Follow by Email

quinta-feira, 30 de abril de 2015


Reprodução do Diário do Poder
Reprodução do Diário do Poder


Na abertura de uma feira de agronegócios em São Paulo, o Vice-Presidente Michel Temer foi impedido de discursar por manifestantes que fizeram um buzinaço pedindo o impeachment da Presidente Dilma. Já o governador Geraldo Alckmin foi aplaudido deixando a sensação de que o buzinaço foi organizado pelos tucanos. Aliás, amanhã a bancada federal do PSDB deve se reunir para decidir se entra com o pedido de impeachment na Câmara. 
FONTE BLOG DO GAROTINHO 

Plantio de árvores próximo ao Morar Feliz do Eldorado

Plantio de árvores próximo ao Morar Feliz do Eldorado

A Secretaria de Meio Ambiente plantou 15 árvores das espécies ipê amarelo, murta e mangueira, na unidade de triagem de materiais recicláveis, próximo ao Condomínio Morar Feliz do Parque Eldorado. O trabalho foi realizado em parceria com a Secretaria de Limpeza Pública, Praças e Jardins.

- As árvores contribuem para promover sombra, produzir flores e frutos, amenizar a temperatura e deixar as áreas mais verdades – disse o secretário de Meio Ambiente, Zacarias Albuquerque. Ele informou que a irrigação das árvores será feita pela Associação de Ex-Catadores, que vai operar a unidade. O plantio foi realizado nesta terça-feira (14). O secretário de Limpeza Pública, Praças e Jardins, Jorge Rangel, também participou do plantio.
Por: Francisca de Assis - Foto: Divulgação -  15/04/2015 15:59:49

Primeiro arranha-céu feito de madeira ficará pronto em 2023, na Suécia

Liège Copstein - Casa.com - 03/2015

CC / Ben Christian

Västerbroplan, de 11 mil m², é ambicioso: será o primeiro arranha-céu com estrutura de madeira maciça do planeta.

Desenvolvida pelo escritório dinamarquês C.F. Moller, a obra de 34 andares, com término previsto até 2023, tem tudo para se tornar um marco em Estocolmo graças às suas múltiplas características sustentáveis.

Em nome da estabilidade, o núcleo empregará concreto. Porém, o restante do esqueleto levará apenas CLT (madeira laminada cruzada) aparente. "Durável e ecologicamente correta, é a melhor escolha para projetos inovadores", afirma o arquiteto Marten Leringe.

Cada um dos cem apartamentos será circundado por um jardim de inverno e abastecido com a energia proveniente de painéis solares.

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Pudim fala sobre nova etapa do “Muda Campos” e lista nomes para 2016

O deputado estadual Geraldo Pudim (PR), primeiro secretário da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) e vice-presidente estadual do PR, participou ontem (23) do programa “Balanço Geral”, da rádio Record, e comentou sobre o passado, o presente e o futuro do grupo político liderado pelo deputado federal Anthony Garotinho (PR).
Membro do grupo desde o início, Pudim participou, na década de 80, do movimento “Muda Campos”, que acabou com a hegemonia do ex-prefeito Zezé Barbosa. “Éramos jovens e tínhamos planos bem definidos. Hoje, quase trinta anos depois, é possível notar que atingimos muitas metas do Muda Campos, como o importante resgate social. Agora é o momento de partir para uma nova etapa”, disse Pudim, que também falou em renovação. “As pessoas envelhecem. Hoje estou com 55 anos, o Garotinho também. Precisamos abrir espaço para as novas gerações”, disse.
Segundo Pudim, a meta do novo “Muda Campos” é criar uma sintonia entre a “pedra” e as áreas mais afastadas. “É preciso inserir as novas gerações em um novo contexto. Com esporte, cultura, lazer e mobilidade urbana. Essas novas gerações estão mais conectadas e podem voar bem mais alto do que as gerações anteriores”, disse.
Nomes para 2016 – Sobre a eleição de 2016, Pudim disse que, além de reescrever um projeto para Campos, o grupo não deve “pensar em nomes que sejam apenas viáveis eleitoralmente”. “Existem vários casos de políticos que são viáveis eleitoralmente e se tornam péssimos gestores, destroem a cidade. Temos que nos perguntar: quem seria o melhor intérprete para este novo projeto? Quem seria o melhor executor, o melhor gestor? Temos grandes nomes que estão se colocando, como o nosso vice-prefeito, Doutor Chicão (PP), o vereador Mauro Silva (PT do B), a vereadora Auxiliadora (PHS) e o Fábio Ribeiro (PR)”, listou.
Vai entrar no páreo? - Fiel escudeiro do casal Garotinho, Pudim já entrou duas vezes na disputa pela Prefeitura de Campos: em 2004 e na eleição suplementar de 2006. Na duas vezes venceu no primeiro turno e foi derrotado no segundo turno, primeiro para Carlos Alberto Campista e depois para Alexandre Mocaiber. De lá pra cá, Pudim foi deputado federal e está em seu segundo mandato na Alerj. “Acredito que tenho os requisitos para entrar na disputa. Estou vivendo o melhor momento de maturidade política da minha vida. Avancei muito e aprendo muito nos últimos anos. Mas se o partido entender que não precisa de mim, que tem outro melhor, estarei no palanque com o mesmo entusiasmo”, frisou.

