensores, também mede o fluxo de trocas gasosas, além de radiação, chuva, vento, entre outros fatores.

Os resultados obtidos até o momento apontam para a existência de grandes estoques de carbono, principalmente no solo das regiões mais altas, onde as temperaturas frias tornam o processo de decomposição mais lento e há acúmulo de serapilheira – camada fofa que se forma com folhas caídas no chão.

“Imaginamos que, em um processo de aquecimento, a serapilheira que se acumulou por milhares de anos vai se decompor mais depressa, fazendo com que a floresta libere mais gás carbônico do que pode assimilar. Ou seja, ela se tornaria uma fonte emissora e nós perderíamos o serviço ambiental de estocagem que hoje as espécies nos prestam”, explicou Joly.

Nos próximos anos, o monitoramento na Floresta Atlântica paulista será comparado a estudos na Floresta Amazônica e em florestas da Malásia, em parceria com pesquisadores britânicos. Já se sabe, por exemplo, que a Floresta Amazônica não acumula tanto carbono no solo como a Atlântica e, nas medições anuais, estabelece trocas com a atmosfera que resultam em um balanço próximo a zero.

FAUNA E SENSORIAMENTO
André Victor Lucci Freitas, pesquisador do IB/Unicamp, também participou da conferência apresentando dados sobre origem, evolução e diversidade da fauna da Mata Atlântica. Ele apontou que a grande diversificação e o alto endemismo faunístico podem ser explicados por um conjunto de processos.

“A interação entre as tolerâncias ambientais dos diferentes grupos de animais, a heterogeneidade de habitats (florestas, restingas, campos) e os processos históricos (como variações climáticas no passado) explicam a grande diversidade encontrada ao longo de toda a extensão da Mata Atlântica”, disse Freitas.

O terceiro palestrante, Flávio Jorge Ponzoni, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), tratou sobre os bastidores do desenvolvimento de um atlas.

“O acompanhamento, agora anual, dos remanescentes da Mata Atlântica é feito a partir da interpretação de imagens de satélites. Fotografias aéreas resultariam em um detalhamento maior, mas essa ainda é uma técnica muito cara para a grande extensão que precisamos monitorar”, disse. Outro desafio é identificar desmatamentos menores causados pela expansão urbana.

De acordo com Ponzoni, o bioma cobre 7,9% de sua extensão original, se considerados os remanescentes acima de 100 hectares. Quando computados todos os polígonos com 100 hectares ou menos, o domínio é de 11% a 16%.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

MMA convoca a população a participar da conferência virtual

MMA convoca a população a participar da conferência virtual

     MMA convoca a população a participar da conferência virtual
    Debate via internet permitirá levantar sugestões para melhorar a gestão de resíduos sólidos no país

    TINNA OLIVEIRA 

    Os brasileiros terão a oportunidade de participar da Conferência Virtual de Meio Ambiente, que começa na próxima segunda-feira (26/08). Por meio do portal e-Democracia, da Câmara dos Deputados, qualquer pessoa interessada sólidos poderá enviar contribuições relativas à Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). O debate faz parte da 4ª Conferência Nacional de Meio Ambiente (CNMA) e é a primeira vez que essa modalidade via internet é utilizada.

    “Essa é a oportunidade de, quem ainda não participou, dar a sua contribuição para aprimorar a gestão de resíduos sólidos no país”, ressalta o coordenador geral da 4ª CNMA e diretor do Departamento de Cidadania e Responsabilidade Socioambiental do Ministério do Meio Ambiente, Geraldo Vitor de Abreu. Serão 16 dias em que o cidadão poderá enviar as sugestões via internet. O prazo acaba em 10 de setembro.

    EIXOS PRIORITÁRIOS

    Nas últimas duas semanas foram promovidas conversas virtuais sobre cada um dos eixos prioritários da conferência: produção e consumo sustentáveis, redução dos impactos ambientais, geração de trabalho, emprego e renda e educação ambiental. Ao fim da conferência virtual, serão cadastradas 20 propostas por eixo temático. 

    Outra forma de participação na 4ª CNMA é por meio das conferências livres, que podem ser convocadas por qualquer cidadão. Já foram realizadas 139 reuniões em 24 estados. As contribuições levantadas nesta modalidade, assim como na virtual, são encaminhadas diretamente à etapa nacional e devem ser cadastradas no site da conferência.

