quinta-feira, 17 de julho de 2014

Prefeitura de Casimiro de Abreu realiza caminhada “Por uma Serra mais Limpa”

A Prefeitura de Casimiro de Abreu, por meio da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, realiza no próximo sábado, dia 26, uma caminhada ecológica na Rodovia Serramar (RJ-142). Com o slogan “Caminhando por uma Serra Mais Limpa”, o evento visa conscientizar moradores e visitantes sobre a importância de cuidar e preservar a Serra Casimirense.

O ponto de partida será às 8 horas, na entrada do Parque Natural Municipal Córrego da Luz (km 07), unidade de conservação municipal criada com o objetivo de preservar o ecossistema de Mata Atlântica, incentivar pesquisas científicas, a educação ambiental e o turismo ecológico.

Serão dois quilômetros de percurso até a Ponte de Arame, um dos principais atrativos turísticos do município. Nesse trecho, o rio Macaé apresenta água calma e cristalina, ideal para um delicioso e refrescante mergulho. Além de contemplar a natureza, os participantes também vão recolher o lixo que encontrarem pelo caminho.

Um ônibus sairá às 7h30 da frente da Secretaria de Agricultura, localizada no início da Estrada Serramar, para levar os caminhantes até o ponto de partida. A caminhada ecológica contará com o apoio da Guarda Municipal e da Secretaria de Saúde para garantir a segurança e bem-estar dos participantes.

Rodovia Serramar – A RJ-142, mais conhecida como Rodovia Serramar, liga os municípios de Nova Friburgo e Casimiro de Abreu. Atrativos naturais não faltam ao longo dos seus 60 quilômetros, como cachoeiras e muitos pontos de banho. “A região serrana é especialmente bela e todos nós temos o compromisso de cuidar desse patrimônio ambiental e garantir um futuro mais sustentável para as próximas gerações”, ressaltou o prefeito de Casimiro de Abreu, Antônio Marcos.

A estrada possui particularidades que a tornam extremamente especial. Praticamente todo o seu percurso é acompanhado pelo rio Macaé, manancial importantíssimo para o desenvolvimento da região, sendo a principal fonte de abastecimento de água de milhares de pessoas. É nessa região que estão as principais nascentes que contribuem para o seu curso principal.  


Emoldurada pela Mata Atlântica, possui áreas de florestas intocadas e preservadas por unidades de conservação. A região abriga uma fauna e flora riquíssimas, com diversos animais em risco de extinção, como a onça parda, mico-leão-dourado e o macaco bugio, além de uma grande diversidade de anfíbios, aves e insetos.

Fonte: Ascom/Casimiro de Abreu 
Foto: Magno Lopes/Ascom

 

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Habitação x especulação imobiliária em pauta no IFF

A 1ª audiência pública sobre Habitação de Interesse Social versus Especulação Imobiliária: o caso da Comunidade da Margem da Linha, acontece nesta quarta-feira (16), às 18h30, no auditório Miguel Ramalho. O objetivo é promover um debate sobre políticas públicas urbanas, com destaque para o direito à moradia digna e à convivência comunitária. “Também temos o objetivo de destacar a possibilidade de manutenção dos membros da comunidade da Margem da Linha, como uma alternativa viável, desde que haja a intervenção urbanística na própria área a qual os moradores estão há muitos anos”, explica Daniela Bogado, professora do IFF e membro da equipe da Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares do IFFluminense.
O evento é aberto ao público e foram convidados representantes do Ministério Público Estadual (Promotoria de Tutela Coletiva); do Ministério Público Federal; da Defensoria Pública; da Secretaria de Família e Assistência Social; da Comissão de Direito Imobiliário da OAB; do CAU (Conselho de Arquitetura e Urbanismo); da Rede Salesiana de Ação Social; da Associação de Moradores da Margem da Linha; do Conselho de Meio Ambiente e Urbanismo, do Núcleo de Estudos e Pesquisa Socioambiental (NESA) da UFF; além da pró-reitora de Extensão e Cultura do IFF, Paula Aparecida Martins Borges Bastos, o diretor geral do campus Campos Centro, Jefferson Azevedo, diretor de Extensão do campus Centro, Jonivan Lisboa, e professores do Curso de Arquitetura e Urbanismo. “Nossa finalidade, ao propor a audiência pública, é demonstrar que, diante do crescimento urbano e da especulação imobiliária, a luta pelo direito à moradia digna e à convivência comunitária tornou-se uma grande causa para rearticulação, mobilização e protagonismo dos moradores da comunidade da Margem da Linha, especialmente diante de suas vulnerabilidades socioeconômicas, em razão de falta de estrutura habitacional, de baixa renda e baixa escolaridade e de violências que são perpetradas cotidianamente, especialmente pela negação ao acesso ao mínimo existencial”, destaca Daniela.
Saiba Mais: A professora do IFF relata que a situação de exclusão vem se agravando quando, a partir do final dos anos 90, nos arredores da comunidade, o bairro vizinho passou a receber empreendimentos imobiliários, inicialmente, com perfil “popular”, como foi o caso do Condomínio Recanto das Palmeiras e, posteriormente, com perfil de “luxo”, com condomínios residenciais de alto acabamento e empreendimentos comerciais como supermercados, e mais recentemente o Shopping Boulevard e a previsão de dois hotéis.
“Essa valorização da área, em função dos investimentos públicos e privados feitos no entorno, potencializam os rumores de que parte da Comunidade da Margem da Linha será removida para o Morar Feliz próximo a Ururai, uma vez que a área que vivem estaria sendo considerada inapropriada para a habitação, gerando inquietude nos moradores que sofrem pressões em razão do jogo político, econômico e social e que se angustiam ao perceberem que, ao invés de serem beneficiados, serão novamente excluídos”, destaca.
De acordo com Daniela, dos depoimentos dos moradores mais antigos da Comunidade, é possível afirmar que a mesma surgiu no município de Campos dos Goytacazes, pelo menos, há mais de quarenta anos às margens da linha da antiga Rede Ferroviária Federal, que fazia o trajeto Campos-Rio. Dados do Censo Demográfico do IBGE 2010 revelam que vivem na Comunidade 2196 pessoas, sendo 1112 homens e 1084 mulheres, residindo em 571 domicílios.
(com assessoria)
FONTE : FOLHA DA MANHA

