quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Anta: a jardineira das florestas

Anta: a jardineira das florestas

por Fábio Paschoal / julho de 2014
     
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Anta-sul-americana (Tapirus terrestris) - Foto: Fábio Paschoal
Anta-sul-americana (Tapirus terrestris) – Foto: Fábio Paschoal
Existem 5 espécies de antas conhecidas pela ciência: a anta-da-montanha (Andes), a anta-centro-americana (América Central) e a anta-malaia (Indonésia) – que estão ameaçadas de extinção segundo aIUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza, na sigla em inglês). Em território brasileiro encontramos a anta-sul-americana, que é considera vulnerável, e a anta-pretinha, descoberta recentemente.
“A anta [Tapirus terrestris] é o maior mamífero terrestre da América do Sul. Além disso, é a jardineira de nossas florestas por ser uma excelente dispersora de sementes, contribuindo desta forma para a formação e manutenção da biodiversidade dos biomas brasileiros onde vive (AmazôniaPantanal ,Cerrado e Mata Atlântica). E tem mais: estudos recentes mostraram que a espécie tem uma quantidade imensa de neurônios, confirmando que ela é um animal extremamente inteligente. Portanto, a cultura brasileira de usar anta como xingamento, com conotação pejorativa, é completamente injusta e absolutamente infundada. Ser chamado de anta é um elogio!”. As palavras são de  Patrícia Médici, Ph.D. em manejo de biodiversidade e coordenadora da Iniciativa Nacional para a Conservação da Anta Brasileira. O objetivo do projeto é estabelecer um programa de pesquisa e conservação da anta-sul-americana na região do Pantanal e depois expandir as ações para a Amazônia e o Cerrado.
Anta-centro-americana (Tapirus bairdii) – Foto: Santhosh Kumar/iStock/Thinkstock
Anta-centro-americana (Tapirus bairdii) – Foto: Santhosh Kumar/iStock/Thinkstock
Em agosto de 2013, a pesquisadora, em parceria com a  jornalista ambiental Liana John, lançou a campanha Minha Amiga é uma Anta, desenvolvida para o público infanto-juvenil (veja o vídeo da campanha no final do post). A intenção é chamar a atenção sobre a importância da conservação da anta brasileira, despertar o orgulho pela ocorrência da espécie no Brasil e desmistificar o conceito de que “anta” é um ser desprovido de inteligência .
site da campanha traz informações sobre a espécie, materiais para brincar (desenhos para colorir, jogos de palavras cruzadas, ligue os pontos etc.), materiais para estudo e trabalhos de escola, fotografias, ilustrações e vídeos. Também é possível imprimir uma carteirinha de Amigo da Anta e baixar a cartilha educativa da anta brasileira, escrita por Liana John e Patrícia Medici e ilustrada pelo cartunista Luccas Longo.
Tapirus kabomani é a primeira espécie de anta descoberta após Tapirus bairdii, descrita em 1865 - Foto: Divulgação
A anta-pretinha (Tapirus kabomani) é a primeira espécie de anta descoberta após Tapirus bairdii, descrita em 1865 – Foto: Divulgação
O trabalho de Patrícia é reconhecido internacionalmente. Ela foi escolhida este ano para o TED Fellows Program, que seleciona jovens inovadores, engajados e inspiradores e os treina para que façam palestras no TED Talks. O programa é uma iniciativa do movimento global TED (Technology, Entertainment and Design) – organização sem fins lucrativos dedicada ao conceito baseado em Ideas Worth Spreading(ideias que merecem ser espalhadas, na tradução literal do inglês). A pesquisadora irá participar da próxima conferência TEDGlobal, que será realizada no Rio de Janeiro, em outubro, com o tema “Sul!”
Anta-da-montanha (Tapirus pinchaque) – Foto: Diego Lizcano/Creative Commons
Anta-da-montanha (Tapirus pinchaque) – Foto: Diego Lizcano/Creative Commons
Para chamar a atenção para a importância desses animais foi criado o Dia Mundial da Anta (27 de abril). Apesar de dar margem para inúmeros trocadilhos, a data tem um propósito sério: a conservação das cinco espécies de antas encontradas no planeta.
O desmatamento, a fragmentação do habitat, a competição com animais domésticos, a caça ilegal e os atropelamentos em rodovias fazem com que a população das antas continue diminuindo. Nada mais justo do que um dia para lembrar a importância de cuidar bem desses simpáticos animais.
Anta-malaia (Tapirus indicus) – Foto: wathanyu/iStock/Thinkstock
Anta-malaia (Tapirus indicus) – Foto: wathanyu/iStock/Thinkstock


Fotos de Luis Filipe Melo
Fotos de Luis Filipe Melo


O mês de agosto começou e no próximo dia 18 entra no ar a propaganda eleitoral no rádio e na televisão. Até agora todas as campanhas foram para a rua, mas ainda se estruturando, organizando a logística de distribuição de material. A partir deste mês é que o bloco estará todo na rua.

Esta semana o SBT, a Folha e o UOL fazem a primeira rodada de entrevistas com os candidatos ao governo do Rio. Eu serei entrevistado na quarta-feira (6). E lembrando que o primeiro debate, na Band, acontecerá no dia 14 de agosto.

