sexta-feira, 28 de junho de 2013

A nova visão do Planalto


ESPECIAL A VOZ DAS RUAS
|  N° Edição:  2275 |  21.Jun.13 - 17:40 |  Atualizado em 27.Jun.13 - 05:30

A nova visão do Planalto

Os bastidores de uma das semanas mais difíceis do governo Dilma. Quem a presidenta ouviu e como ela influenciou na revogação do reajuste em São Paulo

Izabelle Torres
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DE PRONTIDÃO 
Com receio de parecer ausente num momento delicado, 
Dilma cancelou viagens ao Japão e a Salvador
Ninguém sabe como as marchas iniciadas pela revogação do aumento da passagem de ônibus vão terminar, mas é certo que o governo Dilma Rousseff não poderá funcionar como antes. Na manhã da sexta-feira 21, uma reunião entre Dilma Rousseff e o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e demais autoridades ligadas a áreas de segurança, inclusive da Copa do Mundo, ocorreu num ambiente de dúvida e impasses. A proposta mais natural, nessa situação, seria um pronunciamento ao País – mas a presidenta gostaria de ter uma noção clara sobre o estado de coisas antes de se manifestar perante todos os brasileiros, gesto que pode produzir um efeito decisivo sobre o País e sobre seu governo.

Em qualquer caso, os tempos são outros. O programa de gestão pelo piloto automático, num governo de altos índices de aprovação e aliados cada vez mais numerosos para somar tempo na tevê e enfrentar uma campanha presidencial sem sustos, se desfez na medida em que a mobilização crescia nas ruas e o grito das multidões se transformava num urro de cidadania e raiva. Sem receber sequer um alerta dos serviços de informação sobre eventuais riscos de um vexame na inauguração do estádio Mané Garrincha, Dilma enfrentou uma vaia gigantesca, que não permitiu que suas palavras fossem ouvidas pela plateia.
integrantes da base aliada aproveitam o momento
para questionar o governo e importância de Lula cresce
No dia seguinte, a presidenta perguntava, durante uma reunião inicialmente convocada para debater a viagem de uma comitiva brasileira à Rússia, a opinião de ministros e assessores mais próximos sobre os rumos que a situação política poderia tomar. Ouviu palpites, ora triviais, ora perplexos. O vice-presidente Michel Temer assegurou que o Congresso não criaria dificuldades para aprovar um pacote de medidas que pudessem melhorar o transporte público. Convidado em nome de sua “experiência,” o senador José Sarney (PMDB-AP) recomendou “diálogo.” Na semana mais difícil de seu governo, a presidente cancelou uma viagem a Salvador, na sexta-feira passada, pelo receio de enfrentar protestos. Também desistiu de uma viagem ao Japão, no início desta semana, pelo receio de estar ausente quando sua presença pudesse tornar-se particularmente necessária. Num governo frequentemente acusado de submeter a política às estratégias publicitárias, Dilma resolveu fugir de teorias conspiratórias, semelhantes àquelas que deram um ar patético a tantos governantes – ditadores ou não – que já enfrentaram manifestações de caráter semelhante na Ásia e no Oriente Médio. Num discurso pronunciado na terça-feira 4, Dilma colocou as coisas em seu devido lugar. Lembrando o gigantesco protesto da véspera, que dera uma dimensão nacional às manifestações, ela disse, em tom de reconhecimento, que “o Brasil hoje acordou mais forte.” Falou também que era “bom ver tantos jovens e adultos, o neto, o pai, o avô, juntos com a bandeira do Brasil”. Procurando unir seu destino ao dos manifestantes, disse que “as vozes das ruas querem mais. Mais cidadania, mais educação, mais transporte, mais oportunidades. Meu governo também quer mais.” Quando a presidenta discursou, um twitter chamado “Fora Dilma” atingia o pico, ficando entre os dez mais vistos do dia. Reproduzido ao longo do dia pela internet, o discurso atingiu um padrão superior a 250 mil acessos, patamar que o Planalto comemorou.
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PALÁCIO CERCADO
Às 17h30 da quinta-feira 20, homens do Exército fazem 
cordão no entorno do Planalto, onde a presidenta despacha
Convencida de que a labareda inicial da crise se encontrava em São Paulo, Dilma mobilizou o governo e aliados para convencer o prefeito Fernando Haddad a revogar o reajuste de R$ 0,20. Ela e Luiz Inácio Lula da Silva tiveram uma conversa a três com Haddad, quando, conforme relatos feitos à ISTOÉ, o ex-presidente disse ao prefeito: “Se estivesse em seu lugar, eu revogaria.” Mas a decisão de Haddad pela revogação só saiu aos 45 do segundo tempo, depois que o prefeito do Rio, Eduardo Paes, decidiu baixar a tarifa em sua cidade. Já isolado do Planalto, ele recorreu ao governador Geraldo Alckmin em busca de apoio, para, enfim, recuar.

