sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Novo Disque Entulho: Saiba o que é e o que fazer com seu entulho e outros resíduos


 


Pelo telefone do Disque Limpeza (2726 4809) você solicita o serviço de coleta de PEQUENOS VOLUMES de entulhos e demais resíduos de sua residência OU APARTAMENTO..

A - ENTULHO de pequenas obras residenciais: deverão estar obrigatoriamente acondicionados em sacos plásticos de até 20 litros e serão removidos no máximo 150 (cento e cinquenta) sacos por residência.

B - GALHADAS de pequenas podas: deverão ser formados conjuntos de galhos, de comprimento máximo de 1,5 metros, amarrados através de barbantes ou outro material (para facilitar o manuseio pelo gari) e serão removidos no máximo 12 conjuntos de amarrados por residência.

C - TELHAS (pequenas) ou TIJOLOS: unidades inteiras (unidades quebradas devem ser consideradas como entulho) deverão estar agrupadas de forma a facilitar o carregamento e serão removidos no máximo 150 unidades de telhas e/ou de tijolos por residência.

D - BENS INSERVÍVEIS: somente serão removidos no máximo 6 itens por residência com suas respectivas quantidades, exceto para os bens de grande peso ou volume (geladeira, freezer, cofre, sofá, armário, etc), que a remoção fica limitada a 2 itens por residência. 

Em caso de necessidade de nova solicitação de serviço, o mesmo só poderá ser realizado 15 (quinze) dias após o serviço.

Caso o cidadão não queira aguardar este prazo ou ainda, se o material a ser removido estiver fora das condições estabelecidas nesta Portaria, o serviço deverá ser contratado junto a carroceiro, que deverá transportar e destinar a carga de resíduos (entulho, terra, galhada e etc.) para um dos ENTULHÓDROMOS existentes. Em caso de contratação de caminhoneiro avulso e/ou empresas privadas, o mesmo deverá transportar e destinar a carga de resíduos (entulho, terra, galhada e etc) para o aterro de inertes localizado na Av. Santo Amaro, s/nº, no Distrito Industrial da CODIN, subdistrito de Guarus.

Todo entulho e demais resíduos só será coletado se estiver armazenado dentro da residência E/OU GARAGEM OU ÁREA DE SERVIÇO DO PRÉDIO.

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email: zacaalbuquerque@gmail.com
twiter:@zacariasalbuquerque

Lâmpadas Fluorescentes


Sr. (a) Munícipe,

A Prefeitura de Campos tem o dever de coletar o seu lixo doméstico. No entanto, nem todo o lixo da nossa casa ou empresa é resíduo domiciliar. Pilhas, baterias de equipamentos eletrônicos, inclusive bateria de telefone celular e o próprio telefone celular, pneus e também, lâmpadas fluorescentes são classificados como lixo especial.
            No caso das lâmpadas fluorescentes, você munícipe, que tem a preocupação com o meio ambiente e a responsabilidade na gestão deste tipo de resíduo, deve adotar as seguintes atitudes, de acordo com a Lei Estadual 5.131/2007, Decreto Regulamentar 41.752/2009 e Lei Federal 12.305/2010:

1 - Deverá se dirigir com sua lâmpada inservível e entregar na loja onde foi adquirida;

2 - Nas lojas que comercializam lâmpadas fluorescentes, em geral, a mesmas, por força de lei deverão ter caixas para armazená-las. Caso haja dificuldade ou recusa da loja em receber as lâmpadas, manter contato com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, que é o órgão responsável pela fiscalização ou com a Secretaria Municipal de Serviços Públicos, através do Disque Limpeza (22-2726 4809).

