sexta-feira, 24 de junho de 2016

Animação faz alerta sobre o desaparecimento das abelhas

Uma em cada três refeições comidas por seres humanos só é possível devido à polinização feita por esses insetos

abelha-morta-colapso-das-abelhas-apicultura-biodiversidade (Foto: Dan Foy/CCommons)
Muitas colmeias já desapareceram nos últimos anos, com a queda anual estimada pelos apicultores entre 30% e 90% ao ano (Foto: Dan Foy/CCommons)

Albert Einstein é sempre associado a uma frase bastante popular que diz: "se as abelhas morrerem, os humanos morrerão em seguida nos próximos anos". Provavelmente ele nunca tenha dito tal sentença, mas ela é verdadeira: o "trabalho" desses insetos é indispensável para a humanidade e preservação da biodiversidade do planeta.
As abelhas las estão realmente sumindo. Um vídeo criado pelo site de conteúdo científico Nova, com apoio da Academia Australiana de Ciência, explica o chamado "distúrbio do colapso das colônias" e suas consequências. Muitas colmeias já desapareceram nos últimos anos, com a queda anual estimada pelos apicultores entre 30% e 90% ao ano. Só nos Estados Unidos, havia 5 milhões de colmeias em 1988, e atualmente elas são estimadas em metade disso, 2,5 milhões.
Entre os suspeitos estão parasitas como varroa, vírus, fungos e o uso de agrotóxicos à base de neonicotinóides, aprovados no início dos anos 1990 e um dos inseticidas mais usados no mundo. Entretanto, ainda não há um consenso entre os cientistas sobre os verdadeiros culpados.
O vídeo explica que se todas as abelhas fossem exterminadas, diversas plantas morreriam ou reduziriam sua produtividade, como maçãs, cebolas, abóboras e ingredientes que compõem a ração animal, o que levaria milhões de pessoas à situação de fome. Além disso, o sumiço desses insetos também causará um forte impacto econômico. A polinizaçãomovimenta cerca de US$ 265 bilhões por ano.
"Esse é um desafio a ser superado se quisermos viver com uma relativa abundância e diversidade de alimentos", diz um dos trechos do vídeo.
Assista: https://youtu.be/GqA42M4RtxE
Disponível em: http://revistagloborural.globo.com/Noticias/Criacao/noticia/2016/06/animacao-faz-alerta-sobre-o-desaparecimento-das-abelhas-e-como-isso-afeta-o-planeta.html

Sustentabilidade: indústria do aço reaproveita 88% dos resíduos gerados

Instituto Aço Brasil divulga Relatório de Sustentabilidade durante o Congresso Brasileiro do Aço. Preocupado em criar uma relação de responsabilidade solidária com os terceirizados do ramo de carvão vegetal, setor reporta evolução de Protocolo e lança cartilha de orientação ambiental e social
Durante o processo produtivo da indústria brasileira do aço cerca de 20 milhões de toneladas de coprodutos e resíduos são gerados por ano, mas em 2014 e 2015 o setor conseguiu reaproveitar, respectivamente, 87% e 88% deste material em sua própria produção ou nas indústrias da cadeia, como a do cimento. Apesar da crise, as empresas do setor mantiveram seus investimentos em ações de proteção ambiental, que alcançaram R$ 2,5 bilhões nestes dois anos. Metade da energia consumida nos processos produtivos, por exemplo, já é gerada pelas próprias indústrias e mais de 95% da água doce utilizada está sendo reutilizada. Estes dados estão relatados no Relatório de Sustentabilidade, que acaba de ser divulgado pelo Instituto Aço Brasil, durante o Congresso Brasileiro do Aço, em São Paulo.
De edição bianual, o relatório demonstra que a indústria do aço está comprometida com os princípios da economia circular, baseada na regeneração e na reciclagem dos recursos naturais e na valorização dos recursos humanos.
“O Brasil vem cumprindo seu dever de casa e não deixa a dever a nenhum parque industrial do mundo”, destaca Luiz Paulo Barreto, Diretor Corporativo Institucional da Companhia Siderúrgica Nacional. A CSN é, inclusive, a primeira empresa a aderir à rede de economia circular da Fundação Ellen MacArthur, se comprometendo a avançar em práticas sustentáveis.
Sao Paulo, 08 de Junho de 2016. Congresso Brasileiro do Aco 2016. Painel 1 - Industria Nacional - retomada do crescimento – o que fazer. Marco Polo de Mello Lopes, Presidente Executivo do Instituto Aco Brasil. Foto Marcos Issa/Argosfoto

Sao Paulo, 08 de Junho de 2016. Congresso Brasileiro do Aco 2016. Painel 1 – Industria Nacional – retomada do crescimento – o que fazer. Marco Polo de Mello Lopes, Presidente Executivo do Instituto Aco Brasil. Foto Marcos Issa/Argosfoto

Carvão Vegetal
Também foi lançada no congresso a cartilha Boas Práticas na Produção de Carvão Vegetal. A publicação será distribuída nas regiões Sudeste e Norte do Brasil, onde se concentra a maior parte dos produtores de carvão, e tem como finalidade esclarecer e orientar sobre medidas que podem evitar danos ao meio ambiente e proteger os trabalhadores de acidentes e de problemas de saúde provocados pela atividade.
A indústria do aço brasileira ainda não é autossuficiente na produção de carvão vegetal para a produção de ferro gusa e aço. Da madeira utilizada para a produção de carvão vegetal, em 2014, 85% foram oriundos de florestas próprias, 8% de florestas plantadas por terceiros e 7% de resíduos florestais legalizados. Já em 2015, 86% eram oriundas de florestas plantadas próprias, 10% de terceiros e 4% de resíduos florestais devidamente legalizados.
Sao Paulo, 08 de Junho de 2016. Congresso Brasileiro do Aco 2016. Painel 1 - Industria Nacional - retomada do crescimento – o que fazer. Esq. p/ Dir: Robson Braga de Andrade, Presidente da CNI; Marco Antônio Saltini, Vice-Presidente da Anfavea; Marco Polo de Mello Lopes, Presidente Executivo do Instituto Aco Brasil; Jose Carlos Rodrigues Martins, Presidente da Camara Brasileira da Industria da Construcao e Decio da Silva, Presidente do Conselho da WEG. Foto Marcos Issa/Argosfoto