Mas vamos analisar o quadro eleitoral do momento. Dois fatos são inquestionáveis, de acordo inclusive com as pesquisas do IBOPE (manipulada) e DATAFOLHA (com erro de metodologia): Garotinho lidera e vem crescendo em relação a levantamentos anteriores. Hoje, de acordo com pesquisa para consumo interno, eu estou com 25%; Crivela, 17%; Pezão, 13%; e Lindbergh, 9%.

Outros dois fatos cristalizados é que Lindbergh vem caindo pesquisa após pesquisa, e que Crivella empacou nos 17%, seu teto tradicional, mas deve cair até por conta da declaração desastrada de que os pobres da Baixada vêm roubar na cidade do Rio de Janeiro, que gerou uma reação muito negativa.

Quanto a Pezão teve uma ligeira subida facilmente explicável. Passou a ter ampla exposição diária na mídia como governador, não fez outra coisa a não ser campanha, despejou milhões em publicidade e botou toda a máquina estadual para trabalhar para a sua candidatura. Está hoje na faixa de 13%, muito menos do que planejaram e sonharam seus marqueteiros. Eu mesmo imaginava que Pezão pudesse chegar neste período eleitoral com melhor desempenho. Com todos esses impulsos era de se esperar que Pezão estivesse hoje no patamar de Crivella, mas é fraco, ruim de rua e ainda por cima desastrado. Desgastou-se mais uma vez desnecessariamente ao defender Rodrigo Bethlem, foi o único a levantar a voz para defendê-lo.

A Globo e o IBOPE tentam inflá-lo de qualquer maneira, mas Pezão é pesado e difícil de levantar. Porém com toda a máquina e os milhões da campanha mai cara da história do Rio de Janeiro tende a passar Crivella e disputar o 2º turno comigo.

Esse é o contexto atual. Mas podem estar certos de que não vou ficar comemorando esse quadro favorável de liderança, e em ascensão. Com fé em Deus vou gastar muita sola de sapato, vou ao encontro do povo que é a força que me sustenta, e como disse na reunião que fiz com todos os candidatos na última quinta-feira, vou trabalhar incansavelmente, todos os dias, de manhã até à noite, para conquistar o voto dos eleitores fluminenses. Conto com o apoio de todos vocês para chegarmos à vitória! 

FONTE  BÇOG DO GAROTINHO

terça-feira, 5 de agosto de 2014

A biodiversidade corre perigo

A biodiversidade corre perigo

Este é o alerta do estudo publicado recentemente por nove cientistas, na revista Science, entre eles Clinton Jenkins, da Universidade do Tennessee, que está no Brasil a convite do Instituto de Pesquisas Ecológicas. Ele revela que, hoje, a extinção de espécies no mundo, provocada pelo homem, é mil vezes maior que a taxa natural

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Roberto Amado
Planeta Sustentável -07/2014
jacki-dee/Creative Commons

A taxa atual de extinção das espécies é mil vezes maior do que a taxa natural. Essa é uma das principais conclusões do artigo publicado recentemente na revista Science, fruto de pesquisa feita por nove cientistas. Um deles é Clinton Jenkins, doutorado em ecologia pela Universidade de Tennessee. Contemplado com bolsa do Capes pelo programa Ciência Sem Fronteiras, Jenkis está morando no Brasil como professor convidado do Ipê - Instituto de Pesquisas Ecológicas*, organização brasileira que atua na conservação da biodiversidade.Sobre esse trabalho, Jenkins falou com exclusividade para o Planeta Sustentável.
Do que trata esse estudo publicado na Science?
É um resumo de pesquisas sobre biodiversidade dos últimos dez anos feitas por vários pesquisadores. Com ele, criamos um mapa da biodiversidade mostrando as taxas de extinção,a incidência e os riscos de vários grupos — como aves, mamíferos, anfíbios, peixes e plantas.

Também constatamos que, hoje, a taxa de extinção de espécies é mil vezes maior que a taxa natural. A natureza promove uma extinção entre 0,1 e 1 espécie por milhão de espécies por ano. Ou seja, num universo de um milhão de espécies, apenas uma espécie, no máximo, será extinta a cada ano. Mas hoje, neste mesmo universo, está ocorrendo a extinção de mil espécies por ano.

Quantas espécies existem no planeta?A gente tem uma ideia, mas não sabe exatamente quantas são — cinco, dez, vinte milhões... Mas é verdade que temos um número mais aproximado de alguns grupos. Aves, por exemplo, são cerca de dez mil espécies. Mas os insetos podem ter milhões de espécies. Por isso, quando falamos de extinção temos que usar essas medidas relativas.

Qual é a causa desse aumento de extinção?
É a ação do homem. Quinze anos atrás foram feitas pesquisas que apontavam uma taxa de extinção cem vezes maior do que a natural. Na maioria dos casos, a queda da biodiversidade é causada pela perda de habitat, o desflorestamento, para dar lugar a cidades e a áreas cultiváveis. Também contribuem a introdução de espécies exóticas, que competem com as naturais, e a prática da caça  pelo homem.