Depois da internet, a política nunca mais será a mesma

As manifestações de 15 de março mostram como as redes sociais ajudaram os cidadãos a ganhar maior protagonismo e influência na política

BRUNO FERRARI E THAIS LAZZERI COM ARIANE FREITAS, IGOR UTSUMI, LEOPOLDO MATEUS E LÍVIA CUNTO SALLES
FONTE REVISTA ÉPOCA
29/03/2015 
Kindle
Share20 
MOBILIZAÇÃO Manifestantes na Avenida Paulista, em São Paulo. O protesto reuniu cerca de 1 milhão de pessoas, segundo a PM (Foto: Bruno Fernandes / Fotoarena)
AGITADOR DIGITAL O empresário Rogerio Chequer, do Vem pra Rua, em São Paulo. O movimento atraiu 367 mil seguidores no Facebook (Foto: Camila Fontana/ÉPOCA)
A mobilização do último dia 15 de março, que levou 2,3 milhões de brasileiros às ruas em protestos contra a corrupção e contra o governo Dilma Rousseff, começou com o toque de um celular. No início do ano, um dos quatro aparelhos usados pelo administrador de empresas Marcello Reis, de 40 anos, de São Paulo, registrou a chegada de uma mensagem via WhatsApp, o mais popular aplicativo de troca de mensagens gratuitas do Brasil. A mensagem convocava para manifestações contra a falta de água em São Paulo, o reajuste de 50 centavos na tarifa de ônibus da cidade e contra a corrupção. O mesmo torpedo irrompeu na tela do smartphone do empresário Rogerio Chequer, de 46 anos, sócio de uma agência de comunicação em São Paulo. A origem da mensagem é controversa. Segundo Reis, quem disparou a convocação para a mobilização foi o Movimento Passe Livre (MPL). Seria irônico, pois o MPL também foi protagonista das manifestações de junho de 2013 – mas o MPL, ouvido por ÉPOCA, negou a autoria do viral.
Sobre o que aconteceu a partir dali, não há dúvidas e vai virar história. Marcello Reis, um dos organizadores do Revoltados On Line, movimento que tem 739 mil seguidores no Facebook e agita a bandeira do impeachment da presidente Dilma Rousseff, gravou um vídeo com uma convocação para a mobilização no dia 15. Chequer, um dos coordenadores do Vem pra Rua – movimento anticorrupção criado na internet em novembro de 2014, que atraiu 367 mil seguidores com seus apelos “aos indignados com a nossa classe política” –, também aderiu. Usaram tablets, smartphones e computadores para espalhar a chamada às ruas. A mobilização cresceu em nível nacional, com o engajamento de cidadãos descontentes e outros pequenos movimentos de caráter local, como o Cariocas Direitos, liderado pelo engenheiro Denis de Abreu, de 37 anos, ex-líder estudantil e ex-integrante do PMDB. Em pouco tempo, ergueu-se uma onda gigantesca que ultrapassou as fronteiras da bolha virtual e encheu as ruas naquel domingo. “O desrespeito ao povo brasileiro é nosso maior fator de engajamento”, diz Chequer, do Vem pra Rua. “E que melhor ferramenta para alcançar mais gente do que a internet?”
Mais conectados e mais engajados  (Foto: época )
Ele tem razão. Arregimentar milhões de pessoas num prazo tão curto era  impossível nos tempos dos megafones e caminhões de som. Na era das redes sociais, no entanto, um mero clique de compartilhamento de uma mensagem ou de um vídeo pode ser um gatilho para reunir uma multidão em torno de uma causa. Basta que as mensagens tenham o conteúdo e o tom corretos para engajar emocionalmente seus destinatários e sejam distribuídas pelos canais adequados para alcançar o maior número de cidadãos. “As redes sociais têm o poder de construir uma tensão emocional entre pessoas espalhadas por vários bairros e cidades”, diz  o italiano Paolo Gerbaudo, professor de cultura digital e sociedade do King’s College, de Londres, e autor do livro Tweets and the streets (Tuítes e as ruas, na tradução em português). “Elas podem criar um senso contagioso de antecipação ou de ímpeto.” Segundo Gerbaudo, isso se deve a uma característica das redes sociais. Elas permitem conversas abertas ao público, ao mesmo tempo que são canais para criar uma intimidade entre os mais diversos interlocutores.
Vive-se um segundo momento do uso das redes sociais na política. Acabou a era dos “manifestantes de sofá”, que se limitavam a criar grupos de protestos e a assinar petições on-line. Elas servem, agora, como ferramenta para levar gente para a rua. E, com isso, influenciam a agenda dos governantes. Depois das manifestações de 15 de março, a presidente Dilma Rousseff anunciou um pacote anticorrupção para mostrar que ouvira a voz das ruas. A combinação entre internet e as ruas é explosiva, mas ela não substitui as instituições próprias da democracia. Passeatas não mudam leis, não derrubam governos, não promovem mudanças radicais. Quem faz isso são os representantes eleitos pelo povo. A política nunca mais será a mesma porque, para esses representantes, não é mais possível ignorar a voz das ruas. No Brasil, o primeiro capítulo dessa nova tendência ocorreu em junho de 2013. O segundo foi agora, com a reunião de 2,3 milhões de pessoas em várias cidades brasileiras em 15 de março. É tanta a facilidade para convocar gente via redes sociais que seria ingenuidade dizer que vai parar por aí. Já existe outra manifestação convocada para o dia 12 de abril, pelo Movimento Brasil Livre, um dos responsáveis pela organização do 15 de março.
>> O pacote anticorrupção proposto por Dilma Rousseff

