quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Como transportar de forma eficiente 6,3 bilhões de pessoas?

Como transportar de forma eficiente 6,3 bilhões de pessoas?


Em 2050, 70% da população mundial viverá em cidades, o que aumentará a demanda por combustível e transporte. Necessidade de soluções eficientes e sustentáveis se tornará aguda Vanessa Barbosa Exame.com 


jankie/Crreative Commons


Se hoje o transporte público é sinônimo de sufoco em muitas cidades do mundo, imagine daqui a algumas décadas. A matemática é simples: em 2050, cerca de 70% da população mundial viverá em centros urbanos, o que duplicará a demanda por combustíveis fósseis, veículos e infraestrutura viária. Como garantir um transporte eficiente mas também sustentável, com baixas emissões de poluentes, para os 6,3 bilhões de urbanoides?



Segundo novo relatório da AIE - Agência Internacional de Energia a solução passa pela eficiência energética. Intitulado “A Tale of Renewed Cities” (“Um conto sobre cidades renovadas”, em tradução livre), o relatório indica que a implementação de políticas que melhorem a eficiência energética dos sistemas de transporte pode gerar economia global de US$ 70 trilhões com veículos, combustível e infraestrutura até 2050.



Divulgado nesta quarta-feira, 10, o estudo baseia-se em exemplos de mais de 30 cidades para mostrar como é possível melhorar a eficiência do transporte através de um maior planejamento das viagens e da gestão urbana. E de quebra conquistar benefícios extras, como menores emissões de gases efeito estufa e maior qualidade de vida.



O relatório vem em um momento crítico. Atualmente, mais da metade da população mundial já vive em cidades, muitas das quais sofrem de engarrafamentos, estradas e transportes superlotados, que custaram centenas de bilhões de dólares em gastos com combustível e tempo perdido, além dos prejuízos na qualidade ambiental e para a saúde humana. A necessidade de soluções eficientes de transporte acessíveis, seguros e de alta capacidade vai se tornar mais aguda nos próximos anos.



"Os governos devem pensar além das tecnologias individuais e ciclos eleitorais, e considerar como construir - e como renovar - cidades que irão acomodar e transportar cerca de 6,3 bilhões de pessoas até 2050", disse Maria van der Hoeven, diretora executiva da AIE durante o lançamento do estudo.



Três categorias amplas de políticas são recomendadas no relatório. A primeira visa promover a redução nas viagens por transporte. Ao invés de pegar o carro para ir à padaria que fica a menos de 1km da sua casa, a pessoa poderia optar pela velha e boa caminhada, por exemplo.



Uma segunda política passaria pela mudança de modal (trocar o carro particular pelo metrô), enquanto a terceira se dedicaria à melhoria de tecnologia, com a promoção de veículos mais eficientes no consumo de energia e no transporte de passageiros em massa, como investimentos em metrôs. Essas três políticas estão em sintoniao com a ideia de "evitar, mudar e melhorar", defendida no relatório como forma de aumentar a eficiência energética dos transportes.



O relatório apresenta três estudos de caso - Belgrado, Seul e Nova York - para mostrar como essas cidades já melhoraram seus sistemas de transporte. Ele observa, por exemplo, que nos primeiros seis meses de reforma do seu sistema ferroviário urbano, Belgrado triplicou os níveis de passageiros.



Quando Seul levou à frente reformas que barravam a recompensa a operadores de ônibus para transportar mais pessoas, não só o número de passageiros como sensação de segurança aumentaram. E Nova York reduziu em 11 minutos o tempo de viagem dentro de um ano com a introdução de serviços de ônibus expressos, ao mesmo tempo em que atraiu mais passageiros.

Degelo do Ártico é bomba relógio de US$60 tri

Degelo do Ártico é bomba relógio de US$60 tri

Estudo inédito estima que o derretimento pode custar quase o PIB mundial em prejuízos. Degelo intensifica as mudanças climáticas com a liberação de toneladas de gás metano Vanessa Barbosa


NOOA

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O derretimento de gelo no Ártico é uma verdadeira “bomba relógio econômica”, alertam os cientistas em um novo estudo que mediu, pela primeira vez, os custos do degelo, um dos efeitos mais notáveis do aquecimento global. A conta é astronômica, algo próximo de US$60 trilhões de dólares, quase o PIB - Produto Interno Bruto mundial, de US$ 70 trilhões.


