domingo, 11 de agosto de 2013

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o selo
no seu blog

Doe livros para uma biblioteca

Karen Tada -


Colorido, informativo e envolvente, o quinto Manual de Etiqueta do Planeta Sustentável traz dez listas com 99 ideias simples e práticas para um dia a dia sustentável
O novo Manual de Etiqueta do Planeta Sustentável guia anual de dicas para o bem-estar seu e do planeta – é um caderno de ilustrações-informações, didático, divertido e útil.
Nesta nova e quinta edição, a aposta é em listas, simples e práticas, para você consultar e ter um dia a dia mais sustentável. Traz, por exemplo: 14 coisas que não devem ser jogados na privada; 11 coisas boas de colocar no carrinho do mercado; 7 atitudes para conviver melhor com o vizinho. Por que um Manual em forma de listas? Elas são divertidas. São fáceis de ler. Ajudam na organização. Não são definitivas. Muito pelo contrário: é provável que você se lembre de algo que faltou. O que é bom.
Ações para a sustentabilidade precisam ser multiplicadas, espalhadas, ganhar contornos locais, atender a demandas específicas, levar o global em conta – e isso reverte para o bem comum. Então, você pode se informar com as listas desteManual e depois completá-las com sua própria seleção de atitudes e ideias para enfrentar os desafios sociais e ambientais da atualidade, rumo a um mundo melhor.
A publicação, encartada em Veja (exemplares de bancas e assinantes), National Geographic Brasil (só para assinantes) e Nova Escola (bancas e, em algumas regiões, para assinantes), tem tiragem de 1,44 milhão de exemplares. Também está disponível, gratuitamente, no site do Planeta Sustentável. Baixe o seu!
PEQUENO NOTÁVEL
Já que o assunto são listas, aqui vai uma que explica, em 6 itens, porque o Manual de Etiqueta do Planeta Sustentável é um pequeno notável: fisicamente, tem o tamanho de um gibi, mas coleciona números e “causos” de grande estatura:

- Desde a primeira edição (esta é a quinta), foram publicados quase 11 milhões de exemplares. Algumas edições bateram recorde de tiragem na Abril…
- … sem contar que já houve versões do Manual em inglês e espanhol. Essas e todas as edições estão no site, para download gratuito. – Em 2008, ganhou o Prêmio Abril de Jornalismo.
- Já virou até substituto de pena criminal. Em 2008, em Caldas Novas, Goiás, foi determinado que autores de crimes ambientais poderiam imprimir e distribuir o Manual como alternativa às penas. E isso aconteceu mesmo!
- Em um certo dia de 2011, um executivo de uma multinacional pegou um táxi em São Paulo e nele viu um Manual, ali colocado por meio de uma parceria com empresas do setor. Leu, gostou, solicitou mil exemplares e distribuiu na companhia.
- Solicitou? Sim, o Manual é doado para escolas, universidades, hospitais, secretarias de educação e de meio ambiente, associações, comunidades, parques… A doação vai até o fim do “estoque”.
AÇÃO CONJUNTA
Tantas ações e exemplares são produzidos graças à colaboração de leitores, jornalistas, a equipe do Planeta Sustentável, os conselheiros do Planeta, especialistas e empresas que participam desse grande debate da sustentabilidade. O Manual é mais uma frente para disseminar o conhecimento e incentivar as pessoas a também tomar parte dessa discussão. A quinta edição do Manual de Etiqueta não é diferente.

Além daqueles que contribuíram com ideias e informações, ele é uma iniciativa tornada possível graças às empresas realizadoras do Planeta – Abril, CPFL Energia, Bunge, Petrobras e Caixa – e o apoio da Associação Brasileira de Celulose e Papel (Bracelpa), da empresa de tintas Flint, das fabricantes de papel e celulose StoraEnso e Suzano e da Abril Gráfica. Agora, faça uma lista de pessoas bacanas você também, e compartilhe este Manual!

