quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Lóris: o único primata venenoso do mundo está ameaçado

Lóris: o único primata venenoso do mundo está ameaçado

Estudo publicado na revista científica Plos One associa a proliferação de vídeos na internet com o aumento da exposição dos pequenos primatas ao tráfico de animais Fábio Paschoal National Geographic Brasil - 26/08/2013


Michael Whitehead/ Creative Commons


Paul Williams/ Creative Commons

Texto publicado no blog Curiosidade Animal
Os lóris (Nycticebus sp.) são extremamente bem adaptados à vida noturna: possuem grandes olhos e andam lentamente pelos galhos das árvores para não atrair a atenção de presas e predadores. Encontrado somente na Ásia, é o único primata venenoso do mundo, capaz de matar um homem adulto com uma mordida. Mesmo assim é fácil encontrar no YouTube vídeos de pessoas que os mantêm em casa, e é impossível não simpatizar com os pequenos mamíferos. Mas esses vídeos podem estar prejudicando os animais.


Um estudo publicado na revista científica Plos One, liderado por Anna Nekaris, professora de antropologia e conservação de primatas na Universidade de Oxford Brookes e especialista em lóris, associa a proliferação de vídeos na internet com o aumento da exposição dos pequenos primatas ao tráfico de animais. Segundo o artigo, a natureza viral dos vídeos, que retratam os lóris como animais de estimação, pode reforçar a vontade das pessoas de adquirir um espécime (o que é ilegal).


Todas as espécies de lóris estão ameaçadas de extinção. O desmatamento e a medicina tradicional, que utiliza os animais para o tratamento de doenças nos países onde são encontrados, são grandes problemas. O tráfico de animais também faz a população dos primatas diminuir. Eles são retirados das florestas para serem vendidos como animais de estimação ou são levados para cidades asiáticas, onde turistas podem tirar fotos com eles.


Outra ameaça vem das mídias sociais, o foco do artigo de Nekaris. Tudo começou em 2009 quando um filme de um lóris em um flat na Rússia foi postado no YouTube. O animal aparece com as mãos levantadas e parece gostar de ser acariciado. O vídeo se tornou um viral e foi visto por mais de 10 milhões de pessoas no mundo. A partir de então, outros vídeos similares apareceram na internet e segundo Nekaris, durante uma palestra no TEDx Nashivile em abril de 2013 (veja toda a palestra no final do post), o lóris se tornou o animal mais procurado na Wikipedia, porque muita gente queria comprá-lo.


Um dos problemas para transformar os lóris em animais de estimação são as glândulas de veneno localizadas nos braços. Eles misturam a secreção com saliva e espalham por todo o corpo. Isso serve como um repelente de insetos e de grandes predadores (como ursos, por exemplo). Porém, o veneno provoca necrose quando entra em contato com o sangue, e uma mordida do primata pode causar um choque anafilático e até matar uma pessoa.




Paul Williams/ Creative Commons

Para evitar o envenenamento, os traficantes removem os dentes dos pequenos primatas. Esse procedimento é feito em condições de higiene precárias, pode gerar infecções e muitas vezes os animais não resistem. Para informar sobre essa e outras ameaças enfrentadas pela espécie, a Wikipedia desenvolveu a primeira página para a conservação dos lóris.


Mas para Nekaris, isso não era o suficiente. Em 2012 a pesquisadora produziu um documentário chamado Jungle Gremlins of Java (veja um trecho do documentário no final do post), em que mostra cenas de lóris em mercados ilegais na Indonésia, onde eles podem ser comprados por US$ 25. Se um lóris chega em lugares onde são populares como animais de estimação, como a Rússia ou o Japão, o preço pode chegar a US$ 2.500.


Com o passar do tempo, os problemas enfrentados pelos lóris começaram a ser revelados e mais e mais pessoas buscavam informações sobre a conservação dos animais. A pressão contra o vídeo do primata sendo acariciado na Rússia aumentou e ele foi retirado do ar.


Mas a luta de Nekaris não havia acabado. Existia um rumor de que o vídeo era benéfico para os primatas, pois fazia aumentar a conscientização sobre eles. A pesquisadora decidiu investigar os comentários que as pessoas fizeram ao longo dos 33 meses em que o vídeo permaneceu no ar. Ela descobriu que o comentário mais citado era "Eu quero um". Outros que apareciam bastante eram "Que lindo é esse bicho" ou "Que vídeo lindo". Alguns sugeriam que os lóris teriam uma vida melhor como animais de estimação porque eles conseguiriam comida facilmente e estariam protegidos contra predadores.