A Secretaria Municipal de Serviços Públicos informa também, que com base na lei, lâmpadas fluorescentes que forem disponibilizadas para coleta terão sua coleta recusada e posterior adoção de medidas por parte do órgão público.
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Logística Reversa de Pilhas Alcalinas e Outras Inservíveis em Campos


Foi-se o tempo que  todo tipo de residuo que tinhamos em casa ou na empresa podia-se descartar tudo em um saco de lixo comum.Pela nova legislação ,alguns residuos obrigatoriamente devem retornar ao comerciante,fabricante e importador,e que denomina-se LOGÍSTICA REVERSA.E o caso das pilhas e baterias alcalinas.No exercicio da cidadania ,cada munÍcipe deve fazer a devolução na loja onde comprou .Em Campos ,a SSP identificou os seguintes estabelecimentos que após receber estes residuos,posteriormente destinam para as indústrias de ,que destinam para a cadeia da reciclagem em São Paulo.
  • Eletrônica Real - Rua Boa Morte esquina com Rua Gil de Góis - telefone (22) 27240260
  • Eletrônica São Salvador - Rua Dr. Gesteira Passos, nº 38, Centro - telefone (22) 27330576
  • Agência Correios Campos dos Goytacazes - Praça Santíssimo Salvador, nº 53 - Centro - telefone (22) 27331641
  • Banco Santander - todas as agências de Campos dos Goytacazes
  • Supermercardo Wal-Mart.Av. Nilo Peçanha,s/nº
  • Agência da AMPLA-Rua Gov. Teotônio ferreira de Araújo,Centro.
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Logística Reversa de telefones celulares e suas baterias


No Brasil são 224 milhões de usuários de telefones celulares, colocando o país entre os campeões de uso da telefonia celular. No Estado do Rio de Janeiro, Campos, proporcionalmente, tem o maior número de usuários. Conforme pesquisa da ANATEL são 130 usuários para acada grupo de 100, o que significa que milhares de campistas usam dua linhas.

O aparelho que é um bem quando perde a utilidade deixa de ser bem e se transforma em resíduo (lixo). O que fazer com esse tipo de lixo que quando jogado no ambiente (rios, lixões etc) é extremamente nocivo, pois possui componentes químicos altamente poluentes?

FAÇA A COISA CERTA! ENTREGUE SEU CELULAR OU BATERIA EM UM DOS ENDEREÇOS, SEGUINTES:
    • CONCELL - Rua Gesteira Passos, 34 - Centro - Telefone: 3211-4107/2735-1804
    • CELL CENTER - Av. Alberto Torres, 17 - Centro - Telefone: 2733-4107
    • VIVO - Av. Rui Barbosa, 1001 - Centro e Parque Centro Shopping
    • CLARO - Rua Sladanha Marinho, 416, loja 103 - Centro - Telefone: 3052-9836
    • OI - Rua Tenente Coronel Cardoso, 445, lojas 1 e 2 - Centro - Telefone: 2723-0000 (próximo ao prédio da antiga Telemar)
Faça a diferença para a limpeza e o ambiente da sua cidade!
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Reciclagem de CPU(motor de computador) e impressora


As velhas atitudes em relação ao lixo, que provocam degradação do ambiente, compulsoriamente deverão ser mudadas. Foi-se o tempo que bastava depositar todo tipo de lixo em saco plástico, colocar no horário em frente da casa para coleta e a partir daí o problema seria da concessionária da coleta de lixo ou da prefeitura.

Com a Lei da Política nacional de Resíduos Sólidos a responsabilidade pela correta destinação dos diversos tipos de resíduos (lixo) é responsabilidade compartilhada entre as empresas, coletividade e poderes públicos. Os resíduos eletrônicos (TV, microondas, DVD, celular etc.) não podem ser destinados para a coleta de lixo, nem tão pouco descartados nas vias públicas ou áreas particulares, pois se constitui infração à legislação ambiental e de postura.
Em Campos dos Goytacazes, a Prefeitura Municipal, através da Secretaria Municipal de Serviços Públicos viabilizou parceria com empresa de reciclagem e a partir do dia 19/08/2011, estamos recebendo, na sede desta Secretaria, TÃO SOMENTE CPU E IMPRESSORAS INSERVÍVEIS de pessoas físicas. Eventual descarte, em grande quantidade, de empresas deverá ser feito contato com a Secretaria Municipal de Serviços Públicos.
Em relação à telefones e baterias de celulares, o usuário final deve entregá-lo nas lojas das concessionárias (VIVO, TIM, OI, CLARO, NEXTEL). Outros bens que compõem o chamado lixo eletrônico orientamos guardá-los em casa até definição que será dada pelo Ministério do Meio Ambiente até março de 2012.