Quais as espécies mais ameaçadas?A dos anfíbios. Esse grupo está passando por um grande problema, uma doença. Na verdade é um fungo que está dizimando os anfíbios, conhecido como BD (Batrachochytrium dendrobatidis). Ninguém entende exatamente como esse fungo funciona e há vários cientistas pesquisando possibilidades de controlá-lo. É um fato novo que provavelmente tem conexão com a humanidade, mas ninguém sabe exatamente porque esse problema surgiu agora.

Quais são as regiões mais vulneráveis?As regiões tropicais, em geral, são as mais vulneráveis porque possuem mais diversidade biológica. As grandes prioridades hoje são os Andes Tropicais, a ilha de Madagascar, algumas regiões do sudeste da Ásia como Indonésia, e a Mata Atlântica, no sul do Brasil.

Qual é o problema da Mata Atlântica?
É uma das regiões que mais preocupam, porque lá provavelmente já foram extintas algumas espécies. Mas muitas delas podem ser salvas se fizermos um grande esforço, preservando as nascentes da floresta, restaurando algumas áreas e, muito importante, criando conexões entre as matas remanescentes. Há muita fragmentação, muitas florestas isoladas, e isso é muito ruim porque nas florestas isoladas as espécies vão gradualmente desaparecendo. É preciso eliminar esses corredores entre as áreas de florestas.

Qual foi o método empregado para fazer a pesquisa?
Nós utilizamos ferramentas novas para abordar o problema. E hoje ainda há algumas ferramentas que permitem a colaboração pública. Ou seja, qualquer um pode monitorar a biodiversidade, tirar fotos de uma espécie e postar na internet para os pesquisadores identificarem. Dessa maneira, estamos criando um banco de dados com milhões de espécies. É quase um museu virtual. Nós usamos o site iNaturalist* para fazer nossa pesquisa, combinando dados sobre algumas espécies com distribuição restrita, ou seja, endêmicas, com dados sobre a distribuição das espécies em geral e, também, com as informações sobre áreas em que ocorrem desmatamentos. Desta forma, pudemos avaliar os riscos de cada espécie.

Quer dizer que hoje temos muito mais informações sobre biodiversidade?
Sim. E sobre extinções também. Sabemos quais espécies estão em risco e quais partes do mundo são mais importantes. O monitoramento já não é mais um trabalho exclusivo de cientistas, mas de qualquer pessoa que tenha interesse. E monitorar é muito importante.  O desmatamento da Amazônia foi reduzido em 70-80% nos últimos anos graças, em grande parte, ao monitoramento criado pelo governo.

Porque a biodiversidade é importante?
Essa é uma boa pergunta. A importância depende do interesse de cada um, as pessoas têm motivos diferentes. Certamente, a biodiversidade tem valor para a medicina e a economia. Na verdade, ainda não conhecemos o valor, a importância da biodiversidade. Mas, sem dúvida, há um aspecto ético: estamos eliminando essa riqueza do mundo para as gerações futuras. Ninguém quer que, daqui a cem anos, nos acusem de termos eliminado essa preciosidade. 

No caminho do futuro

No caminho do futuro

Os carros estão ficando cada dia mais high tech. Agora é a vez das estradas entrarem na era da tecnologia

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Divulgação

Esqueça por um momento a precariedade das estradas brasileiras da atualidade e faça um exercício de futurologia. Pense em como poderiam ser as rodovias daqui alguns anos. Há um infinito de possibilidades palpáveis sendo desenvolvidas e até mesmo testadas por pesquisadores em várias partes do mundo para que nossos caminhos sejam muito mais suaves, seguros e sustentáveis. O que pouca gente sabe é que esse futuro pode estar bem mais próximo da nossa realidade do que se imagina.

Tais possibilidades incluem painéis solares no lugar do asfalto para gerar energia elétrica limpa, sinalização de solo feita com tintas especiais que emitem luz durante a noite aposentando de vez os velhos postes de iluminação e até mesmo placas de sinalização sensíveis às condições climáticas para alertar os motoristas sobre as condições do tempo. Até mesmo estradas conectadas à internet para controlar o tráfego e oferecer mais segurança aos usuários. Na Europa e Estados Unidos estão sendo chamadas de smart highways, ou rodovias inteligentes. Para muito breve elas estarão saindo do papel para fazer parte do cotidiano.

Um dos projetos de smart highways tornou-se realidade em abril deste ano, na Holanda. Por lá o criativo designer Daan Roosegaarde estabeleceu parceria com Hans Goris, diretor do escritório de engenharia Heijmans Infrastructure, para inaugurar um trecho da primeira estrada que brilha no escuro. O protótipo de smart highways está sendo testado em uma extensão de 500 metros da rodovia N-329 em Oss, cerca de 100 km a sudeste de Amsterdam. Esse ainda pequeno percurso recebeu uma pintura especial que brilha no escuro, dispensando o uso da iluminação pública tradicional com postes de luz.

Para conseguir essa inovação, Roosegaarde e a Heijmans Infrastructure utilizaram tinta especial contendo um pó que - carregado durante o dia pela própria luz solar - libera aos poucos um brilho verde intenso durante oito horas no período noturno. "O governo está apagando a iluminação pública à noite para economizar dinheiro, a energia está se tornando muito mais importante do que poderíamos ter imaginado 50 anos atrás", afirmou o designer holandês à agência de notícias britânica BBC.