No Painel “Industria Nacional – retomada do crescimento – o que fazer” Esq. p/ Dir: Robson Braga de Andrade, Presidente da CNI; Marco Antônio Saltini, Vice-Presidente da Anfavea; Marco Polo de Mello Lopes, Presidente Executivo do Instituto Aco Brasil; Jose Carlos Rodrigues Martins, Presidente da Camara Brasileira da Industria da Construcao e Decio da Silva, Presidente do Conselho da WEG.
Foto Marcos Issa/Argosfoto

Preocupado em construir uma relação de responsabilidade solidária com os terceirizados deste ramo, o Aço Brasil criou o Protocolo do Carvão Vegetal em 2012, cujo reporte de atividades integra o Relatório de Sustentabilidade das empresas associadas. A cartilha contém instruções sobre temas como replantio de florestas e origem da madeira, uso de equipamentos de segurança e direitos dos trabalhadores.
Disponível em: http://revistaamazonia.com.br/sustentabilidade-industria-do-aco-reaproveita-88-dos-residuos-gerados/

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Mar destrói totalmente trecho da estrada que liga Farol à Barra do Furado




O trecho da estrada que liga o Farol de São Tomé à Barra do Furado, no bairro Gaivota, rompeu totalmente nesta terça-feira (14). Na última semana o mar avançou cerca de 50 metros, em consequência das seguidas ressacas, que registraram ondas de até 3,50 metros. “Mesmo sem ressaca, o mar continua avançando e aumentando a erosão”, disse o diretor Executivo da Coordenadoria de Defesa Civil, major Edison Pessanha. 

- Há dois anos, a distância do mar para a estrada era de aproximadamente 200 metros. O tráfego de veículos ainda pode ser feito pela via de acesso construída emergencialmente pela Defesa Civil, próxima ao local, passando por propriedades particulares. A passagem tem cerca de 500 metros de extensão – informou Pessanha.
Quem necessitar fazer a passagem para Quissamã poderá também utilizar outros caminhos. Um deles é uma estrada vicinal com entrada na localidade de Mineiros e que aumenta o trajeto em 45 quilômetros. 

O outro caminho é em Santo Amaro. Neste caso, o percurso tem um acréscimo de 25 quilômetros. Já os que vierem de Quissamã para o Farol de São Tomé têm acesso pelas localidades de Tocos ou São Martinho.

Disponível em: http://www.campos.rj.gov.br/exibirNoticia.php?id_noticia=36193

Radiografando a Coleta Seletiva


22 anos de pesquisa
Desde 1994 o Cempre reúne informações sobre os programas de coleta seletiva desenvolvidos por prefeituras, apresentando dados sobre composição do lixo reciclável, custos de operação, participação de cooperativas de catadores e parcela da população atendida.
A Pesquisa Ciclosoft tem abrangência geográfica em escala nacional, e possui periodicidade bianual de coleta de dados.
A metodologia da pesquisa consiste no levantamento de dados através do envio de questionário às Prefeituras e visitas técnicas. O objetivo não é comparar, mas demonstrar quais municípios contam com programas estruturados de coleta seletiva.
Este é o Ciclosoft, uma pesquisa atualizada da coleta seletiva em cidades brasileiras, indispensável para o desenvolvimento do setor de reciclagem no país.
*Os municípios que desejarem participar da Pesquisa Ciclosoft 2018 devem enviar solicitação para:pesquisa@cempre.org.br
Pesquisa Nacional
1055 municípios brasileiros (cerca de 18% do total) operam programas de coleta seletiva.


Regionalização
A concentração dos programas municipais de coleta seletiva permanece nas regiões Sudeste e Sul do País. Do total de municípios brasileiros que realizam esse serviço, 81% está situado nessas regiões.


População Atendida
Cerca de 31 milhões de brasileiros (15%) têm acesso a programas municipais de coleta seletiva.


Modelos de Coleta Seletiva
Os programas de maior êxito são aqueles em que há uma combinação dos modelos de coleta seletiva:
  • A maior parte dos municípios ainda realiza a coleta por meio de PEVs e Cooperativas (54%);
  • A coleta porta-a-porta precisa de maior atençãodos gestores municipais (29%).


Os municípios podem ter mais de um agente executor da coleta seletiva.
A coleta seletiva dos resíduos sólidos municipais é feita pela própria Prefeitura em 51% das cidades pesquisadas; Empresas particulares são contratadas para executar a coleta em 67%; E praticamente metade (44%) apoia ou mantém cooperativas de catadores como agentes executores da coleta seletiva municipal.
O apoio às cooperativas está baseado em: maquinários, galpões de triagem, ajudas de custos com água e energia elétrica, caminhões (incluindo combustível), capacitações e investimento em divulgação e educação ambiental.


Custo
O custo médio da coleta seletiva nas cidades pesquisadas foi de US$ 102,49 (ou R$ 389,46)*
Considerando o valor médio da coleta regular de lixo US$ 25,00 (R$ 95,00), o custo da coleta seletivaé 4,1 vezes maior que o custo da coleta convencional.
*US$ 1,00 = R$ 3,80


Composição Gravimétrica
Aparas de papel/papelão continuam sendo os tipos de materiais recicláveis mais coletados por sistemas municipais de coleta seletiva (em peso), seguidos dos plásticos em geral, vidros, metais e embalagens longa vida. A porcentagem de rejeito ainda é elevada (cerca de 35%). Faz-se necessário investir em comunicação para que a população separe o lixo corretamente.


