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sábado, 31 de janeiro de 2015

No combate às crises de água e luz, faltaram ações preventivas

No combate às crises de água e luz, faltaram ações preventivas

Tanto na crise de água quanto na de energia, falta os governos se anteciparem aos problemas.
O diretor da Sabesp, a companhia paulista de saneamento, admitiu na terça-feira a possibilidade de um rodízio drástico no abastecimento de água no Estado, com cinco dias de torneiras secas para cada dois de fornecimento. O anúncio da restrição ainda não veio porque eles estão na expectativa de que chova.
O mais preocupante é que os reservatórios estão com 5%, no segundo volume morto, e as autoridades ainda continuam esperando para agir, acreditando que a chuva vai cair nos reservatórios e o anúncio de racionamento deixará de ser necessário.
O ministro Eduardo Braga revelou que se os reservatórios de hidrelétricas chegarem a 10% da capacidade as turbinas deixam de girar. O nível já está em 17%. Estão esperando mais o que para agir?
Conversei com o secretário de Saneamento de São Paulo, que argumentou que apenas 1% da população sofre com a falta d´água. Os repórteres brasileiros são geniais, então, porque diariamente há reportagens com pessoas com a torneira seca. Os jornalistas só chegam no 1%? Estatisticamente impossível.
É preciso a ação preventivamente das autoridades.
FONTE BLOG DO GAROTINHO
Reprodução do Extra online
Reprodução do Extra online


Engenheiros do Laboratório de Hidrologia, da COPPE, da UFRJ dizem que há 10 meses deveria ter sido iniciado o racionamento de água. Segundo eles, além dos dois reservatórios que entraram no volume morto, os outros dois que abastecem o Rio devem chegar à mesma situação muito em breve. Consideram a situação crítica. 

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

As ‪#‎ÁreasÚmidas‬ estão em toda parte. São espaços alagados permanentemente ou periodicamente, que garantem água doce para todos e são fundamentais para a biodiversidade.
E não é só isso!!! As Áreas Úmidas conseguem reter cerca de 30% de todo o estoque de carbono. Isso é o dobro do estoque absorvido pelas florestas.
Ficou curioso? Acesse a o ‪#‎SiteMMA‬ e aprenda mais.http://goo.gl/ABtcA5

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Animais que as próximas gerações podem não conhecer

Animais que as próximas gerações podem não conhecer

Rita Loiola - Veja.com - 01/2015
Scorpions and Centaurs/Creative Commons/Flickr

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Em todo o mundo, 41% dos anfíbios, 26% dos mamíferos e 13% dos pássaros estão próximos de desaparecer. No Brasil, são 1 173 animais ameaçados, de acordo com o último estudo do Ministério do Meio Ambiente, divulgado em dezembro. Se as estatísticas continuarem crescendo, em meio século, animais como o a onça-pintada, o boto-cor-de-rosa ou o tatu-bola talvez não existam soltos na natureza.

Além desses bichos carismáticos, que apelam à emoção e são facilmente estampados em camisetas ou broches que convidam à preservação, uma grande população de animais nem tão simpáticos, como besouros, pererecas ou lacraias tem diminuído drasticamente. De acordo com as pesquisas, a maior parte da população de invertebrados, como abelhas ou borboletas, sofreu um declínio de 45% desde os anos 1970. No mesmo período, os vertebrados tiveram uma queda populacional de 30%. No total, 322 espécies desapareceram nos últimos 500 anos.

Os dados são baseados em estimativas, pois os pesquisadores conhecem cerca de 4% de todos os prováveis 11 milhões de animais de habitam o planeta. "Espécies raras e desconhecidas provavelmente estão ainda mais ameaçadas, pois descobrimos primeiros e prestamos mais atenção aos animais comuns", diz o biólogo americano Clinton Jenkins, pesquisador visitante da Universidade Duke, nos Estados Unidos, e do Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPÊ), no Brasil.

Para o equilíbrio ambiental e o bem-estar humano, o decréscimo dos animais na natureza é problemático. Perder a biodiversidade pode significar o surgimento e crescimento de doenças em humanos e a diminuição dos recursos naturais que movem a economia mundial. Leia a notícia completa no site da revista Veja.
Crise hídrica: Alarme!