Para Nekaris as pessoas não conseguiam ver que o animal estava obeso, incomodado com a luz e em situação de estresse. "Na verdade o lóris estava em uma posição de defesa, ele queria morder e envenenar a pessoa [que o estava acariciando], mas as pessoas achavam que o animal parecia feliz" diz a pesquisadora em sua palestra no TEDx Nashville.


Os comentários começaram a mudar conforme as pessoas perceberam que os primatas estavam ameaçados de extinção, que eram venenosos e tinham seus dentes arrancados para serem vendidos como animais de estimação. Tais informações nunca foram passadas pelo vídeo analisado, e Nekaris concluiu que as imagens não beneficiavam os animais.


Ainda existem vídeos dos primatas como animais de estimação fazendo sucesso no Youtube. Mas, segundo Nekaris, os lóris não conseguem se reproduzir bem em cativeiro. Assim, é possível dizer com segurança que a maioria dos animais que aparecem nas imagens foram retirados da natureza e estão em situação ilegal.


Para a pesquisadora, o YouTube deveria informar os usuários sobre as espécies, além de dar a opção para marcar vídeos de abuso com animais como ilegais e, em último caso, tirá-los do ar. Nekaris termina o documentário dizendo "O que eu quero fazer é converter as milhares de pessoas que querem um como animal de estimação em milhões de pessoas que querem salvar o lóris. Porque eu tenho a certeza de que o lóris não vai entrar em extinção". Podemos começar a ajudá-la compartilhando vídeos que podem fazer a diferença no combate ao tráfico de animais.
31/08/2013 18:37
Reprodução do Brasil 247
Reprodução do Brasil 247


É bom registrar que não houve nenhum ato de violência. Sujaram as paredes da Globo de marrom, a cor do jornalismo praticado pela emissora dos Irmãos Marinho e suas 111 repetidoras, é isso que eles têm, 111 emissoras retransmissoras no Brasil, que espalham mentiras e manipulam a informação. 
FONTE; blog do Garotinho.

Gestores de dados de efluentes e resíduos sólidos terão treinamento

Gestores de dados de efluentes e resíduos sólidos terão treinamento

    Público alvo são os representantes dos órgãos integrantes do Sisnama, setor industrial, academia e sociedade civil.

    LUCIENE DE ASSIS

    O Ministério do Meio Ambiente (MMA) oferece aos profissionais responsáveis pelo controle e gestão de dados de efluentes líquidos, emissões atmosféricas e resíduos sólidos, referentes à Declaração Anual do Relatório de Atividades Potencialmente Poluidoras (RAPP) cursos gratuitos a distância visando disseminar os conhecimentos necessários à implementação do programa. Os cursos e as inscrições podem ser acessados por meio do portal ead.retp.com.br, sendo que o público alvo são os representantes dos órgãos integrantes do Sistema Nacional de Meio Ambiente (Sisnama), do setor industrial, da academia e da sociedade civil que contribuam com sugestões para o aprimoramento do Manual do Declarante RETP ano base 2013. 

    O portal de educação a distância foi desenvolvido para atender ao programa de capacitação de declarantes do RAPP do Cadastro Técnico Federal do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursoa Naturais Renováveis (Ibama). O objetivo é implantar o Registro de Emissão e Transferência de Poluentes (RETP) do MMA, uma ferramenta de uso internacional, de levantamento, tratamento, acesso e divulgação pública de dados e informações sobre as emissões e as transferências de poluentes, por atividades produtivas, que causam ou têm o potencial de causar impactos maléficos aos compartimentos ambientais, ar, água e solo. 

    A declaração dos dados do RETP no Brasil, no modelo janela única, é integrada à declaração do RAPP e está em vigor desde a publicação da Instrução Normativa n° 31, de 3 de dezembro de 2009, editada pelo Ibama. Em funcionamento em diversos países, a implementação do RETP no Brasil decorre de um compromisso Internacional, firmado no Foro Intergovernamental de Segurança Química (FISQ). A partir da declaração de 2014, os dados reportados e não sigilosos do RETP por Atividades Potencialmente Poluidoras de Grande Porte serão disponibilizados para acesso público irrestrito no portal ead.retp.com.br.