O marco inicial do casamento entre ruas e redes foi a Revolução Verde, que ocorreu no Irã em 2009. Na ocasião, com os meios de comunicação sob vigilância e após denúncias de manipulação das eleições na vitória do presidente Mahmoud Ahmadinejad, os iranianos usaram o Twitter e outras redes sociais para convocar manifestações que abalaram o regime teocrático dos mulás. Os militantes políticos descobriram, assim, um primeiro uso das redes sociais: burlar a censura. Um segundo momento ocorreu nos protestos contra o presidente Hosni Mubarak em janeiro de 2011. Redes sociais livres de monitoramento ajudaram na convocação dos manifestantes, que chegaram a 2 milhões. Elas também foram fundamentais para divulgar o movimento no mundo, especialmente nos países muçulmanos – desencadeando o que ficou conhecido como Primavera Árabe. As manifestações de junho de 2013 no Brasil foram igualmente desencadeadas pelas redes sociais. Entidades como o Movimento  Passe Livre, o MPL, usaram o Facebook para capitalizar o descontentamento da população com a violência policial que marcou uma das primeiras manifestações – na qual jornalistas chegaram a ser feridos com balas de borracha. Por fim, as passeatas de 15 de março consagraram o WhatsApp como ferramenta para arregimentar manifestantes.
 