Publicado por Envolverde
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A cidade de São Paulo está diante de uma catástrofe social, econômica e ambiental sem precedentes. O nível do sistema Cantareira está em cerca de 6% e segue baixando por volta de 0,1% ao dia. O que significa que, em aproximadamente 60 dias, o sistema pode secar COMPLETAMENTE!
O presidente da Sabesp declarou que o sistema pode ZERAR em março ou, na melhor das hipóteses, em junho deste ano. E NÃO HÁ UM PLANO B em curto prazo. Isto significa que seis milhões de pessoas ficarão praticamente SEM UMA GOTA DE ÁGUA ou com enorme escassez. Não é que haverá apenas racionamento ou restrição. Poderá haver ZERO de água, NEM UMA GOTA.
Você já se deu conta do que isto significa em termos sociais, econômicos (milhares de estabelecimentos inviabilizados e enorme desemprego) e ambientais? Você já se deu conta de que no primeiro momento a catástrofe atingirá os mais vulneráveis (pobres, crianças e idosos) e depois todos nós?
O que nos espanta é a passividade da sociedade e das autoridades diante da iminência desta monumental catástrofe. Todas as medidas tomadas pelas autoridades e o comportamento da sociedade são absolutamente insuficientes para enfrentar este verdadeiro cataclismo.
Parece que estamos todos anestesiados e impotentes para agir, para reagir, para pressionar, para alertar, para se mobilizar em torno de propostas e, principalmente, em ações e planos de emergência de curto prazo e políticas e comportamentos que levem a uma drástica transformação da nossa relação com o meio ambiente e os recursos hídricos.
Há uma unanimidade de que esta é uma crise de LONGUÍSSIMA DURAÇÃO por termos deixado, permitido, que se chegasse a esta dramática situação. Agora, o que mais parece é que estamos acomodados e tranquilos num Titanic sem nos dar conta do iceberg que está se aproximando.
Nosso intuito, nosso apelo, nosso objetivo com este alarme é conclamar as autoridades, os formadores de opinião, as lideranças e os cidadãos a se conscientizarem urgentemente da gravíssima situação que vive a cidade, da dimensão da catástrofe que se aproxima a passos largos.
Precisamos parar de nos enganar. É fundamental que haja uma grande mobilização de todos para que se tomem ações e medidas à altura da dramática situação que vivemos. Deixar de lado rivalidades e interesses políticos, eleitorais, desavenças ideológicas. Não faltam conhecimentos, não faltam ideias, não faltam propostas (o Conselho da Cidade de São Paulo aprovou um grande conjunto delas). Mas faltam mobilização e liderança para enfrentar este imenso desafio.
Todos precisamos assumir nossa responsabilidade à altura do nosso poder, de nossa competência e de nossa consciência. O tempo está se esgotando a cada dia.
por Oded Grajew*
* Oded Grajew é empresário, coordenador da secretaria executiva da Rede Nossa São Paulo, presidente emérito do Instituto Ethos e idealizador do Fórum Social Mundial.
** Publicado originalmente no site Rede Nossa São Paulo.
Fonte: Envolverde.

Notícias sobre meio ambiente em Campos,no Estado do Rio,no Brasil:Saiba mais lendo,curtindo e seguindo:
SITE DA SECRETARA:WWW.MEIOAMBIENTE.CAMPOS.RJ.GOV.BR

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quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

O Brasil secou

PLANETA MAIS QUENTE

O Brasil secou

A falta d’água se alastrou pelo País, sintoma das mudanças climáticas e do desmatamento na Amazônia, cada vez mais debilitada. Nos aproximamos de um futuro desértico - e a culpa é toda nossa

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Mariana Pekin/Veja.com
Três outros infográficos complementam esta reportagem, publicada pela Superinteressante em novembro de 2014: 
Nossa água vem da Amazônia
Desmatamento e Degradação 
Estamos todos ilhados
Em 2014, não choveu. Pelo menos não quanto deveria. Os índices de chuvas apresentam déficit, os reservatórios minguaram a percentuais críticos, a nascente do Rio São Francisco secou pela primeira vez na história. Esses eventos extremos estavam previstos pelos estudiosos das mudanças climáticas, causadas quase exclusivamente pela atividade humana, especialmente pela queima de combustíveis fósseis. Mas outro fator está agravando esse quadro: o desmatamento. A Amazônia é a responsável por manter úmido todo o continente, e sua depredação influencia diretamente no clima.

