quinta-feira, 7 de junho de 2012

Logística Reversa de telefones celulares e suas baterias


 

No Brasil são 224 milhões de usuários de telefones celulares, colocando o país entre os campeões de uso da telefonia celular. No Estado do Rio de Janeiro, Campos, proporcionalmente, tem o maior número de usuários. Conforme pesquisa da ANATEL são 130 usuários para a cada grupo de 100, o que significa que milhares de campistas usam dua linhas.

O aparelho que é um bem quando perde a utilidade deixa de ser bem e se transforma em resíduo (lixo). O que fazer com esse tipo de lixo que quando jogado no ambiente (rios, lixões etc) é extremamente nocivo, pois possui componentes químicos altamente poluentes?

FAÇA A COISA CERTA! ENTREGUE SEU CELULAR OU BATERIA EM UM DOS ENDEREÇOS, SEGUINTES:
    • CONCELL - Rua Gesteira Passos, 34 - Centro - Telefone: 3211-4107/2735-1804
    • CELL CENTER - Av. Alberto Torres, 17 - Centro - Telefone: 2733-4107
    • VIVO - Av. Rui Barbosa, 1001 - Centro e Parque Centro Shopping
    • CLARO - Rua Sladanha Marinho, 416, loja 103 - Centro - Telefone: 3052-9836
    • OI - Rua Tenente Coronel Cardoso, 445, lojas 1 e 2 - Centro - Telefone: 2723-0000 (próximo ao prédio da antiga Telemar)
Faça a diferença para a limpeza e o ambiente da sua cidade!
Se você gostou desta orientação de responsabilidade socioambiental, replique no seu e-mail!

Residências e fábrica de reciclagem flagradas fazendo ‘gato’ de energia no Ramal do Brasileirinho



Residências e até uma fábrica de plástico foram flagradas furtando energia no Ramal do Brasileirinho, na Zona Leste, por uma operação realizada pela Amazonas Energia, com apoio da Polícia Militar. Os infratores criaram uma subestação clandestina para o “gato”, com transformador de 75 KVA, em conexão direta com a rede de 13,8 mil Volts. A “Operação Reciclagem” aconteceu terça-feira, mas só hoje foi revelada.

A subestação usada para furtar energia foi retirada, outra vez, e o dono da fábrica e do prédio onde está localizada chamados a prestar esclarecimentos. Eles podem pegar até oito anos de prisão. Fotos: Assessoria Amazonas Energia/ Divulgação
Participaram do flagrante o Comando de Policiamento da Zona Leste, investigadores do 14º Distrito Integrado de Polícia (14º DIP), Instituto de Criminalística (Incrim) e equipes de inspeção da Eletrobras Amazonas Energia.
A indústria e as residências são reincidentes, segundo a empresa porque a subestação havia sido desligada em outra ocasião. O fornecimento de energia foi suspenso, outra vez, e três pessoas foram notificadas a prestar esclarecimentos no 14º DIP, entre as quais o encarregado, o proprietário da fábrica e o locador do prédio onde a mesma está instalada.
A Eletrobras Amazonas Energia afirma que o prejuízo gerado pelo furto está estimado em R$ 124 mil. A energia usada no ramal seria suficiente para atender aproximadamente 920 residências, com consumo médio de 300kWh, durante um mês.
“A operação demonstra, mais uma vez, o fortalecimento das ações por parte das autoridades constituídas do poder público, no sentido de contribuírem com a punição de quem pratica o furto de energia elétrica em todo o Estado”, diz a concessionária, em nota distribuída agora à tarde.

A fábrica de reciclagem concorre com empresas regularmente estabelecidas, que pagam caro pelo consumo de energia, criando grave distorção no mercado
Furto de energia é crime previsto nos artigos 155 e 171 do Código Penal Brasileiro (CPB). Quem for flagrado praticando esse tipo de crime pode ser condenado a penas que vão de um a oito anos de reclusão.
 * Com informações e fotos da assessoria de imprensa da Amazonas Energia.
*Reproduzido do site: http://www.blogmarcossantos.com.br

Reciclagem no Central(Presídio)




