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sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Por maior eficiência energética e segurança, Cartago adota sistema de trânsito movido a energia solar

Cidade colombiana, membro do ICLEI, investe receita de multas na instalação de semáforos acionados por energia solar e reduz em quase 100% o gasto energético dos equipamentos


Crédito: Imagem cedida pela Prefeitura de Cartago.

Crédito: Imagem cedida pela Prefeitura de Cartago















Em meio a um período de grave seca na Colômbia e de uma crise energética que ameaça a adoção de um racionamento em todo o país, a economia de energia é uma medida estratégica para cidades e estados locais. O município de Cartago, localizado em Valle del Cauca, na Colômbia, tem realizado esforços para se tornar uma cidade mais eficiente no uso do recurso, buscando aumentar sua resiliência às mudanças climáticas e aumentar sua segurança energética.

Cartago instalou um sistema inteligente de semáforos e computadores de controle acionados por energia solar e lâmpadas LED. Com essa medida, a cidade buscava reduzir o gasto de energia do sistema– contribuindo também para a redução de emissões do setor- e a insegurança gerada pela interrupção do fornecimento de energia ocasionada pelas frequentes falhas das lâmpadas e pela instabilidade do setor energético no país. A medida também foi adotada com a intenção de melhorar a segurança na mobilidade urbana, uma vez que acidentes de trânsito estão dentre as principais causas de morte violenta na Colômbia, e a interrupção no fornecimento de energia afeta o funcionamento seguro dos semáforos, podendo aumentar os riscos de acidentes.
A implementação já tem demonstrado bons resultados para a cidade. De um consumo médio de mais de 3.300 kWh por ano em uma intersecção com semáforos, passaram a um consumo de 70 kWh, incluindo os semáforos e o computador de controle local do cruzamento, segundo informações da Prefeitura. As lâmpadas utilizadas anteriormente consumiam 100 watts por hora e sua fonte de luz produzia muito calor e era constantemente danificada, enquanto que as lâmpadas atuais têm mais de 60 unidades de iluminação independentes e consomem aproximadamente 1 watt por hora.


Após a instalação dos semáforos e sistemas inteligentes, houve uma economia de 97,9% do consumo de energia dos equipamentos. A economia de energia anual, em comparação ao sistema anterior, pode chegar a 3.293 kW, conforme apontou laudo técnico encomendado pela prefeitura da cidade à EMCARTAGO, empresa municipal responsável por serviços de fornecimento de luz e energia elétrica. Além disso, o sistema reverte a energia produzida que não foi utilizada de volta para a rede elétrica, gerando, portanto, um retorno financeiro para os investimentos nessa infraestrutura.

“Com este projeto, o município conseguiu alcançar uma economia média de 30 mil dólares por ano, apenas com relação à questão energética”, explicou o engenheiro idealizador da tecnologia, Walter Galvez. "Estimamos que em 10 anos é possível recuperar o investimento por meio dessa economia, contando também que há uma grande economia com relação a problemas de manutenção, reduzindo falhas do sistema em 90%".
Desde o período de análise da eficiência do sistema anterior, passando pelo planejamento e estudo de alternativas, até a verificação dos primeiros resultados, o governo municipal levou um ano para a realização do projeto. Para investir no sistema, o governo reverteu os recursos levantados pelas multas de trânsito e reinvestiu na realização do projeto, cujo custo total foi de aproximadamente 300 mil dólares - 10 mil dólares por cruzamento (32 milhões de pesos colombianos). O sistema de semáforos também é equipado com câmeras para auxiliar na gestão de infrações, o que também ajuda a acelerar a recuperação do investimento. Segundo Galvez, fundador da empresa local Semintel, a cada 100 multas, recupera-se o valor de investimento em um semáforo.


Cartago é um dos municípios da região de Valle del Cauca, composta por 42 municípios, com maior população urbana, com praticamente todos seus 130 mil habitantes morando na cidade (98%). Para Diana Maria Rodas Ramirez, diretora técnica de ordenamento territorial e ambiental de Cartago, a percepção da população local foi positiva. “A comunidade aplaudiu os esforços para melhorar a mobilidade, reduzir os gastos públicos de energia, as falhas nos semáforos e os custos com manutenção, e comemorou o uso de energias limpas que nos permitem reduzir a vulnerabilidade aos efeitos das mudanças climáticas e ser resiliente nesta matéria”, explicou Diana ao ICLEI para América do Sul. “Três meses atrás a Colômbia estava prestes a ter racionamento de energia devido às mudanças climáticas”, ressaltou.

