domingo, 20 de julho de 2014

Use as redes sociais para fazer o bem

Use as redes sociais para fazer o bem; fuja do extremismo

A revolução das redes sociais abriu caminho para que as pessoas dessem suas opiniões. Mas é preciso equilíbrio na hora de se manifestar

Gil Giardelli, da 
AFP
Teclado de computador
São Paulo - O muro ficou muito alto para você ficar em cima. A revolução das redes sociais abriu o caminho para a opinião. Em nenhuma era da história o homem teve tanta liberdade para se expressar.
Estamos dando um passo à frente no exercício de dizer o que pensamos. O inglês John Howkins, considerado o pai da economia criativa, diz que “nossas necessidades mudaram. Sai a sobrevivência e entram as emoções”. Ao ouvir a voz da multidão digital, descobrimos que a maioria das pessoas está insatisfeita.
Três situações mostram que as pessoas enfrentam o poder quando o encontram nas redes sociais:
• Marjin Dekkers, CEO da farmacêutica Bayer, disse em dezembro que um dos medicamentos do laboratório não havia sido desenvolvido para o mercado indiano, dando a entender que se tratava de uma droga para ricos. Foi criticado em todo o mundo e precisou se explicar aos acionistas da empresa.
• O chef de um restaurante fino de Lisboa, onde a presidente Dilma Rousseff jantou secretamente, publicou fotos com ela no Instagram e no Facebook após a refeição. E criou uma saia justa política para a presidência da República.
• Uma professora da PUC- RJ postou no Facebook a foto de um frequentador do Aeroporto Santos Dumont ironizando a figura do retratado com os dizeres “aeroporto ou rodoviária?”. Após reação pública, a professora acabou afastada pela direção da universidade.
Discordo do extremismo, na rede e nas ruas. O escritor britânico George Orwell estava certo ao dizer que, “se a liberdade significa alguma coisa, será, sobretudo, o direito de dizer às outras pessoas o que elas não querem ouvir”.
O problema é que a linha entre liberdade e libertinagem ainda é muito tênue. Aos erros cometidos há reações desproporcionais. Muitas vezes, de uma agressividade que destrói os bons argumentos.
Um profissional precisa ser responsável para dar opiniões na rede. Quando cunhou o conceito de design thinking, o americano Tim Brown profetizou: “Há um papel claro e real para a alta liderança, mas não é o de ter as ideias, e sim o de criar as condições para que elas existam”.
Use as redes para fazer o bem. Faça como o americano Jack Andraka, de 18 anos, que, após seu tio morrer de câncer de pâncreas, pesquisou na web e inventou um jeito barato de detectar os tipos da doença. A rede não é B2B ou B2C. É H2H, de humano para humano. 

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FONTE:SITE MMA

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Programa de Conservação da Biodiversidade mantido pela LLX engloba RPPN, viveiro e parceria com Jardim Botânico

Lançado em maio de 2012, o Programa de Conservação da Biodiversidade desenvolvido pela LLX é uma iniciativa socioambiental que contribui para a preservação da biodiversidade da região de São João da Barra, no norte fluminense do Rio de Janeiro, onde a empresa constrói o Superporto Açu. Seu principal objetivo é preservar e conservar o bioma de restinga por meio de ações de pesquisa, recomposição de áreas e educação ambiental.
Um dos pilares do programa é a criação da maior reserva de restinga do país, a Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN), e a instalação de um viveiro de mudas nativas, com capacidade para produzir 500 mil mudas por ano. Outro destaque do programa é o convênio assinado com o Instituto Jardim Botânico do Rio de Janeiro e com a Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF) para criação de um centro de estudos e pesquisas para a conservação da biodiversidade. O espaço irá possibilitar o estudo científico da restinga do litoral de São João da Barra, trecho considerado o de menor nível de conhecimento da flora.
A RPPN Caruara possui 3.845 hectares, mas sua área protegida ultrapassa 4 mil hectares quando somada à faixa de praia, que também será preservada.  A extensão do terreno da Caruara é maior do que duas vezes a soma de todas as 47 RPPNs registradas pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea), e sua criação garante a proteção de todas as formações naturais da região, como lagoas, remanescentes de restinga em ótimo estado de conservação e o trecho mais preservado da praia.
A área da RPPN engloba um dos principais remanescentes de restinga preservados do Norte do Estado, além das Lagoas de Grussaí e Iquipari, esta última extremamente preservada, desde suas nascentes até sua foz, na Praia do Açu. Na RPPN Caruara serão desenvolvidos trabalhos de recomposição vegetal e enriquecimento de espécies, com a previsão de plantio de mais de 10 milhões de mudas.