    O curso A distância apresentará as alterações previstas para os campos do RAPP do CTF/IBAMA 2013; fornecerá visão geral dos métodos disponíveis para quantificar emissão para o ar, água e solo; indicar as situações em que cada método é mais adequado e auxiliará o declarante na utilização de dados disponíveis ou facilmente atingíveis, para quantificar, de forma custo eficiente, as emissões e transferências de poluentes.

    INSCRIÇÕES
    Os interessados podem se inscrever até o mês de novembro de 2013 numa das oito turmas oferecidas, que podem ter até 200 participantes cada. A inscrição é gratuita, porém restrita a profissionais envolvidos na elaboração do RAPP do Ibama, preferencialmente, representantes de atividades potencialmente poluidoras e enquadradas como de grande porte nos critérios do Instituto.

    A duração deste treinamento pode chegar a 40 horas, dependendo do interesse do participante em atividades complementares. As atividades serão divididas em três módulos, tendo a primeira e a segunda etapas duração de uma semana cada, e a terceira etapa, duração de duas semanas, totalizando um mês de curso por turma. 

    O cronograma de curso é semanal, com realização de aulas virtuais. Todos os participantes deverão acessar e realizar a aula da semana para obter subsídios suficientes ao desenvolvimento das demais etapas de estudo, compostas de leitura complementar de materiais disponibilizados nos links das aulas e no Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA), realização de teste com cinco questões para verificar a assimilação dos conceitos apresentados nas aulas, sendo que todos os participantes deverão responder ao teste para ter acesso ao desafio; realização do exercício de aplicação, em caráter de desafio; realização de atividades (tarefa operacional); autocorreção das atividades (tarefa operacional); e participação no fórum de discussão acerca dos temas selecionados para estudo e, também para o esclarecimento de dúvidas.

    Mexilhão Dourado

    Mexilhão DouradoPDFImprimirE-mail
    “O mexilhão dourado é um molusco bivalve originário da Ásia. A espécie chegou à América do Sul provavelmente de modo acidental na água de lastro de navios cargueiros, tendo sido a República Argentina o ponto de entrada. Do país vizinho chegou ao Brasil. Hoje a espécie já foi detectada em quase toda a região Sul e em vários pontos do Sudeste e Centro-Oeste.
    Durante a fase larval o “mexilhão-dourado” é levado livremente pela água ou por vetores (objetos que transportam a larva em sua superfície ou em seu interior)  até que termina por alojar-se em superfícies sólidas, onde se fixa e cresce formando grandes colônias.
    Por ter uma grande capacidade de reprodução e dispersão, além de praticamente não ter predadores na fauna daqui, o mexilhão se espalha com rapidez, e por isso a espécie é considerada invasora. Pelos danos que causam, as espécies exóticas invasoras são consideradas “poluição biológica”. Estudos mostram que as invasões biológicas são a segunda maior causa de extinção de espécies, atrás apenas da destruição de habitats.
    Para saber mais sobre espécies exóticas invasoras, acesse o site do Instituto hórus: http://www.institutohorus.org.br/
    Dentre os prejuízos causados pelo mexilhão-dourado podemos citar:
    - Destruição da vegetação aquática;
    - Ocupação do espaço e disputa por alimento com os moluscos nativos;
    - Prejuízos à pesca, já que a diminuição dos moluscos nativos diminui o alimento dos peixes;
    - Entupimento de canos e dutos de água, esgoto e irrigação;
    - Entupimento de sistemas de tomada de água para geração de energia elétrica, causando interrupções freqüentes para limpeza e encarecendo a produção;
    - Prejuízos à navegação, com o comprometimento de bóias e trapiches e de motores e estruturas das embarcações.

    O mexilhão-dourado e você: saiba o que fazer para não dar carona a esse bicho

    “A larva do mexilhão-dourado é muito pequena, e por isso invisível a olho nu. Ainda que ela possa nadar, a maior parte de seu deslocamento ocorre de modo passivo, quer dizer, ela é levada pelas correntes aquáticas, aderida em cascos, redes, conchas ou qualquer coisa molhada e até mesmo pela água do esgoto, podendo vir a contaminar locais que estavam livres do mexilhão.
    Esta larva microscópica pode estar presente na água que você coleta e transporta mesmo sem perceber, como a que fica no sistema de refrigeração do motor do barco ou nos baldes de iscas vivas, podendo causar uma nova infestação, mais incômodo e prejuízo aos usuários dos recursos hídricos e à sociedade em geral.
    A dispersão dos adultos é feita pelo seu transporte em cascos de embarcação, redes, conchas, galhos e outros objetos lançados ou presentes na água. Quando a concha está fechada, o mexilhão pode sobreviver bastante tempo fora da água.
    Quase todas as atividades que envolvem a água de rios e lagos podem transportar este mexilhão para outros locais, alguns ainda não contaminados. Depois que as colônias estão instaladas, é impossível erradicá-las com os recursos e os conhecimentos atuais. Por isso devemos evitar espalhar a contaminação. Como uma única larva microscópica pode contaminar um local, também é impossível que os órgãos públicos como a polícia e o Ibama fiscalizem a dispersão. Por isso é importante que todas as pessoas se esforcem para não dispersar mexilhões e informem seus amigos e conhecidos sobre este assunto.