*Mais informações sobre o mundo da limpeza e outros:

Twitter: zacaalbuquerque@live.com

Em caso de Reclamações e sugestões, ligue para o Disque limpeza da Secretaria de Serviços Públicos - tel. 2726-4809.

Capital tem novo horário para fechamento de bares e restaurantes



Foto: Guilherme Santos/PMPA
Atualmente a lei permite o funcionamento até meia-noite
Atualmente a lei permite o funcionamento até meia-noite
Foto: Divulgação/PMPA
GT terá nova reunião dia 29
GT terá nova reunião dia 29
O Grupo de Trabalho (GT) criado para solucionar os problemas do bairro Cidade Baixa definiu na manhã desta quarta-feira, 15, o novo horário de fechamento dos bares e restaurantes. A reunião aconteceu no gabinete da Secretaria Municipal da Produção, Indústria e Comércio (Smic), com a presença de representantes da prefeitura, Sindicato dos Bares e Restaurantes (SindiPoa), moradores da Cidade Baixa, empresários e vereadores. A medida também é válida para os outros bairros da Capital.
De domingo a quinta-feira, de acordo com a proposta do GT, a abertura estará autorizada até a 1h, com tolerância de 30 minutos. Atualmente a lei permite o funcionamento até a meia-noite. A ocupação de espaços externos com mesas e cadeiras será permitida somente até a meia-noite. Às sextas-feiras, sábados e vésperas de feriado, o funcionamento será permitido até as 2h, com o mesmo tempo de tolerância de 30 minutos, incluindo a ocupação de espaços externo.
No próximo dia 29 de fevereiro o GT reúne-se mais uma vez, para definir pontos como isolamento acústico, Estudo de Viabilidade Urbanística (EVU) e áreas de interesse turístico. Após a reunião, o projeto final será encaminhado para avaliação do prefeito José Fortunati. De acordo com o titular da Smic, Valter Nagelstein, o objetivo da Smic é publicar o novo decreto em meados de março.
 
Texto de: Aline Brum
Edição de: Caco Belmonte


quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Logística reversa: a alma da política de resíduos sólidos


BRUNA LUCIANER


Reduzir a produção de resíduos; reutilizar e reciclar o que for possível; recuperar e tratar adequadamente o que não for passível de reaproveitamento e, só então, encaminhar o que sobrar para um aterro – devidamente preparado para tal fim. Eis o mundo perfeito no tocante ao gerenciamento de resíduos sólidos. Perfeito e distante, bem distante da realidade nacional.
Pelo menos agora, depois de 20 anos de discussões, a Política Nacional de Resíduos Sólidos está regulamentada e, em breve, deverá reestruturar a cadeia produtiva nacional, introduzindo conceitos de produção eficiente, responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos e logística reversa dos resíduos.
“Logística reversa” não é um termo bonito só no nome; o ato de assumir a responsabilidade pela destinação final de um produto é tão óbvio e deveria ser tão comum que, o fato de só ser instituída agora denuncia o quanto o Brasil ainda precisa avançar em respeito aos recursos naturais e, consequentemente, ao próprio consumidor. “A logística reversa é a alma da Política Nacional de Resíduos Sólidos; ela corresponde a praticamente 80% da regulamentação e é, sem dúvida, a parte mais importante e mais complicada de toda a Política”, esclarece o engenheiro e professor Paulo Roberto Leite, fundador e presidente do Conselho de Logística Reversa do Brasil (CLRB).
A regulamentação da PNRS e o crescente apelo do conceito de sustentabilidade junto à mídia têm inspirado empresários e industriais de todo o país em relação à logística reversa. Já é possível perceber as empresas se organizando de alguma forma, aplicando diferentes modelos, seja por iniciativa voluntária ou já pensando no cumprimento da nova legislação.
Como explica o professor Paulo, trata-se de um caminho sem volta: as empresas têm que começar a se adaptar. O primeiro passo é a elaboração dos planos setoriais com as ações a serem tomadas e os compromissos assumidos. Em breve um comitê gerenciado pelo Ministério do Meio Ambiente começará a receber e analisar esses planos, estabelecendo diretrizes para futuras fiscalizações. Se as empresas não entregarem os planos no prazo estipulado, o próprio governo fará o documento, estabelecendo inclusive taxas e penalizações que considerar convenientes.
Atacado ou varejo?
Quem deve assumir o compromisso pelo recolhimento e destinação final dos produtos? De acordo com o professor Paulo, ambos. “Atacado e varejo devem conversar e apresentar um plano de compartilhamento de responsabilidades. As ações de coleta, armazenamento e reprocessamento deverão ser segregadas”, explica.
Na prática, isso significa que você, consumidor, não precisará considerar sua geladeira estragada um verdadeiro “elefante branco” no momento do descarte. As indústrias e revendedoras tratarão de recebê-la, reaproveitar tudo o que puder ser reaproveitado e descartar adequadamente o que não tiver mais utilidade, de maneira que não agrida o meio ambiente.
*Fonte: http://www.correiodoestado.com.br/noticias/logistica-reversa-a-alma-da-politica-de-residuos-solidos_100510/