Atualmente, 85% dos semáforos da cidade já contam com a tecnologia atualizada, e a cidade estima que poderá ampliar a instalação para toda sua rede até o final ano, afirmou a diretora técnica de Cartago. Alguns dos objetivos atuais do projeto consiste em fazer a medição de energia que o sistema injeta na rede elétrica (tanto a produção de energia como o rendimento financeiro) nos próximos meses e formular projetos para reduzir os custos e aumentar a cobertura do programa de alta eficiência energética no município.
O projeto para "Implementação de soluções para a adaptação às mudanças climáticas" , que está inserido no contexto do Plano de Desenvolvimento Municipal da cidade, tem a intenção de se alinhar à Agenda 2030 da ONU para o Desenvolvimento Sustentável e pretende atingir também outros setores de serviços públicos, de acordo com a Prefeitura de Cartago. Para ampliar seus esforços na agenda de sustentabilidade e ter acesso a experiências positivas em outras cidades do mundo, Cartago aderiu neste ano à Rede ICLEI como membro.


A tecnologia foi desenvolvida pela empresa local Semintel, pelo empreendedor Walter Galvez, e foi indicada ao Prêmio de Inovação Nacional na categoria de melhor produto, reconhecimento que busca incentivar uma cultura nacional de inovação e desenvolvimento tecnológico para empresas que se destacam pela geração de conhecimento, talento, criatividade e atitudes empresariais, concedido pelo presidente da Colômbia e pelo Ministério de Comércio, Indústria e Turismo.

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Garotinho acusa delegado de complô e de fazer campanha para Rafael Diniz

Denúncia foi feita no blog do secretário de Governo de Campos e presidente do PR Anthony Garotinho

O secretário de Governo de Campos e presidente estadual do PR, Anthony Garotinho, denuncia, no seu blog, “um complô” envolvendo várias autoridades, para derrubar grupo político liderado por ele – do qual faz parte o candidato a prefeito Dr. Chicão - “e colocar na Prefeitura de Campos um representante das elites. Ele posta imagens que, segundo avalia, “comprova o envolvimento direto do delegado da PF [Paulo Cassiano Jr.] com a campanha de Rafael Diniz. Procurado pela reportagem, Cassiano diz que “não comenta blog de político, apenas provas do inquérito”.


(Mais detalhes na edição impressa de O Diário desta quinta-feira)
FONTE  O DIÁRIO

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Campanha "suja" nas redes sociais

Advogados de Chicão e Caio recorrem à Justiça e autores podem ser identificados

Da Redação
Uma intensa campanha difamatória está inundando as redes sociais em Campos nos últimos dias. Segundo postagem no Facebook do jornalista Roberto Barbosa, os alvos são os principais adversários do candidato a prefeito do município, Rafael Diniz (PPS). Os ataques são iniciados por perfis supostamente falsos e posteriormente compartilhados por supostos integrantes da campanha do vereador.

O trabalho seria coordenado por uma agência de marketing com sede no Rio de Janeiro e São Paulo. A campanha pelas redes sociais por meio de pefis fakes (falsos) é proibida pela legislação e neste caso tem um agravante, porque promove ofensas em benefício de um candidato contra outros. 
Um dos alvos preferenciais da campanha é Dr. Chicão (PR). Mas nos últimos dias também passou a atingir Caio Vianna (PDT), insinuando que ele “teria se vendido para o candidato da Frente Popular Progressista” (conforme ilustrações ao lado da matéria). 

Caio entrou na rota de adversários quando sua candidatura passou a ameaçar o vereador nas pesquisas de intenção de votos. Um dos perfis falsos utilizado na rede é o “Campista revoltado” e “Campista revolt”, todos utilizando material da campanha de Rafael Diniz. 