Água Doce: MMA libera R$ 24 milhões para o Ceará

    Paulo de Araújo/MMAPrograma leva água potável para comunidades ruraisPrograma leva água potável para comunidades rurais
    Com a implantação de mais de 200 dessalinizadores, programa beneficiará 89 mil pessoas em 48 municípios do seminário cearense

    O programa Água Doce, coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente, destinará recursos para a implantação, recuperação e gestão de 222 sistemas de dessalinização nos 48 municípios mais críticos do Ceará. Com isso, serão beneficiadas com água potável cerca de 89 mil pessoas residentes em comunidades rurais do semiárido cearense.

    “Esse programa demonstra o compromisso do Governo Federal, em parceria com o Governo do Ceará, de ampliar a segurança hídrica para a população rural do semiárido brasileiro, como medida de adaptação às mudanças climáticas, em face da seca que assola a região nos últimos 3 anos”, afirma a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.

    A região é uma das mais críticas em termos de águas subterrâneas. Cerca de 80% do seu território encontra-se sobre o embasamento cristalino, onde predominam solos rasos. Os poços localizados nessas zonas cristalinas, em sua maioria, apresentam concentrações de sais que colocam em risco a saúde humana.

    O secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do MMA, Ney Maranhão, explica que o programa busca o aproveitamento sustentável de águas subterrâneas com características salinas e salobras, incorporando cuidados técnicos, sociais e ambientais na gestão dos sistemas de dessalinização.

    A primeira fase do convênio já foi concluída pelo estado do Ceará, no qual 667 comunidades foram diagnosticadas nos 48 municípios mais críticos do semi-árido cearense. “A liberação dos recursos que ora tem lugar permitirá o início da fase de implantação dos sistemas de dessalinização do Programa Água Doce”, destaca o secretário.

    O convênio prevê a realização de 667 diagnósticos técnico-ambientais e 444 testes de vazão em poços profundos.

    5 passos para construir um sistema hidropônico

    5 passos para construir um sistema hidropônico
    Maio de 2014 

    Hidroponia geralmente significa o cultivo de plantas em água sem o uso de solo. Quando este fenômeno era novidade, era um pouco mais complicado e acabava sendo “confinado” às pessoas experientes, que sabiam sobre jardinagem e tinham conhecimento técnico.
    Mas agora, com o avanço no campo tecnológico o cenário mudou completamente e é possível que todos possam criar um sistema de hidroponia a partir do zero, isso também com poucas despesas. Não é necessário ser um técnico para construir este sistema. Se você for capaz de inserir um tubo em uma bomba de água e fixar em um reservatório, o sistema hidropônico poderá ser criado facilmente.
    Com informações do site Ecofriend, o CicloVivo separou cinco passos para construir um sistema hidropônico:

    Foto: Ecofriend
    1. Arranjo
    Esta é a parte essencial do procedimento e não é muito difícil ou complicado. Primeiramente é preciso decidir as espécies de plantas a serem cultivadas. O projeto será definido com base nesta escolha. O sistema deve ser executado de acordo com a exigência de cada espécie de planta.
    Para as plantas que dependem de água abundante, sistemas hidropônicos de fluxo e refluxo são considerados melhores, enquanto para outros, o sofisticado sistema de gotejamento é recomendado. Uma vez decidido o que será cultivado, é recomendável que se faça uma pesquisa para verificar qual é o sistema mais adequado à sua escolha. Quando isso for resolvido, compre as plantas. Na internet podem ser encontrados alguns sites que oferecem planos de hidroponia gratuitos.
    2. Elementos constitutivos
    Estes podem ser encomendados online ou comprados em lojas especializadas. Eles formam uma parte importante do sistema. Diversos sites na internet oferecem listas de componentes, além de guia sobre como criar um sistema hidropônico a partir do zero.
    Depois de saber quais componentes são necessários, é hora de comprá-los.  Escolha os componentes exatos que estão citados na lista. Nunca tente coisas similares. Uma simples mudança pode alterar o funcionamento do seu sistema. Lembre-se que os itens da lista são escolhidos por pessoas especializadas com base no melhor para o sistema.
    3. Construção do sistema
    Depois das compras, é hora de começar a construir o sistema. Tente construir um que possa durar bastante tempo.
    Há certas coisas que você deve saber nesta fase. Procure pelas dimensões, equilíbrio e ângulos corretos. Comece colocando as peças maiores, como um recipiente de nutrientes em um lugar seguro, onde ele permanecerá em equilíbrio. Depois, anexe as bandejas de acordo com a exigência do seu sistema hidropônico. Certifique-se que esteja usando equipamentos de apoio, se sentir que o tabuleiro não está em equilíbrio e seguro para permanecer constante para o recipiente.
    4. Não ignore os pequenos detalhes
    Muitas vezes, um sistema perfeitamente hidropônico pode ser arruinado por ignorar pequenas coisas. Algumas delas podem passar despercebidas quando se está construindo um sistema. Portanto, é melhor e recomendável fazer uma verificação final e completa quando a fase de construção do seu sistema hidropônico acabar. É melhor examinar os acessórios como tubos soltos, bombas não funcionais, tubos de ar e sistema de drenagem sem limites pelo menos uma vez. No caso de suspensão do sistema que estão sendo usados??, verifique se estão bem e devidamente montados.
    5. Diversos
    Isto é tudo o que um sistema hidropônico pode oferecer a uma planta: oxigenação e nutrientes, mas um vegetal geralmente requer mais do que isso. É também exigida uma boa temperatura, umidade e luz solar para que a planta cresça bem.
    Componentes extras, como umidificadores, luzes hidropônicas, sistemas de refrigeração e assim por diante, não são partes de um sistema hidropônico, como procedimento. A adição destes componentes ao sistema não só é muito necessária, mas benéfica também.
    Redação CicloVivo