Os movimentos de uma turba fora de controle que se infiltrou nas manifestações para atacar dois ônibus e o hotel em Salvador onde estão alojados os cartolas da Fifa levaram a entidade máxima do futebol a fazer uma pressão exagerada contra a presidenta. Na quinta-feira 20, a Fifa teria levado o seguinte recado à Dilma: se mais algum membro da entidade, das seleções que participam da Copa das Confederações ou da imprensa internacional sofrer algum tipo de violência advinda dos protestos que tomaram conta do País, a Copa das Confederações será cancelada. Oficialmente, o porta-voz da entidade nega a pressão. É compreensível que os cartolas exijam segurança, mas a ameaça é desproporcional. As manifestações também ajudaram a elevar vozes dentro do governo e da base aliada que antes só faziam críticas em voz baixa. Problemas que ficaram camuflados por uma perspectiva confortável de renovar o mandato em 2014 tornaram-se preocupantes e urgentes. Convencidos de que o governo Dilma realiza movimentos cada vez mais conservadores, lideranças históricas cobram uma volta às origens, sugerindo que assim seria possível recuperar eleitores hoje desiludidos. De outro lado, no sintoma mais notável do que ocorre, nos últimos dias o ex-presidente Lula cresceu um pouco mais como liderança paralela, consolidando o instituto que leva seu nome como uma fonte de poder dentro do partido. Referindo-se ao bairro que dá sede ao instituto, militantes veteranos do PT se referem ao lugar como “o diretório do Ipiranga.”
Fotos: Pedro LADEIRA/AFP PHOTO; Adriano Machado
FONTE: REVISTA ISTO É 

Estudo da Abrelpe mostra desafios à espera da PNRS

Em 2012, 24 milhões de toneladas de lixo não tiveram destino adequado e outros 6,2 milhões sequer foram coletados
Dois dias após o seminário promovido pela CNseg sobre Política Nacional de Resíduos Sólidos, um estudo divulgado pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe) deixa claro os desafios à espera da Lei 12.305 e gera preocupação entre os atores da futura responsabilidade compartilhada. O estudo dá conta de que, em 2012, 24 milhões de toneladas de lixo (37,5%) foram enviados para destinos inadequados. E acrescenta que, dos 64 milhões de toneladas de resíduos gerados ao longo do ano passado, 6,2 milhões não foram sequer coletados. Mesmo assim, o percentual de coleta apresentou um aumento de 1,9% em comparação a 2011, totalizando 55 milhões de toneladas em 2012. “Percebemos, nesses dez anos de estudo, que o índice de coleta tem crescido paulatinamente, indicando que a universalização desses serviços é um caminho possível”, avaliou o diretor executivo da Abrelpe, Carlos Silva Filho.
Por região, o Nordeste é a região com maior percentual de resíduos levados para destinações inadequadas, como lixões. Segundo o estudo, 65% do lixo gerado na região, um total de 25,8 mil toneladas por dia, não tiveram destinação final adequada. Já a melhor cobertura de coleta foi verificada no Sudeste (96,8%), a região que melhor destina os resíduos, com 72% do lixo (pouco mais de 70 mil toneladas diárias) enviados para aterros sanitários. Apesar disso, 51% das cidades da região, o equivalente a 854 municípios, não tratam adequadamente os seus resíduos.
Para o diretor da Abrelpe, faltam os investimentos necessários para avançar na coleta e destinação correta dos resíduos sólidos. “As mudanças demandadas pela PNRS requerem investimentos concretos e perenidade”, ressaltou. O problema, segundo Silva Filho, é que muitas cidades não têm condições de aportar esses recursos. “A maioria desses municípios tem menos de 10 mil habitantes e não dispõe de condições técnicas e financeiras para solucionar a questão dos resíduos sólidos de maneira isolada”, completou.[3]
O estudo da Abrelpe está disponível para download no site da entidade: http://www.abrelpe.org.br/panorama_apresentacao.cfm

Fonte: http://www.segs.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=119406:-estudo-da-abrelpe-mostra-desafios-a-espera-da-pnrs&catid=45:cat-seguros&Itemid=324

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Pesquisadores listam as piores mentiras para faltar ao trabalho

Todo mundo já contou uma mentirinha para não ir ao trabalho pelo menos uma vez na vida. Provavelmente por conta de uma bebedeira no dia anterior, ou por pura preguiça: aquele dia nublado, friozinho, que deixa a cama mais gostosa do que nunca. Mas você ainda lembra qual foi a última desculpa que usou pra enganar seu chefe?
Pesquisadores do Benenden Health, empresa de convênios de saúde, perguntaram a mil trabalhadores e mil chefes quais as piores desculpas já dadas ou recebidas. E, nessa, descobriram que a credibilidade anda em baixa: 60% dos chefes não acreditam quando seus empregados dizem que estão doentes e não poderão trabalhar. Outros 25% questionam a voz, aparentemente saudável, de seus colegas de trabalho.
Entre as piores mentiras, os pesquisadores destacaram essas aqui:
- “Uma lata de comida caiu no meu dedão”

- “Eu estava nadando tão rápido que bati a cabeça na borda da piscina”
- “Eu fui picado por inseto”
- “Eu me machuquei durante o sexo” (???)
- “Meu hamster morreu” (clássica…)
- “Não consegui dormir a noite inteira”
- “Eu escorreguei em uma moeda” (problemão, hein)
- “Eu estou preso em casa porque a porta quebrou”

E aí, já usou alguma dessas? Ah, caso interesse, os pesquisadores também descobriram quevirosecólicas e ânsia de vômito são as desculpas que mais colam.
(Via Telegraph)
Crédito da foto: flickr.com/pinguino

Escolas terão mudas de árvores frutíferas

Escolas terão  mudas de árvores frutíferas

Por Marcio Fernandes
A prefeita Rosinha Garotinho plantou esta semana, no Jardim de Infância Municipalizado Alva Doralice Ribeiro de Castro, em Santa Cruz, a primeira muda de árvore frutífera, de um total de 100 mil que a Secretaria de Meio Ambiente vai espalhar pelas escolas da rede municipal de ensino. O projeto “Árvore na Escola” chegará a todas as unidades de ensino que tenham uma área livre para que o plantio possa ser feito.