A articulação também implicaria no uso de estratégias viróticas, por meio de vídeos disseminados no aplicativo WhatsApp. Os vídeos são altamente agressivos, promovendo intimidações e ofensas às famílias dos candidatos. 

O advogado da Coligação “Frente Popular Progressista de Campos”, que tem como candidato Dr. Chicão, Fabrício Ribeiro, informou que já entrou na Justiça Eleitoral com várias representações contra as ofensas em páginas do Facebook e blogs. “O que se nota é que essas páginas foram criadas com a finalidade de fazer propaganda negativa à candidatura de Dr. Chicão. Entramos com pedido de liminar contra o Facebook para que as páginas sejam retiradas do ar e, inclusive, já há determinação judicial pedindo informações de autoria dessas páginas”, comentou o advogado, esclarecendo que os autores, assim identificados, serão processados por injúria, calunia e difamação, além de multa por propaganda negativa, conforme prevê a Lei 9.504/97.

De acordo com a advogada da Coligação “Você Governa”, de Caio Vianna, Priscila Marins, “não é saudável para a democracia as pessoas saírem do campo das ideias e entrarem no campo de batalha. Por isso que representei no TRE-RJ pedindo providências e retiradas de postagens ofensivas contra o candidato nas redes sociais. É comum embates eleitorais, mas isso não autoriza que esses embates transbordem o limite de liberdade de manifestação e pensamento para ofender a honra das pessoas”, comentou.

Rafael diz que também é vítima de "panfletos apócrifos"

Ontem, o 3ª Via online noticiou fato parecido que Rafael Diniz atribuiu ao governo municipal. Trecho da matéria diz: “Planfletos apócrifos (não assinados) estão sendo distribuídos principalmente nas comunidades carentes de Campos acusando - de forma mentirosa e ilegal - o candidato a prefeito Rafael Diniz (PPS) de pedir ao Ministério Público o bloqueio do Cheque Cidadão. O material ilegal não tem nenhuma identificação exigida pela legislação – o que configura crime eleitoral”. A equipe de reportagem tentou contato com Rafael Diniz, mas o celular dele estava desligado.

Porém, segundo o 3ª Via, Diniz também vai recorrer à Justiça. “Nosso jurídico vai tomar as providências cabíveis. Eu lamento esse jogo sujo, jogo de mentira que o governo está fazendo. Tudo isso por causa do nosso crescimento na intenção de voto como mostram as pesquisas. Enquanto vereador, no final de 2013, votei pelo reajuste desse benefício (Cheque Cidadão). Então, agora, como posso ser contra?”, teria afirmado o candidato.

No início da campanha eleitoral a Justiça chegou a informar que adotaria uma postura rígida contra a utilização de perfis falsos, mas a prática parece ter disseminado e se tornado incontrolável. 
 
 fonte o diário

TRE realiza ação de conscientização contra a compra de voto

A ação contou com a presença do juiz da 75ª Zona Eleitoral de Campos, Ricardo Starling

Uma ação de conscientização contra a compra de votos foi realizada na tarde desta quarta-feira (28) na Avenida Pelinca, em Campos. A ação contou com a presença do juiz da 75ª Zona Eleitoral de Campos, Ricardo Starling, e dezenas de agentes do Tribunal Regional Eleitoral (TRE).
Segundo o juiz, o objetivo principal é conscientizar a população a não vender o seu voto, o que, segundo ele, pode fazer diferença no resultado final das eleições.
“Essa é uma ação que vem acontecendo desde junho deste ano e que vai continuar até o dia das eleições, no próximo domingo. Nossa grande preocupação é com as denúncias de compra de voto, que são capazes de desequilibrar as eleições”, explica o juiz.
Durante a operação, os agentes entregaram panfletos a motoristas e pedestres que passavam no local. Nestes panfletos, existem informações sobre como denunciar compra de votos e números para contato.