    Agricultores

    Descarte a água de irrigação ou piscicultura no solo ou no mesmo corpo hídrico onde ela foi captada, de preferência acima do ponto de captação. Nunca descarte a água em outro rio, lago ou açude e nem na rede de esgoto.
    Isso vale também para a água de criatório de alevinos, tanques de reprodução ou qualquer água que não seja proveniente da rede de abastecimento de água tratada ou de poço artesiano. Se raspar incrustações de mexilhão-dourado de algum equipamento, enterre-as longe da água.

    Usuários de embarcações de qualquer tamanho

    Examine periodicamente seu barco e raspe as incrustações que encontrar, enterrando-as longe da água;
    Retirar a água acumulada no fundo do barco ou em outras partes do mesmo, descartando-a em terra firme;
    Lave a embarcação com solução de água sanitária antes de colocá-lo em outras águas.

    Pescadores

    Se você pesca embarcado, tome os mesmos cuidados que os outros navegantes;
    Descarte a água das iscas vivas em terra, longe de rios, lagos e esgotos;
    Limpe os petrechos de pesca com solução de água sanitária caso vá usá-los em outro local.

    fonte:site  di IBAMA

    terça-feira, 3 de setembro de 2013

    Cientistas criam bactéria que come o CO2 do ar

    Cientistas criam bactéria que come o CO2 do ar

    Micro-organismo criado em laboratório pode frear as mudanças climáticas - ou mergulhar a humanidade numa era glacial

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    Salvador Nogueira Superinteressante - 01/05/2013

    Otávio Silveira

    Ironicamente, a solução para o aquecimento global pode estar numa criatura que adora calor: a bactéria Pyrococcus furiosus, que vive dentro de vulcões submarinos onde a temperatura chega a 100 graus. Numa experiência feita pela Universidade da Geórgia, nos EUA, esse micróbio recebeu cinco genes de outra bactéria subaquática, a Metallosphaera sedula. E dessa mistura saiu uma criatura capaz de algo muito útil: alimentar-se de CO2. 


    Exatamente como as plantas (que absorvem luz e CO2), mas com uma vantagem: a bactéria é mais eficiente, ou seja, se multiplica mais rápido e absorve mais CO2 do ar. "Agora podemos retirar o gás diretamente da atmosfera, sem ter de esperar as plantas crescerem", diz o bioquímico Michael Adams, autor do estudo. Seria possível criar usinas de absorção de CO2, que cultivariam o micróbio em grande escala, para frear o aquecimento global. Depois de comer o gás, ele excreta ácido 3-hidroxipropiônico - que serve para fazer acrílico e é um dos compostos mais usados na indústria química. 


    Se a bactéria transgênica escapar e se reproduzir de forma descontrolada, poderia consumir CO2 em excesso e esfriar demais a atmosfera. Existe um mecanismo de segurança natural contra isso: ela só consegue comer o gás se a temperatura for de 70 graus (que seria mantida artificialmente nas usinas). Mas sempre existe a possibilidade de que a bactéria sofra uma mutação, supere esse bloqueio - e mergulhe a Terra numanova era glacial. Talvez seja melhor deixar as plantas cuidando do CO2.

