terça-feira, 27 de agosto de 2013

Temperaturas no Brasil podem subir 6°C até o fim do século

Temperaturas no Brasil podem subir 6°C até o fim do século.


Um estudo nacional elaborado por 345 pesquisadores apontou que a temperatura média no Brasil vai aumentar entre 3°C e 6°C até o fim do século. O relatório, que analisou detalhadamente cada região do país, revela que o norte e o nordeste vão enfrentar mais períodos de seca, enquanto, no sudeste e na região sul, o aumento das precipitações deverá colaborar para a ocorrência de mais enchentes.
Os dados também consideram os locais em que são registrados os maiores índices de emissões de gases poluentes na atmosfera, e fazem parte do primeiro relatório de avaliação nacional do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas, que deverá ser divulgado na íntegra apenas em setembro. O estudo foi compilado por pesquisadores de diversas áreas.
Para elaborar o documento, especialistas se dividiram em três grupos e analisaram os biomas de cada região. Assim, concluíram que o cenário será de secas na Caatinga e na Amazônia, devido à redução das chuvas em 40% nestas áreas. Já nos pampas e na Mata Atlântica, as precipitações serão até 30% mais frequentes.
Produzido em etapas, o estudo levou em conta uma série de pesquisas científicas publicadas desde 2007: o primeiro grupo considerou os dados sobre as mudanças climáticas no Brasil, o segundo analisou os impactos no meio ambiente e o terceiro grupo pesquisou as formas de mitigação de gases efeito-estufa no país.
O estudo foi elaborado nos mesmos padrões do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas), grupo da ONU que faz as avaliações sobre alterações do clima em escala global. O relatório é um dos primeiros a utilizar regras globais para detalhar o cenário climático exclusivamente brasileiro até 2100.
Por Gabriel Felix – Redação CicloVivo

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Leopardo-nebuloso é declarado extinto em Taiwan

Leopardo-nebuloso é declarado extinto em Taiwan
14 de Agosto de 2013 • Atualizado às 14h13


O animal já é procurado na região há 13 anos. A destruição de seu habitat é a principal razão de seu desaparecimento.
Pesquisadores do Taiwan e dos Estados Unidos há 13 anos procuram a subespécie de leopardo-nebuloso (Neofelis nebulosa brachyura) nas florestas taiwanesas. Sem sucesso, declararam sua extinção. O fato é desanimador, uma vez que o animal era endêmico.
Apesar de tantos anos de procura, a equipe de pesquisadores esperava encontrar o felino em reservas florestais de Dawushan, Yushan e no Parque Nacional Taroko. Entretanto, o único leopardo-nebuloso que existe na ilha, comprovadamente, é o exemplar empalhado do Museu Nacional de Taiwan.
Em declaração ao jornal local Taipei Times, a zoologista Chiang Po-jen se mostrou ainda com esperanças. “Há uma pequena chance de o leopardo-nebuloso ainda existir em Taiwan. Podem existir alguns animais, mas não acreditamos que existam em número significativo”, afirmou.
Durante a busca, foram instaladas cerca de 1.500 câmeras infra-vermelhas e armadilhas na região, mas, mesmo assim, a equipe não encontrou vestígios da existência do bicho.
Há dois anos, o Instituto de Conservação Biológica de Smithsonian, em Virgínia, nos Estados Unidos, apresentou dois filhotes de leopardo-nebuloso. Na época, a instituição alertou que a espécie era ameaçada de extinção devido à destruição de seu habitat, causada pelo desenvolvimento humano. Na pesquisa em questão, além desse fato, os pesquisadores ainda concluem que a caça ilegal explica o desaparecimento desses animais.
Ainda há duas espécies de leopardo-nebuloso, ambas vivem na Ásia e são consideradas vulneráveis à extinção: Neofelis nebulosa e Neofelis diardi. O leopardo-nebuloso era uma subespécie da primeira.Com informações do Globo Rural.
Redação CicloVivo

Lei que proíbe escolas de vender alimentos não saudáveis é aprovada

Lei que proíbe escolas de vender alimentos não saudáveis é aprovada
16 de Agosto de 2013 • Atualizado às 10h50