Jardim projetado para contemplar a natureza

Jardim projetado para contemplar a natureza

Em uma área de 800 m², a paisagista Paula Magaldi criou locais especialmente projetados para a moradora contemplar a natureza

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Divulgação


Acima, a jabuticabeira (Myrciaria cauliflora) (1) foi contornada por um banco de cumaru e por vasos de minirromãs (Punica granatum nana) (2). Ao fundo, a cerca-viva é de murta (Myrtus L.) (3). Desse local, parte o caminho de pedra-goiás, que leva a outro cantinho gostoso de ficar. Nele, vasos com patas-de-elefante (Beaucarnea recurvata) (4) ladeiam o banco. Blocos de viburno (Viburnum tinus L.) (5) bem aparados estão entre as atrações do trajeto. "Essa planta precisa de cortes constantes para manter a forma. Já as frutíferas pedem sol e água em abundância", explica a paisagista.Ter seus momentos de contemplação no jardim era um dos sonhos da moradora desta casa, no bairro do Alto de Pinheiros, na capital paulista. O projeto da paisagista Paula Magaldi, São Paulo, criou dois pontos convidativos na área de 800 m².


Divulgação

De onde vem a comida?

De onde vem a comida?

ONG analisa políticas ambientais e sociais de empresas de alimentos e descobre que a maioria não sabe como seus produtos são feitos Bárbara Lopes   Vida Simples


George Osodi/Divulgação

Quando falamos em consumo consciente, não se trata apenas de matérias-primas que não agridem o meio ambiente. É preciso se preocupar, também, com as condições de trabalho das pessoas que fazem os produtos. 


Com essa ideia em mente, a ONG Oxfam lançou a campanha Por trás das marcas*, que analisa políticas das dez maiores empresas de alimentos do mundo em relação à transparência e à responsabilidade social ambiental



O objetivo é conscientizar os consumidores para pressionar as empresas, começando pela Nestlé, Mars (que faz M&M’s e Twix) e Mondelez (dona da Lacta), devido à desigualdade entre homens e mulheres na produção de chocolate.



O relatório mostra que as grandes empresas fazem pouco para conhecer a fundo e melhorar as condições em suas cadeias produtivas. As mais bem colocadas foram a Nestlé, com média de 5,4, e a Unilever, com 4,9. Na lanterna, estão a Kellogg e a Associated British Foods, das marcas Fleishmann e Ovomaltine. No site da campanha é possível ver o ranking completo.

Prefeitura quer remover mais de 150 capivaras que vivem na orla da Lagoa da Pampulha


À BEIRA DA LAGOA

Prefeitura quer remover mais de 150 capivaras que vivem na orla da Lagoa da Pampulha

Pesquisa mostra que 95% dos frequentadores são a favor da manutenção dos roedores por lá Cedê Silva VejaBH - 17/07/2013


Márcio Cabral de Moura/Creative Commons

Linda De Volder/Creative Commons
Quando o zoológico de Belo Horizonte estava em construção, em 1953, a obra de dois lagos interligados dentro do recinto que seria destinado às capivaras, entre outros animais, chamou a atenção do prefeito Américo René Giannetti (1896-1954). Ele fez questão de destacar o projeto no relatório que escreveu naquele ano sobre os progressos que chegavam à cidade. Giannetti não podia prever que não seria preciso passar pelos portões do nosso zoo para ver os maiores roedores do mundo. Não se sabe ao certo quando eles chegaram por ali, provavelmente seguindo o curso d’água, mas o fato é que várias famílias deles escolheram viver às margens da Lagoa da Pampulha, onde passeiam sossegadas e livremente pelos jardins criados pelo paisagista Burle Marx (1909-1994). Ao longo dos anos, os bichos transformaram-se em mais uma atração para crianças e adultos que visitam a região. Agora, porém, as capivaras - que se alimentam das plantas dos jardins - estão sendo vistas como ameaça ao reconhecimento do Conjunto Arquitetônico da Pampulha como patrimônio cultural da humanidade. E como um risco à saúde pública, já que são hospedeiras do carrapato-estrela, transmissor da bactéria Rickettsia rickettsii, causadora da febre maculosa, que pode ser fatal para os humanos.

