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terça-feira, 20 de agosto de 2013

MAPA MOSTRA POPULAÇÕES MAIS VULNERÁVEIS ÀS MUDANÇAS CLIMÁTICAS NO RIO DE JANEIRO

MAPA MOSTRA POPULAÇÕES MAIS VULNERÁVEIS ÀS MUDANÇAS CLIMÁTICAS NO RIO DE JANEIRO

 » Steven McCane
Encomendado pela Secretaria do Ambiente, estudo da Fiocruz alerta os municípios fluminenses para ações de prevenção a eventos climáticos extremos

O Município do Rio de Janeiro é o mais suscetível aos impactos das mudanças climáticas previstas para os próximos 30 anos no estado, segundo apontou o Mapa de Vulnerabilidade da População Municipal no Estado do Rio de Janeiro, apresentado hoje (8/8) pelo Instituto Fiocruz, na Fundação Oswaldo Cruz, em Manguinhos, na Zona Norte.

O estudo serve de alerta para as 92 prefeituras do Estado do Rio de Janeiro se prevenirem em relação a riscos de saúde pública inerentes aos desastres ambientais que deverão se agravar devido ao agravamento do aquecimento global.

Encomendado pela Secretaria de Estado do Ambiente (SEA), em 2011, Mapa de Vulnerabilidade da População Municipal no Estado do Rio de Janeiro foi elaborado pela Escola Nacional de Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz (Ensp/Fiocruz) e o Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz).

A cidade do Rio de Janeiro foi considerada a mais frágil do ponto de vista de altos índices de vulnerabilidade da saúde – referentes a doenças como leishmaniose, dengue e leptospirose – e do meio ambiente – referente a eventos meteorológicos extremos, como inundações e deslizamentos. O índice social também foi considerado no estudo.

“O mapa é um instrumento de gestão pública que considera não somente o aspecto físico da saúde, mas também da vulnerabilidade social, onde a população está alocada, a estrutura familiar, existência de crianças e pessoas idosas vivendo na região, a parte habitacional e também a parte ambiental, o ambiente aonde ela vive, e também a variação do clima”, explicou a diretora-geral do IOC Martha Ribeiro.

A diretora do instituto comparou a situação da capital do estado em relação aos outros municípios fluminenses, segundo o Índice de Vulnerabilidade Geral (IVGp):

“A cidade do Rio de Janeiro é a mais vulnerável, necessitando de uma adaptação para se prevenir às mudanças climáticas, através de programas que cuidem da biodiversidade, da vegetação. Na parte social, o município está bem, mas na parte da saúde, é o mais vulnerável do estado”, ressaltou Martha.

Presente à cerimônia de lançamento do estudo, o secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, lembrou a importância de estudos do gênero para o bom encaminhamento do trabalho dos gestores públicos municipais:

“Com o estudo elaborado pela Fiocruz, cada prefeito saberá como a vulnerabilidade face às mudanças climáticas afetam o risco de doença, de deslizamento e de inundação no seu município. Através desse mapa, cada um dos municípios do Rio saberá o real risco de catástrofes ambientais e suas consequências. Outra ação estadual preventiva foi a realização da primeira etapa do mapeamento de risco para todos os municípios fluminenses, pelo Departamento de Recursos Naturais (DRN). Recentemente, uma lei estadual foi sancionada, obrigando todas as prefeituras a incluir em seus planos diretores de uso do solo as indicações do mapa de vulnerabilidade”, afirmou Minc.

O secretário ressaltou ainda a importância do ICMS Verde para estimular as políticas municipais de remediação de lixões, a partir da instalação de aterros sanitários, de proteção de corpos hídricos, de saneamento e de criação de unidades de conservação – e futuramente, estimular as questões relacionadas ao estudo de vulnerabilidade da Fiocruz. 

“Ações de saneamento e de remedição dos lixões, assim como de ocupação urbana ordenada e de preservação da biodiversidade são preventivas para área de saúde. Em dois anos e meio, aumentamos em 30% a área protegida do Estado do Rio de Janeiro e, até o final do próximo ano, seremos provavelmente o único estado a remediar todos os lixões”, afirmou Minc.

O Mapa de Vulnerabilidade da População Municipal no Estado do Rio de Janeiro foi elaborado a partir de dados do Censo 2010, elaborados pelo IBGE, e de um software desenvolvido para rápida atualização do mapa de alerta dos municípios fluminenses frente às mudanças climáticas.



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