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segunda-feira, 30 de junho de 2014

Poluição pode fazer plantas carnívoras virarem vegetarianas

Poluição pode fazer plantas carnívoras virarem vegetarianas
20 de Maio de 2014 • Atualizado às 10h24


Uma pesquisa realizada na Suécia indica que plantas carnívoras expostas à poluição tendem a comer menos insetos. A justificativa para isso, deve-se ao fato de que em ambientes poluídos os níveis de nitrogênio são mais altos e absorvidos pela planta através de suas raízes, descartando a necessidade de se alimentar de insetos para adquirir este tipo de nutriente.
A espécie analisada foi a Drosera rotundifolia, bastante presente em pântanos, lamaçais e brejos, principalmente no continente europeu. Estes habitat possuem poucos nutrientes, por isso, a planta é obrigada a aumentar a ingestão de nitrogênio, normalmente aprisionado em mosquitos e outros insetos que ficam presos em suas folhas pegajosas.
O estudo mostra que, em consequência das ações humanas que envolvem a queima de combustíveis fósseis para transporte e indústria, a quantidade de nitrogênio depositado nesses locais aumentou muito. Por causa disso, os ecossistemas têm sofrido diversas alterações em seu crescimento.
De acordo com a pesquisa, que foi publicada na New Phytologist, em áreas levemente poluídas, as plantas têm 57% de seu nitrogênio proveniente dos insetos. No entanto, nas áreas com maiores índices de poluentes, o nível de nitrogênio obtida da maneira natural foi de apenas 22%. “Se há uma abundância de nitrogênio disponível para as suas raízes, eles não precisam comer tanto”, explicou o principal autor do estudo, Dr. Jonathan Millett, da Universidade de Loughborough.
Essa mudança na dieta pode ter vários impactos nas plantas, uma delas é tornar as folhas menos pegajosas, o que captaria menos presas. Além disso, a cor seria alterada de um vermelho vivo para verde, atraindo menos insetos. As plantas carnívoras que se enquadram nesta posição, recebem os nutrientes captados pelas raízes, mas se tornam mais fracas e vulneráveis ao longo do tempo.
Millett explica que é possível haver uma redução e talvez até mesmo a extinção de espécies carnívoras devido à poluição. As plantas ficam maiores, mas menos adaptadas e acabam perdendo nutrientes ao longo do tempo.
As análises foram feitas no norte da Suécia, onde as taxas de nitrogênio são de 1,8 kg por hectare ao ano. Agora, os cientistas se preparam para repetir as experiências no Reino Unido, onde a poluição é muito maior, perto de 30 kg por hectare.
Redação CicloVivo

Estado de SP ganha novas categorias de áreas protegidas

Estado de SP ganha novas categorias de áreas protegidas


Eco-Museu e Estrada-Parque estão entre as novas categorias de áreas protegidas criadas no Estado de São Paulo com a regulamentação de um decreto publicado no dia 27 de março pela Secretaria do Meio Ambiente. O decreto institui o Sistema de Informação e Gestão de Áreas Protegidas e de Interesse Ambiental do Estado de São Paulo (Sigap) e abre a possibilidade para a criação de áreas não previstas pela lei federal que criou o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC). A norma será complementada por um projeto de lei ainda em elaboração.
O Estado possui uma única estrada-parque criada por lei - um trecho de 38 quilômetros da SP-139, no interior do Parque Estadual Carlos Botelho, em São Miguel Arcanjo - e não dispõe oficialmente de um eco-museu. Essas e as outras novas modalidades - Paisagem Cultural, Monumento Geológico e Área sob Atenção Especial do Estado para Conservação da Biodiversidade - não faziam parte do Sistema Ambiental Paulista.
Os sete monumentos geológicos já criados pelo governo estão sob a gestão do Instituto Geológico, órgão vinculado à secretaria. Alguns deles, como o Morro do Diabo e as Cavernas do Vale do Ribeira, encontram-se no interior de outras unidades de conservação, como os parques estaduais.
De acordo com a secretaria, o Sigap vai integrar as ações do poder público para assegurar um meio ambiente ecologicamente equilibrado. "Pode-se dizer que o sistema será a consolidação do SNUC no Estado de São Paulo, agregando categorias de áreas protegidas já consolidadas e outras ainda não incluídas no sistema federal, mas também de extrema importância ecológica", informa. Também integram o sistema paulista unidades como Reserva da Biosfera, Área de Patrimônio Mundial Natural, Reserva Legal, Área de Preservação Permanente, Área Úmida, Área Natural Tombada e Área de Cavidade Natural Subterrânea.
Decreto
O decreto trata ainda da alteração de limites das unidades e define os conceitos de zona de amortecimento, mosaico e corredor ecológico. Também institui um cadastro estadual único para as áreas de proteção ambiental ou interesse natural. A proposta de criação desse sistema foi originada em uma reunião realizada pela Secretaria do Meio Ambiente com lideranças e especialistas da área ambiental. O grupo gerou uma série de recomendações quanto ao manejo, fiscalização e gestão das áreas protegidas paulistas e a proposta foi debatida e aprovada pelo Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema).
Em continuidade ao decreto, um grupo de trabalho da Secretaria está elaborando o projeto de lei que complementará o sistema. Para o ambientalista Clayton Lino, dirigente da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica, a lei é necessária para suprir lacunas deixadas pelo decreto. "Algumas dessas áreas protegidas já têm legislação, enquanto outras, como a RPPNs (Reserva Particular do Patrimônio Natural), não podem ser instituídas apenas por decreto", disse. Segundo ele, o decreto foi editado sem que a discussão fosse aprofundada, inclusive com consulta pública. "Esperamos que essa discussão ocorra durante a elaboração do projeto."
Matéria originalmente publicada no jornal O Estado de S. Paulo