Outras ações semelhantes serão realizadas em outros pontos da cidade, principalmente nos distritos mais distantes da área central e bairros periféricos.
fonte: o diario

Principais agentes que provocam a poluição do ar

Principais agentes que provocam a poluição do ar
(2015) Poluição em Pequim - AFP/Arquivos

A poluição atmosférica provocada por partículas, o ozônio, o dióxido de nitrogênio ou metais pesados, procede ,sobretudo, da indústria, da calefação e dos transportes.
Os possíveis efeitos na saúde são múltiplos, incluindo transtornos respiratórios, câncer de pulmão ou acidentes vasculares cerebrais.
Mais que os momentos de máxima contaminação, provocados em parte pelas condições meteorológicas ou o aumento temporário de certas atividades, a poluição crônica é a mais nociva.
– PARTÍCULAS: são matérias microscópicas suspensas no ar. Na cidade, estas partículas mancham as fachadas dos edifícios.
Existem as PM10 (diâmetro inferior a 10 mícrons), procedentes sobretudo dos processos mecânicos como as atividades de construção, e as “partículas finas” (PM 2,5, diâmetro inferior a 2,5 mícrons), que têm como origem a combustão de madeira ou de combustíveis e os vapores industriais.
São consideradas o “agente poluente atmosférico mais nocivo para a saúde humana na Europa”, segundo a Agência Europeia do Meio Ambiente (AEMA). Quase 90% dos cidadãos urbanos estão expostos a quantidades superiores aos limites recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
As partículas menores, as mais problemáticas, penetram nas ramificações profundas das vias respiratórias e também no sangue. Além de câncer, podem provocar asma, alergias, doenças respiratórias ou cardiovasculares.
– DIÓXIDO DE NITROGÊNIO: o dióxido de nitrogênio (NO2) se forma nos processos de combustão dos motores de carros, barcos e inclusive de centrais elétricas. Os motores a diesel emitem uma quantidade ainda maior deste agente poluente.
Por estar tão relacionado com os transportes, o dióxido de nitrogênio afeta em cheio as cidades.
Este gás favorece a asma e os transtornos pulmonares nas crianças. De acordo com a OMS, na Europa e na América do Norte se observa atualmente uma associação entre a redução da função pulmonar e as concentrações de NO2.
O NO2 também é o principal agente responsável pela formação de aerossol de nitrato, que representa uma proporção importante das PM 2,5, e de ozônio, na presença dos raios ultravioletas.
– OZÔNIO (O3): este gás surge de reações químicas, sob o efeito do sol, entre vários agentes poluentes como o dióxido de nitrogênio e os compostos orgânicos voláteis (hidrocarbonetos, solventes…).
“O ozônio é um gás potente e agressivo” que, a níveis elevados, “corrói os materiais, os edifícios e os tecidos vivos”, afirma a AEMA. No corpo humano provoca uma “inflamação dos pulmões e brônquios”.
O transporte rodoviário, a agricultura e a indústria manufatureira são as principais responsáveis pelos agentes poluentes que geram o ozônio.
– OUTROS: o dióxido de enxofre (combustão de carvão e de petróleo) provoca patologias respiratórias. O amoníaco (NH3) está relacionado com as emissões da agricultura.
A indústria também emite metais pesados – chumbo, cádmio, níquel, arsênico, mercúrio – que se acumulam no organismo.
A contaminação do ar interno também é nociva.
Uma morte em cada nove no mundo está relacionada com a poluição atmosférica, destaca a OMS, que constata os avanços na vigilância do fenômeno, mas pede uma “ação rápida”.
Disponível em: http://istoe.com.br/principais-agentes-que-provocam-a-poluicao-do-ar/?platform=hootsuite

segunda-feira, 26 de setembro de 2016




Não sejamos ingênuos: a pesquisa divulgada hoje, encomendada pela FOLHA DA MANHÃ, é falsa e não reflete a realidade. O dono do instituto de pesquisa, MURILO DIEGUES, é um dos coordenadores da campanha de Rafael Diniz e foi secretário do governo Sérgio Mendes, presidente do partido de Rafael.

Estatisticamente, a pesquisa tem diversos erros e desde ontem circulam fotos de pesquisadores do referido instituto realizando entrevistas em meio a uma carreata do candidato Rafael Diniz.

A pesquisa não afirma se os dados colhidos representam os dados do último senso do IBGE e chega ao absurdo de afirmar que a margem de segurança é de 99%.