IPT desenvolve tecnologia para reciclar ímãs de discos rígidos


Redação do Site Inovação Tecnológica - 12/11/2011
IPT desenvolve tecnologia para reciclar ímãs de discos rígidos
Os ímãs permanentes de alta qualidade são feitos principalmente de uma liga de neodímio-ferro-boro (NdFeB), feita a partir dos minerais de terras raras.[Imagem: IPT]

Ímãs de neodímio
Pesquisadores do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) desenvolveram uma técnica de reprocessamento dos materiais magnéticos de alta qualidade presentes nos discos rígidos.
Os ímãs permanentes de altaqualidade são feitos principalmente de uma liga de neodímio-ferro-boro (NdFeB), sendo usados em computadores e em geradores eólicos.
Além de abrir caminho para o descarte sustentável desses ímãs, a técnica pode aliviar a pressão sobre o fornecimento das terras raras, o mineral usado na sua fabricação e cujo fornecimento está em constante ameaça.
O IPT acaba de fazer o depósito da patente do processo de recuperação dos compostos magnéticos.
Ferritas
O pesquisador Elio Alberto Périgo empregou em seus estudos uma série de ímãs sinterizados disponíveis comercialmente no mercado.
Esta é a categoria mais adequada para aplicações que demandem propriedades mais restritivas, como o uso em produtos high tech  de alto desempenho, e de maior valor agregado em relação aos ímãs aglomerados, que combinam material particulado e resina e têm propriedades magnéticas menores.
Périgo buscou em suas pesquisas comprovar a possibilidade de reprocessar o neodímio-ferro-boro e alcançar propriedades superiores às das ferrites, que são usadas hoje para a produção dos tipos mais simples de ímãs.
Atualmente, as ferrites são os únicos compostos magnéticos fabricados no País.
"É o material de menor custo disponível no mercado, mas as suas propriedades são relativamente baixas. A sua aplicação ocorre quando as propriedades magnéticas não são restritivas, como pequenos motores elétricos e alto-falantes", afirma o pesquisador.
Reciclagem dos ímãs de neodímio
A técnica de reciclagem de ímãs combina quatro etapas:
  1. hidrogenação;
  2. desproporção (transformação da fase magneticamente dura em outras fases);
  3. dessorção (retirada de hidrogênio da estrutura cristalina do composto previamente hidrogenado); e
  4. recombinação (obtenção da fase magneticamente dura com tamanho de grão inferior ao inicial) em ligas à base de neodímio-ferro-boro.
Os resultados bem-sucedidos indicaram a possibilidade do emprego do material reprocessado em aplicações na qual é exigida elevada resistência à desmagnetização.
Para o pesquisador, o aproveitamento dos materiais magnéticos é uma alternativa para fomentar o mercado nacional de reciclagem do lixo eletrônico.
Em cada disco rígido são utilizados cerca de 30 gramas de material magnético, o que mostra uma grande oportunidade para a destinação sustentável dos PCs antigos.
"O consumidor descarta seu equipamento antigo porque busca uma maior capacidade de processamento, e não porque o ímã parou de funcionar," explica o pesquisador. "O material magnético continua operante e nas mesmas condições da época em que o computador foi comprado".
Terras raras
A fabricação de ímãs permanentes de alto desempenho é possível somente com o emprego das terras raras, o grupo de 17 elementos químicos no qual está presente o neodímio.
O mercado é atualmente dominado pela China, mas as recentes reduções nas quantidades de materiais que o país planeja exportar aumentaram as dúvidas pela continuidade do abastecimento e impulsionaram projetos de desenvolvimento de empreendimentos de mineração em todo o mundo, principalmente no Canadá e na Austrália.
O quadro de preocupação foi agravado com um relatório publicado em dezembro de 2010 pelo Departamento de Energia dos EUA, que identificou seis elementos de alta vulnerabilidade a questões de suprimento e preço para aplicação em tecnologias limpas - cinco deles são terras raras, entre os quais o neodímio.
Para completar o cenário, a Industrial Minerals Company of Australia (Imcoa) calculou as estimativas globais de demanda de terras raras para os próximos anos.
A fatia de mercado destinada aos fabricantes de ímãs permanentes deve aumentar dos 21% de 2010 para 26% em 2015, e o volume de insumos para os processos industriais passar de 26 mil para 48 mil toneladas.
"Existe um monopólio no mercado de terras raras: mais de 90% delas é proveniente da China. Em todo monopólio, cobra-se quanto se quer, e esse é um grande problema. Recentemente, o preço destes elementos subiu de forma abrupta, e no Brasil todos que precisam utilizar ímãs em compressores, motores e na indústria eletroeletrônica, por exemplo, precisam importar estes materiais, já que não existem substitutos nacionais", afirma o pesquisador.
"Mostrar que é possível reprocessar os ímãs contidos nos discos rígidos e ter um substituto às ferrites, a partir de um material descartado, começa então a se tornar interessante em função de gargalos de suprimento e preço," completa.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Matemática melhora reciclagem do alumínio