    Além das conferências livres e da virtual, estão sendo realizadas as assembléias municipais e regionais. Essas enviam suas propostas às etapas estaduais, que também já tiveram início. As propostas levantadas pelas etapas estaduais serão encaminhadas à etapa nacional, que acontecerá de 24 a 27 de outubro, em Brasília.

    Esse é o ponto alto do debate, pois é quando os resultados de todas as conferências locais são discutidos pelos representantes eleitos. Ao final, será elaborado documento com 60 ações prioritárias, sendo 15 por eixo. E produzida uma carta de responsabilidade compartilhada da 4ª CNMA com esses resultados.

    SITE:MMA 

    Cores da mata

    Cores da mata

    Apesar da lenta degradação do ambiente nos últimos 500 anos, pesquisadores estimam haver até 1,2 mil espécies de pássaro espalhadas pela floresta litorânea .Luiz Claudio Marigo National Geographic Brasil -


    fotos de Luiz Claudio Marigo

    Não restam mais que 7% dos 1,5 milhão de quilômetros quadrados originais de Mata Atlântica da época de suas primeiras descrições, no século 16, quando europeus desembarcaram no litoral brasileiro e, fascinados, puderam contemplar a surpreendente fauna do Novo Mundo - como a ave araçari-poca (acima), símbolo dos trópicos pela exuberância, formas e cores. 


    Apesar da lenta degradação do ambiente nos últimos 500 anos, pesquisadores estimam haver até 1,2 mil espécies de pássaro espalhadas pela floresta litorânea. Mas a descontinuidade de seu hábitat isolou os araçaris e outros animais em populações separadas, o que tende a ser uma ameaça. Daí a importância de ampliar áreas protegidas e conectar esses remanescentes emcorredores ecológicos


    "O araçari-poca é endêmico desse bioma, e não está sob risco imediato. Entretanto, pode desaparecer de áreas fragmentadas ou muito pequenas", analisa o ornitólogo Luís Fábio Silveira, da Universidade de São Paulo. Para ele, mesmo que nenhum caso de extinção tenha sido ainda comprovado na Mata Atlântica, há um claro processo de declínio. "Duas hipóteses são consideradas: a primeira sugere que as aves da floresta, durante sua evolução, desenvolveram a capacidade de sobreviver em ambientes secundários. Já a segunda aponta que, em breve, começaremos a observar um período de extermínio em massa", diz. 


    Exclusivo - Um álbum especial sobre os bichos da Mata Atlântica - entre eles este macaco-prego-robusto - e a importância das iniciativas particulares de conservação da floresta estão em ngbrasil.com.br

    domingo, 1 de setembro de 2013

    Seis formas de saber se você caminha para o sucesso financeiro

    O sucesso financeiro, que muitas pessoas associam com negócios ousados, “grandes tacadas” ou mesmo pura sorte é, em grande parte, resultado de bons hábitos. A consistência nas ações cria os hábitos, e bons hábitos criam o sucesso. A seguir detalho alguns desses bons hábitos. Se você já os cultiva, ótimo; se não, preste atenção e procure mudar sua realidade para comportá-los.
    1. Você é capaz de cumprir compromissos consigo mesmo

    Você estabelece para si determinadas metas como, por exemplo, “guardar 10% daquilo que ganha, todo mês”. Não é um compromisso assumido com o banco, com a financeira, com seu patrão, seu cônjuge ou seu pai. É um compromisso assumido apenas consigo mesmo. Se você falhar, ninguém vai lhe punir ou aplicar uma multa. Será apenas você com você mesmo.

    A maioria das pessoas, infelizmente, só consegue cumprir compromissos quando há algum tipo de ameaça externa, uma perspectiva concreta de punição, ou então quando há o risco de magoar uma pessoa próxima. Mas poucos se preocupam em não magoar a si mesmos.
    Também sabe que aquilo que deu certo no passado não necessariamente repetirá o desempenho no futuro. Se seu vizinho conseguiu trocar de carro com as ações que ele comprou no ano passado, isso não significa que você conseguirá o mesmo comprando ações este ano.
    2. Você alimenta um ceticismo saudável

    Você tem uma mínima noção de quais são os retornos esperados para a maioria dos investimentos e empreendimentos. Você pode não ser um PhD em finanças, mas tem um mínimo de senso crítico para saber que aquele esquema oferecido pelo seu primo, que promete 30% ao mês investindo na engorda de ovelhas ou em títulos financeiros de algum país obscuro, é uma barca furada.