Com o desaparecimento de gelo e da neve, o que facilita o acesso à área, a importância do Ártico no campo da energia global e fornecimento de recursos minerais faz a região ser vislumbrada como um novo eldorado. Estima-se que 30% do gás natural e 15% do petróleo ainda não descobertos no mundo estão lá.



Mas a pesquisa, publicada no periódico científico Nature, desvenda uma perspectiva sombria. Ela destaca o papel fundamental do Ártico na regulação dos oceanos e do clima, e de como seu derretimento poderá intensificar as mudanças climáticas, prejudicando ainda mais colheitas e infraestruturas ao redor do mundo.



O estudo é assinado por acadêmicos da Universidade de Cambridge, no Reino Unido e da Erasmus University Rotterdam, na Holanda. De acordo com os autores, 80% dos impactos ocorrerão nas economias mais pobres da África, Ásia e América do Sul.



PERIGO À ESPREITA
Sob a camada de gelo do Ártico, existem reservas gigantes de metano (CH4), um gás efeito estufa 20 vezes mais potente que o dióxido de carbono (CO2). O derretimento dos subsolos árticos congelados, o chamado permafrost, por sua vez contribuiria para o aquecimento adicional do planeta, destaca o estudo.



"Fenômenos como inundação de áreas baixas, extremos de calor, secas e tempestades serão ampliados pelas emissões de metano", escrevem os pesquisadores.



No nível mais superficial, o próprio degelo da cobertura da região contribuiria para intensificar o fenômeno. Uma vez que a camada de gelo aumenta a refletividade dos raios solares, na sua ausência, mais calor passará a ser absorvido pela terra.



Nos últimos anos, durante o verão, a redução do gelo no Ártico tem se intensificado de tal maneira que atingiu um mínimo de 3,4 milhões de quilômetros quadrados, em 2012, 18% a menos do que o recuo em 2007 e 50% abaixo da média dos anos oitenta e noventa.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

CONSTRUÇÃO SUSTENTÁVEL:Adobe para todos

Adobe para todos

A terra crua, uma das matérias-primas mais antigas e abundantes do mundo, está presente em casas tão sustentáveis quanto elegantes e modernas. Um resgate do passado de olho no futuro do planeta Kátia Stringueto e Keila Bis Bons Fluidos - 01/05/2013



Metade da população mundial vive em casas de terra. A grande maioria em regiões de extrema pobreza da África. Mas não só. A técnica aparece em cidades históricas brasileiras, como em casarios de Ouro Preto, MG, em endereços pouco ou nada associados à escassez de recursos, como na Universidade Harvard, nos Estados Unidos, num hotel cinco estrelas em Sydney, em bairros inteiros franceses e residências vanguardistas na Alemanha e na Áustria. 


Para a surpresa de alguns frequentadores do restaurante Dalva e Dito, dos chefs Alex Atala e Alain Poletto, a construção de terra está presente ali, em pleno Jardins, bairro nobre da capital paulista. Chamado para idealizar a reforma do espaço, o designer Marcelo Rosenbaum resgatou o superadobe para harmonizar com a culinária colonial brasileira assinada pelos estrelados chefs. "Usamos barro socado dentro de sacos de propileno colocados em camadas. Na parede da entrada fizemos um recorte em forma de esfera que mostra exatamente a execução", explica Rosenbaum. 



Por simpatia à técnica, gosto estético ou impulsionado por uma preocupação atual - a construção civil é uma das que mais causam impacto ambiental -, o adobe tem sido revisitado. E aos poucos vai criando oportunidade de retirar a poeira de alguns conceitos. "O uso da terra crua é uma importante contribuição para a economia de energia e a redução da poluição no planeta", diz o engenheiro e arquiteto alemão Gernot Minke, diretor do Laboratório de Construções Experimentais da Universidade de Kassel e considerado uma das maiores autoridades no assunto. 



São muitas, aliás, as energias economizadas numa construção como essa. Feitos de barro e um pouco de palha para dar liga - às vezes com pitadas de cal ou cimento, usados como estabilizante -, os tijolos de adobe, diferentemente dos cerâmicos, não passam pela etapa da queima em fornos de alta temperatura. Secam à sombra ou ao sol, evitando, com isso, desmatamento - pois não é necessário lenha para alimentar os fornos - e liberação de gás carbônico no ar, resultado da combustão. 