    Ibama regulamenta transferência de petróleo entre embarcações em águas brasileiras

    bama regulamenta transferência de petróleo entre embarcações em águas brasileirasPDFImprimirE-mail
    Brasília (28/08/2013) – O presidente do Ibama, Volney Zanardi Junior, assinou a Instrução Normativa nº16, publicada hoje (28/8) no Diário Oficial da União, regulamentando procedimentos técnicos e administrativos relativos a emissão da autorização ambiental para operações ship to ship em águas jurisdicionais brasileiras. A norma estabelece, entre outros, critérios para prevenção e resposta a emergências, além da restrição de áreas para a execução das operações.
    Ship to ship é o termo adotado para as operações de transferência de petróleo e seus derivados de um navio aliviador para navios transportadores. A produção no mar é escoada das plataformas para o continente por meio de dutos ou navios petroleiros. Esses navios que recebem o óleo das plataformas são chamados de “aliviadores”. A transferência de petróleo e derivados por intermédio de Operação Ship to Ship é uma alternativa para evitar longos deslocamentos dos navios aliviadores, barateando os custos quando o interesse é a exportação do produto, e sem a necessidade de utilizar portos ou terminais brasileiros. Antes da norma o transbordo de petróleo no Brasil somente poderia ocorrer nos portos.
    O interessado na Autorização Ambiental para realização de operação ship to ship, deverá apresentar ao Ibama a capacidade de atender as técnicas e procedimentos para prevenção da poluição, em conformidade com as normas nacionais e internacionais que tratem do tema, incluindo procedimentos para contingência caso falhem os dispositivos de segurança.
    A autorização ambiental não será emitida para realização de operações ship to ship próximo a áreas sensíveis como, por exemplo, complexo recifal de Abrolhos, Bacias da Foz do Amazonas e de Pelotas.

    Janete Porto
    Ascom/Ibama
    Foto: fonte Petrobras

    Distribuição geográfica de árvores da Mata Atlântica pode cair 65% até 2100

    Caso se concretizem as projeções mais pessimistas do IPCC e o aquecimento atingir a casa dos quatro graus Celsius, a distribuição geográfica das árvores da Mata Atlântica poderá ter redução de até 65% em 2100

    -  A  A  +

    ...your local connection/Creative Commons

    Caso se concretizem as projeções mais otimistas do IPCC - Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas e a temperatura nas áreas com remanescentes de Mata Atlântica aumentar até dois graus Celsius, a distribuição geográfica das árvores desta floresta poderá ter redução de 30% em 2100. Se as estimativas mais pessimistas vingarem e o aquecimento atingir a casa dos quatro graus Celsius, tal redução poderá chegar a 65%.


    O alerta foi feito por Carlos Joly, coordenador do Programa de Pesquisas em Caracterização, Conservação, Restauração e Uso Sustentável da Biodiversidade do Estado de São Paulo (BIOTA-FAPESP) e pesquisador do IB/Unicamp - Instituto de Biologia da Universidade Estadual de Campinas, durante o sexto encontro do Ciclo de Conferências 2013 do BIOTA Educação, realizado no dia 22 de julho na FAPESP, em São Paulo.

    Os números foram obtidos a partir de um levantamento que começou em herbários. “Identificamos pelo menos 30 pontos de ocorrência exata de árvores da Mata Atlântica e, com isso, fizemos um mapa de onde elas ocorrem hoje em determinadas condições de temperatura, precipitação, tipo de solo e altitude”, explicou Joly.

    Considerando os 30 pontos iniciais, o passo seguinte foi usar um algoritmo para calcular em que outros lugares haveria potencial para a ocorrência das espécies, o que deu origem a um segundo mapa. De acordo com o pesquisador, “isso nos permitiu dizer que determinada espécie é capaz de ocorrer em certa localidade, sob certas condições anuais de temperatura e precipitação”.



    Em seguida, as projeções do IPCC permitiram traçar o panorama de 2100, considerando cenários mais e menos otimistas. “Estimamos que a porção nordeste dos remanescentes – onde a estimativa é que também haja redução significativa de chuvas – vá diminuir. E a distribuição geográfica das espécies ficará mais restrita a áreas como a Serra do Mar, onde a precipitação é garantida e o relevo impede que a temperatura suba demais”, afirmou Joly.

    ESTOQUES DE CARBONO
    Outro tema abordado durante a conferência foi o monitoramento do carbono estocado na Floresta Atlântica paulista, em uma faixa equivalente a 14 campos de futebol entre Ubatuba e São Luiz do Paraitinga.

    Desde 2005, pesquisas viabilizadas pelo BIOTA-FAPESP e pelo Programa FAPESP de PFPMCG - Pesquisa sobre Mudanças Climáticas Globais investigam os remanescentes de Mata Atlântica na região, inclusive no que diz respeito às trocas gasosas entre as plantas e o meio ambiente.