COP19 do Clima: cidades dão o bom exemplo

COP19 do Clima: Cidades Dão o bom Exemplo Liana John - 

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Se como negociações empre Nações AINDA estao Mornas UO estagnadas ATÉ parecem na 19 ª Conferencia Das contraditório de da Convention Evento de Mudanças Climáticas (COP19 do Clima) , EM Varsovia, na Polonia, o MESMO Localidade: Não se PODE DiZer do Compromisso assumido pelas Cidades e autoridades CRP from 2010 , na Iniciativa  Carbono Neutro , conhecido los Inglês Como Carbono-n - Cities Climate Registry (CCCR) . O BOM Exemplo Vem de 414 Cidades de 45 countries, com UMA População COMBINADA de 438 Milhões de PESSOAS, Cujas EMISSÕES de Gases Efeito Estufa não somam Mais de 2,2 Bilhões de TONELADAS de Dióxido de Carbono Equivalente POR Ano (G tCO2e/ano).    
ISSO CORRESPONDE de 4,2% Das EMISSÕES Mundiais, Que EM 2012 somaram 52 G tCO2e. E e Mais Que fazer como EMISSÕES Totais do Brasil, de 1,6 Gt CO2e, also EM 2012.
O Resultado de 4,208 Ações Urbanas de Controle de gases a efeito estufa fazer nessas 414 Cidades E a Redução das EMISSÕES CRP los 1% AO Ano, um Índice Opaco pouquíssimos countries TEM obtido, MESMO OS Entre comprometidos com o Protocolo de Kyoto . ESSES FORAM Números apresentados los Evento Paralelo como negociações OFICIAIS, EM Varsovia, na quinta jornal Última feira (14/11), coordenado Pelo Instituto Governos CRP Pela Sustentabilidade (ICLEI)
 
Cidades Como Oslo, Helsínquia, Estocolmo e Copenhague, Entre muitas OUTRAS ", servem de Modelo de para demonstrar Como autoridades CRP PODEM acelerar a Transição parágrafo UMA  Economia de Baixo Carbono  e parágrafo o Desenvolvimento resiliente ", Disse o presidente fazer ICLEI, David Cadman. 
He also destacou o Conjunto de Medidas adotadas na Cidade de Vancouver, no Canadá, Líder na Estratégia de adaptações como Mudanças Climáticas e Projetos de Investimento em resiliência (capacity de voltar a Vida normal, DEPOIS de hum desastre climático ) , EMPREGOS verdes , Meios de Transportes Sustentáveis e Segurança Alimentar urbana . Outro Destaque FOI parágrafo Buenos Aires, na Argentina, Pela implementation de UMA Politica de Controle da Construção Civil, Que melhorou EM 40% A Eficiência Energética Edificios EM.      
Na Índia, como DIVERSAS Cidades Participantes da Iniciativa investem em Energia Solar Fortemente e na Captura de biogás de aterros Sanitários e Estações de Tratamento de Esgotos parágrafo USAR Como Combustível. Em Nagpur, na Região Central do País, Por Exemplo, JA ESTA instalado e Funcionando hum Modelo de Cidade inteiramente movida a energia solar Energia , Que desen serviços replicado los Outras Localidades.
De Maneira especial, um grande Preocupação NAS Cidades como São EMISSÕES fazer Setor de Transportes, Que Hoje JÁ correspondem a hum in-quarto das EMISSÕES Globais e tendem a se tornar Mais representativas. Se como Tendências atuais Localidade: Não FOREM alteradas POR Políticas Urbanas de Baixo Carbono, como EMISSÕES decorrentes do Transporte crescerão 80% ATÉ 2030, los comparação a. Tais E EMISSÕES Serao Mais problemáticas nn countries los Desenvolvimento 2002, ONDE O Mercado de Veículos leves Cresce rápidamente e JÁ DEVE ultrapassar o dos countries desenvolvidos los 2015. O USO de Transporte Público e como restrições à Circulação de Automóveis São como Soluções óbvias, mas CADA Cidade Pede UMA Adaptação própria, Resultante de hum Sério comprometimento de SEUS governantes e da População, Trabalhando juntos.  
Tirar vias de Circulação de Automóveis SEM oferecer opções Decentes de Transporte Público definitivamente Localidade: Não E o Caminho, Como puderam Notar OS Milhões de brasileiros engarrafados na SAÍDA dEste Feriado, emitindo quantidades absurdas de gases SEM nenhum Tipo de Compensação
Foto: zebarretta_stock / Creative Commons