A obra limpa não causa impacto nem mesmo com transporte, uma vez que o tijolo pode ser produzido com o solo do local da construção.



Outra qualidade da técnica é sua inércia térmica, ou conforto térmico. "Uma casa feita de terra crua respira e não gera mofo", diz Peter van Lengen, bioarquiteto e coordenador do Tibá, instituto de bioarquitetura localizado em uma fazenda próxima a Nova Friburgo, RJ. O arquiteto Gugu Costa, de São Paulo, coloca na marca do termômetro o prazer que essa característica do adobe traz: "A temperatura média de conforto para o corpo humano é de 22 a 28 graus. 



Uma casa de tijolo e telha cerâmica, no verão, amanhece com temperatura de 17 graus em seu interior e à noite pode chegar a 34 graus. Por isso, vai precisar de ar-condicionado - o que representa um gasto energético e financeiro. Já uma parede de terra crua fará com que essa casa, com o mesmo layout, acorde com 22 graus e durma com 28, o que é praticamente a temperatura de conforto do ser humano". A explicação é a composição e a espessura (em geral 25 cm) do bloco de adobe, em média três vezes maior que o cerâmico, que atrasa a passagem do calor.



O benefício para a saúde merece destaque. "O barro funciona como um filtro natural. Ele permite que haja uma absorção de umidade e depois uma evaporação dessa umidade, purificando assim o ar", explica o designer André Soares, um dos fundadores do Ecocentro Ipec - referência em permacultura e bioconstrução na América Latina -, em Pirenópolis, GO.



COMO SURGIU

Derivada da palavra árabe "thobe", que significa barro, o adobe data de mais de 5 mil anos. Encontra-se, ao lado de outras técnicas com terra crua, como a taipa e o pau a pique, espalhado pelos continentes. Da África às Américas, da China ao Oriente Médio e à Europa, há edificações milenares que continuam de pé. As Muralhas da China, um dos mais antigos monumentos arquitetônicos do mundo, são de terra. Não se desfizeram com a chuva. "Existe um ditado que diz: a construção com terra deve ter os mesmos cuidados que temos ao sair na chuva. Um bom par de botas, uma capa e um guarda-chuva. Ou seja, a construção precisa ter uma boa fundação, que eleve a alvenaria do solo, ter um bom revestimento e um telhado com um beiral generoso, evitando assim contato com a umidade e intempéries", explica a arquiteta Jaqueline Vale, que defendeu sua dissertação de mestrado sobre esse tema estudando as casas de barro de Bichinho, distrito no interior de Minas Gerais. 



Mais um motivo de preconceito vem da desinformação acerca da presença do inseto barbeiro. "Se malfeitas e malconservadas, tanto uma casa de barro quanto uma de concreto deixam frestas onde o bicho pode se instalar. Não é um problema intrínseco do barro. É mais uma questão de acabamento e higiene", explica Obede Borges Faria, engenheiro civil, mestre em arquitetura, doutor em ciências da engenharia ambiental e professor da Faculdade de Engenharia da USP de Bauru. "Há mansões de adobe e elas não têm o inseto", enfatiza Gugu. "A razão é serem bem vedadas estruturalmente. Além disso, o barbeiro só vai transmitir a doença de Chagas se tiver picado um animal contaminado pelo parasita", contextualiza.



A industrialização na década de 30, as estradas de ferro, que permitiram transportar diferentes materiais construtivos para qualquer lugar, e a avidez por novidades - marca do consumidor moderno - acabaram fazendo o adobe desaparecer onde o desenvolvimento foi mais veloz. "A disputa por cada centímetro de espaço em metrópoles como São Paulo também fez as robustas paredes de 25 a 50 cm de adobe perderem lugar", lembra o arquiteto Paulo Montoro, de São Paulo, defensor da técnica, inclusive como opção de moradias populares. 



Opinião compartilhada pelo arquiteto paulista Hélio Dias, que nos anos 80 defendeu sua tese de doutorado no Instituto Grenoble, o principal centro de estudos da arquitetura de terra, na França. O tema, soluções de culturas construtivas para habitações de interesse social, propunha a construção com terra crua como alternativa para a favela. "Sem deslocar as pessoas de seu hábitat, elas poderiam construir com uma matéria-prima abundante e passar a ter uma condição de moradia superior", diz o especialista. "É triste ver que as casas da CDHU em cinco anos começam a apresentar patologias. As portas não funcionam, o reboco cai, surgem rachaduras. E o morador ainda vai demorar 20 anos para quita r sua casa", declara.