PARCERIAS

A LLX também realizou parcerias com universidades e instituições de pesquisa, como o Instituto Jardim Botânico do Rio de Janeiro e a UENF para o estudo científico da restinga e desenvolvimento de pesquisas relacionadas aos ecossistemas costeiros. Com isso, a LLX lança o Programa de Manejo e Conservação da Biodiversidade Vegetal do Açu, dividido em duas frentes: o centro de estudos e pesquisas para a conservação da biodiversidade e o núcleo de reprodução e manejo de espécies em uma área de 2 mil metros quadrados, com capacidade de produção anual de meio milhão de mudas nativas para reflorestamento local. 
É por tudo isso que a unidade será um polo gerador de conhecimento e uma referência para produção científica sobre a restinga. A unidade vai proteger, em caráter perpétuo, esse ecossistema, que é o mais ameaçado do Brasil. Além da preservação, um viveiro instalado em São João da Barra produzirá 500 mil mudas por ano de espécies nativas para reflorestamento da restinga.  Atualmente, o Grupo EBX está produzindo todas as mudas das espécies nativas que serão usadas para recompor as restingas da região que abrange o Complexo do Açu, no viveiro institucional. Hoje, o viveiro produz e maneja mais de 53 espécies de restingas e ocupa uma área de 8 mil metros quadrados.
- See more at: http://www.prumologistica.com.br/pt/imprensa/Paginas/conheca-o-programa-de-conservacao-da-biodiversidade.aspx#sthash.PiFGbptn.dpuf

sábado, 19 de julho de 2014

Datafolha: Garotinho e Crivella têm 24%, Pezão (14%) e Lindbergh (12%)

Pesquisa Datafolha sobre a eleição para governador do Rio de Janeiro, divulgada nesta quinta-feira (17), mostra empate entre os candidatos Anthony Garotinho (PR) e Marcelo Crivella (PRB), ambos com 24% das intenções de votos. O atual governador, Luiz Fernando Pezão (PMDB), candidato à reeleição, tem 14% das intenções de voto e está tecnicamente empatado com e o ex-senador Lindberg Farias (PT), com 12%. O candidato do PSOL, Tarcísio Motta, registrou 2% das intenções de voto, e Dayse Oliveira, do PSTU, 1%. Ney Nunes, do PCB, não foi citado pelos eleitores.
Dos entrevistados, 16% responderam que votarão em branco ou anularão o voto e 7% não souberam responder, mostra a pesquisa do Datafolha, realizada entre os dias 15 e 16 de julho com 1.317 eleitores em 31 cidades do Estado do Rio. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%, o que significa que se fosse feitos 100 levantamentos com a mesma metodologia, 95 resultados estariam dentro da margem de erro prevista. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número RJ-00009/2014. É a primeira pesquisa do instituto após a oficialização das candidaturas pelo TSE.
Veja os números do Datafolha para a pesquisa estimulada:
Anthony Garotinho (PR) – 24%
Marcelo Crivella (PRB) – 24%
Pezão (PMDB) -14%
Lindberg Farias (PT) – 12%
Tarcísio Motta (PSOL) – 2%
Dayse Oliveira (PSTU) -1%
Brancos e nulos – 16%
Não sabem ou não responderam – 7%
Garotinho lidera com folga no interior - No interior do estado Garotinho tem melhor desempenho do que Crivella. O primeiro registra 31% das intenções de voto contra 16% do segundo.
Crivella lidera na capital - Já Marcelo Crivella destaca-se no município do Rio: 26% contra 16% de Garotinho.
Religião - Em relação à religião, tanto Garotinho como Crivella registraram índices acima da média entre os evangélicos pentecostais: 30% e 35% respectivamente. Já entre os evangélicos não pentecostais, Crivella lidera com 33% contra 23% de Garotinho.
Garotinho lidera rejeição (39%) - Anthony Garotinho é também o candidato com maior rejeição entre os eleitores. Quando perguntados sobre o candidato em quem não votariam de forma alguma, 39% dos entrevistados responderam Garotinho. Pezão foi citado por 19% dos entrevistados; Lindberg por 17%; e Crivella por 16%, e estão tecnicamente empatados.
Pesquisa Ibope – Pesquisa Ibope divulgada no dia 17 de junho, antes da homologação das candidaturas, também indicou um empate técnico entre Crivella e Garotinho. O ex-governador apareceu com 18% das intenções de voto, Crivella tinha 16%, e Pezão 13%. O senador Lindberg Farias (PT) tinha 11% e o ex-prefeito do Rio Cesar Maia (DEM), que virou candidato ao Senado, tinha 8%.
Fonte: G1