As cantinas instaladas nas escolas de ensino básico serão proibidas de vender bebidas com baixo teor nutricional ou alimentos com quantidades elevadas de açúcar, de gordura saturada, de gordura trans ou sódio.
A decisão foi tomada na última quarta-feira (14) no Senado, mas ainda depende da aprovação dos deputados e do Palácio do Planalto para valer como lei. Há quase oito anos, os parlamentares discutem o projeto de lei que estabelece formas de garantir uma alimentação mais saudável nas escolas.
Com a aprovação do texto final na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), a relatora do projeto, senadora Angela Portela (PT- RR), destacou que a medida vai permitir que outros alimentos sejam incluídos na lista de restrições pelas autoridades sanitárias. A parlamentar lembrou que a atual legislação não tem sido suficiente para garantir uma alimentação adequada nas escolas. “Os estabelecimentos poderiam deixar de vender aqueles produtos apenas quando necessitassem renovar seu alvará, voltando a vendê-los após terem concluído esse trâmite”.
Angela Portela (PT- RR) disse que a aprovação do projeto vai permitir que essas iniciativas ganhem mais força e dimensão no país, já que definem  normas gerais para esse comércio. Segundo ela, a decisão vai “balizar, ampliar e uniformizar as medidas governamentais a serem tomadas, notadamente sob o ponto de vista sanitário: as restrições ao uso na merenda e a venda de determinados produtos considerados não saudáveis em cantinas escolares, além de ações de educação nutricional e sanitária”.
Em alguns estados, a restrição de venda de determinados produtos alimentícios considerados não saudáveis já vinha sendo adotada. Especialistas vêm alertando para as causas de obesidade infantil e doenças crônicas não transmissíveis provocadas por alimentação inadequada das crianças.
O projeto ainda precisa ser analisado e aprovado na Câmara dos Deputados.
Carolina Gonçalves 

CONTADOR DE ÁRVORES DA MATA ATLÂNTICA

Medidor instalado no Jardim Botânico contabiliza avanço do plantio de 32 milhões de mudas no Estado do Rio de Janeiro


O Governo do Estado vem desenvolvendo uma série de iniciativas para que seja cumprido o compromisso olímpico – dos governos federal, estadual e municipal do Rio – de plantar, em princípio, 24 milhões de mudas para compensar as emissões de gases-estufa durante os jogos de 2016.
A evolução dessas ações pode ser acompanhada, por qualquer cidadão, por meio do projeto Contador de Árvores, da Secretaria de Estado do Ambiente (SEA), que mobiliza parcerias, incentiva ações de reflorestamento, monitora, contabiliza e divulga o número total de mudas comprovadamente plantadas.
O Contador de Árvores é uma plataforma digital de fácil acesso que oferece aos visitantes dados detalhados das iniciativas previstas, como quem realizou determinado plantio de mudas, a área do território fluminense em que foi executado e qual a espécie botânica utilizada.
Todos esses e outros dados estão disponíveis no site do projeto 
No entanto, além deste endereço eletrônico, a SEA instalou no Jardim Botânico do Rio de Janeiro uma escultura viva onde foi acoplado um relógio digital que exibe dados dos plantios, servindo também como instrumento de mobilização da sociedade.
Até o momento, cerca de 5,2 milhões de mudas de já foram plantadas, e a expectativa é que até 2016 outras 27 milhões de mudas sejam plantadas – podendo chegar a 32 milhões.
A maior parte das mudas será de espécies de Mata Atlântica. De espécies exóticas, apenas seringueiras serão plantadas em projetos de silvicultura para recuperar regiões já degradadas, como o Noroeste Fluminense – e ainda assim, em meio à Mata Atlântica, para evitar qualquer tipo de monocultura.
Determinada a partir de levantamento preliminar das emissões de gases-estufa dos Jogos Olímpicos elaborado pela empresa de consultoria MGM Innova, a meta de plantio de 24 milhões de mudas até 2016 – e que precisa ser ainda precisada – vem sendo compartilhada entre governos estadual, municipal e federal, e tem contado com o apoio de empresas privadas, proprietários de terra e entidades da sociedade civil.
Obras – como estádios e o Porto Maravilha – e a produção das matérias-primas necessárias – potenciais geradoras de gases de efeito estufa – estão sendo consideradas pelo levantamento da MGM Innova, que deve ser concluído até agosto de 2013.
A contagem correta das emissões só será conhecida no relatório final, após o monitoramento das emissões reais que constarão do inventário das emissões que será realizado e divulgado ao final dos Jogos Olímpicos.
GANHOS AMBIENTAIS
Bioma mais rico em biodiversidade do planeta, a Mata Atlântica cobre atualmente apenas 7% de sua área original no país. Além da perda de espécies da fauna e da flora, a degradação da floresta ameaça o equilíbrio do clima e a produção de água doce na Região Sudeste, onde se concentra a maior parte da população brasileira.
Com o plantio de 24 milhões de mudas, serão recuperadas áreas de preservação permanente (nascentes, margens de rios, encostas íngremes, topo de morros, dentre outras) e corredores de biodiversidade da fauna fluminense.