domingo, 29 de junho de 2014

Aliança com PROS é destaque no Globo


Reprodução do Globo
Reprodução do Globo

Trocar casas é opção econômica para viajar

Trocar casas é opção econômica para viajar
 2014 • Atualizado às 08h00


Já imaginou passar as férias em Búzios, Nova York, Barcelona ou Paris sem gastar um centavo com hospedagem? Este sonho já é possível realizar.  Atualmente existem diversos sites que oferecem troca temporária de casas ao redor do mundo
Os sites permitem que você escolha uma casa para passar uns dias, enquanto você cede sua própria residência para outra pessoa. Assim, é possível viajar sem gastar nada com estadia, que muitas vezes é a parte mais cara de uma viagem.
Um deles é o GuestToGuest. Criado pelo francês Emmanuel Arnaud em 2011, o site tem mais de 30.000 casas cadastradas em 162 países. No Brasil, existem atualmente 950 imóveis cadastrados.
A diferença do GuestToGuest em relação a concorrência é que ele é gratuito.
Já o HomeExchange, tem casas e apartamentos disponíveis para troca em todas as partes do mundo. As opções vão desde um imóvel no Rio de Janeiro a até em Dar es Salaam, na Tanzânia. O site tem páginas traduzidas para 14 idiomas (inclusive o português).
Apesar de possuírem um número menor de residências cadastradas, o Intervac.com e o Homelink.orgtambém são boas opções para quem quiser procurar um lugar para passar as próximas férias.

Saiba por que é uma boa ideia parar de comer camarão

Saiba por que é uma boa ideia parar de comer camarão

Vanessa Daraya - Info.com - 2014 - 
gjofili/Creative Commons



O camarão faz parte da alimentação de milhares de pessoas pelo mundo. Somente nos Estados Unidos, cada americano come, em média, 4 quilos de camarão por ano. O problema é que, por mais saboroso que esse crustáceo seja, o processo de industrialização dos camarões tem consequências ecológicas devastadoras.

As informações são do portal TreeHugger. Segundo o site, o camarão que vai para o seu prato pode sair do seu estado selvagem ou de um cativeiro. Mas nenhuma das opções é boa para o meio ambiente.

Carcinicultura é o nome da técnica de criação de camarões em viveiros. Segundo Jill Richardson, esse camarão é mantido em tanques no litoral.

Na Índia, esses viveiros são preparados com doses altíssimas de produtos químicos, como ureia e diesel, conforme relata Taras Grescoe em seu livro Bottomfeeder: How to Eat Ethically in a World of Vanishing Seafood. Os camarões criados por lá recebem pesticidas, antibióticos e até soda cáustica.

Os produtores de camarão já destruíram 38% dos manguezais do mundo para criar esse tipo de viveiro. E o dano é permanente. Quando a produção termina, os manguezais não voltam a ser como antes, e o entorno vira um terreno baldio. Segundo um estudo feito pela Universidade de Yale (EUA), a carcinicultura tonou algumas áreas de Bangladesh inabitáveis, causando uma crise ecológica.

O camarão selvagem também não parecer ser uma boa opção. Richardson afirma que para pescar o crustáceo, os pescadores usam frequentemente traineiras de águas profundas. Esse método é conhecido como pesca de arrasto, pois as redes em forma de saco são puxadas a uma velocidade que permite que os peixes e crustáceos sejam retidos. 