De acordo com o secretário de Meio Ambiente, Zacarias Albuquerque, além de mudas de árvores frutíferas, também será plantado Pau-Brasil. A árvore, que deu origem ao nome do país, chega a alcançar entre 8 e 30 metros de altura. Seu tronco mede de 40 a 70 centímetros de diâmetro e as folhas têm de 10 a 20 centímetros. A muda plantada em Santa Cruz foi de acerola, mas também podem ser plantadas pitanga, abacate, carambola, goiaba, abacate e outras.

- A meta é atingirmos as 100 mil mudas plantadas durante os quatro anos do governo. Estamos iniciando este projeto esta semana e aos poucos, vamos alcançando mais escolas - disse o secretário de Meio Ambiente. 

Segundo o secretário, o tamanho da área disponível no interior da escola é que vai definir qual a árvore frutífera a ser plantada. O projeto de plantio de árvores frutíferas vai ser realizado também nos conjuntos habitacionais do programa Morar Feliz, que têm 5.426 casas.

Fonte: site da PMCG
Postado por: Luciana Fonseca - 22/06/2013 10:05:00

Empresa japonesa de engenharia cria estacionamento subterrâneo para bicicletas

Empresa japonesa de engenharia cria estacionamento subterrâneo para bicicletas


Do portal Ciclovivo
Assim como acontece em São Paulo e em outras grandes cidades, Tóquio sofre com a falta de lugares para estacionar carros e a situação é ainda pior para as bicicletas. Diante disso, a empresa japonesa de engenharia Giken Seisakusho Co. Ltda. desenvolveu um estacionamento subterrâneo para bikes.
A proposta é tornar mais seguro o armazenamento das bicicletas e também incentivar o seu uso como meio de transporte. O site da empresa enfatiza a importância de oferecer locais seguros para que os usuários possam manter suas bicicletas e que sejam próximos aos centros comerciais. Assim, as pessoas utilizam a opção com mais frequência e facilidade.
Apelidada de Eco-Cycle, a tecnologia se assemelha ao modelo já utilizado em algumas cidades espanholas, conhecido como Biceberg. Os fabricantes garantem total segurança das bikes, sem a necessidade de prendê-las a algum ponto fixo ou do uso de cadeados.
Superficialmente, a estrutura se assemelha a um elevador. O uso é simples e o ciclista precisa, apenas, inserir sua bicicleta através de uma porta-automática, que o sistema se encarrega de levá-la até uma vaga desocupada. A ferramenta possui apenas sete metros de largura, mas sua profundidade permite o armazenamento de até 144 bicicletas.