    O acompanhamento é feito por meio de cintas de aço colocadas nos troncos das árvores – a medição do diâmetro, a cada dois anos, aponta quanto carbono vem sendo fixado por elas. “Também monitoramos árvores que morrem e vão entrar em decomposição e plantas novas, que no último período verificado cresceram o bastante para entrar em nossa amostragem”, afirmou Joly. Uma torre de 60 metros de altura, equipada com um grande conjunto de sensores, também mede o fluxo de trocas gasosas, além de radiação, chuva, vento, entre outros fatores.

    Os resultados obtidos até o momento apontam para a existência de grandes estoques de carbono, principalmente no solo das regiões mais altas, onde as temperaturas frias tornam o processo de decomposição mais lento e há acúmulo de serapilheira – camada fofa que se forma com folhas caídas no chão.

    “Imaginamos que, em um processo de aquecimento, a serapilheira que se acumulou por milhares de anos vai se decompor mais depressa, fazendo com que a floresta libere mais gás carbônico do que pode assimilar. Ou seja, ela se tornaria uma fonte emissora e nós perderíamos o serviço ambiental de estocagem que hoje as espécies nos prestam”, explicou Joly.

    Nos próximos anos, o monitoramento na Floresta Atlântica paulista será comparado a estudos na Floresta Amazônica e em florestas da Malásia, em parceria com pesquisadores britânicos. Já se sabe, por exemplo, que a Floresta Amazônica não acumula tanto carbono no solo como a Atlântica e, nas medições anuais, estabelece trocas com a atmosfera que resultam em um balanço próximo a zero.

    FAUNA E SENSORIAMENTO
    André Victor Lucci Freitas, pesquisador do IB/Unicamp, também participou da conferência apresentando dados sobre origem, evolução e diversidade da fauna da Mata Atlântica. Ele apontou que a grande diversificação e o alto endemismo faunístico podem ser explicados por um conjunto de processos.

    “A interação entre as tolerâncias ambientais dos diferentes grupos de animais, a heterogeneidade de habitats (florestas, restingas, campos) e os processos históricos (como variações climáticas no passado) explicam a grande diversidade encontrada ao longo de toda a extensão da Mata Atlântica”, disse Freitas.

    O terceiro palestrante, Flávio Jorge Ponzoni, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), tratou sobre os bastidores do desenvolvimento de um atlas.

    “O acompanhamento, agora anual, dos remanescentes da Mata Atlântica é feito a partir da interpretação de imagens de satélites. Fotografias aéreas resultariam em um detalhamento maior, mas essa ainda é uma técnica muito cara para a grande extensão que precisamos monitorar”, disse. Outro desafio é identificar desmatamentos menores causados pela expansão urbana.

    De acordo com Ponzoni, o bioma cobre 7,9% de sua extensão original, se considerados os remanescentes acima de 100 hectares. Quando computados todos os polígonos com 100 hectares ou menos, o domínio é de 11% a 16%.

    segunda-feira, 2 de setembro de 2013

    MMA convoca a população a participar da conferência virtual

    MMA convoca a população a participar da conferência virtual

       MMA convoca a população a participar da conferência virtual
      Debate via internet permitirá levantar sugestões para melhorar a gestão de resíduos sólidos no país

      TINNA OLIVEIRA 

      Os brasileiros terão a oportunidade de participar da Conferência Virtual de Meio Ambiente, que começa na próxima segunda-feira (26/08). Por meio do portal e-Democracia, da Câmara dos Deputados, qualquer pessoa interessada sólidos poderá enviar contribuições relativas à Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). O debate faz parte da 4ª Conferência Nacional de Meio Ambiente (CNMA) e é a primeira vez que essa modalidade via internet é utilizada.

      “Essa é a oportunidade de, quem ainda não participou, dar a sua contribuição para aprimorar a gestão de resíduos sólidos no país”, ressalta o coordenador geral da 4ª CNMA e diretor do Departamento de Cidadania e Responsabilidade Socioambiental do Ministério do Meio Ambiente, Geraldo Vitor de Abreu. Serão 16 dias em que o cidadão poderá enviar as sugestões via internet. O prazo acaba em 10 de setembro.

      EIXOS PRIORITÁRIOS

      Nas últimas duas semanas foram promovidas conversas virtuais sobre cada um dos eixos prioritários da conferência: produção e consumo sustentáveis, redução dos impactos ambientais, geração de trabalho, emprego e renda e educação ambiental. Ao fim da conferência virtual, serão cadastradas 20 propostas por eixo temático. 