Para se ter ideia do disparate que essa margem de segurança representa, na última eleição para o GOVERNO ESTADUAL o IBOPE fez pesquisa de boca de urna - após o eleitor ter votado - com 5 mil pessoas e dava margem de erro de 2%.

Além disso, salta aos olhos de qualquer cidadão que por esta pesquisa manipulada o crescimento de DR. CHICÃO do primeiro para o segundo turno é praticamente nenhum, o que não é provável estatisticamente.

Nossos advogados irão solicitar judicialmente, conforme determina a lei, os formulários da pesquisa. 
FONTE  BLOG DO GAROTINHO

Velas de barcos descartadas viram bolsas charmosas, com um quê Gucci



                                                       
  
                                 

Sabe aquelas mensagem de para-choque de caminhão? Uma delas perguntava assim: o que você gostaria de estar fazendo agora? Ao se dar conta do questionamento, a figurinista Vera Queiroz respondeu em voz baixinha para si mesma, quase que pressionada por aquela reflexão com ares de autoajuda: “Eu gostaria de estar velejando”, decidiu ela, no meio de uma estrada asfaltada. A partir daí, Vera deixou para trás os anos de Projac para lançar a My Boat, marca de bolsas feitas com velas náuticas, um material que quase sempre chega às mãos de Vera por doação dos próprios velejadores, que querem dar um fim mais divertido à elas do que as prateleiras. — A minha primeira vela recebi do Pedro Paulo França, que, além de meu professor, é o atual técnico da equipe Paralímpica de Vela Adaptada. Era do barco usado na categoria Skud 18 — lembra ela. — Algumas velas são bem especiais, como a que foi bicampeã da Regata Santos-Rio, doada pelo skipper da regata, Guilherme Bungner. Viraram bolsas lindas, aliás. Cada vela pode ser transformada em até em 40 bolsas, que sempre são batizadas com o nome do veleiro e ganham uma etiqueta contando sobre essa origem. As peças são finalizadas com couro, cordas ou faixas do mundo náutico. O resultado é uma bolsa esportiva, mas com detalhes sofisticados. — A primeira coisa que faço quando recebo uma vela é esticá-la no meu jardim para ver o que posso fazer com ela. Quanto mais remendos, mais gosto. É um material muito resistente e que consegue guardar marcas do tempo sem perder a sua qualidade — comenta Vera, que faz artesanalmente uma a uma. Além das bolsas, volta e meia pinta uma cadeira espreguiçadeira ou ainda viseiras feitas com os recortes pequenininhos que sobram. — É um trabalho de upcycling, e faço questão de não dispensar nada — garante ela, explicando a diferença deste método para a reciclagem. Para os que ainda têm dúvida, funciona assim: na reciclagem, acontece a transformação do produto em matéria-prima para um outro; no upcycling é dado um novo uso a um produto que seria descartado. Vera estudou Belas Artes e durante o curso teve aula com Rosa Magalhães e Beth Filipecki, que a chamaram para trabalhos. Com a primeira fez figurinos para escolas de samba; com a segunda, novelas, dedicando-se a isso por anos. Próxima Velas de barcos descartadas viram bolsas charmosas, com um quê Gucci.

Disponível em: http://www.jornalfloripa.com.br/noticia.php?id=542873

sábado, 24 de setembro de 2016

Proteção da Camada de Ozônio



O ozônio (O3) é um dos gases que compôe a atmosfera e cerca de 90% de suas moléculas se concentram  entre 20 e 35 km de altitude, região denominada Camada de Ozônio. Sua importância está no fato de ser o único gás que filtra a radiação ultravioleta do tipo B (UV-B), nociva aos seres vivos.


O ozônio tem funções diferentes na atmosfera, em função da altitude em que se encontra. Na estratosfera, o ozônio é criado quando a radiação ultravioleta, de origem solar, interage com a molécula de oxigênio, quebrando-a em dois átomos de oxigênio (O). O átomo de oxigênio liberado une-se a uma molécula de oxigênio (O2), formando assim o ozônio (O3). Na região estratosférica, 90% da radiação ultravioleta do tipo B é absorvida pelo ozônio. 



