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terça-feira, 12 de julho de 2016

Municípios precisam reduzir perdas de água


Os municípios brasileiros ainda caminham a passos lentos na redução das perdas de água. Dados do SNIS (Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento) mostra que a média nacional de perdas era de 42,2% em 2004, reduzindo para apenas 39,1% em 2013. “As cidades brasileiras são muito vagarosas em soluções para evitar o desperdício de água”, alerta Luiz Roberto Gravina Pladevall, presidente da Apecs (Associação Paulista de Empresas de Consultoria e Serviços em Saneamento e Meio Ambiente).
Para Pladevall, o governo federal precisa criar instrumentos de estímulos a programas que reduzam significativamente as perdas de água tratada nos sistemas de abastecimento dos municípios: “As companhias de saneamento têm altos custos para o tratamento de água. Depois de todos o processo, você desperdiça quase 40% do que tratou. É dinheiro literalmente jogado pelo ralo.”
Sistemas de abastecimentos antigos são as principais causas de perdas de água nas cidades. “Muitos municípios têm tubulações com mais de 70 anos. Qualquer alteração de pressão pode provocar rompimentos e aumentar o desperdício”, explica Pladevall. Segundo ele, já existem técnica que permitem a troca desses encanamentos sem a necessidade de abrir valas nas vias das cidades. “Os métodos não-destrutivos de substituição de tubulações antigas em áreas densamente urbanizadas são, por exemplo, uma das soluções para os municípios reduzirem o desperdício de água”, afirma o presidente da Apecs.
“Além das tubulações antigas, os operadores precisam melhorar a gestão de operação dos seus sistemas de abastecimento, atualizando os seus cadastros e implantando Distritos de Medição e Controle (DMCs)”, explica Pladevall.
Os dados do SNIS apontam ainda que seis estados brasileiros apresentam perdas acima de 60%. Entre eles estão Maranhão (64,5% de perdas), Amapá (76,5%), Roraima (64,6%) e Amazonas (72,6%).
Apecs
Fundada em 1989, a Apecs congrega atualmente cerca de 40 das mais representativas empresas de serviços e consultoria em Saneamento Básico e Meio Ambiente com atuação dentro e fora do país.
Essas companhias reúnem parte significativa do patrimônio tecnológico nacional do setor de Saneamento Básico e Meio Ambiente, fundamental para o desenvolvimento social e econômico brasileiro, estando presente nos mais importantes empreendimentos do setor.
NOTA DO BLOG: MONITORAMOS OS DADOS EM CAMPOS,COM INFORMAÇOES PARA SNIS E AGEVAP.
BEM ABAIXO DA MÉDIA ANCIONAL, NOSSAS PERDAS SITUA-SE NA FAIXA DE 29 %
Disponível em: http://revistaamazonia.com.br/municipios-precisam-reduzir-perdas-de-agua/

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