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    terça-feira, 15 de julho de 2014

    SECRETARIA DE ESTADO DO AMBIENTE REMOVE DEZ TONELADAS DE LIXO DO RIO DA PRATA EM MUTIRÃO DE LIMPEZA

     25/06/2014 -  Steven McCane
    Cachoeira utilizada por frequentadores de religiões de matriz africana contará com monitores ambientais para orientar sobre o descarte correto de resíduos de oferendas

    A Secretaria de Estado do Ambiente (SEA) promoveu nesta quarta-feira (25/6) o primeiro mutirão de limpeza na cachoeira do Rio da Prata, em Campo Grande, Zona Oeste. A ação realizada em parceria com a Comlurb removeu dez toneladas de resíduos de oferendas, como vasos de barro e resíduos orgânicos que poluíam o local. Cerca de 50 voluntários entre praticantes de religiões de matriz africana, garis e moradores participaram da limpeza ao redor do rio.

    “A ação de hoje servirá para preparar o local para futuras oficinas de educação ambiental. Vamos formar monitores ambientais ligados a essas religiões que atuarão na orientação dos frequentadores do local. A ideia é que o espaço receba composteira para receber os restos orgânicos de oferendas, no mesmo molde do trabalho realizado no Espaço Sagrado Curva do S. Já estamos identificando novas cachoeiras do Estado do Rio para atuar”, explicou a articuladora do projeto Ambiente em Ação da SEA, Bianca Pires.

    A atividade que conta com apoio da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) foi o primeiro passo para iniciar ações de educação ambiental nessa área, a exemplo do que é feito na Curva do S, na Floresta da Tijuca com o plantio de espécies nativas e criação de locais apropriados para receber velas e imagens de santos. As ações visam à promoção das práticas religiosas de forma sustentável, respeitando o meio ambiente.

    Integrantes da SEA e de grupos religiosos identificaram ao longo da atividade árvores queimadas por rituais com a utilização de velas, além do rio poluído por detritos de oferendas. O lixo recolhido foi levado por garis da Comlurb para receber a destinação correta.

    “Isso aqui fica uma imundice. Tento fazer minha parte limpando o local e avisando os visitantes sobre não deixar restos de oferendas como carcaças de animais, mas nem sempre me ouvem, e o movimento é de dia e noite. Precisamos desse apoio do Estado”, disse o morador Jorge Luis da Silva.

    segunda-feira, 14 de julho de 2014

    Dinamarqueses criam freezer subterrâneo que não usa energia elétrica

    Dinamarqueses criam freezer subterrâneo que não usa energia elétrica


    Os dinamarqueses da empresa Mors by hand decidiram aproveitar uma técnica do passado para criar uma máquina sustentável. Apelidado de eCool, o sistema é uma espécie de freezer subterrâneo que não utiliza energia elétrica.
    A lógica usada pelos criadores é simples: aproveitar a refrigeração natural da terra para manter as bebidas sempre frescas. Cavar buracos para guardar latinhas é uma alternativa usada há muitos anos. No entanto, o que os dinamarqueses fizeram foi melhorar essa ideia e torná-la mais eficiente e prática.
    O eCool possui 113 centímetros de altura. Boa parte disso fica escondida sob o solo. O freezer tem capacidade para armazenar até 24 latinhas e, uma vez instalado, ele não precisa mais ser retirado do chão. Para carregar basta inserir as latinhas, que já ficam empilhadas na posição ideal. Depois, na hora de usar, o único esforço a ser feito é girar uma manivela, até que a latinha chegue à superfície.
    O equipamento está disponível para compra através do site da empresa e custa US$ 349. Os fabricantes garantem que existem modelos convencionais mais baratos, mas lembram que é necessário pensar na economia em longo prazo, já que o eCool não gasta nada em eletricidade e praticamente não tem manutenção.
    Matéria originalmente publicada no portal CicloVivo

    Itamaraty lança processo de consulta sobre contribuição brasileira para o novo acordo climático global

    Itamaraty lança processo de consulta sobre contribuição brasileira para o novo acordo climático globalTasso Azevedo - 02/06/2014 