Mercado se adapta à Política Nacional de Resíduos Sólidos

Nova realidade gera riscos e oportunidades, conforme debatido em seminário realizado pela CNseg
Considerar as questões sociais e ambientais nas decisões de aceitação de risco, exigindo dos segurados as correções necessárias para adequação aos princípios da sustentabilidade, ajudará as seguradoras no aprimoramento dos processos de gestão de risco, além de gerar novas oportunidades de inovação nos negócios. Esse foi o consenso durante os debates na parte da manhã do I Seminário sobre os Impactos Jurídicos e Operacionais da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) no Mercado Segurador, promovido pela CNseg, no Rio de Janeiro.
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..............(Foto: Marcello Bravo) 
Como lembrou a diretora executiva da CNseg, Solange Beatriz, a partir da entrada em vigor da Lei 12.305, que Institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos, a preocupação com o tema no mercado segurador deixa de ser facultativa, passando a ser obrigatória, devido à questão da responsabilidade compartilhada. “Diante disso, quais as práticas que podem ser incentivadas?”, questiona. “Todos nós temos comprometimento, responsabilidade e podemos ser cobrados por isso”, disse ainda.
Após exibir números do setor, mostrando sua importância econômica, Solange Beatriz destacou algumas ações da CNseg em prol da sustentabilidade, como a assinatura do Protocolo Verde com o Ministério do Meio Ambiente e a adesão, junto à ONU, aos Princípios de Sustentabilidade em Seguros.
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Mariana Meirelles, secretária de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental do Ministério do Meio Ambiente conta com o apoio das seguradoras.
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Renato Campos, diretor da Escola Nacional de Seguros, observado por Solange Beatriz, diretora-executiva da CNseg. (Fotos: Marcello Bravo)
Para Renato Campos, diretor da Escola Nacional de Seguros, a preservação do meio ambiente e o mercado de seguros andam de mãos dadas. “Afinal, tudo que acontece ao planeta, de alguma forma impacta a atividade de seguros”, disse na abertura do evento.
A secretária de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, Mariana Meirelles, aposta no apoio das seguradoras à implementação das inovações da Lei, que foi discutida por 21 anos até ser aprovada em 2010. Ela informou que existem dois acordos de cooperaração firmados com a CNseg e com a Febraban. A sugestão de Mariana é que o mercado segurador use como referência a política sócio-ambiental orientada para os grandes bancos, definida pelo Branco Central, na elaboração de sua própria política.
Marco Antonio Ferreira, subscritor de risco de responsabilidade ambiental do Itaú Unibanco, mediador da palestra “Implicações Jurídicas para empresas de seguros”, disse que as seguradoras precisarão conhecer mais profundamente os impactos da Lei de Resíduos Sólidos para a atividade. “Quem sabe quais são os aterros ou lixões para onde vão os resíduos produto dos capotamentos de cargas perigosas?”, perguntou, instigando palestrantes e público. “As seguradoras podem ser incluídas em ações civis públicas e ambientais, havendo, ainda, os riscos de imagem, que precisam ser gerenciados”, disse Ferreira, que também é coordenador da subcomissão de seguro de Responsabilidade Civil Ambiental da FenSeg. “A Lei, que no artigo 40 fala de seguro e responsabilidade civil ambiental, abre um universo de possibilidades para o setor, tanto em relação a riscos como em relação a oportunidades”, disse ainda.
Os palestrantes do painel, Carlos Zoppa, diretor da Terra Brasis Resseguros; Eduardo Menezes, superintendente da Bradesco Seguros Auto RE; Gerson Arruda, engenheiro químico e Jorge Costa Laranjeiro, especialista da Itaú Seguros, seguiram a mesma linha. Laranjeiro, instigou a plateia com outra pergunta: “Qual a responsabilidade das seguradoras, dos segurados e como preparar nossos técnicos e especialistas para a subscrição correta do risco, levando em conta a co-responsabilidade da Lei?” Ele mostrou situações de acidentes, nos quais a responsabilidade da seguradora acabou por ir muito além do que estava no contrato. “O risco foi assumido depois de todas as inspeções e cumpriu com todas as exigências de seguradoras e resseguradoras. No entanto, a realidade nos mostrou que ainda temos muito para avaliar”, disse.  Segundo ele, além do incêndio, danos ambientais com a fumaça e contaminação de solo, o cliente e a seguradora tiveram de arcar com elevados gastos para remover os resíduos sólidos consequentes do incêndio.
Eduardo Menezes enfatizou que é preciso definir claramente o que é salvado. No conceito clássico, é o que sobra de um sinistro e tem valor econômico. No entanto, para tratamento de resíduos sólidos, não é bem assim. O fato de não ter valor econômico não deixa de ter implicações na nova Lei. “A partir de que momento o bem se torna salvado? Temos responsabilidade de participar da regulação, mas a responsabilidade do resíduo é do dono e não da seguradora”, acredita ele, para quem esses detalhes têm de ser conhecidos para que todos possam se preparar para exigir dos parceiros de negócios o comprometimento com o tema.
Zoppa enfatizou que a análise e gerenciamento de risco devem ser ainda mais valorizadas pelas seguradoras, incluindo a responsabilidade compartilhada na avaliação do ciclo do produto. “No relatório de inspeção, já é possível avaliar o cenário e recomendar ao segurado ações que possam mitigar problemas futuros no relacionamento das partes”, concluiu.

Fonte: http://www.cnseg.org.br/cnseg/servicos-apoio/noticias/mercado-se-adapta-a-politica-nacional-de-residuos-solidos.html

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Desmascarando a manipulação do Globo

4/06/2013 11:28
Manchetes do Globo, 1ª edição (à esquerda) e 2ª edição
Manchetes do Globo, 1ª edição (à esquerda) e 2ª edição


Reparem a grande diferença da manchete da 1ª edição e a da 2ª edição. Na primeira diz: "Protesto reúne multidão na orla do Rio". Certamente não agradou a direção do jornal, que deve ter achado que era uma manchete que reforçava o movimento de protestos.

Dentro da estratégia de tentar manipular o movimento, vejam a maldade do Globo, trocou a multidão pela esquerda e extrema direita. Por que colocar a "extrema direita" na manchete? Não sou ingênuo, é óbvio que o Globo quer que as pessoas achem que o movimento serve à extrema direita para deixarem de participar. Pura manipulação! Mais uma vergonha do Globo que tenta se infiltrar no movimento popular, com o objetivo de manipulá-lo. 
Fonte: blog do Garotinho