    3. Você controla seus impulsos

    Você é capaz de passar na frente de uma vitrine, se apaixonar por determinado produto, mas ainda assim ter o autocontrole necessário para se retirar e pensar melhor na necessidade daquela compra. Pessoas que conseguem esperar pelo menos um dia após verem um produto “apaixonante” têm grande possibilidade de chegar à conclusão de que aquela compra não seria um bom negócio. No dia seguinte, se a necessidade ainda existir em sua cabeça, você irá à loja e comprará o produto, sem culpa.

    Pessoas que não resistem à tentação da compra por impulso são o “sonho dourado” de todo vendedor, que usará todo seu arsenal de desculpas esfarrapadas (tipo “é a última unidade e o fabricante não vai entregar mais” ou “este preço só vale hoje, amanhã muda a tabela”) para criar um senso de urgência e uma falsa necessidade de adquirir aquele e outros produtos.
    4. Você tem um fluxo de caixa positivo

    Fluxo de caixa? Positivo? Bem, vamos colocar em termos mais simples: você gasta menos do que ganha. Você sabe que a quantia de dinheiro que tem é o resultado de uma operação matemática simples: aquilo que você ganha menos o que gasta é aquilo que sobra.

    Se aquilo que você ganha não é tanto assim, você entende que terá que ter um padrão de vida mais modesto para que a conta “feche”. E se quiser elevar esse padrão de vida, o fará procurando aumentar aquilo que ganha e não gastando aquilo que não tem.
    5. Você evita dívidas

    Você sabe o quanto as dívidas podem comprometer sua vida e a vida de sua família quando elas se descontrolam e também sabe que o descontrole é algo que acontece muito facilmente. Você faz contas antes de comprar qualquer bem parcelado, para ver qual é o seu custo real.

    Aquela conversa de que “a parcela cabe na orçamento” simplesmente não existe para você. E se passar por algum aperto financeiro, você sempre buscará alternativas antes de recorrer a um banco (ou a um agiota).
    6. Você se interessa por suas próprias finanças

    Você não tem medo de olhar para seu extrato bancário e nem “terceiriza” sua vida financeira, confiando cegamente em seu gerente de banco. Você procura saber o mínimo sobre opções de crédito e investimento para, pelo menos, conseguir se comunicar adequadamente com o responsável por sua conta.

    E, quando precisa de alguma informação, você sabe onde procurar e não vai recorrer às “dicas infalíveis” daquele seu amigo que diz que entende tudo de finanças, mas vive endividado e “enrolado”.
    Hora de valorizar os bons hábitos! Boa sorte e até a próxima.

    GOVERNO DO ESTADO INAUGURA UPAM DO PARQUE DA SERRA DA TIRIRICA

    GOVERNO DO ESTADO INAUGURA UPAM DO PARQUE DA SERRA DA TIRIRICA
    Onde: Estrada de Itaipuaçu, lote 123, quadra 3

    Ponto de encontro: Após o KM 13 da RJ 106, entrar na Estrada de Itaipuaçu (viatura do Comando de Polícia Ambiental estará informando local do evento)

    Em parceria com a Secretaria de Estado do Segurança, a Secretaria do Ambiente (SEA) estará inaugurando nesta quarta-feira a Unidade de Policiamento Ambiental (UPAm) do Parque Estadual da Serra da Tiririca, que abrange os municípios de Niterói e Maricá.

    A UPAm da Serra da Tiririca é a oitava do estado. Os parques estaduais do Desengano, Três Picos, Pedra Branca e da Ilha Grande e a Reserva Ecológica da Juatinga, além das UPAms Móvel e Marítima, já contam com unidades semelhantes.

    A UPAm visa a intensificar o combate aos crimes ambientais em áreas preservadas, manter a segurança no entorno do local, realizar fiscalizações nas ocupações irregulares e monitorar a presença de caçadores.

    O Parque da Serra da Tiririca possui uma área de aproximadamente 2.400 hectares, abrangendo áreas das regiões Leste e Oceânica de Niterói e parte do bairro Itaipuaçu, em Maricá.