“A população de capivaras da Pampulha cresce de maneira vertiginosa”, afirma o vice-prefeito, Délio Malheiros (PV), que acumula o cargo de secretário do Meio Ambiente. “Temos de trabalhar preventivamente.” A prefeitura conseguiu contar 170 exemplares, mas diz que o número pode ser até maior. Na terça-feira, 9, Malheiros se reuniu com especialistas do Ibama - Instituto Brasileiro do Meio Ambiente para discutir um plano de captura dos animais. A prefeitura pretende lançar, em agosto, um edital para contratar o serviço de manejo. Serão destinados cerca de 350 mil reais à empresa vencedora para trabalhar por um ano, a partir de setembro. A administração municipal já recorreu ao expediente antes, mas nunca em uma escala tão grande. Desta vez, a ideia é retirar 90% dos animais de lá. “Vamos deixar um número reduzido, porque a capivara já faz parte da lagoa”, adianta Malheiros.

O problema, que é antigo, tomou nova dimensão por causa da restauração dos cinco jardins de Burle Marx que integram o Conjunto Arquitetônico da Pampulha, um projeto de 4 milhões de reais. Dois deles, o do Museu de Arte e o da Casa do Baile, foram entregues no dia 2. Os outros três - da Casa Kubitschek, da Igreja de São Francisco de Assis e da Praça Dalva Simão - devem ficar prontos até o fim do ano. A recuperação dos jardins tombados é uma das ações da prefeitura para reforçar a candidatura da Pampulha, lançada em 1996 na Unesco - Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, ao título de patrimônio da humanidade, como a cidade de Ouro Preto. O plano, porém, está em risco por causa das capivaras. As acácias, as yucas, os agaves e o capim-dos-pampas escolhidos a dedo pelo mestre do paisagismo poderão não durar muito se nada for feito para conter a voracidade dos animais. Como medida paliativa, a prefeitura foi obrigada a instalar uma cerca provisória no jardim do Museu de Arte. O mesmo será feito, nos próximos dias, na Casa do Baile.

A discussão ficou ainda mais inflamada depois da suspeita de que o gerente de tecnologia Alysson Ribeiro de Miranda, de 42 anos, que morreu no dia 1º, contraiufebre maculosa ao ser picado por um carrapato no Parque Ecológico da Pampulha, local com a maior concentração de capivaras. Embora os exames tenham descartado a hipótese, o episódio serviu para reforçar o discurso de especialistas que defendem a retirada dos roedores. “Por sorte, não tivemos ainda caso de febre maculosa. Mas será que vale a pena o risco de acontecer aqui o que houve em Campinas?”, indaga o veterinário Ro­má­rio Cerqueira Leite, professor de doenças parasitárias da UFMG - Universidade Federal de Minas Gerais. Leite refere-se à morte de três funcionários de um parque na cidade paulista por febre maculosa, entre 2006 e 2008. Depois desses casos, vinte capivaras que viviam por lá foram abatidas. O professor da UFMG é contra a ideia da prefeitura de preservar 10% dos animais na lagoa. Segundo ele, isso seria perpetuar o risco. “Todas as capivaras têm carrapato. As que ficarem também terão.” Leite ressalta ainda que a lagoa é um local sem predadores, como a onça e a sucuri, cheio de grama no entorno para ser comida e com uma ilha no meio que serve de abrigo. “O crescimento da população fica anormal”, explica o veterinário. A fêmea pode chegar a ter duas gestações por ano, com até oito filhotes por vez.

A retirada dos animais virou assunto na cidade. Apimentando a polêmica, o radialista Eduardo Costa chegou a sugerir na terça 9, durante o Jornal da Itatiaia, um programa matutino com audiência média de 156 mil ouvintes, que a caça fosse liberada. “A carne é uma delícia”, disse o popular apresentador da emissora. Com os mesmos cortes do porco, as capivaras podem ser encontradas em alguns restaurantes. O bar Rima dos Sabores, no Prado, vende o pernil do bicho por 250 reais. Como não está no cardápio, o prato para seis pessoas deve ser encomendado com antecedência. “Para consumo, as capivaras são abatidas com idade entre 10 e 18 meses”, informa o zootecnista Fábio Hosken, coautor do livro Criação de Capivaras. “Mas não é fácil encontrar no mercado.” O Ibama proíbe o abate dos animais capturados, embora permita aos criadores credenciados matar os filhotes que vierem a nascer deles.