Roosegaarde ainda quer fazer mais pelas estradas do futuro com o projeto que ele batizou de "Rota 66 do Futuro". O nome é uma homenagem à lendária rodovia norte-americana, cenário de inúmeros filmes famosos. Aberta em 1926, ligava Chicago a Santa Mônica, na Califórnia, em mais de 4 mil km, mas foi fechada oficialmente na década de 1980. "Sempre me impressionou o fato de gastarmos bilhões em projetos de pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias para os carros, mas as estradas ficaram completamente imunes a esse processo", disse.

Agora, Roosegaarde está se debruçando sobre ainda mais de uma dezena de novidades para as rodovias, a ser divulgadas nos próximos anos. Ele comentou uma delas: criar símbolos gigantes no asfalto em forma de flocos de neve com uma tinta sensível à temperatura. Assim, quando os termômetros caírem drasticamente as figuras apareceriam na pista avisando aos motoristas de que há neve se formando. Essa ideia também está em fase de testes.

Outro projeto bastante viável do designer é uma pista exclusiva para os carros elétricos, cada vez mais disponíveis no mercado, inclusive no Brasil. essa faixa exclusiva nas rodovias teriam dispositivos de transmissão de energia sem fio. Assim, os elétricos seriam recarregados durante a viagem. Essa tecnologia já existe em alguns países para recarregar baterias de celulares.

Ideia semelhante à do designer holandês, mas ainda mais ambiciosa, vem do estado de Idaho, nos Estados Unidos. Lá, a empresa Solar Roadways* está desenvolvendo um projeto-piloto para substituir o asfalto das estradas por painéis de células solares ultrarresistentes, capazes de suportar o trânsito pesado de automóveis, ônibus e caminhões. Com esse revestimento, as rodovias ganharão inúmeras vantagens. A principal é captar energia solar. Com isso, será possível substituir as faixas de sinalização de solo por pequeninas lâmpadas de LED, colocar resistências ao longo do caminho para derreter a neve que venha a se formar e recarregar veículos elétricos.

Não é só. A Solar Rodways pretende gerar eletricidade limpa a fim de abastecer bairros inteiros nas proximidades das rodovias. Os proprietários da Solar Roadways - o casal Julie e Scott Brusaw - há oito anos tentam viabilizar financeiramente seu projeto e já receberam verbas do governo federal para colocá-lo em prática.

No Reino Unido, uma iniciativa inovadora vai tornar a rodovia A-14 interligando as cidades de Felixstowe e Cambridge a primeira a conectada inteiramente à internet, ainda este ano. Sensores foram colocados ao longo dos 70 km da estrada com o intuito de transmitir dados sobre o movimento de tráfego. Essas informações podem, então, ser enviadas diretamente para os celulares dos motoristas. Num futuro próximo, essa tecnologia será utilizada também em veículos automatizados que não precisam de motorista (Leia Motorista pra quê?), controlando remotamente a velocidade. Tomara que o futuro chegue com toda a velocidade às estradas brasileiras.

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Audiência Pública do dia 05 de agosto


O Presidente do Conselho Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo, Zacarias Albuquerque Oliveira, no uso de suas atribuições legais e regimentais, convida os membros do Conselho Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo e público em geral para 

Audiência Pública a ser realizada no dia 05 de agosto, às 15h, no auditório do Centro de Educação Ambiental-  à apresentação de Estudo de Impacto de Vizinhança – EIV, pela empresa JGPC INCORPORADORA SPE LTDA – Loteamento Residencial de São Francisco. A área do empreendimento está localizada às margens da rodovia RJ 216 e 236, ficando entre a estrada de Campos Farol e Goitacazes/Tócos. 
Esteve disponível para consulta prévia, cópia impressa e digital do referido EIV, na Coordenação de Licenciamento Ambiental da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, entre os dias 17/07/2014 e 04/08/2014.
 Agora sua participação pode ser durante as apresentações  do EIV através de perguntas escrita ou oral,observando os procedimentos da audiência.


Pesquisadores transformam borra de café em combustível

Pesquisadores transformam borra de café em combustível
 Julho de 2014 • 


Reciclar resto de pó de café para encher o tanque do carro é uma técnica já estudada por diversos cientistas. Agora, o grande desafio almejado por pesquisadores do Reino Unido é extrair o óleo para transformar em biodiesel.
Cerca de 20% da borra de café, o que sobra depois que o café foi coado, é óleo. A ideia é fabricar um tipo de combustível alternativo que garanta a produtividade constante, independente do tipo de grão.
Para isso, pesquisadores da Universidade de Bath, no Reino Unido, por meio de um processo químico chamado de transesterificação, mergulharam a borra em um solvente orgânico e converteu-a em biodiesel. Essa técnica foi testada com grãos de cerca de 20 regiões geográficas diferentes, incluindo versões descafeinadas.
O resultado foi que houve uma composição razoavelmente padrão e pouca variação nas propriedades físicas relevantes dos combustíveis. Isso quer dizer que todos os resíduos de borra de café podem ser uma matéria-prima viável para a produção de biodiesel.
“Este óleo tem propriedades semelhantes às matérias-primas atuais usadas para produzir biocombustível. Mas, enquanto os oléos tradicionais são cultivados especificamente para a produção de combustível, as borras de café são resíduos. Há um grande potencial para produzir um biocombustível de segunda geração realmente sustentável”, afirmou o professor Chris Chuck, coordenador do experimento.
Além disso, poderiam ser aproveitados outros resíduos de café ignorados pela indústria, como na torra e na seleção de grãos, em que os defeituosos são descartados.
Os pesquisadores sugerem que o biodiesel de café seja produzido em pequena escala. Um exemplo seria as próprias redes de lojas de café usarem o combustível alternativo nos veículos para serviço de entrega de seus produtos. Em seguida, a própria empresa se encarregaria de retirar e levar as borras para uma unidade de produção de biodiesel.
"Estimamos que um café que produz cerca de 10 kg de resíduos diariamente pode ser usado para produzir cerca de dois litros de biocombustível”, afirma o estudante de doutorado em Tecnologias Químicas Sustentáveis e principal autor do estudo, Rhodri Jenkins.
Redação CicloVivo