    Uma nova espécie de carnívoro que é 'mistura de gato com urso de pelúcia'

    Pesquisadores descobrem nova espécie de carnívoro que é 'mistura de gato com urso de pelúcia'

    O olinguito, da família do guaxinim, vive nas florestas do Equador e da Colômbia e é a primeira espécie de carnívoro descoberta no Ocidente nos últimos 35 anos

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    Redação Veja.com 

    Mark Gurney/Divulgação


    Pesquisadores do Museu Nacional de História Natural Smithsonian, nos Estados Unidos, finalmente desfizeram um mal-entendido que durou mais de um século: um animal já observado na natureza, em museus e até em zoológicos havia recebido a identificação errada por todos esses anos. Ao corrigir o erro, os cientistas encontraram o olinguito, primeiro carnívoro descoberto no ocidente nos últimos 35 anos.



    O olinguito, que recebeu o nome científico de Bassaricyon neblina, é o último membro identificado da família dos Procionídeos, à qual pertencem o guaxinim, o quati, o jupará e os olingos. Pesando cerca de um quilo, o olinguito tem olhos grandes e pelo marrom-alaranjado, que o fazem parecer "um cruzamento entre um gato doméstico e um urso de pelúcia". Na natureza, ele vive nas florestas nebulosas da Colômbia e do Equador (de onde vem o termo "neblina" de seu nome científico).



    "A descoberta do olinguito nos mostra que o mundo ainda não foi completamente explorado, e seus segredos mais básicos ainda não foram revelados", afirma Kristofer Helgen, curador de animais do museu e principal autor do estudo. "Se novos carnívoros ainda podem ser encontrados, que outras surpresas nos esperam? Tantas espécies ainda não são conhecidas pela ciência. Documentá-las é o primeiro passo em direção a um entendimento de toda a riqueza e diversidade da vida na Terra", diz o pesquisador. O estudo que descreve o olinguito foi publicado na última quinta-feira, no periódico ZooKeys.

    LONGO CAMINHO
    A descoberta foi o resultado do trabalho de uma década. O objetivo inicial da pesquisa era estudar as diversas espécies de olingos, carnívoros do gênero Bassaricyon. Mas uma análise de mais de 95% dos exemplares desses animais presentes em museus, aliada a testes genéticos e dados históricos, revelou a existência do olinguito, que não havia sido descrito até então.



    A primeira pista veio dos dentes e do crânio do animal, que são menores e apresentam formato diferente do olingos. Os animais da nova espécie também são menores e têm pelagem mais longa e densa. Porém, como as informações das quais os cientistas dispunham vinham de observações e exemplares capturados no início do século XX, era preciso descobrir se o olinguito ainda existia na natureza.



    Para isso, os pesquisadores se uniram a Roland Kays, diretor do Laboratório de Biodiversidade e Observações da Terra do Museu de Ciências Naturais da Carolina do Norte, que ajudou a organizar uma expedição de campo. "Os dados dos exemplares antigos nos deram uma ideia do que procurar, mas ainda parecia um tiro no estudo", conta Kays.



    HABITAT NATURAL
    Em uma expedição de três semanas, os pesquisadores encontraram os olinguitos e documentaram tudo o que puderam sobre o animal e seu habitat. Eles descobriram, por exemplo, que o olinguito é mais ativo durante a noite, se alimenta principalmente de frutas, raramente desce das árvores e tem um filhote de cada vez.



    Os pesquisadores estimam que 42% de seu habitat já tenha sido transformado em áreas agrícolas ou urbanas. "As florestas nebulosas dos Andes são um mundo à parte. repletas de espécies que não são encontradas em outros lugares, muitas das quais podem estar ameaçadas. Nós esperamos que o olinguito possa ser um ‘embaixador’ para as florestas do Equador e da Colômbia", afirma Helgen.
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    Brasil pode ser exemplo de uso de fontes renováveis de energia