Essa captura acidental inclui tubarões, arraias, estrelas do mar, tartarugas marinhas, entre outras espécies. Apesar de a pesca de arrasto representar apenas 2% do mercado mundial de camarão, é responsável ​​por mais de um terço das pescas acidentais do mundo
.

sábado, 28 de junho de 2014

Convenção do PR - RJ é no domingo




Lembrando que fica ao lado da estação do metrô Estácio. Quem vem pela linha 2 do metrô deve lembrar que aos domingos a estação Cidade Nova não funciona, o metrô vai da Pavuna até o Estácio; da Zona Sul, aos domingos, todas as composições vão direto até o Estácio.
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A árvore artificial

A árvore artificial


Pedacinho de plástico consegue imitar o funcionamento das plantas de verdade

por Inara Chayamiti
A Terra tem aproximadamente 400 bilhões de árvores. Ou melhor: 400 bilhões e uma. Cientistas americanos conseguiram criar a primeira árvore artificial do mundo. Ela não faz fotossíntese, não dá frutos, não cresce nem se parece com uma planta. É um humilde pedacinho de hidrogel (mesmo material usado em lentes de contato) com apenas 6 centímetros de altura e 1 milímetro de espessura. Mas consegue reproduzir um dos maiores milagres da natureza: a capacidade que as árvores têm de desafiar a lei da gravidade e fazer a água subir sozinha da raiz até suas folhas - sem gastar nenhuma energia com isso.

Imagine quanta energia a maior árvore do planeta, a sequoia, precisaria gastar para levar a água do solo até o topo de seus 115 metros, altura de um prédio de 30 andares. Mas as árvores possuem o xilema, um conjunto de vasinhos bem finos que fazem a água subir sozinha.

É esse processo, essencial para a vida das árvores, que os cientistas conseguiram reproduzir. A tecnologia poderá ser usada em prédios (para que a água suba até os apartamentos sem gasto de energia), na descontaminação de solos poluídos e até em um novo tipo de usina hidrelétrica, que não dependeria de rios e barragens para obter um fluxo de água - pois a árvore artificial faria o líquido subir sozinho. "A nossa ‘planta’ teria força suficiente para puxar água a até 100 metros de altura", afirma o cientista Abraham Stroock, da Universidade Cornell.

Conheça Chad Pregracke, o americano que vive para tirar lixo dos rios dos EUA

Débora Spitzcovsky - /2014 

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Pneus, garrafas com mensagens, pianos, máquinas de lavar roupa, banheiras de hidromassagem e, até, tratores (!) integram a extensa lista de objetos que foram retirados de dentro dos rios dos Estados Unidos por Chad Pregracke. Mergulhador profissional, há 15 anos o norte-americano vive para limpar as águas do país, que estão cada vez mais poluídas.  
Tudo começou ainda na adolescência. Pregracke nasceu às margens do Mississipi, onde deu seus primeiros mergulhos, e ficou chocado ao perceber que o rio que havia lhe proporcionado tantos bons momentos na infância estava se transformando em um depósito de resíduos – e pior: ninguém parecia se importar
Foi então que decidiu arregaçar as mangas e, sozinho, retirar da água todo o lixo que conseguisse. 15 anos depois, a missão solitária de Pregracke se transformou em umacausa coletiva: o mergulhador fundou a ONG Living Lands and Waters, que – com a ajuda de milhares de voluntários – realiza mais de 70 operações de limpeza por ano, não só no Mississipi, mas também em outros grandes rios dos EUA. 
As expedições são anunciadas, com antecedência, no site da organização, para que qualquer interessado possa se inscrever e participar. Até agora, a ONG já conseguiu tirar dos rios dos EUA mais de oito milhões de quilos de sujeira, mas Pregracke não está satisfeito. Para ele, mais importante do que limpar é evitar que se suje. Por isso, o mergulhador realiza oficinas de conscientização nos lugares por onde passa.
Tanta dedicação rendeu ao norte-americano o prêmio Herói do Ano 2013, concedido pela rede de notícias internacionais CNN. Aqui no Brasil, também temos nossos super-homens (talvez menos reconhecidos): você se lembra do mergulhador do rio Tietê? Há mais de 20 anos, o trabalho de José Leonídio Rosendo dos Santos é mergulhar nas águas sujas do Tietê e Pinheiros para limpá-los.  
Foto: Sean Suddes/Creative Commons