domingo, 3 de agosto de 2014

Muito além de um jardim


Muito além de um jardim

Famoso pelo urbanismo e pelos monumentos de concreto, o Plano Piloto mantém hoje um impressionante patrimônio natural, com mais de 300 espécies de árvore distribuídas em 5 milhões de metros quadrados

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Clara Becker  Veja Brasília -/07/2014
Bento Viana
Asa Norte: no projeto de Lucio Costa, os edifícios deveriam "nascer" de uma floresta

Michael Melo

Brasília é um dos raros exemplos mundiais em que o conceito modernista de cidade-parque foi adotado integralmente. No projeto vencedor do concurso nacional do Plano Piloto, de 1957, Lucio Costa idealizou-a com grande quantidade de terrenos livres e arborizados. Dentro da visão do arquiteto, os edifícios locais deveriam "nascer" de uma clareira na floresta, desenhando a antítese de uma metrópole industrial.

Concebida para trazer aos moradores qualidade de vida, essa imensa área verde produziria sombras, amenizaria o clima seco e a temperatura elevada, purificaria o ar e preencheria os espaços vazios do plano urbanístico. Que o resultado ficou próximo do sonho de um dos fundadores da capital federal, isso todos sabem. Se ainda não tem a fama dos monumentos de concreto, a arquitetura verde de Brasília já obteve destaque internacional pela sua beleza e se transformou num dos principais fatores de fixação das pessoas. Tanto é assim que, hoje, a cidade ostenta a maior média nacional de flora urbana: 120 metros quadrados por habitante. Para se ter ideia da força dessa estatística, a Organização das Nações Unidas (ONU) considera que são adequadamente arborizados os centros com 12 metros quadrados de área verde por morador. São Paulo tem 40, o Rio de Janeiro, com a Floresta da Tijuca, 56,4.

O que boa parte dos brasilienses desconhece diz respeito ao árduo começo do imenso jardim que atualmente reveste 5 milhões de metros quadrados do Plano Piloto. Na década de 60, quando a capital brotava no Planalto Central, centenas de milhares de árvores trazidas do Rio de Janeiro, de São Paulo e de Minas Gerais foram plantadas às pressas. Entre 1970 e 1974, contudo, quase todas pereceram. Só em 1973, houve 50 000 baixas. Por trás do fenômeno estava o fato de as plantas importadas não se adaptarem ao solo ácido nem ao ar seco da região. Naquele momento, o reflexo político da mortandade vegetal foi tão negativo que, no Congresso Nacional, se chegou a propor a volta da capital para o Rio de Janeiro. A base da argumentação era uma só: como as pessoas poderiam viver em uma terra em que nem árvore crescia?

A surpreendente ressurreição do verde teve início com uma grande força-tarefa. Os funcionários do Departamento de Parques e Jardins (DPJ) da Novacap foram convocados para realizar expedições pelos arredores da cidade a fim de coletar informações sobre plantas regionais. Vale lembrar que nos anos 70 ainda não existia bibliografia sobre as espécies do Cerrado e pouco se sabia sobre o segundo maior bioma do Brasil, um dos mais ricos do mundo em diversidade. Foi a partir desse levantamento que teve início a produção de mudas adaptadas ao ecossistema local. Desde então, 75% das espécies plantadas pela Novacap, em média, passaram a ser nativas — acostumadas ao solo e ao clima, elas demandam menos gastos com manutenção. Ipês-amarelos, roxos e brancos, símbolos da cidade, são dessa época.

O engenheiro agrônomo Ozanan Coelho integrou as primeiras expedições e perdeu a conta do número de fazendas que visitou e quantas noites passou acampado. "Sofremos uma pressão política e psicológica muito grande, mas fizemos uma pesquisa séria e profunda. Não podíamos errar de novo", lembra. Durante os quarenta anos de trabalho no DPJ, trinta deles na chefia, Coelho foi responsável pelo plantio de mais de três milhões de mudas. Aos 71 anos, o engenheiro, aposentado desde 2009, é um dos protagonistas da história verde da capital. 
Ozanan Coelho: na década de 70, ele salvou o buriti que dá nome à praça
Mais recentemente, a professora de meio ambiente do Iesb, Roberta Costa e Lima, passou a integrar esse rol. Em sua dissertação de mestrado na Universidade de Brasília (UnB), de 2009, ela contou, uma a uma, 15 200 árvores em 39 quadras do Plano Piloto. E catalogou 162 espécies apenas nas superquadras que percorreu. Se considerarmos o corpo todo do avião, são mais de 300. 
Roberto Castro
A professora Roberta Costa e Lima: ela contou 15 200 árvores no Plano
Na Floresta Negra inteira, motivo de orgulho para os alemães, não há mais que quarenta. Aqui, em todos os meses do ano o brasiliense vê alguma espécie dar flores (veja lista no final da matéria). Agora, na época da seca, é a temporada de selfies ao lado dos ipês. Apesar de a terraplenagem não respeitar a vegetação durante a construção da cidade, algumas árvores pré-Brasília sobreviveram. Em seu estudo, Roberta encontrou no Plano Piloto espécies nativas com mais de 200 anos, a exemplo da sucupira e do pequizeiro (veja alguns exemplos no mapa abaixo).