Redação do Site Inovação Tecnológica - 19/09/2011
Matemática melhora reciclagem do alumínio


Na extrusão, um bloco sólido de alumínio é prensado por uma gigantesca prensa contra um molde de aço que contém os furos no formato exato da peça desejada.[Imagem: Wuxi Yuanchang]

O alumínio é o metal mais reciclado no mundo.
Mas, como acontece no mercado de automóveis, "alumínio usado" não é a mesma coisa que "alumínio zero km".
Liga indesejável
A reciclagem de alumínio consome apenas 5% da energia utilizada naprodução do alumínio novo.
No entanto, cada vez que o alumínio é reciclado, vários elementos, como ferro, silício e zinco, bem como elementos-traço, como sódio e chumbo, juntam-se ao metal,produzindo uma espécie de "liga indesejável".
Até agora isso tem colocado limitações claras aos usos do alumínio reciclado, devido às alterações nas propriedades do metal reciclado em comparação com o metal novo.
A indústria vem dando um "jeitinho" diluindo o alumínio reciclado no alumínio novo, de forma a diminuir a concentração dos elementos indesejáveis até que eles atinjam níveis aceitáveis.
Solução nobre
Mas Yanjun Li e seus colegas do Instituto Sintef, na Noruega, acreditam que uma solução bem mais nobre pode ser obtida com a ajuda da matemática.
O alumínio reciclado hoje acaba sendo direcionado para a fundição. Mas os produtos mais nobres são feitos por laminação ou extrusão, que exigem um material mais puro e com propriedades homogêneas.
Na extrusão, por exemplo, um bloco sólido de alumínio é prensado por uma gigantesca prensa contra um molde de aço que contém os furos no formato exato da peça desejada - o alumínio deve fluir perfeitamente para não gerar peças defeituosas.
"As impurezas que se acumulam no alumínio pelos repetidos ciclos de reciclagem afetam as propriedades mecânicas do material reciclado. No entanto, mudando a composição da liga, as condições de temperatura e a velocidade do processo de homogeneização - o estágio inicial em um processo de têmpera realizado antes da laminação e da extrusão - é possível compensar isso," diz Yanjun.
Nobreza matemática
Se parece fácil, não é. Tentar encontrar a receita correta com tantos ingredientes a serem variados é praticamente impossível na base da tentativa e erro.
É aí que entra a matemática. Os cientistas estão desenvolvendo modelos matemáticos e testando-os em experimentos de laboratório. "Os resultados iniciais são animadores," diz Yanjun.
O objetivo final é desenvolver três modelos diferentes, que vão mostrar como a microestrutura do alumínio reciclado é afetada por várias modificações na homogeneização durante os processos de extrusão e laminação.
Modelo de reciclagem
"Nós demonstramos que a ponto de escoamento das ligas pode ser aumentado em 50% modificando-se o processo de homogeneização. Em linguagem simples, isto significa que o material poderá ser dobrado muito mais antes de quebrar," afirma o pesquisador.
Segundo ele, o uso dos modelos matemáticos permitirá o uso do alumínio reciclado em virtualmente qualquer aplicação.
O que é uma boa notícia, uma vez que o aumento da reciclagem do alumínio está produzindo mais matéria-prima do que o setor de fundição consegue absorver.