Apesar dos argumentos a favor da retirada das capivaras da lagoa, há quem defenda a manutenção dos roedores que viraram mascotes da região. “É uma das poucas formas de contato com a natureza acessíveis para todo mundo”, diz a bióloga Thaís Morcatty. Ela participou de uma pesquisa sobre a percepção dos frequentadores da Pampulha em relação a esses animais, que foi realizada por alunos do Instituto de Ciências Biológicas da UFMG e será publicada na revista científica MG.Biota. Segundo o levantamento, 95% dos entrevistados são a favor de sua permanência na orla da lagoa. Para 90% deles, os peludos são um atrativo turístico. “O potencial de risco à saúde causado pela poluiçãoda lagoa é muito maior que o da capivara”, pondera Thaís. Na noite da última terça,ambientalistas se reuniram na esquina entre as avenidas Pasteur e Brasil, no Santa Efigênia, para um protesto em forma de “aula aberta” sobre os mamíferos, que são da mesma família do porquinho-da-índia. Biólogos presentes argumentaram que sua remoção da Pampulha não reduzirá o risco de febre maculosa na cidade, já que o carrapato-estrela também infecta cachorros, gambás e aves que vivem na região da Pampulha. “A principal reclamação das pessoas em relação à lagoa é a poluição. As capivaras não incomodam”, disse a estudante de biologia Raquel Hosken, de 26 anos, que também participou da pesquisa do Instituto de Ciências Biológicas.

Enquanto os ambientalistas protestam, a prefeitura corre contra o tempo para retirar as capivaras de lá. É que a chegada das chuvas, no fim do ano, tornará o trabalho mais complicado. Com o nível de água da lagoa mais alto, será difícil localizar os animais. É comum as capivaras passearem pelos jardins da Pampulha quando têm fome, o que geralmente ocorre na madrugada, no fim da tarde e à noite. Para dormir, elas preferem se esconder em moitas. Se não estão comendo ou dormindo, gostam mesmo, sendo semiaquáticas, é de ficar dentro d’água, sobretudo no período mais quente do dia, entre o fim da manhã e o início da tarde. E não é só para se refrescar que as capivaras procuram a lagoa. É lá que elas costumam namorar. Se depender da prefeitura, essa boa vida vai ter fim.

CHEIOS DE FÃS
170 é o número estimado de capivaras que vivem hoje na orla da Lagoa da Pampulha

95% dos frequentadores da região são a favor da manutenção dos roedores, segundo pesquisa de alunos da UFMG

90% dos entrevistados enxergam os animais como um atrativo turístico

350 mil reais é quanto a prefeitura calcula que gastará com a remoção dos bichos

60 quilos é o peso médio de um adulto macho

250 reais é o preço de um prato com capivara no bar Rima dos Sabores, no Prado. A refeição serve seis pessoas e deve ser encomendada com antecedência, pois não está no cardápio

O PORCO-D'ÁGUA
Mamífero nativo da América do Sul, a capivara não é parente da anta ou da paca, embora muitas pessoas confundam as espécies. Da família do porquinho-da-índia, tem o nome científico Hydrochoerus hydrochaeris, que significa porco-d’água. O roedor gosta de viver perto de rios e lagoas, para se refrescar. Consegue ficar até cinco minutos submerso para se esconder dos predadores e possui características semelhantes às do hipopótamo: olhos, orelhas e narinas no topo da cabeça. Atinge a maturidade por volta dos 15 meses de idade. Em cativeiro, a expectativa de vida pode chegar a 12 anos.


