sexta-feira, 16 de agosto de 2013

5 hábitos alimentares que afetam o cérebro

5 hábitos alimentares que afetam o cérebro
15 de Agosto de 2013 • Atualizado às 12h07


Nada melhor do que fazer um esforço eficiente e atingir dois objetivos de uma só tacada. Há alguns dias, foi divulgado que a dieta mediterrânea faz bem tanto para o coração como para o cérebro.
Segundo um estudo, realizado na Espanha, com mil participantes ao longo de seis anos, os seguidores da dieta mediterrânea, rica em azeitonas e nozes, apresentavam um alto desempenho cognitivo. Ela também reduz o risco vascular ou circulatório, inflamações e danos ligados à oxidação no cérebro.
A dieta mediterrânea não inclui alimentos processados nem gorduras prejudiciais, e é rica em substâncias antioxidantes e antiinflamatórias. É composta por grãos integrais, frutas, legumes, peixes e, para quem gosta de um bom trago, vinho tinto.
Aproveitando a descoberta, confira abaixo pesquisas recentes que demonstram como a saúde do cérebro está ligada aos hábitos alimentares.
1. Para o cérebro, menos café da manhã equivale a mais almoço
“Tome café como um rei, almoce com um príncipe e jante como um mendigo” é a frase que toda mãe já pronunciou para incentivar seus filhos a não pular a primeira refeição do dia – e já foi comprovado que ela tem certa lógica.
Tony Goldstone, do Centro de Ciências Clínicas de Londres, escaneou o cérebro de pessoas que não tomam café da manhã e descobriu que suas áreas de prazer eram ativadas quando viam alimentos de alto teor calórico, e demonstravam baixa atividade quando a pessoa via alimentos leves e com poucas calorias. Para o cérebro, pular o café da manhã não só leva você a comer mais no almoço, como escolher pratos pesados e pouco saudáveis.
“Os participantes comiam mais quando estavam em jejum e ingeriam mais calorias”, explica Goldstone, que calculou que os voluntários comiam cerca de 20% mais quando almoçavam com a barriga vazia.
2. Dietas ricas em açúcar afetam a memória e a aprendizagem
A doçura tem seu preço. Segundo um estudo realizado pela Universidade da Califórnia, o cérebro de quem ingere grande quantidade de açúcar durante seis semanas pode sofrer uma perda pronunciada das funções cognitivas.
Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores alimentaram com xarope de frutose de milho um grupo de ratos. Ao longo do tempo, os animais demonstraram uma dificuldade crescente de se orientar em um espaço já conhecido.
“O estudo confirma que uma dieta rica em açúcar afeta tanto o corpo como o cérebro” , explica Gomez-Pinilla, um dos pesquisadores. Além disso, a insulina, hormônio que regula o metabolismo dos carboidratos e gorduras, pode ter um papel nesse resultado: “É importante para a circulação da glicose no sangue, mas pode exercer algum tipo de influência no cérebro que afeta a memória e o conhecimento”.
Os cientistas deram a outro grupo de ratos um suplemento com Ômega 3, um ácido graxo que previne a redução das sinapses. O resultado foi o oposto: os roedores obtiveram um desempenho cognitivo muito melhor que o do primeiro grupo. Os pesquisadores deduziram que o ômega 3 é uma opção adequada para quem tem uma dieta rica em açúcar. Portanto, se você gosta de guloseimas, prefira alimentos como salmão, atum, sardinha, tofu, nozes e soja, ricos em ômega 3.
3. Chá verde faz bem para a memória
Milhões de chineses não podem estar errados. As propriedades químicas da bebida mais popular do gigante asiático, tradicional há vários séculos, contribui para a produção de células cerebrais e beneficia a memória e a inteligência espacial. Essa é a conclusão de um estudo chefiado por Yun Bai, professor da Universidade Militar de Medicina de Chongqing, que analisou os diversos benefícios do chá verde.
O pesquisador chinês e sua equipe estudaram as propriedades do EGCG, uma substância do chá verde com propriedades antioxidantes. “Comprovamos que o EGCG pode melhorar a função cognitiva porque estimula a produção de células neuronais, um processo conhecido como neurogênese”, explica Bai.
4. A fome afeta a capacidade de tomar decisões
O comportamento é afetado pela abundância ou escassez de alimento. No reino animal, por exemplo, um predador se dispõe a correr mais riscos e a caçar presas perigosas se estiver faminto. O mesmo se aplica às pessoas: quem vive de barriga vazia tende a assumir mais riscos financeiros que quem tem condições de se alimentar.
A drosófila, mais conhecida como mosca da fruta, enfrenta certos riscos quando está com fome.
Esse inseto percebe a presença de dióxido de carbono como sinal de perigo e um convite para voar para outro lugar. No entanto, as frutas estragadas, uma das iguarias mais apreciadas pelas drosófilas, emitem CO2. Mas quando precisam se alimentar, essas moscas privilegiam o instinto de sobrevivência e vencem a versão a essa substância perigosa, apesar das consequências.
5. A frutose: um remédio pior que a doença
A fome deve ser saciada com uma quantidade específica de alimentos, que satisfaça o apetite sem exageros. O consumo indiscriminado de frutose, açúcar natural presente em legumes, frutas e mel, reduz a sensação de saciedade e, portanto, estimula uma maior ingestão de alimentos. Nesse caso, a glicose seria mais indicada para satisfazer o apetite.
Para chegar a essa conclusão, cientistas da Faculdade de Medicina da Universidade de Yale conduziram um estudo com 20 adultos saudáveis, cuja atividade cerebral foi monitorada enquanto ingeriam frutose e glicose. O objetivo era avaliar os fatores neuropsicológicos ligados ao aumento de peso em decorrência do consumo desses açúcares.
Ao analisar a variação do fluxo sanguíneo para o hipotálamo, a pesquisadora Kathleen Page concluiu que “a glicose reduz a atividade das áreas que regulam o apetite, a motivação e o processamento de recompensas. Também favorece a conexão entre o hipotálamo e a sensação de saciedade”.
Diante dos resultados negativos, vale lembrar que o xarope de frutose é um dos principais ingredientes dos alimentos doces processados, como os refrigerantes.
Texto publicado originalmete no site Discovery Brasil, parceiro do CicloVivo.