PRIMEIRO CAPÍTULO Protestos em  São Paulo em junho de 2013. Reivindicação por melhores serviços   (Foto: Mauricio Lima/The New York Times)
As manifestações se beneficiaram do aumento exponencial, no Brasil, do acesso a tecnologias digitais. Os brasileiros donos de smartphones eram pouco mais de 30 milhões durante as jornadas de junho de 2013. Hoje, segundo dados do Ibope, são 58,6 milhões. O aplicativo WhatsApp mais que dobrou sua base de usuários no país e se popularizou como “zap zap”. O último dado oficial, divulgado em meados de 2014, dizia que, dos 468 milhões de usuários do WhatsApp no mundo, 38 milhões estavam no Brasil. Hoje, segundo estimativas não oficiais (o WhatsApp não informa mais os dados), são mais de 50 milhões de brasileiros trocando mensagens, fotos e vídeos pelo aplicativo. Junto com a evolução da qualidade das câmeras dos celulares, isso gerou também um fenômeno comportamental: a onda do selfie. Selfie sozinho, em família ou com o pau de selfie. E, agora, selfie em manifestações. O recurso foi muito usado nas passeatas do último dia 15 – em que muitos fizeram questão de mostrar a si próprios em meio a policiais que escoltavam pacificamente os manifestantes. Isso acaba tendo um efeito multiplicador. Primeiro, as redes sociais convocam os manifestantes. Depois, por meio dos selfies, os manifestantes que estão na rua estimulam a participação de mais e mais manifestantes.
“Os usuários descobriram que podem influenciar politicamente com seu pronunciamento público”, diz Carlos H. Moreira Jr., diretor de desenvolvimento de mercados do Twitter para a América Latina. “Isso é uma mudança de comportamento.” Na linguagem dos acadêmicos, esse processo é descrito como o “empoderamento do cidadão”. Na prática, ele se traduz na preferência por alguns termos ou palavras de ordem. ÉPOCA teve acesso a uma análise exclusiva realizada pelo Twitter em parceria com o Ibope, que acompanhou 609 mil tuítes do dia 1º de março até o início do dia 15. O objetivo era entender a agenda das manifestações e quais personagens estavam mais associados a ela. Segundo a análise, 40% dos tuítes faziam referência ao impeachment da presidente Dilma Rousseff. Nos cinco temas mais citados, apareceram também corrupção (4%), a CPI da Petrobras (2,2%) e golpe militar (menos de 1%). Isso mostra que, se as redes sociais potencializam a emoção dos usuários, foi o sentimento antipetista que encheu as ruas no dia 15.
>> O novo ativista digital

Sem pesquisas oficiais como a feita pelo Twitter e pelo Ibope, os organizadores das manifestações de 15 de março entenderam a mudança de comportamento do público. Mesmo com ideologias e estilos bem diferentes, eles atuam de forma muito parecida nas múltiplas plataformas virtuais. Em primeiro lugar, eles se estruturaram para atender a vontade dos brasileiros de extravasar suas opiniões e sua indignação. Todos os movimentos postaram vídeos, imagens e mensagens dos seguidores – inclusive das reações de repúdio aos discursos da presidente Dilma Rousseff. Assim, o número de curtidas e compartilhamentos aumentou exponencialmente. Eles também se organizaram internamente para chegar ao maior número de pessoas. O Movimento Vem pra Rua tem 30 organizadores e 20 líderes regionais voluntários. Eles elegem o material que terá maior propagação nas redes e os temas que precisam de esclarecimentos pontuais. As manifestações podem ser espontâneas e ter coordenadores pulverizados – mas esses coordenadores usam de estratégia em seu trabalho.
 
SEGUNDO CAPÍTULO Protestos em São Paulo em  15 de março.  O sentimento antipetista uniu os manifestantes (Foto:  Filipe Redondo/ÉPOCA)
Marcello Reis, do Revoltados On Line, diz passar 18 horas por dia conectado. Parte desse tempo é usada para escolher os administradores da página (20 no total), que podem publicar conteúdo sem restrição, e os 150 colaboradores, responsáveis pela interlocução com a imprensa nacional e estrangeira, entre outras atividades. No processo de seleção dos colaboradores, Reis acompanha, por 90 dias, o perfil do usuário, sem avisá-lo. Se aprovado, ele convida o potencial colaborador para uma conversa on-line. O trabalho, diz Reis, garante a audiência. A página do Revoltados no Facebook teve mais de 41 milhões de visualizações desde a criação, em agosto de 2010.
Ao longo da história, as ruas  se consolidaram como um palco privilegiado das manifestações políticas. Isso vale para a Revolução Francesa e para os protestos de maio de 1968 – e, no Brasil, para demonstrações como a campanha das Diretas Já ou o movimento que pediu o impeachment de Fernando Collor em 1991. A diferença é que agora entrou em ação uma ferramenta tecnológica poderosa, com capacidade de dar voz e poder de influência a qualquer pessoa com um smartphone na mão. Com essa tecnologia, as ruas – e os cidadãos nelas – ganharam poder de influenciar a agenda política. Um exemplo da influência dos novos movimentos gerados pelas redes sociais se vê nos Estados Unidos. O movimento OcupemWall Street surgiu em reação às consequências da crise do mercado financeiro desencadeada pela quebra do Lehman Brothers, em 2008. O movimento – cujo slogan, criado por publicitários, era “Somos os 99%” – eclodiu em Nova York em setembro de 2011. E colocou definitivamente o tema da desigualdade na agenda política americana. Nas democracias, como diz o pensador espanhol Manuel Castells, a dinâmica da política será cada vez mais essa. As ruas influenciarão mais e mais a agenda – mas continuará cabendo aos partidos políticos, às instituições, como o Congresso Nacional, e aos governos eleitos adaptarem-se à nova realidade e encaminhar as respostas e as soluções para os gritos que vêm das redes.