Presidente da Associação Brasileira de Ensino de Arquitetura nos anos 90, época em que a construção de terra ganhou mais espaço na base curricular dos universitários, Hélio defende um tijolo de adobe prensado, cujo desempenho é ainda melhor. "O Bloco de Terra Comprimida é o upgrade do adobe. Feito a mão e comprimido com a ajuda de uma prensa simples e barata, continua a ser um trabalho doméstico, contudo permite produção em maior escala", afirma Hélio. 



QUANTO VALE

Embora o principal atrativo não seja o econômico, mas sim o ambiental, uma matéria no respeitável jornal inglês de economia Financial Times não só apontou a construção com terra crua como responsável pelas casas mais avançadas e sustentáveis do mundocontemporâneo como divulgou uma estimativa do governo escocês em que o impacto de uma construção com terra equivale apenas a 1% do gasto energético utilizado em uma construção de alvenaria convencional. 



Vem daí o fato de esse sistema construtivo se tornar uma questão de filosofia de vida, e não de falta de recursos. "Eu morava na Europa e quando voltei ao Brasil quis uma casa saudável. Por isso optei pelo adobe", conta o empresário Antônio Zayek, de Terezópolis de Goiás, a 30 km de Goiânia. Os blocos (5 mil) foram feitos com o solo do próprio lote. "Não sou hippie e contratei arquitetos para ter uma morada elegante. Ela tem um excelente conforto acústico, é muito fresca durante o dia e agradável à noite. Uma vez medi a temperatura externa e a interna, num pico de sol, e a diferença era de 6 graus a mais do lado de fora", diz orgulhoso, acrescentando que o projeto foi financiado pela Caixa Econômica Federal.



Como se vê, a terra é um excelente material. Como o concreto, o ferro e o aço. Tem limites como qualquer um: no caso, não serve para fundações, pontes e tetos. "A sustentabilidade pressupõe que tenhamos várias alternativas, em vez de uma só solução. Do contrário, isso sempre vira, cedo ou tarde, insustentável", diz o arquiteto Gustavo Calazans, de São Paulo. Incansável na busca de soluções, a arquitetura pode fazer a terra crua contracenar com materiais nobres, mudando apenas a proporção. "Em vez de utilizar o cimento como se fosse arroz, eu uso como se fosse sal", explica Gugu.



Só não se pode ignorar que o adobe oferece sua contribuição ao exercício do belo. É uma técnica democrática. E será tanto mais quanto mais bem informados estivermos todos: arquitetos, engenheiros e moradores. Como no tempo em que as pessoas se reuniam em volta da mesa, época que Rosenbaum resgatou no restaurante citado no início desta reportagem, o adobe pode remeter ao passado, mas sem dúvida demonstra um pensar sobre o futuro.
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5 razões para termos mais árvores nas cidades

ÁRVORE URBANA

5 razões para termos mais árvores nas cidades

Não são apenas os grandes trechos de florestas que fazem a diferença. Mesmo uma única árvore á capaz de maravilhas Vanessa Barbosa Exame.com - 22/07/2013


marcp_dmoz/Creative Commons

Todo mundo sabe que as árvores são importantes para o meio ambiente e a manutenção da vida no planeta, mas não são apenas os grandes trechos de florestas que fazem a diferença. Mesmo uma única árvore á capaz de maravilhas. E cada vez mais cientistas pelo mundo corroboram esse valor, com novas pesquisas e descobertas. Confira a seguir 5 motivos para sairmos por aí plantando mudas.


ELAS SALVAM VIDAS
Um novo estudo realizado pelo Serviço Florestal dos EUA revela que cada árvore urbana salva em média uma vida a cada ano. O estudo indica que os espaços verdes atuam principalmente como filtro de dois poluentes extremamente prejudiciais para a saúde humana: o dióxido de nitrogênio (NO2) e o chamado material particulado inalável (PM), partículas microscópicas que resultam da combustão incompleta de combustíveis fósseis utilizados pelos veículos automotores e fábricas.