COMPANHEIROS DE HABITAT
As capivaras dividem, quase sempre amigavelmente, o espaço na Lagoa da Pampulha com animais que, assim como elas, viraram mascote por lá: os jacarés. Ninguém sabe ao certo quantos são. Especialistas do Ibama já viram répteis de várias idades no local, o que indica a existência de pelo menos uma família da espécie Caiman latirostris, o popular jacaré-do-papo-amarelo, na lagoa. Segundo Daniel Vilela, analista do Ibama em Belo Horizonte, as capivaras da Pampulha conhecem os jacarés e os evitam. Para sorte delas, eles têm fartura de tilápias, traíras, cascudos, carás e lambaris para comer. Mas convém não dar bobeira.


sábado, 10 de agosto de 2013

DIAP inclui Garotinho na lista dos mais influentes do Congresso Nacional

07/08/2013 14:07
Reprodução do documento original divulgado pelo DIAP
Reprodução do documento original divulgado pelo DIAP


O DIAP (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar) que há muitos anos avalia o desempenho dos deputados federais e senadores divulgou nova lista do que eles chamam de "cabeças" do Congresso. Fiquei muito feliz com o reconhecimento do meu trabalho. Como podem ver na lista abaixo, são poucos os parlamentares do Estado do Rio entre os mais influentes, e entre os "cabeças" só eu, Alessandro Molon (PT) e Jandira Feghali (PC do B).

Isso é mais uma prova de que venho trabalhando pelos interesses da população e do Brasil. Não fui eleito para fazer número, ou para usar o mandato para interesses pessoais. É recompensador ter o seu trabalho reconhecido, mas isso só aumenta a minha responsabilidade para fazer mais e melhor. 

Natureza em vidro

FLORESTA EM MINIATURA

Natureza em vidro

Sem espaço para plantar um jardim? Com um terrário, você pode ter até uma microfloresta em casa, no apartamento, no escritório...Mariana BrunoCasa Claudia - 01/01/2013


Marco Antonio

Eles mexem com a imaginação porque parecem um resumo da natureza, que você observa de cima, como se fosse um gigante. "Terrários podem ser feitos em qualquer tipo de vaso desde que seja transparente", afirma o engenheiro florestal e paisagista Thiago André, que assina os microjardinsdesta reportagem. Essas paisagens em miniatura também são uma ótima ideia para quem vive em espaços pequenos e deseja resgatar a proximidade com o verde. Bem feito e bem cuidado, um terrário dura anos. "Procuro usar plantas com necessidades de manutenção parecidas. O melhor é que tenham folhas pequenas e crescimento lento", explica o paisagista.


MUNDOS PARTICULARES DE UMA ARTISTA

Nos terrários da artista plástica Vivian Kass, surgem cenas fabulosas povoadas por bichos de plástico, bonecas e caveiras garimpados pela cidade. "Compro muita bugiganga e trago para o ateliê. Uso em meu trabalho coisas com as quais convivo", conta. Com as espécies, não é diferente: a maior parte vem de seu quintal. "Pego plantas da rua também. Adoro um musgo de calçada." Uma particularidade dos terrários de Vivian é que todos têm tampa - ela monta os microambientes, rega e, depois que os fecha, raramente volta a abri-los. "O processo natural é bem-vindo. Às vezes, uma planta morre. Em outras, nascem musgos, ervas daninhas, fungos."


EXPERT EM CRIAR PAISAGENS
Foi numa temporada morando em Nova York que Thiago André começou a montar terrários para compensar a falta de verde durante o inverno rigoroso. "Geralmente, componho um local onde eu gostaria de relaxar ou passear, um paraíso particular." De tanto criar essas "florestas encapsuladas", como diz, ele hoje sabe como mantê-las bonitas. Se o vaso for aberto, borrife 250 ml de água com um spray três ou quatro vezes por semana. Para vidros fechados, são os mesmos 250 ml de água uma vez ao mês. A exposição ao sol deve ser indireta para não queimar as plantas. Adubar é desnecessário e pode danificar algumas espécies de musgo. 