Além da compensação das emissões de gases-estufa, os plantios resultarão em importantes ganhos ambientais, a partir da redução dos processos erosivos, do assoreamento dos rios, da redução dos efeitos de enchentes e dos riscos do deslizamento de encostas.
IMPACTO ECONÔMICO

A demanda por mudas vem estimulando a cadeia produtiva do setor de reflorestamento e restauração florestal, atraindo a iniciativa privada e oferecendo oportunidades de negócios para pequenos empresários e proprietários de terras.
Segundo o diagnóstico da produção de mudas de espécies nativas (SEA/2010), o Estado do Rio de Janeiro tem um potencial total de aproximadamente 10 milhões de mudas por ano.

Como parte dos esforços do Governo de Estado para multiplicar essa oferta, a SEA fomenta 15 viveiros municipais, nas regiões Norte e Noroeste do Rio de Janeiro. Além disso, o Programa Jogos Limpos prevê o incentivo da produção em viveiros localizados em Unidades de Conservação.

Considerando que os projetos de reflorestamentos demandam o trabalho de manutenção das mudas por, no mínimo, três anos consecutivos, existe a expectativa de geração de até 5.000 empregos verdes, voltados para a produção, o plantio e a manutenção dessas mudas.

O Programa Jogos Limpos prevê ainda o fomento de 2,6 milhões de clones de seringueiras (Hevea brasiliensis), adaptadas as diferentes condições de clima e solo, em parceria com a Empresa de Pesquisa Agropecuária do Estado do Rio de Janeiro (PesagroRio).

No total, haverá o plantio de 5.000 hectares de clones de seringueiras em conjunto com espécies nativas da Mata Atlântica, representando mais uma alternativa de emprego e renda para os proprietários rurais; além de contribuir para o abatimento das emissões de gases de efeito estufa decorrentes dos Jogos Olímpicos.

MAPA DE PLANTIO
Em fase de elaboração, os Planos Municipais de Restauração da Mata Atlântica vão aprofundar o conhecimento sobre o território fluminense, apontando áreas prioritárias para ações de reflorestamento, O plantio das mudas deve acontecer em diversas regiões do Estado do Rio de Janeiro.

Em 2011, o Governo do Estado firmou o Termo de Compromisso Ambiental (TCA) do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) para a restauração florestal da região, com o plantio de 9 milhões de mudas de espécies de Mata Atlântica dentro e no entorno do Comperj.