REDUZEM A VIOLÊNCIA
Mais do que embelezar a paisagem urbana e filtrar poluentes prejudiciais à saúde, asáreas verdes podem ser um poderoso aliado no combate à criminalidade nas cidades. É o que aponta uma pesquisa feita pela Universidade de Temple, do estado americano da Pensilvânia. Segundo o estudo, a presença de árvores, arbustos e parques com vegetação bem cuidada nos centros urbanos ajuda a reduzir as taxas de certos tipos de crime, como agressão, roubo e furto, ao invés de estimular as práticas ilegais. O efeito dissuasor estaria enraizado no fato de a vegetação incentivar a interação social e supervisão da comunidade dos espaços públicos.



NOS AJUDAM A PÔR AS "IDEIAS EM ORDEM"
Vida urbana e fadiga mental, uma dupla quase inseparável. Mas um passeio no parque pode dar um jeito rápido nesse problema. Cansado de ter que ficar constantemente alerta e consciente aos estímulos do da correria do dia a dia, o cérebro humano se recupera (e põe as ideias em ordem) ao percorrer um caminho repleto de árvores eestímulos naturais.



O efeito do relaxamento foi comprovado por um estudo feito por pesquisadores da Universidade de Heriot-Watt, em Edimburgo e da Universidade de Edimburgo, na Escócia. Até mesmo visualizar espaços verdes da janela do escritório pode ser reconfortante.



...E POUPAR ENERGIA (E DINHEIRO)
Além de todas as vantagens citadas acima, as árvores podem nos ajudar a poupar energia. Se no verão, elas fazem sombra fresca, no inverno atuam como isolantes térmicos. Logo, ter a casa cercada por elas pode gerar benefício extra pro bolso. De acordo com uma pesquisa feita no Reino Unido, as casas da região poderiam economizar até um décimo da energia necessária para seu aquecimento anual e das despesas de refrigeração, com o isolamento natural, durante o inverno, e a sombra, no verão, fornecidos pelas árvores.

XÔ, ALERGIA!
Você sente que a cidade te deixa doente? Uma pesquisa realizada por cientistas finlandeses pode ter a explicação para esse mal-estar. Eles descobriram que a falta decontato com a natureza torna as pessoas mais susceptíveis a desenvolver asmas e alergias. O estudo, publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), indica que em espaços verdes existem uma série de bactérias e microorganismos que ajudam a fortalecer o sistema imunológico dos seres humanos.



Crianças e adultos que moram em regiões muito urbanizadas, carentes de um meio ambiente com vitalidade, teriam predisposição maior a desenvolver doenças inflamatórias crônicas e autoimunes, ao passo que os moradores rurais estariam mais protegidos. Os pesquisadores estudam a hipótese de que as tais bactérias possam ser responsáveis por fortalecer o sistema imunológico dos moradores de áreas rurais
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Multiplicadores ambientais: aulas começam nesta segunda

Multiplicadores ambientais: aulas começam nesta segunda 

Por Marcio Fernandes
A partir desta segunda-feira (12), 120 guardas mirins começarão o curso de Multiplicadores Ambientais. A aula inaugural foi realizada na noite da última sexta-feira (9), no auditório do Instituto Federal Fluminense (IFF), parceiro da Fundação Municipal da Infância e da Juventude (FMIJ) e da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, na realização do curso.

- Não é possível pensar o futuro sem discutir meio ambiente. Queremos oferecer aos nossos jovens uma consciência cidadã, destacou o presidente da FMIJ, Tiago Ferrugem. 

Atentos aos discursos, os guardas mirins monstravam-se ansiosos para o início das aulas depois de amanhã. “Vai ser muito bom para mim, sempre quis saber mais sobre meio ambiente”, garantiu Josué Azevedo de Almeida, 16 anos, guarda há um ano.

Para Tiana de Aquino Ribeiro,16, guarda há três anos, o curso ajudará na sua formação. “Aprender é sempre fundamental, e no futuro irá ajudar na minha formação profissional”, destacou a menina. 

Já na avaliação de Matheus Ribeiro de Souza, 17, adquirir conhecimento nunca é demais. “Por isso estou aqui”, contou.

A aula inaugural contou com a presença dos pais dos guardas mirins. Os adolescentes e jovens terão aulas teóricas e práticas de educação ambiental e trabalho, saneamento básico, saúde coletiva, gestão participativa e outros. 