PASSO A PASSO: MONTE SEU TERRÁRIO

1. Limpe o vidro por dentro e por fora. No fundo, faça uma camada de carvão fina e apenas no centro do recipiente. Somente a terra ficará visível no final. Adicione a casca de pínus, desenhando o relevo desejado. Jogue um pouco mais de carvão e misture-o à casca;
2. Cubra a camada anterior, responsável pela drenagem, com a terra. Preencha também o espaço das laterais. Usando um papel toalha ou um pano umedecido, limpe a terra grudada nas paredes do vaso;
3. Distribua as plantas: as maiores vão ao centro, e as menores, na parte mais externa. Finalize com pedaços de tijolo, gravetos e outros ornamentos; 
4. Molhe todas as plantas com um spray de 250 ml. Aproveite e borrife água em alguma sujeira persistente.


DE TODAS AS FORMAS E TAMANHOS
Para os iniciantes, é mais fácil montar e manter o terrário num vidro de boca larga, como o modelo acima. O garrafão de abertura estreita desta foto requer o uso de pinças longas, encontradas em lojas especializadas em botânica. Arames e bambus também são acessórios empregados pelos experts.

Cogumelo - Você precisa comer mais

Cogumelo - Você precisa comer mais

Ele conquista devagarinho o paladar do brasileiro. Só que precisaríamos incluí-lo muito mais vezes no cardápio para tirar proveito dos seus efeitos contra o excesso de peso e a favor da imunidade Thaís Manarini e Tamires Cioffi 


Alex Silva

Com o recente aumento da oferta em supermercados e a presença crescente em vários pratos, de massas a sanduíches e sopas, aqui eles ainda podem ter certo sabor de novidade. Mas a relação entre os homens e os cogumelos vem de longa data - no Egito antigo eles eram considerados presentes dos deuses. Só de uns tempos para cá, porém, os brasileiros passaram a investir no sabor marcante e na textura macia desses fungos - sim, são fungos! Segundo dados da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, hoje, o consumo anual por habitante é de 160 gramas. Pouco? Veja bem, em 1995 eram míseros 30 gramas. 


Apesar de o salto de 400% impressionar, a participação dos cogumelos na nossa dieta é tímida. Na Europa, cada pessoa come em torno de 2 quilos deles todo ano. "Trata-se de um alimento altamente nutritivo", enaltece Regina Furlani, pesquisadora do Instituto de Tecnologia de Alimentos, em Campinas, no interior paulista. "O brasileiro deveria consumir cerca de 100 gramas por dia", recomenda a bióloga Sandra Maria Gomes da Costa, professora da UEM - Universidade Estadual de Maringá, no Paraná. Para quem deseja emagrecer, é nessa quantidade que os cogumelos precisam ser convidados à mesa, de acordo com um novo estudo da Escola de Saúde Pública Bloomberg da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos. 


Na pesquisa americana, 73 voluntários gordinhos foram incentivados a seguir uma dieta de emagrecimento, sendo que 36 se dispuseram a substituir a carne por 200 gramas dos fungos, o equivalente a um copo, em pelo menos três refeições semanais. A troca compensou. Ao final de um ano, esses participantes perderam, em média, 3 quilos, enquanto seus colegas eliminaram, no máximo, 1. Outro ponto para os adeptos dos cogumelos: eles conseguiram conservar a nova silhueta com facilidade. "Considero um achado promissor, visto que manter o peso é mais difícil do que emagrecer", analisa Lawrence Cheskin, autor da investigação. 


O efeito enxuga-barriga tem a ver com o fato de o alimento ser praticamente desprovido de gorduras. Para ter ideia, em 100 gramas não encontramos nem 1 grama de lipídios. Sem contar que o valor energético não passa de 50 calorias. Já na mesma quantidade de contrafilé grelhado há 15 gramas de gorduras e quase 300 calorias - uma bela diferença. Os cogumelos surpreendem até naquele aspecto em que a carne vermelha geralmente sai ganhando, ou seja, nos níveis de proteínas. Isso porque a porção de fungos pode alcançar o teor de 30% desse nutriente, valor semelhante ao de um bife de boi. 