sexta-feira, 18 de julho de 2014

E se todo mundo virar vegetariano?

E se todo mundo virar vegetariano?

Se o consumo de produtos animais virar tabu, o ambiente agradece. Mas os rebanhos, abandonados após milênios domesticados, seriam extintos. Acompanhe um pai e um filho por uma antiga região pecuária - onde surgem novas questões familiares

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Ilustração Elcerdo

Pedalavam. Nada ao redor dos dois, pai e filho, a não ser suas sombras no asfalto. Era o caminho que sempre faziam para tirar fotos de natureza: uma estrada vazia na fronteira do Brasil com o Uruguai, reta infinita cortando a planície oceânica. Até que o pai, que ia mais à frente, dobrou à direita, desviando para uma trilha de chão batido. O filho se surpreendeu. Mas o seguiu, e parou ao lado dele no alto de uma colina. Não sabia dizer o quê, mas havia algo estranho com seu pai. Calado, o cinquentão enxuto tirou seu capacete e lançou à paisagem um olhar de filósofo. E veio uma voz de filósofo.

- Filho, chegou a hora de termos uma conversa difícil. Eu sempre te dei liberdade, não dei?
O rapaz acenou concordando.

- Sempre fui um defensor da liberdade. Mas não apenas da sua. De todos os seres vivos. 
- Sei, pai. E daí?
- Sabia que toda essa área ao nosso redor já esteve repleta de bois e vacas?
Sem dar chance de resposta, o pai encadeou memórias: as viagens de carro com a família pelo Pampa, vendo aquelas coxilhas cheias de bovinos. Os churrascos com amigos, as feijoadas aos sábados, o peru de Natal. Outro mundo. 

Até que surgiu uma ten-dên-cia, ironizou o filho.
- Uma nova consciência!
, rebateu o pai. Cientistas, intelectuais, políticos. Todos começaram a se dar conta do absurdo que era comer carne. Fui um líder dessa causa. Agora, imagine como me sinto ao saber que meu próprio filho anda comendo queijo.

O rapaz tentou responder, mas o pai prosseguiu com o sermão. Lembrou-se dos protestos para acabar com aviários, matadouros, frigoríficos, pesqueiros.

- Olhando para trás, é óbvio que matar animais foi tão absurdo quanto a escravidão. Ou impedir mulheres de votar. Ou segregar pessoas por raça ou religião. Não entendo como ainda pode existir gente carnívora.
- Pai, você está exagerando. Não virei carnívoro. Não precisa matar uma vaca para extrair o leite e fazer queijo. Além disso, foram só algumas vezes. Posso parar quando quiser.
- Mas começa assim. Daqui a pouco, você se vicia em coisas mais fortes. Um ovo frito. Quando vê, já está no peito de frango. Em pouco tempo, está vendendo sua bicicleta para comprar picanha desses traficantes de carne. Você está dando força para algo que foi muito difícil de combater.

Irritado, o pai voltou com a aula de história. A pecuária tinha sido uma das principais atividades econômicas, com um lobby poderoso. Mas a mudança veio da sociedade. Ano após ano, cada vez mais gente foi deixando de comer carne. Beber leite também se tornou malvisto, e até ovos viraram alimentos proibidos. Produtos de origem animal se tornaram tabu. Casacos de pele, blusões de lã e travesseiros de pena eram peças de museu.