A área total de restauração é de 4.584 hectares, maior que a área do Parque Nacional da Tijuca (3.953 hectares). Para a produção de mudas, foi implantado no empreendimento um viveiro florestal com capacidade para produzir até 300 mil mudas/ano.
Por meio da articulação institucional com os municípios e demais órgãos públicos, já foram estabelecidos compromissos preliminares visando à disponibilidade de áreas para reflorestamentos nos seguintes locais:
a) Nos Centros Estaduais de Pesquisa da Pesagro-Rio nos municípios de Silva Jardim, Nova Friburgo, Paty do Alferes, Campos, Itaocara, Macaé, Quissamã e Seropédica;
b) Em Deodoro, na Zona Oeste da Cidade do Rio de Janeiro, junto à 1ª. Divisão do Exército;
c) Áreas degradadas no interior de Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN) que tiverem aval de seus proprietários.
Visando a ampliar a oferta de áreas potenciais para restauração florestal, a SEA e o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) vêm dialogando com proprietários rurais interessados na restauração de suas propriedades, para se adequar aos parâmetros do novo Código Florestal. Em alguns casos, esta restauração pode ocorrer a custo zero.

Inicialmente, estão sendo priorizados os municípios de Barra do Piraí, Barra Mansa, Itatiaia, Porto Real, Quatis, Resende, Valença, Vassouras, Volta Redonda, Araruama, Cabo Frio, Casimiro de Abreu, Macaé, Rio das Ostras, São Pedro da Aldeia, Silva Jardim, Cantagalo, Carmo, Cordeiro, Duas Barras, Aperibé, Cambuci, Cantagalo, Itaocara, São Fidelis, Campos dos Goitacazes, Cardoso Moreira, Santa Maria Madalena, Quissamã, São João da Barra e São Francisco do Itabapoana, Bom Jesus de Itabapoana, Natividade, Porciúncula e Varre-Sai.
Acesse o site: Contador  de Árvores
 



Veja o mapa dos esforços de plantio (a partir de outubro de 2009) no Estado do Rio de Janeiro
Plantio de mudas como compensação da emissão de CO2
Jornal da Globo - TV Globo

Guardas mirins aprovam aprendizado sobre meio ambiente

Centro de Educação Ambiental vai ampliar as atividades 

Por Thábata Ferreira


Tornar o Centro de Educação Ambiental (CEA) um local de maior interação entre as pessoas é um dos objetivos da Secretaria de Meio Ambiente. O lugar já abriga um ambiente que consiste em área verde e espaços fechados. Segundo o secretário Zacarias Albuquerque, a proposta é acrescentar ainda mais atividades no centro, com ações, como a construção de uma pista para caminhada, além de palestras de assuntos diversos ligados ao meio ambiente.

O CEA possui diversos atrativos, como o mini auditório com capacidade para 40 pessoas, onde segundo Zacarias, o intuito é que sejam realizadas diversas palestras direcionadas ao público em geral.  Ainda está em fase de implantação, uma videoteca com filmes de cunho ambiental e ainda, a pista de caminhada, que também contará com um espaço para piqueniques.  A intenção é que estes novos espaços sejam implantados em 60 dias.

As pessoas podem contar ainda, com o jardim sensorial, direcionado aos deficientes visuais, e programas de recolhimento de óleo usado e itens recicláveis. O Centro de Educação Ambiental está localiza na Avenida José Carlos Pereira Pinto, e é aberto à população.

- Nós temos ainda, um pomar, onde posteriormente, vamos colocar placas de identificação em cada espécie, seja frutífera ou nativa. Na placa, haverá o nome popular e o nome científico. Nossa intenção é estimular as pessoas a frequentarem o espaço, sempre tendo em mente a importância da preservação do meio ambiente para elas mesmas - destacou Zacarias.


Postado por: Secom - 21/08/2013 09:31:00

domingo, 25 de agosto de 2013

O sonho realizado dos moradores da Zona Oeste do Rio: uma universidade estadual


Universidade Estadual da Zona Oeste (UEZO) inaugurada pela governadora Rosinha
Universidade Estadual da Zona Oeste (UEZO) inaugurada pela governadora Rosinha


Em 2002 antes de sair do governo para concorrer à presidência da República lancei o projeto da Universidade Estadual da Zona Oeste. Um região tão populosa carecia de uma universidade e com a instalação de grandes indústrias na região percebi que havia também a necessidade de formar profissionais para atender a demanda. Mas foi no governo de Rosinha que a UEZO foi inaugurada em Campo Grande.