Agora, tem uma característica do cogumelo que o diferencia de todos os outros alimentos: assim como nós, uma vez expostos ao sol, eles conseguem produzir a aclamada vitamina D, substância que protege os ossos e melhora a imunidade. Em análise da Escola de Medicina da Universidade de Boston, nos Estados Unidos, os estudiosos perceberam, inclusive, que dava na mesma tomar o extrato do alimento ou as cápsulas tradicionais da vitamina - nos dois casos, o organismo recebia doses iguais da substância. "Ela é produzida a partir do ergosterol, molécula abundante na parede celular dos fungos", explica o biólogo Edison de Souza, da Brasmicel, produtora de sementes de cogumelos, em Suzano, na região metropolitana de São Paulo. 


O mais interessante é que dá para estimular os cogumelos recém-chegados do mercado a produzirem vitamina D em casa.

O alerta da década de 2001 a 2010 para o futuro

O alerta da década de 2001 a 2010 para o futuro

Relatório da Organização Meteorológica Mundial mostra que o mundo viveu extremos climáticos sem precedentes na primeira década do século XXI. Já passou da hora de agir
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Vanessa Barbosa Exame.com 

mario cesar mendonça gomes/Creative Commons


O mundo experimentou extremos climáticos sem precedentes de alto impacto durante a década de 2001 a 2010, que foi a mais quente desde o início das medições modernas, em 1850. Mais recordes nacionais de temperatura foram registrados no período do que em qualquer década anterior. As constatações preocupantes integram um relatório da OMM - Organização Meteorológica Mundial.


O estudo, intitulado "Clima global 2001-2010: Uma Década de eventos climáticos extremos", analisou as temperaturas globais e regionais e a precipitação, bem como eventos extremos, como as ondas de calor na Europa e na Rússia, o furacão Katrina nos Estados Unidos, as secas na Bacia Amazônica, na Austrália e na África Oriental e as inundações no Paquistão.


Muitas pesquisas estão sendo conduzidas para saber se é possível atribuir eventos extremos à mudança climática em vez de uma variabilidade natural. Cientistas concluem cada vez mais que a probabilidade de ocorrer um evento do tipo cresceu substancialmente com o aumento das temperaturas globais. Portanto, alerta o estudo, é importante fortalecer a ciência do clima e usá-la para ajudar as sociedades a se adaptarem à mudança climática.


A DÉCADA MAIS QUENTE

A primeira década do século XXI foi a mais quente em ambos os hemisférios, tanto em terra quanto nos oceanos, indica o estudo. A temperatura média global entre 2001 e 2010 foi estimada em 14,47°C, 0,47°C acima da média registrada entre 1961 e 1990. Todos os anos da década, com exceção de 2008, estão entre os 10 anos mais quentes já registrados. O recorde foi 2010, com uma temperatura estimada em 0,54°C acima da média global, de 14,0°C no período de 1961-1990.



DEGELO RECORDE

O calor recorde foi acompanhado por um rápido declínio no gelo do mar Ártico e da perda recorde na Groenlândia e nos lençóis de gelo da Antártida. Como resultado deste derretimento e da expansão térmica da água, o nível médio global do mar aumentou cerca de 3 milímetros por ano, cerca de duas vezes a tendência observada no século 20, de 1,6 mm por ano.

AUMENTO DA CONCENTRAÇÃO DE GASES EFEITO ESTUFA

O relatório da OMM traça ainda o aumento das concentrações atmosféricas de gases de efeito estufa. A concentração média global de dióxido de carbono na atmosfera subiu para 389 partes por milhão em 2010 (um aumento de 39% desde o início da era industrial em 1750).



Já a concentração de metano, um gás de efeito estufa 21 vezes mais potente que o CO2, subiu para 1808 partes por bilhão (158%) e o óxido nitroso para 323,2 partes por bilhão (20%).


"Dez anos é o prazo mínimo possível para avaliações significativas da mudança climática", disse o secretário-geral da OMM, Michel Jarraud. "O relatório mostra que oaquecimento global foi significativo 1971-2010 e que a taxa de crescimento entre 1991 e 2010 foi sem precedentes.