Europa se prepara para virar mãezona dos carros elétricos

Europa se prepara para virar mãezona dos carros elétricos

Apesar de reduzir as emissões de CO2 e a dependência do petróleo, os carros verdes ainda não decolaram em âmbito global. A falta de infraestrutura para recarregá-los e a diversidade de tecnologias – fora o preço – dificulta sua popularização. Mas a Europa, que tem dado grande ênfase no uso de energias limpas, está preparando um grande pacote para abraçar de vez os carros elétricos.
Na última semana de novembro, uma comissão do Parlamento Europeu aprovou uma resolução que exige que os seus estados membros instalem, até 2020, milhares de postos de carregamento de veículos elétricos e de hidrogênio em pontos estratégicos.
A medida, ainda em discussão, visa abrir esse mercado que hoje conta com pouco mais de 64 mil pontos públicos de recarga em todo o mundo, segundo a consultoria Navigant Research.
São números tímidos, considerando que apenas a Alemanha teria que instalar 86 mil novos postos de acordo com o plano. Ou seja, mais do que existe hoje em todos as nações do globo. O país tem atualmente menos de dois mil postos.
A Itália teria de ter 72 mil e Portugal, 123 mil, com Reino Unido tendo que construir 70 mil pontos de recarga.
Com isso, o cálculo é que até 2020 estarão em circulação cerca de 10 milhões de veículos elétricos na Europa.
Outra medida da resolução exige que os países com redes de combustível de hidrogênio adicionem mais postos de recarga para que a distância máxima entre duas estações seja de 300 km.
A resposta positiva para o meio ambiente viria em grande estilo, caso a medida realmente seja aprovada em 2014, como se espera: a adoção dos novos postos vai gerar uma redução de 60% nas emissões de gases de efeito estufa até 2050.

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Torre Eiffel vai produzir energia limpa e filtrar água da chuva

Torre Eiffel vai produzir energia limpa e filtrar água da chuva

O primeiro andar da Torre Eiffel será completamente restaurado até o final de 2014, num conjunto de obras que inclui a instalação de painéis solares, turbinas eólicas e sistemas de reaproveitamento da água das chuvas. O objetivo é fazer com que a adoção das fontes de energia limpa diminua a pegada ecológica do local, que também terá novas medidas de acessibilidade, melhorando a experiência de turismo das pessoas com necessidades especiais e mobilidade reduzida.
O projeto de restauração teve início em 2012 e demandou uma verba total de 24,9 milhões de euros, utilizados também para a demolição e reconstrução de algumas partes do primeiro andar e dos pavilhões Ferrié, onde se encontram serviços, como restaurantes e lojas. Os painéis e turbinas eólicas na estrutura vão produzir eletricidade limpa para iluminar o ponto turístico, que apenas utiliza lâmpadas de LED.
Segundo o site InHabitat, quatro moinhos de vento instalados na torre serão os responsáveis por gerar energia para um sistema de filtragem da água das chuvas, que será captada por meio de um módulo de escoamento inserido na estrutura. Além de restaurantes e lojas, a área também abrigará um museu ao ar livre, um anfiteatro e salas de reuniões.
Projetadas pelo escritório de arquitetura Moatti-Rivière, as reformas do primeiro andar da Torre Eiffel incluem a instalação de um piso transparente, para que os visitantes possam olhar para baixo e perceberem que estão a 57 metros acima do chão. Além disso, o local vai ganhar varandas, permitindo que os turistas enxerguem Paris por um ângulo diferente – e muito mais sustentável.

quinta-feira, 26 de junho de 2014

O conteúdo do Instituto CarbonoBrasil possui direitos reservados, porém é liberado para organizações sem fins lucrativos desde que seja citada a fonte e incluída a URL para o portal. Em caso de dúvida, entre em contato. http://www.institutocarbonobrasil.org.br/noticias6/noticia=737226#ixzz35B3ZIw3z

Viva a Mata: Implementação das Metas de Aichi é lenta no Brasil

28/05/2014   -   Autor: Fernanda B. Müller   -   Fonte: Instituto CarbonoBrasil

Diretrizes nacionais e coordenação entre as esferas federativas e institucionais são essenciais para acelerar o cumprimento das metas nacionais da Convenção sobre Diversidade Biológica