Clique aqui para ver a imagem abaixo em tamanho grande 
Para quem nunca observou o pau-brasil, que deu nome ao país, a 216 Sul está repleta dele. A professora só não esperava encontrar um bacupari, planta nativa da antiga Conchinchina (atual Vietnã), nem cacaueiros. Com mais de 1 000 exemplares, a mangueira é a espécie mais comum em Brasília, que tem árvores frutíferas em todas as quadras. "Os porteiros da cidade plantaram muitos frutos de sua terra nas adjacências dos blocos", explica Roberta.

Essa interferência de moradores na nossa configuração verde foi e continua sendo grande. Não são poucos os entusiastas ambientais da cidade que plantam mudas a esmo — embora o recomendável seja fazê-lo sob a orientação do DPJ. O ex-senador Maerle Ferreira, por exemplo, já cultivou centenas de ipês no Sudoeste, em frente ao prédio onde mora. Para o poeta Nicolas Behr, que publicou um livro dedicado às árvores locais e comanda o viveiro Pau-Brasília, a cidade se tornou um grande showroom da sua loja. As pessoas veem na rua e querem algo igual. "Os espaços verdes de Brasília têm função estética e psíquica", garante ele.
Roberto Castro
Romulo Ervilha: no viveiro da Novacap, onde 1 milhão de mudas de flores são criadas por mês
Manter os 150 milhões de metros quadrados de área verde no Distrito Federal, contudo, está longe de ser uma tarefa simples. O custo de 80 milhões de reais anuais, 8 milhões deles só com flores, é maior do que o orçamento de pequenos municípios. Hoje, Romulo Ervilha, atual chefe do DPJ, comanda um exército de mil jardineiros, que plantam 100 mil flores por semana. Já as árvores, são 150 mil por ano. Todas as mudas vêm de dois viveiros da Novacap que somam 98 hectares. Também cabe ao DPJ a manutenção dos jardins de residências oficiais como os palácios da Alvorada e do Jaburu e a Granja do Torto. Recentemente, a presidente Dilma pediu a revitalização do seu. Achou que estava chinfrim.

Nesse gerenciamento de vontades, Ervilha se acostumou a solicitar, inclusive, a força policial. "É comum que moradores abracem árvores tentando impedir o corte ou a poda. Alguns já foram presos por agredir jardineiros", conta. O contrário também acontece. Há casos de cidadãos que pedem o corte de árvores por qualquer besteira. Certa vez uma senhora aposentada alegou que a que estava em frente a sua janela atrapalhava a observação de pousos e decolagens de aviões, seu principal passatempo.

Apesar de tantos motivos de comemoração, infelizmente ainda falta uma distribuição igualitária de área verde no DF. O desafio atual é levar a mesma qualidade de vida para as outras regiões administrativas. Da área rural do Cent­ro-Oeste, chega um dado preocupante: 50% do cerrado já foi desmatado para dar lugar a plantações de soja. Mesmo dentro do Plano Piloto, a diversidade tem diminuído. Na Asa Norte, por exemplo, algumas quadras exibem menos árvores porque as garagens ficaram maiores. "As empresas privadas só plantam palmeiras, que são baratas e pegam fácil. É uma pena que elas não se preocupem com a variação", critica o professor de dendrologia da UnB Manoel Cláudio Júnior. Diferentemente de uma floresta, onde o nascimento e a morte de árvores acontecem de forma natural, nas áreas urbanas os governos devem responder pela sucessão delas. E os cidadãos precisam se conscientizar de que são peça fundamental na preservação de um patrimônio erguido com perseverança e tão importante quanto os traços da nossa arquitetura.

Caçador de rinocerontes é condenado a 77 anos de prisão na África do Sul

Caçador de rinocerontes é condenado a 77 anos de prisão na África do SulJosé Eduardo Mendonça - 07/2014 