Paraíso nas alturas

Paraíso nas alturas

A mil metros de altitude, o Parque Estadual do Ibitipoca é eleito um dos melhores do paísJoão Renato Faria Veja BH -


João Marcos Rosa


Os quarenta anos de história do Parque Estadual do Ibitipoca foram comemorados com uma premiação especial. Com cerca de 1.500 hectares de Mata Atlântica preservada, ele foi eleito neste mês, pelo site especializado em turismo TripAdvisor, o terceiro melhor da América Latina e o segundo do país, perdendo apenas para o Parque do Ibirapuera, em São Paulo. 



Distrito da cidade de Lima Duarte, Conceição do Ibitipoca vive em função do turismo ecológico, que, em 2012, atraiu 55 mil pessoas. Quem chega ao município ainda precisa subir por uma estrada de 23 quilômetros – quase toda ela de terra – até chegar ao povoado, a mil metros de altitude. A vila, uma das primeiras a ser habitadas em Minas Gerais, ainda no século XVII, foi colonizada por portugueses em busca de ouro. 



O ideal é ficar hospedado em uma das pousadas do lugar, já que não dá para conhecer todo o parque em um só dia. Gastam-se algumas horas para percorrer os três bem sinalizados circuitos que levam a cachoeiras como a da Pedra Furada e a dos Macacos, fora as grutas, as piscinas naturais e os picos como o da Lombada, a mais de 1.700 metros de altitude. 



O esforço vale a pena pela paisagem paradisíaca e pelo contato com a natureza. Durante a subida, não são raros os encontros com animais silvestres como bugios, tucanos e a águia-cinzenta. Para entrar, pagam-se R$ 5, de terça a sexta, e R$ 15, nos fins de semana. O número de visitantes é limitado a 300 durante a semana e a 800 nos sábados, domingos e feriados. 