Direito imobiliário exige saber de áreas relacionadas

Entre 2008 e 2012, algumas capitais, como o Rio de Janeiro e São Paulo, experimentaram um vertiginoso aumento de preço dos imóveis e um volume intenso de lançamentos e transações, o que foi chamado de “boom imobiliário”.
Esse fenômeno, obviamente, não foi programado. Na realidade, derivou da conjunção de diversos fatores, como a consolidação do controle da inflação, a redução das taxas de juros, o estímulo ao crédito, inclusive com a solidificação de instrumentos jurídicos de financiamento imobiliário, a elevação da renda do trabalhador brasileiro, e, ainda, o anúncio da realização de grandes eventos no país, como a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016.
Tais circunstâncias aqueceram a economia, viabilizando a aquisição de imóveis por pessoas físicas, para uso próprio, bem como por investidores, que, anos antes, não teriam condições de investir ou mesmo interesse/confiança na destinação de recursos para este segmento da economia. E o resultado disso foi a descompressão do mercado imobiliário, gerando uma natural elevação dos preços. Até porque, após anos de inércia e abandono, o mercado imobiliário estava absolutamente defasado, necessitando mesmo de reajustes nos preços dos imóveis e de significativo aumento da oferta de novos produtos.
Adicionalmente, vale mencionar que a legislação teve um papel importante nesse movimento. A consolidação da utilização da alienação fiduciária nos contratos imobiliários, prevista na Lei 9.514/1997, permitiu que toda e qualquer providência combativa ao inadimplemento fosse tomada de maneira célere e extrajudicial. Já as normas protetivas para os adquirentes, plasmadas principalmente no Código de Defesa do Consumidor e na Lei 10.931/2004, esta última dispondo sobre patrimônio de afetação nas incorporações imobiliárias, conferiram maior segurança ao mercado (a vendedores e compradores), bem como incentivos tributários para a realização dos investimentos no setor da construção. E, mais recentemente, com o advento da Lei 11.977/2009, instituiu-se o Programa Minha Casa Minha Vida, mediante o qual os investimentos na construção civil voltados para o mercado de baixa renda foram definitivamente incentivados e incrementados.
Ocorre que, em 2011, teve início a contenção da euforia do mercado imobiliário, especialmente em razão do estouro do orçamento de algumas incorporadoras, que notadamente enfrentaram a falta de mão de obra, materiais e equipamentos, acarretando o atraso na entrega de muitos empreendimentos e, consequentemente, reduzindo o número de novos lançamentos.
Naquele momento, o mercado sinalizou que o investimento imobiliário, com todo o seu ciclo de maturação — desde a concepção do produto, aquisição do terreno, aprovação de projetos e obtenção de licenças, construção, até a entrega de unidades aos adquirentes —, não poderia caminhar na mesma velocidade das decisões e pressões típicas do mercado financeiro junto à Bolsa de Valores. Assim, a queda no valor das ações de muitas incorporadoras acabou se tornando o reflexo natural deste descompasso.
A verdade é que a pressão pelos lançamentos imobiliários foi muito grande e depois, no momento da realização dos empreendimentos, não foi possível acompanhar o mesmo ritmo. Logo, houve uma considerável diminuição na oferta de imóveis e muitas empresas do setor reavaliaram suas estratégias e até mesmo seus produtos.
Por outro lado, ao contrário da retração de preços e da estagnação que marcaram a fase anterior a 2008, o pós-boom vem revelando um equilíbrio entre os lançamentos e as vendas, bem como uma moderada elevação dos preços, acompanhando a demanda ainda existente.
Ademais, um novo cenário vem despontando no mercado imobiliário, através da estruturação jurídica de empreendimentos multiuso, produto este que reúne em um único imóvel a exploração de diferentes atividades, como residencial, empresarial, inclusive lajes corporativas, serviços e hotelaria. Essa tendência é notada não só em investimentos nos grandes centros urbanos, mas também em suas zonas periféricas, onde ainda existem demanda, renda e terrenos disponíveis.
Paralelamente, há uma franca expansão de formas alternativas de funding imobiliário, como a criação de fundo de investimento imobiliário (FII), nos termos da Lei 8.668/1993, que, através do administrador do FII, na condição de empreendedor, locador e/ou adquirente, investe em diversos negócios imobiliários. O FII é um condomínio fechado de valores mobiliários, representado pelas cotas adquiridas pelos investidores, cujo retorno do capital investido ocorre através da distribuição dos resultados da respectiva atividade imobiliária para a qual o FII foi constituído.
Neste contexto, surgem novos desafios aos empreendedores imobiliários e aos advogados desta área, na medida em que as atividades imobiliárias, atualmente, vão muito além dos clássicos contratos de compra e venda ou de locação.
Hoje, o advogado especializado em direito imobiliário, que se propõe a atender clientes de médio e grande porte, deve conhecer muito bem as normas que regem atividades estruturadas, como os shopping centers, os empreendimentos multiuso e os fundos de investimento imobiliário. Além disso, é fundamental deter conhecimento de outras áreas relacionadas, tais como aspectos ambientais, estruturações societárias e fiscais destas operações.
Em relação aos grandes empreendedores, o mercado exige não mais um simples volume de lançamentos. A nova ordem é buscar produtos muito bem pensados e que atendam efetivamente às expectativas do consumidor. Neste sentido, os produtos têm sido cada vez mais bem concebidos e estruturados. Não basta simplesmente comercializar apartamentos, mesmo que em grandes quantidades; torna-se necessário, por exemplo, oferecer unidades residenciais inseridas em complexo multiuso com serviços e infraestrutura que atendam efetivamente às necessidades daquele adquirente que, ali, muitas vezes, mora, trabalha e vê suas necessidades básicas de consumo atendidas. Da mesma forma, os instrumentos jurídicos de estruturação deste produto têm como maior desafio, e mesmo principal obrigação, assegurar a harmonia do convívio destas diferentes atividades sobre o mesmo empreendimento concebido.
Por conseguinte, a sofisticação do mercado imobiliário no pós-boom exige um advogado que entenda não só da lei, da doutrina e da jurisprudência, mas que também seja criativo, experiente e entenda do funcionamento do negócio do seu cliente.
Bruno Aronne é associado do Veirano Advogados e Mestre em Direito Processual pela UERJ.
Rodrigo de Castro é sócio do Veirano Advogados e Professor de Direito Imobiliário e Direito Notarial e Registral em diversas instituições.