- Vestir uma jaqueta de couro é como se enrolar em um cadáver, concorda?
- Sua geração é muito extremista.
- Extremista? Quando leio que as florestas retomam o espaço dos pastos, que os peixes estão voltando aos mares, quando eu vejo essa paisagem vazia, sem animais criados apenas para morrer, sinto que estou deixando um mundo melhor para a sua geração.
- Podemos voltar agora? Aproveita e me deixa na clínica de reabilitação.
- Chega de ironia, garoto. Quero te mostrar um lugar.


Com um sinal do queixo, ele fez com que o filho montasse na bicicleta e o seguisse pela estradinha Pampa adentro. Depois de uns 15 minutos, pararam ao lado de uma cerca. O pai tocou o ombro do filho e usou um tom conciliador.

- A partir daqui, começa um santuário onde vivem em liberdade alguns dos últimos remanescentes daqueles rebanhos gigantescos.

Após milênios de domesticação, os animais abandonados foram incapazes de sobreviver na natureza. Pragas e predadores acabaram com quase todos - 99,9% dos 1,5 bilhão de bovinos pereceram, numa das maiores extinções em massa da história. O pai tirou da mochila sua câmera fotográfica. Em silêncio, posicionou a máquina e aguardou. Até que chamou o rapaz para olhar no visor. Uma mancha branca, desfocada. Com um ajuste, ela surgiu. Uma das últimas vacas do pampa.

- Não é um animal lindo?
O filho afastou a câmera do rosto e enxugou os olhos.

- Desculpa, pai. De verdade.
- Tudo bem!, respondeu o pai, abrindo outro bolso da mochila. Em sinal de trégua, acendeu um baseado e ofereceu ao filho. Fumaram juntos admirando a paisagem
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Amazônia cresceu após mudança climática há 2 mil anos

Amazônia cresceu após mudança climática há 2 mil anos, diz estudo

Um quinto da bacia da Amazônia foi savana antes de transformação natural.
Além disso, floresta pode ter sido ocupada por agricultores no passado.

Da Reuters
Aves sobrevoam a Floresta Amazônica (Foto: Luiz Claudio Marigo/Conservação Internacional/Divulgação)Aves sobrevoam a Floresta Amazônica (Foto: Luiz Claudio Marigo/Conservação Internacional/Divulgação)
Faixas da Amazônia podem ter sido pradarias até uma mudança natural para um clima mais úmido há cerca de 2.000 anos ter levado à formação da floresta tropical, de acordo com um estudo que desafia a crença comum de que a maior floresta tropical do mundo é muito mais velha.
A chegada de doenças europeias após Cristóvão Colombo ter cruzado o Atlântico em 1492 também pode ter acelerado o crescimento de florestas com a morte de populações indígenas que utilizavam a região para agricultura, escreveram os cientistas no periódico científico da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, a "PNAS".
“O ecossistema dominante era mais como a savana do que a floresta tropical que vemos hoje”, disse John Carson, que liderou a pesquisa na Universidade de Reading, na Inglaterra, sobre o sul da Amazônia.
Os cientistas disseram que uma mudança para condições mais úmidas, talvez causadas por alterações naturais na órbita da Terra ao redor do Sol, levaram ao crescimento de mais árvores a partir de 2.000 anos atrás.
Eles encontraram grandes quantidades de pólen de grama em sedimentos antigos de lagos próximos, sugerindo que a região era coberta por uma savana. Eles também encontraram evidências de plantações de milho, o que aponta para a agricultura.Provável savana
Os pesquisadores estudaram aterros feitos pelo homem, descobertos recentemente após desmatamento na Bolívia, que incluíam valas de até 1 quilômetro de comprimento e de até 3 metros de profundidade e 4 metros de largura.
A Amazônia tem sido tradicionalmente vista como uma floresta tropical primitiva e densa, povoada por populações caçadoras-coletoras. Nos últimos anos, no entanto, arqueólogos descobriram indicações de que povos indígenas viveram na selva densa, mas conseguiram abrir espaço de terra para agricultura.
Agricultores viviam na Amazônia
O estudo publicado no periódico "PNAS" sugere uma nova ideia de que a floresta simplesmente não existia em algumas regiões. As “descobertas sugerem que, em vez de ser uma floresta de caçadores-coletores, ou de desmatadores de florestas em grande escala, os povos da Amazônia de 2.500 a 500 anos atrás eram agricultores”, disse a Universidade de Reading em um comunicado.
Carson disse que, talvez, um quinto da bacia da Amazônia, no sul, pode ter sido savana até essas transformações naturais, ao passo que floresta cobriria o território restante.
Em um lago, o Laguna Granja, plantas de floresta tropical somente teriam tomado o lugar da grama como principais fontes de pólen em sedimentos há cerca de 500 anos, sugerindo uma ligação com a chegada dos europeus.
O propósito dos aterros é desconhecido - eles podem ter sido utilizados para defesa, drenagem ou para propósitos religiosos. A compreensão da floresta pode ajudar a resolver enigmas impostos pelas mudanças climáticas.
A floresta Amazônica afeta a mudança climática porque suas árvores absorvem dióxido de carbono, um gás de efeito estufa, à medida que crescem, e o liberam quando apodrecem ou quando são queimadas. O Brasil tem reduzido os níveis de desmatamento nos últimos anos.