Foto: Neiva Motta/Susepe

O Presídio Central de Porto Alegre conta desde dezembro do ano passado com o seu Centro de Triagem de Resíduos. Dez detentos trabalham na reciclagem de 4 toneladas de lixo por mês. A iniciativa é fruto de parceria entre Susepe, Ministério Público, Secretaria de Segurança Pública e Instituto Vonpar – que destinou R$ 31,5 mil para estudos, projeto e edificação da unidade de triagem.
O investimento possibilitou a aquisição de uma prensa hidráulica, balança e equipamentos de segurança. Segundo o tenente-coronel Leandro Santiago, diretor do Presídio Central, a casa gera um grande volume de resíduos.
 Com a reciclagem, ele afirma que será possíbvel capacitar os presos para o mercado de trabalho, além de ajudar a manter um ambiente mais limpo e saudável.
Conforme a promotora de Justiça, Cynthia Jappur, a ideia é ampliar o projeto de empreendorismo para outros presídios. “O Ministério Público tem contribuído na implementação de políticas públicas. Fazemos parcerias para viabilizar a geração de renda para egressos e apenados no sistema prisional”, explica.
A associação comunitária da Vila Tuca, entidade vizinha do Central, colabora com assessoria técnica, oferecendo treinamento e parceria na comercialização dos materiais.


quarta-feira, 6 de junho de 2012

Blog do Garotinho - Globo se preocupa com o lixo leve, mas empurra lama pra debaixo do tapete

Blog do Garotinho - Globo se preocupa com o lixo leve, mas empurra lama pra debaixo do tapete

Exigir pagamento de multas para liberar carro é ilegal



Condicionar a liberação de um veículo ao pagamento de multas existentes é ato ilegal. Com esse entendimento, o juiz Márcio Aparecido Guedes concedeu liminar favorável a uma condutora de Cuiabá, no Mato Grosso.
Segundo o processo, S.I.D. teve seu veículo apreendido e ao procurar o Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso (Detran-MT) e foi informada que a liberação do automóvel e o licenciamento só seriam possíveis mediante a quitação de todas infrações de trânsito pendentes.
Diante do fato, ela procurou a Defensoria Pública de Mato Grosso, que entrou com um mandado de segurança contra o diretor do órgão de trânsito para que o veículo e o licenciamento fossem liberados independentemente do pagamento das multas.
Embora o Código de Trânsito Brasileiro disponha que o licenciamento de veículo somente pode ser emitido após a quitação de todos os débitos existentes relacionados ao automóvel, o juiz entendeu que este dispositivo legal é inconstitucional.
Na decisão, o juiz afirmou que “a coerção dos administrados para cumprir determinadas exigências legais, seja direta ou indiretamente, implica em restrições a direitos individuais e, por essa razão, deve ser repelida”.
Diante das provas, Guedes concedeu medida liminar a permitindo a liberação e o licenciamento do veículo. A decisão garante que estes procedimentos sejam feitos sem a necessidade do recolhimento das multas pendentes, desde que a documentação esteja regular e que as demais exigências sejam preenchidas.
“É ilegal a vinculação do licenciamento de veículo ao pagamento de multas, isto porque a autarquia dispõe de mecanismos próprios, que não o da coação, para receber o que efetivamente lhe é devido” disse o defensor o defensor público Cláudio Aparecido Souto .
“Impedida de transitar com esse veículo, a senhora perde o direito a livre circulação inerentes ao direito de propriedade”, ponderou o defensor. Com informações da Assessoria de Imprensa da Defensoria Pública do MT.
Revista Consultor Jurídico, 5 de junho de 2012

Programação Semanal da Limpeza Pública



Rosinha assina documento para revitalização do Centro Histórico


Por Thábata Ferreira


O vice-prefeito Doutor Chicão acompanhou a prefeita Rosinha Foto: Gerson Gomes

A revitalização do Centro Histórico de Campos já é realidade. A Ordem de Serviço (OS) para intervenção gradual do Centro da cidade foi assinada nesta segunda-feira (04), pela Prefeita Rosinha Garotinho, junto com o vice-Prefeito Doutor Chicão, na Associação Comercial e Industrial de Campos (Acic). As intervenções vão ter início no próximo dia 13 (quarta-feira), nas proximidades da Praça Prudente de Moraes (Praça do Chá Chá Chá). A obra de toda a reestruturação do Centro está orçada em R$ 65,4 milhões e será desenvolvida pela empresa licitada Imbeg, em sua parte estrutural, e pela Mayerhofer, em sua parte urbanística.

Estiveram presentes no local, integrantes das entidades representativas do Centro da cidade e lojistas locais, além de representantes dos órgãos públicos municipais e vereadores. Na ocasião foi apresentado o projeto de "Requalificação, valoração e preservação cultural do Patrimônio Histórico da cidade", pelo arquiteto e urbanista Cláudio Valadares. A prefeita Rosinha lembrou que quando assumiu a cidade, esta não estava em boas condições, tinha uma infra- estrutura precária e, agora, aos poucos, a prefeitura vem fazendo as intervenções necessárias para a melhoria dos principais pontos.