Criamos cursos de Tecnologia em gestão de construção naval e offshore, Produção siderúrgica, Produção de fármacos, Produção de polímeros, Tecnologia da informação e Tecnologia em biotecnologia. E com cursos voltados para a vocação industrial da região, os formandos eram imediatamente inseridos no mercado de trabalho.

Infelizmente a UEZO passa por dificuldades. Conforme poderão ver abaixo, Cabral prometeu construir um novo campus que seria inagurado agora em agosto de 2013. Sabem o que foi feito até agora? Nada! Absolutamente nada! Nem um tijolo foi colocado. Mas se repararem, o colunista Ancelmo Gois enaltece Cabral como se ele tivesse feito a UEZO. É por isso que muita gente desconhece as nossas realizações.

Na UEZO demos um passo inovador no sentido de aliar a formação acadêmica com a vocação econômica da região, levando a universidade a uma região longe do centro e onde os políticos só iam para pedir votos. Essa é mais uma iniciativa da qual eu e Rosinha muito nos orgulhamos.

Reprodução do Blog do Garotinho (CLIQUE NA IMAGEM PARA AMPLIAR)
Reprodução do Blog do Garotinho (CLIQUE NA IMAGEM PARA AMPLIAR)

Cientistas registram degelo acelerado na Antártida

Cientistas registram degelo acelerado na Antártida

Estudo mostra que o derretimento aumentou consideravelmente de 2001 para 2012, chegando a dez vezes a média da região Redação Planeta Sustentável 


booka17/Creative Commons
Cientistas documentaram pela primeira vez a aceleração do derretimento do solo da Antártida, em uma região onde o gelo era considerado estável. Segundo os pesquisadores, os níveis de degelo são comparáveis aos do Ártico, onde o derretimento acelerado do permafrost (solo permanentemente congelado) se tornou um fenômeno regular. 


A análise do Vale Garwood, na região McMurdo Dry Valleys, na Antártida, mostrou que o derretimento acelerou consideravelmente de 2001 para 2012, chegando a dez vezes a média. A região de Dry Valleys contém um dos maiores trechos de gelo de solo do continente.



O local anteriormente havia sido considerado em equilíbrio pelos pesquisadores, que acreditavam que o derretimento e o congelamento sazonais não eram responsáveis por diminuir a camada de gelo no solo. Porém, Joseph Levy, pesquisador do Instituto de Geofísica da Universidade do Texas, nos Estados Unidos, utilizou um Lidar (aparelho que emite lasers e analisa a luz refletida para "escanear" o ambiente) e fotografias para documentar uma rápida redução do gelo na região. Os resultados foram publicados nesta quarta-feira, no periódico Scientific Reports.



"A grande questão é que o gelo está desaparecendo. Está derretendo mais rápido a cada vez que medimos", afirma Levy. Não há sinais de registros geológicos que indiquem que o gelo do vale já tenha diminuído tanto no passado.


Joseph Levy / Universidade do Texas



TEMPERATURAS ESTÁVEIS
O aumento do degelo, porém, não se deve a uma elevação de temperatura na região. Foi documentada no local uma queda de temperatura de 1986 até o ano 2000, e desde então ela se mantém estável. Os autores do estudo atribuem o degelo ao aumento da radiação vinda do Sol, decorrente de uma mudança no padrão climático que fez com que uma quantidade maior de luz solar conseguisse chegar ao chão.



O solo de gelo é mais comum no Ártico do que na Antártida, cuja paisagem é dominada por geleiras e lençóis de gelo. A principal diferença entre essas formações é que o gelo do solo pode estar misturado a solo congelado ou enterrado sob camadas de sedimento. Os raios solares são refletidos por superfícies brancas, como geleiras e lençóis, enquanto superfícies escuras absorvem os raios. Assim, embora camadas grossas de sedimento isolem o gelo da luz do sol, reduzindo o derretimento, camadas mais finas provocam o efeito contrário, aquecendo o gelo próximo a elas e acelerando seu derretimento.



Segundo os pesquisadores, se a Antártida sofrer o aquecimento esperado durante o próximo século, a combinação entre o aumento da temperatura do ar e o derretimento causado pelos raios solares pode fazer com que o gelo do solo derreta de forma ainda mais rápida.