Cerâmicas têm área para a Reserva Legal

Cerâmicas têm área para a Reserva Legal

O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) cedeu uma área do Parque Estadual do Desengano, unidade de conservação ambiental, entre os municípios de Campos, Santa Maria Madalena, aos ceramistas de Campos, para cumprirem a exigência da Reserva Legal, imposta pelo Código Ambiental.  A indústria cerâmica  reclamava a dificuldade em conseguir áreas regulamentadas e cobertas de vegetação para cumprir com a obrigatoriedade da Reserva Legal.
Com o acordo, ficou definido que os ceramistas pagarão pela quantidade de hectares necessários do parque, como medida compensatória, devido aos impactos causados pela extração de argila nas terras arrendadas a terceiros. A lei exige que a área para a Reserva Legal corresponda a 20% do terreno impactado. Pelo acordo firmado, a área paga pelos ceramistas continuará de posse do Estado.
Segundo o presidente do Sindicato dos Ceramistas de Campos, Amaro da Conceição, o acordo foi conseguido depois de três reuniões com a presidente do Inea, Isaura Frage, e foi importante para o setor. “O resultado da reunião foi importantíssimo para nós. Estávamos na dependência da liberação dessas áreas para podermos fazer a Reserva Legal e, enfim, reiniciar o processo de licenciamento das cerâmicas. O acordo também gera mais investimentos em áreas verdes”, contou o presidente do sindicato, adiantando que a indústria também conseguiu renovar as licenças ambientais.
De acordo com Amaro da Conceição, o setor cerâmico de Campos é  formado por 120 indústrias, a  grande maioria localizada na Baixada Campista, e se tornou o maior polo gerador de empregos da região, com oito mil postos de trabalho diretos.
(A.N.)
FONTE:FOLHA DA MANHA

quinta-feira, 17 de julho de 2014


E mais uma mentira do Globo
Reproduções do Globo online (no alto) e do jornal O Globo
Reproduções do Globo online (no alto) e do jornal O Globo


O Globo continua firme e forte tentando levantar a campanha de Pezão, o seu candidato. Com essa manchete dizendo que Pezão tem ao seu lado 1.800 candidatos a deputado tenta dar volume e mostrar o atual governador numa posição confortável.

Bem, para começar é mentira a sub manchete do Globo online, que diz que eu tenho apoio apenas de uma sigla. Como podem ver na versão impressa logo abaixo, o próprio jornal mostra que eu sou apoiado por três partidos (PR, PROS e PT do B), Crivella é que só tem apoio do PRB.

Mas o que quero chamar a atenção é que desses 1.800 candidatos dos 18 partidos da coligação de Pezão, centenas deles, eu disse centenas, não dezenas, não estão fazendo a campanha do governador. Os dirigentes partidários podem ter feito acertos com Pezão, mas os candidatos não são obrigados a pedir votos para Pezão. Uma verdadeira legião de candidatos dos partidos aliados não está fazendo campanha para Pezão. Muitos não pedem votos para governador, mas outros pedem para mim ou outros candidatos.