Produtos sujeitos à logística reversa poderão ter orientações nos rótulos


A Câmara analisa projeto que obriga os fabricantes e importadores de produtos geradores de resíduos sólidos sujeitos ao sistema de logística reversa a colocarem nos rótulos ou embalagens informações sobre a obrigatoriedade e importância ambiental de sua entrega em postos de coleta. As informações devem conter também indicação de como localizá-los. A proposta (Projeto de Lei 2433/11), do deputado Jhonatan de Jesus (PRB-RR), inclui dispositivo na Lei 12.305/10, que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS).
O autor explica que a Lei 12.305/10 teve alguns de seus dispositivos regulamentados pelo Decreto 7404/10. Mas, segundo ele, poderia ter avançado mais, em especial com relação à elaboração dos cronogramas relativos ao sistema de logística reversa de lâmpadas e produtos eletroeletrônicos e seus componentes, bem como sua extensão a outros produtos e embalagens. “Um dos aspectos em que tanto a Lei da PNRS quanto o decreto se omitiram diz respeito às informações sobre a obrigatoriedade e a importância ambiental da entrega dos produtos geradores de resíduos sólidos que demandem sistemas de logística reversa após seu uso pelo consumidor. O projeto busca suprir essa lacuna”, afirmou.


Tramitação
A proposta tramita em caráter conclusivo, e será apreciada pelas comissões de Defesa do Consumidor; de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Íntegra da proposta:

Os 3 Rs na logística reversa


A questão que hoje esta em evidência é a questão para a sustentabilidade, para que todos possam ter uma responsabilidade e um dever de ajudar o ambiente em que vivemos.
Quando citamos isso podemos e deveríamos aplicar em nosso cotidiano o uso dos 3 Rs que significa Reduzir, Reutilizar e Reciclar. Porém antes de por em prática, primeiro vamos assimilá-lo com o nosso dia-a-dia, fazendo algumas perguntas como: antes de irmos às compras e adquirir um produto novo, será que eu preciso dele? É só a questão de consumismo? Status? Ou será que o modelo realmente melhor? É possível utilizar novamente um produto, fazer de um pneu de carro um pufe, luminárias de garrafas pets, muitas empresas de cosméticos hoje oferece o refil de produtos para que a embalagem principal seja aproveitada novamente, sem tirar a qualidade do produto e por um preço mais acessível.
Já no processo de reciclar podemos pensar um pouco mais amplo, onde não envolve somente uma atitude nossa, há todo um sistema tendo que ser otimizado em cada etapa. É preciso entender o que é feito com esse produto descartado volte como ou em outro produto. Para que esse material chegue às empresas é preciso uma coleta envolvendo trabalhadores que os coletam diariamente em ruas, podendo ser melhorado se fizéssemos uma separação dos itens recicláveis para facilitar a coleta dos mesmos. Além disso, é necessário empresa para a separação e o fornecimento para a empresa que será responsável para a devolução desse material ao processo produtivo.
As empresas e o governo hoje têm um papel fundamental e de extrema importância para ajudar, buscando aproveita e incentivar a melhoria para esse segmento que tende a crescer. Aproveitando o que hoje já temos pronto e evitando ao máximo extraí-lo da natureza, pois surgiram novos empregos diretos e indiretos para esse processo. Tendo além de tudo a nossa ajuda e contribuição no consumo e no descarte correto de cada produto.
Mas será que isso é tudo ou pode haver alternativas?
Fonte: administradores.com.br
Deveríamos aplicar em nosso cotidiano o uso dos 3 Rs que significa Reduzir, Reutilizar e Reciclar
Deveríamos aplicar em nosso cotidiano o uso dos 3 Rs que significa Reduzir, Reutilizar e Reciclar