    Brasil pode ser exemplo de uso de fontes renováveis de energia

    A participação da hidreletricidade é um dos destaques na matriz energética brasileira

    por Sabrina Craide, da Agência Brasil
       
    Érico Hiller

    Usina de etanol em São Paulo Especial Energia

    Usina de etanol de cana-de-açúcar no interior de São Paulo: o Brasil detém a tecnologia no setor
    No que depender do uso de fontes renováveis de energia, o Brasil pode se apresentar como um exemplo durante a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20. No ano passado, o país chegou a 44,1% de utilização de fontes como energia hidráulica, eólica, etanol e biomassa na sua matriz energética, enquanto a média mundial é 13,3%.
    Além da combinação de recursos naturais favoráveis, como grande quantidade de rios, vento, sol e solo apropriados para a utilização de fontes renováveis, o Brasil ainda desenvolve tecnologias nacionais que favorecem, por exemplo, a construção de usinas hidrelétricas sem reservatórios e também o aumento da produção de etanol.
    “O setor energético é uma vitrine para o país. Todo brasileiro pode se orgulhar de sua matriz energética porque realmente poucos países têm esse quadro, tanto na geração de energia elétrica como no setor de transportes”, avalia Maurício Tolmasquim, presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), órgão público responsável por estudos e pesquisas que servem para subsidiar o planejamento do setor energético.
    A participação da hidreletricidade é um dos destaques na matriz energética brasileira. O país tem o terceiro maior potencial hidráulico do mundo, atrás da China e da Rússia, e até agora só utilizou um terço desse potencial. “É claro que temos um desafio porque grande parte do que falta ser explorado está na região amazônica, que tem uma riqueza de biodiversidade que deve ser preservada. Mas não é incompatível o objetivo de preservação da Amazônia e a construção de hidrelétricas”, diz Tolmasquim.
    Outra fonte com potencial de crescimento no país é a eólica, aquela que gera energia com a força dos ventos. O potencial instalado de geração eólica é 143 mil megawatts-hora (dez vezes mais que a geração da Usina Hidrelétrica de Itaipu). Hoje, o país está em vigésimo lugar em geração de energia em termos mundiais e deve chegar ao fim deste ano em décimo lugar.
    Os leilões de energia eólica que vêm sendo realizados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) têm contribuído para aumentar a participação dessa fonte na matriz energética, aumentando a escala de produção de equipamentos, o que acaba barateando o custo dessa energia. A estimativa da EPE é chegar ao final de 2012 com mais de 3 mil megawatts de potencial instalado de energia eólica e, ao final de 2014, o país deve chegar a 7 mil megawatts.
    Já o uso de energia solar é pequeno, pois essa fonte ainda é bastante cara no país. Mas Tolmasquim acredita que a aprovação da Aneel para a instalação de pequenos geradores residenciais de energia solar para a troca eletricidade com as distribuidoras poderá impulsionar o mercado. “As perspectivas são muito boas. A tendência é que ela [energia solar] rapidamente vá ficando mais competitiva”.
    Nos próximos dez anos, a expectativa do governo é aumentar o percentual de participação do conjunto das fontes renováveis de energia. Segundo estimativas da EPE, a presença desses recursos vai passar dos atuais 44,1% para 46,3% em 2020. “O nosso maior desafio é garantir o desenvolvimento do país mantendo a participação de renováveis na produção de energia. E a resposta é sim, o Brasil pode crescer mantendo alto nível de renováveis seja nos recursos de rios, biomassa, vento e sol. Temos um grande potencial”, prevê Tolmasquim.
    Apesar de reconhecer o avanço na diversificação da matriz energética desde a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio92), realizada há 20 anos, o coordenador da Campanha de Energia do Greenpeace, Ricardo Baitelo, avalia que o país poderia estar mais bem posicionado no desenvolvimento de outras fontes renováveis, como biomassa e pequenas centrais hidrelétricas, que, na sua avaliação, estão sendo “desprestigiadas”.
    Ele também critica os altos investimentos previstos no país para os próximos anos nos setores de petróleo e gás, incluindo a área do pré-sal, em detrimento de fontes renováveis. “Estamos bem avançados no desenvolvimento de fontes renováveis, mas, na hora de ver os investimentos, eles estão indo com maior intensidade para o petróleo”. Para o Greenpeace, a Rio+20 não vai resultar em avanços significativos em relação ao setor energético. “A gente ainda carece de uma política nacional para fontes renováveis”, diz Baitelo.
    A matriz elétrica brasileira, que inclui apenas as fontes que servem para a geração de energia elétrica, tem uma participação de 88,8% de fontes renováveis. A média mundial é 19,5% e, entre os países membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), a média é 18,3%.

    sábado, 31 de agosto de 2013

    Como surgiu o movimento que parou o país nas últimas semanas?