Além do parque, o que vem atraindo turistas é o Festival Ibitipoca Blues. A edição deste ano está marcada para os dias 23 e 24/08. Entre os artistas convidados estão o gaitista americano Peter “Madcat” Ruth e a banda catarinense The Headcutters.

NY, Boston e Miami podem virar "Venezas"?

NY, Boston e Miami podem virar "Venezas"?


Estudo indica que os EUA possuem 1700 lugares vulneráveis à elevação do nível do mar Vanessa Barbosa


Nickolay Lamm/StorageFront.com


E se ao invés de alugar um carro, você tivesse que pagar por um barco para visitar cidades turísticas como Nova York, Boston e Miami? Seus bisnetos correm risco de passar por isso. Um novo estudo indica que os Estados Unidos possuem 1700 lugares vulneráveis à elevação do nível do mar.



De acordo com a pesquisa, publicada esta semana no periódico científico Proceedings, da Academia Nacional de Ciências, em 2100, a vida nesses lugares não será a mesma por conta do aquecimento global.



Os cientistas dizem que o futuro dessas regiões está selado, porque ainda que o mundo reduza as emissões de gases efeito estufa, vai demorar um bom tempo até que a concentração atual desses gases na atmosfera diminua. Já que nem uma coisa nem outra acontecem, os riscos se acumulam.



Um estudo recente, também publicado na PNAS pelo cientista do clima Anders Levermann estima que o aumento de 1º C no aquecimento da atmosfera levaria, eventualmente, a um aumento de 2 a 3 metros no nível do mar.



Cerca de metade da população de Cambridge e Massachusetts poderia ser presa a um futuro abaixo do nível do mar no início de 2060, segundo o estudo, divulgado pelo britânico Guardian. Várias cidades costeiras no Texas também são vulneráveis.



Mas o estado americano mais exposto, segundo o estudo, é a Flórida. Até o final do século, os efeitos da elevação do nível do mar e das ressacas e enchentes cada vez mais fortes provocadas por furacões e tempestades tropicais poderão fazer a segunda maior cidade do estado, Miami, submergir.



Outro estudo, feito pelo grupo Climate Central, prevê que se a elevação do nível do mar chegar a 1,2 metros até 2030, a maior parte das praias de Miami serão varridas do mapa.

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

O gênio da lâmpada, ou melhor, da garrafa pet.

 O gênio da lâmpada, ou melhor, da garrafa pet

Tá no site da BBC Brasil: “Brasileiro inventor de ‘luz engarrafada’ tem ideia espalhada pelo mundo”. Luz engarrafada?!! Isso mesmo! um mecânico da mineira cidade de Uberaba, localizada a 475 km da capital Belo Horizonte, está fazendo fama pelo mundo como o “Thomas Edison” brasileiro, por ter criado um sistema de iluminação sustentável, utilizando água, cloro, uma garrafa plástica pet e nada mais nada menos que a luz do sol.
A invenção da “luz engarrafada”, segundo a reportagem do site, aconteceu em 2002, quando o Brasil enfrentava constantes problemas de apagões. O mecânico Alfredo Moser, explica que a “lâmpada” funciona graças a refração da luz do sol na garrafa, com dois litros d’água e uma pequena quantidade de cloro (medida equivalente a duas tampas).
Nos últimos dois anos, sua ideia já alcançou diversas partes do mundo, sendo utilizada em mais de 15 países com problemas de energia, e deve atingir a marca de 1 milhão de casas iluminadas pela “luz engarrafada”.
Moser explica que para instalar o sistema, protege o nariz e a boca com um pedaço de pano antes de fazer, com uma furadeira, o buraco na telha onde a garrafa será encaixada, de cima para baixo. “Você deve prender as garrafas com cola de resina para evitar vazamentos”, orienta o inventor, que revela que a lâmpada funciona melhor se a tampa for encapada com fita preta.
Segundo o mecânico, um engenheiro já teve o trabalho de mediu a intensidade da luz. “Dependendo de quão forte esteja o sol, pode variar entre 40 e 60 watts”, afirma Moser.