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    Itamaraty acaba de dar o pontapé inicial no processo de consulta sobre as contribuições que o Brasil oferecerá para o esforço global de reduzir emissões de gases de efeito estufa (GEE) de forma a limitar o aumento da temperatura global em 2ºC.
    Para que seja possível se chegar ao acordo global sobre mudanças climáticas na COP21, a ser realizada em Paris em dezembro de 2015, uma série de marcos estão previstos para construir o acordo. Um dos principais é o envio para o Secretariado da Convenção de Mudanças Climáticas, até 31 de março de 2015, das contribuições nacionalmente definidas de cada país. Assim, será possível avaliar o quão distante a soma dos esforços estará da necessidade de redução de emissões necessárias para o cenários de 2ºC.
    O processo de consulta, cuja chamada se encontra na íntegra abaixo, envolve duas etapas:
    1. Será realizada pela internet onde os interessados podem responder ao questionário orientador e enviar suas contribuições de forma livre até o dia 18/7 próximo;
    2. Esta fase terá inicio no dia 18/8 com a publicação do relatório das contribuições da primeira fase e a realização e uma série de consultas presenciais durante o mês de setembro. As contribuições pela internet poderão ainda ser enviadas até o dia 17/11/2015.
    É curioso que a publicação do relatório final das consultas aconteça apenas em 17/4/2015, portanto, depois do prazo final para envio das contribuições brasileiras para a UNFCCC. Fato que precisa ser revista. De qualquer forma, trata-se de uma ótima iniciativa do Itamaraty.
    Abaixo estão reproduzidos o calendário completo do processo de consulta e a íntegra da convocatória do Itamaraty. O documento de contexto preparado pelo Itamaraty pode ser visualizado em seu site.
    tabela-560
    Prezados,
    Como é de seu conhecimento, estão em andamento negociações no âmbito da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC) de um novo acordo sob a Convenção, que entrará em vigor a partir de 2020. Nesse contexto, a 19ª Conferência das Partes na UNFCCC (COP-19, realizada em Varsóvia, Polônia) instou as Partes a iniciar ou intensificar as preparações domésticas de suas pretendidas “contribuições nacionalmente determinadas” ao novo acordo e a comunicá-las antes da COP-21.
    As “contribuições nacionalmente determinadas” representam o pretendido aporte de cada país ao esforço global de combate à mudança do clima e deverão ter papel central na implementação do novo acordo sob a Convenção. Com o objetivo de subsidiar o processo de preparação da “contribuição nacionalmente determinada” que o Brasil levará à mesa de negociações, o Ministério das Relações Exteriores está coordenando uma consulta à sociedade civil brasileira, de forma a ampliar a transparência da preparação nacional e dar oportunidade a que todos os setores interessados participem e opinem.
    A consulta será realizada em duas fases. A primeira fase será de consultas abertas, por meio eletrônico, sobre quais devem ser os elementos principais da contribuição brasileira, utilizando um questionário orientador. Com base nos aportes recebidos durante a primeira fase, será elaborado um relatório preliminar com indicação de possíveis opções de modalidades para a contribuição nacional brasileira. Na segunda fase, esse documento será submetido a novas consultas, por meio eletrônico e reuniões presenciais, para maior detalhamento de cada opção apresentada. A versão final do relatório subsidiará o processo de tomada de decisão, pelo Governo Federal, sobre a contribuição nacional que o Brasil apresentará nas negociações do novo acordo sob a Convenção.
    Para participar, visite a página do processo de consulta.
    Agradeceria a gentileza de divulgar esta mensagem e este link junto a colegas e entidades com interesse no tema.
    Cordiais saudações,Everton Frask LuceroDivisão de Clima, Ozônio e Segurança Química Ministério das Relações Exteriores
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    Foto: M.J.Ambriola/Creative Commons

    Oito propostas para restaurar e proteger o oceano



    Oito propostas para restaurar e proteger o oceano

    06/2014   -   Autor: Fernanda B. Müller   -   Fonte: Instituto CarbonoBrasil

    Pesquisadores e personalidades da iniciativa privada e do setor público afirmam que é urgente um pacote de medidas para reverter a degradação do alto-mar


    A Comissão Global dos Oceanos (CGO), uma iniciativa do Pew Charitable Trusts, que reúne ex-chefes de Estado, ministros, líderes empresariais e ONGs, lançou um relatório que pretende ser um plano de resgate para o oceano nos próximos cinco anos.

    Cronicamente desvalorizado e mal gerenciado, o alto-mar, equivalente a 64% da superfície total do oceano, possui menos de 1% da sua superfície em áreas protegidas.

    A Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (CNUDM), a única que versa sobre a região, foi negociada em uma época que o alto-mar era inacessível, aponta o relatório. Mas hoje não existem mais áreas remotas para a pesca industrial e para a exploração de petróleo, gás e minerais.

    Considerando todos esses fatores, a CGO chegou à conclusão de que é urgente um pacote integrado de resgate que, ao ser aplicado integralmente, resulte na restauração do oceano.

    “Um oceano saudável é essencial para o nosso bem-estar, e precisamos reverter a sua degradação. A menos que viremos a maré de declínio do oceano dentro de cinco anos, a comunidade internacional deveria considerar transformar o alto-mar em uma zona de regeneração restrita até que a sua condição seja restaurada”, alertou José Maria Figueres, co-presidente da CGO e ex-presidente da Costa Rica.

    A proposta da CGO lida especificamente com a fraqueza da governança, a ausência de equidade e sustentabilidade no uso dos recursos em alto-mar e a novas pressões que precisam ser conhecidas antes que danos sejam causados.

    Em cada caso, a CGO avaliou o que funciona e se inspirou para construir um pacote de resgate contendo oito medidas:

    1. 
    Uma meta de desenvolvimento sustentável da Organização das Nações Unidas para o Oceano, colocando o oceano saudável e vivo no coração do desenvolvimento com vistas a reverter a degradação e conduzir o sistema global para a sua governança.

    Os elementos que comporiam essa medida seriam a garantia de que todos os estoques de peixes estão sendo explorados de forma sustentável; a proteção de áreas marinhas vulneráveis; a redução da perda da biodiversidade; eliminar a pesca ilegal; e reduzir em 50% a quantidade de resíduos plásticos no ambiente marinho.

    2.
     Promoção do cuidado e recuperação através da governança do alto-mar. Entre os elementos dessa proposta estariam o fortalecimento da CNUDM; avaliações regulares e independentes dos Acordos sobre os Estoques de Peixes da ONU; Criação de Organizações Regionais para a Gestão do Oceano; entre outros.

    3. Fim da sobrepesca e dos subsídios financeiros danosos ao alto-mar. A CGO pede que os membros da Organização Mundial do Comércio urgentemente adotem três passos: transparência integral dos subsídios à pesca; classificação dos mesmos visando identificar e distinguir aqueles que são prejudiciais; imediatamente limitar e então acabar com os subsídios para combustíveis utilizados na pesca em alto-mar nos próximos cinco anos.

    Mesmo com as capturas diminuindo cada vez mais, o esforço pesqueiro não para de aumentar, especialmente impulsionado por grandes países desenvolvidos que dão subsídios para que a frota pesqueira possa atuar no alto-mar e isso ainda ser rentável. Japão, China, União Europeia e Estados Unidos são os que mais gastam neste sentido, aponta o relatório.