    Como surgiu o movimento que parou o país nas últimas semanas?

    Entenda melhor os protestos que levaram milhares de brasileiros às ruas desde o começo de junho

    Giselle Hirat Capricho - 30/06/2013

    Ilustração José Aguiar
    AUMENTO DAS PASSAGENS
    Os primeiros protestos rolaram no começo de junho, com o aumento nas tarifas do transporte público. Mas a briga contra o ajuste ficou maior e agora tem várias causas - contra a corrupção na política e os gastos com a Copa do Mundo, entre outros. 


    MOVIMENTO PASSE LIVRE
    Foi ele que, defendendo um novo modelo gratuito de transporte no nosso país, organizou os protestos, mobilizando as pessoas pelas redes sociais. O MPL foi criado em 2005, no Fórum Social Mundial, em Porto Alegre (RS).



    VIOLÊNCIA
    As manifestações ganharam o apoio da população depois do dia 13 de junho, quando o protesto em São Paulo foi marcado por cenas de confrontos violentos com a polícia. Mais de 200 pessoas foram presas e várias ficaram feridas - incluindo repórteres e fotógrafos.



    NAS REDES SOCIAIS
    Hashtags como #ogiganteacordou e #vemprarua bombaram, assim como os vídeos e as fotos com cartazes usados nos protestos. Na internet, as pessoas puderam também compartilhar suas opiniões e ideias, abrindo uma discussão maior sobre o assunto.



    REPERCUSSÃO
    Mais de 250 mil pessoas saíram às ruas no país (em 12 capitais e 16 cidades) no dia 17. Depois de tudo isso, o governo de algumas cidades, como São Paulo e Rio de Janeiro, cedeu às manifestações e abaixou o preço das passagens. Ou seja: o protesto funcionou!



    Quem deu as informações: Secretaria dos Transportes Metropolitanos de São Paulo; Lucas Monteiro, representante do Movimento Passe Livre.

    Emissário submarino: Garotinho recuperou cartão postal da Praia de Ipanema

    Praia de Ipanema, cartão postal do Rio e do Brasil
    Praia de Ipanema, cartão postal do Rio e do Brasil


    Uma das idéias preconceituosas de muitas pessoas em relação a mim, fruto do massacre que a mídia promoveu me atacando por um lado e por outro escondendo as minhas realizações, é do que não fiz nada pela Zona Sul. Por isso vou começar a lhes mostrar algumas obras e realizações do meu governo que foram da maior importância para a cidade, mas acima de tudo para a Zona Sul. E começo pelo emissário submarino de Ipanema, responsável pelo escoamento do esgoto da região.

    Em 1999 quando assumi o governo do Rio, o emissário submarino de Ipanema tinha se rompido e o esgoto vazava perto da praia. O emissário inaugurado em 1974 nunca tinha passado por uma reforma. Era uma vergonha, Ipanema, um dos maiores cartões postais do Brasil, com uma praia suja, imprópria para banho.
    A recuperação do emissário de Ipanema 
    A obra de construção do emissário nos anos 70; abaixo mergulhadores trabalham na recuperação do emissário
    A obra de construção do emissário nos anos 70; abaixo mergulhadores trabalham na recuperação do emissário

    Foi uma obra difícil, grande parte dela teve que ser feita submersa, mas coloquei como prioridade e gastamos R$ 48 milhões. Por isso como podem ver abaixo, em dezembro de 2001 entregamos o emissário recuperado e os moradores da Zona Sul, assim como todos os cariocas e turistas voltaram a poder frequentar a praia de Ipanema. Fizemos uma obra para muitos anos.
    Certamente muitos de vocês também não sabiam que fui eu que recuperei o emissário submarino de Ipanema, assim como não sabem que fui que fiz a obra da galeria de cintura da Lagoa Rodrigo de Freitas, que garantiu a recuperação da água e a volta da pesca e da prática de esportes, ou então, que o emissário da Barra da Tijuca foi inaugurado no governo Rosinha. Tudo isso, aos poucos irei lhes mostrar aqui no blog.
    Reprodução da Folha de S. Paulo
    Reprodução da Folha de S. Paulo