“Eureka”

Ao site da BBC, o mecânico contou como ocorreu seu momento “eureka”. Diante dos problemas de apagões, Moser e seus amigos pensavam como fariam um sinal de alarme, no caso de uma emergência, caso não tivessem fósforos.
O chefe do inventor sugeriu, na época, utilizar uma garrafa de plástico cheia de água como lente para refletir a luz do sol em um monte de mato seco e assim provocar fogo. A ideia ficou na mente de Moser, que então começou a experimentar encher garrafas para fazer pequenos círculos de luz refletida. Não demorou muito para que ele tivesse a ideia da lâmpada.
Segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU), as lâmpadas feitas com as garrafas plásticas não necessitam de energia para serem produzidas, já que o material pode ser coletado e reaproveitado pelos moradores da própria comunidade.
A “pegada de carbono” – unidade que mede o quanto de CO2 é dispensado na atmosfera para se produzir algo – de uma lâmpada incandescente é 0,42kg de CO2; uma lâmpada de 50 watts, ligada por 14 horas por dia, por um ano, tem “pegada de carbono” de quase 200kg de CO2.
As lâmpadas de Moser também não emitem CO2 quando “ligadas”.
Moser diz sentir orgulho de sua invenção, que não o deixou rico, mais possibilitou que várias famílias tivessem economia em suas despesas mensais.
“Uma pessoa que eu conheço instalou as lâmpadas em casa e dentro de um mês economizou dinheiro suficiente para comprar itens essenciais para o filho que tinha acabado de nascer. Você pode imaginar?”, comemora o inventor.
Se a moda pegar por aqui no Estado do Rio, a Ampla que se cuide.

Paraísos intocados


Paraísos intocados

Em seu novo trabalho, o fotógrafo Sebastião Salgado registrou mais de 30 lugares pouco modificados pelo homem e conviveu com populações primitivas Isabella D´Ercole


Sebastião Salgado


Foram oito anos percorrendo as regiões mais remotas do planeta. A proposta era capturar imagens de lugares que se mantiveram longe da ação do homem e, por isso, exibem paisagens intactas, assim como comunidades que ainda vivem de maneira primitiva, sem qualquer tecnologia ou luxo da vida moderna. No percurso, o festejado fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado, 69 anos, cruzou desertos africanos, explorou a biodiversidade exótica de ilhas como Galápagos e enfrentou temperaturas na casa dos 40 graus negativos no Círculo Polar Ártico. Os trajetos foram feitos a bordo de barcos, aviões pequenos e até a pé. A rica experiência resultou na exposição Gênesis, que estreou no Museu de História Nacional de Londres, em abril. "Há muitos anos queremos fazer algo com foco na preservação do planeta", conta a mineira Lélia Wanick Salgado, mulher do fotógrafo e curadora da mostra, que soma 245 imagens, selecionadas entre milhares, e irá rodar o mundo. 



No Brasil, as fotos podem ser vistas no Rio de Janeiro, desde 29 de maio até 26 de agosto, no Museu do Meio Ambiente do Jardim Botânico. Depois, elas seguem para São Paulo, onde serão exibidas no Sesc Belenzinho a partir do dia 4 de setembro. A mostra, que ainda visita Porto Alegre, Belo Horizonte e Vitória, é apenas uma parte do projeto Gênesis, que inclui um livro com mais de 500 páginas, editado pela alemã Taschen Books, com versão especial para colecionadores. As expedições também renderam as cenas e entrevistas do longa-metragem Sombra e Luz, documentário sobre o fotógrafo dirigido pelo filho dele, Juliano Salgado, e pelo cineasta Wim Wenders.