Estudos Detalhados
Foram expostos dados detalhados de 18 municípios quanto à composição gravimétrica, quantidade de resíduos coletados, parcela da população atendida e custo da coleta seletiva:

Listagem Geral
Relação dos 1055 municípios brasileiros com coleta seletiva segundo o levantamento da Pesquisa Ciclosoft 2016:

Disponível em: http://cempre.org.br/ciclosoft/id/8

terça-feira, 21 de junho de 2016

Neste chuveiro é possível tomar “banho infinito” gastando apenas 10 litros de água


chuveiroinfinito-ecod.jpg

O princípio é o mesmo de outros chuveiros ecológicos: o reaproveitamento da água. Mas, com uma ligeira diferença, em vez de reaproveitar a água para outros fins, como para acionar a descarga do vaso, o chuveiro Showerloop reaproveita a água para o próprio banho.
Segundo seus criadores, graças a essa tecnologia inovadora, a pessoa pode tomar banho por quanto tempo ela quiser com 10 litros de água. O segredo está no reaproveitamento da água, que passa por várias etapas de limpeza antes de escorrer pelo ralo.
Na primeira etapa, uma tela retém os fios de cabelo. Depois, a água passa por um filtro de microfibra, uma camada de areia, outra de carvão ativado, que eliminam as partículas de sabão, e é esterilizada por uma lâmpada de luz ultravioleta, sendo bombeada novamente para o chuveiro.
Outra vantagem desse chuveiro é sua economia de energia elétrica, pois a água é esquentada no momento em que o registro do chuveiro é aberto. O kit do produto foi lançado na Europa, no mês de março deste ano, por um preço de 1.500 euros, sem incluir o custo da instalação.

Disponível em: http://www.ecodesenvolvimento.org/posts/2016/posts/maio/neste-chuveiro-e-possivel-tomar-201cbanho?utm_content=bufferf13d4&utm_medium=social&utm_source=twitter.com&utm_campaign=buffer

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Euroclima diz que mudança climática terá impacto maior na América Latina

Os efeitos do aquecimento global afetarão principalmente a agricultura e os recursos primários, que são o principal pilar econômico da região

seca-sustentabilidade-mudança-climatica-pecuaria-aquecimento-global (Foto: Oxfam East Africa/CCommons)

As consequências da mudança climática serão mais notórias na América Latina do que em muitas regiões do mundo devido à grande biodiversidade do continente e à forte dependência da economia destes países do setor primário, apontaram os responsáveis do programa Euroclima.

Um dos líderes da iniciativa, que fomenta a cooperação ambiental entre a UE e 18 países da América Latina, Horst Pilger, declarou que os efeitos da mudança climática serão notados particularmente na América Latina, reduzindo a biodiversidade em alguns dos países com maior riqueza biológica do mundo, como Brasil, Costa Rica e Colômbia.

Além disso, afetará notoriamente a economia em comparação com regiões como a Europa porque a produção econômica na América Latina "é muito dependente da agricultura e dos recursos primários" e a mudança climática afeta mais este setor do que a indústria e os serviços, afirmou Pilger.

Pilger fez essas declarações no marco da realização dos Dias Europeus do Desenvolvimento, nos quais o Euroclima apresentou seus avanços e o trabalho que realiza em conjunto junto a seus membros implementadores.

Para combater estes desafios que a América Latina enfrenta é necessário fortalecer "a troca de conhecimentos" entre a UE e as instituições, mas também entre os próprios países, no que é conhecido como "cooperação sul-sul", apontou o responsável da direção geral de Cooperação Regional em mudança climática da Comissão Europeia, Catherine Ghyoot.

Este programa centrará sua terceira fase, que começa neste ano, em incentivar a cooperação entre nações com o objetivo de "reforçar a resistência da região latino-americana perante a mudança climática e promover oportunidades para um crescimento verde", segundo apontou o Euroclima em comunicado.

Os representantes do Euroclima asseguraram que o programa conseguiu que os países da região pudessem intercambiar boas práticas sobre mudança climática. Além disso, a redução da "vulnerabilidade social e meio ambiental para a mudança climática" acarretaria, segundo os responsáveis deste programa, em uma "redução da pobreza na América Latina".
"Queremos que a região cresça, mas a um ritmo sustentável", disse Pilger em referência aos desafios futuros.

A UE procura em termos gerais uma conciliação "da sustentabilidade ambiental com o desenvolvimento constante" em uma região "muito exposta à mudança climática e às catástrofes naturais", para o que, segundo o Euroclima, foi destinado um orçamento total de cerca de 300 milhões de euros.

Inaugurado em 2010, o Euroclima "facilita a integração das estratégias e medidas de mitigação e de adaptação perante a mudança climática" nas políticas de 18 países da América Latina, segundo explica a iniciativa em comunicado.

A União Europeia destinou no período 2010-2016 mais de 16 milhões de euros só através do programa Euroclima para potencializar projetos destinados a diminuir os efeitos da mudança climática na América Latina.

Atualmente o programa está em sua segunda fase e se centra na troca de informação e experiências, na melhora da capacidade agrícola para se adaptar à mudança climática e na tomada de medidas de "adaptação e mitigação com benefícios adicionais" em outros setores.

Entre os parceiros implementadores dos programas membros da comissão pelo Euroclima figuram a Comissão Econômica Para a América Latina e o Caribe para as Nações Unidas (Cepal), o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), o Centro Comum de Pesquisa da Comissão Europeia (JRC), o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e a Assistência Técnica do Programa.

 Disponível em: http://revistagloborural.globo.com/Noticias/Sustentabilidade/noticia/2016/06/euroclima-diz-que-mudanca-climatica-tera-impacto-maior-na-america-latina.html


domingo, 19 de junho de 2016

Água para injetáveis poderá ser gerada através de Osmose Reversa
A partir de Abril de 2017, a WFI (água para injetáveis) poderá ser gerada através de Osmose Reversa no mundo todo. A Comissão da Farmacopeia Europeia adota a revisão da monografia sobre água para injetáveis, permitindo a produção de tecnologias de não-destilação.