Revista Consultor Jurídico, 1º de junho de 2013

Quase 24 milhões de lixo são jogados em lugar errado



Caminhões da Prefeitura de Ibirité descarregando lixo no lixão próximo ao Parque Estadual da Serra do Rola Moça, em Minas Gerais. Foto: Fabiane Niemeyer.

O tempo é curto para que os 3 mil municípios brasileiros que destinam seus resíduos em locais inadequados se adequem a Política Nacional de Resíduos Sólidos. A conclusão faz parte da 10ª edição do Panorama dos Resíduos Sólidos, lançado nesta terça-feira (28) pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza e Resíduos Especiais (Abrelpe).


A maioria desses 3 mil municípios tem área urbana pequena, com menos de 10 mil habitantes e dificuldades para se adequar a nova lei, que entra em vigor em agosto de 2014.

“A carência de recursos aplicados ao setor, cerca de R$ 11,00 por habitante por mês para fazer frente a todos os serviços de limpeza urbana de um município (coleta, transporte, transferência, destinação, varrição de vias etc), torna o problema ainda mais grave e demanda uma conjunção de esforços para garantir efetividade à Lei 12.305/2010, já que as mudanças demandadas requerem investimentos concretos e os avanços não vão acontecer sem sustentabilidade econômica”, afirma o documento.

De acordo com o estudo, em 2012, das 64 milhões de toneladas de resíduos gerados no ano passado, 23, 7 milhões de toneladas foram destinados aos lixões; 6,2 milhões sequer foram coletadas.

“Ainda temos um cenário de 42% de destinação inadequada. Nos últimos 10 anos, estamos crescendo numa linha de 2% ao ano, em média. Aumento de 2% ao ano para 40% demoraria 20 anos para todo resíduo ser destinado de maneira adequada, num ritmo atual de crescimento. Nós acreditamos que esse ritmo vai ser acelerado, já que agora nós temos uma política nacional, temos demanda, mas mesmo que essa agilização seja posta em prática, eu diria que o problema não vai se resolver de um ano para o outro”, explica Carlos Silva Filho, diretor executivo da Abrelpe, em entrevista por telefone a ((o)) eco.

Avanços são tímidos

Em 10 anos, a geração de lixo no Brasil cresceu 21%. Para Carlos Silva Filho, os avanços em termos de legislação e nos números de coleta são lentos se comparada ao tamanho do desafio imposto pela lei de resíduos sólidos: “tivemos um avanço em termos de legislação, mas em termos de destinação adequada, de coleta seletiva, de reciclagem, nós continuamos bastante atrasados nos números nacionais” explica.

A geração de resíduos teve um pequeno salto de 1,3%, de 2011 para 2012, com a produção per capita saindo de 381,6 kg para 383 kg, em 2012. O aumento superou o crescimento populacional no período, de apenas 0,9%.

Os resíduos vindos de construção e demolição apresentaram um aumento de 5,3% em um ano. O número pode estar subestimado, já que o Panorama só contabiliza resíduos sob coordenação dos municípios, e não das empresas.



 



O Nordeste é a região que tem a maior quantidade de resíduos com destinação inadequada, um total de 38 mil toneladas por dias, que incluem 12 mil toneladas de resíduos sólidos urbanos por dia que não são coletados.

A coleta cresceu 1,9% de 2011 a 2012, uma cobertura de serviço superior a 90% no país. “Estamos com 90% de média/Brasil, falta 10% para atingir a universalização da coleta. Em 2000, a coleta atingia 80% da população. No ritmo de crescimento da cobertura do serviço, não vai demorar 10 anos para a universalização. Achamos que em 2016 já conseguimos atingir a meta”, analisou Carlos Silva Filho.

A destinação correta de resíduos sólidos se manteve inalterada entre 2011 e 2012, representando quase 32 milhões (58% do total) de toneladas de resíduo destinado em locais adequados.

Fonte: http://www.oeco.org.br/noticias/27225-quase-24-milhoes-de-lixo-sao-jogados-em-lugar-errado?utm_source=newsletter_722&utm_medium=email&utm_campaign=as-novidades-de-hoje-em-oeco