A floresta funciona como uma fábrica de chuvas. Por cima das nossas cabeças, há imensos rios seguindo seu curso, levando nuvens carregadas por onde passam. São os rios voadores, que começaram a ser estudados em 2006, numa parceria entre o aviador francês Gérard Moss e o cientista da Terra Antonio Donato Nobre, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa). Sobrevoando a floresta, eles descobriram todo o seu potencial de bombeamento de água e traçaram o curso que os rios voadores seguem pelo País. Esta capacidade de exportar umidade é um dos cinco segredos da floresta, poeticamente explicados no relatório O Futuro Climático da Amazônia, publicado recentemente por Nobre.

O fluxo dos rios voadores é mais intenso no verão, estação em que chove na maior parte do País. Isso acontece graças à inclinação da Terra nesta época do ano, que favorece a entrada dos ventos marítimos na América do Sul. Mas há mais uma vantagem geográfica que garante esse circuito: a Cordilheira dos Andes, localizada a oeste da floresta. O imenso paredão faz com que os ventos não passem direto e deixem o resto do Brasil sem umidade. De acordo com o climatologista Philip Fearnside, do Inpa, é no começo do ano que os rios voadores reabastecem as fontes e os reservatórios brasileiros. Ao se chocarem contra a Serra da Mantiqueira e da Canastra, no Sudeste, enchem a nascente de vários rios importantes, como o São Francisco. "Esta região é a caixa d’água do Brasil", avalia Fearnside. "Se não chover na época em que tem que chover, os reservatórios não serão recarregados ao longo do ano", completa. Esse tem sido o drama em 2014.

DESMATAMENTO QUE VAI, VOLTA
Poder contar com a maior floresta tropical do mundo, inclusive em relação aos recursos hídricos, é um privilégio. Pouquíssimo valorizado. Nos últimos 40 anos, derrubamos 42 bilhões de árvores. Além disso, devido às queimadas, existe mais de 1 milhão de km² de floresta degradada. O que não se imaginava é que uma revanche em forma de seca chegaria tão rápido. "Hoje, estamos vivendo a reciprocidade da inconsequência", atesta Nobre. Há mais de 20 anos, estudos alertavam para esse perigo. Em 1991, o climatologista Carlos Nobre, irmão de Antonio e também do Inpe na época, comandou uma simulação para avaliar os impactos no clima da mudança do uso da terra. Constataram que, se a floresta fosse substituída por plantações ou pastagens, a temperatura média da superfície aumentaria cerca de 2,5 ºC, a evapotranspiração das plantas diminuiria 30% e as chuvas cairiam 20%. Também se previa uma ampliação da estação seca na área amazônica. Hoje, com metade da floresta original danificada, tais efeitos parecem ter vindo à tona.

"O desmatamento zero é para ontem. Chegamos a níveis climáticos críticos. Precisamos começar a replantar o que já perdemos", aponta Antonio Nobre. Apesar da urgência, as perspectivas não são animadoras. Só na região amazônica, há mais de 40 projetos do Programa de Aceleração do Crescimento do Governo Federal só no quesitogeração de energia. São usinas, barragens e outras medidas que causam inundações, corte de árvores e afetam diretamente populações indígenas. Os projetos de estradas também são preocupantes. A recuperação da Rodovia Manaus-Porto Velho (BR-319), abandonada desde a década de 1980 por falta de manuntenção, também consta no PAC. De acordo com Philip Fearnside, o projeto é um risco para a Amazônia. "Uma estrada valoriza demais a terra, e especulação gera desmatamento e favorece a grilagem", explica. O mesmo acontece com a Rodovia Santarém-Cuiabá (BR-163), com mais de 1.700 km de extensão.

"A estrada vai ser recuperada para facilitar o transporte da soja produzida no Mato Grosso", aponta Fearnside, sobre uma das áreas amazônicas que mais sofre com o agronegócio. "A terra valoriza tanto que pecuaristas estão vendendo suas terras para produtores de soja do Sul. Por sua vez, isso tem aumentado muito o desmatamento no Pará, com a liberação de terrenos para a criação do gado desses pecuaristas", critica o especialista. Ele também destaca o fortalecimento da bancada ruralista no Congresso, após as eleições deste ano.