CONHEÇA A PESQUISA
Título original: Accelerated thermokarst formation in the McMurdo Dry Valleys, Antarctica
Onde foi divulgada: periódico Scientific Reports
Quem fez: Joseph S. Levy, Andrew G. Fountain, James L. Dickson, James W. Head, Marianne Okal, David R. Marchant e Jaclyn Watters
Instituição: Universidade do Texas, EUA, e outras
Resultado: A análise do Vale Garwood, na região McMurdo Dry Valleys, na Antártida, mostrou que o derretimento acelerou consideravelmente de 2001 para 2012, chegando a dez vezes a média da região.

Centro de Educação Ambiental vai ampliar as atividades

Centro de Educação Ambiental vai ampliar as atividades 

Por Thábata Ferreira


Tornar o Centro de Educação Ambiental (CEA) um local de maior interação entre as pessoas é um dos objetivos da Secretaria de Meio Ambiente. O lugar já abriga um ambiente que consiste em área verde e espaços fechados. Segundo o secretário Zacarias Albuquerque, a proposta é acrescentar ainda mais atividades no centro, com ações, como a construção de uma pista para caminhada, além de palestras de assuntos diversos ligados ao meio ambiente.

O CEA possui diversos atrativos, como o mini auditório com capacidade para 40 pessoas, onde segundo Zacarias, o intuito é que sejam realizadas diversas palestras direcionadas ao público em geral.  Ainda está em fase de implantação, uma videoteca com filmes de cunho ambiental e ainda, a pista de caminhada, que também contará com um espaço para piqueniques.  A intenção é que estes novos espaços sejam implantados em 60 dias.

As pessoas podem contar ainda, com o jardim sensorial, direcionado aos deficientes visuais, e programas de recolhimento de óleo usado e itens recicláveis. O Centro de Educação Ambiental está localiza na Avenida José Carlos Pereira Pinto, e é aberto à população.

- Nós temos ainda, um pomar, onde posteriormente, vamos colocar placas de identificação em cada espécie, seja frutífera ou nativa. Na placa, haverá o nome popular e o nome científico. Nossa intenção é estimular as pessoas a frequentarem o espaço, sempre tendo em mente a importância da preservação do meio ambiente para elas mesmas - destacou Zacarias.




Postado por: Secom - 21/08/2013 09:31:00

Cientistas desenvolvem conservante natural para estender vida útil de morangos

Cientistas desenvolvem conservante natural para estender vida útil de morangos



Na Argentina, cientistas criaram uma técnica com conservante feito a partir da carapaça dos camarões. O resultado do experimento, realizado em morangos, foi que conseguiram prolongar em 50% a vida útil da fruta.
O conservante foi desenvolvido por pesquisadores do Instituto Nacional de Tecnologia Industrial (Inti) da província de Buenos Aires. A eficiência do método é tanta que ele consegue preservar o sabor, a umidade, a vitamina C e as demais características do morango.
De acordo com o engenheiro químico Fernando Bollini, do Inti, a substância obtida da casca dos camarões foi a quitosana. Trata-se de um composto naturalmente degradável com atividade antimicrobiana, antiviral e antifúngica. Ele tem a capacidade de reduzir a deterioração dos frutos, por isso foi usado no pós-colheita dos morangos, o que permitiu mais tempo de armazenamento.
A escolha dessa fruta foi justamente por ser perecível e de rápida degradação. Estima-se que 40% dos morangos na argentina são descartados por má aparência ou deterioração.
O processo se deu por meio da imersão e pulverização da fruta, entretanto os pesquisadores buscam uma maneira de trabalhar antes da colheita, aumentando ainda mais a extensão da vida útil dos alimentos. "Viemos trabalhando na produção da quitosana há alguns anos. O objetivo é depois aplicá-la a outras frutas e verduras", afirmou Bollini à Agência EFE. Com informações do G1.
Redação CicloVivo

sábado, 24 de agosto de 2013

Países devem discutir modelo efetivo de desenvolvimento sustentável

Países devem discutir modelo efetivo de desenvolvimento sustentável, diz ministra