terça-feira, 25 de junho de 2013

OBJETOS INCRÍVEIS FABRICADOS COM MATERIAIS NATURAIS

Postado em 6 de maio de 2013 en Design
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© Adital Ela
Por Paula Rizzi
O design sustentável nos surpreende cada vez mais com atraentes objetos elaborados com materiais reutilizados. Papelão, papel, garrafas de plástico e aparelhos eletrônicos  são alguns dos elementos que ganham múltiplos usos, com talento e criatividade.
Mas isso não é tudo. Em um esforço para aproveitar o que está à nossa disposição, alguns designers recorrem a materiais naturais e resíduos orgânicos para realizar suas insólitas criações. Cascas de laranja, galhos e pedaços de árvores caídos se transformam em curiosos móveis e acessórios.
Um exemplo dessa nova tendência é o trabalho realizado pelo designer Paul Foeckler que, na coleção Split Grain, criou objetos com a madeira de ciprestes caídos. Entre suas criações, destacam-se luminárias feitas à mão, que respeitam o formato natural de pequenos troncos, selecionados e recuperados pelo próprio Foeckler.
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© Etsy
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© Etsy
Ainda dentro da proposta de utilizar madeira recuperada, também é interessante o trabalho do estúdio holandês Floris Wubben. Sua linha de luminárias Stripped é composta por peças únicas, confeccionadas quase totalmente com galhos de árvore. O tronco serve de suporte e o córtex funciona como cúpula, conferindo à peça um aspecto natural e singular.
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©Studio Floris Wubben
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©Studio Floris Wubben
Outro exemplo da reutilização de materiais é a linha de móveis Terra, fabricados exclusivamente com resíduos orgânicos, pela designer israelense Adital Ela. Cada uma das peças é confeccionada com terra, fibras e matéria orgânica, recolhidas nos campos próximos ao seu estúdio. São tamboretes, luminárias e mesas de luz, todos feitos à mão e sem consumir nenhuma energia.
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© Adital Ela
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©Adital Ela
Uma das particularidades desses objetos é que podem ser fabricados em qualquer lugar do mundo, já que só é necessário dispor de resíduos orgânicos e terra.
Para finalizar, destacam-se os atraentes objetos criados pelo estúdio de design Solskin. São feitos com materiais 100% biodegradáveis, confeccionados a partir da modelagem de cascas secas de laranja. São copos, colheres, pratos, jarras e outros interessantes utensílios de cozinha.
Solskin-Design-descubra-o-verde
© Solskin Desing
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© Solskin Desing
Todas essas propostas buscam não só reduzir o impacto no meio ambiente, mas também criar interiores mais aconchegantes e naturais. Qual deles é o seu favorito?

fonte: http://descubraoverde.discoverybrasil.uol.com.br/objetos-incriveis-fabricados-com-materiais-naturais/

Portugal:Director da Braval volta a denunciar catadores de lixo

Braga-PORTUGAL autorJosé Paulo Silva

O director executivo da empresa Braval - Valorização e Tratamento de Resíduos Sólidos voltou a defender a penalização do roubo de resíduos de ecopontos e contentores colocados na via pública. Na última sessão das Jornadas Locais de Desenvolvimento de Vila Verde, Pedro Braval insistiu na necessidade de os regulamentos municipais fixarem coimas para os autores de roubo de resíduos urbanos e equiparados.


Apesar das críticas de que foi alvo no início deste ano, quando se insurgiu contra o negócio que é feito por ‘catadores de lixo’, o gestor da Braval - empresa multimunicipal responsável pela valorização e tratamento dos resíduos sólidos dos concelhos de Amares, Braga, Póvoa de Lanhoso, Terras de Bouro, Vieira do Minho e Vila Verde - relembrou que, em 2012, entre 200 a 300 toneladas de resíduos recicláveis terão sido roubados dos ecopontos. 

Pedro Machado lembrou que o lixo é hoje “recurso para ganhar dinheiro”, não podendo os municípios que constituem a Bravalser prejudicados pela actividade ilegal dos ‘catadores de lixo’.
Nas Jornadas Locais de Desenvolvimento de Vila Verde, onde focou o tema da gestão dos resíduos como “suporte vital na preservação ambiental’, o director executivo da Braval denunciou também o aproveitamento de alguns empresários da recolha de tampinhas de plástico a favor de campanhas de solidariedade.

Manifestando-se “totalmente contra” este tipo de acções solidárias - embora reconheça as boas intenções de quem as promove - Pedro Machado sugeriu que, à custa da doação de cadeiras de rodas e outro tipo de ajudas a pessoas com necessidades especiais, há empresas a ganhar dinheiro.
Em 2011 o director da Braval denunciou “abusos” por parte de algumas pessoas envolvidas em campanhas das ‘tampinhas’. “Antes de apoiar qualquer campanha, a Braval analisa profundamente o caso e só se associa pontualmente aos casos sérios”, afirmava na altura Pedro Machado.

Fonte: http://www.correiodominho.com/noticias.php?id=69948

Cidade do interior de São Paulo plantará uma árvore para cada carro vendido


Da Agência Estado
Concessionárias de veículos de Sorocaba, a 92 km de São Paulo, terão de plantar uma árvore para cada carro zero vendido na cidade. A lei municipal que prevê a medida benéfica ao meio ambiente foi aprovada em 2008, mas somente agora passará a ser cumprida. O projeto "Um veículo, uma árvore" foi lançado nesta segunda-feira, depois de um acordo entre a Secretaria Municipal do Meio Ambiente e as trinta concessionárias de veículos que operam no município. O plantio simbólico de 50 mudas no Parque dos Ipês, no Jardim Santa Marina, zona norte da cidade, marcou a entrada da lei em vigor.
Com base no crescimento da frota de veículos, a Secretaria estima que as concessionárias terão de plantar 24 mil árvores por ano. De acordo com a secretária Jussara de Lima Carvalho, com o plantio das mudas, as empresas dão um passo para atingir metas de sequestro do dióxido do carbono, gás responsável pelo chamado efeito estufa, emitido pelos veículos automotores. Elas poderão usar a adesão ao projeto ambiental como argumento na venda dos veículos. As concessionárias ficarão responsáveis pela compra, plantio e manutenção das mudas. Caberá à Secretaria indicar as espécies, o tamanho das mudas e o local do plantio. Nos últimos quatro anos, o plano de arborização de Sorocaba plantou mais de 500 mil mudas na cidade. 