A fotografia de ambientes naturais e de animais é pouco comum no trabalho de Sebastião Salgado. Ele é famoso por retratar pessoas em condições extremas, como fez em Trabalhadores e Êxodos, projetos anteriores. Mas o interesse por temas ecológicos vem de longe. Começou pra valer há 15 anos, quando ele e a mulher fundaram oInstituto Terra, na cidade mineira de Aimorés, para promover o desenvolvimento sustentável da região do Vale do Rio Doce. A seguir, Sebastião revela um pouco dos bastidores das duas fotos da atual exposição mostradas nesta reportagem: uma feita no calor de rachar da África e outra no frio quase paralisante da Sibéria.



O ELEFANTE BRAVO
Salgado chegou à Namíbia, na África, em 2010 para clicar balões, a pedido de um amigo. Ele ia a campo somente de manhã, pois a força dos ventos impedia os voos depois. Com o restante do dia livre, o fotógrafo decidiu se aventurar pelo Parque Nacional Etosha para fazer alguns cliques dos animais que vivem ali. "Como existem muitos caçadores, os bichos reconhecem os humanos como uma ameaça. Então, ao ouvir o barulho do carro, um elefante partiu para nos atacar. O motorista deu ré e só assim ele percebeu que não queríamos machucá-lo. A foto foi feita quando ele já estava indo embora", conta.



A VIDA NO ÁRTICO
Os nenets são uma comunidade nômade de mais de 500 pessoas que vive na Sibéria, no Círculo Polar Ártico. Eles se movimentam em trenós puxados por renas e viajam até 12 horas diariamente. Sebastião Salgado seguiu-os por 47 dias. "Encontrei-os ao sul do Rio Ob, na Rússia, e atravessamos em direção ao norte", lembra o fotógrafo. "A temperatura variava entre 35 e 45 graus negativos, mesmo sendo início de primavera. Como minhas roupas não me aqueciam suficientemente para suportar aquele frio, eles tiveram que me emprestar algumas peças para eu não congelar." Sem poder tomar banho, o fotógrafo passava lenços umedecidos pelo corpo deitado no saco de dormir. Para comer, levou um estoque de petiscos na mala, mas, por causa do clima, teve que ceder à dieta baseada em carne e sangue de rena. "Passar por essas situações fazia parte da experiência."

Enquanto houver pobreza, o Brasil não terá uma boa educação

Enquanto houver pobreza, o Brasil não terá uma boa educação


Em seminário sobre estratégias para superar as desigualdades na educação brasileira, o professor americano Martin Carnoy defendeu que é preciso acabar com a pobreza para melhorar a educação Beatriz Souza Exame.com 


Germano Lüders/EXAME.com

Enquanto houver crianças pobres frequentando as escolas brasileiras, o sistema educacional do país não irá atingir um nível de excelência. A afirmação é de Martin Carnoy, professor da Escola de Educação de Stanford, que é categórico ao afirmar que todo o dinheiro do mundo não será suficiente para melhorar sistema educacional a menos que haja uma mudança profunda na sociedade brasileira.


Pesquisador da educação brasileira desde os anos 1960, Carnoy falou nesta quarta-feira a uma plateia de professores e profissionais ligados ao setor de educação em um seminário promovido pelo Centro Lemann para o Empreendedorismo e Inovação na Educação Brasileira. Com base em suas pesquisas, o professor afirmou que o país não poderá ter um bom sistema educacional público antes de que o problema da pobreza seja resolvido.



"Quanto mais crianças pobres, pior o sistema", disse Carnoy. Ele explica que a educação é puxada pela parte inferior, e não pelos exemplos de sucesso, isto é, nivelada por baixo. Além disso, ao contrário do que é comumente defendido, Carnoy acredita que a pobreza não vai ser resolvida pela educação, porque esse é o caminho mais caro.



"Não é barato resolver o problema da pobreza de um país pela educação, é preciso começar logo na educação infantil, quando a criança tem 3 anos de idade, com um ensino estimulante e de extrema qualidade", explica. Ele defende que o melhor caminho é o das mudanças na sociedade como um todo, oferecendo melhores condições de saúde, nutrição e segurança, por exemplo.