- Já recuperamos as ruas do Centro, em duas etapas, fazendo o asfaltamento e elevando os níveis dos bueiros para que não pareçam buracos, fizemos a urbanização em baixo do viaduto, com a instalação de praça de alimentação, tirando as pessoas de locais impróprios para o comércio de alimentos, além de incluir nesta urbanização uma quadra e estacionamento. Vamos fazer na Alberto Sampaio um parque com estacionamento e no Mercado Municipal e Shopping Popular estamos em processo de licitação. Revitalizamos o Canal Campos-Macaé e vamos licitar a intervenção da avenida 28 de Março.  Fizemos, ainda, no Centro, a revitalização da Rodoviária Roberto Silveira, do Museu Visconde de Araruama, do monumento ao Expedicionário e ainda vamos fazer a reforma no Chafariz, além de outros prédios. Toda obra tem seus transtornos, mas depois é só alegria - declara a Prefeita Rosinha Garotinho.

O supervisor do Centro da cidade, João Waked, diz que este foi um momento muito especial para a história do município. "Estamos há muitos anos nesta luta e a Prefeita Rosinha Garotinho vestiu a camisa e nos apoiou nesta causa. A cidade vem sofrendo um crescimento muito grande e com estas mudanças, o Centro da cidade não perdeu suas características. Acredito muito no governo e que esta revitalização vai trazer a sensação de novidade para a cidade. Este ato significa um futuro melhor para a cidade em que vivemos", ressalta.

Formação da mesa -Para formação de mesa, estavam presentes junto da Prefeita Rosinha Garotinho e do vice-prefeito Doutor Chicão, o secretário de Obras e Urbanismo, Edilson Peixoto, o presidente da Associação dos Comerciantes da Rua João Pessoa (Cajorpa), Eduardo Chacur, o presidente da Acic, Amaro Ribeiro Gomes, o presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL), Marcelo Mérida, o supervisor do Centro, João Waked, o deputado federal, Paulo Feijó e o operador de infra estrutura da secretaria de Obras, César Romero.
*Fonte: Site da PMCG


‘E-lixo’ ganhará exército de catadores no Rio


Com a ajuda da Coppe/UFRJ, cooperativas criam rede para recolher, separar e reciclar resíduos eletroeletrônicos

Publicado:22/05/12 - 23h06
Atualizado:22/05/12 - 23h06
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Mulheres desmontam eletroeletrônicos: peças serão recicladasCUSTÓDIO COIMBRA / O GLOBO
RIO - Se muitas empresas de tecnologia não sabem o que fazer com o lixo eletrônico, imagine o consumidor com seu computador velho, sem uso, em casa. Preocupados com o destino final dos eletroeletrônicos, que no Rio costuma ser o lixão, cooperativas de catadores da Região Metropolitana, em parceria com a Coppe/UFRJ, resolveram se unir em busca de uma solução. E essa rede começa a dar resultado: 620 quilos de placas de CPU, que iriam parar nos aterros misturados com resíduos orgânicos, serão vendidos a preço de ouro e transformados em novos equipamentos na China.
O material é parte de 12 toneladas de computadores recolhidos em um mês e meio do projeto, iniciado com duas cooperativas — a Coop Céu Azul, da Ilha do Governador, e a Cooperativa Popular Amigos do Meio Ambiente (Coopama), do Jacaré. A ideia da Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares (ITCP), da Coppe, é criar uma rede com mais de 20 grupos de catadores que hoje trabalham apenas com outros materiais recicláveis, não tão valiosos, como PETs, latinhas, papel, papelão e vidro. Em Maria da Graça, num galpão com 1.400 metros quadrados, de uma antiga fábrica de transformadores, funciona, em fase experimental, o primeiro ponto de coleta, separação e desmonte de e-lixo, como é chamado o resíduo eletrônico.
Durante a Rio+20, a Coppe vai lançar oficialmente o projeto e instalar um ponto de coleta no Parque dos Atletas, em Jacarepaguá, que abrigará exposições dos países que participarão da Conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável, de 13 a 22 de junho. A instituição montará um estande no local. Apenas a UFRJ tem para doar oito toneladas de eletroeletrônicos.
— Antes, isso aqui era ferro-velho — diz o pesquisador da Coppe Gonçalo Guimarães, coordenador do ITCP, em frente à cesta lotada de placas de CPU. — Elas têm ouro, prata, cobre. Uma empresa vai exportá-las e, lá fora, os elementos serão separados e servirão a novos equipamentos.
Quilo de placas de computador pode custar R$ 12
Enquanto um quilo de material velho custa em média R$ 0,30 no mercado de recicláveis, a mesma quantidade de placas de computador vale de R$ 8 a R$ 12. Para serem vendidas a esse preço, elas precisam ser separadas das CPUs, trabalho que começa a ser feito pela Coopama e pela Coop Céu Azul. Uma empresa de Mato Grosso vai comprar e cortar as placas, que serão exportadas para a China. Por meio de um sistema sofisticado de separação, indústrias chinesas vão reaproveitar cada um dos elementos.
O restante das peças dos computadores também é desmontado e reciclado. Os plásticos ABS, de computadores, por exemplo, são transformados em baldes. E os vidros dos monitores viram tinta fluorescente. A mesma filosofia vale para outros eletroeletrônicos, como TVs, celulares e geladeiras.
O ITCP vem capacitando os cooperados na área de gestão, logística e formação do grupo para a ação, que, além de benefícios para o meio ambiente, gera inclusão social. Na ponta desse processo de transformação do e-lixo, está Sandra Maria Mello, de 59 anos: ao lado de outros três profissionais, ela trabalha hoje desmontando eletrônicos no galpão de Maria da Graça. Antes, separava todo tipo de resíduos.
— Eu recebia por produção, por isso tinha que disputar saco de lixo. E o valor do papelão, ou do jornal, é de centavos — lembra Sandra, moradora do Complexo do Alemão, que não vê no seu emprego atual apenas uma forma de melhorar a renda. — Temos que pensar no futuro, nos filhos dos meus seis netos.
Presidente da Coop Céu Azul, Luiz Cláudio Lima diz que um catador que não atua com e-lixo recebe por mês, R$ 600. No projeto da rede, a média hoje é de R$ 840. Mas a meta é subir esse valor para R$ 2 mil mensais.
O diretor da Coopama, Luiz Carlos Fernandes, que é da Federação de Cooperativas do Estado do Rio, afirma que o projeto deverá reunir 500 catadores. Interessados em colaborar podem enviar e-mail para luicoop@gmail.com ou ligar para 7848-4769 (Copama) e 7896-0040 (Coop Céu Azul).