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Por que a velha classe média é quem mais sofre com a inflação – e paga o preço dos erros do governo

JOSÉ FUCS, ISABEL CLEMENTE E THAIS LAZZERI, COM MARCOS CORONATO E ANA LUIZA CARDOSO
NO SHOPPING Alan Alencar com a mulher, Diane, e a filha, Laura. Em vez de restaurantes, fast-food. Em vez de cinema, TV pela internet (Foto: Rafael Motta/NITRO/ÉPOCA)
NO SHOPPING
Alan Alencar com a mulher, Diane, e a filha, Laura. Em vez de restaurantes, fast-food. Em vez de cinema, TV pela internet (Foto: Rafael Motta/NITRO/ÉPOCA)
>&gTrecho da reportagem de capa de ÉPOCA desta semana
O mineiro Alan dos Santos Alencar, de 43 anos, responsável pela área de tecnologia de uma revenda da Volvo e professor universitário, teve de promover um ajuste dramático em suas contas para não ficar no vermelho. Depois de analisar em detalhes as despesas com sua mulher, Diane, de 42 anos, e a filha Laura, de 15 anos, ele se deu conta de que os gastos com restaurantes, cinemas e saídas à noite estavam pesados demais. Com uma renda familiar de R$ 8 mil, teve de adotar um remédio amargo, mas inevitável: cortar gastos. As idas semanais a restaurantes foram substituídas por refeições em praças de alimentação de shoppings. O cinema foi trocado por um serviço que oferece filmes e séries de TV pela internet. A viagem de férias da família ao exterior ficou para depois. Agora, Alencar diz que, antes de fazer qualquer compra expressiva, ele e Diane avaliam se o gasto é prioritário – e como impactará as contas e os projetos familiares no longo prazo. Sua filha passou a ter uma mesada de R$ 500 para cobrir suas despesas do dia a dia. “É uma maneira de ela aprender a administrar o próprio dinheiro – e de a gente controlar melhor os gastos”, afirma. “Descobri que ter uma adolescente em casa muda muito as contas de uma família.”
O tomate e a ameaça da inflação
Capa - Edição 784 (Foto: reprodução/revista ÉPOCA)
O caso de Alencar não é isolado. Hoje, no Brasil, milhões de famílias da classe média tradicional, que viviam com uma folga relativa até pouco tempo atrás, têm de fazer as contas e mudar os hábitos para manter o orçamento sob controle. Fazem parte desse contingente os assalariados e os empresários de pequeno e médio porte relativamente bem-sucedidos, com um patrimônio conquistado quase sempre com o próprio esforço, além dos profissionais em ascensão na carreira. Em sua maioria, eles têm diploma universitário, nível cultural elevado e estão acostumados a frequentar restaurantes, bares, cinemas e shows. Sempre que possível, viajam para fora do país com a família ou com os amigos. Segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV), a classe média tradicional, também chamada classe A/B, é uma massa formada por 21,5 milhões de pessoas, o equivalente a 11,2% da população brasileira. Embora sua importância econômica esteja diminuindo nos últimos anos, com a ascensão das faixas de menor renda, a classe média tradicional ainda representa cerca de um quarto do consumo nacional, de acordo com a Nielsen, uma empresa de pesquisa e análise de mercado – uma fatia estimada em cerca de R$ 800 bilhões por ano, equivalente a 35 vezes o custo do Bolsa Família para o governo em 2013. 
A classe A/B responde por 86% das matrículas em escolas particulares, 78% das viagens e 74% dos gastos com lazer e cultura do país. “O desenvolvimento nos últimos dez anos não contemplou a classe média tradicional”, diz o economista Waldir Quadros, professor da Universidade de Campinas (Unicamp). Estudioso da classe média brasileira, ele defendeu, no final dos anos 1970, sua tese de mestrado. “A classe média está espremida, nervosa.” 
Ao contrário do que ocorre com as faixas de renda mais baixa, o responsável pela alta no custo de vida dessa faixa da população não é a inflação do tomate ou de outros alimentos. A alta dos alimentos afeta todo mundo, mas pesa mais para os mais pobres. O que mexe com o bolso da classe A/B é um fenômeno chamado pelos economistas de “inflação de serviços”. Ela inclui itens como escolas, planos de saúde, empregadas domésticas, restaurantes e viagens, com maior peso no orçamento de quem ganha mais. Essa inflação dos serviços não se reflete plenamente nos principais indicadores de inflação do país. No IPCA, o índice oficial, calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os serviços representam apenas 20% do total, embora alcancem 60% ou até 70% dos gastos familiares nas faixas de renda mais alta, segundo Renato Meirelles, diretor do Instituto Data Popular – voltado para o estudo do consumo dos emergentes e das faixas de menor poder de compra (classes C, D e E).