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Prédios perdem lixo reciclável por falta de coleta em São Paulo


Grandes condomínios reclamam de coleta seletiva e têm de desperdiçar material com o lixo comum

10 de fevereiro de 2012 | 22h 51
Fabiano Nunes - Jornal da Tarde
SÃO PAULO - Os condomínios da cidade de São Paulo têm acumulado lixo reciclável por falta de coleta seletiva. A demanda está cada vez maior, mas a estrutura da Prefeitura, com 21 centrais de triagem, não consegue atender ao processamento diário de todo o material produzido na capital. Os síndicos jogam o lixo que poderia ser reciclado com os detritos comuns.
O problema tem ocorrido com frequência no Edifício Saint Moritz, na Avenida Moema, na zona sul de São Paulo. Há quatro anos, o prédio aderiu à coleta seletiva. Neste ano, no entanto, teve de despejar o material reciclado com o lixo comum por atraso na coleta.
A Ecourbis, empresa responsável pela coleta de lixo na zona sul e parte da leste da cidade, tem se recusado a levar o material, dizem os responsáveis pelo condomínio. "Eles (funcionários da Ecourbis) alegaram que não tinham para onde levar, porque as centrais de triagem estavam lotadas. Como o contêiner de reciclado estava transbordando, tivemos de despejá-lo no lixo comum", contou a fisioterapeuta Patrícia Botto, de 35 anos, subsíndica do prédio. A coleta seletiva no edifício é feita uma vez por semana.
Longe do ideal. De 2009 para 2011, o volume médio de resíduos coletados diariamente na cidade de São Paulo teve um aumento de 12,5%. Passou de 16 mil toneladas por dia para 18 mil. A quantidade de itens enviados para a reciclagem, porém, continua por volta de 1% do total. Passou de 120 toneladas (0,71%) por dia em 2009, para 214 (1,13%) em 2011.
"O ideal é que a cidade estivesse reciclando cerca de 25% do total do lixo produzido", disse a arquiteta e urbanista Nina Orlow, da Rede Nossa São Paulo.
De acordo com Nina, a cidade precisa fazer um estudo gravimétrico (separação e pesagem) do lixo coletado diariamente, o que traduz o porcentual de cada componente recolhido.
"O que afinal temos no nosso lixo da varrição? Quanto há nele de plástico, papel, que poderia ser reaproveitado? Enquanto a cidade não fizer essa análise, fica impossível traçar planos e metas para a reciclagem", disse a especialista, ao analisar o atual sistema de coleta e reciclagem.
Iniciativa pontual. O Edifício Copan, no centro da capital, que tem cerca de 5 mil moradores, chega a produzir 75 toneladas de lixo por mês. Desse total, consegue enviar para a reciclagem 15 t.
O prédio também tem encontrado dificuldades na hora da coleta do material reaproveitável. "As cooperativas nem sempre funcionam. Como sou grande gerador de lixo, fiz uma parceria com uma ONG para a coleta, mas tem semanas que eles não recolhem o material reciclável e ele fica se acumulando na garagem", disse o síndico do condomínio, Affonso Celso Prazeres de Oliveira, de 73 anos.
Só de pilha de recicláveis ele tem cerca de uma tonelada que ainda não teve destinação adequada. "Nessa semana não vieram coletar o lixo, a gente quer ajudar, mas tem horas que dá vontade de descartar o lixo para reciclagem com o lixo comum", disse Oliveira.
Sem sucesso. A síndica do Edifício Rio Sena, na Rua Henrique Schaumann, em Pinheiros, zona oeste da capital, tenta há um ano instituir a coleta seletiva no seu prédio. Em vão. Chegamos a fazer a coleta seletiva por quatro anos, mas a empresa que coletava parou de fazer o serviço. Mantivemos a filosofia da coleta seletiva, pois temos os contêineres, mas o lixo reciclável é despejado com o lixo comum, pois a Loga (empresa responsável pela coleta) não incluiu nossa rua no itinerário da coleta seletiva", disse.
A Loga informou que o serviço não ocorre porque a via não está cadastrada para coleta seletiva.
*Fonte:http://www.estadao.com.br/noticias/cidades,predios-perdem-lixo-reciclavel-por-falta-de-coleta-em-sao-paulo,834199,0.htm
*Em Campos, já temos lei para condomínios residenciais e comerciais que tenham a partir de 50 unidades.A SEGREGAÇÃO para coleta seletiva é obrigatória.A coleta e a destinação pode ser município,catador,cooperativa  ou associação diversas.