Um ano após a realização da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, falou sobre a importância do encontro internacional, destacando que chegou o momento dos países desenvolvidos discutirem um modelo efetivo de desenvolvimento sustentável. As declarações foram feitas na última segunda-feira (12), durante encontro da ministra com autoridades ambientais no centro da capital fluminense para debater as consequências e o legado da Rio+20 para o planeta.
"Um dos principais pontos da Rio+20 é conseguirmos debater a questão da sociedade de consumo. É impossível erradicar a pobreza extrema nesta sociedade atual. A agenda da Rio+20 tem destacado todas as negociações internacionais de desenvolvimento sustentável e, basicamente, é uma agenda que coloca no centro da discussão a questão do homem, a questão da erradicação da pobreza e da evolução de novos modelos econômicos, para permitir que possamos tratar a sustentabilidade não só como uma questão de desenvolvimento nacional, mas de desenvolvimento global", disse Isabella Teixeira.
A ministra traçou um paralelo entre a Rio+20 e a Conferência das Nações Unidas, Eco 92. Segundo Izabella Teixeira, elas representaram fases distintas da discussão da sustentabilidade. "A Eco 92 foi um ponto de chegada, em que se negociou um conjunto de acordos legais como a Convenção do Clima e a Convenção da Biodiversidade. A Rio+20 foi um ponto de partida. A partir do que foi definido aqui há um caminho de negociação e novos horizontes."
Segundo o secretário de Estado do Ambiente, Carlos Minc, que também esteve presente ao evento, a verdadeira herança da Rio+20 só será de fato introduzida na história na medida em que ocorra uma transformação efetiva e que se consolidem os debates. “Somente na esfera do documento oficial foram criados compromissos até 2015. Ou seja, teremos três anos e meio para definir os objetivos e metas do desenvolvimento sustentável e para fazer um novo acordo global sobre mudanças climáticas”, disse Minc.

Sistema aumenta produção agrícola sem usar água ou fertilizantes

Sistema aumenta produção agrícola sem usar água ou fertilizantes


Agricultores mexicanos desenvolveram um novo produto capaz de economizar a água utilizada para irrigar as plantações e ainda diminuir o uso de fertilizantes no solo. Chamado de Solid Rain(livremente traduzido para “chuva sólida”), o produto deve ser colocado na terra em que estão plantadas as culturas, a fim de garantir que elas se desenvolvam mesmo em localidades secas.
Por ser um polímero superabsorvente, o composto dispensa o uso de água nas plantações, pois “puxa” a água e os sais minerais para a região das raízes das plantas. A substância é vendida em pó, num pequeno pacote, para ser colocada ao redor dos vegetais. Os usuários podem aplicar o produto diretamente no solo, ou, ainda, hidratá-lo com água, potencializando a ação no plantio.
Um teste de qualidade mostrou que a produtividade das culturas analisadas chegou a aumentar em 300% com o uso do composto, que dispensa água ou fertilizantes que danificam não apenas o ambiente, mas também a saúde das pessoas. Nas plantações de feijão analisadas, por exemplo, o rendimento foi de três toneladas por hectare tratado com o Solid Rain – enquanto isso, nas áreas sem o produto, a safra chegou a apenas 450 kg.
Os criadores do Solid Rain dizem que, mesmo com a aplicação em uma vegetação rasteira em desenvolvimento, seria necessário regar as plantas apenas 35 vezes por ano até que elas se desenvolvam por completo, ainda que estes vegetais estejam em locais secos ou áridos.
O uso da substância também aumentou o desempenho nas culturas de aveia: o rendimento foi de cinco toneladas do cereal nas áreas com o produto. Já nas plantações sem a “chuva sólida”, o desempenho foi 50% menor. As informações são do Grist.
Redação CicloVivo

CAMPANHA:SEJA VOCÊ A MUDANÇA DO MEIO AMBIENTE 2


Economizar água é uma ação proativa !Não poluir também.Seja você a mudança que precisamos para o planeta.