O aumento das concentrações de gases de efeito estufa retêm o calor, o que está alterando o nosso clima, com profundas implicações para o ambiente e os oceanos".


O relatório de 100 páginas incorpora os resultados de um levantamento único feito por 139 de Serviços Nacionais Meteorológicos e Hidrológicos, dados socioeconômicos e análise de diversas agências das Nações Unidas e parceiros. Segundo a OMM, a perspectiva da década torna possível avaliar as tendências no sistema climático e antecipar o futuro.


OS CICLONES TROPICAIS

Entre 2001 e 2010, houve 511 eventos relacionados com o ciclone tropical, que resultou em um total de quase 170 mil mortos, mais de 250 milhões de pessoas afetadas e prejuízos econômicos estimados de 380 bilhões de dólares.



De acordo com o Noaa, 2001-2010 foi a década mais ativa desde 1855 em termos de ciclones tropicais na bacia do Atlântico Norte. Uma média de 15 tempestades por ano foi registrada, bem acima da média de longo prazo de 12 anos


O Oceano Índico Norte registrou o pior ciclone tropical da década, quando os ventos de Nargis atingiram Mianmar no início de maio de 2008, deixando mais de 138 mil mortos e desaparecidos.


SALDO PERTUBADOR

Durante a década em questão, mais de 370 mil pessoas morreram como resultado de condições meteorológicas extremas, incluindo ondas de calor, vagas de frio, secas, tempestades e inundações, de acordo com os dados fornecidos pelo Centro de Investigação sobre a Epidemiologia dos Desastres (CRED). Este saldo foi 20% superior aos falecimentos relacionado s à fenômenos do clima no período de 1991 a 2000.



Segundo o estudo, este aumento deve-se, principalmente, à onda de calor na Europa de 2003 e de 2010, na Rússia, que contribuiu para um aumento de mais de 2000 % no número de mortos no mundo por ondas de calor (de menos de 6 mil em 1991-2000 para 136 mil em 2001 - 2010).


Por outro lado, houve uma queda de 16% no número de mortes devido a tempestades e queda de 43% no número de mortes por inundações, graças principalmente à melhoria dos sistemas de alerta precoce e aumento da resiliência das cidades.

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Curso de monitor ambiental em Campos dos Goytacazes


Fruto de parcerias entre a o IFF e a Prefeitura de Campos,com interveniência da Fundação da Infância e Juventude e Secretaria de Meio Ambiente.O IFF forneceu os professores e assistência Pedagógica, a Fundação entrou com insumos e os alunos e a Sec.de Meio Ambiente com o espaço do Centro de Educação Ambiental.Lá  a partir de segunda,dia 12 de agosto os alunos terão as aulas e o espaço verde para caminhadas,lazer e piqueniques.

Floresta encantada

Floresta encantada

Instalações no meio da natureza nos fazem refletir sobre os mistérios da existência

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Carolina Bergier
Vida Simples - 05/2013

Rune Guneriussen/Divulgação

Entrar em uma floresta já tem um quê de magia, mistério. As instalações do artista Rune Guneriussen* potencializam essa sensação. Ele transforma simples trilhas e florestas na Noruega em cenários dignos de nossos sonhos mais surreais.

Musgos, galhos, flocos de neve e outros elementos da natureza dividem espaço com objetos como luminárias, livros e abajures. Cada obra demora cerca de uma semana para ser montada antes de ser fotografada, de maneira que algumas pessoas de fato caminham por esses espaços encantados.

Rune diz que seu objetivo é fazer com que as pessoas parem para refletir sobre os mistérios da vida, além de convidá-las a prestar mais atenção no que a arte causa em seu corpo e sua percepção. “Eu acredito que a arte deve ser questionadora e desconcertante e não restritiva e padronizada. Por isso, não quero ditar uma maneira de entendimento da minha arte e sim indicar um caminho para a compreensão da história por trás dela”, ele diz.

Depois de tirar foto, as imagens viram painéis de até 2 metros de altura em exposições de galerias de arte. Ele também tem o cuidado de retirar todo trabalho seu da natureza rapidamente, sem deixar nada para trás.