    Além dos prejuízos ecológicos, esses subsídios também se tornam um fator competitivo desvantajoso para os pescadores artesanais.

    A frota pesqueira mundial atualmente é 2,5 vezes maior do que é necessário para que as capturas sejam sustentáveis, levando a uma perigosa depleção dos estoques pesqueiros.

    4. 
    Acabar com a pesca ilegal, desregulada e não reportada em alto-mar – estimada em US$ 1,25 bilhão anuais –, que tem impactos ecológicos, econômicos e sociais negativos, além de afetar desproporcionalmente os países em desenvolvimento.

    Para tal, a probabilidade de punição precisa aumentar e o acesso aos mercados precisa ser extinguido. Assim, esse quesito exige alto grau de cooperação e compromissos internacionais.

    5. 
    Manter os plásticos fora do oceano, o que exige ações coordenadas dos governos, setor privado e sociedade civil para eliminar as variadas fontes desse resíduo.

    Incentivar a reciclagem, a logística reversa, metas de redução, a melhoria da gestão, a conscientização do consumidor, a proibição de sacolas descartáveis, entre outros, são medidas sugeridas. Apesar de 80% dos resíduos encontrados no mar virem do continente, lidar com o descarte e perda de equipamentos de pesca, especialmente dos FADs (Fish Aggregating Device), é essencial, aponta o relatório.

    O PNUMA estima que 15% dos resíduos flutuem, 15% fiquem na coluna d’água (faixa intermediária entre a superfície e o fundo) e 70% se depositem no leito marinho.

    6. 
    Estabelecer padrões internacionais de segurança e responsabilização que sejam compulsórios para a exploração de petróleo e gás. Os potenciais impactos dessa atividade incluem a perturbação da vida marinha durante a fase de avaliações sísmicas, emissões de CO2 e CH4 e poluição, e mesmo assim as leis e as capacidades técnicas nacionais variam muito. A perfuração dos poços iniciou na década de 1970 com profundidades de 300 metros, mas hoje já alcança mais de três mil metros.

    7. Para monitorar o progresso em direção a um oceano mais saudável, é sugerida a criação de um comitê de responsabilização pelo oceano global. Independente, esse órgão monitoraria e avaliaria os avanços das propostas feitas pela CGO.

    8. 
    Criar uma Zona de Regeneração em Alto-Mar, fechando a região completamente para a pesca. O relatório indica que isso teria um alto impacto ambiental positivo, pequeno custo e imensos benefícios econômicos, afetando uma pequena fatia da indústria global da pesca, já que apenas 1% das espécies de peixes é capturado exclusivamente em alto-mar.

    “Estamos convencidos de que as nossas propostas, se implementadas, reverteriam o ciclo de degradação. Mas existe um longo histórico de boas propostas não sendo implementadas. Se isso acontecer, e o resultado for o contínuo declínio do alto-mar, os impactos recairão em todo o oceano, nas pessoas e nos sistemas ao redor do planeta”, alerta a CGO.

    Quase três quartos do planeta são cobertos pelo oceano, compreendendo 1,3 bilhão de Km3 e sendo o maior ecossistema único do mundo, com um papel central no suporte à vida na Terra.

    “É a grande bomba biológica no coração da regulação atmosférica e térmica e o condutor dos ciclos da água e dos nutrientes”, ressalta o relatório. “Estima-se que o alto-mar seja responsável por quase metade da produtividade biológica de todo o oceano. Globalmente, o oceano produz quase a metade do oxigênio que respiramos e absorve mais de um quarto do dióxido de carbono que emitimos.”

    Um novo estudo da CGO, o primeiro a avaliar os serviços ecossistêmicos (SEs) em alto-mar, revelou que a vida presente em suas águas estoca 500 milhões de toneladas de carbono absorvido da atmosfera todos os anos. São identificados 15 SEs que têm valor direto para os seres humanos.

    O estudo calculou um valor econômico para o sequestro de carbono em alto mar entre US$ 74 e US$ 222 bilhões anuais.

    Além disso, “mais de 90% do calor apreendido no sistema terrestre devido às emissões de gases do efeito estufa é estocado no oceano, fornecendo um ‘buffer’ contra os impactos das mudanças climáticas no continente, mas isso tem consequências alarmantes para a vida marinha e é, talvez, o maior desastre ambiental já visto nos nossos tempos”, alerta a CGO.

    “Sem governança adequada, uma minoria continuará a abusar da liberdade do alto-mar, a pilhar as riquezas que existem abaixo das ondas, levando mais do que o justo, e se beneficiando às custas do restante de nós, especialmente os mais pobres”, comentou Trevor Manuel, co-presidente da Comissão e ex-ministro da África do Sul.

    domingo, 13 de julho de 2014

    Ibama anuncia queda de 24% nos alertas de desmatamento na Amazônia



    Ibama anuncia queda de 24% nos alertas de desmatamento na Amazônia

    06/2014     -   Fonte: Ascom/Ibama


    http://www.ibama.gov.br/images/noticias_ambientais/junho2014/09%20-%20coletiva%20dados%20desmatamento.jpgO Ibama divulgou na manhã da sexta-feira, 20, os dados consolidados do Sistema de Detecção do Desmatamento na Amazônia Legal em Tempo Real (Deter), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), que indicaram queda de 24% nos alertas de desmatamento no período de agosto de 2013 a maio de 2014.

    Os números da fiscalização, resultado da Operação Onda Verde para o mesmo período avaliado, confirmam a atuação forte do Ibama: no total, foram 131 mil hectares de áreas embargadas nos nove estados da Amazônia Legal, cerca de R$ 1,2 bilhão em multas aplicadas, 99 tratores apreendidos, 44 caminhões, 90 motoserras, 23 armas de fogo, aproximadamente 3.600 metros cúbicos de madeira serrada e cerca de 27 mil, de madeira em tora.