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Durante sua sessão 154 realizada em Estrasburgo entre 15 e 16 março de 2016, a Comissão da Farmacopeia Europeia (Ph. Eur.) adoptou uma revisão da sua monografia de água para injetáveis. Até agora, a produção de água para injetáveis ​​(WFI) estava limitada apenas à destilação. A revisão permite a produção de WFI por processos de purificação equivalentes a destilação, tal como a osmose reversa, juntamente com outras técnicas apropriadas. A monografia revisada também afirma que o uso de tecnologias de não-destilação para a produção de WFI exige que as autoridades de supervisão dos fabricantes sejam informadas antes da implementação.
A revisão monografia é o resultado de amplas consultas com as partes interessadas. A decisão foi tomada com base no resultado de uma pesquisa realizada pela EDQM desde março de 2010, em que foram recolhidos dados sobre a utilização de tecnologias de não-destilação para a produção de WFI e de um workshop de especialistas EDQM em “Água para Injetáveis ​​- Uso potencial de Sistemas de Membranas para a Produção” organizado em março de 2011. Ele traz a Farmacopeia Europeia mais de perto da Farmacopeia dos EUA e da Farmacopeia japonesa, que permitem a produção de WFI por destilação ou por um processo de purificação que prove ser igual ou superior a destilação, e por destilação ou osmose reversa seguida por ultrafiltração, respectivamente.
Qualquer tecnologia de não-destilação para a produção de WFI deve ser equivalente em qualidade ao que é produzido por destilação, onde a equivalência em termos de qualidade não significa simplesmente conformidade a uma especificação, mas também leva em conta a robustez do método de produção. É por isso que a revisão geral em curso do Anexo 1 “Fabricação de medicamentos estéreis” das Boas Práticas de Fabricação da UE (GMP) irá incluir novas orientações sobre métodos de produção de WFI. A fim de garantir a orientação necessária estará disponível no momento em que a monografia de WFI revisada entre em vigor, um documento de Garantia da Qualidade que está sendo finalizado pelo Grupo de Trabalho de Inspetores da Agência Europeia de Medicamentos de  GMP / GMDP
A monografia revisada de água para injetáveis ​será publicada no Anexo 9.1 da Farmacopeia Europeia  e entrara em vigor em abril de 2017.

Disponível em: http://tratamentodeagua.com.br/agua-para-injetaveis-podera-ser-gerada-atraves-de-osmose-reversa/
16/06/2016 14:06


Vocês podem conferir abaixo o tamanho da encrenca em que Eduardo Cunha se meteu. Somem a isso o processo onde sua mulher é ré por ocultação de patrimônio e lavagem de dinheiro, mais o bloqueio dos seus bens, mais a multa do Banco Central.

Cunha sabe que terá seu mandato cassado, hoje nos bastidores do Congresso já se fazem apostas se isso vai acontecer antes ou depois de sua prisão ser decretada. Com esse furacão, nem uma pessoa fria e determinada como Cunha é, tem como resistir. Além de tudo, Cunha está com raiva de Temer, atribui a ele sua derrota no Conselho de Ética

É por isso que cada vez mais o Palácio do Planalto teme que Cunha recorra à delação premiada.


Reprodução do Globo
Reprodução do Globo
Reprodução do Globo
FONTE BLOG DO GAROTINHO

sábado, 18 de junho de 2016

Saneamento: importante também para o Esporte

A poucos meses da realização, no Brasil, de um dos mais importantes eventos esportivos do mundo, é fácil perceber o quanto o saneamento básico é fundamental. Da formação do atleta, nascido e criado num ambiente sanitário adequado, passando por centros esportivos capacitados para promover o desenvolvimento profissional, até instalações preparadas para a realização das competições esportivas, o acesso à água tratada e ao correto esgotamento sanitário, que não polua o meio ambiente, são premissas ainda subestimadas em diversas regiões do País.

A realidade com a qual a população se depara diariamente na maioria das cidades brasileiras demonstra a enorme deficiência existente nesta área. A poluição das baías, rios e praias é um exemplo significativo da falta de saneamento básico, que afeta a saúde dos brasileiros, assusta atletas e visitantes estrangeiros, indicando que, definitivamente, este importante serviço não está no nível necessário de universalização.

No mercado, existem eficientes tecnologias para tratar esgoto sanitário, que possibilitam o reúso do efluente para fins não potáveis. Os projetos customizados da Mizumo – empresa que integra o Grupo Jacto, com atuação em diversos setores industriais – reúnem esses quesitos e podem ser instalados rapidamente – a depender da infraestrutura do local do empreendimento -, o que beneficia obras em andamento.

Por meio do Sistema Integrado Mizumo (S.I.M.), a empresa realiza a gestão completa do projeto de Estações de Tratamento de Esgoto (ETE) em toda sua complexidade, incluindo concepção, execução, instalação e serviços essenciais à operação e manutenção da mesma. As soluções consideram as exigências legais e as particularidades de cada empreendimento, sejam residenciais, comerciais ou comunitários.

“Investimentos em saneamento básico são necessários e só trarão benefícios. Nosso País tem chances de fazer bonito dentro e fora das competições e deixar um legado para toda a população brasileira e um exemplo para o mundo”, comenta Hélcio da Silveira, diretor da Mizumo.

Disponível em: http://tratamentodeagua.com.br/saneamento-importante-tambem-para-o-esporte/

 


Reprodução da capa do jornal O Diário, de Campos dos Goytacazes
Reprodução da capa do jornal O Diário, de Campos dos Goytacazes


A situação é simples. O Governo do Estado - sem dinheiro - ia fechar o Restaurante Popular de Campos, assim como já fez com outras unidades. Ali eram servidas 1.500 refeições diárias antes de Cabral e Pezão abandonarem os Restaurantes Populares. A prefeita Rosinha Garotinho procurou o governador em exercício, Francisco Dornelles e propôs a municipalização do restaurante, a Prefeitura de Campos assumindo a gestão e os custos. Ontem o secretário estadual de Assistência Social, Paulo Melo foi a Campos e foi assinada a municipalização. Dentro de um mês a prefeitura assume e será feita uma reforma na unidade. Parabéns à prefeita Rosinha Garotinho por mais essa iniciativa corajosa em tempos de crise, mas que demonstra mais uma vez a preocupação dela com a situação dos mais humildes.

Faço só um comentário porque sei que muitos leitores vão estranhar eu e Paulo Melo na mesma foto. Quero esclarecer que o mais importante é o interesse e o bem estar da população, coloco isso sempre em primeiro lugar, acima das minhas brigas políticas.