CLIMA EM CRISE
Neste verão, os rios voadores não avançaram sobre o Sudeste; tampouco as frentes frias. O aparecimento recorrente de padrões de bloqueio tende a manter as chuvas afastadas. Por isso, a água que iria para a região acabou esborrando na borda dessa bolha quente, gerando chuvas acima da média no Sul e países vizinhos. Hoje, há registros de seca em todos os Estados brasileiros. Em alguns deles, a seca é "excepcional", ainda mais grave do que a "extrema". O quadro já era grave no ano passado, quando o Nordeste viveu a pior seca dos últimos 50 anos, inserindo o Brasil no mapa de eventos climáticos extremos, da Organização Mundial de Meteorologia.

De acordo com o físico especialista em ciências atmosféricas Alexandre Araújo Costa, da Universidade Estadual do Ceará, o agravamento das secas e das cheias está relacionado ao aumento da temperatura na atmosfera. Aquecida, ela se expande, fazendo com que seja necessário reunir mais vapor d’água para formar nuvens. "Esse processo demanda mais tempo, portanto tende a prolongar os períodos de estiagem. Por outro lado, as nuvens se formam a partir de uma quantidade maior de vapor d’água, fazendo com que os eventos de precipitações se tornem mais intensos. Um planeta mais quente é um planeta de extremos", explica.

Para a filósofa e ecologista Déborah Danowski, que lançou recentemente o livro Há Mundo por Vir? Ensaio sobre os medos e os fins, com seu marido e antropólogo Eduardo Viveiros de Castro, entramos num caminho sem volta. "A crise climática não pode mais ser evitada. Se cortássemos agora as emissões de CO2, a Terra ainda iria se aquecer aproximadamente 1 ºC. Isso porque já jogamos no ar uma quantidade tão grande, que muito dele ainda nem foi absorvido", aponta. O que não quer dizer que não haja muito o que fazer. Para ela, o primeiro passo é repensar os modelos econômicos de crescimento e consumo. "O que nos cabe é tentar mitigar as causas que levam ao aprofundamento das mudanças climáticas e, ao mesmo tempo, nos adaptar à vida em um mundo mais difícil ecologicamente."

Fontes Agência Nacional de Águas, Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos, Companhia Ambiental do Estado de São Paulo, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, Instituto Nacional de Pesquisas da Espaciais, Naturalis Biodiversity Center, O Futuro Climático da Amazônia (Antonio Donato Nobre, INPE), Patricia Bulbovas (USP).
blog do garotinho
Reproduções do Globo online e do Extra online
Reproduções do Globo online e do Extra online


Na quarta-feira, o secretário estadual de Ambiente, André Corrêa foi para o RJ TV garantir que não há possibilidade de racionamento de água. Hoje no Bom Dia Rio, da TV Globo, o secretário mudou o discurso e admitiu que já há um plano de racionamento e que empresas abastecidas pelo sistema Gundu podem ter o fornecimento de água interrompido pela CEDAE, e consequentemente pararem de produzir gerando mais desemprego. Pezão continua mudo sobre o assunto, não quer se desgastar. Mas só vem se confirmando tudo o que venho dizendo aqui no blog sobre a crise hídrica no Rio. Só agora a mídia começou a acordar que também vai sofrer, por isso começou a mostrar a realidade que vem sendo escondida por Pezão. 
FONTE:blog do garotinho
Reprodução do Globo online
Reprodução do Globo online


O secretário do Ambiente, André Corrêa foi desautorizado por Pezão. Corrêa admitiu hoje que já há um plano de racionamento, mas segundo Pezão isso não é verdade. Pezão prefere continuar negando que a CEDAE já está fazendo manobras que tiram água de regiões para abastecer outras. Pelo jeito Pezão em vez de buscar soluções para o problema insiste em negá-lo. É um péssimo caminho. 

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Pesquisa feita no Rio Tietê revela técnica para despoluição da água

Pesquisa feita no Rio Tietê revela técnica para despoluição da água

Camila Boehm - Agência Brasil - /01/2015


Luciano Piva / Veja São Paulo



















Resultados de pesquisa iniciada em 2013 pelo Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da Universidade de São Paulo (USP) revelam a possibilidade de aplicação de medidas visando a despoluição de águas contaminadas por metais pesados e agroquímicos.