    Os estados de Mato Grosso e Pará, historicamente os maiores desmatadores, registraram também as maiores quedas nos índices consolidados de alertas do Deter. Segundo o diretor de proteção ambiental, Luciano Evaristo, O Pará tem sido um estado com maior atenção por parte do Ibama. “Nós estamos em uma verdadeira guerra porque o principal desmatador do Pará são os grileiros que montam acampamentos separados para dificultar a atuação do Ibama, porém nós estamos preparados e com estratégias traçadas para coibir o desmatamento ilegal,” afirma.

    Com a adoção de medidas de inteligência e ações integradas, o Ibama, em conjunto com a Força Nacional, vem utilizando bases móveis como estratégia de combate e a descapitalização dos ilegais como forma de coibir a retomada do desmatamento.

    Veja os dados mais recentes do DETER

    Foto: Ricardo Maia - Ascom/Ibama

    PNUMA lança iniciativa de informação para o consumo sustentável
     julho de 2014
     
    Producao Sustentavel

    Programa quer esclarecer consumidores sobre o impacto de suas escolhas

    Nova York, 1 de julho de 2014 – Uma iniciativa global apresentada pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) vai aproveitar o poder dos consumidores bem informados para tornar o mundo mais eficiente em termos de recursos. O Programa de Informação do Consumidor (CIP na sigla em inglês) do Programa-Quadro de 10 anos para Consumo e Produção Sustentáveis (10YFP, também em inglês) vai fornecer informações aos consumidores sobre os impactos ambientais e sociais dos produtos que consomem.

    O CIP será liderado pelos governos da Alemanha e Indonésia, juntamente com a organização Consumers International, com apoio do PNUMA, que abriga o secretariado do 10YFP. O programa vai auxiliar governos, entidades certificadoras, empresas e ONGs em seus esforços para oferecer informações precisas e confiáveis ​​sobre o impacto de um produto no planeta.

    O trabalho inclui revisar ferramentas de informação e sistemas, tais como normas voluntárias, rotulagem ambiental e abordagens de marketing, com o objetivo de reforçar a sua eficácia com a padronização de dados e critérios. Além disso, irá explorar novos canais de comunicação para alcançar os consumidores.

    Os objetivos são:

    1) Melhorar o acesso e a qualidade de informação para o consumidor;
    2) Impulsionar governos e setor privado a apoiar melhores práticas em relação à informação ao consumidor;
    3) Melhorar a comunicação para promover a mudança comportamental e assegurar a transição entre estar informado e agir de forma consciente.

    "Consumo e produção sustentáveis ​​significam fazer mais e melhor com menos", define Achim Steiner, subsecretário geral das Nações Unidas e diretor executivo do PNUMA. "O CIP da 10YFP é um passo importante em direção a esse objetivo, uma vez que irá informar os consumidores em todo o mundo sobre como suas escolhas podem impulsionar o consumo sustentável. O programa também apoiará governos e empresas a cooperarem para a produção sustentável."

    A demanda por bens e serviços sustentáveis ​​é crescente, e continua a aumentar – o número de selos para certificação ambiental cresce a cada ano, e chega a 400 atualmente. Ainda assim, consumidores muitas vezes são mal informados sobre produtos e práticas sustentáveis, o que atrapalha na decisão adequada.

    A escolha por produtos sustentáveis ​​ pode resultar em uma economia substancial, mas os consumidores necessitam ter informações claras. Pesquisas mostram que a proliferação de informações de sustentabilidade deixa os consumidores confusos, resultando em uma mudança de interesse para ceticismo.

    O CIP será uma plataforma global para difundir políticas relevantes, estratégias, projetos e parcerias. Também incentivará a cooperação em diferentes setores para harmonizar e esclarecer informações de sustentabilidade. O programa vai produzir análises de produtos ao longo do seu ciclo de vida, desde a extração dos recursos até o descarte.

    Para mais informações sobre o 10YFP, visitewww.unep.org/10yfp.

    O release completo, em inglês, está disponível aqui.
    Relatório anual do PNUMA está disponível nos seis idiomas oficiais da ONU
    20 de junho de 2014
    por www.pnuma.org.br
     
    Annual Report

    Publicação pode ser acessada online e por aplicativos móveis

    Nairóbi, 20 de junho de 2014 - O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) lança seu Relatório Anual de 2013 nas seis línguas oficiais da ONU. O relatório centra-se sobre as realizações do PNUMA em áreas-chave de foco: substâncias nocivas e resíduos perigosos; mudanças climáticas; manejo de ecossistemas; governança ambiental; desastres e conflitos; eficiência dos recursos e consumo e produção sustentáveis.

    Segundo o subsecretário-General das Nações Unidas e diretor executivo do PNUMA, Achim Steiner, ainda que haja muito a se fazer “estes esforços transformadores demonstram que atualmente há uma vontade clara de mudar a maneira como a humanidade maneja o meio ambiente, algo fomentado pelo PNUMA há várias décadas. Estas iniciativas demonstram que o mundo compreende que embarcamos numa viagem que requer o esforço de todos. Fica o convite para que todas as organizações interessadas se somem a nós para que avancemos mais rapidamente a um futuro realmente mais sustentável”.

    Em “Substâncias nocivas e resíduos perigosos” o relatório destaca a aprovação da Convenção de Minamata sobre Mercúrio - um acordo global, juridicamente vinculante, para reduzir as emissões de mercúrio e a primeira nova convenção global sobre ambiente e saúde por quase uma década. Nesta temática, o relatório também aborda o trabalho do PNUMA na redução do teor de chumbo de combustíveis e pintura e no combate às substâncias que destroem o ozônio, como hidroclorofuorocarbonos e brometo de metilo.