Ao nível do solo, na troposfera, o ozônio perde a sua função de protetor e se transforma em um gás poluente, responsável pelo aumento da temperatura da superfície, junto com o monóxido de carbono (CO), o dióxido de carbono (CO2), o metano (CH4) e o óxido nitroso.



Nos seres humanos a exposição à radiação UV-B está associada aos riscos de danos à visão, ao envelhecimento precoce, à supressão do sistema imunológico e ao desenvolvimento do câncer de pele. Os animais também sofrem as consequências do aumento da radiação. Os raios ultravioletas prejudicam os estágios iniciais do desenvolvimento de peixes, camarões, caranguejos e outras formas de vida aquáticas e reduz a produtividade do fitoplâncton, base da cadeia alimentar aquática, provocando desequilíbrios ambientais. 



Mecanismo de Destruição do Ozônio



O ozônio é naturalmente destruído na estratosfera superior pela radiação ultravioleta do Sol. Para cada molécula de ozônio que é destruída, um átomo de oxigênio e uma molécula de oxigênio são formados, podendo se recombinar para produzir o ozônio novamente. Essas reações naturais de destruição e produção de ozônio ocorrem de forma equilibrada. 



Apesar da sua relevância, a camada de ozônio começou a sofrer com os efeitos da poluição crescente provocada pela industrialização mundial. Seus principais inimigos são produtos químicos como Halon, Tetracloreto de Carbono (CTC), Hidroclorofluorcabono (HCFC), Clorofluorcarbono (CFC) e Brometo de Metila, substâncias controladas pelo Protocolo de Montreal e que são denominadas Substâncias Destruidoras da Camada de Ozônio - SDOs. Quando liberadas no meio ambiente, deslocam-se atmosfera acima, degradando a camada de ozônio.


Destruição do Ozônio:

Em 1928, quando se desenvolveu os CFCs, o pesquisador Thomas Midgley acreditava que tais substâncias seriam inofensivas na atmosfera terrestre por serem quimicamente inertes, além de serem fáceis de estocar, de produção barata, estáveis e bastante versáteis.

Em 1974, Molina e Rowland propuseram que o ozônio estratosférico estava sendo destruído em escala maior do que ocorria naturalmente e que a diminuição da concentração do ozônio era devido à presença de substâncias químicas halogenadas contendo átomos de cloro (Cl), flúor (F) ou bromo (Br), emitidas pela atividade humana.

Os gases contendo esses átomos permanecem na atmosfera por vários anos e, ao subirem até a estratosfera, sofrem a ação da radiação ultravioleta, liberando radicais livres que destroem de forma catalítica as moléculas de ozônio.

A diminuição da concentração de ozônio persiste devido à contínua emissão de substâncias halogenadas e sua longa vida na atmosfera, a exemplo dos clorofluorcarbonos (CFCs), que podem permanecer ativos de 80 a 100 anos.
A figura abaixo apresenta um esquema didático de como a molécula de ozônio é destruída.



destruicao ozonio



Buraco da Camada de Ozônio



O “buraco da camada de ozônio” é o fenômeno de queda acentuada na concentração do ozônio sobre a região da Antártica, conforme figura abaixo. A cor azul tendendo para o violeta indica a baixa concentração de ozônio. O processo de diminuição da concentração de ozônio vem sendo acompanhado desde o início da década de 1980, em vários pontos do mundo, inclusive no Brasil.



Buraco camada de ozonio 

Disponível em: http://www.mma.gov.br/clima/protecao-da-camada-de-ozonio

Acordo de Paris vira lei no Brasil

Brasil é o terceiro entre os grandes emissores de gases de efeito estufa e maiores economias do mundo a ratificar o documento, mas as metas ainda são insuficientes.