Pena é recorde para criminosos envolvidos na atividade
Um tribunal da África do Sul sentenciou ontem um caçador ilegal de rinocerontes a uma pena de 77 anos de prisão.  É a punição mais forte imposta por autoridades na luta para deter uma onda de mortes, que ameaça as populações de animais ameaçados.
Mandla Chauke foi condenado por ter matado a tiros três rinocerontes, assim como por assassinato e posse de armas de fogo ilegais, depois que ele e outros dois caçadores cortaram uma cerca de arame farpado e entraram no Parque Nacional Kruger, em 2011.
O parque, principal atração turística do país e habitat de muitos de seus 22.000 rinocerontes, perdeu 370 animais este ano, e as mortes até o final dele poderão alcançar o recorde de 2013, de 1.004, ameaçando a espécie de extinção. Acredita-se que muitos caçadores venham da vizinha Moçambique.
Autoridades aumentaram a atividade de guardas armados apoiados por helicópteros e drones mas, dizem elas, sentenças pesadas são também necessárias para deter os crimes, alimentados pela demanda dos chifres dos animais por parte da China, Tailândia e Vietnã.
A pena foi saudada pelo serviço nacional de parques da África do Sul como “uma triunfo enorme para os rinocerontes.” Ela fortalece “as equipes que enfrentam os caçadores em condições difíceis na proteção dos animais.”
O tribunal rejeitou o argumento da defesa de que o condenado foi coagido por seus cúmplices, um dos quais escapou. O terceiro foi morto em tiroteio com os guardas. Em 2012, outro tribunal do mesmo país sentenciou um tailandês a 40 anos de prisão pela venda de chifres de rinoceronte, lembra o Independent.
Foto: ucumari/Creative Commons

sábado, 2 de agosto de 2014

Elefante fica 50 anos preso e chora ao ser libertado

Elefante fica 50 anos preso e chora ao ser libertado
09 de Julho de 2014 • Atualizado às 07h07


Após 50 anos acorrentado, o elefante Raju, finalmente, se viu livre e aliviado. A demonstração do inteligente animal emocionou a organização ambiental Wildlife SOS, que conseguiu libertá-lo junto à polícia da Índia, na última semana.
Segundo apurou a ONG Wildlife SOS, Raju sofreu muitos abusos e apanhou regulamente – resultando na “disciplina” do animal. Durante o tempo que observaram o elefante, sem puder tirá-lo dali, perceberam que ele ficava ao ar livre acorrentado durante o dia e a noite, sem abrigo.

Crédito da foto: Wildlife SOS

Crédito da foto: Wildlife SOS
Quando o animal era usado como atração turística, muitas vezes os moradores locais davam doces e alimentos oleosos, o que começou a deteriorar a sua saúde. “Em um estado agudo de fome e exaustão devido a um longo dia de trabalho, Raju começou a aceitar todos os itens alimentares, como cascas de legumes e sobras de comida e até mesmo papel e plástico”, afirmou a organização.
O grupo conseguiu inicialmente uma ação judicial para resgatar o animal e, depois, lançou um pedido de ajuda aos internautas para levantar os fundos necessários para concretizar esse resgate e fornecer uma reabilitação intensa, assim como todos os cuidados do tratamento.

Crédito da foto: Wildlife SOS

Crédito da foto: Wildlife SOS
“A equipe ficou completamente abismada de ver as lágrimas rolarem durante o resgate. Foi absurdamente emocionante para todos nós. Nós sentimos que ele percebeu que seria liberado”, afirmou a porta-voz da ONG, Pooja Binepal, em entrevista ao jornal britânico Daily Mail.
A organização estima que ele tenha 50 anos e nunca tenha vivido em liberdade, desde seu nascimento. Foram décadas sendo espancado e preso nas correntes, o que causou cicatrizes profundas. Além disso, as patas do elefante também precisam de cuidados especiais devido às estradas quentes, onde ele ficava a maior parte do tempo.


Crédito das fotos: Wildlife SOS
Uma das frentes de trabalho da Wildlife SOS é a luta pela preservação dos elefantes. Isso porque na Índia há uma grande quantidade de espécies que são mantidos em cativeiro e explorados para entretenimento, extração de madeira e, até mesmo, para  mendigar.


Crédito das fotos: Wildlife SOS
Redação CicloVivo 

Prédios argentinos pagarão menos imposto por ter jardins no telhado

Prédios argentinos pagarão menos imposto por ter jardins no telhado

Atualizado em  8 de fevereiro, 2013 - 07:26 (Brasília) 09:26 GMT

Prédios podem pagar menos ABL (equivalente ao IPTU) por criar áreas verdes no telhado
Os prédios da cidade de Buenos Aires pagarão menos impostos por ter jardins no telhado, de acordo com uma lei recém-sancionada pelo governo local.
A redução do ABL (equivalente ao IPTU brasileiro) será de até 20% para o edifício de "telhado verde" de acordo com a nova medida, que contou com ampla maioria dos votos da situação e da oposição, na votação realizada no fim do ano passado.
O secretário de Desenvolvimento Urbano portenho, Daniel Chain, disse que a medida vale para os edifícios já existentes.
O objetivo, afirmou, é "cuidar do meio ambiente" a partir de uma "mudança cultural".
"Nossa meta é ambiental. E entendemos também que devemos ser os primeiros a aplicar a iniciativa. Por isso, desde o ano passado, começamos a construir escolas com vegetação nos telhados. E o mesmo faremos em outros edifícios públicos", disse o secretário à BBC Brasil.

Prédios novos

Segundo ele, seis escolas em construção na cidade terão jardins nos telhados e o mesmo ocorrerá, disse, no terraço do Teatro San Martín, no centro da cidade, que tem 50 anos e será reformado.
Arquiteto com especialização em economia urbana, Chain lembrou que Buenos Aires integra o grupo chamado C40 (Climate Leadership Group, que reúne cidades que debatem saídas para preservação do meio ambiente) e que a nova meta de Buenos Aires será a exigência de que os novos edifícios já sejam erguidos com os jardins no telhado.