    Em “Mudanças Climáticas”, o relatório destaca os resultados do Emissions Gap Report 201 - que detalha a diferença entre as emissões globais atuais e a redução necessária para permanecer no caminho certo para atingir a meta de aquecimento global de 2ºC – e o Africa Adaptation Gap Report, que descreve os custos das medidas de adaptação no continente africano sob vários cenários de aquecimento global. Também enfoca a abertura do Climate Technology Centre and Network (CTCN) e a adopção da Redução das Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal (REDD) em países em desenvolvimento, bem como o trabalho da organização em matéria de adaptação, energia e resiliência.

    O relatório descreve o trabalho do PNUMA na área de “Manejo de ecossistemas”, em particular no que diz respeito ao capital natural, pagamentos por serviços ambientais e do ambiente marinho. Os esforços do PNUMA e parceiros em incorporar o valor da natureza em políticas econômicas e de desenvolvimento também estão em destaque. Ao longo do ano, a Plataforma intergovernamental científico-normativa sobre diversidade biológica e serviços dos ecossistemas (IPBES), apoiada pelo PNUMA e com 118 Estados membros, estabeleceu um ambicioso programa de trabalho de cinco anos. No âmbito do organismo, também foi acordado que fossem desenvolvidos um conjunto de avaliações rápidas sobre polinização e produção de alimentos, degradação da terra e espécies invasoras.

    Em “Governança ambiental” o relatório inclui esforços de capacitação do PNUMA para melhorar a implementação dos Acordos Ambientais Multilaterais (MEI); a nova Poverty-Environment Initiative (PEI); e vários esforços de combate ao comércio ilegal de animais silvestres.

    Também em 2013, o Conselho Administrativo do PNUMA se reuniu pela primeira vez sob a adesão universal, seguindo resolução da Assembleia Geral da ONU que pedia uma atualização significativa para a organização. Atividades para aproximar a ciência de políticos e do público em geral também são detalhados, incluindo o lançamento do UNEP Live, uma nova plataforma digital para coletar, processar e compartilhar o melhor da ciência e pesquisa ambiental do mundo.

    Na área de “Eficiência de Recursos”, iniciativas de economia verde são apresentados no Relatório, incluindo a Parceria de Ação sobre a Economia Verde (PAGE), a Iniciativa UNEP FI, os Edifícios Sustentáveis ​​e a Iniciativa Climática.

    O Relatório está disponível para visualização online no link: www.unep.org/annualreport/2013/. Também pode ser acessado através da Apple Store e da Play Store.

    sábado, 12 de julho de 2014

    Ações na Mata Atlântica vão salvar onça-pintada da extinção



    Ações na Mata Atlântica vão salvar onça-pintada da extinção

    06/2014   -   Autor: Luciene de Assis   -   Fonte: Ascom/MMA

    Ibama, ICMBio e Polícia Federal formam força-tarefa para preservar o animal


    A onça-pintada (Panthera onça Linnaeus), um mamífero que pode atingir até 2,41 metros e pesar 158 quilos, está ameaçada de desaparecer da Mata Atlântica devido à caça predatória e à perda e degradação de seu habitat. Existem no bioma, entre o Espírito Santo e o Iguaçu, no Sul do Brasil, menos de 200 animais, fato que motivou a aprovação do Plano de Ação Nacional para Conservação da Onça-pintada, o PAN Onça-pintada, pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), conforme a Portaria nº 63/2014.

    Para viabilizar essas ações emergenciais, a ministra do Meio Ambiente (MMA), Izabella Teixeira, determinou a criação de uma força tarefa com o objetivo de evitar a extinção do felino. O trabalho de coibir a caça à Panthera-onça e reduzir a vulnerabilidade do animal será coordenado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), com a colaboração do ICMBio, Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal.

    Atualmente, as pequenas populações da onça-pintada, na Mata Atlântica, encontram-se encurraladas e isoladas em pequenas áreas, o que impede sua migração de um local para outro trecho de floresta, sem risco de abate e atropelamento. O PAN Onça-pintada, com prazo de vigência até junho de 2017 e monitoramento anual dos resultados, prevê a realização de estudos para reintrodução de onça no bioma e tentativa de reprodução em cativeiro, processo que envolverá uma série de instituições governamentais, de pesquisa e ONG, sob a coordenação do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros (Cenap).

    Equilíbrio

    Considerado o maior felino das Américas e o único representante atual do gênero Panthera no continente, a onça-pintada é, também, o maior predador das Américas, controla toda a cadeia alimentar e o equilíbrio ecológico dos ambientes onde ocorre. “Se for extinta, as consequências danosas para o homem e o meio ambiente serão incalculáveis”, alerta o responsável pela Coordenação Geral de Manejo para Conservação do ICMBio, Ugo Vercillo.

    Principais ameaças

    A Mata Atlântica está localizada em regiões densamente povoadas, o que vem provocando, ao longo dos anos, a degradação da maior parte da sua floresta nativa. A vegetação remanescente é, hoje, conservada em pequenos fragmentos, principalmente no interior de unidades de conservação. A perda e a degradação do hábitat é uma das ameaças mais sérias enfrentadas pela espécie, influenciando negativamente na qualidade e capacidade de suporte do ambiente.

    A destruição da vegetação impede a reprodução de outros animais, que servem de alimentos para a onça-pintada. Além dos problemas relacionados aos habitats, a onça costuma ser perseguida pelo homem, porque ameaça as criações domésticas.

    Ocorrência

    De hábitos predominantemente noturnos, essa espécie de onça também é encontrada na Amazônia, Caatinga, Cerrado, Pantanal e, ainda, do sul dos Estados Unidos ao centro-oeste da América do Sul (Colômbia e Equador), Peru e Bolívia (leste dos Andes), por todo o Paraguai e no norte da Argentina. Seu alimento preferido são os porcos-do-mato (queixadas e catetos), antas e capivaras.