*Fonte: Jornal O Globo



Fim de Gramacho, o maior lixão da América Latina, deixa catadores sem destino certo



Cerca de 1.700 deles irão se despedir da vida que sempre conheceram com uma mão na frente, outra atrás e R$ 14 mil no bolso

Publicado:
26/05/12 - 22h38
Atualizado:
27/05/12 - 16h23


Homem carrega latão durante o amanhecer no aterro que funciona 24 horas e garante o sustento de 1.700 pessoas
Foto: Domingos Peixoto / O Globo

Homem carrega latão durante o amanhecer no aterro que funciona 24 horas e garante o sustento de 1.700 pessoas
DOMINGOS PEIXOTO / O GLOBO
RIO - Eles viveram décadas na incerteza: não sabiam, quando chegavam ao Aterro de Gramacho para disputar lixo com urubus, porcos e cachorros, quanto conseguiriam faturar na jornada. 
A partir do dia 1 de junho, quando o maior lixão da América Latina — que se estende por uma área de 1,3 milhão de metros quadrados, à beira da Baía de Guanabara — fechar finalmente as portas após 34 anos de atividade, a incerteza será bem mais grave. 
Cerca de 1.700 catadores vão ser obrigados a se despedir da vida que sempre conheceram com uma mão na frente, outra atrás e R$ 14 mil no bolso. Emprego garantido que é bom, quase ninguém tem. O que existe é a oferta de cursos profissionalizantes e a criação, com recursos do Fundo Estadual de Conservação Ambiental e Desenvolvimento Urbano (Fecam), de um Polo de Reciclagem, que deve empregar cerca de 500 pessoas e começar a funcionar no segundo semestre.
Cem catadores estão empregados em obras, graças a um acordo com o sindicato da construção civil. A Faetec, vinculada à Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia, oferecerá, em parceria com a Secretaria municipal do Meio Ambiente, 1.320 vagas em cursos profissionalizantes (eletricista, instalador predial de baixa tensão, encanador, pedreiro, carpinteiro e nível básico de informática). As aulas começam no dia seguinte ao fechamento do aterro. Não há ainda inscritos. Segundo Isaías Bezerra, coordenador de responsabilidade social da Nova Gramacho, empresa que opera o aterro, o que impera é a desorientação:
— Nada garante aos catadores que vão achar emprego depois dos cursos. Muitos deles não tinham sequer certidão de nascimento. Agora, o estado de direito, com documentos, oferta de cursos, apareceu num lugar que nunca teve regra, onde valia a voz de quem falasse mais alto ou tivesse uma arma. Além disso, muitos nunca fizeram nada além de viver do lixo. O processo é muito delicado, é como se você tirasse uma nação indígena de onde ela sempre viveu.
Dos catadores, 20% nunca foram à escola
Um estudo encomendado pela Secretaria do Ambiente ao Instituto de Estudo do Trabalho e Sociedade sobre o Jardim Gramacho, bairro onde funciona o aterro, dá uma ideia do problema. 
No local, há 5.807 pessoas pobres e 2.101 indigentes. A pobreza extrema acontece em 18% dos domicílios com catadores. Com o fim do aterro, diz o estudo, a renda domiciliar per capita será reduzida a um terço. Os lares em situação de indigência darão um salto para 68%. Outro dado alarmante: 20% dos catadores jamais estudaram.
— A partir do estudo, conseguimos ajudar muitos catadores a se inscrever no Bolsa Família — diz Carlos Minc, secretário estadual do Ambiente.
Repórteres do GLOBO que estiveram em Gramacho eram cercados por muitos catadores, que faziam questão de contar suas histórias e partilhar as dúvidas sobre o futuro:
— Eu já tentei vários vezes ir para o mercado de trabalho, fiz curso de cozinha, de boleira. Mas só tenho a 8 série (9 ano) incompleta. Quando eu participo de entrevistas, não sei se é a aparência que tenho, mas não ligam de volta. O aterro me deu muita coisa, em épocas boas eu tirava mais de R$ 100 por dia. Paguei remédios da minha filha, que nasceu com sífilis, paguei curso. Hoje ela mora na Itália e quer fazer engenharia — abriu o coração Angélica Sabino Silva, que não sabe o que fará com os R$ 14 mil que receberá do Fundo de Participação dos Catadores.
Atualmente, só adultos e idosos são vistos disputando o lixo produzido por cariocas. Mas até a década de 90 era comum ver crianças remexendo os dejetos. Hélio Côrrea era uma delas:
— Vim com 12 anos. Eu dava a volta, entrava no cambalacho. Se eu não viesse, não comia. Catava a manhã toda e à noite ia para o colégio. Mas cansava e acabei ficando em Gramacho — conta ele, que agora terminar o ensino fundamental.
— Me preocupa o destino dos catadores. O dinheiro vai durar um tempo, mas e depois? A economia da região inteira gira em torno do lixo. Em volta, há muitos lixões clandestinos. Se não houver uma ação social definitiva, muitos podem voltar e fomentar a ilegalidade na área — diz Vik Muniz, o artista plástico que apresentou as mazelas de Gramacho com “Lixo extraordinário”, documentário que disputou o Oscar.
O dinheiro do fundo vai beneficiar 1.709 catadores. Os recursos, de R$ 21 milhões, são uma das contrapartidas previstas no contrato da Comlurb com a empresa Novo Gramacho, que vai explorar, por 15 anos, o gás metano produzido no aterro e que será vendido para a Reduc. Outra obrigação da empresa será investir R$ 20 milhões em melhorias para o bairro de Jardim Gramacho. Outros R$ 60 milhões serão captados junto ao governo federal e outros órgãos.
O dinheiro tem sido motivo de brigas homéricas no aterro. Na última terça-feira, uma catadora, membro do conselho de lideranças de Gramacho, foi parar na delegacia, acusando uma outra, responsável pela elaboração da listagem, de agressão. A confusão começou porque ninguém se entende em relação a quem tem direito ou não de entrar na lista.
— O conselho gestor fez a lista sem ouvir o conselho de liderança, como foi combinado — diz Márcio Marciano, um dos líderes. Segundo ele, cerca de 300 pessoas foram incluídas indevidamente e outras cem, que deveriam estar, não estão. Recorrem agora à Defensoria Pública.
Se o destino dos catadores é uma incógnita, o do aterro e o do lixo já estão traçados. As nove mil toneladas diárias que chegavam do Rio vão todas para o Aterro de Seropédica, que também deve receber o lixo de Caxias, pouco mais de uma tonelada/dia. O de São João de Meriti deve ir para o Aterro de Belford Roxo. Os dois locais são chamados de Centros de Tratamento de Resíduos e contam com medidas para evitar a poluição do solo, impermeabilizado com mantas plásticas, areia e argila. Assim que os caminhões despejam lixo, ele é coberto. Os centros não têm catadores. Nem urubus. Uma realidade que Celso Pereira Malaquias não consegue conceber. Pai de 5 filhos, ele conheceu a mulher (“o melhor presente que Gramacho me deu”) no lixão.
— Sou muito grato a tudo isso aqui. Minha única tristeza é que vai fechar. Queria que desse para trabalhar em Seropédica — diz ele.







terça-feira, 5 de junho de 2012

COLETA SELETIVA NA QUARTA-FEIRA


Atenção moradores dos bairros com serviço de coleta seletiva!
Quando você participa da coleta seletiva,está  cooperando para o meio ambiente do planeta,pois o material reciclável que seria aterrado,transforma-se em novo material,economizando matéria -prima e energia.
Você também  a obra social da sociedade de Apoio à criança e o Idoso: 