GAROTINHO:As provas da verdade e da minha inocência

2/08/2013 09:23


Abaixo vocês vão ver a postagem que fiz aqui no blog, no dia 5 de março de 2010, ano em que me elegi deputado federal com 700 mil votos, o mais votado da história do Rio de Janeiro. O caso da denúncia do Procurador Geral da República, Roberto Gurgel é exatamente o mesmo que como poderão comprovar já motivou ações do MP Estadual, onde foram omitidas provas da minha inocência, e que a Justiça considerou-as extintas depois que apresentei minha defesa. Mais uma vez quando uma eleição se aproxima voltam com a mesma história. Leiam atentamente e comprovem que jamais um político respondeu de forma tão clara e inquestionável a uma acusação, apresentando documentos, provas de inocência.


A farsa eleitoreira montada pelos promotores
Entenda o caso passo a passo (05/03/2010)



Como mostrei ontem, aqui no blog, a ação dos promotores da 6ª Promotoria de Tutela Coletiva da Capital não passa de uma grande armação, que vou mostrar aqui, passo a passo, com todos os documentos que comprovam não apenas a minha total inocência, assim como a de Rosinha, como também vai deixar os leitores estarrecidos. Duvido que vocês já tenham tomado conhecimento de caso parecido de perseguição, com motivação eleitoreira, apenas com o intuito de atingir a minha imagem. Peço apenas, que vocês não me condenem pelo que os jornais e a mídia afirmam, na maioria dos casos de forma tendenciosa e com manipulação das informações. Leiam e vejam a documentação que vocês poderão entender tudo. Vamos aos fatos.

Justiça extinguiu duas ações semelhantes
A ação anunciada contra mim e Rosinha, movida pelo Ministério Público não é nova. Outras duas iguais já foram encaminhadas à Justiça, que decidiu pela extinção, tendo em vista que não se sustentavam. Vejam abaixo a cópia das decisões judiciais.





Duas representações contra os promotores
Tendo em vista a má fé dos promotores e o caráter eleitoreiro já apresentei duas representações contra eles no Conselho Nacional do Ministério Público.

Na primeira, eles são acusados de omitir documento em processo contra mim para induzir a Justiça a erro. Está tudo documentado e as provas são irrefutáveis. A representação corre em segredo de justiça e tem o número 930 / 2009 – 18 e deu entrada no dia 1º de setembro de 2009. Observem que os promotores intencionalmente não colocaram no primeiro processo o documento, que reproduzo abaixo e que é claro. Na época do governo Rosinha, quando eu era secretário de Governo determinei à FESP, que fossem cancelados quaisquer contratos que tivessem sido firmados, através da sub-contratação de ONGs. Olhem o documento e vejam que “determino o imediato cancelamento” e mando seguir o estabelece a legislação.





A segunda representação contra os promotores é ainda mais grave e mostra o conluio dos promotores com as Organizações GLOBO. No dia 27 de janeiro de 2010, com exclusividade o jornal O GLOBO e a TV GLOBO veicularam matéria sobre a aceitação pela governadora Rosinha Garotinho, de um terreno para o pagamento de dívidas de ICMS, que segundo eles, estaria super-avaliado. Afirmaram que Rosinha foi denunciada por esse fato. Pasmem, até a data de ontem, a dita petição do Ministério Público não havia sequer sido distribuído à vara competente para analisar o fato. Ou seja, foi apenas um show jornalístico e televisivo sem nenhuma ação concreta.

No governo Rosinha Garotinho, o terreno foi avaliado em R$ 41 milhões, por uma comissão de técnicos da Procuradoria-geral do Estado e por engenheiros convocados para essa missão. Para argumentar que o terreno valeria apenas R$ 7 milhões, os promotores usaram um laudo que afirma: “segundo o senhor Wilson, morador da área, o metro quadrado custa...”. Quem é o senhor Wilson? Onde ele mora? O que ele faz? É corretor de imóveis? É isso que os promotores não têm como explicar ao Conselho Nacional do Ministério Público e essa a razão de seu medo.

Nem eu, nem Rosinha nunca fomos ouvidos pelos promotores
Certamente vocês não sabem, mas nem nos dois processos extintos pela Justiça, nem nesse apresentado ontem, em nenhum deles, eu ou Rosinha fomos sequer chamados para prestar qualquer esclarecimento. Nunca fomos ouvidos, nem nunca nada nos foi perguntado. Vocês já viram algum processo semelhante onde dois acusados não podem se defender?