    Na Mata Atlântica, as onças-pintadas estão, praticamente, restritas às unidades de conservação, sendo que a área de ocupação é 30.382 quilômetros quadrados. Trata-se de um animal solitário, sendo que a interação entre machos e fêmeas ocorre apenas durante o acasalamento. A gestação varia de 90 a 100 dias, podendo nascer até quatro filhotes, mas a média é de dois filhotes por gestação.

    Crédito da imagem: André Pessoa

    NASA: Maio foi recorde de calor e 2014 pode ser o ano mais quente já registrado



    NASA: Maio foi recorde de calor e 2014 pode ser o ano mais quente já registrado

    20/06/2014   -   Autor: Fabiano Ávila   -   Fonte: Instituto CarbonoBrasil


    A Agência Espacial norte-americana (NASA) divulgou nesta quarta-feira (18) que a temperatura global em maio de 2014 ficou 0,76oC acima da média histórica para o mês, fazendo deste o maio mais quente desde 1880, quando começaram as medições. Além disso, segundo a NASA, se a tendência de altas temperaturas vista nos primeiros cinco meses deste ano continuar, 2014 será o ano mais quente já registrado.
     A Agência Meteorológica do Japão, que utiliza métodos diferentes para calcular as temperaturas médias, também chegou à mesma conclusão: maio de 2014 foi o mais quente maio já visto, e 2014 está se encaminhando para ser um recorde.
    A NASA afirma que temperaturas acima da média foram registradas em maio na Europa, Ásia Central, Rússia, Austrália, África do Sul, Brasil, Canadá e na Costa Oeste dos Estados Unidos.
    Um fator que deve contribuir para que o calor aumente ainda mais no decorrer de 2014 é o El Niño. Apesar de ainda não estar confirmado, são fortes as indicações de que o fenômeno irá acontecer.
    “Maio de 2014 não foi oficialmente um mês sob o El Niño, mas há sinais de que o fenômeno está se formando na costa da América do Sul. Mesmo se esse El Niño não for muito forte, sua presença bastaria para elevar ainda mais as temperaturas”, afirmou John Christy, da Universidade do Alabama, ao portal ReportingClimateScience.
    Segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM), a NASA e a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA), 13 dos 14 anos com as maiores temperaturas médias aconteceram no século XXI. Se seguir na atual tendência, 2014 deve superar 2010 como o ano mais quente desde 1880.

    sexta-feira, 11 de julho de 2014

    Regulamentação do patrimônio genético deve ir ao Congresso nesta semana



    Regulamentação do patrimônio genético deve ir ao Congresso nesta semana

    23/06/2014   -   Autor: Luciene de Assis   -   Fonte: Ascom/MMA


    A Casa Civil da Presidência da República deve encaminhar nesta semana ao Congresso Nacional proposta de projeto de lei, em regime de urgência, que dispõe sobre o acesso ao patrimônio genético, à proteção e ao conhecimento tradicional associado, e à repartição de benefícios para conservação e uso sustentável da biodiversidade brasileira.

    Os parlamentares terão 90 dias, descontado o período de recesso, para apreciar e votar o anteprojeto, elaborado pelas áreas técnicas dos Ministérios do Meio Ambiente (MMA), do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), e da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), destinado a regulamentar dispositivo da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB) das Nações Unidas.

    “Esperamos iniciar o ano de 2015 já com essa questão resolvida”, declarou a ministra Izabella Teixeira. Segundo ela, a nova lei traz salvaguardas jurídicas, eliminando a insegurança existente nas regras atuais, e representará um salto de qualidade, no que se refere à pesquisa e à repartição de benefícios. Uma das preocupações do governo, explicitadas no PL, é facilitar a concessão de patentes, já que, atualmente, existem 13 mil pedidos relacionados ao uso do patrimônio genético esperando por solução no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI).

    Preocupação

    A versão de PL prevê que a repartição de benefícios incidirá apenas sobre o produto final que resultar da pesquisa (e não mais sobre a pesquisa, como é hoje). Caso gere retorno econômico, 1% da receita líquida (descontados custos e despesas) será distribuída com as comunidades.

    A nova lei permitirá conhecer a biodiversidade para protegê-la; estimular o acesso à pesquisa, ao desenvolvimento e à inovação; valorizar o conhecimento tradicional de extrativistas, povos indígenas e comunidades tradicionais, inclusive quilombolas; promover e fomentar a bioindústria e a competitividade do setor produtivo, além de descriminalizar a pesquisa científica; reconhecer a excelência de instituições científicas; e focar na rastreabilidade, com o objetivo primordial de combater a biopirataria.

    A partir do novo marco legal, os interessados em realizar pesquisas precisarão apenas preencher uma declaração eletrônica, dispensando-se as autorizações de acesso, exigidas hoje. As regras de regularização e de transição entre as normas atuais e o novo marco legal terão por base termos de ajustamento de conduta.

    Rentabilidade

    Para o ministro do MDIC, Mauro Borges, a transformação da proposta em lei permitirá saber qual será o impacto econômico positivo provocado pela repartição de benefícios. “Acredito que a escala de investimentos das indústrias farmacêutica, de cosméticos e a química, setores que representam 25% da indústria da transformação, girará entre R$ 20 bilhões e R$ 30 bilhões”, estimou Borges, exemplificando como pode ser rentável a repartição de benefícios para as comunidades que participarem do desenvolvimento de produtos decorrentes do uso do patrimônio genético e dos conhecimentos tradicionais associados.

    No que se refere ao estímulo à pesquisa, o ministro do MCTI, Clélio Campolina, defende: “Não há futuro sem investimento em educação, ciência e tecnologia, pois quem lidera o conhecimento, lidera o desenvolvimento”. A proposta de lei do governo federal inclui estimular a pesquisa, o desenvolvimento e a inovação; assegurar a repartição de benefícios com regras claras e consistentes; criar política e instituir o Fundo Nacional de Repartição de Benefícios, com participação de indígenas e comunidades tradicionais, fomentando a bioindústria.