      Outra forma de participação na 4ª CNMA é por meio das conferências livres, que podem ser convocadas por qualquer cidadão. Já foram realizadas 139 reuniões em 24 estados. As contribuições levantadas nesta modalidade, assim como na virtual, são encaminhadas diretamente à etapa nacional e devem ser cadastradas no site da conferência.

      Além das conferências livres e da virtual, estão sendo realizadas as assembléias municipais e regionais. Essas enviam suas propostas às etapas estaduais, que também já tiveram início. As propostas levantadas pelas etapas estaduais serão encaminhadas à etapa nacional, que acontecerá de 24 a 27 de outubro, em Brasília.

      Esse é o ponto alto do debate, pois é quando os resultados de todas as conferências locais são discutidos pelos representantes eleitos. Ao final, será elaborado documento com 60 ações prioritárias, sendo 15 por eixo. E produzida uma carta de responsabilidade compartilhada da 4ª CNMA com esses resultados.

      SITE:MMA 

      Cores da mata

      Cores da mata

      Apesar da lenta degradação do ambiente nos últimos 500 anos, pesquisadores estimam haver até 1,2 mil espécies de pássaro espalhadas pela floresta litorânea .Luiz Claudio Marigo National Geographic Brasil -


      fotos de Luiz Claudio Marigo

      Não restam mais que 7% dos 1,5 milhão de quilômetros quadrados originais de Mata Atlântica da época de suas primeiras descrições, no século 16, quando europeus desembarcaram no litoral brasileiro e, fascinados, puderam contemplar a surpreendente fauna do Novo Mundo - como a ave araçari-poca (acima), símbolo dos trópicos pela exuberância, formas e cores. 


      Apesar da lenta degradação do ambiente nos últimos 500 anos, pesquisadores estimam haver até 1,2 mil espécies de pássaro espalhadas pela floresta litorânea. Mas a descontinuidade de seu hábitat isolou os araçaris e outros animais em populações separadas, o que tende a ser uma ameaça. Daí a importância de ampliar áreas protegidas e conectar esses remanescentes emcorredores ecológicos


      "O araçari-poca é endêmico desse bioma, e não está sob risco imediato. Entretanto, pode desaparecer de áreas fragmentadas ou muito pequenas", analisa o ornitólogo Luís Fábio Silveira, da Universidade de São Paulo. Para ele, mesmo que nenhum caso de extinção tenha sido ainda comprovado na Mata Atlântica, há um claro processo de declínio. "Duas hipóteses são consideradas: a primeira sugere que as aves da floresta, durante sua evolução, desenvolveram a capacidade de sobreviver em ambientes secundários. Já a segunda aponta que, em breve, começaremos a observar um período de extermínio em massa", diz. 


      Exclusivo - Um álbum especial sobre os bichos da Mata Atlântica - entre eles este macaco-prego-robusto - e a importância das iniciativas particulares de conservação da floresta estão em ngbrasil.com.br

      domingo, 1 de setembro de 2013

      Seis formas de saber se você caminha para o sucesso financeiro

      O sucesso financeiro, que muitas pessoas associam com negócios ousados, “grandes tacadas” ou mesmo pura sorte é, em grande parte, resultado de bons hábitos. A consistência nas ações cria os hábitos, e bons hábitos criam o sucesso. A seguir detalho alguns desses bons hábitos. Se você já os cultiva, ótimo; se não, preste atenção e procure mudar sua realidade para comportá-los.
      1. Você é capaz de cumprir compromissos consigo mesmo

      Você estabelece para si determinadas metas como, por exemplo, “guardar 10% daquilo que ganha, todo mês”. Não é um compromisso assumido com o banco, com a financeira, com seu patrão, seu cônjuge ou seu pai. É um compromisso assumido apenas consigo mesmo. Se você falhar, ninguém vai lhe punir ou aplicar uma multa. Será apenas você com você mesmo.

      A maioria das pessoas, infelizmente, só consegue cumprir compromissos quando há algum tipo de ameaça externa, uma perspectiva concreta de punição, ou então quando há o risco de magoar uma pessoa próxima. Mas poucos se preocupam em não magoar a si mesmos.
      Também sabe que aquilo que deu certo no passado não necessariamente repetirá o desempenho no futuro. Se seu vizinho conseguiu trocar de carro com as ações que ele comprou no ano passado, isso não significa que você conseguirá o mesmo comprando ações este ano.
      2. Você alimenta um ceticismo saudável

      Você tem uma mínima noção de quais são os retornos esperados para a maioria dos investimentos e empreendimentos. Você pode não ser um PhD em finanças, mas tem um mínimo de senso crítico para saber que aquele esquema oferecido pelo seu primo, que promete 30% ao mês investindo na engorda de ovelhas ou em títulos financeiros de algum país obscuro, é uma barca furada.