COLETA SELETIVA NO SEU BAIRRO(PORTA A PORTA):
4º FEIRA:


MANHÃ:
Jockey I
Pelinca
Parque Tamandaré
Parque Dom Bosco

TARDE:
Jockey II
Parque João Maria
Centro


COLETA DE PONTOS ESPECIAIS
Secretaria Municipal de Serviços Públicos
Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Petróleo
Hospital Santa Casa
Farmácia Isalvo Lima
Resgate Médico
CEFET
CCAA
Secretaria Municipal de Educação
Secretaria Municipal de Meio Ambiente
Hospital Unimed
Hospital Geral de Guarus

TSE prevê informatizar processos até final do ano



A Justiça Eleitoral anunciou nesta segunda-feira (4/6) que pretende informatizar até o final do ano todos os processos que tramitam nos Tribunais Regionais Eleitorais e no Tribunal Superior Eleitoral.
Segundo o TSE, o Processo Judicial Eletrônico (PJE) vai permitir que a Corte Eleitoral, todos os TREs e as zonas eleitorais adotem a mesma linguagem em relação aos processos. O projeto foi anunciado pela presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, em reunião com os 27 representantes dos TREs para debater a preparação para as eleições deste ano.
Outro tema tratado na reunião foi a adoção de regras que atendam as exigências da Lei de Acesso à Informação (Lei 12.527/2011). Cármen Lúcia informou que nas próximas semanas levará ao Plenário a análise de uma resolução que pretende fornecer orientações em toda a Justiça Eleitoral.
“Essa resolução tem o cuidado mínimo de estabelecer como é que se dá o acesso de tudo com transparência e aquilo que não puder ser posto às claras que isto seja motivado e justificado para que a sociedade saiba por quê”, afirmou.
Após a elaboração da resolução, que trará apenas orientações gerais, cada TRE terá de decidir sua maneira de atuação de forma a garantir o cumprimento da lei.
Aumento salarial
Além desses assuntos, Cármen Lúcia também falou sobre o pedido de reajuste salarial dos servidores. Ela afirmou que está dando prioridade ao tema e que tem discutido a questão com o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Ayres Britto, responsável pla negociação com o Executivo.

“Essa é uma demanda reprimida de muito tempo e é legítima”, afirmou a ministra.
Sobre a criação de cargos e funções comissionadas para os TREs, Cármen Lúcia informou que o projeto já foi aprovado pelo Plenário da Corte e que agora falta um parecer do Conselho Nacional de Justiça para que sejam efetivados. Com informações da Assessoria de Imprensa do TSE
Revista Consultor Jurídico, 5 de junho de 2012

Reciclagem de entulho beneficiará 8 cidades da região de Campinas



30/05/2012 12h42 - Atualizado em 30/05/2012 12h42
Usina foi inaugurada nesta quarta-feira (30) em Hortolândia.

URE tritura e transforma resíduos em areia, pedrisco, pedras e brita.

Do G1 Campinas e Região
Uma Usina de Reciclagem de Entulho (URE) inaugurada nesta quarta-feira (30) em Hortolândia (SP) receberá resíduos da construção civil da cidade e de outros sete municípios que compõe o Consórcio Intermunicipal de Manejo dos Resíduos Sólidos. O investimento total foi de R$ 3 milhões.
Serão beneficiadas as cidades de Sumaré, Americana, Nova Odessa, Santa Bárbara d´Oeste, Monte Mor, Capivari e Elias Fausto. Até o fim de 2012 devem ser construídos os pontos de coletas nestes municípios.
Com a usina, materiais como tijolos, blocos, argamassa, concreto e material cerâmico podem ser transformados em areia, pedriscos, pedras e brita mais rústica, barateando as construções.

A capacidade será de 350 toneladas de material por dia, mas de início a URE vai operar com 80 toneladas. No caso de Hortolândia, 50% do beneficiamento serão usados pela prefeitura em obras na cidade.

O DESTINO DO LIXO URBANO: O grande desafio da Sociedade Moderna.



Por: Débora Brustolin Ludwig – Cientista ambiental.


Segundo Leonice S. Dias e Raul B. Guimarães (2009), um dos maiores desafios que a sociedade moderna encontra é a questão do lixo urbano. Além do expressivo crescimento da geração de resíduos sólidos, sobretudo nos países em desenvolvimento, observam-se, ainda, ao longo dos últimos anos, mudanças significativas em suas características. Essas mudanças são decorrentes principalmente dos modelos de desenvolvimento adotados e da mudança nos padrões de consumo.