terça-feira, 28 de abril de 2015

Deputados do PSDB vão protocolar pedido de impeachment de Dilma

A bancada do PSDB na Câmara dos Deputados decidiu que já há elementos para apresentar o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). Em reunião na última sexta-feira (24), os tucanos avaliaram que não há necessidade de aguardar novos fatos ou pareceres jurídicos. Segundo o líder do partido na Casa, deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), o pedido será apresentado esta semana, “entre terça e quarta-feira”, com base no argumento de que a presidente teria cometido crime de responsabilidade nas chamadas “pedaladas fiscais” e por suposta omissão no esquema de corrupção envolvendo a Petrobras.
O deputado disse que levará o parecer dos parlamentares ao presidente do PSDB, o senador Aécio Neves (MG). “O que vou dizer ao Aécio é que, na visão da bancada, não tem mais o que aguardar. A Câmara é quem decide sobre a abertura do impeachment, então, o protagonismo tem que ser da bancada na Casa. E a decisão já está tomada: o impeachment é cabível e não temos que aguardar mais nenhum parecer”, disse Sampaio. Os tucanos pediram um parecer do jurista Miguel Reale Jr para dar sustentação jurídica ao requerimento de impeachment, mas Sampaio avaliou que já há elementos para tirar a petista do poder. “As motivações dadas tanto no petrolão, com a omissão da presidente, quanto nas pedaladas fiscais, com o comportamento dela, são elementos necessários”, disse o líder do PSDB.
Na semana passada, o senador Aécio Neves (PSDB) subiu o tom das críticas à presidente Dilma e indicou que o partido encabeçaria o movimento pelo impeachment. Mas acabou recuando depois de os também tucanos ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e  ex-governador de São Paulo, hoje senador, José Serra (SP), manifestarem opinião contrária ao pedido de impedimento neste momento. Aécio pediu um prazo maior para elaborar o pedido, que deveria se basear em uma análise técnica sobre o tema.
Sobre a posição contrária do ex-presidente e de outros caciques tucanos, Sampaio ressaltou que a decisão de pedir o impeachment de imediato partiu da bancada da legenda na Câmara e defendeu o movimento dos deputados. “Respeitamos a posição do ex-presidente Fernando Henrique e dos ex-senadores que discordam, mas a Casa que decide é a Câmara. A bancada tem clareza de que o momento enseja o impeachment”, argumentou o parlamentar.
Além do processo de convencimento interno, os tucanos terão que trabalhar também para obter o apoio do presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PDMB-RJ), que na semana passada disse não haver elementos para a abertura do processo de impedimento de Dilma. Sampaio aposta na mudança de opinião do peemedebista. “Uma coisa é o Eduardo Cunha afirmar é contrário ao impeachment com base no que ele viu na imprensa. Outra coisa é ele ter que se debruçar sobre uma peça que tem raciocínio lógico e jurídico, com respaldo na doutrina e na jurisprudência”, disse o deputado tucano. Se Cunha autorizar o desenrolar da tramitação do pedido, ele terá que passar também pelo crivo do plenário da Câmara. O processo só é aberto caso tenha apoio de pelo menos dois terços da Casa, ou seja, de 342 dos 513 deputados.
Fonte: Estado de Minas 

Campos: o que muda com o voto distrital?