      3. Você controla seus impulsos

      Você é capaz de passar na frente de uma vitrine, se apaixonar por determinado produto, mas ainda assim ter o autocontrole necessário para se retirar e pensar melhor na necessidade daquela compra. Pessoas que conseguem esperar pelo menos um dia após verem um produto “apaixonante” têm grande possibilidade de chegar à conclusão de que aquela compra não seria um bom negócio. No dia seguinte, se a necessidade ainda existir em sua cabeça, você irá à loja e comprará o produto, sem culpa.

      Pessoas que não resistem à tentação da compra por impulso são o “sonho dourado” de todo vendedor, que usará todo seu arsenal de desculpas esfarrapadas (tipo “é a última unidade e o fabricante não vai entregar mais” ou “este preço só vale hoje, amanhã muda a tabela”) para criar um senso de urgência e uma falsa necessidade de adquirir aquele e outros produtos.
      4. Você tem um fluxo de caixa positivo

      Fluxo de caixa? Positivo? Bem, vamos colocar em termos mais simples: você gasta menos do que ganha. Você sabe que a quantia de dinheiro que tem é o resultado de uma operação matemática simples: aquilo que você ganha menos o que gasta é aquilo que sobra.

      Se aquilo que você ganha não é tanto assim, você entende que terá que ter um padrão de vida mais modesto para que a conta “feche”. E se quiser elevar esse padrão de vida, o fará procurando aumentar aquilo que ganha e não gastando aquilo que não tem.
      5. Você evita dívidas

      Você sabe o quanto as dívidas podem comprometer sua vida e a vida de sua família quando elas se descontrolam e também sabe que o descontrole é algo que acontece muito facilmente. Você faz contas antes de comprar qualquer bem parcelado, para ver qual é o seu custo real.

      Aquela conversa de que “a parcela cabe na orçamento” simplesmente não existe para você. E se passar por algum aperto financeiro, você sempre buscará alternativas antes de recorrer a um banco (ou a um agiota).
      6. Você se interessa por suas próprias finanças

      Você não tem medo de olhar para seu extrato bancário e nem “terceiriza” sua vida financeira, confiando cegamente em seu gerente de banco. Você procura saber o mínimo sobre opções de crédito e investimento para, pelo menos, conseguir se comunicar adequadamente com o responsável por sua conta.

      E, quando precisa de alguma informação, você sabe onde procurar e não vai recorrer às “dicas infalíveis” daquele seu amigo que diz que entende tudo de finanças, mas vive endividado e “enrolado”.
      Hora de valorizar os bons hábitos! Boa sorte e até a próxima.

      GOVERNO DO ESTADO INAUGURA UPAM DO PARQUE DA SERRA DA TIRIRICA

      GOVERNO DO ESTADO INAUGURA UPAM DO PARQUE DA SERRA DA TIRIRICA
      Onde: Estrada de Itaipuaçu, lote 123, quadra 3

      Ponto de encontro: Após o KM 13 da RJ 106, entrar na Estrada de Itaipuaçu (viatura do Comando de Polícia Ambiental estará informando local do evento)

      Em parceria com a Secretaria de Estado do Segurança, a Secretaria do Ambiente (SEA) estará inaugurando nesta quarta-feira a Unidade de Policiamento Ambiental (UPAm) do Parque Estadual da Serra da Tiririca, que abrange os municípios de Niterói e Maricá.

      A UPAm da Serra da Tiririca é a oitava do estado. Os parques estaduais do Desengano, Três Picos, Pedra Branca e da Ilha Grande e a Reserva Ecológica da Juatinga, além das UPAms Móvel e Marítima, já contam com unidades semelhantes.

      A UPAm visa a intensificar o combate aos crimes ambientais em áreas preservadas, manter a segurança no entorno do local, realizar fiscalizações nas ocupações irregulares e monitorar a presença de caçadores.

      O Parque da Serra da Tiririca possui uma área de aproximadamente 2.400 hectares, abrangendo áreas das regiões Leste e Oceânica de Niterói e parte do bairro Itaipuaçu, em Maricá.