J. F. T. Jucá (2002), em seu trabalho abordando a questão, diz que o crescimento da população, aliado à intensa urbanização, acarreta a concentração da produção de grandes quantidades de resíduos e a existência cada vez menor de áreas disponíveis para a disposição desses materiais. Juntam-se a esses fatos as questões institucionais, o que torna cada vez mais difícil para os municípios dar um destino adequado ao lixo produzido.



A grande quantidade de resíduos sólidos gerados no Brasil não é compatível com as políticas públicas, com o desenvolvimento tecnológico e com os investimentos para o setor. Há um longo caminho a trilhar em que a capacitação técnica e a conscientização da sociedade são fatores imprescindíveis (CASTILHOS JR, 2003).



Hoje são produzidos no país 182.400 toneladas/dia sendo que 40.000 ficam sem destinação racional, pois 40% dos municípios não recebem nenhum serviço de coleta de lixo. Das que são coletadas 76% fica a céu aberto, 10% vão para aterros sanitários, 13% para aterros controlados, 0,9% para usinas de compostagem, 0,1% são incineradores e uma insignificante parte é recuperada em centrais de reciclagem, visto que, a coleta seletiva é praticada em pouco mais de 80 municípios brasileiros, basicamente nas regiões sul e sudeste do País. Considerando ainda que, perdem-se, no mínimo, R$ 4,6 bilhões de recursos por ano, ao não se reaproveitar o lixo produzido fica evidente a necessidade de agir imediatamente para reverter tal situação.



Os resíduos Orgânicos:



Cada habitante produz em média quinhentos gramas de lixo por dia, podendo chegar a mais de um quilo conforme o poder aquisitivo. Sua composição média é de 25% de papel, 4% de metal, 3% de vidro, 3% de plástico e 65% de matéria orgânica, que formarão os resíduos orgânicos dando origem à produção de lixiviados que poderão contaminar os cursos de água e provocar infiltrações no solo, se depositados em aterros construídos sem recursos técnicos. Ainda, a fermentação do lixo leva à produção de gases perigosos que contaminam a atmosfera e a problemas de saúde pública, na medida em que o lixo orgânico pode ser um veículo transmissor de doenças. 



Os resíduos orgânicos podem ser valorizados se forem recolhidos seletivamente, tratados por compostagem ou digestão anaeróbica e transformados em composto. Tal processo, chamado de valorização orgânica, pode ser recomendado para as condições de municípios pequeno porte, como o de Campo Magro, objetivando a produção de adubos para a fertilidade de seus solos agricultáveis. 



Processos de separação e destinação de resíduos orgânicos:



Misturar os materiais recicláveis com o restante do lixo prejudica o reaproveitamento, por isso a coleta seletiva é apontada como a primeira etapa para o processo de reciclagem dos resíduos orgânicos, pois este processo consiste na separação dos resíduos orgânicos do resto do lixo direto na fonte, ou seja, na nossa própria casa. Já a triagem é um processo de separação manual ou mecanizada de resíduos potencialmente recicláveis oriundos de uma coleta seletiva, onde é preciso avaliar a quantidade e a qualidade dos resíduos orgânicos coletados antes de serem utilizados no processo conjugado de compostagem da matéria orgânica, da reciclagem dos materiais propriamente ditos (papel, plásticos, vidro e metal) e, por fim, na destruição do material inaproveitável por intermédio da incineração. 



A compostagem:



A melhor forma para se reciclar resíduos orgânicos é a compostagem, processo este que envolve transformações (decomposição biológica) promovidas por microorganismos do solo, que têm na matéria orgânica sua fonte de energia, nutrientes minerais e carbono. Por essa razão, o composto não é apenas um monte de lixo orgânico empilhado ou acondicionado em um compartimento. É um modo de fornecer as condições adequadas a esses microorganismos para que degradem a matéria orgânica e disponibilizem nutrientes para as plantas. No final da decomposição, origina-se um material rico em nutrientes, com estrutura fofa, cheiro agradável, temperatura ambiente, pH próximo de 7 (sete), livre de agentes patogênicos e de sementes de ervas daninhas (DORNELLES, 2011). A compostagem é largamente utilizada em jardins e hortas, como adubo orgânico devolvendo à terra os nutrientes de que necessita, aumentando sua capacidade de retenção de água, permitindo o controle de erosão e evitando o uso de fertilizantes sintéticos. Quanto maior a variedade de matérias existentes em uma compostagem, maior vai ser a variedade de microorganismos atuantes no solo.
O processo de compostagem apresenta vantagens como a economia do aterro, propiciando o aproveitamento agrícola da matéria orgânica e a reciclagem de nutrientes para o solo. Trata-se de um processo ambientalmente seguro, com a eliminação de patógenos no solo, diminuindo consideravelmente o impacto do lixo urbano no ambiente.
A compostagem já é utilizada há muito tempo no meio rural utilizando-se de restos vegetais e esterco animal. Pode-se, também, utilizar a fração orgânica do lixo domiciliar, desde que de forma controlada, em instalações industriais chamadas usinas de triagem e compostagem. No contexto Brasileiro a compostagem tem grande importância já que cerca de 50% do lixo municipal é constituído por matéria orgânica (LIMA, 2005). 