A pesquisa fornece também elementos que levam à descoberta de antibióticos eficazes contra bactérias resistentes à ação de remédios atualmente.

No que se refere à despoluição de águas contaminadas, o estudo mapeia a diversidade de microrganismos ao longo do curso do Rio Tietê, no estado de São Paulo.

Coordenada pelo professor Welington Luiz de Araújo, doDepartamento de Microbiologia do ICB, a pesquisa mostrou a capacidade do rio em recuperar-se mesmo depois de trechos muito poluídos.

Algumas bactérias e fungos reagem contra os poluentes e fazem com que a água volte a ter boa qualidade, podendo ser usada para nadar e até pescar.

A proposta de Araújo é usar esses microrganismos na água poluída, antes que ela seja escoada para o rio. A nova técnica de tratamento poderá ser reaplicada, evitando não só a poluição do Tietê, mas também de outros rios.

"A nascente do Rio Tietê, em Salesópolis, na Grande São Paulo, apresenta diversidade [de microrganismos] que é alterada nas áreas mais poluídas, próximas da capital", disse Araújo.

"No entanto, essa diversidade encontrada no início do curso do Tietê se restabelece cerca de 150 quilômetros adiante, na região de Piracicaba, e se mantém até a foz, no Rio Paraná. Isso demonstra que o rio possui capacidade de se recuperar após sofrer os efeitos da poluição".

Nas áreas mais poluídas, os pesquisadores identificaram espécies de bactérias resistentes a metais pesados. "Pesquisas mais detalhadas poderão levar à utilização dessas bactérias em processos de remediação de áreas contaminadas", disse o professor.

"A ideia não é jogar essas bactérias de volta no rio, mas usá-las em estações detratamento de esgoto em etapas anteriores à chegada dessa água ao curso do rio", explica.

Araújo destaca a importância de outra linha da pesquisa, aquela que identifica bactérias que degradam agroquímicos, "já que na parte anterior à Grande São Paulo há um cinturão verde, com grande quantidade de produtores rurais".

Além do controle da poluição, o projeto pode beneficiar a área médica, de acordo com o pesquisador.

Ele explica que a quantidade de bactérias e fungos no Rio Tietê é muito grande e a tendência é que haja uma competição entre eles a fim de sobreviverem.

Com isso, eles produzem moléculas de defesa, que podem funcionar como antibióticos e antifúngicos em pessoas e animais.

O grupo trabalha agora identificando o potencial de cura dessas moléculas de defesa. É preciso saber, ao longo da pesquisa, a eficácia das moléculas no combate a doenças que se manifestam resistentes à ação de antibióticos.

No entanto, ele alerta para a realização de testes até a fabricação de um novo medicamento. "Alguns grupos, que podem apresentar propriedades antimicrobianas, poderão ser usados na produção de antibióticos, mas, para isso, as moléculas devem ser caracterizadas num processo que pode levar entre 10 anos e 15 anos, até que o fármaco seja testado clinicamente e disponibilizado no mercado".

A volta dos trens movidos a bateria

A volta dos trens movidos a bateriaJosé Eduardo Mendonça - 13/01/2015 às 12:43

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Empresa de transporte ferroviário testa alternativa limpa
Um novo trem movido a bateria irá apanhar seus passageiros esta semana, sinalizando que os dias de barulho e poluição das locomotivas a diesel podem virar coisa do passado.
Depois do teste com êxito de um protótipo em trilhos em Derby e Lancashire, na Inglaterra, o trem irá prover um serviço diário por cinco semanas entre as estações Harwich International e Manningtree, no condado de Essex.
É o primeiro de seu tipo em trilhos britânicos em mais de 50 anos. A National Rail disse que irá contribuir com a meta da companhia de redução de emissões, melhorar asustentabilidade e reduzir seu custo operacional em 20% nos próximos cinco anos.
“Estamos sempre buscando meios de reduzir nossos custos e tornar a operação mais verde ao mesmo tempo”, disse hoje o diretor da empresa, James Ambrose. “Este projeto tem o potencial de contribuir de forma significativa com estas metas”.
Locomotivas a bateria existem há cerca de um século, embora raramente tenham sido usadas para o transporte de passageiros. Elas foram usadas, por exemplo, por fábricas de munição na Primeira Guerra para evitar o risco de explosão de fagulhas em locomotivas a vapor. Existe, hoje, uma frota delas no metrô de Londres, usadas em serviços de manutenção.
“Depois de meses de trabalho de engenharia e testes, o trem está funcionando do modo que esperávamos. Neste período de cinco semanas, coletaremos dados sobre como eles poderão operar o serviço de passageiros – e muitos deles deles vão perceber como a locomotiva é silenciosa”, disse Ambrose, de acordo com oClickGreen.
Foto: Gene Hunt via photopin cc