Apesar dos anúncios feitos pelo governo brasileiro ao redor do mundo de que o país está conseguindo frear o desmatamento, a Mata Atlântica - um dos biomas com maior diversidade de espécies vegetais e animais do planeta e que já foi reduzida a apenas cerca de 8% da sua cobertura histórica - continua sendo devastada.
Prova disso é a nova edição do Atlas de Remanescentes Florestais da Mata Atlântica, lançado pela SOS Mata Atlântica e o INPE nesta terça-feira (27). O bioma perdeu 235 km² de vegetação entre 2012 e 2013, um aumento de 9% em relação ao último período avaliado (2011-2012).
Diante de números como esses, fica claro que o Brasil está enfrentando problemas para cumprir as Metas de Aichi para a Biodiversidade. Essas dificuldades foram debatidas no Viva a Mata, evento realizado em São Paulo, no Parque do Ibirapuera, na última semana.
As Metas Aichi são um conjunto de 20 objetivos destinados à redução da perda da diversidade biológica em âmbito mundial e faz parte do Plano Estratégico 2011-2020 da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), um tratado da Organização das Nações Unidas, do qual o Brasil faz parte.
O Ministério do Meio Ambiente (MMA) é o ponto focal para a implementação da CDB no Brasil, e a iniciativa ‘Diálogos sobre Biodiversidade: construindo a estratégia brasileira para 2020’ é a ferramenta criada pelo governo com o objetivo de construir de forma participativa as metas e o plano nacional para o cumprimento da CDB.
As metas nacionais foram publicadas em setembro de 2013 através da Resolução n° 6 do CONABIO. Dentre as diretrizes da resolução está o principio de se considerar as especificidades de cada bioma nacional e também as abordagens regionais, estimulando a participação ativa dos estados e municípios, bem como o amplo envolvimento dos diversos setores da sociedade neste esforço nacional.
Efetividade
Um anuário avaliando a aplicação das Metas de Aichi para a Mata Atlântica foi publicado com dados coletados desde 2011 pela ONG Reserva da Biosfera da Mata Atlântica (RBMA). Na primeira edição, foram analisados o grau de implementação dos cinco objetivos e 20 metas estabelecidos no Plano Estratégico de Aichi e traçou-se um panorama sobre os avanços, oportunidades e desafios para o cumprimento dessas metas no bioma.
Em 2013, o panorama traçado no ano anterior, focado nos objetivos globais, foi atualizado e o anuário foi feito tendo como base as 20 metas globais de Aichi, com pontos de destaque e desafios em cada meta.
Consolidou-se assim uma importante plataforma de base que permitirá, a partir de 2014, oferecer anualmente um quadro comparativo e evolutivo da situação da Mata Atlântica para cada meta até 2020.
O Anuário 2014 incluirá as metas nacionais, considerando que nem todas expiram em 2020 –os prazos variam, com metas intermediárias vencendo em 2014, 2015 e 2017 –, e as especificidades por bioma.
“Por exemplo, a Meta n° 11, referente às áreas protegidas: o Brasil já tem 17% em termos terrestres, mas isso é em grande parte na Amazônia, incluindo Terras Indígenas. Já nos outros biomas falta muito”, notou Clayton Lino, presidente da RBMA.
Além de as metas serem determinadas por bioma, para cumpri-las a questão deve chegar até os estados e municípios, em um esforço nacional, enfatizou Lino. A articulação também deve envolver os diversos setores governamentais e não governamentais, além da iniciativa privada.
Por isso, a RBMA, junto com a Rede de ONGs da Mata Atlântica, lançou durante o Viva a Mata a Carta da Mata Atlântica 2014. O documento, com 10 ações fundamentais para a reversão das degradações e proteção do bioma, é uma carta aberta aos candidatos a cargos eletivos em 2014.
A RBMA também fechou uma parceria com o CEBDS para trabalhar em conjunto as metas de Aichi, lidando com a contribuição do setor empresarial brasileiro para as metas.
Além disso, Lino ressalta que é importante não só dizer como estamos, mas entender as tendências.
“Voltando ao exemplo da meta n° 11, no caso da Mata Atlântica: não temos remanescentes suficientes para cumprir 17% de áreas protegidas. Teremos que restaurar e conectar. Temos cerca da metade, isso precisa dobrar até 2020, o que significa 1,5 milhão de hectares por ano”, alertou, completando que esse mesmo estudo de tendências está sendo feito para todas as outras metas.