Fotos de Gerson Gomes
Fotos de Gerson Gomes

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Eleições 2016: conheça as mudanças

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A disputa pelas prefeituras e Câmaras Municipais em 2016 terá tantas regras novas que até as autoridades envolvidas no processo preveem uma eleição de incertezas, como disse o procurador regional eleitoral de São Paulo, André Carvalho Ramos. São mudanças que afetam os partidos, os políticos que querem disputar um mandato e também o eleitor, e não só na hora de apertar o botão da urna eletrônica – aquela possibilidade de volta à urna de papel era muito mais uma pressão do Judiciário por mais orçamento e já foi descartada; o que haverá a partir de 2018 é urna eletrônica com registro também em papel.
1) Doações de campanha
Esta será a primeira eleição desde 1994 em que as empresas serão proibidas de fazer doações eleitorais para partidos ou candidatos, por serem consideradas inconstitucionais pelo Supremo Tribunal Federal. Com isso, as campanhas eleitorais deste ano devem ser financiadas exclusivamente por contribuições de pessoas físicas e pelos recursos do Fundo Partidário. Para os críticos da proibição às doações empresariais, a medida deve aumentar o risco de caixa 2 nas campanhas. Para os defensores da restrição, isso tende a baratear as campanhas e o candidato terá de conquistar votos mais pelo debate político que pelo marketing eleitoral.
2) Duração da campanha
Uma das medidas de efeito mais concreto, com consequências positivas e negativas, é a mudança na data de início oficial de campanha. Em vez de 90 dias, esse período foi reduzido pela metade e caiu para 45 dias. Em 2016, os candidatos e partidos só podem começar a pedir votos sem restrições a partir de 16 de agosto. A eleição, como de costume, será disputada no primeiro domingo de outubro – neste ano, no dia 2. A parte boa dessa mudança é que, em tese, ela reduz o tempo de paralisação das outras atividades políticas, como votações nos Legislativos. O ponto negativo é que também se reduz o tempo para promoção de debates eleitorais entre os candidatos.
3) Campanha antecipada​
Políticos poderão se apresentar como pré-candidatos sem que isso configure propaganda eleitoral antecipada, desde que não haja pedido explícito de voto. A nova regra está prevista na reforma, que também permite que os pré-candidatos divulguem posições pessoais sobre questões políticas e possam ter suas qualidades exaltadas, inclusive em redes sociais ou em eventos com cobertura da imprensa. Nada disso era permitido pela legislação anterior.
4)  Propaganda no rádio e na TV
Com campanha mais curta, o início da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na TV também foi atrasado, mas em menor proporção. Vão ser 35 dias de exibição das inserções e programas, 10 a menos que nas disputas anteriores. O formato também mudou: serão dois blocos no rádio e na TV, mas com 10 minutos de duração, e não mais 30 minutos. As inserções no meio da programação das emissoras passam a ser de 30 ou 60 segundos – antes, havia inserções também de 15 segundos, mais usadas para atacar algum adversário que para pedir voto ao candidato propriamente dito. Se você não vê a hora de começar (ou terminar) a propaganda eleitoral, anote no seu calendário: os programas têm início em 26 de agosto e vão até 29 de setembro.
5) Cavaletes nas ruas
Para alegria dos pedestres (e dos ciclistas, motociclistas, motoristas…), as novas regras proíbem a utilização de cavaletes nas ruas e calçadas para fazer propaganda de partidos e candidatos. Até a campanha passada, o uso era permitido, desde que os comitês se responsabilizassem pelas peças. Na prática, muito partido e candidato “esquecia” os cavaletes, sem falar em casos de “cabos eleitorais” contratados para roubar ou destruir a propaganda de adversários políticos. O resultado era sujeira nas ruas e estorvo para os eleitores.
6) Filiação partidária
As mudanças promovidas nas regras eleitorais estabeleceram uma nova data mínima de filiação partidária para quem quiser disputar um mandato: em vez de um ano, como ocorreu até 2014, agora bastam seis meses de vínculo com uma legenda. Em 2016, quem for disputar as eleições terá até 2 de abril para escolher por qual sigla será candidato. Esse novo prazo veio associado a uma “janela de transferências” criadas pelos políticos para driblar a regra da fidelidade partidária: deputados federais ou estaduais e vereadores podem mudar de legenda sem risco de perder o mandato no sétimo mês anterior à votação (30 dias anteriores ao prazo mínimo de filiação a uma sigla).
7) Convenções partidárias
As mudanças no calendário eleitoral afetaram também as datas para os partidos decidirem quem vão lançar como candidatos e com quais outras legendas vão fazer coligações. As convenções partidárias devem ser realizadas entre 20 de julho e 5 de agosto. O prazo antigo determinava que as reuniões ocorressem de 10 a 30 de junho do ano da eleição.
8) Registro de candidatos
O prazo para registro de candidatos pelos partidos políticos e coligações nos cartórios deve ocorrer agora até as 19h de 15 de agosto de 2016. Antes, a regra determinava que o prazo terminava às 19h de 5 de julho.
Fonte: Estadão 

Paisagismo: há cinco anos tornando a cidade mais bonita


Desde 2011, campistas e visitantes puderam perceber que os espaços públicos de Campos que, antes, estavam ociosos, ganharam mais verde e o colorido das flores com o projeto de paisagismo. Nesta sexta-feira (10), o município completou cinco anos de implantação do projeto, que está se tornando um lugar mais bonito, cheio de cor e com a natureza presente em diversos pontos do município.

O Projeto de Paisagismo foi iniciado na Praça Nilo Peçanha, no Jardim São Benedito. Também já foi realizado na Praça Independência, que fica na descida da Ponte General Dutra, em frente ao Presídio Carlos Tinoco da Fonseca, na Praça da Avenida Pelinca, na Praça Maçon, junto à margem direita do Rio Paraíba, na Praça do Saco e no Antigo Trevo do Índio, na chegada da cidade.

Também foram contemplados espaços como o canteiro da Avenida Salo Brand, no Jardim Carioca, e a Praça Barão do Rio Branco, situada na Rua Álvaro Tâmega, entre outros.  Além de receber a revitalização, com o plantio de diversas espécies de flores, o projeto prevê irrigação, poda de árvores, roçada de grama, limpeza e pintura. 