Aliás, sugiro uma pauta à imprensa. Deveriam ver na campanha de rua entre os candidatos dos 18 partidos da coligação de Pezão quantos não estão pedindo votos para ele. E chamo a atenção para um detalhe. Alguns candidatos recebem material de campanha da coordenação de Pezão e por isso os panfletos já vêm com o nome e número do governador, mas se repararem no corpo a corpo, ignoram completamente o candidato ao governo. Outros distribuem o panfleto com Pezão, mas de boca pedem voto para outro candidato.

Vocês vão ver que esse exército - para usar a expressão do Globo - de 1.800 no final não vai ter nem metade desse número.

Enquanto isso o "Exército do Bem" da Força do Povo a cada dia cresce mais e recebe novas adesões, muitas vindas do lado de Pezão. 

Prefeitura de São Paulo distribui duas mil composteiras domésticas

Prefeitura de São Paulo distribui duas mil composteiras domésticas. Inscreva-se!

Marina Maciel - Planeta Sustentável - 24/06/2014
Reprodução

Você sabia que a cidade de São Paulo manda para o aterro sanitário 18 mil toneladas de lixo todos os dias? Só os resíduos orgânicos representam 5 mil toneladas diárias, que poderiam ser compostados em casa e transformados em adubo.

Para incentivar os cidadãos a fazerem compostagem doméstica, a prefeitura da cidade de São Paulo lançou o movimento Composta São Paulo*, que selecionará duas mil pessoas para receber uma composteira.

A partir de agosto, os selecionados participarão de oficinas de compostagem e plantio, além de fazer parte de uma comunidade online de troca de conhecimento e experiências.

Durante os primeiros cinco meses, a ação espera compostar 300 toneladas de lixo orgânico. Outro objetivo é gerar informações e aprendizados para impulsionar e fomentar a elaboração de uma política pública que estimule a prática da compostagem doméstica na cidade.

Moradores da cidade de São Paulo interessados em participar do projeto podem fazer inscrições até 27/07, por meio do site da iniciativa.

Idealizado e executado pela Morada da Floresta, o movimento é uma iniciativa é da Secretaria de Serviços da Prefeitura de São Paulo, por meio da AMLURB, realizado pelas concessionárias de limpeza urbana Loga e Ecourbis
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Conheça 6 novos Patrimônios Mundiais da Humanidade


Conheça 6 novos Patrimônios Mundiais da Humanidade

 30 de junho de 2014
Por Luíza Antunes
Os Patrimônios Mundiais da Humanidade (ou World Heritage List) são locais considerados valiosos para todo mundo, independente da localização, e que, por isso, devem ser protegidos. Quem define a lista é a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), que classifica os patrimônios como culturais, naturais ou mistos. Com o tombamento, o país onde fica o patrimônio passa a receber recursos da UNESCO para sua conservação.
Esse mês, em Doha, no Catar, ocorreu a 38º sessão do Comitê de Patrimônio Histórico, e novos lugares foram discutidos e incluídos na lista. Com as novas adições definidas durante a reunião (foram 26, no total), hoje temos 1007 lugares considerados Patrimônios Mundiais da Humanidade, divididos entre 161 países. Conheça os 6 últimos locais tombados pela UNESCO.
6. Complexo Histórico e Arqueológico de Bolgar, Rússia
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Foto: Fondation Vozrojdenie, Bolgar Historical and Archaeological Complex (Russian Federation)
Às margens do rio Volga, numa região russa chamada de Tartaristão, ficam os restos da cidade medieval de Bolgar, traços de uma civilização chamada Bulgária do Volga. Tal cidade existiu entre os séculos VII e XV. Essa foi a primeira capital da Horda de Ouro, nome dado ao Império Mongol no século 13. O Complexo Histórico e Arqueológico de Bolgar, devido às várias ocupações e mudanças pelas quais passou, permite compreender melhor os intercâmbios culturais e as transformações na Eurásia ao longo dos séculos. A região até hoje é considerada um destino de peregrinação para os muçulmanos tártaros, que em 922d.C foram aceitos pelo búlgaros de Volga.