"Os sistemas educacionais estão profundamente mergulhados e conectados com as sociedades em que estão inseridos. Se a sociedade vai mal, a educação vai também", afirma o professor. Ele é categórico: mudanças fundamentais na educação precisam ser puxadas por mudanças profundas na sociedade.



O uso da tecnologia, tão aclamado como a solução para todos os problemas, também é colocado em uma posição secundária por Carnoy. "Não há tecnologia que substitua um bom professor e não há um bom sistema educacional sem bons professores", encerra.

10 jeitos de usar óleo de coco

MIL E UMA UTILIDADES

10 jeitos de usar óleo de coco


Ele é uma verdadeira bênção para a saúde: reforça o sistema imunológico, diminui o colesterol ruim (e aumenta o bom), ajuda a proteger o coração e previne a osteoporose. Mas sabia que o óleo de coco também pode substituir cosméticos e produtos para a casa? Teste estas sugestões superúteis Mariana Viktor Máxima - 07/2013


Dercílio

1. PRATO SAUDÁVEL
Trocar o óleo de cozinha comum pelo de coco extravirgem é uma boa pedida. Isso porque ele é rico em gorduras de fácil absorção: em vez de se acumularem no corpo em forma de pneuzinhos, transformam-se em energia. Ao usá-lo em refogados, deixe derreter na panela antes de colocar os alimentos. O gosto de coco fica suave, uma delícia!


2. SEM MAKE NOS OLHOS
Só um produto com óleo na composição é capaz de eliminar totalmente o traço do delineador ou a máscara para cílios à prova d’água. Por isso o óleo de coco é uma ótima opção! Coloque um pouquinho num chumaço de algodão e passe nas pálpebras, fazendo movimentos circulares, até retirar toda a maquiagem. Você também pode aplicá-lo no contorno dos olhos para prevenir ruguinhas e melhorar a hidratação dessa área tão delicada. 



3. CABELO HIDRATADO
Seus fios estão ressecados e você não sabe mais o que fazer para controlar o frizz... Antes de dormir, umedeça ligeiramente as pontas, coloque uma colher (chá) de óleo de coco morno nas mãos, massageie e distribua o produto com um pente fino. Depois ponha uma touca de banho e vá para a cama. As moléculas de ácidos graxos do coco penetram na cutícula do cabelo até o córtex, fazendo uma hidratação profunda. Lave os fios no dia seguinte. 



4. DOBRADIÇAS SILENCIOSAS 
Quem gosta de porta rangendo? Lubrifique as dobradiças metálicas com óleo de coco, que tem a vantagem de não manchar móveis claros como os lubrificantes comuns.

5. SEXO PRAZEROSO 
Aumente o conforto durante o ato sexual substituindo o lubrificante industrializado por 1/4 de colher (chá) de óleo de coco. A vantagem? Se você aplicá-lo todos os dias, os ácidos mirístico e caprílico de sua composição aumentam a elasticidade da pele da vagina, tornando-a mais resistente e macia. Mas atenção: não use o óleo com preservativo, pois ele reage com o látex, causando perfurações na camisinha.

6. SAÚDE PARA OS CÃES 
O calor e a umidade favorecem o surgimento de feridas nos cachorros. Acabe com elas esfregando óleo de coco na região afetada. O ácido láurico do coco diminui a irritação e mata as bactérias. E para deixar a pele e o pelo do totó mais saudáveis, coloque diariamente na comida dele 1/2 colher (chá) de óleo para cada 20 kg de peso. Em tempo: gato também pode consumir, mas se ele tiver diarreia, suspenda o uso.



7. XÔ, COCEIRA! 
Se você tem alergia à picada de insetos, alivie a coceira provocada pelos mosquitos esfregando um pouco de óleo de coco na pele. As propriedades anti-inflamatórias reduzem rapidamente o inchaço, além de acelerar o processo de cicatrização.