Locais como a rua Senador Viana e na BR-101, na entrada da cidade, também ganharam novo visual. Nestes pontos, assim como na Praça dos Ciganos, o projeto inovou com a utilização de pneus como jardineiras. “Com esse projeto, a cidade ficou mais bonita”, diz o secretário de Desenvolvimento Ambiental, Zacarias Albuquerque.
Disponível em: http://www.campos.rj.gov.br/exibirNoticia.php?id_noticia=36147

quinta-feira, 16 de junho de 2016


Pesquisadores da Fiocruz apresentaram projeto “Desenvolvimento de Indicadores de Vulnerabilidade da População à Mudança do Clima”



Pesquisadores da Fiocruz apresentaram a instituições ambientais projeto “Desenvolvimento de Indicadores de Vulnerabilidade da População à Mudança do Clima”. Foto: Divulgação
Instituições maranhenses voltadas para a pesquisa e questões ambientais, receberam no  campus do IFMA em São Luis, uma equipe de pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), coordenada pelos doutores Ulisses Confalonierie Martha Barata, para a apresentação do Projeto “Desenvolvimento de Indicadores de Vulnerabilidade da População à Mudança do Clima”, que será implantado em vários municípios do estado. O objetivo é avaliar a sensibilidade e efetividade do índice proposto, para análise da vulnerabilidade da população à mudança do clima, considerando a exposição e  sensibilidade. O projeto é uma iniciativa conjunta do Ministério do Meio Ambiente (MMA) e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), por meio de termo de descentralização de recursos.
A equipe técnica da Fiocruz,  coordenada pelos pesquisadores Dr. Ulisses Confalonieri e Dra. Martha Barata, selecionaram seis estados brasileiros para fazerem parte desta etapa inicial do projeto: São eles: Espírito Santo, Pernambuco, Amazonas, Paraná, Mato Grosso e Maranhão. O critério para seleção foi a presença de instalações regionais da Fundação Oswaldo Cruz e/ou parceiros nas Universidades Federais, que apoiam na logística e desenvolvimento do projeto.
O objetivo da ação é avaliar a sensibilidade e efetividade do índice proposto para análise da vulnerabilidade da população à mudança do clima, considerando a exposição, sensibilidade e capacidade adaptativa em escala municipal. “A saúde da população pode ser melhor cuidada por meio da prevenção. E você previne cuidando do Meio Ambiente”, destacou a Dra. Martha Barata, uma das coordenadoras do projeto. O Maranhão é um dos representantes da região nordeste para o desenvolvimento dos indicadores voltados para a análise da vulnerabilidade  da população à mudança do clima em escala municipal.
Por meio do Projeto Vulnerabilidade à Mudança do Clima, executado pela Fundação Oswaldo Cruz em parceria com o Ministério do Meio Ambiente, gestores poderão planejar  e executar ações e medidas para deduzir os impactos das mudanças climáticas nos municípios e aumentar a capacidade de adaptação da população a esta nova realidade. Com a finalidade de apresentar a iniciativa  para os futuros atores-chaves sobre a importância do projeto está sendo realizada uma visita técnica no estado.
A Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Naturais do Maranhão(Sema), contempla   dentro da superintendência de supervisão de Economia Verde, as supervisões de Pagamento por Serviços Ambientais e  Mudanças Climáticas. Na supervisão de Mudanças Climáticas, tem por finalidade assegurar os meios para compatibilizar o desenvolvimento com a proteção do sistema climático , fomentando as reduções de emissões, sequestro, ou sumidouros de gases de efeito estufa, incluindo os Mecanismos de Desenvolvimento Limpo (MDL)ao implantar ações de prevenção e adaptações às alterações produzidas pelo impacto das mudanças climáticas, a fim de proteger, principalmente, os seguimentos mais vulneráveis da população maranhense. Durante a reunião os pesquisadores apresentaram uma proposta de iniciativa, para em seguida, levantar dados em escala municipal. A coleta vai servir como índice para a aplicação e apresentação dos resultados. Em seguida, houve capacitação de técnicos e gestores, de acordo com os dados coletados, para realizar um planejamento de atividades e políticas estaduais.
Mudanças climática
O projeto Desenvolvimento de Indicadores de Vulnerabilidade da População à Mudança do Clima teve início em outubro de 2014. No âmbito do Ministério do Meio Ambiente, a iniciativa, financiada pelo Fundo Clima, representa uma das ações da Secretaria de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental (SMCQ-MMA) para promover o avanço no arcabouço de conhecimento de práticas, metodologias e abordagens para a compreensão e diagnóstico da vulnerabilidade à mudança do clima.

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Estamos sofrendo o transtorno de déficit de natureza


O americano Richard Luov reúne pesquisas e argumentos para mostrar que qualquer humano – especialmente na infância – precisa de contato com a natureza para se desenvolver e ficar saudável


Richard Luov em um jardim. Ele defende que o contato com a natureza é essencial para a saúde (Foto: Divulgação/Josh Endres-Garden)

Richard Luov numa área natural. Ele defende que o contato com a natureza é essencial para a saúde (Foto: Divulgação/Josh Endres-Garden)


Nossa vida urbana cercada por cimento e asfalto. Ou pior, trancada dentro de garagens, escritórios e shoppings. Com cada vez menos contato com seres que fazem fotossíntese e outras espécies de animais (além da nossa). Isso não pode ser saudável, você imagina. E não é mesmo. O escritor americano Richard Luov cunhou o termo transtorno de déficit de natureza para chamar a atenção para o conjunto de problemas físicos e mentais derivados de uma vida desconectada do mundo natural. Ele reúne pesquisas e argumentos para mostrar que o ser humano precisa de experiências na natureza. Segundo Luov, crianças em contato com a natureza melhoram o desempenho na escola e podem até reduzir os sintomas de distúrbio de déficit de atenção. Luov tem argumentos para justificar, com fins médicos, a manutenção de mais unidades de conservação e de áreas verdes urbanas. Para ele, precisamos modernizar nosso conceito de urbanismo e incorporar a natureza do lado de casa, no meio da metrópole. Doses de natureza são fundamentais, diz Luov, para compensar os efeitos mentais e físicos de nossa imersão tecnológica. Ele conta tudo isso em seu livro A última criança na natureza (The last child in the woods), que já vendeu mais de 500 mil exemplares e foi traduzido em 15 idiomas. A tradução em português será lançada no Seminário criança e natureza, que acontecerá nos dias 13 e 15 de junho, respectivamente em São Paulo e no Rio de Janeiro. Tanto o seminário quanto a tradução são organizados pelo Instituto Alana. O seminário acontecerá no dia 13 de junho, no auditório da Bienal, em São Paulo, e no dia 15 no Teatro Tom Jobim, no Rio.
ÉPOCA - Por que as crianças precisam de contato com a natureza?