Lino ainda ressaltou que projetos para a criação de áreas protegidas em quase dois milhões de hectares estão no Ministério do Meio Ambiente à espera da aprovação.
“Entre as medidas importantes para atingir essa meta está simplificar o processo de criação de Reservas Particulares do Patrimônio Natural, apoiar municípios, promover categorias de áreas protegidas que não requerem desapropriação, o ICMS Ecológico, entre outros”, concluiu.
A necessidade de integração com os municípios, e com os estados, também foi lembrada pelo Secretário Nacional de Biodiversidade e Florestas, Roberto Cavalcanti.
“As metas são do país, não do governo federal, mas ele tem que dizer como vai ser feito. Precisamos de uma estratégia para internalizar as metas”, notou.
Coordenação nacional
Diretamente, o impacto da falta de planejamento ambiental geralmente é sentido nos municípios, e eles, especialmente os de grande porte, têm diversos instrumentos para lidar com elas.
Sophia Picarelli, do ICLEI (Governos Locais pela Sustentabilidade), afirmou que a organização tem oito agendas urbanas que guiam suas ações, e uma é focada em biodiversidade. São Paulo e Curitiba são as cidades brasileiras que participam de um projeto piloto de três anos de duração chamado Ação Local para Biodiversidade (LAB), do ICLEI.
No nível dos estados, a Associação Brasileira de Entidades Estaduais (ABEMA), está trabalhando na análise da compatibilidade dos projetos em desenvolvimento nos estados com as Metas de Aichi.
A secretaria geral da associação, Diane Rangel, ressaltou que a maioria dos estados tem projetos relacionados a mais de uma das metas, e que a ABEMA está buscando esclarecer como será a customização destes projetos, além da criação de indicadores para que possam ser usados.
Rangel, que é Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Espírito Santo (ES), contou que no estado foi criada uma comissão de biodiversidade para a gestão e acompanhamento do plano de ação voltado para o atendimento das Metas de Aichi. O estado também conta com o apoio financeiro do Programa Reflorestar, que inclui instrumentos como os pagamentos por serviços ambientais.
“No âmbito nacional não temos recursos para as questões ambientais. No ES temos dois fundos, um com royalties do petróleo [Programa Reflorestar] e outro com recursos das multas”, explicou.
A crítica sobre a ausência de coordenação entre os diferentes níveis de governos, e mesmo internamente nas secretarias, também foi apontada pelo Geógrafo Alceo Magnanini, um dos criadores do Código Florestal de 1965.
“O Brasil assinou vários compromissos internacionais e raramente eles são cumpridos, pois ficam aos cuidados de um órgão do governo que não tem vontade política para cumprir”, enfatizou.
Em frente
Então, surge a pergunta: Como provocar um projeto de futuro no país, fazendo com que as diferentes agendas [desenvolvimento, energia, meio ambiente etc.] dialoguem?
O secretário Cavalcanti ressaltou que um passo importante é a negociação que o Ministério do Meio Ambiente vem conduzindo junto ao Ministério do Planejamento para incorporar os critérios ambientais no Plano Plurianual (PPA), que dita as prioridades do governo federal, mas que é preciso mais pressão popular, pois a decisão é política.
Além do PPA e dos orçamentos, outra coisa é a “catequese cotidiana”, lembrou Rangel.
“Ainda não conseguimos os resultados, mas hoje a agenda econômica já passa a ver a agenda ambiental de maneira diferente (...) Outra forma é levar estado por estado, e município por município. Ninguém tem nada em comum, mas se tivermos um roteiro em comum vai ajudar muito. Precisamos que a presidente e o governador conheçam as metas e elas sirvam de roteiro. Mas isso deve virar política pública formal”, concluiu.
É importante lembrar também que, desde 2012, diversas entidades estão trabalhando para a instituição do Painel Brasileiro de Biodiversidade (PainelBio), uma plataforma colaborativa multi-stakeholder que visa identificar e executar tarefas necessárias para atingir as Metas de Aichi no Brasil. Em sua última reunião, na terça-feira (27), as organizações trabalharam a validação da proposta de contrato jurídico para implantação final do PainelBio.