"Lixo é matéria-prima a ser reaproveitada", diz especialista


Coleta seletiva
A reciclagem de resíduos sólidos movimenta cerca de R$ 12 bilhões por ano. Tudo que é descartado pode se transformar em matéria-prima para a indústria por meio de uma correta coleta seletiva do lixo.
Para o coordenador do Núcleo de Educação Ambiental Prevfogo, do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), Genebaldo Freire, a coleta seletiva pressupõe um planejamento rigoroso e o contato com as cooperativas de catadores, para que todos saibam o que será aproveitado e qual será o encaminhamento adequado para vidros, pilhas, baterias, plástico e metal.
"Em muitos lugares o processo está acontecendo de uma forma natural, tanto que não usamos mais o termo lixo, porque é sinônimo do que não presta. Usamos resíduos sólidos, porque significa matéria-prima a ser reaproveitada. Lixo não existe."
Reciclagem de pneus e eletroeletrônicos
O interesse pela reciclagem de pneus e eletroeletrônicos tem aumentado no país. O tempo médio de utilização de computadores e impressoras, por exemplo, é cinco anos. Para as geladeiras e os fogões, algumas empresas já se especializam na coleta, desmontagem e encaminhamento para as usinas de reciclagem.
A coordenadora de Consumo Sustentável do Ministério do Meio Ambiente, Fernanda Daltro, diz que este é um dos pontos que está sendo discutido com os setores envolvidos. "Nós temos alguns programas voluntários, como o das operadoras de celulares. Estamos pensando em mecanismos de comunicação para o consumidor saber onde deve devolver os aparelhos e equipamentos."
Para Severino Lima Júnior, do Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis, é possível ganhar dinheiro com o material reciclado embora existam alguns problemas. "As cooperativas bem organizadas conseguem um bom preço. No Nordeste, por exemplo, tem poucas indústrias e por isso a garrafa PET é vendida a R$ 0,80. Em São Paulo o preço é R$ 1,30."
Um estudo feito pelo Compromisso Empresarial para Reciclagem (Cempre) mostra que o ganho médio do catador é 1,5 salário mínimo nas regiões Sudeste e Sul e um salário mínimo nas demais regiões.
Viver de reciclagem
Joel Carneiro é catador há 20 anos e trabalha no Aterro Sanitário de Brasília. Segundo ele, dá para viver de reciclagem. Carneiro também faz parte de uma cooperativa, o que tem facilitado e proporcionado parcerias com o empresariado.
Atualmente é possível transformar até o resíduo hospitalar. O Hospital Instituto de Medicina e Cirurgia do Paraná instalou um equipamento, o Newster 10, que trata os resíduos através de trituração e esterilização. Depois de meia hora em funcionamento , e de um resfriamento feito com a ajuda de água, os resíduos saem prontos para voltar à natureza sem comprometer o meio ambiente.
"Estamos facilitando a estrutura hospitalar", explica o médico José Lazarotto de Mello e Souza. A máquina transforma em lixo comum os materiais para diálise, como placas e tubos, e até mesmo os de laboratório, como caixas para cultura de micróbios.
Ana Lúcia Caldas - Agência Brasil