Os vereadores de municípios com mais de 200 mil eleitores poderão ser escolhidos por voto distrital. A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou a mudança prevista no projeto PLS 25/2015 nesta quarta-feira (22).  Pela proposta do senador José Serra (PSDB-SP), as cidades deste porte serão divididas em distritos, em número igual ao de vagas na Câmara Municipal. Cada distrito elegerá um vereador por maioria simples (50% dos votos mais um). O candidato mais votado será o eleito.
No caso de Campos, que atualmente possui 25 vereadores,  o município seria dividido em 25 distritos e cada um deles elegeria o seu vereador. O texto prevê que o partido ou coligação pode registrar apenas um candidato por distrito e cada vereador terá um suplente. Os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) serão responsáveis por definir os distritos, observando a continuidade do território e a igualdade de voto.
Atualmente, adota-se o sistema proporcional para a eleição de vereadores, que leva em conta não só o voto no candidato, mas também no partido ou coligação. Já no sistema distrital, o voto é majoritário, ou seja, é eleito o candidato que recebe mais votos.
Se não houver apresentação de recurso para que a matéria seja examinada pelo plenário do Senado, a proposta segue direto para a Câmara dos Deputados. A expectativa é que a proposta seja aplicada já nas eleições de 2016.
A ideia é usar as eleições municipais como um teste para o novo modelo, que pode ser replicado também nas eleições para deputado federal e estadual, em 2018. “Esses noventa e poucos municípios nos quais seria adotado o novo sistema eleitoral abrigam mais de trinta por cento do eleitorado brasileiro, e, por serem capitais e grandes centros, constituem excelente referência para a experimentação e educação política do povo brasileiro”, argumentou om senador Eunício Oliveira (PMDB-CE).
Além disso, a troca no sistema de eleição de vereadores não exige mudança na Constituição, ao contrário do debate sobre o voto distrital para parlamentares estaduais e federais. Serra defendia que uma consequência direta da medida deveria ser a extinção do horário eleitoral para vereadores nas cidades com mais de 200.000 eleitores. Mas o relator retirou essa menção do texto, e foi acompanhado pelos colegas de CCJ.
FONTE BLOG DO BASTOS

Lavar lixo reciclável e usar copo plástico gastam mais água; entenda

Itens descartáveis já são lavados quando chegam em cooperativas.
Produção de copo descartável chega a consumir 500 ml de água.

Do G1, em São Paulo
Em tempos de escassez hídrica, a necessidade de rever hábitos para economizar água se tornou prioridade. O de lavar o lixo antes de destiná-lo à reciclagem é um que precisa ser revisto.
Você que está acostumado a “passar uma aguinha” naquela caixa de leite longa vida ou lata de leite condensado antes do descarte, um recado: apenas pare de fazer isso pelo resto de sua vida.
É o que dizem especialistas ouvidos pelo G1. Lavar itens como potes de iogurte, garrafas PET ou de vidro para retirar restos de alimentos não ajuda no processo de reciclagem e gera mais esgoto – que muitas vezes não é coletado e tratado.

Esses materiais de qualquer forma serão novamente lavados quando chegarem às cooperativas, onde ocorre o processo de separação do papel, plástico, vidro e metal, que, posteriormente, serão destinados às indústrias de reciclagem.
Arte reciclagem (Foto: G1)
“Em qualquer processo de reciclagem, o resíduo será submetido a um processo de higienização. Não há necessidade de uma lavagem aprofundada do material”, explica Carlos Silva Filho, diretor-presidente da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe).

A melhor maneira de preservar o lixo reciclável dentro de casa de maneira higiênica (sem uso de água), até que passe o caminhão para recolher, é guardá-lo em recipientes fechados, que evitam o surgimento de moscas e a emissão de odores, explica Emilio Maciel Eigenheer, especialista em resíduos sólidos.

Copo descartável: vilão ou herói?
Um dos produtos que ganharam destaque após episódios de falta d’água foi o copo descartável.
Restaurantes e bares, principalmente da cidade de São Paulo, decidiram suspender o uso de recipientes de vidro pelos copos feitos de plástico.
Para quem é atingido pela falta de água para lavar louça, a compra pode ser a solução do momento. A longo prazo, pode contribuir para prejudicar ainda mais o abastecimento.
O motivo? A fabricação de apenas um copo descartável chega a consumir 500 ml de água, enquanto a lavagem feita na pia utiliza 400 ml, de acordo com o Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia (IFSP) de Itapetininga (SP).
A lavagem na máquina é ainda mais econômica e gasta apenas 100 ml por copo, isto é, apenas 20% do que é gasto para se produzir um copinho plástico.
“Não se pode culpar a população por essa troca. Mas a grande questão é: será que grandes restaurantes e praças de alimentação realmente não podem usar máquinas mais econômicas?”, recomenda Bruno Fernando Gianelli, professor de materiais do instituto federal.
Produção de copo de plástico gasta mais água do que lavar copo de vidro (Foto: Reprodução/TV Globo)Produção de copo de plástico gasta mais água do que lavar copo de vidro (Foto: Reprodução/TV Globo)