5. Esferas de pedras pré-colombianas de Diquís, Costa Rica
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Foto: Juan Julio Rojas/Museo Nacional de Costa Rica, View of El Silencio sphere – Precolumbian chiefdom settlements with stone spheres of the Diquis (Costa Rica)
Além do bom desempenho na Copa do Mundo, a Costa Rica conquistou seu quarto patrimônio tombado pela UNESCO, o primeiro classificado como cultural. As esferas de pedras pré-colombianas de Diquís ficam em quatro sítios arqueológicos que datam entre  500 e 1500 d.C, no Delta Diquís, no sul do país. Entre cemitérios e áreas pavimentadas dessa antiga civilização humana, ficam esferas perfeitas de pedra, que chegam a até 2,57 metros de diâmetro. O significado para tais peças, ou como elas foram produzidas, é um mistério.

4. Complexo paisagístico de Trang An, no Vietnã
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Foto: Paul Dingwall, Isolated towers standing on the corrosion plain and showing the end-point of the tower karst erosion cycle – Trang An Landscape Complex (Viet Nam)
O complexo de Trang An é uma região de relevo cárstico, um tipo de relevo que tem como característica a corrosão das rochas, levando ao aparecimento de cavernas, vales e paredões rochosos. Trang An fica no delta do Rio Vermelho, no Vietnã. Além da paisagem maravilhosa, as cavernas de alta altitude revelaram traços de uma civilização de quase 30 mil anos atrás. As descobertas mostram a ocupação dessas montanhas por coletores e como eles se adaptaram a esse clima e mudanças climáticas. O tombamento também inclui a antiga capital do Vietnã nos séculos 10 e 11, Hoa Lu, cidade com templos, vilas e fazendas.

3. Parque Nacional do Himalaia, Índia
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Foto: Dr Sanjeeva Pandey, A trekker at Khandedhar, Jiwa Nal – Great Himalayan National Park (India) (GHNPCA)
Você já deve saber que boa parte do norte da Índia é ocupada pela cadeia de montanhas do Himalaia, mas talvez não conheça o Parque Nacional do Himalaia, que fica num estado chamado Himachal Pradesh. Ali você encontra grandes montanhas com picos nevados, 25 florestas, rios e até desertos. O derretimento da neve eterna (também chamada de glaciar) no topo dessas montanhas é fonte de água para diversos rios importantes – inclusive é por ali que se encontra a nascente do famoso Ganges. O parque também tem diversas espécies de animais, incluindo algumas em risco de extinção, como o leopardo-das-neves.

2. Santuário de Vida Selvagem do Monte Hamiguitan, Filipinas
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Foto: Eden Licayan, The view of Mount Hamiguitan – Mount Hamiguitan Range Wildlife Sanctuary (Philippines)
O Monte Hamiguitan vai de 75 a 1637 metros de altura, criando um ambiente perfeito para observação da vida animal terrestre e aquática em diferentes elevações. O monte fica em uma cadeia de montanhas que se estende de norte a sul da Península de Pujada, nas Filipinas. Entre as diversas espécies de fauna e flora que vivem no santuário, 11 estão em risco de extinção e 8 delas só podem ser encontradas ali. Entre elas, alguns animais que são símbolos do país, como a águia-das-filipinas e a cacatua das filipinas.

1. Penhascos de Stevns Klint, Dinamarca
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Foto: Jacob Lautrup/GEUS, Stevns Klint (Denmark)
Os Penhascos de Stevns Klint, na Dinamarca, são muito mais do que belas paisagens com suas falésias de giz branco e brilhante. Tais penhascos, que se estendem por 15 quilômetros na costa do país nórdico, também têm muita importância geológica. Acontece que ali foram encontradas evidências do meteorito que teria extinto os dinossauros há 65 milhões de anos. O ponto de impacto do meteorito é o fundo do mar da península de Yucatán, no México, mas em Stevns Klint é possível ver marcas da nuvem de cinzas que se formou na terra após o impacto: trata-se de um registro fóssil visível, que permite compreender a sucessão da fauna e da micro-fauna que se recuperou após a extinção em massa.

Fonte: UNESCO