Follow by Email

quarta-feira, 24 de agosto de 2016


São Paulo sedia a 1a Ilha de Reciclagem Automotiva da América Latina


A 1ª Ilha de Reciclagem Automotiva da América Latina será realizada na 18ª edição da FIMAI ECOMONDO, em outubro. Visitantes irão conhecer, na prática, como funciona uma indústria reversa inteligente dentro da cadeia automotiva

Quando se trata de Reciclagem Automotiva, deve-se pensar nos carros, caminhões e vans como acontece com os bois, dos quais tudo se aproveita, do couro aos chifres. Esse conceito será demonstrado, na prática, durante a 1ª Ilha de Reciclagem Automotiva da América Latina, a ser realizado entre os dias 4 e 6 de outubro, no Pavilhão Verde do Expo Center Norte.

A Reciclagem Automotiva é um novo nicho no mercado ambiental, que ganha impulso no Brasil com as novas legislações nos âmbitos do seguro popular, renovação de frotas e, principalmente, pela valorização da sustentabilidade no setor industrial com base na economia ecoeficiente.

Este novo modelo de negócio foi criado para reduzir os impactos ambientais e promover a inovação e tecnologia em suas diversas vertentes do mercado automotivo nacional. Representada pelos recuperadores, desmontes legalizados e recicladores de peças usadas, são vários os benefícios incutidos nestas atividades, como o reaproveitamento das peças em condições de uso, uma vez que são originais e já aprovadas pela indústria, além da triagem de peças por tipo de material, como plásticos e seus variados, alumínio, cobre, aço, bem como catalisador, líquidos e óleos, borrachas, pneus e demais materiais que, se classificados, valem dinheiro e geram muito interesse no mercado.

O desenvolvimento da reciclagem automotiva no Brasil é um fator de suma importância para a área de sustentabilidade, por isso o tema foi agregado nesta 18ª edição da FIMAI ECOMONDO como forma de incentivar o crescimento do setor e promover a aproximação dos principais players e interessados neste negócio promissor em níveis internacionais.

Reciclagem automotiva = alternativa inteligente e mais barata para o cliente

Segundo Eduardo Santos, consultor especializado em Reciclagem Automotiva e coordenador da iniciativa na FIMAI ECOMONDO, o mercado de desmontes no Brasil passa por um momento muito interessante, uma vez que a lei federal que regulamenta o setor em todo o território nacional deu início ao desenvolvimento efetivo do reciclo automotivo. Para ele, os famosos Rs da Reciclagem (Reduzir, Reutilizar, Reciclar, Reeducar, etc) a cada dia que passa faz mais sentido na vida dos cidadãos. “O Brasil passa por um período dramático de desemprego, elevação de preços, crise política e uma série de outros problemas cotidianos que interferem em nossas vidas. Tais períodos de dificuldades nos fazem refletir e tomar atitudes que em outros momentos talvez não déssemos tanta atenção, como é o caso da reciclagem”, diz Santos.

Ele acredita que com o dinheiro curto as prioridades mudam, assim como nossa relação com o consumo diário. “No caso do setor automotivo, a situação pesa mais, pois os altos preços das peças espantam os clientes das lojas e oficinas passando para segundo plano o momento de troca de uma peça, ou mesmo, a manutenção do veículo. Uma alternativa inteligente e barata são as peças originais usadas, de qualidade e procedência as quais a lei regulamenta”, informa. Ele acrescenta que no setor de reciclagem automotiva temos os setores de desmonte, recondicionadores e comércio de peças usadas, que estão se adequando para atenderem o mercado de forma lícita.

Além disso, Santos salienta que a regulamentação do setor gerou expectativas positivas, como aconteceu quando o setor de seguros quando lançou o seguro popular que prevê também o uso de peças usadas originais com procedência. “Além desses fatos relevantes, os investidores nacionais e internacionais estão de olho nesse mercado, que em muitos países já está bem mais adiantado e, em alguns deles, inclusive, com formatos diferentes de acordo com as necessidades regionais”, observa.

Outra expectativa que também está em debate, segundo Santos, é a renovação da frota que ganha força devido ao cenário pelo qual o país passa e, principalmente, as montadoras. “Com tudo isso, entendo ser uma excelente oportunidade podermos apresentar à sociedade brasileira um evento que exalte as ideias colocadas em prática nesses dois últimos anos de discussão da lei, que iniciou fortemente em São Paulo e estimulou a lei federal, lançada em 2015”, comenta.

Santos destaca que a FIMAI ECOMONDO, antes e durante esse período, participou ativamente trazendo para dentro do evento o tema Reciclagem Automotiva . Na visão dele, agora, com a parceria internacional com a Rimini Fiera, da Itália, não só os brasileiros, mas os estrangeiros terão a oportunidade de conhecer mais o que nosso país está fazendo para despontar nesse setor. “A Ilha da Reciclagem Automotiva vai estimular os representantes do setor a demonstrarem seu trabalho, assim como, será uma excelente oportunidade para atrair investidores e abrir um leque de negócios que coloquem o Brasil entre os grandes desse segmento no mundo”, preconiza.

Desta forma, numa área preparada exclusivamente para a primeira ilha de Reciclagem Automotiva da América Latina, o visitante irá conhecer como funciona uma indústria reversa inteligente dentro da cadeia automotiva, assistirá palestras técnicas e vai interagir com os principais players deste mercado.

Disponível em: http://www.meiofiltrante.com.br/internas.asp?id=19900&link=noticias


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Obrigado pelo sua participação e opinião !