Descoberta espécie de caramujo que usa insulina para atordoar sua presa

Descoberta espécie de caramujo que usa insulina para atordoar sua presa

Gabriel Garcia - INFO Online - /01/2015
Reprodução





















Uma equipe da universidade de Utah, nos Estados Unidos, descobriu que duas espécies de caramujoConus geographus e a Conus tulipa, usam insulina para paralisar o metabolismo de suas presas.

Esses caramujos usam o tipo específico de insulina de sua presa para induzí-la a um choque hiperglicêmico. Dessa forma, ao invés de perseguirem sua caça, essa espécie apenas expele insulina ao redor do animal. Isso causa uma supressão de glicose nos órgãos vitais do peixe, por exemplo, tornando-o letárgico e de fácil captura.

"Sabiamos que esses animais fabricam centenas de neurotoxinas que causam degradação de tecidos e afetam a função cardiovascular da caça", afirma Helena Safavi, coautora do estudo. "Mas agora podemos colocar outro mecanismo nessa lista: causar a disfunção do metabolismo da presa", diz.

Os cientistas da universidade de Utah estavam usando o sequenciamento de DNA e de proteínas para examinar os componentes do veneno dessa espécie de caramujo, esperando que ele pudesse ter algum potencial farmacêutico.

Mas, durante a pesquisa, foi descoberto que um dos compostos não era uma neurotoxina, mas insulina. Ela não apenas foi encontrada em grande quantidade, mas era mais semelhante com a insulina produzida pelas presas do caramujo do que a normalmente presente no organismo da espécie.

A equipe sintetizou o hormônio e o testou em peixes, descobrindo que a insulina reduzia os níveis de glicose do sangue após ser absorvida por meio das guelras do peixe.

As espécies de caramujo estudadas costumam se alimentar de minhocas e moluscos, além de peixes. A pesquisa descobriu que a Conus geographus e a Conus tulipaproduzem a insulina específica de sua presa, de acordo com o que comem.

É a primeira vez que insulina é encontrada na composição de um veneno animal, de acordo com os pesquisadores. A indução de choque hiperglicêmico na presa ainda não havia sido verificada na natureza.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Mesmo com intenso calor, população de Campos deve economizar água

CIDADES E REGIÃO - SECA

Mesmo com intenso calor, população de Campos deve economizar água

Previsão é que o nível do Rio Paraíba do Sul continue baixando
 Mauro de Souza

Previsão é que o nível do Rio Paraíba do Sul continue baixando


“Não há previsão de chuvas para os próximos dias no Sul de São Paulo e na Zona da Mata Mineira, as principais cabeceiras do Paraíba do Sul, sem falar na transposição do rio para o Sistema Cantereira. A água não vai mais chegar até aqui com a mesma intensidade e o problema pode se agravar ainda mais”, pontuou o secretário.
O calor não dá trégua e a possibilidade de chuva na região continua distante. A Defesa Civil Municipal de Campos faz um alerta: a população deve economizar água. Segundo o secretário Henrique Oliveira, o maior recurso hídrico do município, o Rio Paraíba do Sul, atingiu o nível nesta quinta-feira (22/01) de 4,62 metros. A previsão é que o rio continue baixando, de acordo com o secretário. Esta é a maior estiagem dos últimos 40 anos.
Henrique disse que toda a região continua aguardando as chuvas de verão. “Enquanto isso não acontece, a principal medida a ser tomada é economizar o uso da água”, frisou o secretário, acrescentando que o nível do rio está sendo monitorado uma vez por dia, sempre nas primeiras horas da manhã.