Medida vai se estender também a prédios públicos
"A medida sancionada é optativa e pretende estimular a criação destes pontos de vegetação. Mas neste ano enviaremos outro texto à Legislatura com a exigência de que novos prédios já tenham esses espaços verdes", afirmou.
A ideia, afirmou, é que a medida seja aplicada nos bairros onde são registradas as concentrações de construções na cidade. "Quanto maior o numero de construções, maior a necessidade (de áreas verdes) para vivermos melhor", afirmou.

Parques portenhos

Buenos Aires é uma cidade conhecida por seus parques, que começaram a surgir entre os séculos 19 e 20, e pela preservação de áreas verdes entre os prédios, chamadas de "pulmón de manzana" (quadra verde).
Antes mesmo das novas medidas, alguns locais já tinham começado a implementar o jardim no telhado, como a escola municipal French y Beruti, no bairro portenho de Retiro.
Em 2010, em uma área de mais de 200 metros, foi construído um telhado com vegetação que contribui para "refrescar" o prédio nos dias de calor.
Especialistas disseram à imprensa local que a etapa inicial para transformar o telhado em jardim começa com uma camada de PVC, depois pedras apropriadas, sistema hidráulico adequado, além de outros materiais específicos para evitar que as raízes das plantas não afetem a construção do prédio.
Ao mesmo tempo em que o governo de Buenos Aires estimula jardins nos terraços, o Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária (INTA) realiza, desde os anos 1990, um programa chamado ProHuerta (Pró-Horta).
"O programa surgiu para melhorar a alimentação das famílias economicamente mais vulneráveis, naqueles tempos de hiperinflação", lembra Janine Schonwald, coordenadora do programa.
"Mas agora, em busca de uma vida saudável e com preocupações com o meio ambiente, o ProHuerta interessa cada vez mais aos moradores das cidades e das periferias."
Schonwald diz que o programa conta com a participação de 20 mil voluntários que aprenderam no INTA a técnica do cultivo em varandas, telhados e pátios e a ensinam em várias escolas, hospitais e paróquias gratuitamente.
"São alimentos que complementam o prato, como orégano, manjericão e hortelã, por exemplo, e que fazem parte de uma mudança cultural, voltada para a saúde e o meio ambiente", afirma a coordenadora doProHuerta.

Noruega deve comprar 21 milhões de reduções de emissão por €48 milhões


Noruega deve comprar 21 milhões de reduções de emissão por €48 milhões

08/07/2014   -   Autor: Marcelo Teixeira   -   Fonte: Reuters


A Noruega comprará 21 milhões de reduções certificadas de emissão (RCEs) da ONU por um preço médio de 2,28 euros cada, disse a instituição financeira responsável pelo acordo na segunda-feira.
A Corporação Nórdica para o Financiamento Ambiental (NEFCO) afirmou em um boletim que está fechando o primeiro contato com a NorCaP (Norwegian Carbon Procurement Facility), que compra créditos de carbono acima dos preços de mercado para dar auxílio a projetos com risco de colapso.
Iniciativas de queima de gás de aterros sanitários na América Latina e projetos que destroem o óxido nitroso (N2O) resultante da produção de ácido nítrico dominam o portfólio, declarou a NEFCO.
“A gestão de resíduos é uma contribuinte cada vez maior para a quantidade crescente de emissões nocivas de GEEs nas cidades da América Latina e o MDL se mostrou ser o instrumento político climático mais eficaz para financiar a mitigação de emissões de metano”, observou Ash Sharma, diretor de Financiamento e Fundos de Carbono da NEFCO.
Muitos países em desenvolvimento criaram projetos sob o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) da ONU para coletar e destruir metano, um potente gás do efeito estufa, de aterros sanitários.
E muitos desses projetos dependem da venda de reduções de emissões para financiar suas atividades.
Entre os projetos escolhidos pela Noruega estão os aterros de Manaus e Aurá, no Norte, e o aterro Doña Juana, em Bogotá, Colômbia.
Esses três projetos sozinhos devem ser responsáveis por 7,8 milhões de reduções certificadas de emissão, do total de 21 milhões que a NEFCO está comprando.
“Estamos satisfeitos que as primeiras compras da NorCaP possam manter a capacidade de continuar a mitigar as mudanças climáticas”, comentou Sharma.
O programa norueguês de compra é uma oportunidade extremamente favorável na atual situação do mercado de carbono, e recebeu propostas capazes de entregar sete vezes a quantidade inicial a ser comprada.
Um excesso de créditos e uma demanda fraca colocaram os preços das reduções certificadas de emissões em baixas históricas, abaixo dos 20 centavos de euro cada para as entregas em dezembro.
Para efeito de comparação, esses créditos eram comercializados a mais de 20 euros cada há seis anos.
A NEFCO informou que uma segunda proposta seria lançada provavelmente em setembro. Esses créditos comprados pela Noruega serão usados para ajudar o país a atingir suas metas de reduzir as emissões sob o Protocolo de Quioto.
Tradução Jéssica Lipinski