Nem um centavo das ONGs foi usado na minha pré-campanha
Observem, como os promotores, mais uma vez, processam a mim e a Rosinha omitindo no novo processo os documentos que provam, que não usei dinheiro doado por ONGs, na minha pré-campanha à presidência, em 2006. Esses documentos, que reproduzo abaixo, constam na prestação de contas ao TRE, mas eles preferiram esconder isso da juíza.

Mas vou explicar a situação para vocês entenderem. A comissão responsável por arrecadar recursos para a pré-campanha presidencial de 2006 conseguiu doações, junto a diversas empresas.

Quando fui informado, que essas ONGs prestavam serviço a empresas contratadas pelo Estado, determinei a imediata devolução do dinheiro doado, como mostram as cópias dos cheques nominais abaixo, assinados pelos integrantes da comissão, o senhor Carlos Alberto Muniz, atual vice-prefeito do Rio e o senhor Eduardo Damian, atual chefe de gabinete da secretaria estadual de Governo, que eram os responsáveis por arrecadar e pagar as despesas da pré-campanha. O dinheiro foi devolvido da conta do PMDB como podem ver. Não foi usado um centavo.







O bloqueio dos bens
Respeito a decisão da juíza de bloquear os nossos bens, mas a alegação não faz o menor sentido. A decisão, segundo ela se baseia em risco iminente de dilapidação patrimonial. Mas como se cogitar o risco de dilapidação, se o próprio Ministério Público afirma que o referido inquérito tramitou durante dois anos até a propositura da ação?

Quero deixar claro, que ao contrário do que alguns órgãos de imprensa noticiaram não foi quebrado o sigilo bancário, nem meu, nem de Rosinha. Mas mesmo que isso tivesse acontecido, para nós não haveria qualquer problema. Muita gente não sabe, mas numa atitude inédita na política, em 2002, ao deixar o governo do Estado enviei ao Ministério Público, um documento que vocês verão abaixo, onde eu tomo a iniciativa de autorizar a quebra do meu sigilo bancário e fiscal, assim como de Rosinha, a qualquer momento. Vocês acham que quem deve alguma coisa tomaria essa iniciativa?





Quem não deve não teme
Agora que vocês leram toda esta explicação e viram os documentos, eu pergunto: alguma vez vocês já viram um político ser acusado de atos ilícitos e apresentar todas as provas documentais incontestáveis da sua inocência? Por que esses documentos não foram anexados aos processos? Por que eu e Rosinha nunca fomos ouvidos? Alguém tem dúvida de que a motivação é eleitoreira?

Vou processar os promotores
Com base em tudo o que vocês tomaram conhecimento, na omissão proposital de documentos, a fim de induzir a Justiça a erro, pela perseguição odiosa que vêm fazendo contra mim, não me dando o direito de defesa, quero deixar claro, que meus advogados, além das duas representações junto ao Conselho Nacional do Ministério Público vão entrar nos próximos dias, com uma ação por danos morais contra cada um desses promotores, responsabilizando-os pessoalmente.

Vivemos num Estado de Direito ou voltamos à ditadura onde não se respeitavam as prerrogativas jurídicas e os direitos do cidadão?

Estão aí todas as provas e o relato de como tudo não passa de uma grande armação para mais uma vez tentar me prejudicar porque lidero as pesquisas para a eleição do próximo ano.
fonte;

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

4º Conferência Nacional do Meio Ambiente



Amanhã,a partir de 8h da manhã, ocorre a Etapa municipal da Conferência Nacional de Meio ambiente.PARTICIPE !



V-CONFERENCIA NACIONAL DE MEIO AMBIENTE: ETAPA DE CAMPOS DOS GOIYTACAZES

A temática da conferência é RESÍDUOS SÓLIDOS,cujo eixos de temas são os 4 que seguem.De cada um destes eixos os conferencistas aprovarão 5 propostas a serem encaminhadas à Etapa Estadual a ser realizado em setembro no município do rio de Janeiro
Produção e consumo sustentáveis
Produção e consumo sustentáveis significam o uso de serviços e produtos que respondem às necessidades básicas humanas, trazem uma melhor qualidade de vida e minimizam o uso de recursos naturais e materiais tóxicos, bem como as emissões de resíduos e poluentes ao longo de seu ciclo de vida, de forma a não colocar em risco as necessidades das gerações futuras.
O Brasil aderiu em 2007 ao Processo de Marrakesh, que solicita e estimula que cada país-membro das Nações Unidas participante desenvolva seu Plano de Ação para Produção e Consumo Sustentáveis (PPCS) a ser compartilhado com os demais países, gerando subsídios para a construção do Marco Global.  O Brasil  lançou seu PPCS em 2011.