quarta-feira, 25 de junho de 2014

As áreas preservadas do país são um fardo ou uma riqueza?

As áreas preservadas do país são um fardo ou uma riqueza?

ALEXANDRE MANSUR
30/05/2014 19h58 - Atualizado em 30/05/2014 19h58
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Vista do Parque Nacional da Serra da Canastra, que pode perder um quarto de sua área protegida (Foto: Leticia Zimback/Wikimedia)

As inclinações conservacionistas do Congresso brasileiro foram alvo de debate nas últimas semanas. O tema ganhou evidência com a formação de uma frente parlamentar composta por 214 deputados federais. Segundo a ata de criação da frente, os objetivos são “divulgar os problemas causados pela criação de áreas protegidas” e defender populações residentes nessas terras. Em entrevista ao Blog do Planeta, o deputado Weverton Rocha (PDT-MA), relator da frente, afirmou: “Estamos atacando o fato de a política de ampliação (de áreas protegidas) ser equivocada, principalmente onde existem outras populações morando”. Mas disse: “não queremos atacar o meio ambiente ou os índios”.
A sensibilidade diante do tema tem suas razões. Em 2012, o governo federal reduziu os limites de três parques nacionais, três florestas e uma área de proteção ambiental na Amazônia para construção de hidrelétricas. Tramita no Congresso um projeto para cortar um quarto do Parque Nacional da Serra da Canastra, a sexta maior área do cerrado. Na Amazônia, cinco parques podem perder parte de seus limites por projetos que correm na Câmara. Nem o Parque Nacional do Iguaçu escapou. Continua a pressão de políticos locais para abrir uma estrada de 18 quilômetros cortando o parque.
O resultado disso foi medido por um levantamento feito por uma equipe coordenada por Enrico Bernard, da Universidade Federal de Pernambuco. Segundo ele, entre 1981 e 2012, houve 93 alterações para pior na área ou no status de conservação de áreas protegidas no país. Isso atingiu 5,2 milhões de hectares, do total de 220 milhões do país. Segundo os pesquisadores, a frequência de eventos de redução nas áreas vem crescendo desde 2008.
Parte dos ajustes nos limites das áreas podem ser justificados por necessidades de explorar o potencial da região para geração de energia limpa como a hidrelétrica. Mesmo com eles o Brasil ainda tem o maior conjunto de reservas e parques do mundo. O que leva a uma questão: será que esse patrimônio natural é um fardo ou uma oportunidade para gerar lucros e empregos?  “No Brasil, infelizmente ainda estamos longe de tratar nossas unidades de conservação com o devido respeito e obter delas os resultados sociais e econômicos que podem produzir”, diz a bióloga Angela Kuczach, diretora executiva da Rede Pró Unidades de Conservação.
Países desenvolvidos também abençoados com uma bela herança natural mostram como as áreas de conservação podem ser bem aproveitadas. Os Estados Unidos preservam 15% do seu território. Os parques nacionais recebem 280 milhões de visitantes por ano, que gastam cerca de US$ 14,7 bilhões nas imediações dos parques, gerando 240 mil empregos. Na Nova Zelândia, as áreas protegidas correspondem a 25% do território nacional. As atividades turísticas, baseadas nas paisagens exuberantes e nas aventuras ao ar livre, são responsáveis por 10% do PIB.
Para o Brasil aproveitar melhor seu patrimônio, seria preciso realizar algumas mudanças na forma como administramos essas áreas naturais. A primeira delas é usar mais da iniciativa privada. O modelo é parte do segredo do sucesso americano. Só os parques federais tem 575 contratos de concessão que geram US$ 1 bilhão e empregam 25 mil pessoas. No Brasil, o Parque Nacional do Iguaçu tem operadoras que oferecem desde passeios de barco sob as cataratas a trilhas de observação de aves. É uma exceção. Este ano, o governo mineiro está licitando para empresas privadas o direito de explorar o turismo na Rota das Grutas Peter Lund. São três unidades de conservação estaduais que somam 2,4 mil hectares com mais de 50 cavernas e 170 sítios arqueológicos. As empresas criarão serviços de visitação e serão responsáveis pela integridade ambiental e histórica das áreas. O governo espera conseguir um investimento inicial de R$ 25 milhões, nos dois primeiros anos de contrato. A expectativa é que o valor chegue a R$ 320 milhões, em um contrato de 30 anos. Mas o maior ganho será o aumento nos negócios de turismo da região.
Outra estratégia para melhorar as áreas protegidas é permitir que a comunidade do entorno ou pessoas simpáticas àquela região ajudem mais. Nos EUA, cerca de 220 mil voluntários por ano ajudam a manter as áreas de conservação, trabalhando diretamente nelas ou fazendo campanhas para arrecadação de recursos. No Brasil, a lei praticamente inviabiliza essa prática.
Um dos levantamentos mais extensos sobre o potencial não aproveitado das unidades de conservação do Brasil foi feito pelo professor Carlos Eduardo Frickmann Young  da Universidae Federal do Rio de Janeiro para o Ministério do Meio Ambiente. O levantamento, de 2010, avaliou quanto o país ganharia se mudasse a gestão das áreas até 2016, a tempo das Olimpíadas do Rio. Segundo o estudo, a visitação nos 67 parques nacionais existentes no Brasil tem potencial gerar entre R$ 1,6 bilhão e R$ 1,8 bilhão por ano.
Outra forma de ver a questão é avaliar o papel dessas áreas de preservação para gerar as águas que alimentam as hidrelétricas (ironicamente, o principal pretexto para redução nos parques). Segundo Young, 80% da hidreletricidade do país vem de rios que nascem em unidades de conservação. Além disso, 9% da água para consumo humano é diretamente captada em unidades de conservação e 26% vem de rios que nascem em áreas preservadas. Gotas importantes para evitar crises hídricas como a de São Paulo.
Quem planta colhe (Foto: Daniel Pastori/ÉPOCA)