Educação Ambiental:



Ao finalizar, é importante destacar que tudo isto até agora apresentado não teria sentido e praticidade sem a conscientização do povo através da educação ambiental. Quando se define a educação ambiental que se deseja fazer, é preciso ter claro que o problema ambiental não está na quantidade de pessoas que existe no planeta e que necessita consumir cada vez mais recursos naturais para se alimentar, vestir e morar. É necessário entender que o problema está no excesso de consumo desses recursos por uma pequena parcela da humanidade e no desperdício e produção de artigos inúteis e prejudiciais à qualidade de vida (REIGOTA, 1994). 



Conforme Milaré (2000) indicou, “a sustentabilidade do Planeta, sem duvida alguma, esta nas mãos do homem, o único ser capaz de, com suas ações romper o equilíbrio dinâmico produzido espontaneamente pela interdependência das forças da natureza e modificar os mecanismos reguladores que, em condições normais, mantêm ou renovam os recursos naturais e a vida na Terra”. Não se trata de ser contra o progresso, mas de promover o desenvolvimento sustentável, utilizando e conservando de modo racional os recursos naturais, e solidarizando-se sincronia e diacronicamente com toda a humanidade. O destino das gerações futuras encontra-se, assim, nas mãos das presentes gerações.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Artista chinês faz escultura de 11 metros com lixo



Wang Zhiyuan queria retratar os resíduos que se acumulam nas ruas de Pequim

Da Redação
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Cerca de 3 milhões de toneladas de lixo doméstico são gerados por dia no planeta. Você já teve a sensação de que o único jeito de acabar com todos esses resíduos seria mandá-los para o espaço? É justamente essa a ideia que uma escultura exposta em Pequim, na China, passa. 


Feita pelo artista Wang Zhiyuan, essa torre de lixo de quase 11 metros de altura se chama Thrown to the Wind (jogado ao vento). O artista diz que queria retratar os montes de resíduos que se acumulam em sua cidade e chamar a atenção para o problema. “Eu quero que a minha arte seja algo maior do que eu. Se ela não estivesse envolvida em problemas da sociedade, eu me sentiria culpado”, afirma.

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Carapebus recebe usina de reciclagem de óleo



23/mai/2012
  • Consciência: O óleo de cozinha usado reciclado evitará danos ao meio ambiente
Consciência: O óleo de cozinha usado reciclado evitará danos ao meio ambiente

Carapebus ganhou ontem a primeira usina de reciclagem do município, no Bairro APCC. A unidade é uma parceria entre a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Turismo com a Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo a Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) e a JB Reciclagem.
A reciclagem é feita através do óleo vegetal (de cozinha), recolhido nos Eco Pontos, que serão instalados em locais estratégicos do município, onde a população poderá entregar o óleo de cozinha usado, a fim de ser encaminhado à usina de reciclagem. Inicialmente, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e escolas municipais serão responsáveis em receber o produto.
O óleo recolhido será encaminhado para a primeira etapa da reciclagem, que é a purificação, onde será filtrado para a retirada das impurezas sólidas e aquecido em 60 graus, em média, para ser encaminhado à fabricação do biodiesel.
Mais produtos a partir do óleo
O responsável pela usina de reciclagem, João Brito, destaca que além do biodiesel, outros produtos podem ser feitos a partir do óleo. “Com a reciclagem do óleo pode-se fabricar ainda sabão em pedra para roupas, tintas, verniz, massa de vidro entre outras matérias primas que são descartadas de forma irresponsável. Quando descartadas pelo ralo da pia o óleo permanece retido no encanamento, causando entupimentos das tubulações, havendo a necessidade do uso de produtos químicos tóxicos para a solução do problema”, ressaltou João.
O secretário de Meio Ambiente e Turismo, Roberto Carlos Batata, destaca que a inauguração da usina de reciclagem é o primeiro passo para a coleta seletiva de lixo em Carapebus. “O óleo de cozinha usado é um produto danoso ao meio ambiente, por isso buscamos parcerias para descartá-lo de forma consciente. Peço a colaboração dos donos de restaurantes e das diretoras das escolas para que reciclem também o óleo”, solicitou.