Richard Luov - O professor de Harvard Edward O. Wilson tem uma teoria chamada biofilia. Ele sugere que os seres humanos têm atração inata pela natureza. E que precisamos de experiências na natureza para nossa saúde mental e física. A pesquisa, a experiência e o bom-senso sugerem que nossa atração e necessidade de ambientes naturais e envolvimento com outras espécies são fundamentais para nossa saúde, nossa sobrevivência e nosso espírito. Essa conexão é parte de nossa humanidade.
ÉPOCA - Quando o senhor fala de contato com a natureza está se referindo a parques ou jardins urbanos ou a áreas naturais selvagens como as de parques nacionais?

Luov - Idealmente, o que chamamos de natureza deveria ser uma incubadora de biodiversidade. Devia servir para restabelecer a saúde e o bem-estar dos humanos. Devia ser um santuário para a vida selvagem e plantas nativas. Mas qualquer espaço verde oferece benefícios para o bem-estar físico e mental das crianças. A conexão com a natureza deve ser ocorrência diária. Se projetarmos as cidades para funcionar em harmonia com a natureza e a biodiversidade, essa conexão será um padrão comum. Uma novidade interessante agora é a popularidade crescente da natureza nas pré-escolas. É lá que as crianças aprendem sobre vida selvagem, enquanto aprendem a ler. Nas próximas décadas, os desafios ambientais exigirão mudanças fundamentais em nossas vidas e nas instituições. Precisaremos de líderes que entendam como o mundo natural funciona e como os humanos são parte da natureza.
ÉPOCA - A maioria da população vive em cidades. No Brasil, isso significa metrópoles com pouca conexão com a natureza. Quais são as consequências para as crianças que crescem cercadas por cimento e asfalto com pouco ou nenhum contato com a natureza?

Luov - À medida que as crianças passam menos tempo em áreas naturais, seus sentidos ficam limitados, no sentido fisiológico e psicológico. Acrescente a isso uma infância exageradamente organizada e a desvalorização das brincadeiras espontâneas. Isso tem enormes consequências para as capacidades de a criança se autorregular. Isso reduz a riqueza das experiências humanas e contribui para uma condição que chamo de “transtorno de déficit de natureza”. Criei esse termo como uma expressão forte para descrever  o que muitos de nós acreditam que sejam os custos da alienação da natureza. Entre esses prejuízos estão um menor uso dos sentidos, dificuldades de atenção, índices elevados de doenças mentais, maior taxa de miopia, obesidade adulta e infantil, deficiência de vitamina D e outros problemas. A ciência estabeleceu correlação entre experiências no mundo natural e melhoras em todas essas condições. É óbvio que o transtorno de déficit de natureza não é um diagnóstico médico. Mas podemos considerá-lo como uma doença da sociedade. Hoje, crianças e adultos que trabalham e estudam num mundo cada vez mais dominado pelo ambiente digital gastam grande energia bloqueando muitos dos sentidos humanos, inclusive alguns que nem sabemos que temos. Fazem isso para concentrar de forma estreita o foco na tela diante dos olhos. Essa é a definição exata de estar menos vivo. Qual pai quer que seus filhos estejam menos vivos? Quem dentre nós quer estar menos vivo? A questão aqui não é ser contra a tecnologia, que nos oferece muitos benefícios, mas encontrar um equilíbrio. Precisamos oferecer a nós e nossas crianças uma vida rica e um futuro rico em natureza.
ÉPOCA - Estamos ensinando nossas crianças a valorizar a natureza?

Luov -  Nos Estados Unidos – e, pelo que sei, no Brasil –, o mundo natural foi desvalorizado na mídia e na educação, com exceção de alguma ênfase em espécies carismáticas. Mas estamos vendo algum progresso. Um número crescente de homeschoolers [crianças que estudam em casa] e escolas primárias e secundárias independentes estão incorporando experiências naturais no ensino. Não é só ler sobre natureza, mas usar os hábitats naturais como ambiente para várias atividades. Algumas escolas de vanguarda também estão fazendo isso. Estou otimista que isso continue a se expandir à medida que educadores e pais aprendam mais sobre a relação entre a natureza e o desenvolvimento infantil. Num cenário ideal, novas escolas serão projetadas com a natureza em mente. E as escolas antigas serão reformadas com espaços de recreação que incorporam a natureza no projeto central. Outra abordagem é usar as reservas naturais para trabalhos escolares ou a inclusão de fazendas e sítios como parte dessas novas instalações escolares. Precisamos incorporar a educação da natureza, e o conhecimento dos efeitos positivos, no treinamento de todo professor. Precisamos dar crédito aos muitos professores que insistiram em expor seus alunos à natureza, apesar da tendência na direção oposta rumo a um mergulho na tecnologia e na desvalorização das atividades ao ar livre. Os professores e escolas não podem fazer isso sozinhos. Os pais, políticos e toda a comunidade precisam participar. Esse tema precisa ser incluído nas faculdades de pedagogia.
ÉPOCA - O contato com a natureza é instrumento pedagógico?

Luov - Fala-se muito de tecnologia nas escolas. Mas a grande vanguarda em educação não são tablets nem computadores, mas pomares, hortas e jardins. Pesquisas sugerem que o contato com a natureza é elemento fundamental para nossa habilidade de pensar e criar. Precisamos da natureza como antídoto para alguns dos efeitos negativos da tecnologia. A maior capacidade multitarefa é viver simultaneamente no mundo digital e no físico. Quanto mais hi-tech nossa vida fica, de mais natureza precisamos. Na educação, para cada dólar investido em tecnologia virtual, precisamos investir o mesmo no mundo real – especialmente criando mais ambientes de aprendizagem em áreas naturais. Se fizermos isso, as crianças ficarão bem. Recentemente, visitei uma escola com ensino baseado na natureza numa região pobre. A escola tem conseguido mais avanço acadêmico do que qualquer outra no local.
ÉPOCA - Os próprios pais e professores também perderam suas conexões com o mundo natural. O que podemos fazer?