8. BYE, BYE, ACNE! 
Para eliminar as espinhas do rosto, do peito e das costas, esfregue óleo de coco na região afetada até que seja absorvido. Mesmo sendo oleoso, ele não obstrui os poros. Mais: o produto contém ácido láurico, que é 15 vezes (isso mesmo!) mais efetivo no combate às bactérias do que o peróxido de benzoíla, medicamento indicado contra a acne. Além disso, o óleo não provoca descamação e irritação, que podem surgir com o uso do remédio convencional.



9. MADEIRA PROTEGIDA 
Que tal deixar aquele móvel que você adora de cara nova? Numa tigela, coloque uma parte de suco de limão e duas de óleo de coco e misture bem. Depois molhe um pano macio no líquido e passe em toda a superfície da peça. O limão vai dissolver a sujeira e a gordura, enquanto o óleo penetrará nos poros da madeira, bloqueando a umidade e restaurando o brilho. Tudo numa passada só!



10. COR NATURAL 
Com o tempo, os vasos de cerâmica absorvem a umidade da terra, ganhando manchas esbranquiçadas, ou perdem aquela tonalidade vistosa do barro. Porém, se você espalhar mensalmente uma camada fina de óleo de coco nos objetos, eles ficarão sempre bonitos.

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

QR Code comestível mostra origem do sushi

PESCA SUSTENTÁVEL

QR Code comestível mostra origem do sushi

Dona de restaurante pioneiro no uso do código, que pode ser escaneado pelo celular, diz que solução dá credibilidade ao negócio em tempos de escândalo de carne de cavalo Vanessa Barbosa


Mosh Mosh


Já se perguntou de onde vem o peixe do seu sashimi? Se ele é capturado em área liberada para pescaR e sem agredir o meio ambiente marinho? Em alguns restaurantes pelo mundo, já é possível ter a resposta na ponta do palito, ou melhor, do hashi. Através de um QR Code comestível, o cliente consegue rastrear pelo celular a origem do produto.



O britânico Mosh Mosh é um dos pioneiros no uso dessa tecnologia. Em entrevista à EXAME.com, Caroline Bennet, dona do restaurante, conta que a solução ajuda a garantir credenciais sustentáveis ao negócio.



“Nós sempre nos preocupamos em comprar frutos do mar com certificação de origem de captura ética, e a ideia de inserir o QR Code comestível impresso em papel de arrozfoi uma forma divertida e peculiar de tornar essa informação mais acessível para os clientes”, diz.



Saber de onde vem o que se come, hoje em dia, significa também ter mais segurança, segundo a empresária. “Na sequência do escândalo da carne de cavalo, no no início do ano [quando encontraram carne do animal em muitos produtos que se diziam 100% bovina], aumentou a consciência e interesse das pessoas de conhecer a proveniência do alimento".



Para garantir a origem sustentável dos seus produtos, o Mosh Mosh só compra frutos do mar que tenham o selo do MSC - Marine Stewardship Council, maior programa mundial de certificação de pesca sustentável.



O seu objetivo é garantir aos consumidores que o peixe vem de empresas bem geridas que encorajam a regeneração dos cardumes e seguem práticas legais e responsáveis. Atualmente, cerca de 10% dos peixes certificados no mundo levam o selo do MSC.



PESCA SUSTENTÁVEL CRESCE E FISGA "PEIXE GRANDE"
Aos poucos, a certificação de pesca sustentável conquista reconhecimento no mercado. Só no Reino Unido, cerca de 40% dos peixes comercializados levam algum selo do tipo.



No começo do ano, o gigante do fast-food McDonald’s aderiu ao selo MSC em toda sua rede nos Estados Unidos, garantindo aos comensais que o peixe usado em sanduíches como o McFish tem origem sustentável.



A preocupação crescente justifica-se. Estudos mostram que as reservas de peixes e outros frutos do mar estão se exaurindo em ritmo preocupante, o que coloca abiodiversidade marinha em risco.



Um dos mais recentes, publicado na revista Science, indica que mais da metade das populações de peixes estão em declínio, levando a perdas econômicas anuais de US$ 50 bilhões.