Por Redação do Greenpeace Brasil – Mobilização Mundial pelo Clima, em dezembro de 2015. Brasileiros foram às ruas exigir metas mais ambiciosas contra as mudanças climáticas. Foto: ©Zé Gabriel/Greenpeace

Mobilização Mundial pelo Clima, em dezembro de 2015. Brasileiros foram às ruas exigir metas mais ambiciosas contra as mudanças climáticas. Foto: ©Zé Gabriel/Greenpeace









O Acordo de Paris, documento da ONU que pretende barrar o aquecimento global, agora é lei no Brasil. Nesta segunda-feira (12 de setembro), foi ratificado o texto, que é fruto da COP 21 e já havia sido aprovado em tempo recorde pelo Congresso Nacional Brasileiro.
O documento prevê que países do mundo todo se comprometam em evitar as emissões de gases que agravam o efeito estufa. A meta é não deixar que o aquecimento da Terra chegue perto 2 °C – e que, preferencialmente, nem chegue aos 1,5 °C. Superar esse 1,5 °C significaria trazer riscos graves para as populações e para a biodiversidade do planeta. E o Brasil, agora, começa a fazer a sua parte.
China e Estados Unidos já haviam ratificado o Acordo no começo do mês. O acontecimento era esperado com ansiedade, afinal, são justamente os dois maiores emissores, com 20% e 18% do total global anual, respectivamente.
Com a atitude, o Brasil se torna o terceiro entre os dez maiores emissores e as dez maiores economias do mundo a se comprometer de forma definitiva com o documento criado na COP 21. Somos o sexto país que mais emite gases de efeito estufa no mundo – responsáveis por cerca de 2,5% do total anual de emissões.
“Há muito tempo o país não apresenta iniciativas concretas de liderança na discussão de clima. Esperamos que a ratificação do Acordo de Paris seja sinal de novos tempos. E que inspire o novo governo a assumir o protagonismo neste assunto também na prática, não só no papel”, diz Marcio Astrini, coordenador de Políticas Públicas do Greenpeace Brasil.
Apesar de ser importante, a validação do documento não é suficiente para garantir que o Brasil realmente faça um bom trabalho pelo planeta, afinal não basta ter leis se elas não são cumpridas. Os compromissos firmados ainda são frágeis. Na meta para o setor de energia, o objetivo do governo é ter até 2030 entre 28% e 33% de fontes renováveis, além da hídrica, na matriz energética – só que hoje, já estamos em um patamar de 28%.
“O Brasil assumiu compromissos sob o Acordo de Paris que podem soar positivos frente ao deserto de ações sobre o clima que vemos mundo afora, mas ainda deixa a desejar. A meta para energias renováveis praticamente já nasce atingida. E, no que diz respeito a florestas, o governo diz que tolerará o desmatamento ilegal por mais 14 anos. Precisamos elevar a ambição com urgência, rumo ao fim dos combustíveis fósseis e ao desmatamento zero”, afirma Pedro Telles, da Campanha de Clima e Energia do Greenpeace Brasil.
Enquanto o governo segue com pouca ambição, o Greenpeace Brasil lançou em agosto o [R]evolução Energética 2016. O estudo mostra que o país tem plenas condições de chegar a 2050 com 100% de sua matriz energética baseada em fontes renováveis, sem emissões de gases de efeito estufa. O documento propõe o caminho alternativo para que possamos dar adeus às fontes fósseis de energia, e para que os investimentos em fontes renováveis de verdade sejam a saída para o desenvolvimento e o futuro limpo do Brasil.
A proposta oficial do país também deixa a desejar na área de florestas. “O objetivo se limita a alcançar acabar com o desmatamento ilegal na Amazônia apenas em 2030. Ou seja, o governo pretende tolerar a destruição ilegal da Amazônia por mais 14 anos, e de outras florestas por tempo indeterminado”, destaca Telles. Vale lembrar que, nas últimas semanas, graves e extensas queimadas foram registradas na Amazônia. E levantamentos indicam que estamos prestes a presenciar a maior e pior temporada de queimadas e incêndios florestais da história do país.
“A ambição de compromissos nacionais pode ser elevada a qualquer momento. Para fazer a sua parte, o Brasil precisa se comprometer o quanto antes com o Desmatamento Zero e com 100% energias renováveis”, completa Telles. (Greenpeace Brasil/ #Envolverde)
* Publicado originalmente no site Greenpeace Brasil.
Disponível em: http://www.envolverde.com.br/1-1-canais/acordo-de-paris-vira-lei-no-brasil/