Luov - Muitos adultos estão dando mau exemplo. Eles ficam cada vez mais dentro de espaços fechados. Passam mais tempo com os eletrônicos e, como seus filhos, sofrem problemas de saúde relacionados a isso. O aumento da obesidade para adultos e jovens é um sintoma. A maioria das crianças e jovens simplesmente não sabe o que está perdendo. Nunca é cedo demais – ou tarde demais – para ensinar crianças e adultos a apreciar e se conectar com atividades ao ar livre. Pessoalmente, acho que passar tempo ao ar livre é vital para todas as idades. Certamente é verdade que líderes em conservação tiveram experiências na natureza que mudaram suas vidas durante a infância. Logo, as crianças de hoje que tiverem essas experiências positivas na natureza vão dar uma grande contribuição à sociedade como cuidadores da Terra. Se a hipótese de biofilia de E.O. Wilson estiver correta, nós, como espécie, estamos geneticamente programados para termos afinidade com o resto da natureza. Se isso for verdade, então nunca será tarde e você nunca estará velho demais para destravar essa conexão.

ÉPOCA - Em algumas partes do Brasil, distanciar-se da natureza é uma medida de ascensão social. Por alguma razão parecida, as cidades pequenas, mais próximas de áreas rurais, têm menos cobertura florestal urbana do que cidades em regiões mais industrializadas. A natureza é vista como sinal de pobreza e subdesenvolvimento. Como o senhor vê isso nos Estados Unidos?

Luov -  Isso é um problema geral. Os subúrbios nos Estados Unidos se desenvolveram com o corte de todas as árvores da paisagem. Um antídoto para os que pensam na natureza como algo do passado é adotar esta crença: não é hora de voltar para a natureza, mas avançar para a natureza. O futuro da nossa conexão com a natureza não é antiurbano e nem antitecnológico. Podemos criar novos ambientes naturais no interior e no entorno de nossas casas, escolas, bairros, centros comerciais, cidades e subúrbios. Precisamos imaginar um futuro em que nossas vidas estejam mergulhadas na natureza em cada prédio, em cada quarteirão.

ÉPOCA - Se as pessoas têm tantos bons sentimentos associados à natureza, por que tantos aceitam o desmatamento para a expansão urbana?

Luov- Uma razão é a competição econômica baseada na falsa premissa de que a natureza e a vida humana são coisas separadas. No entanto, muitas pessoas estão percebendo que criar mais natureza nas imediações é um bom investimento. Os benefícios de áreas naturais nas proximidades pode ser sentido pelos sistemas de saúde. Também têm efeitos positivos no sistema de educação, para a qualidade de vida, para o valor das propriedades e nos índices de criminalidade.

ÉPOCA - O senhor acredita que a exposição à natureza pode reduzir o uso de Ritalina para tratamento de síndrome de déficit de atenção?

Luov - Várias pesquisas relacionam a experiência na natureza com a redução dos sintomas de síndrome de déficit de atenção. Alguns dos trabalhos mais importantes nessa área foram feitos no Laboratório de Pesquisa de Humanos e Ambiente da Universidade de Illinois por Andrea Faber Taylor, Ming Kuo e William Sullivan. Em uma série de estudos, eles descobriram que espaços ao ar livre estimulam brincadeiras criativas, melhoram o acesso da criança à interação positiva com adultos e reduzem os sintomas de síndromes relativas a déficit de atenção. Quanto mais verde for o ambiente, maior o benefício. Em compensação, atividades internas ou atividades ao ar livre em áreas pavimentadas prejudicam as crianças. Os pesquisadores descobriram que contato com áreas verdes durante a infância – mesmo que olhando uma paisagem verde pela janela – reduz especificamente os sintomas de déficit de atenção. Como eles escreveram na revista científica Environment and Behavior, atividades ao ar livre em geral ajudam, mas “atividades em ambientes naturais têm maiores chances de melhorar o foco e a concentração de crianças com síndrome de déficit de atenção”. O estudo mais recente de Taylor e Kuo mostra que o grau de atenção de crianças sem medicação diagnosticadas com a síndrome era mais alto depois de uma caminhada de 20 minutos num parque com cenário natural do que depois de um passeio numa área urbana. Outros estudos na Suécia e nos Estados Unidos reforçam essas descobertas. Alguns pediatras americanos mapearam as áreas naturais, mesmo parques urbanos, na região onde atendem. Assim, eles passaram a receitar doses de natureza para os pacientes. Eles indicam os lugares aonde as pessoas podem levar as crianças para ter esse contato.
ÉPOCA - Se os humanos são parte da natureza, não podemos dizer que os ambientes urbanos cinzentos criados pelos humanos também são, de certa forma, parte da natureza?

Luov - Sim. As cidades são parte da natureza. Mas qualquer área natural, inclusive as florestas e as instalações urbanas, pode perder o equilíbrio. Pode se autodestruir por doenças ou excesso de uso. Em 2008, pela primeira vez na história, mais de metade da população mundial vivia em cidades. A urbanização continua. A tendência significa que os humanos perderão sua conexão diária com o mundo natural. Ou significará o início de um novo tipo de cidade. Se enxergarmos apenas um futuro apocalíptico, é o que teremos. Mas precisamos imaginar uma sociedade onde nossas vidas fiquem imersas na natureza, assim como hoje estão mergulhadas em tecnologia. No ano passado, a Liga Nacional de Cidades e a Rede Criança & Natureza criaram uma iniciativa de três anos para ajudar 19 mil prefeitos americanos a deixar suas cidades melhores para as crianças e a natureza. Vemos a emergência de projetos biofílicos em nossas casas e ambientes de trabalho.
ÉPOCA - Podemos mesmo estabelecer uma linha divisória entre o mundo natural e o ambiente artificial?

Luov - É uma questão difícil. A ciência tem dificuldade para definir a natureza. É uma das razões pelas quais a relação entre humanos e natureza tem sido tão pouco estudada. Mas, para mim, os humanos estão presentes na natureza onde quer que tenham alguma relação de afinidade com outras espécies. Por definição, um ambiente natural pode ser encontrado em espaços selvagens ou numa cidade. Sabemos que é natureza quando vemos. A natureza é inclusiva. Todos são igualmente bem-vindos e cartões de crédito não são exigidos. Podemos contar com a permanência, com a constância dos cenários naturais para fazer nossos problemas pessoais encolher para uma dimensão realista. A natureza oferece uma linguagem universal que qualquer pessoa no planeta compreende.
Disponível em: http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/blog-do-planeta/noticia/2016/06/estamos-sofrendo-o-transtorno-de-deficit-de-natureza.html