Redução de impactos ambientais

A Política Nacional de Resíduos Sólidos contribui para a melhoria da qualidade de vida na medida em que oferece diferentes instrumentos para viabilizar a gestão dos resíduos em toda sua complexidade. Um dos maiores desafios das administrações municipais é a disposição ambientalmente adequada dos resíduos sólidos com a eliminação total dos lixões até 2014.

Exemplos de tecnologias que reduzem os impactos ambientais são, a compostagem, biodigestores para resíduos sólidos orgâncios e agrossilvopastoris e utilização do biogás como combustível para geração de energia elétrica.

Geração de emprego e renda

Durante a implementação da PNRS, bem como do PPCS, é importante que sejam observadas questões de geração de emprego e renda, garantindo oportunidades de trabalho decente e distribuição de renda. A adoção de práticas sustentáveis em produção e consumo cria novas vagas nas empresas e redesenha as existentes.
A PNRS traz entre seus princípios o reconhecimento do resíduo sólido reutilizável e reciclável como um bem econômico e de valor social, gerador de trabalho e renda e promotor da cidadania, o que reflete a importância da indústria da reciclagem, que contribui substancialmente para a redução do impacto ambiental quanto ao uso de energia e de matéria-prima. O Brasil é o líder mundial na reciclagem de latas de alumínio, gerando um excedente de energia suficiente para fornecer eletricidade a uma cidade de mais de um milhão de habitantes durante um ano inteiro.

Educação ambiental

A PNRS aponta, entre seus objetivos, a não geração, a redução, a reutilização, a reciclagem, o tramento dos resíduos sólidos e a destinação final ambientalmente adequada dos rejeitos. Indica também a diminuição do uso dos recursos naturais como água e energia no processo de produção de novos produtos, o aumento da reciclagem no País, a promoção da inclusão social e a geração de emprego e renda para catadores de materiais recicláveis, entre outras ações.
O envolvimento da sociedade, no contexto dessa gestão inovadora a que se propõe a PNRS, vai muito além do necessário treinamento e capacitação técnica. Compreende uma diversidade de públicos e agentes de toda a cadeia, em especial o catador de material reciclado, que deve ser visto como ator relevante nas ações de informação e educação ambiental. E o consumidor, que tem uma nova responsabilidade com a PNRS, também é sujeito prioritário da educação ambiental, da mesma forma que os segmentos produtivos, que devem incorporar progressivamente a sustentabilidade aos processos de produção.
Dessa forma, frente ao enorme desafio proposto pela PNRS, é pertinente buscar inspiração numa pedagogia emancipadora, que soma a capacitação e o treinamento ao diálogo esclarecedor, com conteúdos e procedimentos correspondentes à reflexão crítica, à interação com a realidade cotidiana, à expressão popular de fóruns coletivos, de pequenos grupos, de indivíduos, sempre considerando os contextos cultural, social, econômico, político e ambiental, que representa a própria transversalidade.
CONFERÊNCIA DE MEIO AMBIENTE:ETAPA DE CAMPOS.
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Em agosto ,nos dias 13 e 14 de agosto estaremos realizando a ETAPA PREPARATÓRIA MUNICIPAL DA CONFERÊNCIA NACIONAL DO MEIO AMBIENTE.
Inscrições antecipadas a partir de 01 de agosto:1.Na sede da SMA(Secretaria do Meio ambiente)localizada na A. Osvaldo Cardoso de Melo,1.233,P.São Caetano
2.Centro de 
Educação Ambiental,localizada na Av. Jose Carlos P. Pinto,nº300,P. Rio Branco,Guarus.
3.Horto Municipal ,localizado na AV. Alberto Lamego Lamego,s/nº,pq. Califórnia.
4.INSCRIÇÕES NO DIA DA CONFERÊNCIA:sede da conferência ,localizada na Rua dos Goytacazes,s/º sede da Fundação de Esportes,pq. Oliveira Botelho.
5.INSCRIÇÕES ANTECIPADAS: NO SITE DA SECRETARIA MUNICIPAL DO MEIO AMBIENTE:LINK http://meioambiente.campos.rj.gov.br/index.php/incricoes